FELIPE CAVALCANTI ROCCON               PROJETO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA        EFICIÊNCIA ENERGÉTICA NO SETOR              ...
RESUMO          Este trabalho contém uma caracterização técnica e econômica atual dosetor cerâmico no Brasil, com foco nos...
Lista De FigurasFigura 1 – Disposição De Indústrias De Revestimento Cerâmico Em 2009...............5Figura 2 – Fluxograma ...
Lista De GráficosGráfico 1 – Evolução Da Capacidade Instalada Anual De Revestimento Cerâmico(Mm²)............................
Lista De TabelasTabela 1 – Produção Por Via Produtiva De Revestimento Cerâmico..........................6Tabela 2 – Princi...
SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO..........................................................................................................
3.2 Cerâmica Vermelha............................................................................................193.2.1 P...
1 INTRODUÇÃO           Observa-se um cenário mundial no qual energia e competitividade têmrelações muito estreitas. Uma pe...
2 Caracterização Técnica2.1 Cerâmica de Revestimento2.1.1 Produtos, Matérias Primas E Produção           O setor de revest...
úmida, a moagem é feita a úmido geralmente em moinhos de bolas, em meioaquoso. Na via seca, a moagem é feita a seco geralm...
pela disposição das peças e menor massa a ser aquecida. Ainda existemsecadores-túnel, mas foram trocados pelos rápidos (ho...
massa de via úmida deve cair de 30-40% para 4-7% [5]. Para que isso aconteça, asolução (barbotina) é encaminhada a um equi...
Extraído de: J. Mendo Consultoria [2], 2009.         Tabela 1 - Produção Por Via Produtiva De Revestimento Cerâmico       ...
Figura 2 – Fluxograma Do Processo De Produtivo De Revestimento Cerâmico                      Extraído de: J. Mendo Consult...
Percebem-se dois principais ramos do setor: o de peças extrudadas(caracterizadas pelos tijolos) e peças prensadas (caracte...
Outro temor para o futuro é a redução dos locais de extração de matéria-prima em conflitos com as APP’s (Áreas de Proteção...
Podemos dividir o processo produtivo em 4 maiores etapas: preparaçãoda massa, conformação, secagem e queima.2.2.2.1 Prepar...
diversos estágios de rendimento no Brasil. Os fornos mais eficientes são do tipoHoffmann, embora utilizem combustíveis mai...
3 Caracterização Econômica3.1 Cerâmica De Revestimento3.1.1 Faturamento, Capacidade Instalada E Empregos Gerados          ...
O Brasil é atualmente o segundo maior produtor, porém com produção depouco mais de um terço da chinesa. O setor de revesti...
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Produtivos Locais) de Criciúma (SC) e Santa Gertrudes (SP), porém apresenta bomcrescimento no nordeste, já alcançando em 2...
Gráfico 4 – Maiores Exportadores Mundiais De Revestimento Cerâmico (Mm²)            Extraído de: MARTIGNAGO, REDIVO, PERIN...
Oeste, 9% e Norte 7%, que mesmo com consumo pouco expressivo tevecrescimento de 31%, o maior de todos [1].          Observ...
No âmbito mundial, os maiores consumidores (em termos de Mm²) são,respectivamente, Estados Unidos (com queda de importação...
Gráfico 6 – Exportações Brasileiras De Revestimento Cerâmico Por País (US$ Mil)             Extraído de: MARTIGNAGO, REDIV...
Tabela 6 - Outros Dados Do Segmento De Cerâmica Vermelha                 Extraído de: Ministério de Minas e Energia [1], 2...
Tabela 8 - Consumo Per Capita De Cerâmica Vermelha Por Região      Extraído de: Ministério de Minas e Energia [1], 2011.  ...
4 Caracterização Energética4.1 Setor Cerâmico          O setor cerâmico como um todo carece de dados estatísticos e dedese...
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Gráfico 8 – Participação Energética No Setor De Cerâmica De Revestimento Em                                       2011Font...
Tabela 10 – Distribuição Do Consumo Térmico Por Via De Revestimento Cerâmico        Extraido de: BRITO, ALVES, MELCHIADES,...
5 REFERÊNCIAS1. BRASIL. Ministério de Minas e Energia. Secretaria de Secretaria de geologia,Mineração e Transformação Mine...
