SUMÁRIO


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1. APRESENTAÇÃO




         O presente Trabalho de Conclusão de Curso pretende, por meio da

elaboração de um livro...
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        Ao se fazer uma análise do desenvolvimento da modalidade no país, nota-se

uma grande influência política, p...
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pelo presidente de honra da Associação Desportiva São Caetano, Luiz Olinto

Tortorello1, ex-prefeito da cidade de Sã...
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de deputado Estadual e não foram eleitos, também são personagens que

comprovam a relação existente entre futebol e ...
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emblemático, que explicaria a grande participação de políticos no esporte local, seria

o fato de a cidade ser o cen...
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2. OBJETIVOS

2.1 Objetivo geral



         O presente Trabalho de Conclusão de Curso se constitui da elaboração de...
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3. JUSTIFICATIVA



       O investimento político tem contribuído para uma maior visibilidade do

futebol brasilie...
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4. MÉTODOS E TÉCNICAS PARA CONSTRUÇÃO DO LIVRO

4.1 Pesquisa bibliográfica


        Para a construção do livro, foi...
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de duas pessoas, a fim de que uma delas obtenha informações a respeito de

determinado assunto, mediante uma convers...
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FM, Gustavo Mariani, jornalista do Jornal de Brasília especialista na história do

futebol local, Jorge Martins, pre...
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pesquisador com a comunidade ou grupo. Ele se incorpora ao grupo, confunde-se

com ele.”


        Essa participação...
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        Foi constatado, por meio de observação, que a ida ao estádio em dia de

jogos é considerada uma forma de laz...
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5. HIPÓTESE


       A entrada de políticos no futebol do DF é vista com ressalvas pelo narrador

da rádio OK, Edu ...
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6. REFERENCIAL TEÓRICO


6.1 Políticos e futebol




        Apesar de ser um verbete freqüentemente usado, o conce...
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         Agrício Braga exerce o mandato de Deputado Distrital, milita no futebol há

décadas, já foi presidente do G...
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mandato parlamentar. Empresário e dono do Ceilândia, especula-se, que ele

pretende disputar uma vaga na Câmara Legi...
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quesito cobertura do futebol de Brasília. Há mais de dez anos acompanhando o

esporte local, Ramos viu outras rádios...
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           Os dois principais jornais da cidade, Jornal de Brasília e o Correio

Braziliense, são exemplos de meios ...
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        4 -    Assegurar ao leitor as diferentes versões de um fato e as diversas

tendências de opinião da sociedad...
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Lázaro afirma que o jornalista irá obter melhores resultados quando for justo, porque

nunca haverá neutralidade ou ...
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Gama, e a Jovem Ense, do Brasiliense –, assim como não se pode esquecer de

ressaltar que grande parte de ambas as t...
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        Nas torcidas organizadas também ocorre um fenômeno particular. Apesar de

serem bancadas por políticos (o qu...
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        No entanto, a estréia da Inferno Verde ocorreu fora do Estádio Walmir

Campello Bezerra, o Bezerrão. A prime...
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passaram a ter inúmeros incentivos para freqüentar o estádio de uma equipe recém-

criada. Fundada em 23 de agosto d...
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Brunelli, que apóia a Jovem Ense desde 2002. “É uma pessoa que entrou há alguns

anos com o intuito de ajudar a torc...
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instituições como a Associação Comercial de Brasília e o Centro de Ensino Unificado

de Brasília (CEUB). Outro fator...
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trajetória marcante no cenário local e nacional. Tendo o aporte financeiro do ex-

senador, que é empresário, o time...
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administrativa do futebol candango, no qual as agremiações dependem da influência

e do dinheiro investido pelos seu...
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6.4.5. Dom Pedro II



        O Esporte Clube Dom Pedro II é um time que se destaca no contexto que

envolve o fut...
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Brasiliense em 1973 e, neste mesmo ano, também participou do Campeonato

Brasileiro, ocupando a 33º posição. Nos doi...
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6.5 Estrutura dos estádios


                                                     A estrutura dos estádios deixa a d...
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6.5.1. Mané Garrincha



            O maior e mais moderno estádio do DF foi inaugurado no dia 10 de março

de 1974...
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Ministério Público, que apontaram irregularidades no edital da obra – não houve

tempo suficiente para a realização ...
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Federal (TCDF) concluiu que a empresa Estacon, vencedora da concorrência, não

teria atendido ao edital para a refor...
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            Grandes clubes brasileiros já se apresentaram no local, que desde a década

de 1970, ficou conhecido pop...
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depois que a Promotoria de Defesa do Consumidor do Ministério Público do DF

entrou com pedido de liminar contra o B...
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            O promotor do Ministério Público do DF Sérgio Bruno Cabral20 afirma que a

venda do Pelezão, ocorrida em...
47



7. DIAGNÓSTICO

7.1. Particularidades do futebol candango


            O modelo administrativo dos clubes do Distri...
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            A questão pode ser explicada por uma acomodação dos dirigentes na

captação de mais recursos, pois já se...
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        Dessa maneira o repasse de dinheiro vem sendo investigado pelo Ministério

Público do DF. Na interpretação d...
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       A suspensão do repasse de benefícios para a então FMF já havia sido

solicitada conforme informa o Tribunal d...
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8. CONCLUSÃO



          O futebol profissional de Brasília vive um momento de transição histórico,

essencial para...
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mudando esquemas táticos, pressionando e demitindo técnicos, invadindo vestiários

e ainda coagindo jogadores.


   ...
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9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


Dissertação

AZEVÊDO, Paulo Henrique. A administração dos clubes de futebol profissi...
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Sites


AMARAL, Paulo. No Mané Garrincha, torcida dança e espera goleada. 04 set. 2005
Disponível em:
<http://www.g...
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FIBRA. Disponível em:
<http://www.fibra.org.br/M012/M0122011.asp?txtID_PRINCIPAL=12>. Acesso em:
09 Ago. 2005.

FIL...
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LUIZ, Edson. Descoberta envolve Luiz Estevão na operação Anaconda. Estado de
São Paulo. Disponível em:
<http://www....
57




ESTEVÃO, Luiz. Presidente do Brasiliense, ex-senador, 11/06/04. Meio: telefone

ESTEVÃO, Luiz. Presidente do Brasil...
58



TATU, Hamilton. Presidente da Torcida Inferno Verde, 14/08/2005. Local: Conic.
Meio: Gravador Mp3
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  ANEXOS

