UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
COLÉGIO TECNICO
CIENCIAS SOCIAIS
GEOPOLÍTICA
PROF. ELIEZER
“OS INIMIGOS ÍNTIMOS DA DE...
O LIVRO E O AUTOR
Informações básicas sobre o livro e o seu autor
• Tzvetan Todorov, o autor do livro, é
um filósofo e linguista búlgaro.
• Frequentou o curso de Filosofia da Linguagem
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CRÍTICA
“O tema é pesado mas o texto é leve, flui.[...] Os conceitos são
densos, mas o olhar é novo, o ângulo é singular.[...
ASPECTOS PRINCIPAIS DE CADA
CAPÍTULO
O livro é composto por 7 capítulos sobdivididos em tópicos.
Por esse motivo, os assun...
O MAL-ESTAR NA DEMOCRACIA
Cap. 1
I. Os paradoxos da liberdade
• Contexto da Bulgária comunista onde o autor vive grande parte da vida.
• Regime totalitário...
III. A democracia espreitada pelo
descomedimento
• O que é a democracia:
– O poder é do povo
1-Não promete a população a s...
UMA CONTROVÉRSIA ANTIGA
Cap. 2
I. Os personagens
• Contexto Roma do século IV
• PELÁGIO, um pregador vindo das
Ilhas Britânicas.
• AGOSTINHO nasce na Áfr...
III. Agostinho: Inconsciente e pecado
original
• O homem não é dono de si, sua consciência/vontade
não é acessível
• O Pec...
O MESSIANISMO POLÍTICO
Cap. 3
I. O momento revolucionário
• Atitude moderada passa por críticas.
Com empenho, o mal pode ser
erradicado.
De atitude pass...
III. A segunda onda: o projeto comunista
•Transformação do projeto messiânico original (Interior → exterior)
•Conspiração ...
V. A guerra do Iraque
•“Direito de ingerência”, tomada de decisões pelos EUA.
•Impor o Bem, com o pretexto de garantir seg...
VII- A Guerra do Afeganistão
• Consequência do 11 de Setembro  ataques
• Emoção  intervenção de legítima defesa
• Objeti...
IX. A Guerra da Líbia: a
decisão
• Mais recente (2011), linchamento de Kadhafi
• Única com resolução que autorizou a
inter...
XI- Idealistas e realistas
• Novo governante na Líbia e acesso ao
petróleo pelo “povo”: controle de orientação
política
• ...
XII- Política ante moral e justiça
• Messianismo político: única superpotência; “polícia
planetária”, guerras em nome do B...
A TIRANIA DOS INDIVÍDUOS
Cap. 4
II. Explicar as condutas
humanas
• Descobertas de Newton afetaram todo o
século XVIII
• Liberais: Trazem sua doutrina como...
III. Comunismo e neoliberalismo
• Comunismo: passa de teoria a prática na Rússia,
em 1917. Concretizam os temores dos
pens...
V. Os pontos cegos do neoliberalismo
• Neoliberais invocam valores abstratos, cuja atração eles mesmos postulam, como a
“L...
OS EFEITOS DO NEOLIBERALISMO
Cap. 5
• Nos anos 80, Ulrich Beck, um sociólogo
alemão, sugeriu que as sociedades ocidentais
deixassem a 1° modernidade e chegari...
• Vínculos presentes na sociedade
contemporânea ocidental:
1. IMPESSOAL: relação regida pela lei, pela
burocracia. Usado p...
IV. Técnicas de management
• O termo “managemt” designa, em geral, o
conjunto das técnicas de organização e de
gestão de u...
V. O poder das mídias
• Poderes atuais: legislativo, executivo, judiciário, midiático e econômico.
• Liberdade de expressã...
VI. A liberdade da palavra pública
• A democracia é ameaçada constantemente pela
demagocia. O bem-falante, o bom orador, p...
V. OS LIMITES DA LIBERDADE
• É preciso manter limites saudáveis à
liberdade para evitar abuso de poder.
a) Quando o estado...
POPULISMO E XENOFOBIA
Cap. 6
I- A ascensão dos populismos
• Com o fim da guerra fria, a Europa Ocidental não tinha
mais um adversário, um contraste par...