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  1. 1. FELIPE CAVALCANTI ROCCON PROJETO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA NO SETOR INDUSTRIAL CERÂMICOOrientador: Dr. Mauro Donizeti Berni CAMPINAS 2013 I
  2. 2. RESUMO Este trabalho contém uma caracterização técnica e econômica atual dosetor cerâmico no Brasil, com foco nos subsetores de revestimento cerâmico ecerâmica vermelha. O objetivo desse trabalho é apresentar tal caracterização paraque, em sequencia, sejam analisados os potenciais energéticos dessas duas áreas.Palavras-chave: Caracterização técnica e econômica. Setor cerâmico. II
  3. 3. Lista De FigurasFigura 1 – Disposição De Indústrias De Revestimento Cerâmico Em 2009...............5Figura 2 – Fluxograma Do Processo De Produtivo De Revestimento Cerâmico........7Figura 3 – Fluxograma Do Processo Produtivo Da Cerâmica Vermelha..................11 III
  4. 4. Lista De GráficosGráfico 1 – Evolução Da Capacidade Instalada Anual De Revestimento Cerâmico(Mm²)..........................................................................................................................12Gráfico 2 – Evolução Das Vendas Internas De Revestimento Cerâmico (Mm²).......14Gráfico 3 – Evolução Da Produção Anual De Revestimento Cerâmico (Mm²).........14Gráfico 4 – Maiores Exportadores Mundiais De Revestimento Cerâmico (Mm²)......16Gráfico 5 – Exportações Brasileiras De Revestimento Cerâmico Por País (Mm²)....18Gráfico 6 – Exportações Brasileiras De Revestimento Cerâmico Por País (US$mil)..............................................................................................................................19Gráfico 7 – Participação Energética No Setor De Cerâmica De Revestimento De2002 A 2011...............................................................................................................23Gráfico 8 – Participação Energética No Setor De Cerâmica De Revestimento Em2011............................................................................................................................23 IV
  5. 5. Lista De TabelasTabela 1 – Produção Por Via Produtiva De Revestimento Cerâmico..........................6Tabela 2 – Principais Produtores Mundiais De Revestimento Cerâmico (Mm²)........13Tabela 3 – Produção De Revestimento Cerâmico Por Região Em 2010..................15Tabela 4 – Comércio Exterior Brasileiro De Revestimento Cerâmico.......................16Tabela 5 – Consumo De Revestimento Cerâmico No Brasil Por Região..................17Tabela 6 – Outros Dados Do Segmento De Cerâmica Vermelha..............................20Tabela 7 – Consumo Brasileiro De Cerâmica Vermelha Por Região........................20Tabela 8 – Consumo Per Capita De Cerâmica Vermelha Por Região......................21Tabela 9 – Consumo Energético Por Via De Revestimento Cerâmico......................24Tabela 10 – Distribuição Do Consumo Térmico Por Via De RevestimentoCerâmico....................................................................................................................25 V
  6. 6. SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO..........................................................................................................12 CARACTERIZAÇÃO TÉCNICA................................................................................22.1 Cerâmica De Revestimento.................................................................................22.1.1 Produtos, Matérias Primas E Produção..........................................................22.1.2 Etapas Do Processo Produtivo........................................................................22.1.2.1 Preparação Da Massa....................................................................................22.1.2.2 Formação Da Peça.........................................................................................32.1.2.2.1 Conformação, Secagem, Esmaltação E Queima......................................32.1.3 Os Processos Via Úmida E Via Seca...............................................................42.2 Cerâmica Vermelha..............................................................................................72.2.1 Produtos, Matérias Primas E Produção..........................................................72.2.2 Etapas Do Processo Produtivo........................................................................92.2.2.1 Preparação Da Massa..................................................................................102.2.2.2 Conformação................................................................................................102.2.2.3 Secagem........................................................................................................102.2.2.4 Queima..........................................................................................................103 CARACTERIZAÇÃO ECONÔMICA.......................................................................123.1 Cerâmica de Revestimento................................................................................123.1.1 Faturamento, Capacidade Instalada E Empregos Gerado..........................123.1.2 Competitividade, Consumo............................................................................123.1.3 Perspectivas De Crescimento........................................................................19 VI