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  1. 1. SUMÁRIO 1. APRESENTAÇÃO .................................................................................................10 2. OBJETIVOS ..........................................................................................................15 2.1 Objetivo geral ......................................................................................................15 2.2 Objetivo específico ..............................................................................................15 3. JUSTIFICATIVA ....................................................................................................16 4. MÉTODOS E TÉCNICAS PARA CONSTRUÇÃO DO LIVRO...............................17 4.1 Pesquisa bibliográfica .........................................................................................17 4.2 Entrevistas...........................................................................................................17 4.3 Observação participante......................................................................................19 5. HIPÓTESE ............................................................................................................22 6. REFERENCIAL TEÓRICO ....................................................................................23 6.1 Políticos e futebol ................................................................................................23 6.2 A cobertura esportiva pela imprensa...................................................................25 6.2.1 O que é imparcialidade?...................................................................................27 6.3 Características da torcida do Distrito Federal......................................................29 6.3.1. Inferno Verde...................................................................................................31 6.3.2 Jovem Ense......................................................................................................32 6.4 Estruturas dos times............................................................................................34 6.4.1. Gama...............................................................................................................35 6.4.2. Brasiliense.......................................................................................................35 6.4.3. Ceilândia .........................................................................................................36 6.4.4. Paranoá...........................................................................................................37 6.4.5. Dom Pedro II ...................................................................................................38 6.4.6. CEUB ..............................................................................................................38 6.5 Estrutura dos estádios.........................................................................................40 6.5.1. Mané Garrincha...............................................................................................41 6.5.2. Bezerrão..........................................................................................................42 6.5.3. Serejão (Boca do Jacaré)................................................................................43 6.5.4. Pelezão ...........................................................................................................45 7. DIAGNÓSTICO .....................................................................................................47 7.1. Particularidades do futebol candango ................................................................47 7.2. Ministério Público ...............................................................................................48 8. CONCLUSÃO........................................................................................................51 9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................53 ANEXOS ...................................................................................................................59
  2. 2. 10 1. APRESENTAÇÃO O presente Trabalho de Conclusão de Curso pretende, por meio da elaboração de um livro, fazer um diagnóstico do futebol no Distrito Federal, mostrando os bastidores e a influência dos políticos na estrutura administrativa dos times. Para isso, é importante ressaltar que esporte e política sempre estiveram bastante vinculados não só no Brasil como em todo o mundo. O futebol é a prática esportiva mais popular do planeta. Para se ter uma idéia de seu potencial, a FIFA possui mais países filiados do que a própria ONU, conforme afirma David Yallop (1998). De acordo com Yallop, a Copa do Mundo de 1998, realizada na França, teve uma audiência acumulada de 40 bilhões de espectadores, que acompanharam as partidas pela televisão, o que representa mais de cinco vezes a população da Terra. Para chegar a esse valor, foram somadas as audiências de todos os jogos. Esse número comprova a força que tem o esporte. Logo, para o autor Victor Andrade de Melo, “o futebol é, sem sombra de dúvida, a manifestação cultural mais universal e acessível ao público” (apud CARRANO, 2000, p.12). Outros dados também impressionam: “a movimentação financeira do futebol em 1998 atingiu o patamar dos 255 bilhões de dólares, além de oferecer mais de 150 milhões de empregos indiretos e diretos no mundo”. (YALLOP, 1998, p.10) O compromisso financeiro gerado com a entrada de patrocinadores na década de 70 contribuiu para o grande comércio em que se transformou o futebol. Sobre isso, Paulo César Carrano afirma: “o futebol não é mais amador, mas sim, um produto.” (2000, p.108)
  3. 3. 11 Ao se fazer uma análise do desenvolvimento da modalidade no país, nota-se uma grande influência política, principalmente após o golpe militar de 1964, quando “a política do ‘pão e circo’ fazia uso do futebol para nos fazer esquecer as mazelas de um regime militar de exceção que torturava jovens”. (MELO, apud CARRANO, 2000, p.23) No entanto, este envolvimento, conforme escreve David Yallop, é datado desde a década de 30. O falecido jornalista e técnico da Seleção Brasileira, João Saldanha, escreveu sobre a precariedade do desporto brasileiro. Sobre isso, diz: “somos, sem dúvida alguma, o país mais atrasado em matéria de organização esportiva que existe na face da terra”. (1963, p.151) Falecido em 1990, na Itália, foi uma das vítimas do governo militar. Segundo Yallop (1998, p.86-88) às vésperas da Copa do Mundo de 1970, realizada no México, João Saldanha não aceitou intromissão na escolha do plantel do Brasil, por parte do presidente Emílio Garrastazu Médici, e acabou sendo demitido do cargo. Isso demonstra as relações entre os governantes e a Seleção Brasileira. Porém, com o passar dos anos, essa relação ganhou ramificações, atingindo diversos patamares no Brasil. Políticos ou pessoas que pretendem ingressar na vida pública passaram a investir nas equipes e “[...] muitos políticos utilizam-se do futebol para amealhar votos, investindo em alguns times em períodos eleitorais, deixando os à mingua, depois das eleições[...]”, diz Jocimar Daolio (apud CARRANO, 2000, p.37). É importante ressaltar que, atualmente, isso se tornou uma das maiores relações de interesse presente no país – o político que aproveita do futebol para autopromoção e o futebol que se utiliza da política para obter resultado. A abordagem de ambas as situações e suas implicações serão analisadas no decorrer do livro. Quando a sustentabilidade dessa relação não entra em questão, ambas as partes podem ser beneficiadas. Como exemplo, pode-se citar o retorno recebido
  4. 4. 12 pelo presidente de honra da Associação Desportiva São Caetano, Luiz Olinto Tortorello1, ex-prefeito da cidade de São Caetano do Sul, em São Paulo, em nome da sua contribuição para que o time chegasse a ingressar à Série “A” do Campeonato Brasileiro de Futebol. De acordo com o mestre em Administração Paulo Henrique Azevêdo, que fez uma dissertação sobre a administração dos clubes de futebol do DF, a prefeitura Municipal de São Caetano do Sul exerceu um papel fundamental na estrutura, e no posterior desenvolvimento do clube. A construção de toda a sede social foi possibilitada devido a uma área concedida por comodato pela prefeitura. Além disso, o município concede transporte, alimentação e campos de treinamento para as categorias de base do clube (infantil e juvenil), e também colocou a disposição o estádio municipal Anacleto Campanella. Por vezes, a relação entre política e futebol acontece de forma ilícita. O ex- narrador Osmar Santos chegou afirmar: “o que me deixa revoltado é o aproveitamento político do Esporte”. (MATTIUSSI, 2004, p.166) A falta de transparência em casos envolvendo ex-políticos e diretores de clubes, como Zezé Perrella2, no Cruzeiro, Eurico Miranda3, no Vasco da Gama, e até mesmo o ex- presidente Fernando Collor de Mello4, no CSA (Centro Sportivo Alagoano), que utilizaram os times com objetivos políticos, dá margem a questionar a credibilidade desse processo. O presidente do Vitória-BA, Paulo Carneiro, e o presidente do Bahia, Marcelo Guimarães, que nas eleições no ano de 2002 concorreram ao cargo 1 Ex-Prefeito de São Caetano do Sul no ano (1989-1992/ 1997-2000/2001-2004). Falecido em 17 de Dezembro de 2004 2 Ex-Deputado Federal, no período de 1999 até 2002. Candidatou-se ao Senado Federal em 2002 e ficou em 4º Lugar nas eleições. 3 Ex-Deputado Federal (1999 – 2002) 4 Ex-Presidente da República (1990-1992). Sofreu impeachment no meio do seu mandado
  5. 5. 13 de deputado Estadual e não foram eleitos, também são personagens que comprovam a relação existente entre futebol e política. Porém, o envolvimento de políticos no futebol não é uma peculiaridade brasileira. Para contextualizar a presença mundial de pessoas que usaram o esporte com fins eleitorais pode-se citar o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi5. De acordo com o autor do livro Como o futebol explica o mundo, Franklin Foer, no transcorrer dos últimos 20 anos, o proprietário do AC Milan construiu um vasto império, que vai desde ramo imobiliário até os meios de comunicação. O time passou para o seu gerenciamento no ano de 1978 trazendo para o proprietário status e lhe dando maior visibilidade de forma que em “oito anos depois de comprar o clube, em 1986, ele fez com que o sucesso o levasse aos pináculos do poder, tornando-se primeiro-ministro, cargo que agora ocupa pela segunda vez”. (2004, p.152) É possível perceber que não é exclusividade de Brasília, a honra ou o descrédito de ter políticos envolvidos com o futebol. Mas em linhas gerais, até por ser uma cidade nova, conseqüentemente uma praça emergente do esporte, a Capital do País tem a peculiaridade de não ter clubes tradicionais ou até centenários, que em locais como Rio e São Paulo, são considerados instituições pelo que representam para o futebol, para a torcida, para a cidade e para o estado. No DF, onde os clubes não têm grande identidade com torcedores e os dirigentes não são antigos sócios, nota-se maior presença de políticos no meio futebolístico. Há de se reconhecer, que em certas ocasiões, foram eles os responsáveis por colocar o futebol candango em evidência. Outro fato importante, porém não tão 5 Primeiro-Ministro da Itália
