Aula Programa Nacional de Imunizacao

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PNI - Programa Nacional de Imunização

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Aula Programa Nacional de Imunizacao

  1. 1. ENFERMAGEM EM SAÚDE PÚBLICA Profª Enf. Emília Rosendo de Sousa Pinto
  2. 2. PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO - PNI O PNI foi criado em 1973, com o objetivo de normatizar a imunização em nível nacional, assim, contribuindo para o controle ou erradicação das doenças infecto-contagiosas e imunopreveníveis, como exemplo: a poliomielite, sarampo, difteria, tétano, coqueluche, tuberculose e outras.
  3. 3. IMUNIZAÇÃO Imunidade passiva naturalmente adquirida: é de curta duração e pode ser obtida por transferência da mãe para o filho (placenta, amamentação). Imunidade passiva artificialmente adquirida: também de curta duração, é obtida pela administração de soros e imunoglobulina humana. Imunização é o processo que confere proteção (imunidade) ao organismo através de anticorpos de ação especifica contra os agentes infecciosos causadores de doenças. .
  4. 4. Imunidade ativa naturalmente adquirida: é duradoura, obtida através de infecção ou doença. Imunidade ativa artificialmente adquirida: duradoura, obtida pela inoculação de vacinas. A vacina é o recurso pelo qual pode se desenvolver artificialmente a imunidade ativa. Antígeno: porção ou produto de um agente biológico capaz de estimular a formação de anticorpos. Anticorpos: Proteínas especiais do organismo que protegem contra vírus e bactéria. IMUNIZAÇÃO
  5. 5. PESSOAA SER IMUNIZADA O programa de imunização visa, em primeira instância, a ampla extensão da cobertura vacinal, para alcançar adequado grau de proteção imunitária da população contra as doenças transmissíveis por ele abrangidas. Entretanto, observa-se, com frequência, a ocorrência de contraindicações desnecessárias, baseadas em conjecturas teóricas ou em conceitos desatualizados, com perda da oportunidade do encontro do indivíduo com o serviço de saúde e consequente comprometimento da cobertura vacinal. VACINAÇÃO
  6. 6. VACINAÇÃO CONTRA-INDICAÇÕES GERAIS PARAA VACINAÇÃO As vacinas de vírus vivos atenuados ou bactérias atenuadas, não devem ser administrados: • Em pessoas com imunodeficiência adquirida (HIV) ou congênitas; • Em pacientes com neoplasias (câncer) malignas; • Durante a gravidez, salvo alto risco de exposição, como febre amarela; • Em indivíduos que estão em tratamento com corticosteroide em altas dosagens ou outras terapêuticas imunossupressoras, como quimioterapia, radioterapia etc.
  7. 7. VACINAÇÃO Adiamento da vacinação •Após tratamento com imunossupressores ou altas doses de corticoesteróides até três meses após o tratamento; •Após transfusões sanguíneas ou de hemoderivados , pois os anticorpos podem neutralizar o efeito vacinal. Deve-se aguardar de 6 a 8 semanas para reiniciar o esquema de vacinação; •Em doença aguda febril grave, para que os sinais e sintomas da doença não sejam confundidos ou atribuídos com possíveis efeitos adversos da vacina.
  8. 8. VACINAÇÃO FALSAS CONTRA-INDICAÇÕES  Tosse, coriza, diarreia leve ou moderada, doenças de pele;  História e(ou) diagnóstico clínico pregressos de hepatite B, tuberculose, tétano, difteria, coqueluche, sarampo, caxumba, rubéola, poliomielite e febre amarela em suas respectivas vacinas;  Desnutrição;  Uso de qualquer antimicrobiano;  Vacinação contra a raiva;  Doença neurológica pregressa ou estável;  Alergias (exceto as que se relacionam com os componentes vacinais);  Em tratamentos curtos com corticoesteróides, uso para manutenção fisiológica ou em doses baixas ou moderadas;  Baixo peso ao nascimento (com exceção da BCG) ou prematuridade;  Em casos de internação hospitalar.
  9. 9. VACINAÇÃO VACINAS Produto farmacêutico que contém agentes imunizantes capazes de induzir imunização ativa. Associação de Vacinas: • Vacinação combinada: quando dois ou mais agentes imunizantes são administrados em uma mesma preparação (exemplos: vacina DTP, contra a difteria,a coqueluche e o tétano,e trivalente contra o sarampo,a caxumba e a rubéola). • Vacinação simultânea: quando várias vacinas são administradas em diferentes locais ou por diferentes vias. Assim, em um mesmo atendimento podem ser aplicadas simultaneamente as vacinas DPT-Hib (intramuscular), contra a poliomielite (oral), BCG (intradérmica), contra a hepatite B (intramuscular), contra a febre amarela e contra o sarampo, a rubéola e a caxumba (subcutâneas).
