Alexandra ana rita_caroliny_o_branquinho

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  • No ano letivo anterior, estas alunas e a professora Ana Paula Ribeiro lançaram-se na aventura a 3 mãos. Surgiram belas histórias e um final feliz...a edição do 1º livro do A. E. Eça de Queirós, em Lisboa.Partilho e muito obrigada às autoras! Alexandra n.º 2 , Ana Rita n.º 3 , Caroliny n.º 10 10.º C 4
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Alexandra ana rita_caroliny_o_branquinho

  1. 1. O Branquinho Era uma vez um jovem baixinho e gordinho, com a forma de uma pequenabatata-doce, muito aventureiro e descobridor, o Branquinho. Gostava de brincar, jogare saltar com o irmão mais velho, o Cinzentinho. Este era mais tímido e pouco falador,nada tinha a ver com o irmão. Numa das muitas noites frias na Flocolândia, os dois irmãos dormiamtranquilamente nos seus cogumelos grandes, vermelhos e recheados de pequenaspintas brancas e, nisto, o Branquinho acorda agitado com o sonho que teve, e , com asua voz fininha, chama apressadamente o seu mano para lhe contar o terrível pesadeloque o assombrou naquela noite. Cinzentinho, que acordara sobressaltado com aperturbação do irmão, nem tempo teve para se recompor do susto. - Então Branquinho, o que foi? – pergunta ainda com o sono a espreitar. - Nem imaginas, tive um sonho horrível! –exclama o irmão alterado. - Conta maninho, estou aqui para te ouvir. – encoraja o Cinzentinho enquantoesfregava os olhos. Branquinho descreve ao irmão o seu sonho. Ele conta que, ao passar a ponteque dividia a cidade em duas partes (a parte do bem e a do mal), entra na parte má evê-se perdido numa floresta da qual não conseguia sair. Sentiu-se aflito na noite escuradaquele lado da ponte, então tentou encontrar uma saída de modo a poder voltar paracasa. No meio de tanta confusão, apercebeu-se de que não tinha feito a escolha certae tentou rapidamente encontrar um sítio para ficar, pois sabia que, naquela escuridão,não iria achar a saída que o levaria de volta a casa. Passado um certo tempo, descobreum lugar onde se podia abrigar daquele silêncio e escuridão que o perturbava e ondearriscaria passar o resto da noite. Pouco depois, acorda meio assustado, sem saber seseria ou não verdade aquilo que se estava a passar, e decide levantar-se na esperançade encontrar o caminho que o levasse a casa. Mas logo percebe que ainda era umpouco difícil pois aquela escuridão não tinha passado. É que aquele lado bastante sombrio era e seria sempre caracterizado pelapaisagem escura que se mantinha presente, e cedo ele compreende que nada havia afazer contra isso e que, para atingir o que queria, teria de lutar e esquecer o receio quetudo aquilo lhe causava.
  2. 2. Branquinho lá ia caminhando no meio do nada, umas vezes depressa, outrasmais devagar, e, sempre meio receoso, tentava encontrar algo que o levasse a sairdaquele lugar que o atormentava cada vez mais. Desesperado e no limite da fadigapor tanto caminho já percorrido, decide sentar-se para descansar e encostar-se umpouco ao pé daquilo que lhe parecera, ao primeiro toque, ser um tronco de umaárvore. Entretanto, algo o chamou à atenção, algo que se ia aproximando dele muitodevagarinho e que Branquinho conseguia ver perfeitamente, mesmo estando aindaum pouco longe do local onde ele se encontrava a repousar. Aquilo seria sem dúvida aúnica coisa que naquele momento brilhava intensamente, como uma luz meio azulmeio branca, e que captaria, naquele instante, toda a atenção de qualquer um que aliestivesse. Perguntava-se a si próprio “Mas o que será aquilo que brilha tanto? Umpirilampo? Um enxame de pirilampos? Brilha mesmo muito, e além disso, essas luzesmovem-se desesperadamente, como que à procura de um caminho para se libertar…Será mesmo um candeeiro de pirilampos? Isso significa que existe alguém que mepossa ajudar! Boa!”. - Então, e eram mesmo pirilampos? – pergunta o irmão, empolgado para ouviro resto da história. - Sim! Fiquei tão feliz por saber que não estava sozinho naquela terra, que atémetia medo de tão escura que era… Eram pequenos bichinhos que se movimentavamdentro de um pequeno pote de vidro, para conseguirem iluminar toda a casa do velhoque me ajudou a encontrar o caminho de volta a casa. - Mas explica lá isso, encontraste um velho que, assim do nada, te levou devolta a casa? Não percebi. - Também não percebes nada! Quando encontrei esses tais pirilampos, segui aluz que eles emitiam e fui dar a uma entrada num tronco de uma árvore bem grande,como aquelas dos contos de fadas. Entrei e encontrei finalmente luz, uma luz quentemas ao mesmo tempo fraca. Gritei “Está alguém em casa? Preciso de ajuda!” e, derepente, sem mais nem menos, aparece um duende. À primeira vista, parecia um tipode palhaço anão, com roupas coloridas e divertidas, uma espécie de Batatoon alimesmo à minha frente. E aí perguntei-lhe se não havia ninguém mais sábio que ele,não querendo de alguma forma insultá-lo. Respondeu-me que o seu dono, o feiticeiromais conhecido das redondezas, estava naquele momento ocupado na casa de banho.
  3. 3. Ri-me e esperei que ele saísse e, enquanto isso, o pequeno duende pediu-me que lhetransmitisse o que queria do feiticeiro. Eu respondi: - Estou perdido e não sei como voltar para casa. Tenho fome, sono e só queroabraçar o meu irmão porque estou a morrer de saudades dele. Acho que, se esse talfeiticeiro inventasse qualquer coisa que fosse para me poder levar de volta a casa, euaceitaria com todo o prazer. - Acho que tenho a solução perfeita para ti! – retorquiu o duende ao mesmotempo que se deslocava até a um armário. - Acho que está por aqui a pequena poçãoque te pode ajudar com esse teu pequeno problema, vou-te dar um chá e quando aencontrar, dar-ta-ei e só precisas de engoli-la para poderes voltar a casa são e salvo. - E é só isso que tenho de fazer? Engolir uma poção para este pesadelo acabar?Não acredito! É demasiado fácil, pensava que para problemas complicados existiamsoluções complicadas, mas aqui parece ser tudo ao contrário. Quando o sol deveaparecer, só a lua me pode iluminar, quando preciso de um feiticeiro, ele está ocupadoa fazer sabe-se lá o quê, quando penso que estou longe de casa e que vai ser difícilencontrar o caminho, surge um duende com uma poção milagrosa que me pode levaronde quero... Não percebo esta terra, prefiro esperar pelo feiticeiro. – resmungou ele. Entretanto o feiticeiro chegou e indicou-me uma espécie de esconderijo. Dissepara me esconder, fechar os olhos e pensar que está tudo bem, que esse pensamentome iria levar onde eu queria estar, em casa. Fiz tudo o que ele disse e, quando abri osolhos, reparei que era só um sonho. Só mais um pesadelo para me relembrar o quãoimportante és maninho, e o quanto eu te amo pois, sem ti, acho que a minha vida seriaassim, escura e sombria, sem luz, sem nada. Obrigado irmão. Alexandra n.º 2 , Ana Rita n.º 3 , Caroliny n.º 10 10.º C 4

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