  6. 6. 14 emblemático, que explicaria a grande participação de políticos no esporte local, seria o fato de a cidade ser o centro do poder brasileiro, onde a política está presente. A excelente campanha realizada pelo Brasiliense Futebol Clube de Taguatinga na Copa do Brasil de 2002, onde conquistou o vice-campeonato, pode ser avaliada como um marco na história do futebol do DF. O time, hoje considerado um dos fenômenos do futebol nacional, além de ser gerenciado pelo senador cassado Luiz Estevão, alcançou enorme popularidade em um curto espaço de tempo. Um retorno em tão pequeno prazo, paralelo ao fato de pessoas envolvidas no futebol também investirem na política – como é o caso do Agrício Braga, ex- presidente da Sociedade Esportiva do Gama – levou-se ao desenvolvimento do principal questionamento: o envolvimento político é benéfico ou prejudicial para o futebol brasiliense? Qual a garantia desse processo? Para esclarecer a indagação, este trabalho, baseado em uma vasta pesquisa de campo, no qual são avaliados os elementos que compõem o cenário esportivo local, busca um esclarecimento mais transparente sobre essa relação, apresentando a estrutura das equipes, dos estádios e a cobertura da mídia.
  7. 7. 15 2. OBJETIVOS 2.1 Objetivo geral O presente Trabalho de Conclusão de Curso se constitui da elaboração de um livro sobre o futebol do Distrito Federal, que por meio de uma ampla pesquisa, aborde a atuação de políticos locais no gerenciamento do esporte, questionando se essa participação é benéfica ou prejudicial ao futebol como um todo, e ainda, se é sustentável ou não. 2.2 Objetivo específico Descobrir as características e peculiaridades do futebol brasiliense por meio de uma análise da cobertura da imprensa, dos torcedores, dos políticos e dos estádios. A análise destes elementos é necessária para fornecer maiores subsídios para o completo entendimento do momento o qual o futebol do Distrito Federal passa.
  8. 8. 16 3. JUSTIFICATIVA O investimento político tem contribuído para uma maior visibilidade do futebol brasiliense na mídia, proveniente de uma melhoria na qualidade do espetáculo. Atualmente, o Distrito Federal é uma das cinco unidades da Federação que possuem times nas três divisões (Séries “A”, “B” e “C”) do campeonato Brasileiro. Tomando como base a idéia citada anteriormente, torna-se necessário compreender qual o grau de sustentabilidade desse processo, questionando se o crescimento pode ser considerado gradativo ou não. Outros aspectos a serem abordados são as constantes ações do Ministério Público do DF sobre o repasse de verbas aos clubes por parte do governo e ao arrendamento do estádio Serejão. As denúncias de lavagem de dinheiro e evasão de divisas por parte dos dirigentes acabam por contribuir para o aumento da desconfiança e a falta de credibilidade, afugentando possíveis interessados em realizar parcerias com os clubes. Dessa forma, a importância de se escrever um livro é dotar o público, interessado nesse esporte, de uma publicação que analise criticamente as relações existentes no futebol do DF, uma vez que se nota uma bibliografia escassa acerca desse tema. Outro fator importante é saber se as relações existentes contribuem ou prejudicam o seu desenvolvimento.
  9. 9. 17 4. MÉTODOS E TÉCNICAS PARA CONSTRUÇÃO DO LIVRO 4.1 Pesquisa bibliográfica Para a construção do livro, foi realizada pesquisa bibliográfica, que apontou referências tanto no campo do Jornalismo Esportivo a partir de livros como: Futebol paixão e política, de Paulo César Carrano; Como eles roubaram o jogo, do autor David Yallop; Como o futebol explica o mundo, de Franklin Foer, entre outras publicações que contribuíram substancialmente com informações pertinentes. Além disso, foi fundamental para a realização da pesquisa, entender o conceito de política a partir da obra de Noberto Bobbio. Devido ao fato do tema não possuir uma vasta bibliografia, uma vez que não são encontrados nos acervos das bibliotecas livros sobre o futebol do DF, a captação de informações ocorreu de duas formas. A primeira foi a pesquisa de notícias nos sites dos clubes, das torcidas organizadas e dos principais jornais brasilienses. A coleta de informações nesses locais serviu como base teórica para o presente trabalho. Para Manzo, a bibliografia pertinente “oferece meios para definir, resolver, não somente problemas já conhecidos, como também explorar novas áreas onde os problemas não se cristalizaram suficientemente”. (MANZO, 1971, p.32) Já a autora Lakatos afirma a cerca do que se pode atingir com a pesquisa bibliográfica: a pesquisa bibliográfica não é mera repetição do que já foi dito ou escrito sobre certo assunto, mas propicia o exame de um tema sob um novo enfoque ou abordagem, chegando a conclusões inovadoras. (LAKATOS; MARCONI, 2001, p.183) 4.2 Entrevistas Outra forma adotada para a captação de informações foi por meio de entrevistas. Lakatos e Marconi (2001, p.195) definem entrevista como “um encontro
  10. 10. 18 de duas pessoas, a fim de que uma delas obtenha informações a respeito de determinado assunto, mediante uma conversação de natureza profissional”. A forma de entrevista escolhida para o desenvolvimento do trabalho foi a não-estruturada. Para o autor Izequias Estevam dos Santos (2001, p.223), a entrevista não estruturada caracteriza-se pelo fato do entrevistado não estar obrigado a obedecer qualquer tipo de roteiro preestabelecido, sendo que o entrevistador tem grande liberdade para formular suas perguntas. Já o autor Ander-Egg, adiciona três modalidades nesse tipo de entrevista. Dessas três, será utilizada somente a entrevista focalizada, que para o autor pode ser definida como: um roteiro de tópicos relativos ao problema que se vai estudar e o entrevistador tem liberdade de fazer as perguntas que quiser: sonda as razões e motivos, dá esclarecimentos, não obedecendo, a rigor uma estrutura formal. (ANDER-EGG, 1978, p. 110). O autor afirma também que para a realização desta modalidade de entrevista são necessárias habilidade e perspicácia por parte do entrevistador. A pesquisa tem como objetivo ouvir diversos segmentos envolvidos direta ou indiretamente com o futebol (chefes de torcidas, comentaristas, narradores, jornalistas, presidentes de times e políticos). Dessa forma, o trabalho será fundamentado com base nos seguintes interlocutores: Foram ouvidos os seguintes políticos: Agrício Braga Filho, José Roberto Arruda, Luiz Estevão, Wagner Marques e Weber Magalhães. A crônica esportiva brasiliense é um meio de grande importância para a compreensão da cena futebolística local, uma vez que os jornalistas fazem um acompanhamento constante de jogos e campeonatos. Nesse segmento, foram entrevistados: Carlos Alberto Remo, comentarista da rádio OK FM, da TV Record e ex-técnico de algumas equipes do futebol local, Edu Carvalho, narrador da rádio OK
  11. 11. 19 FM, Gustavo Mariani, jornalista do Jornal de Brasília especialista na história do futebol local, Jorge Martins, presidente da Associação Brasiliense de Cronistas Desportivos – ABCD, Roberto Naves, jornalista do Correio Braziliense, Márcio Ferreira, narrador e radialista da Cultura Fm, Marcos Paulo Lima, jornalista do Jornal de Brasília, Maurício Leandro, narrador da rádio Jovem Pan AM, Marcelo Agner, editor de esportes do Jornal de Brasília, José Cruz, jornalista do Correio Braziliense, Marta Ferreira, na época jornalista do Jornal de Brasília. Além dos indivíduos já citados, foram entrevistados o promotor Sérgio Bruno Cabral, o ex-administrador do Mané Garrincha, Wander Wilson Marques, o presidente da Torcida Inferno Verde, Hamilton Tatu, o chefe da torcida Jovem Ense, Augusto Carvalho, e o historiador José Ricardo de Almeida. Em um primeiro momento, o trabalho foi dividido em duas partes. Na fase inicial os cronistas esportivos foram perguntados, em sua maioria, a respeito da estrutura do futebol candango atual. Na fase final foi dada ênfase nos políticos, que foram confrontados com as informações colhidas pelas conversas com os cronistas e com a pesquisa bibliográfica realizada. A ordem de entrevistas, no entanto, não seguiu uma seqüência lógica, sendo alcançada mediante a disponibilidade de cada entrevistado. 4.3 Observação participante Com o intuito de analisar características que estão presentes no futebol do DF, foram feitas observações sobre o comportamento das torcidas e da infra- estrutura dos estádios. O processo utilizado foi a observação participante, definida por Lakatos e Marconi (2001, p.194) como: “consiste na participação real do
  12. 12. 20 pesquisador com a comunidade ou grupo. Ele se incorpora ao grupo, confunde-se com ele.” Essa participação proporcionou uma visão mais apurada dos fatos, uma vez que há um contato direto com o objeto estudado. Lakatos e Marconi citam a importância de realizar tal procedimento. Para elas, o pesquisador “fica tão próximo quanto um membro do grupo que está estudando e participa das atividades normais deste.” (LAKATOS; MARCONI, 2001 p.194) A análise das torcidas por meio de entrevistas e observação participante artificial tornou-se necessária para entender o real motivo do comportamento dos torcedores nos estádios do DF. Segundo Lakatos e Marconi (2001), a observação participante pode ser apresentada de duas formas: natural e artificial. Na natural, o observador pertence à mesma comunidade ou grupo que investiga. Na artificial, o observador integra-se ao grupo com a finalidade de obter informações. A observação participante foi fundamental para vivência dos problemas organizacionais relacionados aos estádios, como: cambistas, desorganização na venda de ingressos, entradas fechadas, falta de informações e organização nas filas para entrada no estádio, preços diferenciados para torcedores de times rivais. Para fazer uma pesquisa de campo mais específica, foram ouvidas as torcidas Inferno Verde, do Gama, e Jovem Ense, do Brasiliense. Delimitando o campo de ação nessas duas entidades notou-se formas peculiares sobre características da torcida do DF.