  10. 10. VACINAÇÃO Tipos de Vacinas: • Atenuada: Uma versão enfraquecida do vírus se reproduz no corpo, e o sistema imunológico o combate como se fosse o original. Exemplos: vacina contra sarampo. • Conjugada: A vacina é turbinada com uma proteína, e a resposta do corpo fica mais potente, eficaz e duradoura. Exemplos: vacina pneumocócica 10 e meningocócica C. • Combinada: Uma única aplicação reúne diferentes vírus e bactérias - o que imuniza a pessoas contra varias doenças de uma só vez. • Exemplos: tríplice bacteriana e tríplice viral. • Inativada: É usado o agente infeccioso morto - ou só um pedacinho dele. Com isso, elimina-se o ínfimo risco de a vacina desenvolver a doença. Exemplos: vacinas contra raiva e tétano. • Recombinante: Usa vírus geneticamente modificados, semelhantes aos que nos atacam, mas que jamais provocam a doença. Exemplos: vacina contra hepatite B e HPV.
  11. 11. VACINAÇÃO EVENTOS ADVERSOS PÓS-VACINAÇÃO Entende-se por evento adverso pós-vacinação (EAPV) qualquer ocorrência clínica indesejável em indivíduo que tenha recebido algum imunobiológico. Um evento que está temporalmente associado ao uso de uma vacina nem sempre tem relação causal com a vacina administrada. Esses eventos podem ser relacionados à composição da vacina, aos indivíduos vacinados, à técnica usada em sua administração ou a coincidências com outros agravos. A partir da sua localização, os eventos adversos podem ser locais ou sistêmicos e, de acordo com sua intensidade, podem ser leves, moderados ou severos (graves). De acordo com o Manual de Vigilância Epidemiológica de Eventos Adversos Pós-Vacinação, é considerado evento adverso grave aquele que: • Necessite de hospitalização por pelo menos 24 horas; • Gere incapacidade significativa ou persistente (sequela); • Resulte em anomalias congênitas; • Cause ameaça à vida (necessidade de intervenção imediata para evitar o óbito), ou Leve ao óbito.
  12. 12. VACINAÇÃO Orientações gerais sobre as vias de administração de vacinas. - O local mais indicado para injeções intradérmicas é a face anterior do antebraço; - O volume máximo indicado a ser introduzido por essa via é 0,5 ml; - A vacina BCG-ID tem 0,1 de volume; - A limpeza de pele suja deverá ser feita com água e sabão; - O álcool comum não deve ser utilizado porque tem baixa volatilidade e baixo poder antisséptico; - Em situações especiais (ambiente hospitalar ou zona rural) utilizar álcool a 70%; - Na injeção intradérmica não e indicada a limpeza com álcool para evitar uma possível interação com o liquido injetado; - A via subcutânea é apropriada para a administração de soluções não irritantes, num volume máximo de 1,5 ml, que necessitam ser absorvidas lentamente, assegurando uma ação contínua; - Os locais mais indicados para injeções subcutâneas são: terço proximal do deltoide, face superior externa do braço, face anterior da coxa e face anterior do antebraço.
  13. 13. VACINAÇÃO Orientações gerais sobre as vias de administração de vacinas. - Observar a seguinte angulação: 30º para pessoas magras; 45º para pessoas normais e 60º para pessoas obesas. - Fazer leve compressão com algodão seco; - Na via intramuscular a solução é introduzida dentro do tecido muscular; - E apropriada para administração de soluções irritantes (aquosas ou oleosas) em volumes ate 5 ml. A absorção e rápida e o efeito e imediato; - Os locais selecionados devem estar distantes dos grandes nervos e vasos sanguíneos. Os mais utilizados são: o vasto lateral da coxa, o dorso glúteo ou o musculo grande glúteo e o deltoide; - Em crianças com pouca massa muscular utilizar a angulação de 60º, em sentido podálico.
  14. 14. VACINAÇÃO
  15. 15. VACINAÇÃO CONTRAA TUBERCULOSE  Produto:Vacina BCG liofilizada, obtida por Calmette e Guérin pela atenuação do Mycobacterium bovis.  Idade: a partir do nascimento;  Dose: Dose única de 0,1 mL, em qualquer idade.  Via de aplicação: Rigorosamente intradérmica, no braço direito, na altura da inserção inferior do músculo deltóide.  Contra-indicação: além das gerais, está contra indicado na presença de afecções dermatológicas extensas; crianças com peso inferior a 2000g (devido à escassez de tecido dérmico); HIV+/AIDS em adultos; crianças com AIDS.  Conservação da vacina: Em geladeira, entre 2 e 8ºC. A vacina inativa-se rapidamente quando exposta a raios solares diretos; entretanto, a luz artificial não causa danos. VACINAÇÃO
