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Antecedentes <ul><li>A denominação “América Latina” foi cunhada na segunda metade do século XIX  </li></ul><ul><li>Porém, ...
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<ul><li>Após a segunda metade do século XX, o nacional desenvolvimentismo e a criação da CEPAL permitiram novas condições ...
Problema Teórico da Integração Latino-Americana no século XX <ul><li>Havia uma tensão profunda entre a necessidade teórica...
As mudanças estruturais no regime de acumulação pós-crise da dívida dos 1980 <ul><li>A crise da dívida modificou o regime ...
Fases do novo processo de Integração Latino-Americana <ul><li>1985-1991: </li></ul><ul><ul><li>Enfoque estruturalista </li...
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A crise do modelo neoliberal dos 1990 <ul><li>1998-2002 </li></ul><ul><ul><li>Desorganização dos regimes macroeconômicos n...
O resgate do enfoque desenvolvimentista  <ul><li>2003-hoje </li></ul><ul><ul><li>Relações comerciais são retomadas, porém ...
Participação do Brasil na Corrente de Comércio América do Sul (exceto Guianas e Suriname)
Estoques IDE brasileiro na América do Sul  Fonte: BACEN, Censo de Capitais Estrangeiros. Elaboração Ipea US$ milhões
<ul><li>Consolidar a União Aduaneira do Mercosul . Instrumentos comunitários de defesa comercial (lista de exceção comunit...
Saldo Comercial Brasil- América do Sul. US$ bilhões. Fonte: MDIC O problema dos desequilíbrios comerciais do Brasil com a ...
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Reconstruindo a Integração Latino-Americana - André Calixtre

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Reconstruindo a Integração Latino-Americana, André Calixtre - Assessor Técnico da Presidência.
IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - Outubro/2011

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Reconstruindo a Integração Latino-Americana - André Calixtre