  13. 13. 21 Foi constatado, por meio de observação, que a ida ao estádio em dia de jogos é considerada uma forma de lazer e não uma manifestação de paixão pelo time. Cabe ressaltar que foram encontrados, durante a pesquisa, casos claros de políticos que procuram autopromoção por meio do financiamento de torcidas organizadas da cidade. A infra-estrutura dos estádios do DF pode ser considerada apropriada levando-se em conta apenas o campeonato local e a capacidade de lotação. No entanto, para jogos nacionais, e no que diz respeito à organização, há falta de adequação e violação do Estatuto do Torcedor.
  14. 14. 22 5. HIPÓTESE A entrada de políticos no futebol do DF é vista com ressalvas pelo narrador da rádio OK, Edu Carvalho. Para ele, “Brasília é o centro das atenções. Os políticos se aproveitam muito do futebol. Acho que eles entram para ter benefícios e não para ajudar o futebol”. Partindo dessa premissa, este trabalho de conclusão de curso irá considerar que o envolvimento dos políticos no futebol também pode atender interesses particulares, conforme afirma Jocimar Daolio (apud CARRANO, 2000, 37): “muitos políticos utilizam-se do futebol para amealhar votos, investindo em alguns times em períodos eleitorais, deixando os à míngua depois das eleições.” É necessário lembrar que para alguns entrevistados a entrada de políticos só é possível devido à fragilidade existente na administração e na captação de recursos do futebol brasiliense, como cita o ex-presidente e atual superintendente do Gama, Wagner Marques.
  15. 15. 23 6. REFERENCIAL TEÓRICO 6.1 Políticos e futebol Apesar de ser um verbete freqüentemente usado, o conceito de político é abstraído de forma negativa. O político muitas vezes tem a sua imagem vinculada a uma pessoa que usa de esperteza e astúcia em cargo público para se beneficiar. Na definição do dicionário Houaiss, político é aquele “que exerce ou persegue influência administrativa em nível federal, estadual, municipal.” A palavra politicagem é definida pelo dicionário Houaiss como política de interesses pessoais, de troca de favores ou de realizações insignificantes. A criação da Câmara Legislativa, em 1990, de acordo com o jornalista do Jornal de Brasília, Gustavo Mariani, estimulou o aparecimento de pessoas que se utilizam do futebol com fins eleitorais, uma vez que ocorreram disputas políticas em nível local, a fim de se obter uma vaga de deputado distrital, na recém-criada Câmara. O fenômeno pode ser compreendido pelo fato de Brasília ser a sede administrativa do país. Contudo, nos últimos anos percebesse um maior envolvimento de políticos no futebol candango. Para realizar a pesquisa que culminou na produção do livro, foram abordados os seguintes políticos: Agrício Braga Filho, José Roberto Arruda, Luiz Estevão, Sérgio Lisboa (Serjão), Wagner Marques e Weber Magalhães. Políticos como Izalci Lucas, Paulo Octávio, e Júnior Brunelli, e ex-políticos como Tadeu Roriz e César Lacerda, foram apenas citados no transcorrer da narrativa.
  16. 16. 24 Agrício Braga exerce o mandato de Deputado Distrital, milita no futebol há décadas, já foi presidente do Gama e Secretário de Esporte e Lazer. O político afirma que sua entrada na vida pública foi necessária para abrir a porta do Gama para patrocínios, sobre isso diz: “colocaram na minha cabeça que se eu entrasse na política poderia ter um trânsito melhor e foi o que fiz, dando certo num primeiro momento”. O deputado federal José Roberto Arruda, não tem um passado vinculado ao esporte, contudo envolveu-se com a Sociedade Esportiva do Gama quando o clube foi rebaixado no ano de 1999, devido à transferência de pontos do caso Sandro Hiroshi6. Muitos torcedores do clube, como Hamilton Tatu, alegam que Arruda aproveitou-se do caso para ter maior visibilidade. No entanto, o deputado afirma: “eu nunca fui diretor de clube, nunca fui cartola e nem quero ser”, fazendo uma clara referência de que o seu envolvimento restringe-se no caso Gama, citado acima, e na liberação de recursos para a melhoria da modalidade. Luiz Estevão, senador cassado em 2000, funda um mês após perder o mandato, o Brasiliense Futebol Clube de Taguatinga. O ex-senador afirma que não tem mais pretensões políticas, porém seu comprometimento com o time e sua ampla biografia política o tornam personagem do livro. Sérgio Lisboa, ex-secretário adjunto da Secretária de Esporte e Lazer, ganhou visibilidade em 2003, sendo goleiro do time da ARUC. Já exerceu a função de presidente do Conselho Deliberativo do Gama. Lisboa jamais possuiu um 6 Foi descoberto que o atleta do São Paulo tinha adulterado a certidão de nascimento para poder disputar torneios das categorias de base, isso fez que o STDJ – Superior Tribunal de Justiça Desportiva – retirasse os pontos conquistados pela equipe paulista e os acrescentarem aos clubes que disputaram as partidas. Esta medida prejudicou diretamente o Gama na luta para se manter na elite do futebol brasileiro, uma fez que o Botafogo foi um dos beneficiados com esses pontos.
  17. 17. 25 mandato parlamentar. Empresário e dono do Ceilândia, especula-se, que ele pretende disputar uma vaga na Câmara Legislativa nas eleições de 2006. Wagner Marques, dirigente do Gama, tentou ingressar na Câmara Legislativa em 1998, por uma imposição partidária, que necessitava de um candidato com propostas voltadas para o esporte local. Todavia, não obteve sucesso. Ex- Secretário de Esporte e Lazer, o dirigente foi mais uma pessoa ligada ao esporte a tentar ingressar na vida pública. Por fim, foi entrevistado o secretário de Esporte e Lazer, Weber Magalhães, que se candidatou a deputado federal na eleição de 2002, e afirmou que suas pretensões políticas são a de ingressar na Câmara em 2006. 6.2 A cobertura esportiva pela imprensa A cobertura dos jogos e do dia-a-dia dos times de futebol do Distrito Federal passou a ter destaque no começo da década de 1990, período em que a crônica esportiva do Distrito Federal ganhou em estrutura e em quantidade de radialistas e jornalistas. Apesar de ganhar força a cada ano, a mídia esportiva brasiliense tem características peculiares e ainda não pode ser comparada a de grandes centros. Diferentemente de cidades como o Rio de Janeiro e São Paulo, onde a imprensa, principalmente no que diz respeito às rádios e programas televisivos, não é submetida a dirigentes de futebol, Brasília ostenta políticos e dirigentes por trás de equipes de transmissão esportiva – talvez pela falta de interesse por parte de investidores e patrocinadores. “Os Guerreiros de Futebol de Brasília”, a equipe de rádio comandada pelo veterano radialista Marcelo Ramos da Rádio Capital, foram os precursores no
  18. 18. 26 quesito cobertura do futebol de Brasília. Há mais de dez anos acompanhando o esporte local, Ramos viu outras rádios se interessarem por transmitir partidas de times do DF. A grande quantidade de emissoras que cobrem jogos locais chega a impressionar cronistas de outros estados. Atualmente, pelo menos cinco rádios realizam transmissões ao vivo a partir dos estádios da capital federal. A presença de políticos continua sendo evidente. Grande parte dos programas de rádio e televisão veiculados na mídia local é supervisionada por equipes de propriedade de dirigentes, como Agrício Braga Filho e Serjão Há alguns anos, não havia mercado de trabalho para um radialista ou jornalista que se interessava por ser setorista de esporte no DF. Com a ascensão de clubes como o Gama e o Brasiliense, o mercado dos cronistas esportivos, apesar de restrito, vem crescendo na capital do país. No século XXI é uma realidade a posição de profissionais que trabalham exclusivamente acompanhando o dia-a-dia de times do futebol local. Para Edu Carvalho, narrador da Rádio OK, a imprensa local tem bons profissionais. “Acredito que a nossa imprensa, hoje em dia, tem grandes profissionais que querem realmente fazer um grande trabalho. Mas, infelizmente, fica comprometida e faz de conta que não está sabendo das coisas”. Ao acompanhar transmissões de partidas de futebol por rádios locais, o ouvinte tem a oportunidade de verificar que em algumas ocasiões, os profissionais tendem a defender interesses. Essa característica pode ser associada à visibilidade que o futebol proporciona, algo que gera interesse nos políticos de cada vez mais se envolverem com a cobertura jornalística do futebol brasiliense.
  19. 19. 27 Os dois principais jornais da cidade, Jornal de Brasília e o Correio Braziliense, são exemplos de meios de comunicação que zelam pela qualidade e informam os leitores de forma clara, não omitindo informações e nem preservando dirigentes de críticas. O momento atual dos jornais impressos é dos melhores, e até considerado o auge, em termos das editorias de esporte. Profissionais qualificados integram as equipes de ambos os jornais acima citados. 6.2.1 O que é imparcialidade? O dicionário Houaiss define imparcialidade como “caráter ou qualidade do que é imparcial; equidade, isenção”. Na visão do jornalista Eugênio Bucci7, o conceito imparcialidade é entendido por independência editorial a manutenção da autonomia de um repórter para realizar a apuração, investigação, edição e difusão de toda informação relevante ao público, a medida que “o jornalismo cumpre uma função social antes de ser um negócio, que a objetividade e o equilíbrio são valores que alicerçam a boa reportagem.” (BUCCI, 2001, p.30) O conceito de independência está presente em diversos códigos de ética como o da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas8 (ANER), que entre os princípios éticos recomendados pela entidade destaca: “1 - Manter a independência editorial trabalhando exclusivamente para o leitor; 7 Presidente da Radiobrás 8 Disponível em: http://www.aner.org.br/conteudo/1/artigo1100-1.htm Acesso em: 22 set. 2005
  20. 20. 28 4 - Assegurar ao leitor as diferentes versões de um fato e as diversas tendências de opinião da sociedade sobre esse fato.” Os itens citados acima reforçam a idéia de que nenhum outro interesse, seja ele político ou financeiro, deveria prejudicar essa missão. Bucci (2001, p.30) complementa: “o jornalismo tem meios assegurados para fazer prevalecer sobre os melindres comerciais e para dar a notícia que deve ser dada”. Contudo, apesar de possuir mecanismo de autodefesa, alguns veículos de comunicação e alguns jornalistas “se antecipam na servidão aos governantes” (BUCCI, 2001, p.57). Porém, este conceito, que pode ser sinônimo de imparcialidade, no entendimento do professor de Telejornalismo da UERJ, Antônio Brasil9, é uma meta utópica importante para o jornalismo, pois “ela funciona como uma direção, uma espécie de bússola profissional”. O professor reforça que tal idéia é inalcançável: “ignorar as próprias convicções em nome do jornalismo é muito mais perigoso”. O pensamento do professor Antônio Brasil também é compartilhado pelo jornalista português Carlos Fino10, primeiro jornalista a noticiar o início da Guerra do Golfo. Fino defende que não se deve exercer a neutralidade: “o jornalista tem de se envolver emocionalmente, mas, é claro, precisa também encontrar o caminho do equilíbrio e ouvir os dois lados.” O professor da UERJ, André Lázaro11, acredita que a verdade jornalística pela busca da justiça consiste em “ouvir as diferentes partes envolvidas, ser justo com seus argumentos, mas também admitir que temos interesses”. Dessa forma, 9 Disponível em http://www2.uerj.br/~emquest/emquestao81/imparcialidade.htm Acesso em 22 de setembro de 2005 10 Disponível em http://www2.uerj.br/~emquest/emquestao81/imparcialidade.htm Acesso em 22 de setembro de 2005 11 Disponível em http://www2.uerj.br/~emquest/emquestao81/imparcialidade.htm Acesso em 22 de setembro de 2005