  16. 16. VACINAÇÃO CONTRAA HEPATITE B  Produto: Vacina subunitária contendo antígeno de superfície do vírus da hepatite B (AgsHB) purificado obtido por engenharia genética, contendo hidróxido de alumínio como adjuvante.  Idade: A partir do nascimento, o mais precocemente possível.  Dose: três doses (0, 1 e 6) com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose. Aqueles com esquema incompleto, completar o esquema. Para a vacinação rotineira, outros esquemas poderão ser utilizados, respeitados os intervalos mínimos entre as doses, para permitir a coincidência com o emprego de outras vacinas, uma vez que não há comprometimento da eficácia nem aumento dos eventos adversos quando outras vacinas são administradas simultaneamente. Ex (esquema 0,2,6).  Via de aplicação: IM no vasto lateral da coxa em crianças menores de dois anos de idade, ou no deltóide acima desta faixa etária. A vacina não deve ser aplicada na região glútea.  Contra-indicação: Ocorrência de reação anafilática após a aplicação de dose anterior.  Conservação da vacina: Em geladeira, entre 2º e 8ºC, não devendo ser congelada. (O congelamento da vacina compromete a sua eficácia) VACINAÇÃO
  17. 17. VACINAÇÃO CONTRA O ROTAVIRUS  Produto: Vacina oral, líquida, monovalente.  Idade: A partir de dois meses. A primeira dose pode ser aplicada a partir de 1 mês e 15 dias (seis semanas) até três meses e sete dias de idade (14 semanas). O esquema vacinal não pode ser iniciado em crianças com mais de 3 meses e sete dias de idade. segunda dose pode ser aplicada a partir dos três meses e sete dias (14 semanas) até os cinco meses e quinze dias de idade (24 semanas), respeitando-se o intervalo mínimo de quatro semanas entre a primeira e a segunda dose.  Doses: Duas doses, aos 2 e 4 meses, com intervalo mínimo de quatro semanas.  Via de aplicação: Oral.  Contra-indicações: Imunodeficiências primárias ou secundárias; Reação anafilática aos componentes da vacina ou à dose anterior; Doença crônica gastrintestinal, má-formação do trato digestivo e história prévia de intussuscepção.  Conservação: Em geladeira, entre 2º e 8ºC, não devendo ser congelada. VACINAÇÃO
  18. 18. VACINAÇÃO CONTRA A POLIOMIELITE  Produto: Trivalente, contendo os três tipos de poliovírus (1, 2 e 3), atenuados.  Idade: A partir dos dois meses.  Doses: Para a vacinação básica, três doses, com intervalo de dois meses entre elas (mínimo de quatro semanas). 1. Primeiro reforço: Uma dose seis a 12 meses após o término da vacinação básica. 2. Segundo reforço: Uma dose entre quatro e seis anos de idade.  Via de aplicação: Oral.  Contra-indicações: Recomenda-se adiar a aplicação da vacina em casos de diarreias graves e/ou vômitos intensos. Para comunicantes de pessoas imunodeprimidas administrar preferentemente a vacina inativada contra poliomielite (Salk).  Conservação: Em geladeira, entre 2 e 8ºC. O congelamento não altera a potência da vacina. VACINAÇÃO
  19. 19. VACINAÇÃO CONTRA DIFTERIA, COQUELUCHE, TETANO E HAEMOPHILUS INFLUENZA TIPO B (PENTAVALENTE)  Idade: A partir de dois meses (a idade mínima é de seis semanas). A vacina DTP pode ser aplicada até seis anos, 11 meses e 29 dias. Para a vacinação básica, três doses, com intervalos de dois meses (mínimo de quatro semanas).  Doses: Para a vacinação básica, três doses (dose de 0,5 ml) com intervalo de dois meses entre elas (mínimo de quatro semanas). 1. Primeiro reforço: Uma dose seis a 12 meses após o término da vacinação básica. 2. Segundo reforço: Uma dose entre quatro e seis anos de idade. 1. Primeiro reforço - Uma dose seis a 12 meses após o término da vacinação básica. 2. Segundo reforço - Uma dose entre quatro e seis anos de idade. Produto: Contra Difteria / Tétano / Coqueluche / Hepatite B / Doenças invasivas causadas por Haemóphilus influenzae do tipo B. VACINAÇÃO
  20. 20. VACINAÇÃO CONTRA DIFTERIA, COQUELUCHE, TETANO E HAEMOPHILUS INFLUENZA TIPO B (PENTAVALENTE)  Via de aplicação: Intramuscular profunda, no vasto lateral da coxa ou na região glútea; em crianças acima de dois anos pode ser usada a região deltóide.  Contra-indicações: Para a vacina Hib a ocorrência de reação anafilática após a aplicação de dose anterior. A vacina tríplice (DTP) não deve ser utilizada em crianças com quadro neurológico em atividade e naquelas que tenham apresentado, após sua aplicação, qualquer das seguintes manifestações: 1. Convulsões nas primeiras 72 horas após a aplicação da vacina; 2. Episódio hipotônico-hiporresponsivo, nas primeiras 48 horas após a aplicação da vacina; 3. Encefalopatia sete dias após a aplicação da vacina; 4. Reação anafilática.  Conservação: Em geladeira, entre 2 e 8ºC. congelamento da vacina inativa os componentes da vacina DTP VACINAÇÃO
