Diapositivos bloco 4

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Diapositivos bloco 4

  1. 1. 10-11-2011Facto Patrimonial: toda a operação ou acontecimento queimprime qualquer variação na composição e/ ou no valor dopatrimónio. - Permutativos – Aqueles que apenas alteram a composição do património [não alteram o valor do património (Situação Líquida)]; Introdução à Contabilidade Rui Costa(cont.) - Modificativos – Aqueles que alteram tanto a composição como o valor do património (Situação Líquida); Introdução à Contabilidade Rui Costa 1
  2. 2. 10-11-2011Objectivo Principal da Lucro ResultadoEmpresa Prejuízo da Nulo empresaEste resultado é a comparação entre um conjunto derendimentos e um conjunto de gastos, reflectido naDemonstração de Resultados. Introdução à Contabilidade Rui CostaDemonstração de Resultados:Tem por finalidade apurar os resultados económicos (lucroou prejuízo) obtidos em cada exercício pela empresa,através da comparação entre os rendimentos e os gastos.Apresenta os resultados das operações de uma empresadurante um determinado período. É um elemento deavaliação económica. Introdução à Contabilidade Rui Costa 2
  3. 3. 10-11-2011 Demonstração de Resultados Gastos Rendimentos-C.M.V.M.C -Vendas-Forn.Serv. Externos -Prestações Serviços-Impostos -Variação da Produção-Gastos com pessoal -Trab.Próp.Entidade-Perdas por imparidade -Rendim.Suplementares-Gastos de Dep. Amort. -Sub.ExploraçãoAcumuladas -Outros Rend.Ganhos-Provisões -Reversões-Gastos Perdas Finan. -juros, Div. O.R.Similares Introdução à Contabilidade Rui CostaContas de Gastos:Recolhem as diminuições no património líquido da entidadeprovenientes da actividade da empresa.- Podem diferenciar-se em:Gastos – diminuições do valor do património líquido deuma entidade num dado período de tempo originadas porconsumos voluntários, associados a actividades damesma, de carácter ordinário. Introdução à Contabilidade Rui Costa 3
  4. 4. 10-11-2011Perdas- diminuições do património líquido de umaentidade, associadas a actividades da mesma, querepresentam consumos de carácter extraordinário. Geram diminuições na situação líquida Introdução à Contabilidade Rui CostaContas de Rendimentos:Recolhem os aumentos do património líquido da entidadederivados da sua actividade.- Podem diferenciar-se em:Réditos – aumentos do valor do património líquido de umaentidade num dado período de tempo em consequência dasua actividade, e associados às actividades de carácterordinário da mesma. Introdução à Contabilidade Rui Costa 4
  5. 5. 10-11-2011Ganhos- aumentos do valor do património líquido de umaentidade em consequência da sua actividade e associadosàs actividades de carácter extraordinário da mesma. Geram aumentos da situação líquida Introdução à Contabilidade Rui CostaResultado-Forma de Cálculo: •RLE = Rendimentos – Gastos-Características: •É de natureza económica, evidenciando a utilização de recursos reais. •Permite conhecer a estrutura de custos incorridos numa determinada actividade. Introdução à Contabilidade Rui Costa 5
  6. 6. 10-11-2011Resultados:Rendimentos > Gastos = > Resultado > 0, = LucroRendimentos < Gastos = > Resultado < 0, = PrejuízoRendimentos = Gastos = > Resultado = 0, = Nulo Introdução à Contabilidade Rui CostaGastos:-Custo das Mercadorias Vendidas-Fornecimentos Serv. Externos-Gastos com o pessoal Pagamentos-Gastos Financeiros-Depreciações e Amortizações-Provisões Introdução à Contabilidade Rui Costa 6
  7. 7. 10-11-2011Réditos:-Vendas-Prestações de Serviços-Rendimentos Suplementares Recebimentos-Subsídios à Exploração-Rendimentos Financeiros-Variação da Produção-Trab. Para a PP Entidade Introdução à Contabilidade Rui Costa-ReversõesContas de Gastos por Natureza:-Custo das Mercadorias Vendidas e Mat. Consumidas-Fornecimentos Serviços Externos-Impostos-Gastos com o pessoal-Outros gastos e perdas-Gastos de depreciações e amortizações-Provisões do período Introdução à Contabilidade Rui Costa-Gastos e perdas de financiamento 7
  8. 8. 10-11-2011Contas de Rendimentos por Natureza:-Vendas-Prestações de Serviços-Rendimentos Suplementares-Outros Rendimentos e Ganhos-Rendimentos e Ganhos de Financiamento-Subsídios à Exploração Introdução à Contabilidade Rui CostaNa contabilidade os movimentos contabilísticos a débito oua crédito são efectuados em contas:A Conta: Conjunto de elementos patrimoniais, comcaracterísticas e natureza comum, expresso emunidades de valor.A conta constitui a base de toda a escrituração, dado que éa partir dela que se desenvolve todo o trabalhocontabilístico. Introdução à Contabilidade Rui Costa 8
  9. 9. 10-11-2011Partes constitutivas da contaTítulo (denominação própria):É a expressão por que se designa a conta. Deve serescolhido de tal forma que revele imediatamente anatureza dos elementos que a compõem, isto é, nos dê aconhecer o seu conteúdo. Introdução à Contabilidade Rui CostaPartes constitutivas da contaTítulo (cont.):Tem como finalidade identificar a conta e distingui-la detodas as outras, pelo que será fixo e imutável. Deve serclaro no que respeita à característica comum doselementos a que diz respeito. Introdução à Contabilidade Rui Costa 9
