O comportamento informacional dos alunos de fonoaudiologia da Faculdade de Filosofia e Ciências

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Trabalho final entregue à disciplina Estudos de Usuário ministrada pela docente Helen de Castro ao 3° ano de Biblioteconomia.

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O comportamento informacional dos alunos de fonoaudiologia da Faculdade de Filosofia e Ciências

  1. 1. UNESP- Universidade Estadual Paulista Faculdade de Filosofia e Ciências Campus de Marília Felipe Augusto Arakaki Lauriele Martins Lopes Suzi Martins Ferreira Viviane Silva de Oliveira O COMPORTAMENTO INFORMACIONAL DOS ALUNOS DE FONOAUDIOLOGIA DA FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS Marília-SP 2014
  2. 2. UNESP- Universidade Estadual Paulista Faculdade de Filosofia e Ciências Campus de Marília Felipe Augusto Arakaki Lauriele Martins Lopes Suzi Martins Ferreira Viviane Silva de Oliveira O COMPORTAMENTO INFORMACIONAL DOS ALUNOS DE FONOAUDIOLOGIA DA FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS Trabalho final entregue à disciplina Estudos de Usuário ministrada pela docente Helen de Castro ao 3° ano de Biblioteconomia. Marília-SP 2014
  3. 3. Lista de figuras Figura 1 - Questão 1: Idade............................................................................. 12 Figura 2 - Questão 2: Ano................................................................................ 13 Figura 3 – Questão 3: Sexo............................................................................. 13 Figura 4 – Questão 4: Fala outro idioma........................................................ 14 Figura 5 – Questão 4: Fala outro idioma: quais idiomas? .......................... 15 Figura 6 – Questão 5: Nos dois últimos trabalhos de disciplinas ou TCC, onde busca informação? ................................................................................. 16 Figura 7 – Questão 6: Normalmente como você busca a informação que deseja? ..................................................................................................... 17 Figura 8 – Questão 7: Qual tipo de suporte você tem preferência?............ 17 Figura 9 – Questão 8: Utiliza bases de dados específicas? ........................ 19 Figura 10 – Questão 9: Assinale aqueles que você sente dificuldades..... 20 Figura 11 – Questão 10: Você pede auxílio para uso de.............................. 20
  4. 4. Sumário 1 INTRODUÇÃO.................................................................................................. 05 2 REVISÃO DA LITERATURA SOBRE O TEMA............................................... 08 2.1 O curso de Fonoaudiologia da UNESP...................................................... 10 3 ANÁLISE DOS RESULTADOS........................................................................ 12 4 CONSIDERAÇÕES........................................................................................... 22 REFERÊNCIAS..................................................................................................... 23 APÊNDICE A - Artigos recuperados na BRAPCI, sobre comportamento informacional............................................................................... 24 APÊNDICE B - TCCs da Unesp de Marília sobre comportamento informacional. ....................................................................................................... 25
  5. 5. 5 1 INTRODUÇÃO Desde antiguidade, a biblioteca era o maior centro onde reunia diversas obras que concentravam todo conhecimento já registrado. A partir da década de 90, com a ascensão da Internet e da produção científica, uma pessoa que deseja ou necessita de alguma informação, não recorre mais exclusivamente à biblioteca para localizar a informação que queira. Tendo em vista este cenário, um ramo da biblioteconomia busca entender entre outras coisas as questões inerentes como o usuário busca informação, em que ambientes ele percorre para recuperar informação, como ele usa novos sistemas de informação para busca de informação que estão de certa forma ligados aos Estudos de usuários. Vale ressaltar que em cada um desses pontos destacados um tipo de estudo de usuário é requerido. Nesse