Rei d sancho

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Rei d sancho

  1. 1. D. Sancho I<br />O povoador<br />
  2. 2. D. Sancho I – Um pouco de história<br />Quarto filho do monarca Afonso Henriques, foi baptizado com o nome de Martinho, por haver nascido no dia do santo com o mesmo nome, e não estaria preparado para reinar; no entanto, a morte do seu irmão mais velho, D. Henrique, quando contava apenas três anos de idade, levou à alteração da sua onomástica para um nome mais hispânico, ficando desde então Sancho Afonso.<br />Em 1170, Sancho foi armado cavaleiro pelo seu pai logo após o acidente de D. Afonso Henriques em Badajoz e tornou-se seu braço direito, quer do ponto de vista militar, quer do ponto de vista administrativo. Nestes primeiros tempos de Portugal enquanto país independente, muitos eram os inimigos da coroa, a começar pelo reino de Castela e Leão que havia controlado Portugal até então. Para além do mais, a Igreja Católica demorava em consagrar a independência de Portugal com a sua bênção. Para compensar estas falhas, Portugal procurou aliados dentro da Península Ibérica, em particular o reino de Aragão, um inimigo tradicional de Castela, que se tornou no primeiro país a reconhecer Portugal. O acordo foi firmado 1174 pelo casamento de Sancho, então príncipe herdeiro, com a infanta Dulce Berenguer, irmã mais nova do rei Afonso II de Aragão.<br />Com a morte de Afonso Henriques em 1185, Sancho I torna-se no segundo rei de Portugal. Tendo Coimbra como centro do seu reino, Sancho deu por finda as guerras fronteiriças pela posse da Galiza e dedicou-se a guerrear os Mouros localizados a Sul. Aproveitou a passagem pelo porto de Lisboa dos cruzados da terceira cruzada, na primavera de 1189, para conquistar Silves, um importante centro administrativo e económico do Sul, com população estimada em 20.000 pessoas. Sancho ordenou a fortificação da cidade e construção do castelo que ainda hoje pode ser admirado. A posse de Silves foi efémera já que em 1190 Abu Yusuf Ya'qub al-Mansur cercou a cidade de Silves com um exército e com outro atacou Torres Novas, que apenas conseguiu resistir durante dez dias, devido ao rei de Leão e Castela ameaçar de novo o Norte.<br />Sancho I dedicou muito do seu esforço governativo à organização política, administrativa e económica do seu reino. Acumulou um tesouro real e incentivou a criação de indústrias, bem como a classe média de comerciantes e mercadores. Sancho I concedeu várias cartas de foral principalmente na Beira e em Trás-os-Montes: Gouveia (1186), Covilhã (1186), Viseu (1187), Bragança (1187), etc, criando assim novas cidades, e povoando áreas remotas do reino, em particular com imigrantes da Flandres e Borgonha. O rei é também lembrado pelo seu gosto pelas artes e literatura, tendo deixado ele próprio vários volumes com poemas. Neste reinado sabe-se que alguns portugueses frequentaram universidades estrangeiras e que um grupo de juristas conhecia o Direito que se ministrava na escola de Bolonha. Em 1192 concedeu ao mosteiro de Santa Cruz 400 morabitinos para que se mantivessem em França os monges que lá quisessem estudar.<br />
  3. 3. Árvore genealógica <br />Primeira Dinastia (de Borgonha ou Afonsina)<br />D. Henrique<br />D. Teresa<br />D. Afonso Henriques<br />D. Mafalda<br />D. Sancho I<br />D. Dulce<br />D. Afonso II<br />D. Urraca<br />
  4. 4. D. Sancho I - Filhos<br />Casou em 1174 com D. Dulce, que  nasceu em 1152 e morreu em Coimbra a 1 de Setembro de 1198, filha do conde de Barcelona, Raimundo Berenguer IV, rei de Aragão, e de D. Petronilha. Tiveram os seguintes filhos:<br /><ul><li>1. D. Teresa,
  5. 5. 2. D. Sancha
  6. 6. 3. D. Constança
  7. 7. 4. D. Afonso II, que herdou a coroa
  8. 8. 5. D. Pedro
  9. 9. 6. D. Fernando
  10. 10. 7. D. Henrique
  11. 11. 8. D. Raimundo
  12. 12. 9. D. Mafalda
  13. 13. 10. D. Branca
  14. 14. 11. D. Berengária, nasceu em 1195; e foi rainha da Dinamarca, em 1214, pelo seu casamento com Valdemar II (1202-1241), morreu em 1221. </li></ul>O monarca teve os seguintes bastardos de D. Maria Aires, de Fornelos: <br /><ul><li>12. D. Martim Sanches
  15. 15. 13. D. Urraca Sanches</li></ul>De D. Maria Pais Ribeira, a célebre Ribeirinha, filha de D. Paio Moniz: <br /><ul><li>14. D. Rodrigo Sanches
  16. 16. 15. D. Gil Sanches
  17. 17. 16. D. Nuno Sanches
  18. 18. 17. D. Maior Sanches
  19. 19. 18. D. Constança Sanches
  20. 20. 19. D. Teresa Sanches</li></li></ul><li>Foi um grande administrador, tendo acumulado no seu reinado, um verdadeiro tesouro. Protegeu a fomentou a indústria, o povoamento das terras foi uma das suas maiores preocupações, criou concelhos e concedeu cartas de foral. Conquistou Silves, que era na altura uma cidade com 20.000 a 30.000 habitantes a uma das mais ricas cidades do ocidente peninsular a também Albufeira.  <br />Passou a intitular-se rei de Portugal a dos Algarves. Perdeu-se novamente Silves a os mouros reconquistaram novamente Alcácer, Palmela a Almada, ficando apenas Évora na mão dos portugueses.  <br />Grande conflito surgiu durante o seu reinado com o prelado da cidade do Porto, tendo-se o rei oposto ao clero duma maneira extraordinária. No final da sua vida reconciliou-se com o clero.  <br />No campo da cultura, o próprio rei foi poeta a enviou muitos bolseiros portugueses a universidades estrangeiras. <br />Estátua de D. Sancho I frente ao Castelo de Torres Novas - trabalho de João Cutileiro<br />O seu túmulo encontra-se no Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, ao lado do túmulo do pai.<br />D. Sancho I - Feitos<br />
  21. 21. FIM<br />

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