II- O Discurso populista
• Modo de apresentação do populismo : Demagogia
• Demagogia = “identificar as preocupações do mai...
III- A Identidade Nacional
• O Populismo influencia diretamente a política dos países
• 2009 – Sarkozy , presidente da Fra...
IV- Abaixo o multiculturalismo: o caso alemão
•Multiculturalismo → coexistenciade várias culturas dentro de uma mesma soci...
V- Na Grã- Bretanha e na França
•David Cameron relaciona a rejeição ao multiculturalismo à prevenção contra o islã. Segund...
•VI- Em Torno do véu Islâmico
•Exemplos recentes de intervenção do Estado francês para erradicar vestígios de multicultura...
VII- Um debate pode esconder o outro
• Sentimento de identidade nacional abalada
• Seria a razão a presença de estrangeiro...
IX. Viver melhor juntos
•O que facilitar a presença dos estrangeiros e torná-la mais benéfica?
Respeito às leis e institu...
O FUTURO DA DEMOCRACIA
Cap. 7
I. A democracia: sonho ou realidade?
• A democracia é um valor que todos prezam independentemente de sua origem pois nela ...
● Recuperar o entusiasmo do projeto democrático e equilibrar melhor seus grandes princípios:
poder do povo, fé no progress...
III. Rumo a uma renovação?
• Recuperar o entusiasmo do projeto democrático e equilibrar melhor seus
grandes princípios: po...
“A democracia está doente de seu descomedimento: a liberdade torna-se
tirania, o povo se transforma em massa manipulável, ...
TZVETAN, Todorov. Os inimigos íntimos da democracia.
São Paulo, Companhia das Letras, 2012.
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Apresentação do livro Os inimigos íntimos da democracia, de Tzvetan Todorov

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Os inimigos intimos da democracia

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS COLÉGIO TECNICO CIENCIAS SOCIAIS GEOPOLÍTICA PROF. ELIEZER “OS INIMIGOS ÍNTIMOS DA DEMOCRACIA”, DE TZVETAN TODOROV Turma: 301 Nomes: Alice Freitas, Esther Iolanda, Isabela Conceição, Keslya Jennifer, Julia Alvarenga, Maria Clara. Os inimigos não são mais externos, são internos, íntimos.
  2. 2. O LIVRO E O AUTOR Informações básicas sobre o livro e o seu autor
  3. 3. • Tzvetan Todorov, o autor do livro, é um filósofo e linguista búlgaro. • Frequentou o curso de Filosofia da Linguagem • Atualmente dirige o Centro de Pesquisa sobre as Artes e a Linguagem de Paris. • Publicou um número considerável de obras, que estão hoje traduzidas em vinte e cinco idiomas QUESTÃO PRINCIPAL ABORDADA NO LIVRO: empecilhos que a democracia encontra em si mesma para sua efetivação.
  4. 4. CRÍTICA “O tema é pesado mas o texto é leve, flui.[...] Os conceitos são densos, mas o olhar é novo, o ângulo é singular.[...] O leitor pode passear pela religião, pela filosofia, pela história e pela geografia, pelos interesses e pela alma humana sentindo a mão de Tzvetan a guiá-lo. O passeio é breve, mas intenso.[...] A abordagem desse livro é original, consistente e oportuna.” Segunda opinião
  5. 5. ASPECTOS PRINCIPAIS DE CADA CAPÍTULO O livro é composto por 7 capítulos sobdivididos em tópicos. Por esse motivo, os assuntos de cada capitulo serão subdividido em seus respectivos tópicos.
  6. 6. O MAL-ESTAR NA DEMOCRACIA Cap. 1
  7. 7. I. Os paradoxos da liberdade • Contexto da Bulgária comunista onde o autor vive grande parte da vida. • Regime totalitário • Falta de liberdade • O que ele achava : “liberdade” = Valor fundamental da democracia. • O que ele descobre : “liberdade” = Perigo para a democracia. II. Inimigos externos e internos • Choque entre regimes democrático e totalitário (2ª Guerra Mundial) • Fim da ameaça comunista • Novo inimigo: Islamismo integralista (ataque às torres gêmeas) • Reação exagerada ao terrorismo • Situação paradoxal “O Mal surgindo do Bem” – A democracia produz nela mesma, forças que a ameaçam.