  21. 21. VACINAÇÃO CONTRA DIFTERIA E O TETANO  Produto: Existem dois tipos de vacinas contra a difteria e o tétano:  Vacina dupla tipo adulto (dT) Vacina dupla tipo infantil (DT).  Indicação: Vacina dupla tipo adulto (dT) - Indicada para crianças a partir de sete anos de idade, adolescentes e adultos que não tenham recebido vacina DTP (ou dupla tipo infantil), ou cujo estado imunitário seja desconhecido. Vacina dupla tipo infantil (DT) - Indicada em crianças até seis anos e 11 meses de idade que tenham contra-indicação médica formal de receber o componente pertussis da vacina tríplice (DTP).  Doses: Vacina dupla tipo adulto (dT) - Duas doses com intervalo de dois meses (mínimo de quatro semanas) e a terceira dose seis meses após a segunda - OU - Três doses com intervalo de dois meses entre elas (mínimo de quatro semanas). Vacina dupla tipo infantil (DT) - Seguir o esquema referente à vacina tríplice (DTP). Todas as pessoas a partir dos sete anos de idade, que tenham recebido vacinação básica e reforço com DTP, DT ou dT devem receber reforços de dupla tipo adulto (dT), a cada dez anos (sugere-se as idades de 15, 25, 35 anos etc., o que facilita a memorização). VACINAÇÃO
  22. 22. VACINAÇÃO CONTRA DIFTERIA E O TETANO  Via de aplicação: Intramuscular na região do deltóide, do glúteo ou do vasto lateral da coxa.  Contra-indicações: As contra-indicações são apenas as referidas nas Considerações Gerais.  Conservação: Em geladeira, entre 2 e 8ºC. O congelamento da vacina inativa os componentes da vacina dT. VACINAÇÃO
  23. 23. VACINA dT PARA GESTANTE  São três doses, com intervalo de 60 dias entre as doses . (Também é possível considerar o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses, para não haver perda de oportunidade de vacinação). Caso a gestante tenha recebido a última há mais de 05 anos, deve-se antecipar o reforço tão logo seja possível. A última dose deve ser feita no máximo até 20 dias antes data provável do parto.  Gestante não vacinada e ou com situação vacinal desconhecida: iniciar esquema o mais precocemente possível, independente da idade gestacional; - esquema incompleto (1 ou 2 doses): em qualquer período gestacional, completar esquema, com intervalo de 60 dias entre as doses. Fazer a última dose no máximo até 20 dias antes da data provável do parto; - esquema completo, sendo a última dose feita há mais de 5 anos: administrar dose de reforço tão logo seja possível, em qualquer período gestacional; - esquema completo, com a última dose feita há menos de 5 anos: não vacinar. VACINAÇÃO
  24. 24. VACINAÇÃO CONTRA SARAMPO, CAXUMBA E RUBEOLA  Idade: A partir dos 12 meses.  Doses: Duas doses, a primeira aos 12 meses e a segunda entre 4 e 6 anos de idade. O intervalo mínimo entre as doses é de quatro semanas.  Via de aplicação: Subcutânea.  Contra-indicações: História de manifestações anafiláticas à dose anterior da vacina ou um de seus componentes. Gravidez e Imunodepressão - Ver contra-indicações gerais.  Conservação: Em geladeira, entre 2 e 8ºC.  Produto: Vacina combinada de vírus vivos atenuados contra o sarampo, a caxumba e a rubéola (SCR – Tríplice Viral). VACINAÇÃO
  25. 25. VACINAÇÃO CONTRA FEBRE AMARELA  O início da proteção ocorre entre o oitavo e o décimo dia após a administração da vacina.  Doses: Dose única. Reforço a cada 10 anos.  Via de aplicação: Subcutânea.  Contra-indicações: História de manifestações anafiláticas à dose anterior da vacina ou um de seus componentes. Gravidez e Imunodepressão - Ver contra- indicações gerais.  Conservação: Em geladeira, entre 2 e 8ºC.  Produto: Vacina de virus vivo atenuado.  Idade: partir de nove meses de idade, para residentes em regiões onde houver indicação, de acordo com a situação epidemiológica, e para pessoas que se dirijam a essas regiões. Seu uso deve ser considerado a partir de seis meses de idade em situações de epidemia. VACINAÇÃO
  26. 26. VACINAÇÃO CONTRA INFLUENZA/GRIPE  Doses: 0,25 ml - para crianças menores de 3 anos e acima de 3 anos - 0,5 ml;  Via de aplicação: IM – m. vasto lateral da coxa direita, m. glúteo máximo direito, m. deltóide direito.  Contra-indicações: Reação anafilática após doses anteriores, reação anafilática ao ovo;  Conservação: Em geladeira, entre 2 e 8ºC.  Produto: Vírus inativados, dois tipos A e um tipo B – muda todo o ano;  Idade: A partir dos 6 meses de idade: Campanha anual para > de 60 anos; Crianças: de 6 meses até 8 anos de idade – 2 doses com intervalo de 30 dias (somente no primeiro ano de vacinação). Nos anos seguintes 1 dose VACINAÇÃO
  27. 27. VACINA CONTRA O PNEUMOCOCO / PNEUMONIA (PNEUMO 23)  Doses: 0,5 ml;  Via de aplicação: Subcutânea / Intramuscular.  Contra-indicações: - reação anafilática em doses anteriores ou a qualquer componente da vacina; As pessoas que atualmente estejam com 60 anos ou mais, e que receberam esta vacina, em dose anterior, há menos de 3 anos, não deverão ser revacinadas pela possibilidade de potencializarão dos eventos adversos  Conservação: Em geladeira, entre 2 e 8ºC.  Produto: Antígeno polissacarídeo purificado de 23 sorotipos;  Idade: A partir dos 2 anos, > 60 anos; < 65 anos – dose de reforço após 5 anos, > 65 anos – dose única; VACINAÇÃO