  10. 10. 10-11-2011Valor - Extensão- Corresponde ao valor apresentado pela conta, expressoem unidades monetárias: - Deve ser fiável – deve corresponder à extensão dos elementos que abrange. - É o elemento variável da conta, dado que os elementos patrimoniais estão sujeitos a variações Introdução à Contabilidade Rui Costa em resultado das operações.(cont.)A extensão de uma conta corresponde ao seu saldo, ádiferença entre o débito e o seu crédito. Introdução à Contabilidade Rui Costa 10
  11. 11. 10-11-2011Requisitos da conta-Homogeneidade • Uma conta deve incluir apenas os elementos que possuam as mesmas características. Todos os elementos da conta devem ter uma característica comum (ex: o dinheiro em cofre não pode estar registado em fornecedores) Introdução à Contabilidade Rui CostaRequisitos da conta (Cont.)-Integralidade • Uma conta deve incluir todos os elementos que gozam da característica comum por ela definida, bem como as suas variações (ex: a conta de fornecedores deve englobar as dividas a pagar resultantes do fornecimento de bens e serviços Introdução à Contabilidade Rui Costa correntes) 11
  12. 12. 10-11-2011Requisitos da conta (cont.)Em suma, a conta deve ser “homogénea” e “integral”dado que só poderá admitir movimentos com a respectivaclasse de valores, não excluindo qualquer deles. Introdução à Contabilidade Rui CostaRepresentação gráficaA conta, apresenta-se normalmente na forma de um T. Deve (Débito) D Título da conta Haver (Crédito) H Lado esquerdo Lado direito -Variações aumentativas/ -Variações diminutivas/ diminutivas aumentativas Introdução à Contabilidade Rui Costa 12
  13. 13. 10-11-2011Representação gráfica (cont.)Os valores registados no débito denominam-se débitos eos registados no crédito denominam-se créditos.-Debitar uma conta significa inscrever uma certa quantiano lado do débito (lado esquerdo);- Creditar uma conta é efectuar o registo dum valor no ladodo crédito (lado direito). Introdução à Contabilidade Rui CostaRepresentação gráfica (cont.)A diferença entre o débito e o crédito de uma conta, nomomento considerado, chama-se saldo dessa conta.Ao balancear uma conta, ou seja, ao comparar o seu débitocom o seu crédito, três hipóteses podem acontecer: Introdução à Contabilidade Rui Costa 13
  14. 14. 10-11-2011Representação gráfica (cont.) D > C, o saldo diz-se devedor (Sd) D = C, o saldo diz-se nulo (So) D > C, o saldo diz-se credor (Sc)Uma vez determinado o saldo, este adiciona-se ao ladocuja soma for de menor valor, obtendo-se assim umaigualdade entre os dois lados da conta. Introdução à Contabilidade Rui CostaRepresentação gráfica (cont.)Atendendo às três hipóteses consideradas anteriormente,teremos: D > C, Sd donde: D = C + Sd D = C, So donde: D = C D > C, Sc donde: D + Sc = CUma conta sem saldo, quando D = C, diz-se saldada. Introdução à Contabilidade Rui Costa 14
  15. 15. 10-11-2011Representação gráfica (cont.)O saldo da conta corresponde à sua extensão, ou valor,num determinado momento.Fechar uma conta corresponde a somar as colunas dosvalores do débito e do crédito – depois de as saldarpreviamente – sublinhando com dois traços (trancando)cada soma. Introdução à Contabilidade Rui CostaRepresentação gráfica (cont.)Reabrir uma conta é inscrever o saldo na coluna do débitose na conta fechada o mesmo era devedor; ou inscrever osaldo na coluna do crédito, se na conta fechada o mesmoera credor. Introdução à Contabilidade Rui Costa 15
  16. 16. 10-11-2011Classificação das contas-Contas simples, elementares ou divisionárias(analíticas) - As que agrupam elementos comcaracterísticas muito comuns e específicas e, portanto, nãocomportam maior divisão;-Contas complexas, colectivas ou gerais (sintéticas) –As que agrupam contas simples ou elementares, ou que Introdução à Contabilidade Rui Costanelas se subdividem.Classificação das contas (cont.) Conta Sintética Contas Analíticas Depósitos à ordem Banco A Banco B Banco C Clientes Pedro João Maria Fornecedores Carlos Silva, Lda Rodoviva, Lda Serena, Lda Introdução à Contabilidade Rui Costa 16
  17. 17. 10-11-2011Classificação das contas (cont.)As contas que são subdivisões de outras, chamam-sesubcontas ou contas divisionárias.As contas dizem-se do 1º, 2º, 3º,…nésimo grau, conformesejam subdivisões de outras ou, inversamente, integremsubdivisões. Introdução à Contabilidade Rui CostaClassificação das contas (cont.)Partindo de uma conta colectiva, que se diz do 1º grau, assuas subdivisões imediatas serão respectivamente do 2º,3º,… nésimo grau. 1º grau 2º grau 3º grau Introdução à Contabilidade Rui Costa 17
  18. 18. 10-11-2011Classificação das contas (cont.) Contas Colectivas Contas Divisionárias 1º Grau 2º Grau 3º Grau Depósitos à ordem Banco A Conta ABC Banco B Banco C Clientes Nacionais J.Fagundes Estrangeiros ……. Mercadorias ……. Ventoinhas Máquinas de Lavar Introdução à Contabilidade Rui CostaClassificação das contas (cont.)As contas podem ser:Contas de balanço:-De activo-De passivo-Mistas (podem ser representadas no activo e no passivo)-De capital próprio Introdução à Contabilidade Rui Costa 18