  7. 7. 3.2 Cerâmica Vermelha............................................................................................193.2.1 Produção, Capacidade Instalada, Faturamento...........................................194 CARACTERIZAÇÃO ENERGÉTICA......................................................................224.1 Setor Cerâmico...................................................................................................225 REFERÊNCIAS.......................................................................................................26 VII
  8. 8. 1 INTRODUÇÃO Observa-se um cenário mundial no qual energia e competitividade têmrelações muito estreitas. Uma pequena alteração em um desses poderia causarsignificativas mudanças no outro, e esse poder de mudança é um dos motivos darealização deste trabalho. Com a globalização, o mercado interno brasileiro deve provar ser forte osuficiente para se manter coeso em frente a ameaças externas que poderiamdesestrutura-lo, como a crise mundial atual. Nesse contexto, focando-se o Brasil,percebemos a importância dos dois fatores previamente citados. É sabido que quanto menor o custo de produção, maior o lucro de umaempresa. Aumentando a escala de uma empresa para um setor industrial inteiro – ocerâmico – e levando em conta que esse setor consome grandes quantidades deenergia térmica em seus processos, temos uma chave para o aumento dacompetitividade brasileira. Ao utilizarmos de maneira otimizada a energia, não só teremos melhoriasem nossa produtividade, mas também cortaremos custos de produção. Cortando oscustos com a energia, o preço pode vir a ser reajustado, e teremos um processomais competitivo do que antes. Como se já não fosse o bastante, o consumoconsciente de energia atualmente, além de menor alteração do meio ambiente,também pode ser usado como propaganda de um processo mais verde. Resumindo:teremos um processo de melhor produtividade, menor custo, menor preço e/oumaior lucro, com um apelo ecológico diante dos consumidores. Esse trabalho visa, portanto, caracterizar tal setor e, em sua sequência,definir os potenciais energéticos disponíveis nos subsetores de revestimentocerâmico e de cerâmica vermelha, de modo a melhor utilizar nossa matrizenergética, recursos materiais e aumentar a competitividade desses setores. 1
  9. 9. 2 Caracterização Técnica2.1 Cerâmica de Revestimento2.1.1 Produtos, Matérias Primas E Produção O setor de revestimentos cerâmicos tem duas grandes divisões de suasmatérias primas: argilosas e não argilosas. As argilosas são responsáveis pelaformação da massa (ou “barbotina”), ao passo de que as não argilosas sãoformadoras do esqueleto da massa (ou “biscoito”) e promovem a fusão da massa.Temos também a participação de compostos minerais para a produção do esmalte. Considerando que, para a produção de cada metro quadrado derevestimento cerâmico, é necessário aproximadamente 13 quilogramas de matérias-primas minerais, a produção brasileira de 2010 requereu, aproximadamente, 9,8 Gtde matérias-primas [1].2.1.2 Etapas Do Processo Produtivo Na indústria cerâmica tradicional, a matéria-prima é obtida por mineração,homogeneizada e beneficiada logo no local. Pode ainda pode passar por umprocesso de maturação, sendo estocada a céu aberto para que adquira ascaracterísticas necessárias. O transporte para as indústrias é feito por rodovias ou ferrovias. Dentro jádas indústrias são utilizadas gruas, esteiras, correias transportadoras e outros.Somente após a esses processos é que o processo produtivo realmente podecomeçar.2.1.2.1 Preparação Da Massa A massa é preparada com a mistura de materiais argilosos e nãoargilosos, fundentes e refratários, e alguns aditivos a fim de ajudar nas qualidadesfinais do produto. Todos esses devem ter seu peso seco bem controlado, garantindoa uniformidade física e química de tal. Nesse processo são divididos os dois maioresramos do revestimento cerâmico: produção por via seca e por via úmida. Na via 2