  28. 28. VACINA CONJUGADA CONTRA O MENINGOCOCO C  Doses: aplicação de duas doses, em crianças menores de um ano de idade, com intervalo de 2 meses entre as doses (mínimo de 30 dias), aos 3 e 5 meses de idade. Um único reforço é recomendado aos 12 meses de idade, respeitando-se o intervalo mínimo de 2 meses, após a aplicação da última dose.  Via de aplicação: A vacina deve ser administrada exclusivamente pela via intramuscular profunda, de preferência na área ântero-lateral da coxa direita da criança.  Contra-indicações: A vacina não deve ser administrada em indivíduos com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da vacina.  Conservação: Em geladeira, entre 2 e 8ºC. (Não congelar)  Produto: Oligossacarídeo meningocócico C, Conjugado com proteína CRM197 do C. diphteriae e Hidróxido de alumínio.  Idade: A partir dos 2 meses VACINAÇÃO
  29. 29. Processo que compreende o armazenamento, conservação, distribuição, transporte e manipulação de produtos em condições adequadas de temperatura, desde o laboratório produtor até o momento em que a vacina é aplicada. CONSERVAÇÃO • Nível Nacional, Central e Estadual: Câmaras frias a - 20º C • Nível Regional e Municipal: Freezer a - 20º C • Nível Local: geladeiras entre +2º C a +8º C REDE DE FRIO
  30. 30. GELADEIRA DO TIPO DOMÉSTICO: CRITÉRIOS E CUIDADOS BÁSICOS 1- Capacidade mínima de 280 litros 2- Congelador/Evaporador interno 3- Refrigerador duplex – não recomendado 4- Usar tomada exclusiva para o refrigerador 5- Retirar a lâmpada interna do refrigerador 6- Manter distante do sol e de possíveis fontes de calor 7- Deve estar nivelado e afastado 20 cm da parede 8- Não armazenar nada na porta; 9- Fazer degelo a cada 15 dias ou quando necessário 10- Não armazenar outros produtos (alimentos, bebidas, sangue, exames de laboratório, etc.) 11- Não colocar qualquer elemento na geladeira que dificulte a circulação interna de ar 12- Fazer a leitura da temperatura diariamente, no início e no final da jornada de trabalho 13-Vacinas multidose: ao abrí-las colocar etiqueta com data e hora da abertura do frasco. REDE DE FRIO
  31. 31. ORGANIZAÇÃO INTERNA  No evaporador (congelador) colocar gelo reciclável ou saco plástico com gelo, na posição vertical, ocupando todo espaço;  Na 1º prateleira as vacinas virais (contra a poliomielite, sarampo, tríplice viral, dupla viral, febre amarela);  Na 2º prateleira as vacinas bacterianas e toxóides; O termômetro de máxima e de mínima deve ser colocado em pé, na segunda prateleira, afixado com barbante ou arame.  Na 3º prateleira podem-se colocar os diluentes ou caixas com as vacinas devendo-se ter o cuidado de permitir a circulação de ar entre as mesmas.  Na prateleira inferior, se tiver gavetas plásticas, estas devem ser retiradas e preencher com garrafas de água coloridas. Isto contribui para estabilizar a temperatura.  Manter prateleiras organizadas com prazo de validade mais próximo do vencimento para serem usadas primeiro  Evitar abrir o refrigerador desnecessariamente, Fazer previsão da quantidade a ser usada. REDE DE FRIO
  32. 32. No congelador Gelox Na 1a prateleira vacinas virais Na 2a prateleira termometro max/min toxoides Na 3a prateleira diluentes No gaveteiro garrafas de água com corante Na porta não colocar nada REDE DE FRIO
  33. 33. LIMPEZA DO REFRIGERADOR • de preferência a cada 15 dias ou quando a camada de gelo atingir 0,5 cm • retirar todas as vacinas e colocá-las em uma caixa de isopor a temperatura de +2 a +8°C • após a limpeza, ligar novamente o refrigerador e manter a porta fechada por mais ou menos 3 horas a fim de estabilizar a temperatura • não mexer no termostato 1- Controlar a temperatura da caixa com termômetro de cabo extensor 2- Manter a caixa fora do alcance da luz solar 3- Manter longe de fontes de calor 4- Checar a temperatura constantemente (+2 A +8°C) REDE DE FRIO
  34. 34. Transporte  Escolher tamanho adequado da caixa térmica;  Colocar gelox em quantidade suficiente (2/3 de gelo para 1/3 vacina);  Uso de termômetro de cabo extensor, para monitoramento da temperatura.  Circundar vacinas com gelox;  Uso de papel/papelão/para evitar contato direto da vacina com o gelox;  Vedar caixa com fita gomada;  Identificar a caixa/manter longe luz solar direta;  Durante carregamento, manter veículo à sombra;  Manter a vacina longe do motor do carro.  Temperatura 2ºC a 8°C, desde o local de armazenamento até o destino final REDE DE FRIO
  35. 35. DOENÇAS INFECCIOSAS Infecção é a penetração, multiplicação e / ou desenvolvimento de um agente infeccioso em determinado hospedeiro; doença infecciosa são as consequências das lesões causadas pelo agente e pela resposta do hospedeiro manifestada por sintomas e sinais e por alterações fisiológicas, bioquímicas e histopatológicas.