  8. 8. III. A democracia espreitada pelo descomedimento • O que é a democracia: – O poder é do povo 1-Não promete a população a salvação; 2- Recusam atitudes fatalistas de resignação; 3- Princípios de igualdade e liberdade; 4- Pluralismo. • Extinção do direito divino • O povo, a liberdade e o progresso devem andar juntos, o perigo surge quando um desses elementos é isolado e absolutizado. • Surgem os inimigos íntimos da democracia. (um dos aspectos da democracia sobressai o outro) • A palavra chave é: Pluralismo
  9. 9. UMA CONTROVÉRSIA ANTIGA Cap. 2
  10. 10. I. Os personagens • Contexto Roma do século IV • PELÁGIO, um pregador vindo das Ilhas Britânicas. • AGOSTINHO nasce na África, se converte ao catolicismo na Itália. • Autor do livro “As confissões” II. Pelágio: vontade e perfeição • O ser humano não pode ser dotado de uma natureza inteiramente má. • O homem dispõe de uma vontade livre “Deus criou o homem e o entregou ao poder de sua própria decisão”. • Não a submissão e humildade, e sim ao caráter e autonomia (não é necessário ser cristão para obter a salvação) • A perfeição é acessível aos humanos, nenhum esforço é excessivo “Sereis perfeitos como o pai celeste é perfeito”
  11. 11. III. Agostinho: Inconsciente e pecado original • O homem não é dono de si, sua consciência/vontade não é acessível • O Pecado original é o motivo da fraqueza de todos os indivíduos (se deve a desobediência -> opção pelo orgulho em detrimento da humildade) • Caminhos para a salvação: 1- força da fé (e não da vontade/razão), 2- a graça divina (e não pela liberdade de escolhas). • Visão pessimista: a iniciativa pessoal é inútil (o homem é impotente) • Maior tolerância. Não convém ser excessivamente severo. A igreja acolhe a todos. IV. O resultado do debate • Na época, Agostinho vence o debate e os seguidores de Pelágio são expulsos da Igreja. • Agostinianos e pelagianos • Humanistas: defesa das capacidades humanas; e Iluministas: defesa da razão; se aproximam das teses pelagianas.
  12. 12. O MESSIANISMO POLÍTICO Cap. 3
  13. 13. I. O momento revolucionário • Atitude moderada passa por críticas. Com empenho, o mal pode ser erradicado. De atitude passiva → ativismo inflamado • Projeto Palagiano sofre duas mudanças: 1- Se desloca do individual para o coletivo. 2- Se liberta da moldura religiosa. • Messianismo político. Necessidade de perpetuação do Bem através da violência. “Para alcançar o Bem supremo todos os caminhos são bons” • OBJETIVO: Estabelecer o paraíso na Terra. • MEIOS → Revolução e terror. II. A primeira onda: guerras revolucionárias e coloniais •Revolução → guerra em domicilio. •Guerra → continuação da revolução em outros países. •Levar a fraternidade e o socorro a todos os povos (se necessário através da força) •-Liberdade Universal. •Conquistas napoleônicas •Franceses se sentem superiores – No topo da civilização. •Tirar as populações da barbárie é seu dever de civilizado, se elas não tiverem consciência •disso é preciso coagi-las - “civilizá-las ou fazê-las desaparecer”
  14. 14. III. A segunda onda: o projeto comunista •Transformação do projeto messiânico original (Interior → exterior) •Conspiração dos iguais (a favor da retomada do projeto messiânico original) •São propostas variantes do socialismo: a mais aceita é a de Karl Marx e Friedrich Engels – fundadores do comunismo. •Livro “Manifesto do partido comunista” - formulação de uma sociedade perfeita. •Nova fase do messianismo. Contexto → admiração geral pelas conquistas da ciência. Revolução Industrial. •“O marxismo é onipotente porque é verdade” Por ser baseado nas leis da ciência são intolerantes a qualquer opinião divergente. OBJETIVO: acabar com todas as diferenças entre os grupos “A existência da burguesia não é mais compatível com a sociedade”. IV. A terceira onda: impor a democracia pelas bombas •Messianismo político nas democracias modernas, após a queda comunista. • Impor democracia e princípios (direitos humanos) pela força → ameaça interna • OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) - Primeira intervenção na Iugoslávia.