  10. 10. úmida, a moagem é feita a úmido geralmente em moinhos de bolas, em meioaquoso. Na via seca, a moagem é feita a seco geralmente em moinhos a martelo oupendulares. Uma boa moagem, com tamanho de grãos pequenos, pode influenciar nareatividade entre componentes durante a queima, já que há o aumento da área decontato superficial entre as partículas, e com isso contribuir na melhoria daresistência mecânica da peça.2.1.2.2 Formação Da Peça Os processos principais de formação da peça são quatro: conformação ouprensagem, secagem, esmaltação e queima. Podem existir, porem, outros tipos deprocesso, como por exemplo a extrusão (conformação), que por serem menoscomuns, não serão tratados neste trabalho.2.1.2.2.1 Conformação, Secagem, Esmaltação E Queima A prensagem é o processo de conformação mais usado por conferir aoproduto final maior estabilidade dimensional. Com o tamanho de grãos já adequado, a massa é encaminhada paraprensas mecânicas (mais utilizada) ou hidráulicas (mais modernas), além dasprensas isostáticas, que conferem densidade uniforme e maior qualidade à peça pordistribuir a pressão na massa de maneira igual. É um dos processos chave na qualidade final do produto, pois a mácompactação dos grãos pode ocasionar vários defeitos subsequentes. Após a conformação, ainda é necessário retirar parte da umidade daspeças, já que essa está relacionada a tensões e defeitos nas peças. É no processoda secagem que isso ocorre, e a peça perde em volume e fica com resistênciamaior. A secagem pode ocorrer em secadores verticais, que ocupam menosespaço e são mais flexíveis quanto aos níveis de umidade e temperatura dentrodestes, protegendo contra tensões que podem provocar falhas nas peças. Ossecadores horizontais levam vantagem no preço e na quantidade menor de energia, 3
  11. 11. pela disposição das peças e menor massa a ser aquecida. Ainda existemsecadores-túnel, mas foram trocados pelos rápidos (horizontais e verticais) em suamaioria. Existem muitas técnicas de esmaltação disponíveis, como imersão,pulverização e aplicação sobre campo eletrostático. Alguns esmaltes já têm suascaracterísticas definidas antes da queima, outros sofrem reações e adquirem suascaracterísticas desejadas após a queima. A importância dos esmaltes nas peçasestá relacionada à impermeabilidade, facilidade de limpeza, brilho e cor, textura eresistência química e mecânica. Além da esmaltação também pode ocorrer a decoração da peça. Astécnicas de silkscreen e de rolo são umas das mais comuns no processo. Após a esmaltação temos a queima (sinterização), que é a operação queconfere as características finais à peça. É também na queima que se manifestamtodas as operações de fabricação, podendo aparecer falhas não identificadaspreviamente. Ocorre perda de massa, formação de novas fases cristalinas, da fasevítrea, soldagem dos grãos, aumento da resistência mecânica, diminuição daporosidade da peça, entre outros. Os equipamentos para a queima são os fornos. Atualmente observa-sepreferencia por fornos a rolo de monoestrado (uma camada somente), muito maisrápidos que os fornos a túnel, antiga opção dos empresários do setor.2.1.3 Os Processos Via Úmida E Via Seca As diferenças da via úmida e via seca contemplam processo, custo,diferenças tecnológicas, produção e produtividade e até publico alvo. A primeira diferença nos dois processos vem logo na preparação damassa e na moagem. É adicionada água na massa do processo via úmida, e amoagem é realizada em meio aquoso, o que não acontece no processo por via seca. Para a conformação, um pouco de água é adicionada à massa da viaseca, para que o teor de água desta fique em torno de 4-7%. Já o teor de água da 4
  12. 12. massa de via úmida deve cair de 30-40% para 4-7% [5]. Para que isso aconteça, asolução (barbotina) é encaminhada a um equipamento chamado atomizador. Esta épulverizada junto a uma contracorrente de ar quente dentro de uma câmara doequipamento, diminuindo assim a umidade da massa e formando aglomeradosesféricos (grãos), necessários à conformação. A via seca é caracterizada pelo APL de Santa Gertrudes (SP), enquanto avia úmida tem seu APL em Criciúma (SC). A primeira é responsável por 70% daprodução brasileira, enquanto o restante da produção vem do processo por viaúmida [1]. Um ponto interessante é que os produtores da via úmida procuram porargilas de cores mais claras. Figura 1 – Disposição De Indústrias De Revestimento Cerâmico Em 2009 5
  13. 13. Extraído de: J. Mendo Consultoria [2], 2009. Tabela 1 - Produção Por Via Produtiva De Revestimento Cerâmico Extraído de: Ministério de Minas e Energia [1], 2011. Por ser necessário o uso do atomizador antes da conformação para agranulação na via úmida, consome-se muito mais energia que o processo via seca.Porém este processo confere melhor tamanho e qualidade de grãos. Cita-setambém a possibilidade de processar mais de uma matéria prima simultaneamente,ocorrer menos problemas na prensagem, além de que por via seca a abrasãogerada nos moinhos por certos materiais, como o talco, é muito grande, e tem-sealto grau de dificuldade para a obtenção de partículas (grãos) pequenas. A via seca (Santa Gertrudes) brasileira tem altíssima produtividade (maisde 2,4 vezes a da via úmida [3]), sendo competitiva internacionalmente, utilizamenos energia e combustíveis, oferecendo assim um preço mais vantajoso(inclusive internacionalmente). Observa-se o contrario na via úmida (Criciúma) emcomparação com a via seca. Esta, porem, ganha os clientes pela maior qualidade eelaboração de seus produtos finais (que acabam tendo preços maiores). Emcomparação com a produtividade de clusters tradicionais europeus, observa-sesuperioridade brasileira principalmente por causa da produtividade da via seca:quase 62 mil metros/funcionário para o Brasil (72.468 m/func via seca e 28.344m/func via úmida, utilizando média ponderada [3]). 6
