Pedagogia crítico social dos conteúdos (final)

4.683 visualizações

Publicada em

0 comentários
4 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
4.683
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
7
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
140
Comentários
0
Gostaram
4
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Pedagogia crítico social dos conteúdos (final)

  1. 1. Pedagogia Crítico-Social dos Conteúdos Tendências pedagógicas
  2. 2. A tendência crítico-social dos conteúdos, voltada para a didática, surgiu com a publicação do livro Democratização da Escola Pública: a pedagogia crítico-social dos conteúdos (Libâneo, 1985). Essa tendência propõe uma educação vinculada à realidade econômica e sociocultural do educando, e defende o papel da escola como sendo de formação cultural, de difusão do conhecimento científico. O conhecimento comprometido com a liberdade intelectual e política das pessoas, e o ensino associado a uma análise crítica sócio-histórico-cultural do contexto em que as pessoas vivem. A crítica diz respeito a tratar os conteúdos com foco nas relações econômicas, sociais e culturais que envolvem a prática escolar. “A ênfase desse movimento recai sobre o papel da escola enquanto determinada historicamente, mas, também, enquanto campo de luta para a eliminação das contradições sociais” (Libâneo, 1985).
  3. 3. A tendência crítico-social dos conteúdos assume hoje a visão histórico-cultural, na tradição da Escola de Vygotsky: - ensino mediado pela ação do professor e também pelos outros sujeitos envolvidos no processo; - desenvolver o pensamento é aprender a pensar por conceitos; - aprender a pensar por conceitos requer um ensino por meio dos conteúdos; - conteúdos que influenciem no desenvolvimento das capacidades intelectuais do aluno; - desenvolvimento das capacidades intelectuais do aluno mediado por dois processos indissociáveis: a mediação cognitiva dos conteúdos e a mediação didática desta mediação cognitiva, providenciada pelo professor.
  4. 4. Papel da Escola • Busca da transformação social orientando-se pela importância dos conteúdos; • Espaço de síntese entre a cultura formal (os conteúdos do ensino escolar) e a cultura experiencial (que ocorre na família, nos grupos de vizinhança, na rua, na cidade, nos meios de comunicação etc.), entendendo a educação como uma tarefa vinculada ao social. • Sente insuficiência nos conteúdos acumulados pela historia da humanidade; • Vê insuficiência no que concerne às discussões políticas e ao ambiente pedagógico;
  5. 5. Conteúdo • Não só questões sociais atuais, mas também cognitivas, como o domínio de “conhecimentos, habilidades, conceitos, valores, atitudes que propiciem uma visão de conjunto das coisas, capacidade de tomar decisões, de fazer análises globalizantes de interpretar informações, de trabalhar em equipes interdisciplinares etc.” • A educação é uma atividade mediadora inserida na prática social, preparando o aluno para o mundo adulto por meio da aquisição de conteúdos culturais universais incorporados pela humanidade, porém reavaliados face às realidades sociais. • Cultura universal aliada à crítica; • Adequar ao conteúdo à democratização social.
  6. 6. Métodos • Métodos são subordinados aos conteúdos: É preciso que os métodos favoreçam a correspondência dos conteúdos com os interesses dos alunos, e que estes possam reconhecer nos conteúdos o auxílio ao seu esforço de compreensão da realidade (prática social). • Os métodos de uma pedagogia crítico-social dos conteúdos não partem, de um saber artificial, depositado a partir de fora, nem do saber espontâneo, mas de uma relação direta com a experiência do aluno, confrontada com o saber e relaciona a prática vivida pelos alunos com os conteúdos propostos pelo professor. • Em outras palavras, uma aula começa pela constatação da prática real, havendo, em seguida, a consciência dessa prática no sentido de referi-la aos termos do conteúdo proposto, na forma de um confronto entre a experiência e a explicação do professor. Vale dizer: vai-se da ação à compreensão e da compreensão à ação, até a síntese, o que não é outra coisa senão a unidade entre a teoria e a prática.
  7. 7. Relacionamento com o Professor • Professor como mediador entre as experiências do aluno e os conteúdos; • Envolve-se com o estilo de vida dos alunos, tendo consciência dos contrastes existentes entre sua própria cultura e a destes; • Propõe conteúdos sistematizados levando em consideração a prática social vivida pelos alunos.
  8. 8. Pressupostos Aprender é desenvolver habilidade, isto é, os próprios meios de pensamento para processar informação. O aluno se reconhece nos conteúdos, podendo ampliar sua própria experiência. O grau de envolvimento na aprendizagem depende tanto da prontidão do aluno, quanto do professor e contexto da sala de aula. Ao fim do processo, o aluno deve já estar preparado para o mundo adulto de modo praticar democracia, iniciativa, liderança e responsabilidade, assim como, ter uma formação ética no sentido de pensar sobre valores, a saber, competências do pensar no âmbito da educação moral, da tomada de decisões;
  9. 9. Manifestações na Prática • Está no discurso e em diversas propostas pedagógicas. • Como exemplo podemos citar os inúmeros professores da rede escolar pública que se ocupam, competentemente, de uma pedagogia de conteúdos articulada com a adoção de métodos que garantam a participação do aluno que, muitas vezes sem saber, avançam na democratização efetiva do ensino para as camadas populares. • Com igual relevância está a experiência pioneira, mas mais remota, do educador e escritor russo, Makarenko. Entre os autores atuais citamos B. Charlot, Suchodolski, Manacorda e, de maneira especial, G. Skyders, além dos autores brasileiros que vêm desenvolvendo investigações relevantes, destacando-se Dermeval Saviani.

×