  15. 15. V. A guerra do Iraque •“Direito de ingerência”, tomada de decisões pelos EUA. •Impor o Bem, com o pretexto de garantir segurança internacional, “polícia” •Impor os valores através de guerra, contra os que não compartilham do mesmo ideal → menos dignidade para os povos •“Triunfo da liberdade sobre os inimigos” → freio do próprio ser humano. •Superioridade da causa, “missão”. Impor vontade dos EUA no planeta •2003 – 2011, cai ditadura de Saddam, 100:1 vítimas iraquianas x americanas VI. Danos internos: tortura •Tortura nas prisões, não só no Iraque •Não provocadas pela urgência do momento, a tortura é a norma •Procedimentos fixados e detalhados •Vários graus de intensidade, e participação de vários grupos de profissionais •Um Estados que legaliza a tortura não é mais uma democracia •Na guerra, há maior aceitação; impõe submissão •Chefes de Estados, sem freio externo → camuflagem de intenções •Ameaça à democracia: sociedade de segurança absoluta.
  16. 16. VII- A Guerra do Afeganistão • Consequência do 11 de Setembro  ataques • Emoção  intervenção de legítima defesa • Objetivo: transformar o país numa democracia que respeite os DH  segurança do país  não alcançado • Ambiente hostil  bombardeios pelos ocupantes  morte de inocentes  + inimigos  Menos eficácia • “Talibãs” pela mídia  na realidade é um grupo heterogêneo  mas com um inimigo em comum • Objetivos declarados x realidade da população afegã  como contar com apoio da população? • Terrorista  sensível à humilhação  ataque pelos americanos através da internet no Ocidente • Agressões deveriam chocar os Ocidentais; orçamento dos aliados VIII- A tentação do orgulho e do poder • Obama  justifica como uma “guerra justa”  legítima defesa, força proporcional, população civil poupada • Objetivo declarado x perseguido • “Missão” de garantir segurança mundial, crença coletiva • Justificativa da força como autodefesa  impor o Bem • Superioridade militar + busca ao poder  legitimação da guerra
  17. 17. IX. A Guerra da Líbia: a decisão • Mais recente (2011), linchamento de Kadhafi • Única com resolução que autorizou a intervenção do Conselho de Segurança da ONU • “Responsabilidade de proteger”: ONU tem direito de intervir no país sem solicitar a autorização do governo; princípio de proteção  Intervenção militar de outro Estado; substituição do governo privilegiando os interventores • Membros permanentes  acima da lei, justiça seletiva  encorajavam ingerências na Líbia x países da Arábia  também podiam decidir intervir sem autorização da ONU  imposição aos mais fracos de acordo com força, poder, direito (“missão” dos EUA)  desigualdade no governo dos países • Retirada das tropas até final de 2014 x. A Guerra da Líbia: a execução • Esquema da mídia: “tirano sanguinário” x “cavaleiros brancos”, orgulho dos aliados. Para intervir: matar • Objetivo inicial: ↓perigo para a população no regime. Realidade: sentido amplo da proteção, novo chefe de Estado • Mira da OTAN (poder militar): Kadhafi  apoio de um lado na guerra. 30 mil vítimas dos bombardeios • Pretexto utilizado: considerar um povo de democratas • Líbia: ausência de partidos, políticos, eleições, “sociedade civil”
  18. 18. XI- Idealistas e realistas • Novo governante na Líbia e acesso ao petróleo pelo “povo”: controle de orientação política • Obama: “polícia” da ordem internacional (missão do Bem no mundo), através da eliminação de Kadhafi • Superioridade das nações mais fortes • França e Grã-Bretanha: potências médias  aproveitam para elevar poder • Intervencionismo brutal dos EUA em nome de ideais democráticos  tenta seduzir o povo  sem vítimas na população americana • Antes havia alianças das potências com o regime