  21. 21. 29 Lázaro afirma que o jornalista irá obter melhores resultados quando for justo, porque nunca haverá neutralidade ou imparcialidade em sua cobertura. De acordo com o código de ética da Federação Nacional dos Jornalistas12 (FENAJ). Art. 9 - É dever do jornalista: a) Divulgar todos os fatos que sejam de interesse público. b) Lutar pela liberdade de pensamento e expressão. Art. 10. O jornalista não pode: b) Submeter-se a diretrizes contrárias à divulgação correta da informação. c) Frustrar a manifestação de opiniões divergentes ou impedir o livre debate. (FENAJ) 6.3 Características da torcida do Distrito Federal De acordo com o presidente da Torcida Jovem Ense, Augusto Carvalho, o Distrito Federal apresenta uma peculiaridade quanto ao aspecto torcida. O fenômeno ocorre pelo fato de haver pessoas que ingressam no estádio somente para acompanhar a partida e não para torcer pelas equipes. Na torcida do Brasiliense, especialmente, poucos são os aficionados que tentam incentivar a equipe, sendo apenas meros espectadores, que ficam impassíveis no estádio. Não se pode desconsiderar, ainda, que os dois maiores times do DF possuem torcidas organizadas – como exemplo se pode citar a Inferno Verde, do 12 Disponível em http://www.fenaj.org.br/leis.php?id=21 Acesso em 22 de setembro de 2005
  22. 22. 30 Gama, e a Jovem Ense, do Brasiliense –, assim como não se pode esquecer de ressaltar que grande parte de ambas as torcidas são formadas pela classe menos favorecida economicamente, e que são muitas as histórias de torcedores que recebem benefícios para torcer a favor de determinado time. A torcida de Brasília é segmentada e não atuante. A segmentação se caracteriza pela presença de dois perfis de torcedores: os que vão aos jogos nos finais de semana apenas como um programa de lazer e os que fazem parte das torcidas organizadas, comparecendo às partidas uniformizados, com bandeiras, faixas e cantando “gritos de guerra”. Dentre os torcedores casuais, ou seja, que vão apenas em busca de um entretenimento, nota-se a falta de apego pelo time, demonstrada principalmente pela falta de incentivo aos jogadores e de entusiasmo. Outro ponto característico é a grande quantidade de camisas de outros times brasileiros nos estádios. Esse conceito é comum em cidades do norte e nordeste do país, onde não há presença dos clubes das grandes cidades na primeira divisão nacional, o que leva os torcedores a buscarem um time que esteja em maior evidência. No caso do DF, outro fator deve ser apontado para a falta de identidade. No futebol, a identificação com as agremiações locais não é tão representativa. O fato do esporte na cidade ser recente pode explicar a questão. Não houve grandes clubes que conquistaram títulos nacionais importantes e ainda falta um aspecto relevante para a identificação: a rivalidade.
  23. 23. 31 Nas torcidas organizadas também ocorre um fenômeno particular. Apesar de serem bancadas por políticos (o que pode ser constatado também em outros estados), o que se ouve das torcidas são poucos aplausos e músicas de apoio, e muitos xingamentos. O número de pessoas que integram as torcidas é baixo. A falta de interesse pode ser explicada pelo fato de muitos torcedores apoiarem um outro clube, de fora do estado, o que afasta a possibilidade de integração a uma torcida organizada. 6.3.1. Inferno Verde No dia 15 de dezembro de 1998 moradores de Samambaia, Gama e Núcleo Bandeirante fundam Torcida Inferno Verde. A idéia, no entanto já tinha sido estudada no ano de 1997. A criação dessa torcida surgiu três dias antes de sua fundação “oficial”, ou seja, no dia 12 de dezembro que foi véspera da última partida do quadrangular da série “B”, entre Gama e Londrina. O objetivo seria o de aglutinar torcedores da cidade do Gama, bem como de outras cidades do Entorno. Após inúmeras discussões, os integrantes da torcida, entre eles, Hamilton Teixeira dos Santos (Tatu), atual presidente, colocaram em votação duas propostas de nomes (Inferno Verde e Fúria Verde). A designação Inferno Verde, uma homenagem para uma torcida organizada do estado de Goiás, extinta em 1996, foi escolhida pela maioria dos presentes na reunião.
  24. 24. 32 No entanto, a estréia da Inferno Verde ocorreu fora do Estádio Walmir Campello Bezerra, o Bezerrão. A primeira partida foi no Estádio Mané Garrincha, a torcida já marcava sua presença pela empolgação e entusiasmo nas arquibancadas, mesmo não tendo, inicialmente, um grande número de adeptos na vitória que deu ao Gama o título da Série “B”. A entrada da equipe na elite do futebol nacional, fez com que, em pouco tempo, ocorresse um grande número de filiações. A torcida possui, segundo o seu site – torcidagama1.hpg.ig.com.br –, 12 distritos, divididos por localização. O total é de quase 3000 filiados, sendo que deste número cerca de 1200 possuem a carteirinha de sócios e têm desconto em materiais esportivos e em viagens da equipe. O presidente e fundador da torcida, Hamilton Tatu, diz que a torcida não recebe nenhum auxílio de custo do clube. Para ele, “torcer tem um preço elevado e esse preço é a torcida que paga”. No entanto, segundo Tatu, o senador Paulo Octávio auxilia na confecção de camisas e em algumas passagens para o grupo ir aos jogos. Em troca, o nome do senador está presente nas faixas da torcida. Tatu aponta como a maior virtude da torcida gamense, o apoio ao clube: “no meu entender o maior patrimônio que o clube tem é a sua torcida organizada. O verdadeiro torcedor sempre irá apoiar o Gama, independente do Gama estar bem ou mal”. 6.3.2 Jovem Ense “El, el, el, torcida aluguel” é o canto das torcidas adversárias quando disputam jogos contra o Brasiliense. O estigma surgiu quando os torcedores
  25. 25. 33 passaram a ter inúmeros incentivos para freqüentar o estádio de uma equipe recém- criada. Fundada em 23 de agosto de 2002, a Jovem Ense, surgia com o propósito de ser uma torcida jovem que incentivasse o time do Brasiliense. Ao contrário das torcidas de equipes com tradição, a maioria dos espectadores, que freqüentam o Estádio Boca do Jacaré, não costuma incentivar o time durante as partidas. Porém, um grupo de 40, 50 torcedores se distinguem do resto do estádio. Entoando cânticos e gritos de guerra, pulando, tocando instrumentos musicais como tambores, soltando fogos e fumaça amarela, esta minoria empurra o time durante os noventa minutos do jogo. “Nosso pensamento é o de vibrar durante todo o jogo”, afirmar o líder da Jovem Ense, Agusto Carvalho. Ex-Vascaíno, Carvalho afirma que sua paixão pelo Brasiliense surgiu quando foi assistir a um jogo do time em 2000. “Já assisti a jogos do Taguatinga, do Gama... mudei para o Brasiliense, pois estava mais próximo”. Augusto gostaria que as pessoas torcessem pelas equipes da cidade onde moram. A tradição, segundo ele, é adquirida em longo prazo, com a criação da empatia pelo clube. Um dos pré-requisitos para se filiar à torcida é gostar do time. Além disso, é necessário comparecer aos jogos. Nenhuma forma de mensalidade é cobrada, nem de taxa para filiação e manutenção nos quadros da torcida. Na parte administrativa, não existe levantamento sobre a quantidade de filiadas. O dinheiro para compra de material vem do patrocínio de algumas empresas e de um político, o deputado distrital Júnior Brunelli, que financia o transporte para a torcida. O chefe da Jovem Ense ainda cita que outros políticos o procuraram para estampar seus nomes nas faixas e bandeiras. No entanto, ele desprezou o apoio por se tratar de uma prática meramente eleitoreira e que na visão dele interferiria na relação da torcida com
  26. 26. 34 Brunelli, que apóia a Jovem Ense desde 2002. “É uma pessoa que entrou há alguns anos com o intuito de ajudar a torcida”. Paralelamente aos patrocínios, percebe-se que o presidente do Brasiliense também contribui. “No Brasil todas as torcidas são ajudadas”, com esses dizeres o presidente da organizada, Augusto Carvalho, justifica o auxílio de Luiz Estevão a Jovem Ense. Para ele o estigma criado pode ser explicado como inveja de torcidas rivais com as torcidas do Brasiliense. “Se a oposição não tem uma pessoa como o Luiz Estevão que nos ajude, eu não posso fazer nada”. Contudo, Carvalho ressalta que o dirigente auxilia dando ingressos e, em alguns casos, financiando as viagens para os torcedores, fato este que ocorreu na Copa do Brasil de 2002. Luiz Estevão, no entanto, afirma que existe uma relação distante entre a diretoria do Brasiliense e as torcidas organizadas. “O clube não deve interferir na questão da torcida. Quanto mais distante ela estiver da direção, melhor. Dessa maneira, a torcida pode ter autonomia para criticar a equipe”. A situação da Jovem Ense é um pouco diferente do que ocorre com a Inferno Verde. Os integrantes da torcida do Gama sempre se mostraram atuantes nas questões que envolvam o time. 6.4 Estruturas dos times Para compreender o atual momento futebolístico do DF, faz-se necessário analisar a estrutura dos principais times. Além disso, foi realizado um resgate da história do futebol candango, em que foi verificado que a relação de dependência dos clubes não é uma questão recente, podendo ser notada desde o início da criação da cidade por meio das equipes financiadas pelas construtoras e outras
  27. 27. 35 instituições como a Associação Comercial de Brasília e o Centro de Ensino Unificado de Brasília (CEUB). Outro fator de suma importância para a pesquisa foi descobrir que os praticantes são trabalhadores com pouco poder aquisitivo, o que leva os clubes aterem uma estrutura convalescida. 6.4.1. Gama A Sociedade Esportiva do Gama foi fundada em 15 de novembro de 1975 por um grupo de desportistas. Vencedora do campeonato brasiliense de 1979, sua realidade era de completa instabilidade financeira. O time não possuía dinheiro para salários, comprar material esportivo e treinar. Entretanto, com a entrada do trio de investidores composto por Wagner Marques, Luis Rodrigues e Agrício Braga, no ano de 1992, a equipe se transforma numa das forças do futebol local conquistando durante a década de 5 títulos candangos, chegando inclusive a disputar o campeonato brasileiro da primeira divisão. A ascensão pode ser explicada pela injeção de capital do trio. Os salários passaram a ser pagos em dia, mais recursos foram captados e um centro de treinamento foi construído para melhorar as condições físicas e técnicas dos atletas. O fato acaba por gerar uma sensível melhoria no campeonato local. Atualmente a equipe está na Série “B” do campeonato brasileiro. 6.4.2. Brasiliense Fundado em 1º de agosto de 2000, um mês após a cassação do mandato de senador de Luiz Estevão, o Brasiliense Futebol Clube de Taguatinga apresenta uma
