Slides aula de ética

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Slides da disciplina ética e responsabilidade social - Profa. Fernanda Motta

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Slides aula de ética

  1. 1. Bertold Brecht <ul><li>Em tempos como esse de sangrenta desorientação, de arbítrio planejado, de desordem induzida e humanização desumanizada, que nada seja dito natural para que nada seja dito imutável. </li></ul>
  2. 2. Ética & Consumo <ul><li>É possível falarmos em uma ética do consumo? </li></ul><ul><li>O ato de consumir é uma espécie de necessidade existencial, isto é, um caminho privilegiado para as negociações de identidade dos indivíduos. </li></ul>
  3. 3. Ética & Publicidade <ul><li>Publicidade no banco dos réus </li></ul><ul><li>Acusada de servir de sustentação à lógica de consumo de um sistema capitalista excludente. </li></ul>
  4. 4. Reflexões <ul><li>Pensar a PP como fenômeno sócio-histórico que é construído. </li></ul><ul><li>Hábitos e percepções são construídos e não fatos naturais. </li></ul>
  5. 5. Persuasão <ul><li>Técnica que busca o convencimento, levando o indivíduo a concluir por si só. </li></ul><ul><li>Na publicidade, está explícito. </li></ul><ul><li>Ninguém vê um anúncio sem considerar que ali há uma estratégia de convencimento. </li></ul>
  6. 6. Persuasão <ul><li>Persuasão intrínseca à maioria dos discursos. </li></ul><ul><li>Persuasão não é sinônimo de coerção ou mentira. </li></ul><ul><li>Não se deve ter tanto medo do que é persuasivo nem tanta confiança no que é informativo. </li></ul>
  7. 7. Propaganda e Publicidade <ul><li>Propagare- difusão de ideias, doutrinas e ideologias. </li></ul><ul><li>Publicité – tornar público, divulgação comercial de produtos/serviços. </li></ul><ul><li>Hoje, dimensões claramente associadas. </li></ul><ul><li>Produto + serviço Ideia + valor </li></ul>
  8. 8. Publicidade como fábula <ul><li>Visão neoliberal – publicidade como positiva, uma das bases do mundo de livre escolha, de livre mercado. </li></ul><ul><li>Livre concorrência e igualdade de oportunidades. Sinal de sociedade livre. </li></ul>
  9. 9. Publicidade diante da perversidade <ul><li>Crítica ao estímulo do consumo desenfreado. </li></ul><ul><li>Reforço de visão de mundo marcada pelo consumo. </li></ul><ul><li>Reflexão sobre a forma como nos relacionamos com as coisas e pessoas. </li></ul>
  10. 10. Por uma nova ética <ul><li>Associado não à satisfação de necessidades, mas à criação de novos vazios. </li></ul><ul><li>É possível romper com este círculo vicioso? Escapar da padronização dos desejos humanos? </li></ul>
  11. 11. Publicidade como possibilidade <ul><li>Existem caminhos para retrabalhar as regras do fazer publicitário atual. </li></ul><ul><li>Revolução do consumo pelo consumo. </li></ul><ul><li>Publicidade pode ser melhor assumindo responsabilidades sociais, culturais e educativas. </li></ul>
  12. 12. Propostas <ul><li>Usar o poder da mídia para propor novos valores, levar a reflexões que gerem mudanças. </li></ul><ul><li>Recuperar o impacto desgastado da comunicação publicitária. </li></ul><ul><li>Incentivar a prática da reflexão é o principal agente de mudança. </li></ul>
  13. 13. Imagens mediam a sociedade do vazio existencial
  14. 14. Imagens mediam a sociedade do vazio existencial
  15. 15. Imagens mediam a sociedade do vazio existencial
  16. 16. Imagens mediam a sociedade do vazio existencial
  17. 17. Publicidade no mundo contemporâneo <ul><li>Condutas narcísicas, nas quais o mundo privado é privilegiado em detrimento do público, sendo este tratado como espaço de realização dos próprios interesses. </li></ul>
  18. 18. O indivíduo como produto <ul><li>Sociedade de consumo atribui aos seus produtos o poder de satisfazer as aspirações identitárias dos consumidores. </li></ul><ul><li>E se o imaginário não tem limites, ele pode ser tomado como um mercado muito promissor. </li></ul>
  19. 19. Pressão por adequação <ul><li>Os indivíduos experimentam grande ansiedade porque percebem que suas escolhas de consumo têm um impacto significativo sobre a percepção que os outros têm de sua pessoa. </li></ul>
  20. 20. Relação de dependência <ul><li>Indivíduo vende sua força de trabalho, compra bens, vende uma imagem de adequação à empresa e tem que adquirir produtos coerentes com a imagem que ele quer transmitir. </li></ul>
  21. 21. O “eu” do consumo <ul><li>Instala-se uma forma de sociabilidade marcada pelo narcisismo, onde os indivíduos buscam seu eu não mais em seu “interior”, mas no “consumo, na aparência e no desempenho social”. </li></ul>
  22. 22. Narcisismo <ul><li>Noção freudiana de narcisismo é bastante útil para a análise da sociedade do consumo porque ela condensa dois aspectos marcantes da subjetividade contemporânea: a fragilidade do eu pós-moderno e a obsessão consigo. </li></ul>
  23. 23. Conflito <ul><li>Percepção equivocada dos limites entre o eu e os outros. </li></ul><ul><li>Os indivíduos que agem segundo esta dinâmica psicossocial do “consumo para si mesmo”, tendem a confundir as fronteiras entre o eu e o outro, entre o privado e o público, relacionando-se com o mundo apenas como meio de obter a gratificação de suas necessidades. </li></ul>
  24. 24. Conflito <ul><li>Quanto mais os indivíduos são instados a consumir e afirmar a si mesmo, mais experimentam ansiedade e incerteza sobre si, aumentando também a dificuldade em assumir, eles próprios, o governo de sua existência. </li></ul>
  25. 25. Sociedade <ul><li>As pessoas atuam no mundo guiadas pelos seus impulsos e negligenciam as formas de sociabilidade baseadas no jogo da interação social. </li></ul>
  26. 26. Conflito <ul><li>Problema na perspectiva do ideal de felicidade presente na sociedade de consumo: “como conciliar o bem comum com uma idéia de felicidade privada cuja cláusula de satisfação é a indiferença para com o outro, individual e coletivo?” </li></ul>
  27. 27. Problema <ul><li>“ Não consumimos com a finalidade de construir uma sociedade melhor, para sermos pessoas melhores e viver uma vida autêntica, mas para aumentar os prazeres e confortos privados”. </li></ul><ul><li>Deste modo, a cultura do consumo não incentiva o fortalecimento de uma sociedade sedimentada na cooperação e solidariedade”. </li></ul>
  28. 28. <ul><li>Ame os objetos, eles jamais dizem ‘não’! São dóceis e programados para realizar o que julgamos saber sobre a satisfação de nossos desejos. </li></ul>
  29. 29. <ul><li>Nada de diálogo, divergências, surpresas, ou seja, tudo o que tornava o espaço público de outrora mais rico e que promove o fortalecimento dos laços com o mundo. </li></ul>
  30. 30. Dimensão ética <ul><li>Comunicação voltada para a promoção de uma liberdade geradora de cooperação e interesse pela dimensão pública, comum, da existência humana. </li></ul><ul><li>Formação de consciência crítica. </li></ul>

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