  19. 19. XII- Política ante moral e justiça • Messianismo político: única superpotência; “polícia planetária”, guerras em nome do Bem • Difusão de intenções morais/universais coletivo rumo ao progresso  depois, percebe-se os interesses dos estimuladores • Violência: em nome do Bem  mortes  partidários inconseqüentes movidos por próprios interesses  foge do que foi planejado • Submissão dos países mais fracos  princípios nobres x desigualdade  perda de valores democráticos, ataques militares • Distorção do uso dos DH; a quem pertencem?; Tomada de decisões no Conselho de Segurança • Necessidade das intervenções x imposição para alcançar interesses •Moral e justiça de acordo com interesses dos Estados mais fortes impor ordem por intervenções  ignora os fracos   direito submete-se aos mais fortes   Democracia utilizada para obter interesses e perda de princípios
  20. 20. A TIRANIA DOS INDIVÍDUOS Cap. 4
  21. 21. II. Explicar as condutas humanas • Descobertas de Newton afetaram todo o século XVIII • Liberais: Trazem sua doutrina como submetida à natureza; uma natureza benéfica que conduzirá ao progresso; rejeitam ações voluntárias. Sendo a vontade um aspecto da natureza humana: Natureza X vontade, que não deveriam se opor, gerando uma contradição. Uma economia livre não seria menos espontânea que uma economia totalmente controlada pelo Estado. • Convidam o indivíduo a iniciativas pessoais (voluntarismo). I. Proteger os indivíduos • Conflito com o totalitarismo: Coletivo acima das liberdades individuais; esse mesmo coletivo sob o domínio de um pequeno grupo de dirigentes “tirânicos”. • Hoje, mundo ocidental: Fortalecimento ilimitado de certos indivíduos, ameaça a democracia e o coletivo. • Limitação recíproca dos poderes é um meio para se chegar à proteção das liberdades individuais. • Segundo o indivíduo preste serviço ou não, ele é encarado ora como ajuda, ora como obstáculo. • França e Inglaterra, século XVIII: economia começa a ser pensada separadamente do contexto social.
  22. 22. III. Comunismo e neoliberalismo • Comunismo: passa de teoria a prática na Rússia, em 1917. Concretizam os temores dos pensadores liberais: Submissão da sociedade e da economia ao Estado. • Neoliberalismo passa a ser formulado em oposição ao totalitarismo em construção (Rússia). • Doutrina Neoliberal: Revindica a total submissão à natureza apenas no campo coletivo; nas questões individuais fomenta a liberdade o espírito de iniciativa. Nova aproximação aos socialistas. Marxismo crê em uma força histórica inelutável, à qual todos devem se submeter junto a uma intervenção voluntarista que permite acelerar a história. • Neoliberalismo também compartilha com o Marxismo: Ideia de que a existência social dos homens depende essencialmente da economia. Atribuição à economia de um papel dominante. IV. A tentação integrista • O Neoliberalismo se assemelha ainda ao comunismo em seu radicalismo e maniqueísmo • Neoliberais: apenas individualismo. • Globalização: Indivíduos dotados de poder econômico escapam facilmente do controle dos governos locais. • Economia global: a economia saiu do controle dos Estados, que hoje se põem a serviço da economia. • Economia é capaz de mudar a realidade de um país controlando o capital. • Estado entra apenas com um controle mínimo sobre a economia. • Ulitraliberalismo : Constituição de oligarquias Político-econômicas e condenação dos “perdedores”.
  23. 23. V. Os pontos cegos do neoliberalismo • Neoliberais invocam valores abstratos, cuja atração eles mesmos postulam, como a “Liberdade”. Liberdade individual ilimitada é defendida, porém há contradição com Montesquieu, que diz que se um poder não é limitado, não pode ser legítimo. • Os homens guiam-se apenas por suas necessidades materiais, outra abstração abusiva. • Exaltar unicamente a liberdade individual faz com que surja a ideia de um ser humano inexistente, na prática. VI. Liberdade e apego • Doutrina humanista (Rousseau): O apego é inerente à condição humana; O apego restringe a liberdade; a liberdade não pode ser um ideal da existência humana.