  19. 19. 10-11-2011Classificação das contas (cont.)Contas de demonstração de resultados:-Gastos-Rendimentos-ResultadosContas de controlo:-De compras-De regularizações Introdução à Contabilidade Rui CostaClassificação das contas (cont.)a) Contas do Activo:Caixa; Depósitos à ordem; Investimentos financeiros decurto prazo; Clientes c/c; Empréstimos concedidos; Outrosdevedores; Mercadorias; Investimentos financeiros; Activosfixos tangíveis; Activos intangíveis. Introdução à Contabilidade Rui Costa 19
  20. 20. 10-11-2011Classificação das contas (cont.)b) Contas do Passivo:Fornecedores c/c; Fornecedores – Titulos a pagar;Financiamentos obtidos; Estado e outros entes públicos;Outros credores; provisões.c) Contas de Capital Próprio:Capital; Reservas; Resultados. Introdução à Contabilidade Rui CostaClassificação das contas (cont.)d) Contas de Gastos por natureza:Custo das mercadorias vendidas; Fornecimentos e serviçosexternos; Gastos com o pessoal; Gastos de depreciação eamortização.e) Contas de rendimentos por natureza:Vendas; Prestações de serviços. Introdução à Contabilidade Rui Costa 20
  21. 21. 10-11-2011Classificação das contas (cont.)f) Contas de redução de valores activos:Depreciações e amortizações acumuladas; Imparidadesacumuladas.g) Contas de diferimentos:Gastos a reconhecer; Rendimentos a reconhecer. Introdução à Contabilidade Rui CostaCaracterização:As primeiras contabilidades conhecidas, as do Séc.XIII,comportavam somente as contas de devedores, credores ebanqueiros, ou seja, contas de “pessoas”.O método de registo contabilístico adoptado ficou entãoconhecido por método das partidas simples ou unigrafia. Introdução à Contabilidade Rui Costa 21
  22. 22. 10-11-2011Caracterização (cont.):A unigrafia, consistia na inscrição em cada conta(pessoal) dos movimentos que lhe respeitam, sem qualquerinterligação com inscrições feitas noutras contas.O desenvolvimento histórico da técnica contabilísticaconduziu à adopção de contas de coisas e de factos, queleva à adopção do método das partidas dobradas ou Introdução à Contabilidade Rui Costadigrafia.O Método DigráficoO método digráfico ou das partidas dobradas, baseia-seno princípio de que, todo o débito numa conta origina ocrédito noutra ou noutras e vice-versa, isto é, cada factopatrimonial determina um registo em duas ou mais contas,por forma a que ao valor de cada débito (ou débitos)corresponda sempre um crédito (ou créditos) de igual valor. Introdução à Contabilidade Rui Costa 22
  23. 23. 10-11-2011O Método Digráfico (cont.)- Facto contabilístico – Todo o facto que provoquevariação de duas ou mais contas integrantes do balanço.- Contabilizar – determinado facto é determinar quais ascontas cuja extensão variou em virtude desse facto eregistar depois essas variações nos respectivos quadrosgráficos. Introdução à Contabilidade Rui CostaRegras de movimentação de contas:Contas do Activo:-Debitam-se pelos saldos iniciais e pelos aumentos.-Creditam-se pelas diminuições e pelo encerramento decontas. Introdução à Contabilidade Rui Costa 23
  24. 24. 10-11-2011Regras de movimentação de contas(cont.):Contas do Passivo:-Creditam-se pelos saldos iniciais e pelos aumentos.-Debitam-se pelas diminuições e pelo encerramento decontas. Introdução à Contabilidade Rui CostaRegras de movimentação de contas (cont.):Contas da Situação Líquida (Capital Próprio):-Creditam-se pelos saldos iniciais e pelos aumentos.-Debitam-se pelas diminuições e pelo encerramento decontas. Introdução à Contabilidade Rui Costa 24
  25. 25. 10-11-2011Regras de movimentação de contas (cont.):Contas de Rendimentos:-Creditam-se pelo reconhecimento dos rendimentos eganhos (aumentos).-Debitam-se pelas diminuições e pela transferência desaldos para apuramento de resultados. Introdução à Contabilidade Rui CostaRegras de movimentação de contas(cont.):Contas de Gastos:-Debitam-se pelo reconhecimento dos gastos e perdas(aumentos).-Creditam-se pelas diminuições e pelas transferências desaldos para apuramento de resultados. Introdução à Contabilidade Rui Costa 25
  26. 26. 10-11-2011Em síntese, podemos dizer que no sistema de partidasdobradas:-A um débito (ou débitos) corresponde sempre um crédito(ou créditos) de igual montante;-A soma dos débitos é sempre igual à soma dos créditos;-A soma dos saldos devedores é igual à soma dos saldoscredores. Introdução à Contabilidade Rui Costa-A contabilização de qualquer facto patrimonial obedecenecessariamente a uma das quatro fórmulas digráficasseguintes:-Uma só conta debitada e uma só conta creditada;-Uma só conta debitada e várias contas creditadas;-Várias contas debitadas e uma só conta creditada;-Várias contas debitadas e várias contas creditadas. Introdução à Contabilidade Rui Costa 26