sentido, os Estudos de usuários são investigações e “[...] possibilita a identificação das necessidades dos usuários, [...] fornece[ndo] subsídios para o planejamento de produtos e serviços mais ajustados a sua comunidade [...]” (OLIVEIRA, 2010, p. 15), se divide em dois prismas: o paradigma tradicional e alternativo, o paradigma centrado no uso dos sistemas e fontes de informação para um paradigma centrado no comportamento das necessidades individuais e no uso da informação. Para realizar um estudo de usuário têm que primeiramente considerar os aspectos sociais, tecnológicos, éticos, políticos, culturais, demográficos, etc, também deve observar qual é o tipo de pesquisa que realizará sua metodologia, seu objetivo, o que pretende alcançar, etc. Assim sendo, na Universidade Estadual Paulista “Júlio Mesquita Filho” - UNESP na Faculdade de Filosofia e Ciências - FFC no Campus de Marília existem nove cursos de graduação além de cursos de pós-graduação mestrado e doutorado nas áreas de Ciências Humanas e Ciências Biológicas e da Saúde. Entre os nove cursos de graduação, os cursos de Biblioteconomia, Fonoaudiologia e Pedagogia receberam nota cinco do Guia do Estudante de 2013. O Guia do Estudante faz parte do conjunto de publicações da Editora Abril, [...] mostra informações sobre profissões universitárias do Brasil, mostrando como é o curso, o mercado de trabalho, as áreas de atuação,
  6. 6. 6 dicas sobre como passar pelo vestibular e em qual universidade estudar. No total, mais de treze mil cursos de mais de novecentas faculdades públicas e privadas são detalhados no guia. A publicação também promove eventos para estudantes e prêmios para os melhores cursos e universidades do Brasil. (WIKIPÉDIA, 2012, não paginado). Nesse sentido, este trabalho focará os alunos de Fonoaudiologia, pois, a área da saúde vive em constante atualização, entre os cursos com nota máxima no Guia do Estudante, o curso é o mais recente e único da área de saúde do campus de Marília ao qual foi atribuída a nota máxima. Assim, em vista que a pesquisa e a realização de trabalhos por esses discentes são processos inerentes a conclusão de curso como também de formação e nível intelectual questiona onde eles estão realizando suas buscas para realização de pesquisas escolares? Dessa forma, o trabalho foca no comportamento informacional dos estudantes de Fonoaudiologia. Acredita-se que este auxiliará nas atividades da biblioteca da faculdade em questão, pois revelará o comportamento informacional de um grupo específico de usuários e assim melhor se adequar as necessidades informacionais desse grupo. Os objetivos dessa pesquisa se concentram em identificar quais são as fontes de informações que os graduandos utilizam em suas pesquisas, os tipos de fontes de informação, o local que eles buscam o suporte - digital ou eletrônico, quais são os critérios utilizados no momento da busca. A pesquisa é uma pesquisa qualitativa, que busca entender em quais lugares (bases de dados, internet) os alunos de fonoaudiologia localizam a informação que necessitam. O foco da pesquisa se restringiu aos alunos do 1° ao 4 ° de Fonoaudiologia pelo conceito cinco recebido no Guia do Estudante. O universo da pesquisa se propõe a estudar o comportamento informacional desses alunos totalizando cerca de 140 estudantes. A coleta de dados será realizada por meio de um questionário com perguntas fechadas direcionando a pesquisa para responder os questionamentos desse trabalho. Antes da aplicação do questionário aos alunos de Fonoaudiologia, foi realizado um préteste com alunos da área de Terapia Ocupacional pela semelhança do perfil dos alunos de Fonoaudiologia.
  7. 7. 7 Em relação ao levantamento bibliográfico, há poucos estudos sobre a temática comportamento informacional no Brasil, sendo esse, com mais ênfase nos países exteriores, por exemplo, quando foi pesquisado na Base de Dados Referencial de Artigos de Periódicos em Ciência da Informação (BRAPCI) “Comportamento informacional de fonoaudiologia ou do curso de fonoaudiologia”, não obteve nenhum resultado sobre esse assunto como foco desta pesquisa, e quando buscado apenas por “Comportamento Informacional” obteve-se o resultado de 5 artigos nesta área.
