Lição 4 elias e os profetas de baal

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Comentário da 4ª Aula, da EBD, ELIAS E OS PROFETAS DE BAAL.

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Lição 4 elias e os profetas de baal

  1. 1. ELIAS E OS PROFETAS DE BAALAPRESENTAÇÃOVivemos em um contexto religioso no qual há inúmeros falsos profetas tentando atormentar avida daqueles que servem ao Senhor Jesus. O pior é que estes (falsos profetas) em geralconhecem os sentimentos, as necessidades existenciais e circunstanciais, a falta de preparoespiritual e conhecimento da Palavra, das pessoas que os ouvem, principalmente na televisão.Esta lição nos mostra como podemos refutar os intentos dos falsos mestres, falsos profetas efalsos deuses. Sejamos pois, homens e mulheres compromissados com a verdade e somente averdade em Cristo Jesus. Boa aula.Texto base:1 Reis 18.36-40.36 - Sucedeu, pois, que, oferecendo-se a oferta de manjares, o profeta Elias se chegou edisse: Ó SENHOR, Deus de Abraão, de lsaque e de Israel, manifeste-se hoje que tu és Deusem Israel, e que eu sou teu servo, e que conforme a tua palavra fiz todas estas coisas.37 - Responde-me, SENHOR, responde-me, para que este povo conheça que tu, SENHOR, ésDeus e que tu fizeste tornar o seu coração para trás.38 - Então, caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, eainda lambeu a água que estava no rego.39 - O que vendo todo o povo, caiu sobre os seus rostos e disse: Só o SENHOR é Deus! Só oSENHOR é Deus!40 - E Elias lhes disse: Lançai mão dos profetas de Baal, que nenhum deles escape. Elançaram mão deles; e Elias os fez descer ao ribeiro de Quisom e ali os matou.Outras referências: Êx 12.38; 2 Rs 1.2,3; 2 Rs 10.11.OBJETIVOSDestacar a importância de se confrontar os falsos deuses.Explicar quais são os perigos de dar crédito aos falsos profetas.Conscientizar-se da necessidade de confrontar a falsa adoração.INTRODUÇÃO- O confronto de Elias com os profetas de Baal (1 Rs 18), foi um dos fatos mais importantes dahistória bíblica, tal confronto culminou com a vitória de Elias sobre os falsos profetas.- Esta vitória contribuiu para a continuidade da existência de Israel como povo a quem Deushavia escolhido para cumprir seu propósito salvífico com a humanidade (Gn 12.3; Gl 3.8; Rm3.2).- Nesta lição, estudaremos como o profeta Elias foi usado pelo Senhor para confrontar eenvergonhar os profetas de Baal.- O confronto e a vitória sobre os falsos profetas e o falso deus Baal, resultou na renovação daaliança do povo de Israel com o verdadeiro Deus, voltando assim a praticar a verdadeiraadoração.I. CONFRONTANDO OS FALSOS DEUSESConfrontar. Ficar frente a frente; comparar.Falso: Contrário à realidade; em que há falsidade.1. Conhecendo o falso deus Baal.