  36. 36. TUBERCULOSE  A Tuberculose é um problema de saúde prioritário no Brasil, abrange 80% dos casos mundiais da doença. É infecciosa, e atinge, principalmente, o pulmão. Após a inalação dos bacilos, esses atingem os alvéolos, onde provocam uma reação inflamatória. A forma pulmonar apresenta-se com dor torácica, tosse inicialmente seca e posteriormente produtiva, acompanhada ou não de escarros.  AGENTE ETIOLÓGICO - Mycobacterium tuberculosis.  RESERVATÓRIO - O homem (principal) e o gado bovino doente .  MODO DE TRANSMISSÃO - Pela tosse, fala e espirro.  PERÍODO DE INCUBAÇÃO – Nos dois primeiros anos após a infecção inicial.  PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE - Enquanto o doente estiver eliminando bacilos e não houver iniciado o tratamento. Com o início do esquema terapêutico recomendado, a transmissão é reduzida, gradativamente, em 2 semanas.  DIAGNÓSTICO – Exames clínicos, Exames bacteriológicos, Exames radiológicos de tórax.
  37. 37. TUBERCULOSE O TRATAMENTO –Deve ser feito em regime ambulatorial sob supervisão, no serviço de saúde mais próximo à residência. CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS - Doença de distribuição universal. No Brasil, estima-se que mais de 50 milhões de pessoas estejam infectadas. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA OBJETIVOS - Reduzir a transmissão do bacilo da Tuberculose na população, por meio das ações de diagnóstico precoce e tratamento NOTIFICAÇÃO - Doença de notificação compulsória e investigação obrigatória. PREVENÇÃO – Vacina BCG. SINTOMAS – Tosse por mais de duas semanas, produção de catarro, febre, sudorese, cansaço, dor no peito, falta de apetite e emagrecimento são os principais sintomas da tuberculose. Nos casos mais avançados, pode aparecer escarro com sangue.
  38. 38. SARAMPO  O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa, muito comum na infância. A viremia, causada pela infecção, provoca uma vasculite generalizada, responsável pelo aparecimento das diversas manifestações clínicas.  AGENTE ETIOLÓGICO - O vírus do sarampo pertence ao gênero Morbillivirus, família Paramyxoviridae.  RESERVATÓRIO - O próprio homem.  MODO DE TRANSMISSÃO É transmitido diretamente de pessoa a pessoa, através das secreções nasofaríngeas expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar.  PERÍODO DE INCUBAÇÃO – Geralmente de 10 dias (variando de 7 a 18 dias), desde a data da exposição até o aparecimento da febre, e cerca de 14 dias até o início do exantema.  PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE - É de 4 a 6 dias antes do aparecimento do exantema, até 4 dias após. O período de maior transmissibilidade ocorre 2 dias antes e 2 dias após o início do exantema. O vírus vacinal não é transmissível gradativamente, em 2 semanas.  DIAGNÓSTICO – Exames clínicos, Exames laboratoriais.
  39. 39. SARAMPO O TRATAMENTO –Não existe tratamento específico para a infecção por Sarampo. É recomendável a administração da vitamina A em crianças acometidas pela doença, a fim de reduzir a ocorrência de casos graves e fatais. A OMS recomenda administrar a vitamina A para todas as crianças, no mesmo dia do diagnóstico. CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS - É um dos cinco exantemas da infância clássicos, com a varicela rubéola, eritema infeccioso e roséola. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA OBJETIVOS - Consolidar a erradicação do Sarampo através de uma vigilância epidemiológica sensível, ativa e oportuna. NOTIFICAÇÃO -A notificação do Sarampo é obrigatória e imediata. PREVENÇÃO – Vacina Tríplice Viral. SINTOMAS: As manifestações iniciais são febre alta, tosse rouca e persistente, coriza, conjuntivite e fotofobia (hipersensibilidade à luz). Surgem manchas brancas na mucosa da boca (que são diagnósticas). Surgem ainda manchas maculopapulares avermelhadas na pele, inicialmente no rosto e progredindo em direção aos pés, durando pelo menos três dias, e desaparecendo na mesma ordem de aparecimento.
  40. 40. RUBÉOLA  É uma doença exantemática aguda, de etiologia viral, que apresenta alta contagiosidade, acometendo principalmente crianças. Acarreta inúmeras complicações como: abortos, natimortos, surdez, cardiopatias congênitas.  AGENTE ETIOLÓGICO - vírus RNA, pertencente ao gênero Rubivírus, família Togaviridae.  RESERVATÓRIO - O próprio homem.  MODO DE TRANSMISSÃO É transmitido diretamente de pessoa a pessoa, através das secreções nasofaríngeas expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar.  PERÍODO DE INCUBAÇÃO – De 14 a 21 dias, com duração média de 17 dias, podendo variar de 12 a 23 dias.  PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE - De 5 a 7 dias antes do início do exantema e de 5 a 7 dias após.  DIAGNÓSTICO – Exames clínicos, Exames laboratoriais.