  24. 24. OS EFEITOS DO NEOLIBERALISMO Cap. 5
  25. 25. • Nos anos 80, Ulrich Beck, um sociólogo alemão, sugeriu que as sociedades ocidentais deixassem a 1° modernidade e chegariam à 2°. Ex:Terapia gênica embrionária, OGM, Bombas nucleares, nanotecnologias. • Aos avanços científicos são controlados por quem as financia e não só pelo conhecimento, se revelando, ao mesmo tempo, promissores e ameaçadores. São controlados pela lógica Neoliberal I. A culpa é da ciência?
  26. 26. • Vínculos presentes na sociedade contemporânea ocidental: 1. IMPESSOAL: relação regida pela lei, pela burocracia. Usado pelo Estado. 2. PESSOAL: a. envolvimento emocional (eu e você); b. envolvimento profissional (vendedor e comprador, professor e aluno). Relação regida por regras estabelecidas entre os envolvidos (contrato). Usada pela economia. • O neoliberalismo faz com que a economia domine a vida social e política, dominando toda a sociedade. II. Recuo da lei III. Perda de sentido • Os atos realizados, seja para produzir bens quer seja para proporcionar serviços, trazem àqueles que os executam uma contrapartida para seu equilíbrio físico e corporal. • O trabalhador realiza seu trabalho, que gera remuneração à ele e gratificação pessoal, por sentir que foi útil para aquele processo. Nesse caso, o indivíduo faz parte de uma comunidade, o reconhecimento dos colegas revigora seu sentimento de existir • “O bom empregado, que receberá promoções, é aquele que se dispõe a sacrificar suas noites para participar de reuniões urgentes, ou seus fins de semana em casa adiantando ou fazendo trabalho- extra.”
  27. 27. IV. Técnicas de management • O termo “managemt” designa, em geral, o conjunto das técnicas de organização e de gestão de uma empresa, destinada a torná-la mais eficaz, gerando mais lucro. • Elas são: 1. Fragmentação de tarefas (Taylorismo e Fordismo) 2. Objetividade dos resultado (evitar distrações [Relações impessoais]) 3. Programação das mentes (compromisso de corpo e mente) 4. Dissimulação das hierarquias • O Lucro é considerado mais importante que as relações pessoais na empresa, no mercado e consequentemente na sociedade.
  28. 28. V. O poder das mídias • Poderes atuais: legislativo, executivo, judiciário, midiático e econômico. • Liberdade de expressão gera desunião, indo contra a democracia. Deve ser relativa e regrada. • A mídia controla o que devemos saber. Quem controla a mídia, • controla a opinião pública. (Ex: Presidente brasileiro Collor de Melo) • “Uma pessoa absorve mais uma propaganda política de 30 segundos com slogan marcante do que um livro, artigo ou reportagem sobre o candidato”. • A mídia abusa da preguiça da massa. • Em países onde a mídia é controlada pelo estado, novas tecnologias servem como uma alternativa para a passagem de informações pela censura. Ex: Primavera Árabe.
  29. 29. VI. A liberdade da palavra pública • A democracia é ameaçada constantemente pela demagocia. O bem-falante, o bom orador, pode obter a convicção (e o voto) da maioria. • Quem tem mais voz na mídia, tem mais controle, mais poder sobre a opnião pública. • Acreditamos tomar sozinhos nossas decisões; mas se todas as grandes mídias, desde manhã até a noite e dia após dia, nos envia a mesma mensagem, a margem da liberdade de que dispomos para formar nossas opiniões fica muito restrita. • Pensamos o que a mídia quer que pensamos
  30. 30. V. OS LIMITES DA LIBERDADE • É preciso manter limites saudáveis à liberdade para evitar abuso de poder. a) Quando o estado abusa do poder. Ex: Nazismo. b) Quando o individuo abusa do poder. Ex: Ataque de 11 de setembro de 2001, aos Estados Unidos. • O anarquismo pleno não é possível na sociedade, pois “O homem é o lobo do próprio homem.” • Na política, é preciso haver equilíbrio entre a direita (apoia a livre circulação de capitais) e a esquerda (apoia a livre circulação de pessoas). • Abandonar a alternativa do “tudo ou nada”.