  8. 8. 8 2 REVISÃO DA LITERATURA SOBRE O TEMA Sobre a Literatura do tema conseguimos a dissertação da Vera Regina Casari Boccato que trabalha a “Avaliação de linguagem documentária em Fonoaudiologia na perspectiva do usuário: estudo de observação da recuperação da informação com protocolo verbal.’ No ano de 2005 com 239 f. realizado pela Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista, Marília. Sendo que o grupo fez um levantamento bibliográfico na BRAPCI sobre competência informacional e foram encontrados 13 artigos. Também foi realizada uma pesquisa na BRAPCI sobre a temática “Comportamento informacional”, na qual, foram recuperados 5 artigos nesta área, e também 4 Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) da Unesp de Marília sobre o tema, tanto a lista dos artigos, quanto a lista dos TCCs encontram-se ao final do trabalho, em apêndices. A esquematização dos principais pontos da revisão de literatura será apresentado a seguir. Para entender o comportamento informacional dos alunos de Fonoaudiologia é fundamental que entender antes alguns conceitos que envolvem com o comportamento como busca de informação, fontes de informação, que são focos da pesquisa. Primeiramente o comportamento está relacionado às necessidades informacionais do usuário, no caso, dos alunos de fonoaudiologia. A Necessidade de informação é entendida como falta de conhecimento sobre um assunto para realizar um objetivo, necessidade secundária para satisfazer uma necessidade básica, busca de informação para a satisfação de necessidades. [...] contexto ou situação em que a necessidade de informação se inicia pode desencadear um comportamento informacional; na medida em que ela se manifesta de maneira intensa no individuo no sentido de levá-lo a agir a fim de se satisfazer. Ou seja, a [...] necessidade de informação é prevista como ponto de partida para o comportamento informacional do individuo [...] (OLIVEIRA, 2010, p. 19). A necessidade informacional faz com que o usuário busque uma determinada informação e para entender esse processo, onde ele busca a informação, pode ser estudado através do comportamento informacional desse usuário.
  9. 9. 9 O comportamento informacional “O comportamento informacional é uma área dentro do comportamento de estudos de usuários que tem sido assunto de muitas pesquisas e debates na Biblioteconomia e Ciência da Informação [...]” (SILVA, 2007, p. 26), tem se desenvolvido nos últimos anos, está relacionado com a maneira de como os indivíduos são influenciados e como eles se comportam em relação aos sistemas de informação disponíveis. Comportamento informacional é a ação executada pelo individuo para satisfazer suas necessidades informacionais, seja ela de aspecto social ou particular. Segundo Wilson (2000, apud Martínez-Silveira; Oddone, 2007, p. 121), “[o] comportamento informacional é todo comportamento humano relacionado às fontes e canais de informação, incluindo a busca ativa e passiva de informação e o uso da informação.” Assim, o usuário identificando sua necessidade informacional, como ele busca a informação? Em quais ambientes ele recorre? A “[...] busca de informação: atenção passiva, busca passiva, busca ativa, busca em andamento [...]” (OLIVEIRA, 2010, p. 30, grifo nosso). Ou melhor, “[a] busca informacional consiste na tentativa intencional de encontrar informação como consequência da necessidade de satisfazer um objetivo.” (WILSON, 2000, apud MARTÍNEZ-SILVEIRA; ODDONE, 2007, p. 121), Em relação ao comportamento de busca, Case (2007, apud CASARIM; OLIVEIRA p. 172), defendem que “[...] o comportamento de busca de informação caracteriza-se como o esforço consciente, que envolve uma variedade de comportamentos de um indivíduo para adquirir informação como resposta a uma necessidade ou a uma lacuna em seu conhecimento.” Ou seja, comportamento de busca por informação, pode resultar em sucesso (quando o usuário encontra a informação desejada), quanto em “fracasso” (quando o individuo não satisfaz sua necessidade de informação), em grande parte dos casos há uma interrupção no momento da busca, talvez porque o usuário não sabe o que realmente ele necessita ou deseja, não sabem quais são as fontes de informações corretas para aquela pesquisa ou também sem conhecimentos de manuseá-las, não sabe usar um catálogo de uma Biblioteca, não pergunta sobre o assunto a ninguém, nem a um amigo, nem ao