  41. 41. RUBÉOLA O TRATAMENTO –Não existe uma droga especifica para o tratamento da rubéola. Felizmente, de maneira sistemática, o organismo monta uma resposta de defesa que leva à inativação do vírus e a doença vai embora espontaneamente. No entanto, para aliviar os sintomas – febre, dor nas articulações – podem ser prescritos analgésicos e antitérmicos. CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS - É um dos cinco exantemas da infância clássicos, com a varicela, sarampo, eritema infeccioso e roséola. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA OBJETIVOS - Identificar precocemente a circulação do vírus nas populações, visando a adoção das medidas de controle pertinentes (imunização), com o propósito de evitar a ocorrência de novos casos de síndrome da Rubéola congênita. NOTIFICAÇÃO Doença de notificação compulsória e de investigação obrigatória. PREVENÇÃO – Vacina Tríplice Viral. SINTOMAS: Dor de cabeça; Dor ao engolir; Dores no corpo(articulações e músculos); Coriza; Aparecimento de gânglios(ínguas); Febre; Exantema(manchas avermelhadas) inicialmente no rosto que depois se espalham pelo corpo todo;
  42. 42. Caxumba - Parotidite infecciosa  Doença viral aguda caracterizada por febre e aumento de volume de uma ou mais glândulas salivares, geralmente a parótida e, às vezes, glândulas sublinguais ou submandibulares.  AGENTE ETIOLÓGICO Vírus da família Paramyxoviridae, gênero paramyxovírus.  RESERVATÓRIO - O próprio homem.  MODO DE TRANSMISSÃO É transmitido diretamente de pessoa a pessoa, através das secreções nasofaríngeas expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar.  PERÍODO DE INCUBAÇÃO – Varia entre duas e três semanas após o contato com o agente transmissor.  PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE - Varia entre 6 e 7 dias antes das manifestações clínicas, até 9 dias após o surgimento dos sintomas. O vírus pode ser encontrado na urina até 14 dias após o início da doença.  DIAGNÓSTICO – Exames clínicos, Exames laboratoriais.
  43. 43. O TRATAMENTO –Assim como a maioria das infecções virais, a caxumba é tratada naturalmente pelo organismo. Felizmente, a maioria dos adultos e crianças se recupera da caxumba sem grandes complicações em duas semanas. COMPLICAÇÕES POSSÍVEIS As complicações da caxumba são potencialmente sérias, mas raras. A maioria das complicações da caxumba envolvem inflamação e inchaço em alguma parte do corpo, tais como: Testículos Pâncreas, causando náusea a vômitos Ovários e seios Cérebro, podendo se tornar grave PREVENÇÃO – Vacina Tríplice Viral. SINTOMAS: Inchaço do rosto na região próxima aos ouvidos e a mandíbula, Febre, Calafrios, Dor de cabeça e dor muscular, Dor ao mastigar ou engolir, Fraqueza. Nos meninos pode haver: nódulo, dor e inchaço no testículo. Caxumba - Parotidite infecciosa
  44. 44. INFLUENZA
  45. 45. HEPATITES  Hepatite é toda e qualquer inflamação do fígado e que pode resultar desde uma simples alteração laboratorial (portador crônico que descobre por acaso a sorologia positiva), até doença fulminante e fatal (mais frequente nas formas agudas).  Existem várias causas de hepatite, sendo as mais conhecidas as causadas por vírus.  Outras causas: drogas (álcool, anti-inflamatórios, anticonvulsivantes, sulfas, derivados imidazólicos, hormônios tireoidianos, anticoncepcionais, etc), distúrbios metabólicos  Sintomatologia A grande maioria das hepatites agudas são assintomáticas ou leva a sintomas incaracterísticos como febre, mal estar, desânimo e dores musculares. Hepatites mais severas podem levar a sintomas mais específicos, sendo o sinal mais chamativo a icterícia , conhecida popularmente no Brasil por “trisa” ou "amarelão" e que caracteriza-se pela coloração amarelo-dourada da pele e conjuntivas. Associado pode ocorrer urina cor de coca- cola (colúria) e fezes claras, tipo massa de vidraceiro (acolia fecal). O diagnóstico da hepatite pode ser feito através de exames de sangue, sorologias ou uma biópsia do fígado.
  46. 46. HEPATITES TIPOS DE HEPATITE HEPATITE A HEPATITE B HEPATITE C HEPATITE D HEPATITE E HEPATITE F HEPATITE G
  47. 47. HEPATITES Hepatite A É uma hepatite infecciosa aguda causada pelo vírus da hepatite A, que pode cursar de forma subclínica. Transmissão é do tipo fecal oral, ou seja, ocorre contaminação direta de pessoa para pessoa ou através do contato com alimentos e água contaminados, e os sintomas iniciam em média 30 dias após o contágio. É mais comum onde não há ou é precário o saneamento básico. A falta de higiene ajuda na disseminação do vírus. Os sintomas são de início súbito, com febre baixa, fadiga, mal estar, perda do apetite, sensação de desconforto no abdome, náuseas e vômitos. Pode ocorrer diarreia. A icterícia é mais comum no adulto (60%) do que na criança (25%). A icterícia desaparece em torno de duas a quatro semanas. É considerada uma hepatite branda, pois não há relatos de cronificação e a mortalidade é baixa. Não existe tratamento específico. O paciente deve receber sintomáticos e tomar medidas de higiene para prevenir a transmissão para outras pessoas. Pode ser prevenida pela higiene e melhorias das condições sanitárias, bem como pela vacinação.
