AUTARQUIA EDUCACIONAL DE BELO JARDIM
FACULDADE DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DE BELO JARDIM
CURSO DE BACHARELADO EM ENFERMAGEM
DISC...
ASPECTOS BIOÉTICOS NOS
CUIDADOS PALIATIVOS
(EUTANÁSIA E DISTANÁSIA).
Discentes:
Débora Emanuelly
Fernanda Marinho
Jéssica ...
Aspectos éticos e cuidados
paliativos
• Avanço nas práticas de saúde e nos recursos
tecnológicos na área de saúde;
• Trans...
Ética
• É decorrente das convicções, valores e princípios
morais de uma pessoa, é influenciada pelos
valores morais da soc...
Ética
• Ética profissional:
constituindo-se de um
conjunto de normas
sobre como devem se
comportar,
profissionalmente,
ind...
Ética
• Normas jurídicas: normas jurídicas, na medida
em que estas últimas não requerem adesão
íntima e convicção pessoal ...
Princípios éticos básicos:
- Autonomia:
Autonomia ou autodeterminação é a liberdade
de uma pessoa agir conforme seus valor...
- Não Maleficência:
Implica em não causar dano,
inclui-se na obrigação dos
profissionais de saúde de não
provocar nenhum m...
Princípios éticos adicionais:
- Princípio do Efeito Duplo:
Esse princípio preconiza que sejam avaliados se
os possíveis ef...
- Integridade dos Profissionais de Saúde:
Embora os profissionais de saúde tenham
deveres éticos severos para com seus pac...
- Fidelidade (confiança)
É a obrigatoriedade de manter as promessas,
implicando na presença constante de "estar ao
lado" e...
Outras considerações
• Atenção
biopsicossocial e
espiritual do paciente
e seus familiares;
• Scalon (1998), sugere
estraté...
Distanásia
O que é DISTANÁSIA?
• Segundo o dicionário Aurélio: “Morte lenta,
ansiosa e com muito sofrimento”
• Palavra de ...
Distanásia
DISTANÁSIA e PROGRESSO TÉCNICO-
CIENTÍFICO
• O pregresso técnico-científico passou a interferir
nas fases finai...
Distanásia
Medicina e tecnologia de mãos dadas:
• A morte nas mãos da tecnologia médica seria um evento
menos sofrido?;
• ...
Os Paradigmas de curar e cuidar
• Tecnologia;
• Paradigma de curar:
▫ Dependente da tecnologia da medicina moderna.
• Para...
Relacionamento médico –
paciente: terapia e benefício.
• Childress e Ziegler
▫ Medicina entre estranhos
(não há confiança ...
A vida como um bem fundamental
• Parenético;
• Científico;
• Ética da sacralidade da vida:
▫ A vida é propriedade de Deus....
Dor e sofrimento no contexto
clínico.
• A cura da doença e o alívio do sofrimento são
aceitas como objetivo da medicina. A...
A dor tem duas características
importantes:
• A primeira é que estamos frente a um fenômeno
dual- de um lado a percepção d...
DOR
• FÍSICA: Surge de um ferimento ,doença ou
deterioração progressiva do corpo, no idoso e no
doente terminal. Impede o ...
A Associação Internacional de
Estudo da Dor definiu a dor como:
• Uma experiência emocional e sensorial
desagradável, asso...
Daniel Callahan definiu sofrimento
como sendo a experiência de
impotência com o prospecto de
dor não aliviada, situação de...
• Um dos primeiros objetivos da medicina, ao
cuidar dos que morrem, deveria ser o de aliviar a
dor e sofrimento causados p...
Os códigos brasileiros de ética médica
e a distanásia.
• 9° princípio: “O absoluto
respeito pela vida humana
desde a conce...
Os códigos brasileiros de ética médica
e a distanásia.
DOR MORTESOFRIMENTO
TECNOLOGIA
DESPERSONALIZAÇÃO
Os códigos brasileiros de ética médica
e a distanásia.
• “...não abandonar seu paciente por ser este portador de
moléstia ...
Os códigos brasileiros de ética médica
e a distanásia.
• “Utilizar todos os meios de
diagnóstico e tratamento ao
seu alcan...
Os códigos brasileiros de ética médica
e a distanásia.
• Art 130, proíbe ao médico
“realizar experiências com
novos tratam...
CONSIDERAÇÕES FINAIS
• Situações contraditórias:
▫ Não matar, mas não prolongar a dor e o sofrimento!
• “Mais atenção ao d...
OBRIGADA!
REFERÊNCIAS
• Léo Pessini Camiliano - Distanásia: Até
quando investir sem agredir?
• Lúcia Marta Giunta da Silva - Aspecto...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

ASPECTOS BIOÉTICOS NOS CUIDADOS PALIATIVOS (EUTANÁSIA E DISTANÁSIA)

825 visualizações

Publicada em

O não enfrentamento da questão da distanásia faz com que convivamos com situações no mínimo contraditórias, em que se investe pesadamente em situações de pacientes terminais cujas perspectivas reais de recuperação são nulas. Os parcos recursos disponíveis poderiam muito bem ser utilizados em contextos de salvar vidas que têm chances de recuperação.