  27. 27. 10-11-2011Exemplo:Registar nas respectivas contas, obedecendo ao princípio das partidas dobradas, asoperações correspondentes aos factos patrimoniais seguintes:1- Compra, a crédito, de diversas mercadorias 10.000,00 €2- Pagamento ao fornecedor F 30.000,00 €3- Venda, a prazo, ao cliente J.T. de mercadorias diversas 35.000,00 €4- O cliente J.T. paga metade da sua dívida 17.500,00 € Introdução à Contabilidade Rui CostaResolução: D Compras H D Fornecedores c/c H 10.000 € 10.000 € Operação (1) D Fornecedores c/c H D Caixa H 30.000 € 30.000 € Operação (2) Introdução à Contabilidade Rui Costa 27
  28. 28. 10-11-2011Resolução: D Clientes c/c H D Vendas H 35.000 € 35.000 € Operação (3) D Caixa H D Clientes c/c H 17.500 € 17.500 € Operação (4) Introdução à Contabilidade Rui CostaNoção:Os lançamentos (designação contabilística dos registosdas operações), são efectuados nas respectivas contas ecorrespondem ao assento ou notação de qualqueroperação que altere a composição ou o valor dopatrimónio. Introdução à Contabilidade Rui Costa 28
  29. 29. 10-11-2011Documentos:O suporte dos lançamentos são os documentos.Os documentos são a base de todo o registo contabilístico,sem os quais o mesmo não se poderá processar. Aliás asempresas estão sujeitas a incorrerem em sanções seprocederem ao registo de factos não devidamentedocumentados. Introdução à Contabilidade Rui CostaDocumentos (cont.):Os documentos podem distinguir-se em:-Documentos de movimento interno – são aqueles quesendo elaborados no seio da empresa se destinamexclusivamente ao uso interno (folhas de férias, notas delançamento, etc.). Introdução à Contabilidade Rui Costa 29
  30. 30. 10-11-2011Documentos (cont.):-Documentos de movimento externo – são os queprovêm ou se destinam ao exterior (facturas, letras,recibos, notas de débito, etc.) Introdução à Contabilidade Rui CostaEspécies de lançamentosOs lançamentos devem ter os seguintes elementos:a) Datab) Título, que é a indicação da(s) conta(s) a debitar e da(s)conta(s) a creditar;c) Descrição ou histórico, que consiste na explicaçãosucinta do facto patrimonial que dá origem ao lançamento; Introdução à Contabilidade Rui Costa 30
  31. 31. 10-11-2011d) Importância ou montante ou valor, que é a expressãomonetária correspondente às variações provocadas nascontas.Em regra, apenas no Diário se encontram todos esteselementos. Introdução à Contabilidade Rui Costa1) Classificação segundo o nº de contas movimentadasNo método digráfico, todo o facto patrimonial dá origem àvariação de duas ou mais contas, de tal modo que a umdébito (débitos), corresponde sempre um crédito (créditos)de igual valor.A contabilização de qualquer operação obedeceforçosamente, a uma das seguintes quatro fórmulas Introdução à Contabilidade Rui Costadigráficas: 31
  32. 32. 10-11-20111ª Fórmula – um débito = um crédito2ª Fórmula – um débito = vários créditos3ª Fórmula – vários débitos = um crédito4ª Fórmula – vários débitos = vários créditosAos lançamentos da primeira fórmula dá-se o nome delançamentos simples. Os das demais fórmulas dizem-selançamentos complexos ou compostos. Introdução à Contabilidade Rui Costa2) Classificação segundo a natureza dos movimentos- Lançamentos de Abertura: Respeitam ao registo dosvalores iniciais das contas no início da actividade ou decada exercício económico;- Lançamentos Correntes: Respeitam ao registo dasoperações realizadas e dos acontecimentos ocorridosdurante cada exercício económico; Introdução à Contabilidade Rui Costa 32
  33. 33. 10-11-2011- Lançamentos de Estorno: Têm por finalidade rectificaras omissões, duplicações e erros cometidos noslançamentos efectuados;- Lançamentos de Regularização: Visam rectificar o saldodas contas que não correspondam à realidade;normalmente, efectuam-se no fim de cada exercícioeconómico antes de se proceder ao apuramento deresultados e à elaboração do balanço; Introdução à Contabilidade Rui Costa- Lançamentos de Transferência ou de Apuramento deResultados: Têm por finalidade transferir os saldos dascontas de gastos e de rendimentos para as contas deresultados, permitindo a posterior determinação dosresultados da empresa/ entidade;- Lançamentos de Encerramento ou fecho: Sãoefectuados depois do apuramento de resultados e daelaboração do balanço e permitem fechar as contas que Introdução à Contabilidade Rui Costa 33
  34. 34. 10-11-2011apresentam saldos (devedores ou credores);- Lançamentos de reabertura: Registam, no início decada exercício económico, os valores iniciais das contas(saldos finais das contas no exercício anterior). Introdução à Contabilidade Rui Costa Actividade económica Análise -Captação -Identificação Quantificação -Medição -Valorização Registo Agregação -Elaboração da informação Utilizadores Introdução à Contabilidade Rui Costa 34
  35. 35. 10-11-2011Análise dos dados:Extrair a informação constante dos suportes documentaisque acompanham normalmente as transacções efectuadaspela entidade (facturas, notas de débito, escrituras, contasbancárias, etc.). Introdução à Contabilidade Rui CostaQuantificação:Identificados os fluxos, será necessário proceder à suamedição e valorização em unidades monetárias parahomogeneizar as magnitudes e expressá-las em termoseconómicos (critérios alternativos de valorização: preçocusto histórico; preço de venda ou de realização; preço demercado ou reposição, ect.). Introdução à Contabilidade Rui Costa 35