  14. 14. Figura 2 – Fluxograma Do Processo De Produtivo De Revestimento Cerâmico Extraído de: J. Mendo Consultoria, 2009.2.2 Cerâmica Vermelha2.2.1 Produtos, Matérias Primas E Produção A cerâmica vermelha tem esse nome por ter, em sua composição, altoteor de óxido de ferro (avermelhado). Também pode ser chamada de cerâmicaestrutural por ser usada nas estruturas de edificações. As argilas são o 4º maiorproduto da mineração [1]. 7
  15. 15. Percebem-se dois principais ramos do setor: o de peças extrudadas(caracterizadas pelos tijolos) e peças prensadas (caracterizadas pelas telhas). Por ser um setor muito diversificado e ainda um pouco atrasado, tornam-se difíceis certas estatísticas sobre o mesmo, não havendo números precisos sobrecertos fatores e havendo até discordâncias entre diferentes órgãos ligados ao setor.Como exemplo, estatísticas de 2006 da ANICER (Associação Nacional Da IndústriaCerâmica) apontavam a existência de 5500 empresas entre cerâmicas e olarias comfaturamento anual de seis bilhões de reais, com 400 mil empregos diretos. Porémpara a ABC, existiriam 11.000 empresas de pequeno porte com faturamento de 2,8bilhões de reais, com 300 mil empregos diretos [8]. Desde 1960 o setor vem sofrendo acelerado processo de industrialização,mas ainda continua muito atrasado em relação às novas tecnologias disponíveis,principalmente com relação aos mercados europeus. Sendo assim a produçãobrasileira é em sua maioria quase que “arcaica”: temos em geral pequenas ou microempresas, de gerencia familiar. As peças produzidas seguem sem tamanhopadronizado nacional, e a composição da massa é empírica. A atividade édesregularizada, a mão-de-obra e tecnologia são em sua maioria desqualificadas,além de vários casos de abuso e até condições de escravidão de funcionários. O Brasil caracteriza-se como terceiro maior produtor e consumidor decerâmica vermelha, atrás de China e Índia [1]. O número de empresas cresceu de 5500 para 7400 no período de 2006 a2010, segundo a ANICER [8] [1]. Em 2010, a produção de cerâmica vermelha foi estimada em 84,8 bilhõesde peças. Os blocos e tijolos representaram 70% do total e telhas 30% [1]. O setorestá aquecido pela construção civil brasileira, mas há uma preocupação dosprodutores com referência à crescente substituição dos produtos por outros como oconcreto, sistemas do tipo drywall e telhas de concreto. Para reverter esse temor,seria necessária inovação e sustentabilidade. Portanto alguns produtores já sepreocupam em investir na qualidade do produto final, com maior performancetérmica, acústica e de resistência. 8
  16. 16. Outro temor para o futuro é a redução dos locais de extração de matéria-prima em conflitos com as APP’s (Áreas de Proteção Permanente) e APA’s (Áreasde Proteção Ambiental). A demanda de reposição das reservas de argila é de 1,5 a4,5 bilhões de toneladas [2]. Existem, segundo a ANICER, 293 mil empregados diretos no setor ecerca de 1,25 milhões de empregados indiretos. Vemos, porém, uma baixíssimaprodutividade se comparada com indústria europeia: a brasileira, em 2010, foi de 24mil peças/operário/mês [1], enquanto a europeia já em 2006 era de 200 milpeças/operário/mês [4], ultrapassando esse valor atualmente. Em contraste com esse retrato, recentemente uma parcela do setorempresarial, liderados pela ANICER e em parceria com o SEBRAE (ServiçoBrasileiro De Apoio Às Micro E Pequenas Empresas) e SENAI’s (Serviço NacionalDe Aprendizagem Industrial), vem investindo em obtenção de novas tecnologias,aumento da competitividade, estudo da composição da matéria-prima e massa,qualificação da mão-de-obra e até substituição de fontes de energia. Percebe-se nessa parcela, a substituição da lenha (principal combustível,não nobre) por gás natural, aumentando a qualidade do produto final. Existemtambém iniciativas ligadas a USP e Unicamp de incorporação de resíduos na massacerâmica e diversificação de produtos. A quantidade de empresas com algum tipo decertificação em 2009 era de 1%, com mais 5% no processo de adquiri-la, segundo aANICER [7]. A produção é pulverizada: as empresas localizam-se perto das fontes dematéria-prima e dos centros consumidores, já que o transporte por longas distanciasseria desproporcional com o valor final do produto. Observam-se maiores oportunidades de aproveitamento energético emrelação ao setor de revestimento cerâmico, levando em conta os equipamentossucateados da maioria das empresas, possível uso de melhores combustíveis etecnologias, capacitação da mão-de-obra, entre outros fatores.2.2.2 Etapas Do Processo Produtivo 9