  48. 48. HEPATITES Hepatite B Transmissão é através de sangue, agulhas e materiais cortantes contaminados, também com as tintas das tatuagens, bem como através da relação sexual. Os sintomas são semelhantes aos das outras hepatites virais, mas a hepatite B pode cronificar e provocar a cirrose hepática. A prevenção é feita utilizando preservativos nas relações sexuais e não utilizando materiais cortantes ou agulhas que não estejam devidamente esterilizadas. Recomenda-se o uso de descartáveis de uso único. Quanto mais cedo se adquire o vírus, maiores as chances de ter uma cirrose hepática. Existe vacina para hepatite B, que é dada em três doses intramusculares e deve ser repetida a cada 10 anos. Não tem tratamento específico para hepatite B, mas pode tomar medicamentos para reduzir quaisquer sintomas que você venha a sentir enquanto seu sistema imunológico combate o vírus.
  49. 49. HEPATITES Hepatite C Transmissão Hepatite que pode ser adquirida através de transfusão sanguínea, tatuagens, uso de drogas, piercings, no dentista e em manicure, e de grande preocupação para a Saúde Pública. Sintomatologia : A grande maioria dos pacientes é assintomática no período agudo da doença, mas podem ser semelhantes aos das outras hepatites virais. A hepatite C é perigosa porque pode cronificar e provocar a cirrose hepática e o hepatocarcinoma, neoplasia maligna do fígado. Prevenção é feita evitando-se o uso de materiais cortantes ou agulhas que não estejam devidamente esterilizadas. Recomenda-se o uso de descartáveis de uso único, bem como material próprio em manicures. A esterilização destes materiais é possível, porém não há controle e as pessoas que ‘dizem’ que esterilizam não têm o preparo necessário para fazer uma esterilização real. Não existe vacina para a hepatite C e é considerada pela Organização Mundial da Saúde como o maior problema de saúde pública, é a maior causa de transplante hepático e transmite-se pelo sangue mais facilmente do que a AIDS.
  50. 50. HEPATITES Hepatite D Transmissão Causada por RNA-vírus (tão pequeno que é incapaz de produzir seu próprio envelope protéico e de infectar uma pessoa), só tem importância quando associada à hepatite B, pois a potencializa. Isoladamente parece não causar infecção. Geralmente encontrado em pacientes portadores do vírus HIV e está mais relacionado à cronificação da hepatite e também à hepatocarcinoma. Hepatite E É uma hepatite infecciosa aguda causada pelo vírus da hepatite E, que pode cursar de forma subclínica. Sua transmissão é do tipo fecal oral, através do contato com alimentos e água contaminados, e os sintoma iniciam em média 30 dias após o contágio. É mais comum após enchentes Não existe vacina para hepatite E.
  51. 51. HEPATITES Hepatite F DNA-vírus, transmitido a macacos Rhesus sp. em laboratório experimentalmente, através de extratos de fezes de macacos infectados. Ainda não há relatos de casos em humanos. Hepatite G A hepatite G foi a hepatite descoberta mais recentemente (em 1995) e é provocada pelo vírus VHG (vírus mutante do vírus da hepatite C) que se estima ser responsável por 0,3 por cento de todas as hepatites víricas. Desconhecem-se, ainda, todas as formas de contágio possíveis, mas sabe-se que a doença é transmitida, sobretudo, pelo contato sanguíneo (transmissão parenteral).
  52. 52. INFLUENZA  É uma infecção viral aguda do trato respiratório, com distribuição global e elevada transmissibilidade. Em geral, tem evolução de poucos dias. Recentemente, tem sido destacado seu potencial pandêmico, resultado da emergência, a intervalos de tempo não muito bem definidos, de novos subtipos virais.  AGENTE ETIOLÓGICO - vírus RNA de hélice única, da família Orthomyxoviridae  RESERVATÓRIO – Humanos, suínos, cavalos, mamíferos marinhos e aves.  MODO DE TRANSMISSÃO - Transmissão direta - Transmissão indireta  PERÍODO DE INCUBAÇÃO - Em geral, de 1 a 4 dias.  PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE - período compreendido entre 2 dias antes do início dos sintomas até 5 dias após.  DIAGNÓSTICO - procedimentos apropriados de coleta, processamento e armazenamento de espécimes clínicos da infecção viral.
  53. 53. INFLUENZA TRATAMENTO - Durante os quadros agudos, recomenda-se repouso e hidratação adequada. Medicações antitérmicas podem ser utilizadas. Atualmente, há duas classes de drogas utilizadas no tratamento. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA unidades de saúde e de laboratórios, monitoram a circulação das cepas virais e a morbidade por infecção respiratória. OBJETIVOS – Monitorar os vírus da Influenza que circulam nas regiões brasileiras, avaliar o impacto da vacinação contra a doença, oferecer resposta rápida à circulação de novos subtipos. NOTIFICAÇÃO - Devem ser notificados, de forma imediata.

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