  31. 31. POPULISMO E XENOFOBIA Cap. 6
  32. 32. I- A ascensão dos populismos • Com o fim da guerra fria, a Europa Ocidental não tinha mais um adversário, um contraste para fixar seus medos, inquietações e suas rejeições. Como forma de resolver isso, eles optaram por descontar esses sentimentos em estrangeiros, em especial os muçulmanos, provocando impulsos de xenofobia e islamofobia. • Fortalecimento dos partidos populistas nas últimas décadas → substituição do rival comunista após o fim da Guerra fria. • Pim Fortuyn: “Contra a Islamização de nossa cultura” • Pia Kjaersgaard : “A Dinamarca para os dinamarqueses” • Vlaams Belang : “ O islã é o inimigo número 1 não só da Europa, mas de todo mundo” • Atualmente, partidos populistas xenofóbicos participam do governo, mas não o dirigem, em nenhum lugar. Porém, devido ao crescente aumento de sua influência, esses partidos podem governar a Europa no futuro.
  33. 33. II- O Discurso populista • Modo de apresentação do populismo : Demagogia • Demagogia = “identificar as preocupações do maior número de pessoas e propor , para aliviá-las, soluções fáceis de compreender mas impossíveis de aplicar.” Exemplos: “Negros são melhores em esportes, enquanto brancos são mais inteligentes” • Discurso do político “Se eu for eleito, melhorarei tudo e diminuirei os impostos” •Impulso na Demagogia •Televisão → imagens impactantes e frases curtas, fáceis de reter “ Três milhões de desempregados, 3 milhões de imigrantes” •Sedução sobrepõe argumentação : orador atraente, com boa dicção, e carismático convence mais. • Conteúdo do discurso populista: • Foca-se no aqui e no agora, aproveitando-se da emoção do momento. • O populista limita-se aos valores e interesses da maioria • Propõe medidas e benefícios imediatos, preferindo continuidade à mudança • Joga com o medo do seu público de ir ao encontro do grupo dos rejeitados • Periferia x centro •O diferente é o inimigo •Extrema direita e Extrema esquerda
  34. 34. III- A Identidade Nacional • O Populismo influencia diretamente a política dos países • 2009 – Sarkozy , presidente da França, cria o Ministério da Identidade Nacional • “Ministério dos Assuntos Islâmicos” • Dificulta a integração de estrangeiros e seus descendentes • Tranqüiliza parte da população autóctone
  35. 35. IV- Abaixo o multiculturalismo: o caso alemão •Multiculturalismo → coexistenciade várias culturas dentro de uma mesma sociedade •Atacado por chefes de governos de direita 1. Chanceler Alemã Angela Markel 2. Primeiro Ministro da Grã- Bretanha David Cameron 3. Presidente francês Sarkozy •Muçulmanos tem mais filhos. •A inteligência é hereditária, os alemães são intelectualmente superiores aos muçulmanos “Nós nos sentimos ligados aos valores cristãos. Quem não aceita isso não tem lugar aqui” MERKEL, Angela.
  36. 36. V- Na Grã- Bretanha e na França •David Cameron relaciona a rejeição ao multiculturalismo à prevenção contra o islã. Segundo ele, os jovens islamitas que não se adaptarem ao país e à identidade britânica tem grande tendência a voltar ao grupo de islamitas e desenvolver atitudes terroristas. •Cameron faz uma distinção entre tolerância passiva e democracia ativa. •Na Grã-Bretanha, o “multiculturalismo” pode ter sentido de descrição de um estado existente e como uma política ativa de estimulo à separação de culturas . •O Presidente francês Sarkozy rejeita o multiculturalismo •A única cultura na qual se pensa em recusar é a islã •A Comunidade francesa realmente não quer mudar seu estilo de vida? Ela já foi modificada por diversos fatores
  37. 37. •VI- Em Torno do véu Islâmico •Exemplos recentes de intervenção do Estado francês para erradicar vestígios de multiculturalismo •Lei → proibição do uso da burca em locais públicos •Lei→ mulheres portadoras de véu proibidas acompanhar os filhos em excursões escolares •Argumentos •Libertar as mulheres → E a liberdade de escolher as próprias roupas? •Devido ao laicismo, não se deve exibir sinais religiosos no ambiente escolar → Por que não se proíbe isso nas casas também? •As mulheres poderiam usar as roupas para esconder armas → não há casos registrados “Seremos tolerantes com vocês desde que vocês se tornem como nós, tanto em suas convicções íntimas quanto em seus hábitos alimentares ou de vestimenta”