  17. 17. Podemos dividir o processo produtivo em 4 maiores etapas: preparaçãoda massa, conformação, secagem e queima.2.2.2.1 Preparação Da Massa Na preparação da massa, a argila que serve como matéria-prima éseparada para homogeneização. Esta é estocada em pátios abertos, e geralmenterevolvida para a retirada de gases voláteis, até que esteja nas condições de uso.2.2.2.2 Conformação A massa passa por caixões alimentadores que dosam a quantidadenecessária de matéria-prima para o processo. Em seguida estes a levam para osdesintegradores. A massa é então triturada e homogeneizada, com uma faixa deumidade ótima de 16% a 25% [8]. A massa ainda segue para os misturadores, onde é adicionada águanuma taxa ótima para os processos de extrusão ou prensagem. A massa está, então, finalmente pronta para a conformação propriamentedita. Ela pode ser extrudada (tijolos) ou prensada (telhas).2.2.2.3 Secagem Na secagem a taxa de umidade cai de 20-30% para aproximadamente5% [8]. O processo pode ser natural forcada ou não forcada, em pátios abertos oufechados, além de artificial (realizada em secadores) dependendo dos interessesfinais. A temperatura nos secadores varia de 100⁰C a 120⁰C [4]. Os maismodernos tipos de secadores são os secadores a rolo, de balancins e rotativos,embora secadores como o de túnel ou estáticos sejam mais usuais pelo menorcusto.2.2.2.4 Queima A lenha é o principal combustível para a queima. É este processo queconfere as características finais do produto, graças a transformações estruturais equímicas. As técnicas para a queima são muito diversificadas e se encontram em 10
  18. 18. diversos estágios de rendimento no Brasil. Os fornos mais eficientes são do tipoHoffmann, embora utilizem combustíveis mais nobres e tenham altos custos deimplementação. Após a queima os produtos finais são estocados e expedidos aos clientes. Figura 3 – Fluxograma Do Processo Produtivo Da Cerâmica Vermelha Extraído de: SEBRAE [8], 2008. 11
  19. 19. 3 Caracterização Econômica3.1 Cerâmica De Revestimento3.1.1 Faturamento, Capacidade Instalada E Empregos Gerados O setor de revestimento cerâmico gera 25 mil postos de trabalho diretose, aproximadamente, 250 mil empregos indiretos, com faturamento estimado em 8bilhões de reais [1]. A capacidade instalada, em 2010, era de 875,2 Mm², contando com umaumento de 7,1% em relação a 2009 [1]. Gráfico 1 – Evolução Da Capacidade Instalada Anual De Revestimento Cerâmico (Mm²)Fonte: Elaboração própria a partir de MARTIGNAGO, REDIVO, PERIN [12], 2011, e ANFACER [6], 2012.3.1.2 Competitividade, Consumo 12
  20. 20. O Brasil é atualmente o segundo maior produtor, porém com produção depouco mais de um terço da chinesa. O setor de revestimentos cerâmicos é um setordinâmico e apresenta crescimento interno vigoroso, porém mergulha em uma crisequando se trata de exportação. O crescimento ocorreu, pois os brasileiros cada vezmais optam por revestimentos cerâmicos frente a outros tipos de revestimento, eobserva-se no Brasil que o mercado da construção civil está aquecido. Já a quedaestá associada ao domínio chinês sobre as exportações mundiais. Em 2010, o Brasil produziu 754 Mm² de cerâmica de revestimento,operando com 86% da sua capacidade (875 Mm²) [1]. De 2011 para 2010, houve crescimento de 12,05% na produção e 10,73%nas vendas no mercado interno, sendo o ano de 2011 o com o melhor resultado dahistória, com 844,3 milhões de m² produzidos e 775 milhões de m² comercializadosno mercado interno. Este consumo posiciona o Brasil como segundo maior mercadoconsumidor de revestimentos cerâmicos. Em 2012 os resultados otimistascontinuam, e nesse primeiro semestre houve crescimento de 6,2% em relação aoprimeiro semestre de 2011 [6]. Tabela 2 - Principais Produtores Mundiais De Revestimento Cerâmico (Mm²) Extraído de: Ministério de Minas e Energia [1], 2011. 13
  21. 21. 900 775 800 700 700 645 605 600 535 484 500 456 449 442 393 416 421 400 300 200 100 0 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Gráfico 2 – Evolução Das Vendas Internas De Revestimento Cerâmico (Mm²)Fonte: Elaboração própria a partir de MARTIGNAGO, REDIVO, PERIN [12], 2011, e ANFACER [6], 2012. 900 844 800 754 713 715 700 638 566 568 594 600 534 500 400 300 200 100 0 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Gráfico 3 – Evolução Da Produção Anual De Revestimento Cerâmico (Mm²)Fonte: Elaboração própria a partir de MARTIGNAGO, REDIVO, PERIN [12], 2011, e ANFACER [6], 2012. Dentro do Brasil, a produção está concentrada nas regiões Sul e Sudeste(23% e 68% da produção, respectivamente [1]), com destaque aos APL’s (Arranjos 14
