Palestra: Um Mundo de Incertezas - Albert Fishlow

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Palestra "Um Mundo de Incertezas" realizada por Albert Fishlow (Economista, Brasilianista, Professor Emérito da Universidade Columbia, NY) na ExpoGestão 2011.

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Palestra: Um Mundo de Incertezas - Albert Fishlow

  1. 1. Que Tipo de Futuro nos Espera? Albert Fishlow Junho 2011
  2. 2. As economias desenvolvidas em agonia Estados Unidos Europa JapãoUma Dupla Emergente China ÍndiaOutras estrelas ascendentesE o Brasil?
  3. 3. Esta tem sido uma década difícil para os EUA Em 1999, o colapso da NASDAQ enterrou os sonhos da Nova Economia de crescimento contínuo Em 2001 houve as Torres Gêmeas e aparente recuperação Em seguida veio a “Grande Moderação” de Ben Bernanke em 2004 Declínio substancial na volatilidade macroeconômica, devido a uma política monetária melhor Infelizmente, logo depois, em 2007, veio a “Grande Recessão” Uma bolha imobiliária Colapso da intermediação financeiraA recuperação foi apenas parcial Não o “Duplo mergulho”, mas permanecem grandes déficits do setor público e elevada taxa de desemprego
  4. 4. 2009 2010 2011 2012 2016% Crescimento -2,6 2,8 2,8 2,9 2,7% Índice CP 1,6 2,9 1,7 2,2% Taxa padrão de 0,25 0,25 0,75 3,5juros% Hiato do -6,0 -4,8 -3,7 -2,7 0,4produto% Déficit fiscal -6,8 -7,5 -8,1 -5,7 -5,3estrutural% Transações -2,7 -3,2 -3,2 -2,8 -3,4correntes% Taxa de 9,3 9,6 8,5 7,8 5,2desemprego% Dívida líquida 59,9 64,8 72,4 76,7 85,7% Dívida bruta 84,6 91,6 99,5 102,9 111,9
  5. 5. O Grande Debate Mais déficits keynesianos Redução dos impostos e do tamanho do GovernoDívida do Governo Qual número: bruto ou líquido? Isto pode ser ignorado a curto prazo?Taxas de poupança baixas e dependênciaexterna Déficits de transações correntes sobem novamenteEm busca de um novo rumo após 2008, mas apolítica conta
  6. 6. Consolidação política e econômica desde 1956 De 6 a 27 nações, e ainda negociando Maastricht e o Euro Uma moeda comum sem uniformidade fiscal Um Banco Central Europeu e convergência das taxas de juros Comércio intrazona expande, assim como os déficits da balança comercial e a dívida dos PIIGS financiada por bancos alemães e francesesTaxas de crescimento sobem a princípio mas aEuropa também entra em colapsoFinanças são um fenômeno multinacionalE Grécia, Irlanda e Portugal recebem ajuda
  7. 7. 2009 2010 2011 2012 2016% Crescimento -4,1 1,7 1,6 1,8 1,7% Índice CP 1,6 2,1 2,2 1,9% Taxa padrão 1,0 1,4 2,25 3,75de juros% Hiato do -3,5 -2,8 -2,3 -1,7 0produto% Déficit fiscal -3,8 -3,6 -1,7 -0,8 1,5estrutural% Transações -0,2 0,1 0,03 0,05 0,12correntes% Taxa de 9,5 10,0 9,9 9,6 8,3desemprego% Dívida líquida 61,0 64,4 66,9 68,2 68,1% Dívida bruta 79,3 85,0 87,3 88,3 86,3
  8. 8. Uma estratégia diferente: redução do déficit Estado grande demais, privilégios especiais demais Privatizar São necessários ganhos de produtividadeBancos eventualmente terão de assumir perdas Primeiro vem o reescalonamento da dívida, depois vem a redução da dívidaA zona do Euro sobreviverá?
  9. 9. Uma queda constante do nº.1 no final dos anos 80 Índice do mercado japonês de ações atingiu 39.000 em 1989 Proteção contra as importações japonesas cresceu Então o colapso financeiro – o setor bancário não foi ajudado e emerge lentamenteA recuperação vem em 2002-2007, através derápido crescimento das exportações para a China eo resto da ÁsiaA Grande Recessão tem um efeito negativoAssim como um déficit fiscal contínuo e novosinvestimentos internos limitados A liderança política é fraca
  10. 10. 2009 2010 2011 2012 2016% Crescimento -6,3 3,9 1,4 (-0,6) 2,1 (3,2) 1,2% Índice CP -0,7 0,5 0,5 1,0% Taxa padrão de 0,1 0,1 0,1 0,8juros% Hiato do -8,0 -4,7 -3,8 -2,3 0produto% Déficit fiscal -7,0 -7,5 -8,3 -7,4 -7,4estrutural% Transações 2,8 3,6 2,3 2,3 2,0correntes% Taxa de 5,1 5,1 4,9 4,6 4,2desemprego% Dívida líquida 110,0 117,5 127,8 135,1 163,9% Dívida bruta 216,3 220,3 229,1 233,4 250,5
  11. 11. De repente, há Fukushima em março Isso só contribui para o problema corrente Um déficit fiscal maior e um crescimento ainda menor Necessidade de fontes de energia alternativasA China é maior parceiro comercial do Japão;EUA e Coreia do Sul vêm em seguida O Japão depende do crescimento em outros lugares da Ásia em vez da demanda internaOs desafios atuais podem revigorar a economiajaponesa?