  28. 28. 36 trajetória marcante no cenário local e nacional. Tendo o aporte financeiro do ex- senador, que é empresário, o time conquistou vários títulos nesses 5 anos de existência. Em 2002, a equipe sagra-se vice-campeã da Copa do Brasil e campeã da Série “C” do campeonato brasileiro. Bicampeã do campeonato local em 2004/2005. Campeão da “Série B” do campeonato brasileiro em 2004. Atualmente a equipe está na elite do futebol brasileiro, disputando a primeira divisão da competição nacional. O grande questionamento feito em relação ao time é no caso do diretor-presidente do time, Luiz Estevão, rever sua posição de não atuar politicamente e ingressar novamente num cargo eletivo. Como ficaria o Brasiliense, os investimentos continuariam sendo realizados? 6.4.3. Ceilândia Há menos de dois anos, o Ceilândia era apenas mais um time do Distrito Federal, que vivia na penúria financeira e não possuía estrutura para disputar campeonatos em condição de igualdade com equipes como Gama e Brasiliense. Antes de 2004, o time jamais tinha chegado à fase final do campeonato brasiliense. Porém, no ano de 2004, o clube passa a ser administrado por Sérgio Lisboa (Serjão), ex-goleiro da ARUC, ex-membro do conselho deliberativo do Gama e ex- secretário adjunto de Esporte e Lazer, que implementa a gestão profissional no time. Com uma folha salarial orçada em 113 mil reais e com profissionais gabaritados, o Gato, apelido do time, conquista o vice-campeonato brasilense em 2005 e chega até as quartas-de-final do campeonato brasileiro da Série “C”. Serjão, como é popularmente conhecido, queixa-se da falta de apoio que o clube recebe por parte de empresas e políticos. O fato comprova a fragilidade
  29. 29. 37 administrativa do futebol candango, no qual as agremiações dependem da influência e do dinheiro investido pelos seus “donos” para sobreviver, como é o caso do Ceilândia de Sérgio Lisboa. 6.4.4. Paranoá O time do Paranoá surgiu em meados de 2004, com o dirigente Eduardo Pedrosa, irmão da deputada Eliana Pedrosa. Houve evolução considerável no futebol do clube. Além dos bons patrocinadores, o time com a força política pode se estabelecer no futebol candango, no período. Contudo, o irmão da deputada abandonou o projeto de transformar o time em uma das forças do futebol local em junho de 2005. O auxílio de Pedrosa girava em torno de R$ 45 mil mensais. Ele arcava com a folha de pagamento dos atletas, transporte e viagens. A crise do Paranoá se agravou quando a Companhia Energética de Brasília (CEB), principal patrocinadora da equipe, ainda não liberou recursos para o pagamento de salários. Porém, a equipe, teoricamente, não ficaria sem um mecenas. No lugar deixado por Pedrosa iria assumir o secretário de Agricultura e deputado distrital licenciado, Pedro Passos. Ele teria se responsabilizado por investir no clube e trazer novos patrocínios. Porém, durante a participação do Paranoá na Série “C” do Brasileiro de 2005, Passos não deu apoio financeiro ao clube. Em certo momento da competição, a diretoria do Paranoá anunciou que não iria viajar ao Paraná para enfrentar o Londrina porque não tinha condições financeiras. A equipe seguiu para disputar a partida, depois que Weber Magalhães e o presidente da FMF, Fábio Simão, tiraram dinheiro do próprio bolso para pagar as despesas do clube, que foi eliminado nos pênaltis, após empatar o jogo no interior paranaense.
  30. 30. 38 6.4.5. Dom Pedro II O Esporte Clube Dom Pedro II é um time que se destaca no contexto que envolve o futebol candango. Com uma baixa folha salarial, a equipe tem uma história imersa em dificuldades que, surpreendentemente, são superadas. Tal esforço tem impedido o desaparecimento do time. A profissionalização ocorreu em 1996, antes a equipe disputava campeonatos amadores. Em 1998, o D.Pedro conquista o vice- campeonato do campeonato brasiliense, a posição dá ao clube o direito de jogar, no mesmo ano, a Série “C” do Brasileiro. Por ser uma divisão pouco prestigiada e marcada, predominantemente, pela falta de incentivos financeiros, a direção não consegue arcar com a folha salarial do time. A saída é pedir auxílio ao presidente do Anapolina e deputado Pedro Canêdo, segundo informa o jornalista do Jornal de Brasília, Gustavo Mariani, no texto “A Rota de Dom Pedro II”, em 12 de julho de 2003. Em 2005 o clube disputou a primeira divisão do futebol local e o seu presidente, Cléver Rafael, arcou com 25 mil reais para pagar as despesas do time, conforme destaca a matéria do Jornal de Brasília “Seis clubes pagaram para jogar no turno”. 6.4.6. CEUB No ano de 1968, surgiu no futebol candango uma equipe que teve um período de vida muito curto, criado por um grupo de universitários do Centro de Ensino Unificado de Brasília (CEUB), o time de mesmo nome teve um grande destaque, tanto no cenário local, como nacional. O time conquistou o Campeonato
  31. 31. 39 Brasiliense em 1973 e, neste mesmo ano, também participou do Campeonato Brasileiro, ocupando a 33º posição. Nos dois anos seguintes, em 1974 e 1975, o time também disputou o Brasileiro, terminando na 37ª e 31ª colocação, respectivamente. O ano de 1976 foi de grande destaque para a equipe. Por ironia do destino, também foi o ano de sua despedida. A ameaça de não ter tempo suficiente para se realizar um campeonato brasiliense antes do prazo de indicação do vencedor para disputar o Brasileiro fez a CBD sugerir a realização de um torneio seletivo. A Federação acatou a idéia e realizou uma curta competição entre as quatro melhores equipes da época. O vencedor desta competição se sagraria campeão brasiliense e, também, seria o representante da cidade no cenário nacional. O quadrangular foi vencido pelo Brasília causando indignação ao CEUB, que encerrou suas atividades futebolísticas. Mais tarde, uma questão política, não muito clara, fez o então presidente da CBD, Heleno Nunes, tirar a vaga do time do Brasília. A Associação Atlética Ponte Preta, de Campinas (SP), mais tarde ganhou a vaga deixada pelo time do Distrito Federal. Segundo o Jornalista Gustavo Mariani13, a transferência da vaga envolve um acordo político de tentativa de fortalecimento do partido Arena, oposição do MDB no Estado, representado pelo então senador, Orestes Quércia14. 13 Entrevista realizada no Jornal de Brasília no dia 22 de abril de 2004 14 Vereador (1964 - 1966), Deputado Estadual (1967 - 1968), Prefeito (1969 - 1972), Senador (1975 - 1983), Vice-governador (1984 – 1988). Todos os cargos públicos são por São Paulo
  32. 32. 40 6.5 Estrutura dos estádios A estrutura dos estádios deixa a desejar Augusto Carvalho, Presidente da Torcida Jovem Ense A análise dos estádios faz-se necessária, pois foi verificado no transcorrer da pesquisa que muitos campos do Distrito Federal receberam melhorias em sua estrutura. No entanto, não são todos os estádios que passaram por reformas, tão pouco algum tipo de benfeitoria. Algumas reformas podem ser explicadas pela força política de cada clube que, por meio de influência, conseguem obter benefícios no setor. Outro fator diagnosticado no decorrer do livro são as denúncias de fraude nas licitações para contratação de serviços de manutenção, ou no contrato de arrendamento dos estádios. Foram considerados quatro estádios. O Mané Garrincha, estádio que goza de maior estrutura no DF, o Walmir Campelo Bezerra (Bezerrão), situado no Gama, o Elmo Serejo de Farias (Serejão), na cidade de Taguatinga e o Pelezão que durante as décadas de 60 e 70 foi o principal campo da cidade, mas está abandonado. Outros campos da cidade como: Abadião, na Ceilândia, Adonir Guimarães, em Planaltina, Agostinho Lima, situado em Sobradinho, Juscelino Kubitschek, no Paranoá, Metropolitana localizado no Núcleo Bandeirante, Joaquim Roriz (Rorizão), na Samambaia, Cave, no Guará e o Chapadinha em Brazlândia, foram apenas citados a título de referência no transcorrer do livro.
  33. 33. 41 6.5.1. Mané Garrincha O maior e mais moderno estádio do DF foi inaugurado no dia 10 de março de 1974 com uma partida entre CEUB e Corinthians, vencida pelo time paulista por 2 a 1. De acordo com o editor do caderno Torcida do Jornal de Brasília, Marcelo Agner15, sua construção foi fruto da tendência de se construir vários estádios pelo Brasil, na década de 70. Em pouco tempo, desbancou o estádio Pelezão, tornando- se o principal campo da cidade. O estádio possui uma capacidade estimada em 53 mil lugares. Entretanto, o campo não costuma receber partidas com freqüência. Segundo o ex-administrador do estádio, Wander Wilson Marques16, a exclusão do campo do Mané Garrincha dos jogos, envolvendo futebol profissional, é reflexo do alto custo gerado pelo deslocamento das equipes sediadas nas cidades-satélites, assim como das torcidas. No ano de 2005 o estádio recebeu alguns jogos da primeira divisão do Campeonato Brasiliense e do Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão. Além disso, foi realizado o jogo entre Brasil e Chile, válido pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2006. Para se adequar às normas impostas pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), entidade que organiza e administra os campeonatos do continente, o estádio teria de passar por uma série de reformas para se adaptar às normas internacionais. As obras custariam R$ 4,9 milhões para os cofres do Governo do Distrito Federal. No entanto, devido a brigas entre poderes, principalmente devido ao processo de licitação – que rendeu investigações do 15 Entrevista realizada no Jornal de Brasília no dia 13 maio de 2004 16 Entrevista realizada na Administração do Estádio Mané Garrincha no dia 22 de abril de 2004