  10. 10. 10 Bibliotecário, nem ao professor e nem ao orientador, mas existem vários tipos de barreiras que o usuário encontra no momento da busca por informação. Após a identificação do que ele quer, ele irá selecionar as fontes de informação. As fontes de informação dependem muito do tema pesquisado, e o usuário deve ter habilidades e instruções de bibliotecários para manuseio das ferramentas e fontes disponíveis na internet. Existem três tipos de fontes de informação: primária, secundária e terciária. 2.1 O curso de Fonoaudiologia da UNESP O curso de Fonoaudiologia foi fundado na Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” Faculdade de Filosofia e Ciências, Campus de Marília, em 1989, e desde então se têm destacado pela estrutura curricular capaz de interagir com distintas áreas do conhecimento, o curso recebeu as melhores avaliações, obtendo no ano de 2003 a nota máxima no provão do Ministério da Educação e Cultura (MEC), em 2004 o melhor desempenho no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) e nos anos de 2005 e 2009 na avaliação da Comissão Permanente de Avaliação da UNESP, o curso também recebeu a maior nota. (UNESP, 2013). As aulas do curso são distribuídas ao longo do dia, oferece 35 novas vagas por ano, atualmente a relação candidato/vaga é de 5/9, com duração de 4 anos, ao término do curso a formação do aluno é em bacharel, o objetivo do curso é estudar [...] o desenvolvimento, o aperfeiçoamento, os distúrbios e as diferenças da comunicação humana em suas modalidades oral, escrita e gestual. Os temas trabalhados pelo profissional desse setor são variados – linguagens oral e escrita, fala, fluência, voz, audição, compreensão, deglutição e saúde coletiva, entre outros. O fonoaudiólogo pode prevenir distúrbios de comunicação, é apto para fazer avaliações das disfunções nessa área, elaborar diagnósticos e também propor formas de reabilitação. Os fonoaudiólogos trabalham nos campos da saúde e educação, nos setores público e privado. Também podem exercer atividades de ensino, pesquisa e administrativas. Dependendo da sua atividade, ingressam em Unidades Básicas de Saúde, ambulatórios de especialidades, hospitais, maternidades, clínicas, asilos, instituições de saúde, creches, berçários, escolas regulares e especiais, instituições de ensino superior, empresas, teatros, rádio e televisão. Geralmente, esses especialistas trabalham em conjunto com médicos, psicólogos, dentistas, fisioterapeutas, assistentes sociais e educadores. A preocupação central do curso é promover uma
  11. 11. 11 formação generalista e humanista, ao mesmo tempo em que desenvolve competências específicas para que o futuro profissional seja capaz de prevenir e diagnosticar problemas, habilitar e reabilitar pacientes que apresentem distúrbios da audição e da comunicação oral e escrita. Tudo pensado de modo que, no exercício dessa ciência, as questões psicosociais não sejam desconsideradas. (UNESP..., 2013, não paginado). O currículo do curso é multidisciplinar, possibilitando aos alunos uma ampla visão da profissão e do campo de atuação, abrange disciplinas como: [...] Biologia, Genética, Medicina, Psicologia, Linguística, Educação. Orientado por professores que tem nível de doutorado, o aluno é estimulado a realizar atividades extracurriculares, como pesquisas científicas, estágios e projetos com a comunidade. Entre os locais de realização dessas ações estão o Centro de Estudos da Educação e da Saúde (CEES), Unidades Básicas de Saúde e Unidades de Saúde da Família, escolas de educação infantil e asilos. Nessas atividades, os graduandos concorrem a bolsas de estudos de órgãos de apoio à ciência ou da própria Universidade. (UNESP..., 2013, não paginado).