  2. 2. - Apesar de havermos visto várias características sobre o falso deus Baal, veremos maisalgumas peculiaridades inerentes a esta falsa deidade, e assim entender porque ele causavatanto fascínio no mundo cananeu e também em Israel.Baal. A primeira ocorrência do substantivo ba’al, está em (Gn 14.13), o significado primário dosubstantivo ba’al é “possuídor” e ocorre 84 vezes no Antigo Testamento, sendo 15 vezes com osignificado de “marido” e 50 vezes como uma referência a uma “deidade”.Baal.1. Como “possuidor” ocorre em Is 1.3;2. Como “marido”, seria um significado secundário, em razão de aparecer literalmente nasescritura a frase “dono da mulher”, podendo ser traduzido por “marido” (Ex 21.3,22);3. Como uma “deidade” que não seja o Deus de Israel. Era o nome comum dado ao deus dafertilidade em Canaã. Muitas cidades fizeram de Baal um deus local e o honravam com atos deadoração: Baal Peor (Nm 25.5), Baal Berite, em Siquém (Jz 8.33), Baal Zebube, em Ecrom (2Rs 1.2-16), Baal Zefom (Nm 33.7) e Baal Hermom (Jz 3.3).2. Identificando a falsa divindade Aserá.- Aserá. Uma deusa da Síria e de Canaã, que representava a fertilidade, enquanto Ba’al seria odeus da fertilidade, Aserá, seria a deusa da fertilidade, conforme a crença cananéia.- Mencionam-se suas imagens em (1 Rs 15.13); seus profetas em (1 Rs 18.19); os utensíliosutilizados nos cultos em (2 Rs 23.4b).- Poste-ídolo, a primeiro momento quando lemos nos dá a impressão que é um “suporte” parase colocar os ídolos, de maneira que ficasse alto para que todos pudessem ver. Mas narealidade seria um tronco de uma árvore, ou um poste, representando a deusa Aserá(Ex.34.13; 1 Rs 15.13; 2 Rs 21.7).- Bosque. A palavra é traduzida “Aserá” na Versão brasileira e Poste-ídolo na Edição Revisada.Não era um bosque conforme (Jz 6.25 e 2 Rs 23.6), assim podemos concluir que a palavrabosque tem o mesmo significado de Poste-ídolo, ambos eram feitos de troncos de árvores pararepresentar a deusa Aserá.II. CONFRONTANDO OS FALSOS PROFETASNeste ponto temos que fazer uma comparação entre o verdadeiro e o falso profeta, pois hámuitos profetas de Baal em nosso meio.1. Profetizavam sob encomenda.- Ao contrário dos profetas de Baal, Elias não se vendeu ao sistema político-religioso de suaépoca, conforme (1 Reis 18.19). Elias nos mostra que nenhum sistema é profético, nenhumprofeta pertence ao sistema ou deve estar preso a este.- Já os profetas de Baal, trabalhavam para um sistema sujo e imoral, e profetizavam o queagradava a corte real, ou seja, tais profetas, agradavam ao rei Acabe e sua esposa Jezabel, éo que podemos concluir desse episódio, para entendermos melhor como agiam esses falsosprofetas no reino de Acabe. (1 Rs 22.5,6).- Conforme (1 Rs 22.6 e Cr 18.5), esses profetas acompanhavam o rei Acabe em suas tarefasreais e profetizavam conforme os seus interesses.- Elias, porém não estava preso ao sistema político de sua época, da mesma forma queMicaías (1 Rs 22.8), ainda que isto custe um alto preço, isso é visto nos tempos dos apóstolose vemos até hoje.
  3. 3. - Os homens de Deus devem seguir os conselhos dos apóstolos (At 5.29; 1 Ts 2.4);- A Igreja de Cristo deve estar alerta, conforme orientações (2 Pe 2.1).2. Eram mais numerosos.- Acabe e sua esposa Jezabel havia institucionalizado a idolatria no reino do Norte (1 Rs16.32,33).- Baal e Aserá não eram apenas os deuses principais, mas também os oficiais, era comumencontrar em suas casas um lugar reservado para se colocar uma imagem desses deuses (Jr19.13; 32.29), tamanha era sua popularidade.- Para encucar na mente do povo a nova religião, eram necessários ministrações diárias, paraisso haviam no reino de Acabe 850 falsos profetas, sendo 450 à disposição da adoração a Baale mais 400 à disposição da adoração a Aserá (1 Rs 18.19).- Deus da mesma forma que deu vitória a Elias no monte Carmelo foi o mesmo que deu vitóriaa Davi contra Golias, foi o mesmo que deu vitória a Josafá (2 Cr 20.15), não importa a multidãoque esteja contra nós, a peleja não é nossa – é do Senhor.III. CONFRONTANDO A FALSA ADORAÇÃO1. Em que ela imita a verdadeira.- Por certo, da mesma forma que fez Jeroboão em (1 Rs 12.31-33), que seria uma imitação dafesta dos Tabernáculos. Acabe fez o mesmo, pois este seguiu os passos daquele, nasadorações a Baal havia altar, música, danças e também havia sacrifícios (Jr 19.13).- Podemos ver que o falso culto tenta copiar, ou reproduzir, o verdadeiro.- Encontramos ainda hoje dezenas de religiões e seitas tentando produzir fogo santo e nãologram qualquer êxito. Somente o verdadeiro culto a Deus faz descer fogo do céu (1 Rs 18.38).2. No que ela se diferencia da verdadeira.- Conforme (1 Rs 18) podemos extrair algumas considerações essenciais.ADORAÇÃO VERDADEIRA:- Firma-se na revelação de Deus na história (1 Rs 18.36). Ex: Abraão, Isaque e Jacó, forampessoas reais assim como foram reais as ações de Deus em suas vidas;- Envolve o adorador no culto. Ex: Elias disse: “E que eu sou teu servo” (1 Rs 18.36);- Utiliza a Palavra de Deus para concretizar seus planos e propósitos (1 Rs 18.36);- Recebida e procurada por Deus (Jo 4.24).- Produz verdade;- Produz sinceridade;- Produz sentimento nobre;- Produz arrependimento;- Produz bom caráter;- Produz entrega voluntária.ADORAÇÃO FALSA- Produz mentira;- Produz dissimulação;- Produz sentimento egoísta;- Produz espetáculo;- Produz um mau caráter;- Produz avareza e ganância.
