Evolução da Saúde em Portugal

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  • Monaquismo (do grego monos, que significa "único" ou "em paz") normalmente refere-se ao modo de vida - comunitária ou solitária - aprovada por indivíduos, do sexo masculino ou feminino, que tenham escolhido exercer um ideal de perfeição ou um nível mais elevado da experiência religiosa através do “isolamento” do mundo.
  • Enxerga: Pequeno colchão de palha ou folhas secas
  • Enjeitados: Rejeitados, desprezados, abandonados, largados. Filhos de pais incógnitos.
  • Enjeitados: Rejeitados, desprezados, abandonados, largados. Filhos de pais incógnitos.
  • Evolução da Saúde em Portugal

    1. 1. Evolução da saúde em Portugal
    2. 2. • Num passado ainda recente a doença era frequentemente definida como "ausência de saúde", sendo a saúde definida como "ausência de doença" - definições que não eram esclarecedoras. • Definições mais flexíveis quer de saúde quer de doença consideram múltiplos aspetos causais da doença e da manutenção da saúde, tais como fatores psicológicos, sociais e biológicos.
    3. 3.  A fonte inspiradora da ciência médica ocidental localiza-se na tradição hipocrática, um sistema de pensamento e prática médicas que floresceu na Grécia Antiga, cerca de 400 anos A.C.  A Grécia Antiga constitui um período marcante pois está ligada a propostas de libertação da medicina das suas influências mágico-religiosas, estabelecendo, pois, uma rutura em relação à medicina da Mesopotâmia e do Egipto.
    4. 4.  A fonte inspiradora da ciência médica ocidental localiza-se na tradição hipocrática onde Hipócrates defendia um conjunto de princípios teóricos e metodológicos que lhe granjearam a classificação de "pai da medicina".  Defendeu que as doenças não são causadas por demónios ou por deuses, mas por causas naturais.  Propôs que os procedimentos terapêuticos se baseassem numa base racional, com o objetivo de corrigir os efeitos nocivos das forças naturais.
    5. 5. Mente sã em corpo são
    6. 6.  Até à criação das misericórdias (a primeira será a de Lisboa, em 1498) continuarão a coexistir diversos tipos de estabelecimentos assistenciais em Portugal.  Vamos encontrar na Idade Média quatro tipos de estabelecimentos, que chegaram ao Ocidente cristianizado por via da influência bizantina, do monaquismo e das Cruzadas.
    7. 7.  Albergarias  Criadas originalmente para assistência aos peregrinos e demais viajantes, mas servindo também de albergue para doentes e mendigos, eram sustentadas sobretudo pelas ordens religiosas e militares, sendo algumas dotadas de pequenas enfermarias;  Desenvolveram-se com as peregrinações a Santiago de Compostela; muitas delas limitavam-se a oferecer uma simples refeição e uma enxerga aos viandantes;  Em algumas terras, eram conhecidas como a "casa dos passantes“.
    8. 8.  Hospitais (ou Espritais)  "Feitos e ordenados principalmente para a cura e gasalhado dos pobres e enfermos";  No Séc. XII, o seu número era inferior ao das albergarias.
    9. 9.  Gafarias  Destinadas ao internamento dos gafos ou leprosos, são também designadas por leprosarias (e, mais tarde, lazaretos, termo que deriva do facto de a lepra ser então igualmente conhecida como o mal de S. Lázaro)
    10. 10.  Mercearias  Destinadas originalmente às pessoas da nobreza empobrecida ou envergonhada; em geral, funcionavam junto a capelas.
    11. 11.  Hospícios  Até 1498, ano da fundação da Misericórdia de Lisboa, não aparecem referências muito explícitas em relação à existência de estabelecimentos especificamente vocacionados para a assistência a prestar às crianças órfãs ou abandonadas;
    12. 12.  Hospícios  Em todo o caso, em 1321, Santa Isabel, mulher de D. Dinis, havia já fundado o ”Hospital de Meninos de Santarém”, um dos mais antigos recolhimentos de crianças, órfãos e enjeitados. NOTA: Enjeitados - Rejeitados, desprezados, abandonados, largados. Filhos de pais incógnitos.
    13. 13.  Hospital (com Albergaria) São Nicolau  Fundado junto ao Mosteiro de Sta. Cruz (cuja origem remonta a 1130). Primeira escola médica, a cargo dos Cónegos Regrantes de Santa Cruz (ou frades crúzios). A albergaria era administrada por uma confraria laica.
    14. 14.  Hospital Mont’Arroio  Fundado pelos Cónegos Regrantes de Sta. Cruz, no princípio da nacionalidade (século XII), e também ligado ao respetivo mosteiro. Ficava paredes-meias com o de S. Nicolau (que tinha maior capacidade).  Hospital (com albergaria) Santa Luzia
    15. 15.  Hospital (com albergaria) Santa Maria da Graça  Localizava-se na atual Rua de Sofia.  Hospital SantaMaria de São Bartolomeu  Quatro camas. O compromisso da confraria data de 1343. Situava-se junto à primitiva igreja de S. Bartolomeu, de estilo românico, na atual Praça Velha ou do Comércio.