  12. 12. 12 3 ANÁLISE DOS RESULTADOS Foi aplicado um questionário com dez questões, sendo a maioria questões fechadas de múltipla escolha, o questionário foi elaborado utilizando a ferramenta automática do Google para aplicação. Dessa forma, foi enviado às turmas do curso de Fonoaudiologia (primeiro ao quarto ano), no período de 28 de janeiro de 2014, à 06 de fevereiro de 2014, sendo que devido ao fato de alguns alunos não checarem o e-mail periodicamente, assim obtendo poucas respostas, optou-se também por aplicar o questionário pessoalmente às turmas do primeiro e segundo anos nos dias 04 e 05 de fevereiro de 2014. Foram respondidos 56 questionários de um total de 140 alunos, vale uma ressalva que o 4º ano de Fonoaudiologia já encerrou as atividades, e apenas um participante respondeu o questionário online. No que tange ao anonimato dos participantes referente ao questionário, não exigiu nenhuma indicação de identificação. A questão 1 foi perguntado a idade do entrevistado, a turma se revelou que ser jovem que se concentra entre 19 a 21 anos. Figura 1 - Questão 1: Idade Fonte: Elaboração dos autores. Questão 2 - Foi perguntado na questão 2 o ano em que o participante está.
  13. 13. 13 Nesse quesito, houve uma predominância dos alunos do primeiro ano com 48 % das respostas. Figura 2 - Questão 2: Ano Fonte: Elaboração dos autores. Questão 3 - Na questão 3 os entrevistados responderam que 95% são pertencentes do sexo feminino. Figura 3 - Questão 3: Sexo Fonte: Elaboração dos autores. Na Questão 4, foi perguntado se os alunos de Fonoaudiologia falam outro idioma, a pesquisa indicou um equilíbrio, tendo a resposta “não” com uma ligeira
  14. 14. 14 vantagem de 54%. Figura 4 - Questão 4: Fala outro idioma Fonte: Elaboração dos autores. Dos 26 entrevistados que declararam que falavam outro idioma, foram contabilizadas 33 respostas, sendo que poderia ser assinalado mais de uma opção. A grande maioria das respostas revelou que foi o Inglês que predomina como segundo idioma desse grupo de alunos com 67%, 22 pessoas. seguido pelo espanhol com 27%, ou seja 9 pessoas, e Italiano e Hebraico com 3%, ou seja, uma pessoa cada um. Figura 5 - Questão 4: Fala outro idioma: quais idiomas?
  15. 15. 15 Fonte: Elaboração dos autores. Na questão 5 foi perguntado nos últimos dois trabalhos de disciplinas ou TCC, onde busca informação sendo que poderia assinalar mais de uma alternativa. 48 entrevistados (23%) responderam que buscaram em artigos, 45 responderam (22%) que pesquisaram em livros, 39 dos entrevistados declararam que fizeram buscas no Google, 14 em bases de dados, 10 em teses, 9 na Wikipédia e professores, 8 em dissertações, 7 em TCC, 6 em amigos e catálogos da biblioteca, 3 em blogs, apenas 1 pessoa declarou que buscou com o bibliotecário e em outro lugar, só que não especificou onde ou com quem. Figura 6 - Questão 5: Nos dois últimos trabalhos de disciplinas ou TCC, onde busca informação?
  16. 16. 16 Fonte: Elaboração dos autores. As fontes formais utilizadas pelos alunos são: Livros; TCCs; Teses; Dissertações; Artigos; Bases de dados; Catálogo da biblioteca, totalizando 138, ou seja 67%. Já as fontes informais utilizadas são: Bibliotecária; Professores; Amigos; Blogs; Wikipédia; Google, totalizando de 68, ou seja 33% das buscas utilizadas ● Primária - Livro, Teses, Dissertações, Artigos, professores, amigos, totalizando 61 % das respostas (126); ● Secundária - TCC, Wikipédia, blog, totalizando 9 % respostas (19); ● Terciária - Bases de dados, Catálogos, Google, bibliotecário, totalizando 29 % das respostas (60). Na Questão seguinte 6, foi perguntado aos entrevistados: normalmente como você busca informação que deseja? A grande maioria, 41 dos entrevistados (71%) responderam que foi por assunto, 15 pessoas responderam (26%) responderam que foi pelo título e apenas 2 pessoas (3%) responderam que buscam a informação pelo autor. Figura 7 - Questão 6: Normalmente como você busca a informação que deseja?