Publicada em: Saúde e medicina
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
825
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
16
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

ASPECTOS BIOÉTICOS NOS CUIDADOS PALIATIVOS (EUTANÁSIA E DISTANÁSIA)

  1. 1. AUTARQUIA EDUCACIONAL DE BELO JARDIM FACULDADE DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DE BELO JARDIM CURSO DE BACHARELADO EM ENFERMAGEM DISCIPLINA: ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA PALIAÇÃO E FINITUDE DOCENTE: PROF.ª MARGARIDA SANTOS Discentes: Débora Emanuelly Fernanda Marinho Jéssica Lane Josielma Marinho Natalia Marques Nyedja Luana
  2. 2. ASPECTOS BIOÉTICOS NOS CUIDADOS PALIATIVOS (EUTANÁSIA E DISTANÁSIA). Discentes: Débora Emanuelly Fernanda Marinho Jéssica Lane Josielma Marinho Natalia Marques Nyedja Luana
  3. 3. Aspectos éticos e cuidados paliativos • Avanço nas práticas de saúde e nos recursos tecnológicos na área de saúde; • Transformações no que se diz respeito as decisões éticas de conduta dos profissionais de saúde.
  4. 4. Ética • É decorrente das convicções, valores e princípios morais de uma pessoa, é influenciada pelos valores morais da sociedade e do momento histórico em que se insere, resultando da reflexão acerca dos motivos que justificam uma ação ser considerada justa ou injusta, boa ou má, certa ou errada.
  5. 5. Ética • Ética profissional: constituindo-se de um conjunto de normas sobre como devem se comportar, profissionalmente, indivíduos que pertencem a um determinado grupo sócio-profissional
  6. 6. Ética • Normas jurídicas: normas jurídicas, na medida em que estas últimas não requerem adesão íntima e convicção pessoal do indivíduo, pelo contrário, "são obrigatórias, impostas e comportam coerção estatal”.
  7. 7. Princípios éticos básicos: - Autonomia: Autonomia ou autodeterminação é a liberdade de uma pessoa agir conforme seus valores, prioridades, desejos e crenças próprias. * Seres livres e autônomos; * Explicar os riscos e benefícios a cada paciente. - Beneficência: O princípio da beneficência significa atuar em favor do bem-estar ou em benefício de outrem, evitar ou aliviar o mal e o dano.
  8. 8. - Não Maleficência: Implica em não causar dano, inclui-se na obrigação dos profissionais de saúde de não provocar nenhum mal ou dano aos clientes. - Justiça: Implica no direito das pessoas terem oportunidade de acesso aos cuidados de saúde de que necessitam de forma eqüitativa.
  9. 9. Princípios éticos adicionais: - Princípio do Efeito Duplo: Esse princípio preconiza que sejam avaliados se os possíveis efeitos danosos de uma ação serão aceitáveis quando confrontados ao benefícios que se pretende alcançar com esta ação. * Dor oncológica * Opiáceo
  10. 10. - Integridade dos Profissionais de Saúde: Embora os profissionais de saúde tenham deveres éticos severos para com seus pacientes, decorrentes de sua posição e função profissional, eles também tem o direito de manterem-se fiéis às suas próprias crenças e valores.
  11. 11. - Fidelidade (confiança) É a obrigatoriedade de manter as promessas, implicando na presença constante de "estar ao lado" e no cumprimento de promessa expressa ou subentendida. - Veracidade Ser sincero e honesto, não enganando a pessoa é uma obrigação ética dos profissionais de saúde. A informação é um direito moral e ético dos pacientes.
  12. 12. Outras considerações • Atenção biopsicossocial e espiritual do paciente e seus familiares; • Scalon (1998), sugere estratégias para que facilite a habilidade das enfermeiras.
  13. 13. Distanásia O que é DISTANÁSIA? • Segundo o dicionário Aurélio: “Morte lenta, ansiosa e com muito sofrimento” • Palavra de origem grega – Prefixo “dis”, significa “afastamento” • Portanto, distanásia = prolongamento da morte de um paciente.
  14. 14. Distanásia DISTANÁSIA e PROGRESSO TÉCNICO- CIENTÍFICO • O pregresso técnico-científico passou a interferir nas fases finais da vida humana.
  15. 15. Distanásia Medicina e tecnologia de mãos dadas: • A morte nas mãos da tecnologia médica seria um evento menos sofrido?; • O conhecimento biológico e as tecnologias serviram para tornar o morrer mais problemático; difícil de prever, mais difícil ainda de lidar; • Se o objetivo da medicina é a preservação e restauração da saúde, a morte deveria ser entendida e esperada como o último resultado deste esforço, implícito e inerente desde o começo.