  4. 4. IV. CONFRONTANDO O SINCRETISMO RELIGIOSO ESTATALEsse tema é muito atual, pois é comum tal prática em algumas igrejas que levam o nome deCristo. Contudo, trazem em seus cultos, muitos “amuletos” (objeto que representam ou seatribui poder) que servem para “materializar” a fé dos ouvintes com o objetivo de alcançar seusobjetivos.1. O perigo do sincretismo religioso.- Sincretismo. A fusão de elementos culturais diferentes, ou até antagônicos, em um sóelemento, continuando perceptíveis alguns sinais originais.- Isso era exatamente o que estava acontecendo com os judeus no reino do Norte durante ogoverno de Acabe, pois coxeavam em dois pensamentos (1 Rs 18.21), em outras palavrashavia uma mistura na adoração ao verdadeiro Deus. Essa e problema da “mistura” do cultohebreu com outras crenças foi uma ameaça bem presente ao longo da história de Israel (Êx12.38; Ne 13.3).- O sincretismo religioso é uma ameaça fatal ao povo de Deus, conforme (Ap 3.16).2. A resposta divina ao sincretismo.- Após o Senhor responder com fogo à oração de Elias (1 Rs 18.38), este deu instrução aopovo para matarem, literalmente, os profetas de Baal, pois sem os profetas não haveria cultoao deus falso Baal. Para tanto, a orientação de Elias deveria ser cumprida (1 Rs 18.40).- A decisão de Elias não foi tomada por sua própria conta, mas seguia a orientação divina dadapelo Senhor a Moisés (Dt 13.12-18; 20.12-13).- Os Cristãos devem ter em mente que o Nosso Deus é ruptura com TUDO o que é contrário àSua Natureza, Deus não compartilha com a mistura, Ele não divide sua Glória com ninguém,seja homem, seja um falso deus ou qualquer outra coisa, quem assim o faz, incorre emdesobediência à Palavra de Deus (Mt 6.24).CONCLUSÃO- O desafio do profeta Elias contra os profetas de Baal foi muito além de uma simples luta dobem contra o mal. Ele serviu para demonstrar quem de fato era o Deus verdadeiro e, portanto,merecedor de toda adoração. Foi decisivo para fazer retroceder o coração do povo até entãodividido. Mostrou que o pecado deve ser tratado como pecado e que a decisão de extirpá-lodeve ser tomada com firmeza.- A luta contra a falsa adoração continua ainda hoje por parte dos que desejam ser fiéis a Deus.Não há como negar que ao nosso redor ecoam ainda os dons advindos de vários cultos falsos,alguns deles travestidos da piedade cristã. Assim como Elias, uma igreja triunfante develevantar a sua voz a fim de que a verdadeira adoração prevaleça.BIBLIOGRAFIAO.S. BOYER. Pequena Enciclopédia Bíblica. 7ª ed., SP: VIDA, 2000.W.E.VINE; MERRIL F. UNGER; WILLIAM WHITE JR. Dicionário VINE. 6ª ed., RJ: CPAD,2006.Bíblia de Estudo – SHEDD, 2ª ed., rev. e atual. no Brasil, SP: Vida Nova, 1997.

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