  36. 36. 10-11-2011Registo:Após a identificação e valorizados os fluxos gerados pelastransacções, há que proceder à sua inscrição nos livros deregisto. Introdução à Contabilidade Rui CostaAgregação:Consiste na obtenção dos documentos síntese através dosquais se comunica a informação económica – financeiraaos utilizadores. Introdução à Contabilidade Rui Costa 36
  37. 37. 10-11-2011Diário Razão Balancete Balanço Introdução à Contabilidade Rui CostaEscrituração:As operações realizadas pelas empresas, que modifiquemou possam vir a modificar o seu património, devem serescrituradas no âmbito de um processo – processo deescrituração ou processo contabilístico.Os registos dos factos patrimoniais são suportados emmapas normalizados, informatizados, com características eformalidades distintas, mas relacionadas entre si. Introdução à Contabilidade Rui Costa 37
  38. 38. 10-11-2011Diário:O Diário é um mapa que serve para escriturar, dia a dia,por ordem cronológica, em assento separado, cada um dosactos que modifiquem ou possam vir a modificar acomposição ou o valor do património da empresa,assinalando:- A data;- A descrição sumária; Introdução à Contabilidade Rui Costa-As contas movimentadas a débito e a crédito e osrespectivos valores.Quanto à organização podemos optar por utilizar um únicodiário – geral – ou diversos diários – que neste caso sedesignam de diários divisionários (Ex: de bancos, compras,caixa, etc.) Introdução à Contabilidade Rui Costa 38
  39. 39. 10-11-2011Razão:O Razão servirá para transcrever o movimento de todas asoperações do Diário, ordenadas a débito e a crédito, emrelação a cada uma das respectivas contas, para seconhecer o estado e a situação de qualquer delas, semnecessidade de recorrer ao exame de todos oslançamentos feitos no diário. Introdução à Contabilidade Rui CostaSendo assim, o razão é um registo sistemático, é oregisto das contas.Consoante o grau das contas classificamos o razão emrazão geral – contas do 1º Grau e razões auxiliares –contas do 2º Grau e seguintes.Haverá um razão auxiliar para cada conta colectiva. Introdução à Contabilidade Rui Costa 39
  40. 40. 10-11-2011EstornosSendo a escrituração comercial um meio de prova em casode litígio, não deverá necessariamente apresentarirregularidades. De acordo com o artº 39 do CódigoComercial se houver cometido erro ou omissão emqualquer assento será ressalvado por meio de estorno. Introdução à Contabilidade Rui CostaO estorno é então um lançamento destinado a anular ou arectificar outro, ou a preencher uma lacuna.Os estornos podem ser motivados por:-Omissão de lançamento;-Duplicação de lançamento;-Inversão de contas (debitar a conta que se devia tercreditado e/ ou vice-versa); Introdução à Contabilidade Rui Costa 40
  41. 41. 10-11-2011-Substituição de contas (debitar e/ ou creditar contasdiferentes das que se deviam ter debitado e/ ou creditado);-Alteração de quantias (lançar uma importância diferenteda variação de facto ocorrido na conta).Os estornos podem ser feitos no Diário ou no Razão. Introdução à Contabilidade Rui CostaBalancete:Utilizando-se o método digráfico, toda a operação ésimultaneamente lançada a débito de uma conta(s) e acrédito de outra(s); e para se verificar a igualdade dosdébitos e dos créditos de todas as contas depois do registodas respectivas variações, utiliza-se um dispositivochamado balancete. Introdução à Contabilidade Rui Costa 41
  42. 42. 10-11-2011O Balancete é um quadro recapitulativo de todas as contasdo Razão, onde consta a soma do débito e do crédito decada conta e os respectivos saldos (devedores oucredores). Fólio Contas Débitos Créditos Saldos Devedores Credores D C Sd Sc Total Introdução à Contabilidade Rui CostaO Balancete é, pois, um mapa que “espelha” o movimentoacumulado e o saldo por cada conta movimentada numdeterminado período de tempo. A soma dos seus débitos éigual à soma dos seus créditos.Existem vários tipos de balancetes, consoante o grau depormenor evidenciado: Introdução à Contabilidade Rui Costa 42
  43. 43. 10-11-2011-Balancete do Razão Geral: São balancetes queapresentam somente as contas de 1º grau.-Balancetes Analíticos: Apresentam as contas esubcontas, podendo ser de vários graus.-Balancetes Auxiliares: Correspondem aodesenvolvimento de uma conta ou contas e suas Introdução à Contabilidade Rui Costasubcontas.Durante o exercício económico, são elaboradosperiodicamente balancetes, geralmente todos os meses,com várias finalidades:-Balancetes de Verificação:Aqueles que se elaboram periodicamente (em regramensalmente) e têm como objectivo verificar se todos oslançamentos no Diário foram devidamente passados ao Introdução à Contabilidade Rui CostaRazão; 43