  17. 17. 17 Fonte: Elaboração dos autores. O tipo de suporte que os entrevistados foi perguntado na Questão 7. O resultado foi bem equilibrado com 25 pessoas (45%) reponderam que preferiam os dois tipos de suporte, 31 pessoas disseram que tinham preferência pelo suporte sendo 18 entrevistados ou 32 % preferem o suporte digital e 13 pessoas (23%) preferem o suporte impresso. Figura 8 - Questão 7: Qual tipo de suporte você tem preferência? Fonte: Elaboração dos autores. ● Impresso: “Pelo fácil manuseio e de poder levar para qualquer lugar mais facilmente”; “Maior facilidade para manusear e estudar com anotações”; “Pois facilita os estudos”; “Presto mais atenção no assunto”; “Para anotar informações”; “É melhor para ler”; “Por que é mais fácil para leitura e anotações”;
  18. 18. 18 “A luz do computador cansa os olhos”; “Confiabilidade”; “Não dói minhas vistas”. Os entrevistados que preferiram o meio Impresso, justificaram na maior parte pelo fácil manuseio, a leitura é melhor, não cansa as vistas, e outro destacou a confiabilidade ● Digital: “Pela facilidade”; “Praticidade”; “É mais ágil”; “Porque é mais barato”; “Mais fácil para ler”; “Maior praticidade e acesso”; “Facilidade”; “Porque posso acessar diversos de maneira rápida”; “Mais rápido”; “Mais fácil e atualizado”; “Por que pé o que tenho mais acesso”; “É mais fácil”; “Mais atualizado”; “Mais fácil”; “Praticidade”; “Por ser mais fácil”. Os participantes que preferem o meio Digital, escolheram por ser mais prático, fácil e atualizado. ● Os dois: “Para mim, não há diferença entre os meios”; “Mais conteúdo; Depende do trabalho, para alguns o impresso é melhor, como estudo de caso, por exemplo”; “Duas pessoas responderam Facilidade”; “Segurança”; “Desde de que consiga entender o que está sendo lido”; “Por se complementarem”; “Cada um apresenta uma praticidade”; “Um complementa o outro”. Referente ao uso dos dois tipos de suportes, entendem que ambos possuem qualidades e praticidades. ● Doze pessoas não justificaram a resposta. Essa questão revelou que não há uma predominância do tipo de suporte preferido, ela é extremamente importante para tomadas de decisões futuras para a biblioteca do Campus, pois não pode dar prioridade um tipo de suporte já que as parcelas estão bem equilibradas. Questão 8 foi perguntado quais bases de dados específicas eles utilizavam, 50 entrevistados 64% alegaram que utilizam o Scielo, 10 pessoas responderam que
  19. 19. 19 utilizam o portal Capes e outros, 4 utilizam a Web of Science, 3 não utilizam nenhuma base de dados e apenas 1 respondeu que utiliza a Bireme. As outras bases citadas foram: Lilacs (5); Pubmed (6) e Google acadêmico (1). Figura 9 - Questão 8: Utiliza bases de dados específicas? Fonte: Elaboração dos autores. Na Questão 9 poderia assinalar mais de uma opção e foi perguntado em quais bases de dados que sentem dificuldades. O estudo revelou que 22% dos entrevistados (14) sentem dificuldades em utilizar a base Scielo, 20 % informaram que sentem dificuldade com Web of Science, 19% dos participantes (12) alegaram que sentem dificuldade com a Bireme, 17% (11) falaram que sentem dificuldades com a Capes, 16% informaram que não sentiam dificultes com nenhuma base de dados e 6% (4) informaram que sentiam dificuldade em outras bases de dados. As outras bases citadas que encontram dificuldades foram: Lilacs (2) e dois não especificaram quais. Figura 10 - Questão 9: Assinale aqueles que você sente dificuldades