  38. 38. VII- Um debate pode esconder o outro • Sentimento de identidade nacional abalada • Seria a razão a presença de estrangeiros? • Causas -> Globalização e individualismo • A “culpa” cai nos estrangeiros/ islãs • Evolução da autoridade -> inquietude •VIII. O Intercâmbio com os estrangeiros • Circulação intensa de pessoas no mundo • Todo país diferencia estrangeiros de seus cidadãos • Xenofobia é condenável, mas xenofilia nem por isso é desejável • Estrangeiro -> dificuldade no reconhecimento social, animosidade dos autóctones • Desculturação é o verdadeiro perigo
  39. 39. IX. Viver melhor juntos •O que facilitar a presença dos estrangeiros e torná-la mais benéfica? Respeito às leis e instituições locais Presença de uma cultura comum Presença de uma memória comum •A imigração contribui para rejuvenescer a população e dar um novo ponto de vista no mundo atual, as imigrações só aumentarão, portanto, é bom tirar o melhor disso •A xenofobia está no âmago do populismo, que tende a crescer, devido a adesão do publico às suas soluções milagrosas, mesmo que sejam ilusórias.
  40. 40. O FUTURO DA DEMOCRACIA Cap. 7
  41. 41. I. A democracia: sonho ou realidade? • A democracia é um valor que todos prezam independentemente de sua origem pois nela temos maior liberdade individual e de imprensa, maior controle popular sobre o Estado, maior chance de escapar do domínio dos amigos do poder sobre a economia, prosperidade e pluralismo. • A democracia deve ser conquistada. • Antigamente conquistar a democracia significava também unir-se às prósperas nações ocidentais, e hoje não mais. • Democracia X populismo • Poderes individuais que escapam a todo controle e limitação - ( O estado é incapaz ou pouco desejoso de deter as multinacionais) II. O inimigo em nós • Estado de brutalização ao invés do de civilização • Populismo, xenofobia, messianismo e ideologia ultraliberal • “As mutações atuais não resultam de um complô nem de uma intenção maligna, e por isso são difíceis de frear. Elas provém de uma evolução das mentalidades”
  42. 42. ● Recuperar o entusiasmo do projeto democrático e equilibrar melhor seus grandes princípios: poder do povo, fé no progresso, liberdades individuais, economia de mercado, direitos naturais, sacralização do humano ● É necessário levar em conta não só os seres humanos, mas também o ambiente natural em que vivem ● Negociação melhor que dominação, devido às divergências de interesses ● Harmonia Universal o A Europa agiu unida para responder à crise, uma oportunidade de se unirem (primavera árabe) o Pluralismo, há uma grande disseminação de culturas pela Europa
  43. 43. III. Rumo a uma renovação? • Recuperar o entusiasmo do projeto democrático e equilibrar melhor seus grandes princípios: poder do povo, fé no progresso, liberdades individuais, economia de mercado, direitos naturais, sacralização do humano • É necessário levar em conta não só os seres humanos, mas também o ambiente natural em que vivem • Negociação melhor que dominação, devido às divergências de interesses • Harmônia Universal • A Europa agiu unida para responder à crise, uma oportunidade de se unirem (primavera árabe) • Pluralismo, há uma grande disseminação de culturas pela Europa
  44. 44. “A democracia está doente de seu descomedimento: a liberdade torna-se tirania, o povo se transforma em massa manipulável, o desejo de promover o progresso se converte em espírito de cruzada. A economia, o Estado e o direito deixam de ser meios destinados ao florescimento de todos e participam agora de um processo de desumanização. Viver numa democracia continua sendo preferível à submissão a um Estado totalitário, a uma ditadura militar ou a um regime feudal obscurantistas. Mas, corroída assim por seus inimigos íntimos, engendrados por ela mesma, a democracia já não está à altura de suas promessas.”
  45. 45. TZVETAN, Todorov. Os inimigos íntimos da democracia. São Paulo, Companhia das Letras, 2012.

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