  16. 16. Os Paradigmas de curar e cuidar • Tecnologia; • Paradigma de curar: ▫ Dependente da tecnologia da medicina moderna. • Paradigma de cuidar: ▫ A morte é vista como uma parte da vida humana.
  17. 17. Relacionamento médico – paciente: terapia e benefício. • Childress e Ziegler ▫ Medicina entre estranhos (não há confiança mútua); ▫ Medicina entre próximos;
  18. 18. A vida como um bem fundamental • Parenético; • Científico; • Ética da sacralidade da vida: ▫ A vida é propriedade de Deus. • Qualidade de vida ▫ A vida é um dom recebido
  19. 19. Dor e sofrimento no contexto clínico. • A cura da doença e o alívio do sofrimento são aceitas como objetivo da medicina. A doença destrói a integridade do corpo, a dor e o sofrimento podem destruir a integridade global da pessoa. Enquanto a medicina está relativamente bem equipada para combater a dor, em relação ao sofrimento estamos frente a uma categoria mais complexa, que pode, mas não necessariamente envolve a presença da dor.
  20. 20. A dor tem duas características importantes: • A primeira é que estamos frente a um fenômeno dual- de um lado a percepção da sensação e do outro a resposta emocional do paciente a ela; • A segunda é que a dor pode ser aguda ou crônica;
  21. 21. DOR • FÍSICA: Surge de um ferimento ,doença ou deterioração progressiva do corpo, no idoso e no doente terminal. Impede o funcionamento físico e a interação social. • PSÍQUICA: Surge do enfrentar a inevitabilidade da morte, perdendo o controle sobre o processo de morrer, perdas das esperanças e sonhos. • SOCIAL: Dor do isolamento. • ESPIRITUAL: Surge da perda de significado, sentido e esperança.
  22. 22. A Associação Internacional de Estudo da Dor definiu a dor como: • Uma experiência emocional e sensorial desagradável, associada com dano potencial ou atual de tecidos, descritas em termos de tais mudanças. • Dame Cicely Saunders (fundadora do moderno hospice), tomando esta descrição como base, ressaltou a expressão DOR TOTAL. • Existe um momento na doença crônica, quando a impotência torna-se mais intolerável que a dor, em que aparece a diferença entre dor e sofrimento.
  23. 23. Daniel Callahan definiu sofrimento como sendo a experiência de impotência com o prospecto de dor não aliviada, situação de doença que leva a interpretar a vida vazia de sentido. portanto, o sofrimento é mais global que a dor e, essencialmente, é sinônimo de qualidade de vida diminuída.
  24. 24. • Um dos primeiros objetivos da medicina, ao cuidar dos que morrem, deveria ser o de aliviar a dor e sofrimento causados pela doença. Embora a dor física seja a fonte mais comum de sofrimento, a dor no processo de morrer vai além do físico, tendo conotações culturais, subjetivas, sociais, psíquicas e éticas. Portanto, lidar efetivamente com a dor em todas as suas formas é algo crítico para um cuidado digno dos que estão morrendo.
  25. 25. Os códigos brasileiros de ética médica e a distanásia. • 9° princípio: “O absoluto respeito pela vida humana desde a concepção até a morte.” • Morte e dor são vistas como fracasso pelo médico; • Quantidade de vida X Qualidade de vida;
  26. 26. Os códigos brasileiros de ética médica e a distanásia. DOR MORTESOFRIMENTO TECNOLOGIA DESPERSONALIZAÇÃO
  27. 27. Os códigos brasileiros de ética médica e a distanásia. • “...não abandonar seu paciente por ser este portador de moléstia crônica ou incurável e continuar a assisti-lo ainda que apenas para mitigar o sofrimento físico ou psíquico (art 61).”
  28. 28. Os códigos brasileiros de ética médica e a distanásia. • “Utilizar todos os meios de diagnóstico e tratamento ao seu alcance.”; • Questiona-se se mitigar o sofrimento e adiar a morte é sempre um interesse do paciente. ▫ Por exemplo: paciente na fase final da AIDS.
  29. 29. Os códigos brasileiros de ética médica e a distanásia. • Art 130, proíbe ao médico “realizar experiências com novos tratamentos clínicos ou cirúrgicos em pacientes com afecção incurável ou terminal sem que haja esperança razoável de utilidade para o mesmo, não lhe impondo sofrimentos adicionais.”
  30. 30. CONSIDERAÇÕES FINAIS • Situações contraditórias: ▫ Não matar, mas não prolongar a dor e o sofrimento! • “Mais atenção ao doente e menos à cura em si mesma” (Hellegers); • Dogma médico: "fazer tudo o que for possível para conservar a vida; • A missão do médico: “Curar às vezes, aliviar freqüentemente, confortar sempre.”
  31. 31. OBRIGADA!
  32. 32. REFERÊNCIAS • Léo Pessini Camiliano - Distanásia: Até quando investir sem agredir? • Lúcia Marta Giunta da Silva - Aspectos éticos e cuidados paliativos.

×