  20. 20. 20 Fonte: Elaboração dos autores. A Questão 10 apontou para quais dos itens pede auxílio, os entrevistados podiam assinalar mais de uma alternativa resultando em mais da metade, 59% alegaram que não pedem auxílio em nenhuma dos itens listados, ou seja 34 dos entrevistados, 24% informaram que pedem auxílio nas bases de dados, ou seja, 14 pessoas, 12 % pedem auxílio no uso do catálogo, ou seja, 7 pessoas e 5% pedem auxílio para outros itens ou seja 3 dos entrevistados. Figura 11 - Questão 10: Você pede auxílio para uso de Fonte: Elaboração dos autores. Esta ultima questão em especial, acredita que seja um dado preocupante, pois
  21. 21. 21 muitos sentem dificuldades nas bases de dados e não pedem auxílio para utilizá-las. Isso faz refletirmos diversas outras questões como, porquê não pedem ajuda? Qual a maior dificuldade nessas bases de dados?
  22. 22. 22 4 CONSIDERAÇÕES Com esse estudo, pode-se identificar quais tipos e fontes de informação, os lugares, o tipo de suporte de que forma eles buscam informações para realização de suas pesquisas. Dessa forma, os estudos revelaram que os alunos de Fonoaudiologia da UNESP de Marília utilizam em grande parte, fontes primárias para realizar suas pesquisas como a maioria de livros e artigos. Outra informação importante também foi que apenas que a UNESP paga diversas bases de dados da área da saúde, o estudo revelou que eles não estão utilizando muito, sendo que sua concentração está na base Scielo, essa é outra questão que poderia ser trabalhada para pesquisas futuras, de entender por que ele estão utilizando mais a base Scielo, será que é mais fácil, mais simples ou mais disseminada? Outro dado importante foi que eles não pedem auxílio para utilização referentes as fontes de informação, isso é outro ponto a ser explorado, de identificar o por quê desse grande número de usuários não pedem auxílio em sua utilização. Por fim, o trabalho proporcionou ao grupo viver algumas dificuldades que poderemos enfrentar no futuro, tanto na abordagem as pessoas, como na importância de construir um estudo de usuário, além de mapear o comportamento informacional do grupo estudado.
  23. 23. 23 REFERÊNCIAS BOCCATO, Vera Regina Casari. Avaliação de linguagem documentária em Fonoaudiologia na perspectiva do usuário: estudo de observação da recuperação da informação com protocolo verbal. 2005. 239 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista, Marília, 2005. Disponível em: <http://www.marilia.unesp.br/Home/PosGraduacao/CienciadaInformacao/Dissertacoes/boccato_vrc_me_mar.pdf>. Acesso em: 04 nov. 2013. CASARIN, Helen de Castro Silva; OLIVEIRA, Etiene Silva de. O uso da informação no âmbito acadêmico: o comportamento informacional de pós-graduandos da área de educação. Encontros Bibli: Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação, v. 17, n. Esp., 2012, p. 169-187. MARTÍNEZ-SILVEIRA, Martha; ODDONE, Nanci. Necessidades e comportamento informacional: conceituação e modelos. Ciência da Informação, Brasília, v. 36, n. 2, maio/ago. 2007, p. 118-127. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ci/v36n2/12.pdf>. Acesso em: 04 nov. 2013. OLIVEIRA, Etiene Siqueira de. Comportamento Informacional de pós-graduandos de Educação: estudo sobre as variáveis intervenientes. 2010. 76 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharel em Biblioteconomia) – Faculdade de Filosofia e Ciências – UNESP. Marília, 2010. SILVA, Marli Vitor da. O comportamento informacional de professores de pósgraduação das áreas de Ciência Humanas e Sociais. 2007. 72 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharel em Biblioteconomia) – Faculdade de Filosofia e Ciências – UNESP. Marília, 2007. UNESP: Campus de Marília, Faculdade de Filosofia e Ciências. Informações gerais. 22 abr. 2013. Disponível em: <http://www.marilia.unesp.br/#!/graduacao/cursos/fonoaudiologia/>. Acesso em: 04 nov. 2013. WIKIPÉDIA. Guia do estudante. 11 fev. 2012. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Guia_do_Estudante>. Acesso em: 04 nov. 2013.