  34. 34. 42 Ministério Público, que apontaram irregularidades no edital da obra – não houve tempo suficiente para a realização da reforma. Logo, o estádio não está adequado ao Estatuto do Torcedor. 6.5.2. Bezerrão No dia 9 de outubro de 1977, na data de aniversário da cidade do Gama, foi inaugurado o estádio Valmir Campelo Bezerra, mais conhecido como Bezerrão. No primeiro jogo realizado no local, O Gama perdeu por 3 a 1 para o Botafogo. O campo é o local onde a Sociedade Esportiva do Gama manda a maioria dos seus jogos. Com instalações precárias, o estádio passa no ano de 2001, por uma série de benfeitorias a mando do então Secretário de Esporte e Lazer, Agrício Braga. Todavia, o estádio não possui instalações dignas tanto para a imprensa quanto para jogadores e para a torcida. Em dezembro de 2001, o governador Joaquim Roriz anunciou um ambicioso projeto desenvolvido pelo arquiteto paulista Ruy Ohtake, a pedido do então deputado Federal Paulo Octávio17. A proposta, orçada em R$ 40 milhões, pretendia fazer do estádio uma arena esportiva multiuso. A capacidade seria aumentada em 22 mil torcedores. O estádio passaria dos atuais 20 mil para 42 mil lugares. O novo nome do Bezerrão seria Estádio Comunitário do Gama. No ano de 2003, existia até recursos alocados (R$ 9,4 milhões em verbas federais e outros R$ 4,92 milhões dos cofres do GDF), mas a licitação não aconteceu. O contrato para a reforma do estádio Bezerrão foi assinado pelo governador Joaquim Roriz, no dia 11 de agosto de 2005, pois o Tribunal de Contas do Distrito 17 Atualmente exerce o mandato de Senador da República, eleito para esse cargo em 2002
  35. 35. 43 Federal (TCDF) concluiu que a empresa Estacon, vencedora da concorrência, não teria atendido ao edital para a reforma. Dessa maneira, o TCDF ordenou que a Novacap não assinasse o contrato de R$ 51 milhões enquanto a situação não fosse regularizada. Ao contrário do projeto inicial, o Bezerrão poderá comportar depois da reforma, 35 mil torcedores. Apesar da redução da capacidade, o custo da obra aumentou para R$ 51,7 milhões ao Governo do Distrito Federal. O deputado federal José Roberto Arruda18 lembra que foi o responsável pela emenda no Congresso Nacional que garantiu o orçamento para a reforma do estádio. Contudo, ele não poupa críticas ao projeto aprovado para a reforma. “O projeto do Rui Ohtake não é o que eu gostaria. É desproporcional ao tamanho da obra. Eu queria fazer o projeto do arquiteto Ariomar, ele é um arquiteto do próprio Gama. Custaria dez vezes menos e seria muito mais útil. Esse projeto está pronto. Foi feito de graça. Infelizmente optaram pelo outro, o que eu acho um erro”, criticou Arruda. Outro fator verificado na pesquisa foi à ingerência da Administração regional do Gama em relação ao estádio, mesmo não havendo nenhum contrato de arrendamento do estádio para o time do Gama é a direção do clube que administra o campo e faz a cessão de uso para outros clubes. 6.5.3. Serejão (Boca do Jacaré) No mês de abril de 1978 é inaugurado o estádio Elmo Serejo Farias, em Taguatinga. O nome do estádio é uma homenagem ao ex-governador do Distrito Federal. 18 Entrevista realizada no gabinete do deputado no dia 25 de outubro de 2005
  36. 36. 44 Grandes clubes brasileiros já se apresentaram no local, que desde a década de 1970, ficou conhecido popularmente como Serejão. No jogo de abertura, o time juvenil do Fluminense venceu o Taguatinga Esporte Clube por 4 a 1. O campo foi a casa da extinta equipe do Taguatinga, sendo abandonado após desaparecimento do time, por mais de dois anos. Em certo momento, o estádio foi ocupado por uma empresa que sorteava prêmios através da realização de jogos de bingo. Chegou até a ser ocupado por uma feira. Até que em 2000, o empresário Luiz Estevão o arrendou junto à Administração de Taguatinga. O cartola investiu inicialmente cerca de R$ 600 mil na reforma do estádio, que passa então a ser o campo de jogo do recém criado Brasiliense Futebol Clube de Taguatinga. O estádio recebe estrutura, com área de imprensa, tribuna de honra e cadeiras cobertas. Recebe novas arquibancadas no lado contrário às cabines de rádio, aumentando a capacidade para 32 mil pessoas, reparos nas arquibancadas já existentes, nos vestiários e ganha novo gramado. Entretanto, o Ministério Público do Distrito Federal (MPDF) constatou irregularidades no arrendamento do estádio e determinou que o contrato que o Brasiliense mantinha com a Administração Regional de Taguatinga fosse anulado. O promotor Sérgio Bruno19 afirma que a autorização que o governo concedeu ao clube para tomar posse do estádio público não tem validade, pelo fato de não ter ocorrido licitação. Além disso, o estádio foi interditado depois que um laudo do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal apontou irregularidades no local. A determinação de interditar o Serejão partiu da 17ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do DF (TJDF), 19 Entrevista realizada por telefone no dia 14 de setembro de 2005
  37. 37. 45 depois que a Promotoria de Defesa do Consumidor do Ministério Público do DF entrou com pedido de liminar contra o Brasiliense, solicitando a interdição do estádio por falta de condições de segurança para o torcedor. A decisão foi tomada no dia 28 de outubro de 2005, dois dias antes da partida entre Brasiliense e Botafogo, marcada para Taguatinga. O presidente do clube transferiu o jogo para o Mané Garrincha. 6.5.4. Pelezão Na segunda metade da década de 1960 foi construído o Estádio Nacional de Brasília, conhecido por Pelezão. O começo da história do estádio foi marcado por partidas de times locais, como construtoras e associações amadoras de cidades- satélites, que se destacavam na época em que o futebol candango não era profissionalizado. Ainda na década de 60 o Pelezão recebe amistosos da Seleção Brasiliense contra grandes equipes do futebol brasileiro, como o Santos, de Pelé; o Botafogo, de Garrincha e o Cruzeiro, de Tostão. No último ano da carreira do craque Garrincha, que em 1969 vestia a camisa do Flamengo, o estádio, de acordo com a matéria do Jornal de Brasília “Poucos momentos de glória”, alcançou o maior momento futebolístico da cidade. Na metade da década de 80, o histórico Pelezão., com capacidade estimada em 20 mil lugares foi desativado. Mais tarde, em 1996, a Federação Metropolitana de Futebol vende o estádio para a Paulo Octávio Investimentos Imobiliários.
  38. 38. 46 O promotor do Ministério Público do DF Sérgio Bruno Cabral20 afirma que a venda do Pelezão, ocorrida em 1996, foi irregular, “eles fizeram uma troca com a iniciativa privada. A destinação do terreno foi mudada para shopping center e os donos são a Paulo Octávio e a Via Engenharia. Quem fez a troca foi a Federação, que tinha o Weber à frente”, disse. José Cruz relata que acompanhou os passos da transferência da área do estádio (localizada em terra da União) para o setor privado. Ele afirma que a FMF, que na época era gerenciada por Tadeu Roriz e Weber Magalhães, rateou o dinheiro entre os clubes. “O patrimônio que eles receberam – tanto o dinheiro, como as salas e apartamentos – não entrou no patrimônio do Brasília, do Gama, do Sobradinho ou do Planaltina. Entrou no bolso dos dirigentes. Essa é a verdade”, garante. Weber Magalhães explica que era vice-presidente da Federação, quando o estádio Pelezão acumulava cerca de R$ 1 milhão em dívidas. Ele destaca que o imóvel, pertencente à Federação, seria leiloado. Porém, depois de uma proposta da iniciativa privada de trocar o estádio por imóveis, além de quitar as dívidas, fez a FMF ceder, “os imóveis que pertencem à Federação continuam com a Federação. São 10 ou 12 lojas à disposição. Alguns foram doados para clubes e os clubes venderam”. Atualmente, o Pelezão serve de abrigo para moradores sem-teto. Mas existe um projeto para demolir o estádio. Porém, por enquanto, não há planos para construir outra edificação no terreno. 20 Entrevista realizada por telefone no dia 14 de setembro de 2005
  39. 39. 47 7. DIAGNÓSTICO 7.1. Particularidades do futebol candango O modelo administrativo dos clubes do Distrito Federal mostra a grande dependência existente entre os times e seus financiadores. A proximidade dos dirigentes junto ao governo do DF facilita a articulação para a captação de recursos e a viabilização de projetos, seja ele de ordem esportiva, como o pagamento da folha salarial, seja ele de ordem estrutural, como a reforma dos estádios. Logo, nota- se que para um time prosperar é necessário além de dinheiro para investimento uma proximidade, um alinhamento, com o governo para poder usufruir de maiores recursos, provenientes de patrocínios de empresas estatais (BRB, Caesb e CEB) ou receber verbas por meio da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL). O repasse de verbas é uma constante em outros estados e municípios brasileiros. José Roberto Arruda21 cita o apoio do então governador goiano Maguito Vilella para o desenvolvimento do Goiás. Já Paulo Henrique Azevêdo cita em sua tese sobre a administração dos clubes do DF o caso da prefeitura de São Caetano do Sul que auxiliou o time da cidade A.D. São Caetano. Outro ponto desfavorável encontrado foi à falta de apoio de grandes empresas industriais ou comerciais que possam apoiar ou patrocinar os clubes. A título de exemplo, pode-se citar o patrocínio do Café do Sítio na camisa da Sociedade Esportiva do Gama. Durante anos a empresa foi uma das fontes de receita do clube, expondo sua logomarca nas partes da frente e de trás da camisa. 21 Entrevista realizada no gabinete do deputado no dia 25 de outubro de 2005
  40. 40. 48 A questão pode ser explicada por uma acomodação dos dirigentes na captação de mais recursos, pois já se sabe que as agremiações recebem verbas para a manutenção do plantel. Autor da idéia na época a qual era secretário, o deputado distrital Agrício Braga acreditava que o investimento causaria resultados em longo prazo para o esporte. Ele explica que o aporte financeiro acarretaria na melhoria do espetáculo, trazendo um maior público para os estádios e despertando o interesse de empresas. No entanto, a idéia, pelo menos por enquanto, não trouxe o efeito esperado. “Os dirigentes se acomodaram. Achavam que era obrigação do governo prover recursos”, diz Agrício22. 7.2. Ministério Público A distribuição de recursos públicos para o financiamento das práticas desportivas profissionais é proibida de acordo com a Constituição Federal, podendo ser realizada somente em casos específicos. Ao receberem recursos provenientes do DF os clubes estão infringindo o art. 217: É dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não formais, como direito de cada um, observados: II - a destinação de recursos públicos para a promoção prioritária do desporto educacional e, em casos específicos, para a do desporto de alto rendimento. (Constituição Federal, 1988) 22 Entrevista realizada na Distribuidora Jardim no dia 21 de setembro de 2005
