Trabalho de libras correto

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Família e surdez

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Trabalho de libras correto

  1. 1. União Metropolitana de Educação e Cultura Equipe: Anastácia Marçal Maria de Fátima Souza Maricélia Pereira Rita Maria de Cássia Valdenice Pimentel Zenaide Giffone
  2. 2. Surdez, família e comunicação
  3. 3. Família... <ul><li>A palavra “Família” tem origem no latim famulus, que significa criado ou escravo doméstico. Família é um conjunto de pessoas do mesmo sangue, formado por pai, mãe e filhos, constituindo-se em um pequeno grupo que convivem diariamente juntos. </li></ul><ul><li>É na família que se inicia a sociedade, onde os indivíduos organizam conceitos e buscam a maturidade por meio de trocas entre seus membros. </li></ul>
  4. 4. Família... <ul><li>Para Oliveira (2003, p.65) “A família é o primeiro grupo social a que pertencemos. É um tipo de agrupamento social cuja estrutura, em alguns aspectos, varia no tempo e no espaço .” </li></ul>
  5. 5. Família... <ul><li>Acredita-se que normalmente e por toda a vida, a família vai proporcionar a perfeita satisfação física ou moral dos seus filhos, sendo que, para isso, ela deve respeitar , conhecer e atender as diferenças existentes entre eles. </li></ul>
  6. 6. Surdez na família <ul><li>No momento em que a mãe aguarda o nascimento de seu filho, é criada uma imagem de criança “ideal”, ou seja, que não apresente nenhuma anormalidade. Porém, se esse filho tão desejado apresentar algo fora dos padrões considerados “normais ”, qual será a reação desta fa m ília? se ela for de ouvintes? E, se ela for de surdos? </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Diante destes questionamentos, considera-se que o contexto familiar de ambas as situações é distinto. </li></ul><ul><li>A família de ouvintes: ao receberem o diagnóstico da surdez de seu filho, haverá dificuldade na aceitação desta criança, pois não houve nenhuma preparação emocional para esta situação. </li></ul><ul><li>A família de surdos: após o nascimento das crianças os pais que são surdos reagem com preocupação e buscam ajuda médica para constatar se seu filho possui a mesma necessidade especial que eles. </li></ul>Surdez na família
  8. 8. Surdez na família <ul><li>a presença de filhos ouvintes apareceu como elemento mediador e de ligação desses dois universos, uma vez que conheciam ou estavam aprendendo a Libras, e também possuíam a língua falada, podendo assim ser considerados bilíngües. </li></ul>
  9. 9. Surdez na família <ul><li>A convivência entre surdos/ouvintes na mesma família pode ser benéfica tanto para os pais, que através dos filhos conseguem ter um contato maior com o mundo ouvinte, como para os filhos que desde cedo têm contato com duas culturas diferentes. No entanto, é preciso estar atento para que essa tarefa de intérprete não sobrecarregue os filhos. </li></ul>
  10. 10. Surdez na família <ul><li>Para Sacks (1998), as crianças ouvintes de pais surdos representam uma condição única, pois crescem tendo como língua nativa tanto a falada quanto a de sinais e podem sentir-se igualmente à vontade tanto no mundo dos ouvintes quanto no mundo dos surdos. </li></ul>
  11. 11. O papel da família <ul><li>A vinda de uma criança surda com deficiência se constitui uma fase crítica, exigindo adaptações e o estabelecimento de prioridades na família. </li></ul><ul><li>A forma como a pessoa surda é tratada em casa irá determinar a imagem que ela terá de si mesma. </li></ul>
  12. 12. O papel da família <ul><li>A família é caracterizada como o lugar ideal para se iniciar o atendimento de base para os surdos. </li></ul><ul><li>A família coopera para o processo do desenvolvimento do surdo, garantindo a esse indivíduo um futuro de independência e produtividade na sociedade. </li></ul><ul><li>A percepção, o esforço e a disponibilidade da família para aprender a se comunicar facilita o convívio com a criança. </li></ul>
  13. 13. O papel da família <ul><li>Castro (1999) considera que, para uma boa formação, há necessidade de participação efetiva por parte dos pais, visto que o apoio da família constitui a base para a socialização do surdo, sua compreensão das coisas e o entendimento de suas diferenças. </li></ul>