  24. 24. 24 APÊNDICE A - Artigos recuperados na BRAPCI, sobre comportamento informacional. BAPTISTA, Dulce Maria. A busca da informação por parte de entidades representativas. Ciência da Informação, Brasília, v. 30, n. 2, p. 16-19, maio/ago. 2001. Disponível em: <http://www.brapci.ufpr.br/documento.php?dd0=0000000977&dd1=fab18>. Acesso em: 18 dez.2013. BAPTISTA, Dulce Maria. A busca da informação por parte de entidades representativas enquanto formadoras de opinião: um problema gerencial . Revista de Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v. 23-24, n. 4, p. 545-550, 1999-2000. Disponível em: <http://www.brapci.ufpr.br/documento.php?dd0=0000002528&dd1=c434b>. Acesso em: 18 dez.2013. BORGES, Mônica Erichsen Nassif. A informação como recurso gerencial das organizações na sociedade do conhecimento. Ciência da Informação, Minas Gerais, v. 24, n. 2, p. 15, maio/ago. 1995. Disponível em: <http://www.brapci.ufpr.br/documento.php?dd0=0000000820&dd1=5ffd9>. Acesso em: 18 dez.2013. OLIVEIRA, Silas Marques de. Fontes de informação utilizadas por executivos. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v . 1, n. 2, p. 18-40 , jan../jun. 2004. Disponível em: <http://www.brapci.ufpr.br/documento.php?dd0=0000001041&dd1=07265>. Acesso em: 18 dez. 2013. POGGI, Silvia Beatriz Arano; PEREYRA, Ana Gabriela Díaz; MAICHE, Paulina Szafran. Estudio sobre necesidades, demanda y uso de información de productores de leche ovina y/o caprina. Ciência da Informação, Uruguay, v. 26, n. 3, p. 08, set./dez. 1997. Disponível em: <http://www.brapci.ufpr.br/documento.php?dd0=0000000897&dd1=d97df>. Acesso em: 18 dez.2013.
  25. 25. 25 APÊNDICE B - TCCs da Unesp de Marília sobre comportamento informacional. GARCIA, Rodrigo Moreira. A busca da informação especializada e a efetividade de sua recuperação: interação entre bibliotecário, usuário e base de dados. 2005. 177 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharel em Biblioteconomia) – Faculdade de Filosofia e Ciências – UNESP. Marília, 2005. OLIVEIRA, Etiene Siqueira de. Comportamento Informacional de pós-graduandos de Educação: estudo sobre as variáveis intervenientes. 2010. 76 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharel em Biblioteconomia) – Faculdade de Filosofia e Ciências – UNESP. Marília, 2010. OLIVEIRA, Thayane Bianca Cobacho de. O Uso de Fontes de Informação por PósGraduandos da Área de Educação. 2012. 55 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharel em Biblioteconomia) – Faculdade de Filosofia e Ciências – UNESP. Marília, 2012. SILVA, Marli Vitor da. O comportamento informacional de professores de pósgraduação das áreas de Ciência Humanas e Sociais. 2007. 72 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharel em Biblioteconomia) – Faculdade de Filosofia e Ciências – UNESP. Marília, 2007.

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