Tecido adiposo humano

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Histologia básica, resumo do tecido conjuntivo adiposo

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Tecido adiposo humano

  1. 1. TECIDO ADIPOSO O tecido adiposo é um tipo especial de conjuntivo onde se observa predominância de células adiposas (adipócitos). Essas células podem ser encontradas isoladas ou em pequenos grupos no tecido conjuntivo frouxo, porém a maioria delas formam grandes agregados, constituindo o tecido adiposo distribuído pelo corpo. Apesar de as células hepáticas (do fígado) e o músculo esquelético também acumularem energia em forma de glicogênio, o tecido adiposo é o maior depósito corporal de energia, sob a forma de triglicerídeos. Como os depósitos de glicogênio são menores, os grandes depósitos de triglicerídeos do tecido adiposo são as principais reservas do organismo, sendo também mais eficientes, são renovadas continuamente, mas não são estáveis.Esse é um tecido influenciado fortemente por estímulos nervosos e hormonais. Localizando-se embaixo da pele, modela a superfície, sendo em parte responsável pelas diferenças de contorno entre o corpo do homem e da mulher. São responsáveis pelas áreas com propriedade de absorção mecânica de impactos, como choques de quedas, etc, principalmente na planta dos pés e na palma da mão. Como as gorduras são más condutoras de calor, sendo assim, contribuem para o isolamento térmico do organismo. Além disso, preenche espaços entre outros tecidos e auxilia a manter certos órgãos em suas posições normais. O tecido adiposo tem também atividade secretora, sintetizando diversos tipos de moléculas. Existem dois tipos de tecido adiposo, que apresentam distribuição no corpo, estrutura fisiologia e patologia diferentes. Uma variedade é o tecido adiposo comum, amarelado ou unilocular, cujas células, quando completamente desenvolvidas, contêm apenas uma gotícula de gordura que ocupa quase todo o citoplasma. A outra variedade é o tecido adiposo pardo, ou multilocular, formado por células que contêm numerosas gotículas lipídicas e muitas mitocôndrias. Tecido Adiposo Unilocular A cor do tecido unilocular varia entre o branco e o amarelo-escuro, dependendo da dieta. Essa coloração deve-se principalmente ao acúmulo de carotenos dissolvidos nas gotículas de gordura. Quase todo o tecido adiposo presente no corpo humano é desse tipo. O acúmulo desse tipo de tecido varia de acordo com o sexo e idade do indivíduo. Esse tecido forma o panículo adiposo, camada disposta sob a pele e que é de espessura uniforme por todo o corpo do recém-nascido. Com a idade, o panículo adiposo tende a desaparecer de certas áreas, desenvolvendo-se em outras. Esta deposição seletiva de gorduras é regulada, principalmente, pelos hormônios sexuais e pelos hormônios produzidos pela camada cortical da glândula adrenal. Quando isoladas, as células desse tecido são esféricas, tornando-se poliédricas no tecido adiposo pela compressão recíproca. A gotícula lipídica é removida pelos solventes orgânicos, usados na técnica histológica. Por isso, nos cortes histológicos comuns, cada célula mostra apenas uma fina camada de citoplasma, em torno do espaço deixado pela gotícula lipídica removida. Nos preparos histológicos comuns, as finas camadas de citoplasma restantes após a remoção dos triglicerídeos frequentemente se rompem, distorcendo a estrutura do tecido. Todas
  2. 2. as gotículas de gordura, independente do tamanho, são desprovidas de membrana envolvente. Cada célula adiposa é envolvida por uma lâmina basal, e sua membrana plasmática mostra numerosas vesículas de pinocitose. O tecido unilocular apresenta septos de conjuntivo, que contêm vasos e nervos. As células adiposas são sustentadas por esses septos de onde partem fibras reticulares. A vascularização do tecido adiposo é muito abundante, quando se considera a pequena quantidade de citoplasma funcionante. A relação volume de capilar sanguíneo por volume de citoplasma é maior no tecido adiposo do que no músculo estriado, por exemplo. As células adiposas uniloculares se originam no embrião, a partir de células derivadas do mesênquima, os lipoblastos. Estas células são parecidas com os fibroblastos, porém logo acumulam gordura no seu citoplasma. As gotículas lipídicas são inicialmente separadas umas das outras, porém muitas se fundem, formando uma gotícula única característica da célula adiposa unilocular.
  3. 3. Deposição e Mobilização dos Lipídios Os lipídeos armazenados nas células adiposas são principalmente triglicerídeos, isto é, ésteres de ácidos graxos e glicerol. Os triglicerídeos armazenados podem ser originados as seguinte maneira:  Absorvidas da alimentação e trazidos até as células adiposas;  Oriundos do fígado e transportados até o tecido adiposo;  Da síntese nas próprias células adiposas, a partir da glicose.
  4. 4. As gorduras ingeridas e trazidas até as células são formadas pelas células epiteliais do intestino delgado, a partir dos nutrientes absorvidos. Após deixarem as células epiteliais, os quilomícrons (nome dessas partículas) penetram nos capilares linfáticos do intestino e são levados pela corrente linfática, que posteriormente atingem o sangue e é distribuído pelo corpo. As células adiposas podem sintetizar ácidos graxos e glicerol a partir de glicose, processo que é acelerado pela insulina. Este hormônio estimula também a penetração da glicose na célula adiposa (e em outras células também). Quando necessária, a hidrólise dos triglicerídeos é desencadeada principalmente noradrenalina. Este neurotransmissor é liberado pelas terminações pós-ganglionares dos nervos simpáticos do tecido adiposo e captado por receptores da membrana dos adipócitos que ativam a lípase sensível a hormônio (intracelular), promovendo a liberação de ácidos graxos e glicerol, que se difundem para os capilares do tecido adiposo. Os ácidos graxos são transportados para outros tecidos, onde serão utilizados como fonte de energia. O glicerol é captado pelo fígado e reaproveitado. O tecido adiposo unilocular e multilocular são inervados por fibras simpáticas do sistema nervoso autônomo. No tecido unilocular, as terminações neervosas são encontradas na parede dos vasos sanguíneos, e apenas alguns adipócitos são inervados. Já no tecido multiloular as terminações nervosas simpáticas atingem diretamente tanto os vasos sanguíneos como as células adiposas. O sistema nervoso autônomo desempenha importante papel na mobilização de gorduras, quando os organismos são sujeitos a atividades físicas intensas, jejuns prolongados ou ao frio. A remoção dos lipídeos, nos casos de necessidade energética, não se faz por igual em todos os locais. Primeiro são mobilizados os depósitos subcutâneos, enquanto o tecido adiposo localizados nas mãos e nos pés resiste a longos períodos de desnutrição.
  5. 5. Tecido Adiposo Multilocular Também chamado de tecido adiposo pardo, o tecido adiposo multilocular possui vascularização abundante e numerosas mitocôndrias em suas células. Esse é um tecido mais comum e abundante em animais que hibernam e no ser humano possui distribuição limitada. No feto humano e no recém-nascido, o tecido adiposo multilocular apresenta localização bem determinada.Como este tecido não cresce, sua quantidade no adulto é extremamente reduzida. As células do tecido adiposo multilocular são menores do que as do tecido adiposo unilocular e têm forma poligonal. O citoplasma é carregado de gotículas lipídicas de vários tamanhos e contém numerosas mitocôndrias, cujas cristas são particularmente longas, podendo ocupar toda a espessura da mitocôndria.
  6. 6. O tecido adiposo multilocular é especializado na produção de calor, tendo papel importante nos mamíferos que hibernam e nos recém-nascidos auxiliam na termorregulação..

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