  14. 14. A dificuldade e mudanças experiênciadas pela família <ul><li>A adaptação e a aceitação da família à nova situação, como um período difícil conforme a estrutura e características de cada família. </li></ul><ul><li>As famílias costumam experiênciar uma angústia muito grande quando não conseguem compreender o filho surdo e suas necessidades, principalmente quando eles ainda são crianças. </li></ul>
  15. 15. A dificuldade e mudanças experiênciadas pela família <ul><li>Os pais sentem muitas dificuldade na aprendizagem da língua de sinais, especialmente quanto a articulação e à rapidez das mãos. </li></ul><ul><li>Pela dificuldade de aceitação da surdez, ou mesmo para compensar essa situação, existem pais que preferem não estabelecer limites, formando, com isso, filhos desobedientes. </li></ul>
  16. 16. Necessidades percebidas pelas famílias <ul><li>Essa situação depende de cada tipo de família, da classe social, do nível de conhecimento sobre as particularidades que um ser especial possui, dentre outros aspectos que formam o ambiente social desse grupo familiar. É visível que o comportamento de uma família que não possui nenhuma pessoa especial, para o de uma família que possui é diferente, pois é preciso que haja adaptações dentro do seio familiar para poder acolher essa nova peculiaridade do ser especial. </li></ul>
  17. 17. Necessidades percebidas pelas famílias <ul><li>Brito e Dessen (1999) referem que a primeira necessidade dos familiares de um surdo é a aceitação da mudança de hábito. É necessário, nesses casos, que a família procure se adaptar aos acontecimentos, acompanhando as evoluções do filho e seu desenvolvimento global, buscando saber lidar com as diferenças e aceitar os desafios, para, dessa forma, conseguir criar e estimular essa criança de forma adequada e afetuosa. </li></ul>
  18. 18. Necessidades percebidas pelas famílias <ul><li>Ao realizar um estudo sobre a convivência da família com o surdo, Oliveira et al. (2004) pontuaram que, além das necessidades das famílias variarem de acordo com o momento e com o ciclo de vida que vivenciam, elas se diferenciam nas famílias que possuem um dos membros doente ou com algum problema que foge dos padrões de normalidade em relação às famílias cujas vidas seguem um curso sem doenças ou intempéries. </li></ul>
  19. 19. A importância da comunicação familiar para os surdos <ul><li>O ato de se comunicar é inato do ser humano, todos precisam está sempre em contato com outros seres do seu grupo para poder trocar informações, experiências como um ato de sobrevivência, pois nenhum homem consegue viver só, sem realizar a troca de conhecimentos. </li></ul>
  20. 20. A importância da comunicação familiar para os surdos <ul><li>No caso, das pessoas especiais é de suma importância que a família não abandone esse ser e sim o trate com particularidade devido as suas limitações, no entanto, que o coloque no convívio social, aprendendo a linguagem de sinais e ensinando a esse todas as questões necessárias do mundo exterior para que futuramente o mesmo se comunique com os demais. Pois, eles como qualquer outro ser humano tem a necessidade de se comunicar e de manter essa troca de informação para poder constituir o seu próprio mundo, baseado nas crenças, culturas, costumes dentre outros aspectos que formam a realidade humana. </li></ul>
  21. 21. A importância da comunicação familiar para os surdos <ul><li>A ausência ou limitação na comunicação do surdo com sua família promove a formação de um ser isolado e que sofre com a incompreensão. </li></ul><ul><li>A ausência da linguagem própria para surdos dentro de casa gerará, deste modo, um pensamento apenas concreto, conceitos rudimentares, baixa sociabilidade, além de rigidez e imaturidade </li></ul>
  22. 22. A importância da comunicação familiar para os surdos <ul><li>Fernandes (2004) pontua que o português falado por nós é, para os surdos, uma língua estrangeira. A primeira língua para esses indivíduos é a LS (L1) e a segunda a Língua Portuguesa (L2). </li></ul><ul><li>Os desenvolvimentos lingüístico e cognitivo dessas crianças não estão prejudicados, seguindo as mesmas etapas e qualidades de uma criança ouvinte. </li></ul>