  44. 44. 10-11-2011-Balancetes Rectificados ou de Inventário:Aqueles que se elaboram após a passagem ao Razão doslançamentos de regularização de contas.-Balancetes Finais ou de Encerramento:Aqueles que se elaboram após a passagem ao Razão doslançamentos de apuramento dos resultados. Introdução à Contabilidade Rui CostaCom base no balancete final ou de encerramento,elabora-se o balanço de fim de exercício.Em conclusão pode-se dizer que a diferença entre obalanço e o balancete final reside no facto de estecompreender não só os saldos, como também asacumulações a débito e a crédito das contas, enquanto queaquele se compõe apenas de saldos. Introdução à Contabilidade Rui Costa 44
  45. 45. 10-11-2011Objectivo:O objectivo das demonstrações financeiras é o deproporcionar informação acerca da posição financeira, dodesempenho e das alterações na posição financeira deuma entidade que seja útil a um vasto leque de utentes natomada de decisões económicas. Introdução à Contabilidade Rui CostaA informação acerca da posição financeira éprincipalmente proporcionada num balanço, ao passo quea informação acerca do desempenho é principalmentedada numa demonstração de resultados. A informaçãoacerca das alterações na posição financeira éproporcionada na demonstração dos fluxos de caixa. Introdução à Contabilidade Rui Costa 45
  46. 46. 10-11-2011Entre os utentes das demonstrações financeiras destacam-se os seguintes, de acordo com as suas necessidades deinformação:a)Investidores – os fornecedores de capital de risco e osseus consultores necessitam de informação para os ajudara determinar se devem comprar, deter ou vender, porexemplo, acções e obrigações. Os accionistas estãotambém interessados em informação que lhes facilite Introdução à Contabilidade Rui Costadeterminar a capacidade da entidade pagar dividendos;b)Empregados – Os empregados e os seus gruposrepresentativos estão interessados na informação acercada estabilidade e da lucratividade dos seus empregadores.Estão também interessados na informação que os habilitea avaliar a capacidade da entidade proporcionarremuneração, benefícios de reforma e oportunidades deemprego. Introdução à Contabilidade Rui Costa 46
  47. 47. 10-11-2011c)Mutuantes – Os mutuantes estão interessados eminformação que lhes permita determinar se os seusempréstimos , e os juros que a eles respeitam, serão pagosquando vencidos;d)Fornecedores e outros credores comerciais – Osfornecedores e outros credores estão interessados eminformação que lhes permita determinar se as quantias quelhe são devidas serão pagas no vencimento; Introdução à Contabilidade Rui Costae)Clientes – Os clientes têm interesse em informaçãoacerca da continuação de uma entidade, especialmentequando dela estão dependentes. É o que se passarelativamente a empresas que fornecem determinadosbens e serviços. Por exemplo nas áreas dos transportes,comunicações, abastecimento de água, electricidade, etc…f)Governo e seus departamentos – O Governo e os seus Introdução à Contabilidade Rui Costa 47
  48. 48. 10-11-2011departamentos estão interessados na alocação de recursose, por isso, nas actividades das entidades. Também exigeminformação a fim de regularem as actividades dasentidades, determinar as políticas de tributação e comobase para estatísticas do rendimento nacional e outrassemelhantes;g)Público – As entidades afectam o público de diversosmodos. Por exemplo, podem dar uma contribuição Introdução à Contabilidade Rui Costasubstancial à economia local de muitas maneiras incluindoo número de pessoas que empregam e patrocinar comérciodos fornecedores locais. As demonstrações financeiraspodem ajudar o público ao proporcionar informação acercadas tendências e desenvolvimentos recentes naprosperidade da entidade e leque das suas actividades. Introdução à Contabilidade Rui Costa 48
  49. 49. 10-11-2011Elementos das Demonstrações Financeiras:As demonstrações financeiras retratam os efeitosfinanceiros das transacções e de outros acontecimentos aoagrupá-los em grandes classes de acordo com as suascaracterísticas económicas.Estas grandes classes são constituídas pelos elementosdas D.F., definidas do seguinte modo: Introdução à Contabilidade Rui Costaa)Activo – É um recurso controlado pela entidade comoresultado de acontecimentos passados e do qual se esperaque fluam para a entidade benefícios económicos futuros;b)Passivo – É uma obrigação presente da entidadeproveniente de acontecimentos passados, da liquidação daqual se espera que resulte um exfluxo de recursos daentidade incorporando benefícios económicos; Introdução à Contabilidade Rui Costa 49
  50. 50. 10-11-2011c)Capital Próprio – É o interesse residual nos activos daentidade depois de deduzir todos os passivos;d)Rendimentos – São aumentos nos benefícioseconómicos durante o período contabilístico na forma deinfluxos ou aumentos de activos ou diminuições depassivos que resultem em aumentos no capital próprio, quenão sejam os relacionados com as contribuições dosparticipantes no capital próprio. Introdução à Contabilidade Rui Costae)Gastos – São diminuições nos benefícios económicosdurante o período contabilístico na forma de exfluxos oudeperecimento de activos ou na incorrência de passivosque resultem em diminuições no capital próprio, que nãosejam as relacionadas com distribuições aos participantesno capital próprio. Introdução à Contabilidade Rui Costa 50