  41. 41. 49 Dessa maneira o repasse de dinheiro vem sendo investigado pelo Ministério Público do DF. Na interpretação da promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep), a SEL, gerenciada por Weber Magalhães, decide “ao seu bel prazer”, quais os casos específicos cujos recursos vão ser alocados. Para poder receber esse benefício, é indispensável que a entidade que venha a ser auxiliada não tenha fins lucrativos. No caso do Brasiliense e Gama isso não ocorre, conforme está citado na ação civil pública. O Brasiliense “é uma sociedade comercial com fins lucrativos, conforme a própria natureza jurídica da sociedade já deixa claro (Sociedade Comercial Limitada) e está expresso na Cláusula Terceira do respectivo Contrato Social (DOC. 11).” Já o Gama “apenas com a verba de publicidade dada pelo Banco de Brasília – BRB, o Gama recebeu nos anos de 2003 a 2005 o valor de R$ 3.475.896,00 (três milhões, quatrocentos e setenta e cinco mil, oitocentos e noventa e seis reais) (DOC. 13).” Somado a isso, nota-se que não ocorre prestação de contas do dinheiro que foi repassado aos clubes conforme destaca a referida ação. O fato revela-se de maior gravidade quando verifica-se (fl. 35) que no presente exercício já foi realizado um ajuste entre a FMF, a Secretaria de Fazenda e a Secretaria de Esportes, resultando num repasse que pode chegar aos R$ 800 mil, fl. 36, não obstante a ausência das prestações de contas referentes ao exercício de 2000, já comentada anteriormente. Sendo assim, a Secretaria de Esportes não deveria firmar novos ajustes antes de esclarecidas todas as dúvidas quanto à boa versação dos recursos públicos concedidos. (DOC. 16)
  42. 42. 50 A suspensão do repasse de benefícios para a então FMF já havia sido solicitada conforme informa o Tribunal de Contas do DF, no Processo Nº 173/02. Cabe ressaltar que o processo também foi citado na ação civil pública. O financiamento do futebol pelo governo pode ser amplamente questionável quanto a utilização de recursos públicos para entidades que não prestam contas do mesmo, não ocorrendo a transparência necessária.
  43. 43. 51 8. CONCLUSÃO O futebol profissional de Brasília vive um momento de transição histórico, essencial para a definição do futuro do esporte na cidade. No contexto atual, a evidência é dada ao Brasiliense, time que chegou a Série “B” do Campeonato Brasileiro, ganhou o Candangão 2004 e 2005, está atualmente na Série “A” do Brasileirão. O problema é justamente a consolidação dos recursos. Apesar da equipe possuir boa estrutura, caso os investimentos não sejam feitos, poderá haver um futuro incerto para clubes e profissionais que fazem parte de toda essa organização. O Gama mostra que essa preocupação com a estrutura se faz necessária. A equipe que disputou a Série “A” do Campeonato Brasileiro está em franca decadência. Caiu para a Série “C”, conseguiu voltar para a segunda divisão, mas fez um péssimo campeonato, obtendo a permanência na Série “B” deste ano na última rodada. A presença dos políticos no futebol do Distrito Federal, por vezes, é prejudicial. Mesmo com uma melhoria do espetáculo nos últimos anos, a decadência do futebol é cada ver maior. Visões políticas, empresariais e comerciais deterioram, cada vez mais, as estruturas do futebol. A politicagem tomou conta do esporte e pode acabar, de forma repentina, com a paixão criada nos últimos anos. A visibilidade na mídia de nada ajuda o futebol quando as equipes não têm liberdade para questionar os times e o campeonato. A melhor forma seria manter a isenção das instituições com os políticos, uma vez que os cartolas da bola continuam mandando nos departamentos de futebol, comprando jogadores quaisquer,
  44. 44. 52 mudando esquemas táticos, pressionando e demitindo técnicos, invadindo vestiários e ainda coagindo jogadores. Como essa isenção não é possível na conjuntura atual, basta esperar que os bons momentos do futebol brasiliense se estendam o máximo possível. Caso Luiz Estevão mantenha sua posição de não atuar politicamente, a possibilidade de haver pelo menos um time disputando campeonatos nacionais com maior destaque é grande.
  45. 45. 53 9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Dissertação AZEVÊDO, Paulo Henrique. A administração dos clubes de futebol profissional do Distrito Federal em face a nova legislação esportiva brasileira. UnB. Brasília: 2002 Livros ANDER-EGG, Ezequiel. Introducción a las técnicas de investigación social: para trabajadores sociales. 7. ed. Buenos Aires: Humanitas, 1978. BUCCI, Eugênio. Sobre Ética e Imprensa. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. CARRANO, Paulo César R (org). Futebol: paixão e política. Rio de Janeiro: DP&A, 2000. COELHO, Paulo Vinícius. Jornalismo Esportivo. São Paulo: Contexto, 2003. FACHIN, Odília. Fundamentos de Metodologia. 3.ed. São Paulo: Saraiva, 2001. FOER, Franklin. Como o futebol explica o mundo: um olhar inesperado sobre a globalização. Tradução Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005. HOUAISS, Antônio. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 4. ed. rev. e ampl. São Paulo: Atlas, 2001. MANHÃES, Eduardo Dias. Política de Esportes no Brasil. 2. ed. São Paulo: Graal, 2002. MANZO, Abelardo J. Manual para la preparación de monografias: una guía para presentar informes y tesis. Buenos Aires: Humanitas, 1971. MATTIUSSI, Paulo. Osmar Santos: o milagre da vida. São Paulo: Sapienza, 2004. NOGUEIRA, Armando. A ginga e o jogo: todas as emoções das melhores crônicas. Rio de Janeiro: Objetiva, 2003. SANTOS, Izequias Estevam dos. Textos selecionados de métodos e técnicas de pesquisa científica. 3. ed. Rio de Janeiro: Impetus, 2001. SALDANHA, João. Os subterrâneos do Futebol. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1963. YALLOP, David A. Como eles roubaram o jogo: segredos dos subterrâneos da Fifa . Tradução de Ruy Jungmann. Rio de Janeiro: Record, 1998.
  46. 46. 54 Sites AMARAL, Paulo. No Mané Garrincha, torcida dança e espera goleada. 04 set. 2005 Disponível em: <http://www.gazetaesportiva.net/copa/copa2006/notas.php?id_nota=3796>. Acesso em: 27 set. 2005. AMARAL, Paulo. Ao ritmo do Fala Mansa, Brasil goleia Chile e carimba passaporte. Site Gazeta Esportiva, 04 set. 2005. Disponível em: <http://www.gazetaesportiva.net/copa/copa2006/notas.php?id_nota=3802>. Acesso em: 27 set. 2005. ARQUIVO DE CLUBES – Futebol Distrito Federal. Disponível em: <http://www.arquivodeclubes.com/df/>. Acesso em: 03 abr. 2004 BARBOSA, Cida. Campo da Esperança. Correio Braziliense, 20 dez. 2001. Disponível em: <http://www2.correioweb.com.br/cw/2001-12-20/mat_25454. Htm>. Acesso em: 12 jul. 2005. BOLA NA ÁREA – O Arquivo do Futebol. Disponível em: <http://www.bolanaarea.hpg.ig.com.br/gal_estaduais_distrito_federal.htm>. Acesso em: 19 maio 2004. BRASILIENSE FUTEBOL CLUBE DE TAGUATINGA. Disponível em: <http://www.eta.com.br/brasiliense/>. Acesso em: 28 abr. 2004. BRASILIENSE FUTEBOL CLUBE DE TAGUATINGA. Disponível em: <http://www.brasiliensefc.com.br>. Acesso em: 03 ago. 2005. CAMARA DOS DEPUTADOS. Disponível em: <http://www.camara.gov.br>. Acesso em: 10 jul. 2005. CÂMARA LEGISLATIVA DO DF - Disponível em: <http://www.cl.df.gov.br>. Acesso em: 10 jul. 2005. CORREIO WEB. Após três anos, reforma do Bezerrão sai do papel. Correio Web. Disponível em: <http://noticias.correioweb.com.br/ultimas2005/materias.php?id=2647832&sub=Distri to>. Acesso em: 30 set. de 2005 DEMOCRACIA. Disponível em: <http://democracia.com.br/parlamentares/parladados.asp?t=3&d=2&cp=610&tipo=3 >. Acesso em: 14 ago. 2005.
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  48. 48. 56 LUIZ, Edson. Descoberta envolve Luiz Estevão na operação Anaconda. Estado de São Paulo. Disponível em: <http://www.copa.esp.br/agestado/noticias/2003/nov/26/202.htm>. Acesso em: 26 ago. 2005. MARQUES, Hugo. Polícia Federal investiga juiz e delegados. . Disponível em: <http://www.dpf.gov.br/DCS/clipping/2004/dezembro/01-12-2004NAC.htm>. Acesso em: 05 ago. 2005. MARIANI, Gustavo. A Rota de Dom Pedro II. Jornal de Brasília. 12 jun. 2003. Disponível em: <http://www.jornaldebrasilia.com.br/WebComponents/ conteudo.php?Ac=Tor&IdEdicao=86&IdNoticia=18 >. Acesso em: 27 jul. 2005. MONTEIRO, Tânia. Justiça bloqueia bens do grupo OK, de Luiz Estevão. Disponível em: <http://www.copa.esp.br/agestado/noticias/2002/mai/23/317.htm>. Acesso em: ago. 2005 SOCIEDADE ESPORTIVA DO GAMA. Disponível em: <http://www.gamagol.com.br/>. Acesso em: 23 abr. 2004. SOCIEDADE ESPORTIVA DO GAMA. Disponível em: <http://www.gamagol.com.br/>. Acesso em: 14 ago. 2005. TORCIDA INFERNO VERDE. Disponível em: <http://www.infernoverde.com/>. Acesso em: 13 maio 2004. TORCIDA INFERNO VERDE. Disponível em <http://www.infernoverde.com/>. Acesso em: 30 set. 2005. Entrevistas AGNER, Marcelo. Editor do caderno torcida do Jornal de Brasília, 13/05/04. Local: Jornal de Brasília. Meio: fita de vídeo. ALMEIDA, José Ricardo de. Historiador, 28/05/04. Meio: correio eletrônico ARRUDA, José Roberto. Deputado Federal, 25/10/05. Meio: fita K-7 CARVALHO, Augusto. Presidente da Torcida Jovem Ense, 09/09/2005. Local: Ambulatório do Hospital de Base. Meio: Gravador Mp3 CARVALHO, Edu. Narrador da rádio OK, 20/03/04. Local: Estádio Bezerrão. Meio: fita K-7. CRUZ, José. Repórter do Correio Braziliense, 30/09/2005. Local: Redação do Correio Braziliense. Meio: fita. K-7
  49. 49. 57 ESTEVÃO, Luiz. Presidente do Brasiliense, ex-senador, 11/06/04. Meio: telefone ESTEVÃO, Luiz. Presidente do Brasiliense, ex-senador, 03/10/05. Meio: Telefone FERNANDES, Sérgio Bruno Cabral. Ex-promotor de Defesa do Patrimônio Público do Ministério Público do DF, promotor do júri de Samambaia, 14/09/2005. Meio: telefone FERREIRA, Márcio. Narrador da rádio Planalto, 20/03/04. Local: Estádio Bezerrão. Meio: fita.K-7. FERREIRA, Marta. Repórter do Jornal de Brasília, 25/05/04. Local: Jornal de Brasília. Meio: fita de vídeo FILHO, Agrício Braga. Deputado distrital, 21/09/05. Local: Distribuidora Jardim. Meio: Gravador Mp3 LEANDRO, Maurício. Narrador da rádio Jovem Pan, 20/03/04. Local: Estádio Bezerrão. Meio: fita.K-7. LIMA, Marcos Paulo. Repórter do Jornal de Brasília, 20/05/04. Local: Jornal de Brasília. Meio fita de vídeo. MAGALHÃES, Weber. Secretário de Esporte e Lazer do Distrito Federal, 15/09/2005. Local: Secretaria de Esporte e Lazer do DF. Meio: fita. K-7 MANHÃES, Eduardo Dias. Sociólogo, 01/06/04. Local: IESB. Meio: fita de vídeo MARIANI, Gustavo. Jornalista do Jornal de Brasília, 22/04/04. Local: Jornal de Brasília. Meio: fita de vídeo. MARQUES, Wagner. Ex-presidente da Sociedade Esportiva do Gama, 11/08/2005. Local: Escritório do Gama. Meio: fita. K-7 MARQUES, Wander Wilson. Ex-administrador do Estádio Mané Garrincha, 22/04/04. Local: Estádio Mané Garrincha. Meio: fita de vídeo MARTINS, Jorge. Presidente da Associação Brasiliense de Cronistas Desportivos (ABCD), 06/04/04. Local: sede da ABCD (Estádio Mané Garrincha). Meio: fita de vídeo. Pág. 26 NAVES, Roberto. Repórter do Correio Braziliense, 13/04/04. Local: Correio Braziliense. Meio: fita de vídeo. OLIVEIRA, Petronilo. Repórter do Jornal de Brasília, 19/10/05. Local: IESB REMO, Carlos Alberto. Comentarista rádio OK, 20/03/04. Local: Estádio Bezerrão. Meio: fita.K-7.
  50. 50. 58 TATU, Hamilton. Presidente da Torcida Inferno Verde, 14/08/2005. Local: Conic. Meio: Gravador Mp3
  51. 51. 59 ANEXOS Figura 1. Capa

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