  23. 23. A importância da comunicação familiar para os surdos <ul><li>As famílias devem, o quanto antes e da melhor maneira possível, aprender a língua de sinais, garantindo, assim, a comunicação com seu filho e oportunizando a este um ambiente lingüístico favorável à comunicação e à interação. </li></ul>
  24. 24. A importância da comunicação familiar para os surdos <ul><li>Castro (1999) percebeu que após a aprendizagem da Libras a comunicação entre familiares e surdos na língua de sinais melhorou a convivência das mães com os filhos. Essas mães sentiam muita ansiedade ao ajudar os filhos na realização de atividades escolares porque não conseguiam ensinar. </li></ul>
  25. 25. A importância da comunicação familiar para os surdos <ul><li>Lora (1984) afirma que o surdo necessita do apoio familiar para a comunicação, mesmo que esse auxílio seja realizado por meio de gestos, pois os pais precisam acreditar na capacidade do filho e fazer o esforço necessário no sentido de ajudá-los. </li></ul>
  26. 26. A importância da comunicação familiar para os surdos <ul><li>O acesso à língua de sinais, por meio de interações sociais com as pessoas surdas, pode garantir práticas comunicativas apropriadas ao desenvolvimento pleno, cognitivo e lingüístico das crianças surdas. </li></ul>
  27. 27. A importância da comunicação familiar para os surdos <ul><li>O acesso à língua de sinais, os surdos desenvolveram a comunicação, resgataram a sintonia afetiva com a mãe, a construção de significados e se situaram no mundo. </li></ul>
  28. 28. Considerações finais <ul><li>Percepção do poder da atuação e participação da família na vida da pessoa especial. Esse necessita de todo o apoio que possa ser dado a ele para conseguir se socializar com o mundo exterior, sabendo entender os costumes, hábitos, valores éticos e moral, a cultura como um todo. Assim essa pessoa especial poderá ser integrada ao meio social e poderá viver, dentro de suas particularidades, como um ser humano reconhecido e que faz parte da sociedade e não está à margem desta. </li></ul>
  29. 29. Considerações finais <ul><li>É visto uma falta de consciência social quanto à relação com a pessoa surda, pois o meio social inclusive a família, muitas vezes, não consegue compreender esse ser especial e com isso deixa-o fora do ciclo de comunicação existente no grupo social em que esse vive, agindo assim de forma errônea e atrasada. </li></ul>
  30. 30. Considerações finais <ul><li>É preciso que haja uma conscientização por parte das pessoas para poder cada vez mais incluir e compreender a surdez no cotidiano social, tratando essas pessoas especiais com a devida dignidade que merecem, como qualquer outro ser humano dito normal. </li></ul>
  31. 31. Referências: <ul><li>BRITO, A. M. W.; DESSEN, M. A. Crianças surdas e suas famílias: um panorama geral. Psicologia : Reflexão e Crítica, Porto Alegre, v. 12, n. 2, p. 429-445, 1999. </li></ul><ul><li>CASTRO, R. G. Libras : uma ponte para comunicação entre pais ouvintes e filhos surdos. 1999. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Educação Especial Infantil e Fundamental)–Universidade Estadual de Maringá, Maringá, 1999. </li></ul>
  32. 32. Referências: <ul><li>FERNANDES, S. Educação bilíngüe para surdos : trilhando caminhos para a prática pedagógica. Curitiba: SEED, 2004. </li></ul><ul><li>LORA, A. A. B. A família orientada como condição básica para o desenvolvimento da criança portadora de deficiência auditiva . 1984. Dissertação (Mestrado)-Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 1984. </li></ul>
  33. 33. Referências: <ul><li>OLIVEIRA, R. G. et al. A experiência de famílias no convívio com a criança surda. Rev. Acta Scientiarum , Maringá, v. 26, n. 1, p. 183-191, 2004. </li></ul><ul><li>SACKS, Oliver W. Vendo vozes: uma viagem ao mundo dos surdos . Tradução: Laura Teixeira Motta. 5. reimpressão. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. </li></ul>

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