  51. 51. 10-11-2011Balanço:A finalidade subjacente à elaboração de um balanço éproporcionar informação acerca da posição financeira daempresa/ entidade que é afectada pelos recursoseconómicos que ela controla, pela sua estrutura financeira,pela sua liquidez e solvência, e pela sua capacidade de seadaptar às alterações no ambiente que opera. Introdução à Contabilidade Rui CostaPortanto, num qualquer balanço é possível encontrarinformação cuja utilidade é explicitada como segue:a) A informação acerca dos recursos económicoscontrolados pela entidade e a sua capacidade no passadopara modificar estes recursos é útil na predição dacapacidade da entidade para gerar no futuro caixa eequivalentes de caixa; Introdução à Contabilidade Rui Costa 51
  52. 52. 10-11-2011b) A informação acerca da estrutura financeira é útil napredição de futuras necessidades de empréstimos e decomo os lucros futuros e fluxos de caixa serão distribuídosentre os que têm interesses na entidade; é também útil aopredizer que sucesso a entidade provavelmente terá emconseguir fundos adicionais;c) A informação acerca da liquidez e solvência é útil napredição da capacidade da entidade para satisfazer Introdução à Contabilidade Rui Costaos seus compromissos financeiros à medida que sevencerem. A liquidez refere-se à disponibilidade de caixano futuro próximo depois de ter em conta os compromissosfinanceiros durante este período. A solvência refere-se àdisponibilidade de caixa durante prazo mais longo parasatisfazer os compromissos financeiros à medida que sevençam. Introdução à Contabilidade Rui Costa 52
  53. 53. 10-11-2011Um Balanço é assim, um quadro alfanumérico que contéminformação, reportada a determinada data, acerca dosrecursos utilizados e da forma como estão a serfinanciados (por terceiros e pelos titulares da empresa).A informação alfabética refere-se, por regra, a itens queagregam várias rubricas previstas no código das contas, aopasso que a informação numérica respeita a duas datashomólogas para permitir comparar as quantias que lhes Introdução à Contabilidade Rui Costacorrespondem.Na face do balanço uma empresa/ entidade deveapresentar activos correntes e não correntes, e passivoscorrentes e não correntes. Introdução à Contabilidade Rui Costa 53
  54. 54. 10-11-2011Activo Corrente e Activo não Corrente:Um activo deve ser classificado como corrente quandosatisfizer qualquer dos seguintes critérios (NCRF 1. 14):a) Espera-se que seja realizado, ou pretende-se que sejavendido ou consumido, no decurso normal do ciclooperacional (NCRF 1. 16) da entidade; Introdução à Contabilidade Rui Costab) Esteja detido essencialmente para a finalidade de sernegociado;c) Espera-se que seja realizado num período até dozemeses após a data do balanço;d) É caixa ou equivalente de caixa, a menos que lhe sejalimitada a troca ou uso para liquidar um passivo durantepelo menos doze meses após a data do balanço. Introdução à Contabilidade Rui Costa 54
  55. 55. 10-11-2011Todos os outros activos que não satisfaçam os critériosanteriormente apresentados devem ser classificados comonão correntes, isto é, os activos não correntes sãodefinidos pela negativa relativamente aos activos correntes. Introdução à Contabilidade Rui CostaPassivo Corrente, Passivo não Corrente e CapitalPróprio:Um passivo deve ser classificado como corrente quandosatisfizer qualquer dos seguintes critérios (NCRF 1. 17):a) Se espere que seja liquidado durante o ciclooperacional normal da entidade; Introdução à Contabilidade Rui Costa 55
  56. 56. 10-11-2011b) Esteja detido essencialmente para a finalidade de sernegociado;c) Deva ser liquidado num período até doze meses após adata do balanço;d) A entidade não tem um direito incondicional de diferir aliquidação do passivo durante pelo menos doze mesesapós a data do balanço. Introdução à Contabilidade Rui CostaA classificação de passivo não corrente é feita pelanegativa relativamente aos passivos correntes.Os activos e passivos não devem ser compensados,excepto quando tal for exigido ou permitido por uma NCFR;a compensação, prejudica a capacidade dos utentes emcompreender as transacções, outros acontecimentos econdições que tenham ocorrido e de avaliar os futuros Introdução à Contabilidade Rui Costafluxos de caixa da entidade. 56
  57. 57. 10-11-2011No balanço, a presentação dos elementos constitutivos doactivo é feita por ordem crescente de liquidez (dos menoslíquidos para os mais líquidos, sendo certo que o dinheiroem caixa ou depositado em bancos, é o expoente máximoda liquidez). Introdução à Contabilidade Rui CostaPor outro lado, no activo não se apresentam verbas adeduzir, ou seja, os recursos são apresentados em termosdo seu valor líquido, pelo que as deduções não aprecemevidenciadas, como é o caso das:a) Depreciações e amortizações acumuladas;b) Deduções de obsolescência nos inventários;c) Deduções de dívidas de cobrança duvidosa nas contas areceber. Introdução à Contabilidade Rui Costa 57
