Equipa Multidisciplinar

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Equipa Multidisciplinar

  1. 1. Equipa Multiprofissional Saúde
  2. 2. Introdução A necessidade de trabalho multiprofissional nos cuidados com a saúde é reconhecida por todos e vem sendo incorporada de forma progressiva na prática diária. Treinados durante a formação para atuar individualmente, os profissionais de saúde vivem uma fase contraditória na qual, mesmo sabendo o que é melhor, se vêem com dificuldades e pudores para definir limites, interseções e interfaces. Este é um trabalho necessário, que exige coragem, determinação e contínua autocrítica para que os objetivos sejam atingidos.
  3. 3. Equipa Multiprofissional O que é? Grupo de profissionais de uma área específica (saúde, administração, etc.) que trabalham em conjunto a fim de chegar a um objetivo comum.
  4. 4. Equipa Multiprofissional Hospital dos Lusíadas
  5. 5. Equipa Multiprofissional Saúde A Equipa Multidisciplinar pode ser formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais que reúnem-se para decidir quais serão os objetivos para um determinado paciente, que pode ser por exemplo comer sozinho.
  6. 6. Objetivos Diminuir a desigualdade entre os profissionais de diferentes atuações na área de saúde para consequentemente ocorrer a maior integração na equipa, havendo maior possibilidade de interagirem em situações livres de submissão na busca de consensos acerca da finalidade e do modo de executar o trabalho.
  7. 7. Objetivos A equipa auto avalia o seu comportamento por intermédio de várias variáveis, sendo uma delas o grau de confiança entre todos; avalia a comunicação que existe na equipa; o grau de apoio recíproco; a compreensão dos objetivos e o tratamento ou seja, a gestão de conflitos entre todos.
  8. 8. Objetivos Hoje, fala-se noutros tipos de abordagem como interdisciplinaridade, pluridisciplinaridade e transdisciplinaridade, mas penso que a nossa grande preocupação deve ser a integridade e a unidade do conhecimento.
  9. 9. O trabalho em equipa nos Cuidados de Saúde Primários O conceito de trabalho em equipa revelou uma diversidade de interpretações e expectativas.
  10. 10. O trabalho em equipa nos Cuidados de Saúde Primários A fraca apropriação do conceito parece estar ligada a informações pouco convincentes ou críticas sobre o trabalho em equipas interdisciplinares, existindo também algumas evidências de que possa estar associada ao desconhecimento das competências necessárias aos cuidados partilhados e insegurança quanto às suas implicações para a identidade profissional.
  11. 11. O trabalho em equipa nos Cuidados de Saúde Primários Emerge a noção de que o trabalho em equipa neste contexto de cuidados introduz não só mudanças no ambiente de trabalho como nos papéis profissionais, refletindo uma mudança radical na cultura.
  12. 12. O trabalho em equipa nos Cuidados de Saúde Primários
  13. 13. Equipa Multiprofissional
  14. 14. Equipa Multiprofissional Muitos dos profissionais de saúde não sabem ou pouco sabem do verdadeiro significado de uma equipa multidisciplinar/multiprofissional.
  15. 15. Equipa Multiprofissional Torna-se cada vez mais uma necessidade perceber estes contextos, estas dinâmicas de trabalho, que segundo dados estatísticos, têm a sua elevada eficiência.
  16. 16. Equipa Multiprofissional - O número de indivíduos atendidos será maior; - A adesão ao tratamento será superior; - Cada paciente poderá ser um replicador de conhecimentos e atitudes.
  17. 17. Equipa Multiprofissional - Haverá favorecimento de ações de pesquisa em serviço. - Como vantagem adicional, teremos o crescimento profissional no serviço como um todo.
  18. 18. Ações comuns à equipa multiprofissional - Promoção à saúde (ações educativas com ênfase em mudanças do estilo de vida, correção dos fatores de risco e produção de material educativo). - Formação de profissionais.
  19. 19. Ações comuns à equipa multiprofissional - Ações assistenciais individuais e em grupo de acordo com as especificidades; - Participação em pesquisas.
  20. 20. Ações específicas individuais - As ações específicas definidas pelas diretrizes de cada profissão devem obviamente ser respeitadas. - Nas situações e circunstâncias em que houver superposições de funções, isso deve acontecer de maneira natural e só será possível se houver harmonia entre o grupo, implementação de regras claras e perfeita uniformidade de linguagem.
  21. 21. Participação do Médico • Consulta médica; • Responsabilidade pelo diagnóstico e pelas condutas terapêuticas; • Avaliação clínica dos pacientes pelo menos duas vezes por ano; • Apoio aos demais membros, quando necessário; • Administração do serviço; • Encaminhamento de pacientes e delegação de atividades a outros profissionais quando necessário.