  22. 22. Produtivos Locais) de Criciúma (SC) e Santa Gertrudes (SP), porém apresenta bomcrescimento no nordeste, já alcançando em 2007 9% do total da produção brasileira[3], e crescendo 21% de 2008 a 2009, acima de média brasileira [7]. Tabela 3 – Produção De Revestimento Cerâmico Por Região Em 2010 Extraído de: Ministério de Minas e Energia [1], 2011. Observa-se, no período de 2006 a 2010, aumento da produção em 26,8%e do consumo per capita de 2,9 m²/hab para 3,7 m²/hab, ao passo de que asexportações decaíram em 48% [1]. Segundo a ANFACER (Associação Nacional Dos Fabricantes DeCerâmica Para Revestimentos, Louças Sanitárias E Congêneres), em 2011 foramcomercializados no mercado doméstico 774,68 milhões de m² de revestimentoscerâmicos [6]. Em 2010, esse número foi de 700 milhões de m², quantidade 8,5%maior que em 2009. As importações subiram em mais 1000% desde 2007, erepresentam 8% desse mercado doméstico [1]. Especialistas afirmam que essaenorme alta se deve ao aumento da procura a placas de porcelanato de tamanhosespeciais vindas da China. Segundo a ANFACER, foram exportados 69,64 Mm² de revestimentoscerâmicos em 2011 [6]. No ano de 2010, foram exportados 57,2 Mm² e importados36,2 Mm² de revestimento cerâmico. O déficit das importações foi de 147,2 milhõesde dólares, e o saldo das importações foi de 265,4 milhões de dólares. Para 2009,as exportações caíram em 5,7% e as importações aumentaram em 209,4% [1]. 15
  23. 23. Gráfico 4 – Maiores Exportadores Mundiais De Revestimento Cerâmico (Mm²) Extraído de: MARTIGNAGO, REDIVO, PERIN [12], 2011. Tabela 4 - Comércio Exterior Brasileiro De Revestimento Cerâmico Extraído de: Ministério de Minas e Energia [1], 2011. A região Sudeste destaca-se como maior consumidora de cerâmica derevestimento, com 41% do total. Após temos Nordeste, 25%; Sul com 18%; Centro- 16
  24. 24. Oeste, 9% e Norte 7%, que mesmo com consumo pouco expressivo tevecrescimento de 31%, o maior de todos [1]. Observa-se que a região Centro-Oeste detém o maior consumo per capitado país, cerca de 4,7 m²/hab, seguindo-se a região Sul com 4,5; Sudeste com 3,6;Nordeste com 3,3; Norte com 3,1 [1]. Tabela 5 - Consumo De Revestimento Cerâmico No Brasil Por Região Extraído de: Ministério de Minas e Energia [1], com correção, 2011. 17
  25. 25. No âmbito mundial, os maiores consumidores (em termos de Mm²) são,respectivamente, Estados Unidos (com queda de importação), França e ArábiaSaudita (ambos com aumento de importação). Os maiores importadores dosprodutos brasileiros (em termos Mm²) são, respectivamente, Paraguai, EstadosUnidos e Republica Dominicana. Quando referente ao fluxo de dinheiro, porém, osestados Unidos ultrapassam o Paraguai. Gráfico 5 – Exportações Brasileiras De Revestimento Cerâmico Por País (Mm²) Extraído de: MARTIGNAGO, REDIVO, PERIN [12], 2011. 18
  26. 26. Gráfico 6 – Exportações Brasileiras De Revestimento Cerâmico Por País (US$ Mil) Extraído de: MARTIGNAGO, REDIVO, PERIN [12], 2011.3.1.3 Perspectivas De Crescimento Segundo o Sistema de Inteligência de Mercado da Anfacer, temosprevisões otimistas para 2012: estudos confirmam a expectativa de crescimento nasvendas internas em torno de 7%, com o mesmo otimismo para os próximos anos,com a aceleração das obras de infraestrutura para os grandes eventos esportivosque acontecerão no Brasil. Também foi previsto crescimento de 4% nas exportações[6].3.2 Cerâmica Vermelha3.2.1 Produção, Capacidade Instalada, Faturamento Como já dito, a produção brasileira de cerâmica vermelha em 2010 foiestimada em 84,8 bilhões de peças, resultando num faturamento total de 18 bilhõesde reais [1]. De 2009 a 2010, temos que o total da produção brasileira cresceu em11,6%, e o faturamento cresceu em 157% [1]. 19
  27. 27. Tabela 6 - Outros Dados Do Segmento De Cerâmica Vermelha Extraído de: Ministério de Minas e Energia [1], 2011. O comércio nacional é reduzido tanto nas importações quanto nasexportações, totalizando, respectivamente, 17 mil toneladas (928 mil dólares) e 41,5mil toneladas (4,5 milhões de dólares) [1]. Isso provavelmente se dá pelo custo altodo transporte quando comparado com o produto final. Estudos mostram que o raiode transporte médio para blocos e tijolos é de 250 km, e para telha temos em média500 km, podendo chegar a 700 km nas ocasiões de telhas especiais(BUSTAMANTE e BRESSIANI, 2000, p. 31). Por causa dessa situação o consumo brasileiro equipara-se(praticamente) à produção. O consumo per capita médio brasileiro é de 446peças/habitante. O sul tem maior participação, com 712 peças/habitante. Temos emseguida Sudeste com 445; o Centro-Oeste com 420; Nordeste com 360 e Norte com284 [1]. Tabela 7 - Consumo Brasileiro De Cerâmica Vermelha Por Região Extraído de: Ministério de Minas e Energia [1], 2011. 20
  28. 28. Tabela 8 - Consumo Per Capita De Cerâmica Vermelha Por Região Extraído de: Ministério de Minas e Energia [1], 2011. 21