  1. 1. Reconstruindo a Integração Latino-Americana André Calixtre Assessor Técnico da Presidência Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada Outubro/2011
  2. 2. Antecedentes <ul><li>A denominação “América Latina” foi cunhada na segunda metade do século XIX </li></ul><ul><li>Porém, as intenções integracionistas são anteriores, nascem durante a desarticulação do Antigo Regime e o processo de independência das colônias hispânicas e portuguesa no hemisfério </li></ul>
  3. 3. <ul><li>A dinâmica econômica “voltada para fora”, as profundas diferenças entre as elites agrário-exportadoras e as disputas territoriais entre as repúblicas recém constituídas, desconfiadas do império brasileiro, impediram qualquer integração concreta da região até a metade do século XX </li></ul>Antecedentes
  4. 4. <ul><li>Após a segunda metade do século XX, o nacional desenvolvimentismo e a criação da CEPAL permitiram novas condições para a integração, tendo como fundamento teórico a superação do subdesenvolvimento via esforço coordenado de industrialização </li></ul><ul><li>1960 – Tratado de Montevidéu cria Associação Latino-Americana de Livre Comércio (Alalc) </li></ul>Antecedentes
  5. 5. Problema Teórico da Integração Latino-Americana no século XX <ul><li>Havia uma tensão profunda entre a necessidade teórica de integração e a lógica de acumulação do nacional desenvolvimentismo (centrada no interior das fronteiras nacionais, e não para além destas) </li></ul><ul><li>Ausência de um motor econômico da integração impediu o avanço satisfatório do processo </li></ul><ul><li>Fracasso da Alalc é atribuído à excessiva ênfase na abertura comercial e às rivalidades entre os regimes militares </li></ul><ul><li>Novo tratado de Montevidéu (1980) cria a Associação Latino-Americana de Desenvolvimento e Integração (ALADI), com ênfase no gradualismo e na complementaridade econômica </li></ul>
  6. 6. As mudanças estruturais no regime de acumulação pós-crise da dívida dos 1980 <ul><li>A crise da dívida modificou o regime de acumulação do nacional-desenvolvimentismo para um desenvolvimento integrado às finanças internacionais </li></ul><ul><li>Consequência: a introdução da necessidade de regionalizar mercados para inserir-se na globalização </li></ul><ul><li>Relações entre os países por proximidade transformaram-se em horizontes de acumulação regional </li></ul><ul><li>A integração recomeça pelo Cone-Sul, impulsionada pelas relações Brasil-Argentina </li></ul>
  7. 7. Fases do novo processo de Integração Latino-Americana <ul><li>1985-1991: </li></ul><ul><ul><li>Enfoque estruturalista </li></ul></ul><ul><ul><li>Aproximação Brasil-Argentina pelo instrumento dos Acordos de Complementação Econômica da ALADI (ACE) </li></ul></ul><ul><ul><li>Relações bilaterais Brasil-Argentina atraem Uruguai e Paraguai </li></ul></ul><ul><li>1991-1998: </li></ul><ul><ul><li>Enfoque livre-cambista e da Iniciativa para as Américas (ALCA) </li></ul></ul><ul><ul><li>Criação do Mercosul como resposta da região à “inevitabilidade” da ALCA: integração hemisférica seria potencializada pela integração prévia das regiões latino-americanas, no caso, do Cone-sul. </li></ul></ul><ul><ul><li>Similaridade das políticas macroeconômicas neoliberais facilitou negócios e integração comercial </li></ul></ul>
  8. 8. Participação dos Blocos Econômicos na Corrente Comercial Brasileira (exportações + importações) Para Brasil, a possibilidade de integração hemisférica criou um processo de substituição das relações comerciais com a América do Norte (+ México) para a região sul-americana.
  9. 9. A crise do modelo neoliberal dos 1990 <ul><li>1998-2002 </li></ul><ul><ul><li>Desorganização dos regimes macroeconômicos neoliberais </li></ul></ul><ul><ul><li>Perda das paridades cambiais retrocedeu avanços na integração comercial </li></ul></ul><ul><ul><li>Período de crise profunda do modelo livre-cambista. </li></ul></ul><ul><ul><li>Entrada do México no NAFTA acentua saída para a constituição da América do Sul, diminuindo temporariamente a importância estratégica da América Latina </li></ul></ul><ul><ul><li>Cúpula de Brasília (2000): primeira reunião de presidentes sul-americanos da história, marca o período de transição </li></ul></ul>
  10. 10. O resgate do enfoque desenvolvimentista <ul><li>2003-hoje </li></ul><ul><ul><li>Relações comerciais são retomadas, porém o motor da integração entre os países passa a ser o crescimento econômico distributivo </li></ul></ul><ul><ul><li>2005 – Cúpula de Mar del Plata sepulta integração hemisférica e estabelece diretrizes desenvolvimentistas comuns </li></ul></ul><ul><ul><li>Transbordamento das relações comerciais para o investimento brasileiro na região </li></ul></ul><ul><ul><li>Avanços institucionais no Mercosul e a Criação da UNASUL (2007), vis-à-vis fracasso do NAFTA para o México, permitiram reconstruir o projeto Latino-Americano, Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe (CELAC) deve ser constituída este ano </li></ul></ul>
  11. 11. Participação do Brasil na Corrente de Comércio América do Sul (exceto Guianas e Suriname)
  12. 12. Estoques IDE brasileiro na América do Sul Fonte: BACEN, Censo de Capitais Estrangeiros. Elaboração Ipea US$ milhões
  13. 13. <ul><li>Consolidar a União Aduaneira do Mercosul . Instrumentos comunitários de defesa comercial (lista de exceção comunitária, tributação única da Tec e harmonização de políticas econômicas e sociais) para contrarrestar presença da China na região </li></ul><ul><li>Unasul está em vigor, mas seu principal instrumento de financiamento (Banco do Sul) ainda não foi ratificado pelo Brasil </li></ul><ul><li>Desigualdades entre os países não têm diminuído . Os instrumentos disponíveis de financiamento são insuficientes (FOCEM) </li></ul><ul><li>Papel dos países pequenos e do “gigante” Brasil na região precisa ser definido . Constantes superávits comerciais brasileiros recentes são ruins para a integração </li></ul><ul><li>Garantir instrumentos comunitários de combate a crises internacionais </li></ul><ul><li>É preciso articular políticas setoriais comuns , especialmente em âmbito da indústria </li></ul>Alguns Desafios
  14. 14. Saldo Comercial Brasil- América do Sul. US$ bilhões. Fonte: MDIC O problema dos desequilíbrios comerciais do Brasil com a América do Sul
  15. 15. <ul><li>Muito Obrigado </li></ul>

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