  22. 22. Participação do Enfermeiro • Consulta de enfermagem; • Encaminhamento ao médico pelo menos duas vezes ao ano e com maior frequência nos casos em que a pressão não estiver devidamente controlada ou na presença de outras intercorrências; • Administração do serviço. • Delegação e supervisão das atividades do técnico/auxiliar de enfermagem
  23. 23. Participação do Nutricionista • Consulta de nutrição; • Seguimento da evolução nutricional; • Educação nutricional
  24. 24. Participação do Psicólogo • Consulta de psicologia; • Atendimento a familiares, para facilitar as mudanças de hábitos de vida do grupo familiar e a adesão ao tratamento; • Treino de controle de stresse; • Trabalho sistemático junto à equipa com o objetivo de promover o entrosamento e a harmonia entre todos, com o objetivo de que o grupo, de fato, se constitua numa equipa multiprofissional.
  25. 25. Participação da Assistente Social • Entrevista social para identificação socioeconómica e familiar, caracterização da situação de trabalho e previdência, e levantamento de expectativas sobre a doença e o seu tratamento; • Atualização do cadastro de recursos sociais (para encaminhamento do atendimento das dificuldades dos pacientes e familiares) que possam interferir na terapêutica;
  26. 26. Participação da Assistente Social • Desenvolvimento de atividades visando à organização dos pacientes em associações de portadores de hipertensão arterial. • Busca ativa de faltosos.
  27. 27. Participação do Farmacêutico • Participação em comités para a seleção de medicamentos; • Gerir stocks, armazenamento correto e dispensação de medicamentos; • Promoção da atenção farmacêutica ao paciente (orientação individual ou em grupo e acompanhamento do uso de medicamentos); • Orientação quanto ao uso racional de medicamentos à população.
  28. 28. Participação do Fisioterapeuta • Atendimento individual e em grupo aos pacientes encaminhados. • Identificação e atuação fisioterapêutica sobre problemas que causem • limitação às mudanças de hábitos de vida (dores limitantes, posturas etc).
  29. 29. Participação do Musicoterapeuta • Atividades em grupo para trabalho musicoterapêutico visando à adoção de hábitos saudáveis e à diminuição do stresse.
  30. 30. Participação de Funcionários Administrativos • Receção dos pacientes; • Controle e marcação de consultas e reuniões.
  31. 31. Participação de Agentes Comunitários de Saúde • Ações educativas primárias, visando à promoção de saúde. • Busca ativa de faltosos. • Sugestão de encaminhamento para unidades de básicas de saúde. • Recolha de dados referentes à hipertensão arterial, conforme impresso padronizado.
  32. 32. Ações em grupo • Reuniões com pacientes – As ações educativas e terapêuticas em saúde devem ser desenvolvidas com grupos de pacientes, seus familiares e a comunidade, sendo adicionais às atividades individuais. • Reuniões da equipa – Atividades periódicas com a participação de todo o grupo para análise crítica das ações desenvolvidas, acerto de arestas e novas orientações, caso necessárias.
  33. 33. Ações em grupo • Programas Comunitários – A equipe multiprofissional deve procurar estimular, por meio dos pacientes, dos representantes da comunidade, de profissionais da área de comunicação e da sociedade civil, o desenvolvimento de atividades comunitárias. • Atividades conjuntas (equipas/pacientes) – Devem ocorrer concomitantemente, reunindo diversas equipes multiprofissionais e grupos de pacientes.
  34. 34. Sugestões para implantação do serviço • Identificação da equipa multiprofissional mínima possível, de acordo com a realidade existente, e definição das tarefas de cada um. • Fluxograma de atendimento: cada serviço, de acordo com a sua equipa, estabelecerá uma estratégia, devendo estar aí incluídas atividades individuais e/ou de grupo.Informação ao paciente sobre a rotina de atendimento, para que tenha maior compreensão e, consequentemente, maior adesão ao tratamento.
  35. 35. Ações Administrativas • Cartão do paciente; • Obrigatoriedade do registro de todos os dados do paciente em prontuário; • Reuniões periódicas da equipa procurando uniformização de procedimentos e linguagem.
  36. 36. Abordagem Multiprofissional • O que determina o bom funcionamento do grupo é sua filosofia de trabalho: Caminhar unidos na mesma direção!
  37. 37. Conclusão Considero a equipa multidisciplinar um valor para qualquer Instituição, que faz com que cada um cumpra o seu dever, tendo em vista atingir o objetivo comum, favorecendo deste modo a colaboração voluntária de todos os seus elementos.

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