  29. 29. 4 Caracterização Energética4.1 Setor Cerâmico O setor cerâmico como um todo carece de dados estatísticos e dedesempenho, vitais para melhorar a sua competividade e acompanhar seudesenvolvimento, principalmente quando discutimos a utilização de energia. Essasituação se agrava para a cerâmica vermelha, por ser pulverizada, desregularizadae por outros motivos já vistos neste relatório. Podemos, porém, ter uma boa visão dosetor como um todo, e uma melhor visão local para o setor de revestimentoscerâmicos. Podemos perceber que a matriz energética do setor cerâmico consiste(para 2011) basicamente de lenha, representando 51% do total das fontes deenergia. Isso se deve ao fato de que o setor de cerâmica vermelha, carro chefe dosetor cerâmico, utiliza majoritariamente lenha como combustível. A lenha é seguidapelo gás natural, com 27% de participação. Traduzimos essa situação por conta dogás natural ser a fonte de energia mais utilizada pelo setor de revestimentoscerâmicos. Temos também a energia elétrica, com 7% de participação na matriz,referente à operação de equipamentos de transporte e de processo dentro dasempresas, e também à iluminação. 22
  30. 30. 3000 GÁS NATURAL 2500 CARVÃO VAPOR Consumo de energia em 10³ tep 2000 LENHA OUTRAS RECUPERAÇÕES 1500 ÓLEO DIESEL 1000 ÓLEO COMBUSTÍVEL 500 GÁS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO OUTRAS SECUNDÁRIAS DE 0 PETRÓLEO 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 ELETRICIDADE AnoGráfico 7 – Participação Energética No Setor De Revestimento Cerâmico De 2002 A 2011Fonte: Elaboração Própria Com Dados Do Ministério De Minas e Energia [11], 2012. GÁS NATURAL 7% LENHA 6% 3% 4% 27% OUTRAS RECUPERAÇÕES 1% 1% ÓLEO DIESEL ÓLEO COMBUSTÍVEL GLP OUTRAS SECUNDÁRIAS DE 51% PETRÓLEO ELETRICIDADE 23
  31. 31. Gráfico 8 – Participação Energética No Setor De Cerâmica De Revestimento Em 2011Fonte: Elaboração Própria Com Dados Do Ministério De Minas e Energia [11], 2012. Para o setor de revestimento cerâmico, percebemos uma grandediferença em relação à via úmida e à via seca quando tratamos de consumo deenergia. Existe um gasto extra da via úmida por conta do uso dos atomizadores,além de gastos maiores na queima, que são em média de 16%. Na secagem,porém, a via úmida é em média 44% mais eficaz. Essa situação se traduz em 42%maior utilização de energia da via úmida em relação à seca (considerando o uso degás natural nas etapas de atomização, secagem e queima) [10]. Vemos, portanto,maior utilização de energia pela via úmida, mesmo tendo na via seca a maiorprodução (70%). Uma das preocupações da indústria de revestimento cerâmico é o atualpreço do gás natural, principal combustível (atomização, secagem, queima),representando cerca de um quarto do preço de fabricação das peças. Em 2000 ogás natural foi um dos motivos da competitividade brasileira, mas os seus contínuose pesados reajustes (não ocorrendo o mesmo em outros países) enfraqueceram asexportações [9]. Outro problema se da que a substituição por fontes de energiasmenos nobres prejudicariam a qualidade final do produto. Tabela 9 - Consumo Energético Por Via De Revestimento Cerâmico, 2009 Extraído de: Ministério de Minas e Energia [1], 2011. 24
  32. 32. Tabela 10 – Distribuição Do Consumo Térmico Por Via De Revestimento Cerâmico Extraido de: BRITO, ALVES, MELCHIADES, BOSCHI [10], 2012. 25
  33. 33. 5 REFERÊNCIAS1. BRASIL. Ministério de Minas e Energia. Secretaria de Secretaria de geologia,Mineração e Transformação Mineral. Departamento de Transformação e TecnologiaMineral. Anuário Estatístico 2011. Setor de Transformação de Não Metálicos.Brasília, 2011. 128 p.2. J. MENDO CONSULTORIA. Desenvolvimento de Estudos para Elaboração doPlano Duodecenal de Geologia, Mineração e Transformação Mineral. Produto 32.Perfil de argilas para Cerâmica Vermelha. Relatório Técnico 32. Perfil da Argila.2009. 29 p.3. J. MENDO CONSULTORIA. Desenvolvimento de Estudos para Elaboração doPlano Duodecenal de Geologia, Mineração e Transformação Mineral. Produto 43.Cadeia da Cerâmica de Revestimento. Relatório Técnico 69. Perfil da Cerâmica derevestimento. 2009. 29 p.4. BERNI, M. D.; BAJAY, S. V.; GORLA, F. D. . Oportunidades de EficiênciaEnergética Para a Indústria. Relatório Setorial. Setor Cerâmico. Brasília, 2010.5. MALISKA, A. M; BORGES, J. N. . Caracterização de Revestimentos Cerâmicos.Local de publicação: Universidade Federal de Santa Catarina. Departamento deEngenharia Mecânica. Curso de Graduação em Engenharia de Materiais. 34 p.6. ANFACER. Disponível em: <www.anfacer.org.br>. 12/11/2012.7. BRASIL. Ministério de Minas e Energia. Secretaria de Secretaria de geologia,Mineração e Transformação Mineral. Departamento de Transformação e TecnologiaMineral. Anuário Estatístico 2010. Setor de Transformação de Não Metálicos.Brasília, 2010. 101 p.8. SEBRAE. Cerâmica Vermelha para Construção: Telhas, Tijolos e Tubos. 2008. 40p.9.ASPACER. Disponível em: <www.aspacer.com.br>. 13/11/2012.10. BRITO, H.; ALVES, H. J.; MELCHIADES, F, G.; BOSCHI, A. O. .Local dePublicação: Universidade Federal de São Carlos. Laboratório de RevestimentosCerâmicos. Eficiência Energética na Industria Cerâmica. São Carlos, 2012. 29 p.11. BRASIL. Ministério de Minas e Energia. Balanço Energético Nacional. Brasília,2012. 281 p.12. MARTIGNAGO, G; REDIVO, A. S.; PERIN, F. S. . Balança Comercial DeRevestimentos Cerâmicos Sob O Regime De Câmbio Flutuante Em Santa Catarina.2011. 21 p. 26

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