  58. 58. 10-11-2011Os elementos constitutivos do capital próprio e do passivo(2º membro do balanço) são apresentados por ordemcrescente de exigibilidade (dos menos exigíveis para osmais exigíveis, sendo certo que o capital realizado é menosexigível do que as contas a pagar). Introdução à Contabilidade Rui CostaA informação respeitante ao desempenho de umaentidade é proporcionada pela demonstração deresultados, que é útil a fim de avaliar a performance e emparticular a sua lucratividade; é necessária a fim de seconhecer e determinar as alterações potenciais nosrecursos económicos que seja provável que ela controle nofuturo. Introdução à Contabilidade Rui Costa 58
  59. 59. 10-11-2011A informação respeitante ao desempenho é útil napredição da capacidade da entidade gerar fluxos de caixa apartir dos seus recursos básicos existentes. È também útilna formação de juízos de valor acerca da eficácia com quea entidade pode empregar recursos adicionais. Introdução à Contabilidade Rui CostaA Demonstração de Resultados é um quadroalfanumérico que contém informação, reportada a umdeterminado período, acerca dos rendimentos que aentidade gera e dos gastos que lhes estão associados.A informação alfabética refere-se, por regra, a itens queagregam várias rubricas previstas no código das contas, aopasso que a informação numérica respeita a dois períodoshomólogos para permitir comparar as quantias que lhes Introdução à Contabilidade Rui Costacorrespondem. 59
  60. 60. 10-11-2011Os rendimentos e gastos não devem ser compensados,excepto quando tal for exigido ou permitido por uma NCRF.Os factores que contribuem positiva e negativamente parao resultado líquido podem ser explicitados em duasperspectivas diferentes:-Um coloca o enfoque nas naturezas dos gastos;-O outro coloca nas funções empresariais. Introdução à Contabilidade Rui CostaO primeiro serve de suporte à demonstração deresultados por natureza;O segundo serve de suporte à demonstração deresultados por funções. Introdução à Contabilidade Rui Costa 60
  61. 61. 10-11-2011Desde meados da década de 90 do século passado que atendência vem sendo no sentido do abandono dosprocessos de registo manuais ou mesmo mecânicos ouelectromecânicos, com adopção generalizada deprocessos informatizados. Introdução à Contabilidade Rui CostaA comprovada necessidade de tratamento de grandevolume de dados que visam proporcionar informação fiável,e em tempo útil, para a tomada de decisões a diversosníveis, conjugada com os avanços conseguidos no domínioda informática, revolucionaram todos os processosclássicos de escrituração, subalternizando os respectivosfundamentos teóricos. Introdução à Contabilidade Rui Costa 61
  62. 62. 10-11-2011O suporte de todo o processo contabilístico, são osdocumentos referentes às operações realizadas pelasempresas e demais entidades. Estas operações têm porbase as transacções efectivamente realizadas (ascompras, as vendas, o processamento das remunerações,o aluguer de viaturas, etc.), bem como a determinados Introdução à Contabilidade Rui Costafactos que, ainda não correspondem a transacçõesefectivas, mas que possam afectar ou vir afectar a situaçãofinanceira ou os resultados presentes ou futuros.A contabilidade consiste no registo, por ordem cronológica,dessas situações em suportes próprios, por forma a que seelaborem relatórios com vista à prestação de informaçãoaos seus múltiplos utentes (stakeholders). Introdução à Contabilidade Rui Costa 62
  63. 63. 10-11-2011 Operações e Factos Classificar e Actualizar Elaborar Processar Contas Relatórios Introdução à Contabilidade Rui CostaRecorrendo às modernas tecnologias de informação, amaioria destes procedimentos podem ser automatizados(classificação automática das vendas, das compras, dasoperações de caixa, das compras de bens para oinvestimento, etc.), pelo que o grande esforço dosresponsáveis da contabilidade se tem centrado naconcepção e organização do sistema contabilístico, na Introdução à Contabilidade Rui Costa 63
  64. 64. 10-11-2011ligação com os restantes subsistemas de informação(gestão comercial, gestão de compras, da tesouraria, dopessoal, etc.) e, em particular, garantir que as contasreflictam uma imagem fiem e verdadeira da situaçãofinanceira da empresa e dos resultados da sua actividade. Introdução à Contabilidade Rui CostaAlgumas vantagens da contabilidade informatizada:-Aumento da produtividade;-Melhoria da qualidade dos serviços (impressãoelectrónica);-Maior estímulo para os profissionais da área (facilidade dealimentar os sistemas com informações precisas); Introdução à Contabilidade Rui Costa 64
  65. 65. 10-11-2011-Facilidade para a leitura prévia dos relatórios;-Atendimento às exigências dos órgãos quanto aocumprimento de prazos;-Facilidade de acesso às informações da empresa;-Maior segurança das informações;-Elaboração de cópias de segurança;-Etc. Introdução à Contabilidade Rui Costa 65

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