  12. 12. A China emergiu nos últimos 25 anos como aeconomia de mais rápido crescimento no mundo O comércio internacional tem sido a força motriz Importações de matérias-primas, Exportações de manufaturados Excedentes regulares de exportação resultaram em grandes reservas estrangeiras Grande poupança interna tem financiado investimentosAgora, o PIB da China só perde para os EUA Programado para superar em 2016 (PPP ajustado) e 2030Mas persistem questões
  13. 13. 2009 2010 2011 2012 2016% Crescimento 9,2 10,3 9,6 9,5 9,5% Índice CP -0,7 3,3 5,0 2,5 2,0% Taxa padrão 2,3 3,4 3,75 3,75de juros% Déficit fiscal -3,4 -2,9 -1,8 -1,0 1,0estrutural% Transações 6,0 5,2 5,7 6,3 7,8correntes% Taxa de 4,3 4,1 4 4 4desemprego% Dívida bruta 17,7 17,7 17,1 16,3 9,7
  14. 14. Uma economia desequilibrada Poupança interna muito alta e consumo interno limitado Setor financeiro nacional tem problemas Papel dos setores públicos e privados ainda não estão definidosO Futuro pode ser menos positivo A mudança demográfica é substancial A necessidade de matérias-primas é reforçada As regras da OMC - e valorização da taxa de câmbio - têm efeitosA política pode começar a ser mais importante Nacional e Internacional
  15. 15. Evolução contínua nos últimos 20 anos Saída do planejamento nacional e importação limitada por maior dependência do mercado Importância do setor de serviços no comércio internacional Uma nova geração de empresários Ganhos de produtividade agrícola Um nível elevado de investimento: mais de 35% Pobreza e desnutrição regularmente declinantes Mas a renda per capita (PPP) permanece baixa: US$3200
  16. 16. 2009 2010 2011 2012 2016% Crescimento 6,8 10,4 8,2 7,8 8,1% Índice CP 10,9 13,2 7,5 6,9 4,0% Taxa padrão 6,0 8,0 7,5 7,5de juros% Déficit fiscal -11,0 -10,0 -8,8 -7,7 -5,7estrutural% Transações -2,8 -3,2 -3,7 -3,8 -1,6correntes% Dívida bruta 71,1 69,2 68,2 67,7 59,9
  17. 17. A Índia tem muito mais a fazer Infraestrutura, incluindo gestão da água Necessidades energéticas futuras Privatização Educação Migração para áreas urbanasMas se beneficiará com a futura evoluçãodemográficaProcurando um novo alinhamento exterior
  18. 18. China e Índia não esgotam a lista Hoje, os países em desenvolvimento representam mais da metade dos ganhos de crescimento anual do PIB A Ásia lidera, mas a África e a América Latina têm se destacado na última década A Turquia emergiu com predominância, tanto econômica como politicamenteE, há o Brasil
  19. 19. O Brasil passou por mais de 15 anos de avanços Reformas internas e condições externas interagiram positivamente A política macroeconômica se tornou mais estável Houve progressos sociais As oportunidades para as exportações agrícolas, de minerais e de petróleo aumentaram As condições de comércio melhoraram, especialmente nos últimos tempos O investimento externo tem crescido, tanto interna quanto externamente
  20. 20. 2009 2010 2011 2012 2016% Crescimento -0,6 7,5 4,5 4,1 4,2% Índice CP 4,9 5,0 6,3 4,8 4,5% Taxa padrão 9,8 11,6 12,5 9,0de juros% Déficit fiscal -2,4 -3,6 -2,5 -2,6 -2,3estrutural% Transações -1,5 -2,3 -2,6 -3,0 -3,6correntes% Taxa de 8,1 6,7 6,7 6,7 6,7desemprego% Dívida líquida 42,2 40,2 40,0 39,4 36,8% Dívida bruta 67,9 66,1 65,7 65,0 58,6
  21. 21. Agora, um momento decisivo Após a recuperação rápida do ano passado, o desequilíbrio ameaça Taxa de câmbio supervalorizada As taxas de juros reais são as mais altas do mundo A inflação subiu e o salário mínimo crescerá rapidamente no próximo anoUma escolha estratégica Intervir mais para conter preços, limitar as importações e subsidiar o setor industrial para acelerar a atividade Estabilizar de vez: eliminar o déficit fiscal, desencorajar o consumo, reduzir o crescimento do créditoÉ necessário passar para questões de médio prazo,para conseguir manter crescimentos maiores
  22. 22. O Brasil poupa e investe muito pouco, para crescera uma taxa mais alta O setor público tem de poupar mais Uma maneira de começar é com as reformas da previdência social As necessidades da Petrobras serão enormesÉ preciso ter melhor educação A matrícula na educação básica é universal, mas a qualidade é baixa Os custos com universidade estão acima da média da OCDEAs despesas totais com saúde são altas
  23. 23. O Estado brasileiro continuará a ser um agentedecisivo do futuro desenvolvimento econômico Não vai desaparecer, nem mesmo encolher Mas é preciso aumentar a eficiência, se o objetivo for continuar tendo produtividade crescenteMudanças dramáticas e ousadas não são arespostaReforma duradoura e evolutiva neste r Século21 é

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