    16. 16.  Hospital Santa Elisabete  Localizava-se no Rossio, junto ao Mosteiro de Sta. Clara. Este convento, originalmente destinado a senhoras pobres, irá ser restaurado pela mulher de D. Dinis, Isabel de Aragão – Rainha Santa Isabel (em 1311). O hospital tinha 30 camas, destinadas a ambos os sexos.
    17. 17.  Hospital São Lourenço  Situava-se nas proximidades da Capela do Arnado (demolida na primeira metade do Séc. XX).  Hospital (com albergaria) SãoMarcos  Cinco quartos, cada um com uma cama. Ficava nas proximidades do Colégio dos Órfãos, pertencente à Santa Casa da Misericórdia.
    18. 18.  Albergaria Santa Maria  Hospital São Gião  Localizava-se perto do Hospital de S. Bartolomeu, na Rua de S. Gião ou do Hospital, numa zona onde havia casas "onde se alojam os escolares de medicina".  Hospital (com albergaria)Mercê
    19. 19.  Hospital (com albergaria) Santa Maria Vera Cruz  Localizado nas proximidades da Igreja de S. João dos Crúzios (atual Café Santa Cruz).  Hospital (com albergaria) São Cristóvão  Localizado junto da Igreja de S. Cristóvão (atual Teatro Sousa Bastos, próximo da Universidade), de estilo romano bizantino. Foi demolido no princípio do Séc. XX.
    20. 20.  Gafaria São Lázaro  Situada fora de portas, o Hospital Real ou Gafaria de S. Lázaro, era um dos vários estabelecimentos existentes na região para isolamento dos gafos. Nota: Gafos - Que ou quem tem gafa ou lepra.
    21. 21.  Quem foi Francisco Gentil?  Francisco Soares Branco Gentil nasceu em Alcácer do Sal, a 27 de Fevereiro de 1878;  Cursou na Escola Médico – Cirúrgica, atualmente a Faculdade deMedicina;  Percorreu todos os escalões da carreira: interno, cirurgião do Hospital de S. José, Chefe de Serviço de Urgência, Diretor da Maternidade de Santa Bárbara, Assistente da secção cirúrgica dos Hospitais Civis e Professor Cirurgião no Hospital de Santa Marta;
    22. 22.  Quem foi Francisco Gentil?  Foi um forte impulsionador da valorização da enfermagem, com a criação da Escola Técnica de Enfermeiras, hoje Escola Superior de Enfermagem Francisco Gentil, que desde o inicio da sua atividade, em 1940, pugnou pela qualidade e exigência;  Mas, apesar de toda a sua intensa e variada atividade, é à luta contra o cancro que Francisco Gentil fica intemporalmente associado, como médico, como gestor e como influente estratega. O seu nome ficará para sempre ligado à obra extraordinária que ergueu no Instituto Português de Oncologia .
    23. 23.  Quem foi Francisco Gentil?  Graças à atividade do Prof. Francisco Gentil, é publicado o Decreto nº 9333, por si elaborado, que criava o Instituto Português para o Estudo do Cancro, hoje Instituto Português de Oncologia;  Em reconhecimento da sua atuação, a Universidade de Coimbra concede ao Prof. Francisco Gentil, em 1948, o grau de Doutor Honoris Causa;  Em 1961 sofre um AVC que o obriga a cessar funções no Instituto e acaba por falecer a 13 de Outubro de 1964, deixando um legado que perdura até aos dias de hoje.
    24. 24.  Criado a 29 de Dezembro de 1923 com a designação de Instituto Português para o Estudo do Cancro, através do decreto nº 9333;  Até 1987 ficou sob a tutela do Ministério da Instrução Pública, passando nessa altura para a dependência do Ministério da Saúde;  Tinha, nesta época, sede provisória no Hospital de Santa Marta, em Lisboa.
    25. 25.  Em 1927, é inaugurado o primeiro pavilhão do IPO, designado Pavilhão A (atual Laboratório de Medicina Nuclear), que se localizava na Palhavã, Lisboa;  Em 1929 foi inaugurado o Pavilhão B, que se destinava a consultas das especialidades de dermatologia e urologia ;  Em 1933 o Pavilhão C, com quatro pisos, entra em funcionamento;  O Pavilhão Central / Bloco Hospitalar foi inaugurado em 1948.
    26. 26.  Em 1930 o Instituto Português para o Estudo do Cancro passa a designar-se Instituto Português de Oncologia;  A 5 de Outubro de 1931 foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada ( Ordem honorífica portuguesa que é concedida por mérito literário, científico e artístico).
    27. 27.  Instituto Português de Oncologia de Coimbra  Inaugurado em 1962, foi impulsionado pelo Professor Doutor Luís Raposo;  Em 1977, o IPO de Coimbra autonomizou-se relativamente ao de Lisboa;  apresenta atualmente uma área de internamento, central de consultas, hospital de dia, radioterapia, estrutura hoteleira, serviço de medicina nuclear, serviço de imunohemoterapia, unidade de cirurgia, entre outros.
    28. 28.  Instituto Português de Oncologia de Coimbra  Em dezembro de 2005, o Instituto Português de Oncologia de Coimbra Francisco Gentil é notificado da decisão do comité da acreditação do Health Quality Service (HQS) de que o IPOCFG, E.P.E. tinha atingido a acreditação total.
    29. 29. Fábio Simões Mariana Carnin

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