Artigo tic carmem 3 janeiro 2013

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Artigo tic carmem 3 janeiro 2013

  1. 1. Polo Restinga Sêca – RSDisciplina: Elaboração de Artigo CientíficoProfessor Orientador: Profª Drª Rosane RosaData da defesa: 01/12/2012INTERAÇÃO PROFESSOR/ALUNO MEDIADA PELO AUDIOVISUAL: UMAANÁLISE DO FILME “OS MISERÁVEIS”INTERACTION TEACHER/STUDENT MEDIATED BY AUDIOVISUAL: ANANALYSIS OF THE FILM “LES MISERABLES”PEREIRA, Carmem Silvia Rodrigues.Letras. UNICRUZ – Universidade de Cruz Alta, RS.RESUMOEste estudo tem como objetivo investigar o processo de ensino aprendizagem nocontexto escolar, mediado pelo audiovisual através do filme “Os Miseráveis” de VitorHugo. O audiovisual é um meio que tem uma importante aceitação por parte dosprofessores e reciprocidade na sala de aula. Realizou-se primeiramente umapesquisa bibliográfica sobre a temática com base em diferentes pesquisadores.Posteriormente, realizou-se uma entrevista informal com a professora da turma,da disciplina de língua portuguesa, em que a mesma relatou a importância doaudiovisual em sala de aula. Posteriormente, exibiu-se uma cena do filme “OsMiseráveis”, após foram feitos questionamentos e a aplicação de um formulário,contendo questões abertas e fechadas, aos alunos do 2º Ano, do InstitutoEstadual Padre Caetano. Conclui-se que o audiovisual é um meio que contribuicom a função do professor de despertar o interesse dos alunos para a participaçãono processo de ensino aprendizagem. No caso estudado possibilitou umaaproximação da sala de aula com o cotidiano, com uso e apropriação da linguagemaudiovisual introduzindo novas temáticas e valores sociais no processo deaprendizagem.Palavras-chave: Audiovisual, Educação, Processo de Aprendizagem.
  2. 2. 2ABSTRACTThis study aims to investigate the process of teaching and learning in the schoolcontext, audiovisual mediated through the film “Les Miserables” by Victor Hugo. Theaudiovisual media that is having a major acceptance by teachers and reciprocity inthe classroom. Held primarily a literature on the subject based on differentresearchers. Later, there was an informal interview with the classroom teacher, thediscipline of Portuguese, where she reported the importance of audiovisualclassroom. Later, showed off a scene from the film “Les Miserables” after inquirieswere made and the application of a form, containing open and closed questions,students of 2ndyear, the Instituto Estadual Padre Caetano. We conclude that theaudiovisual media that contributes to the function of the teacher to awaken theinterest of students for participation in the teaching-learning process. In the casestudy approach enabled a classroom with everyday life, with the languages oflearning and communication of urban society, and also introduced new issues in theeducational process.Keywords: Audiovisual, Education, Learning process.1. INTRODUÇÃOAtualmente, há uma grande preocupação para que a educação alcancetodos, e proporcione condições para que os indivíduos atuem como sujeitos nasociedade. Com isso, percebe-se que a educação deve preparar os indivíduos paraas transformações contemporâneas.A importância da educação como uma das alavancas que possa contribuipara a formação de um sujeito mais participativo nas tomadas de decisões sociais, éalgo fundamental para desenvolver no espaço educacional. Desse modo, aorganização escolar, como organismo vivo, é indispensável para promover odesenvolvimento e a aprendizagem dos educandos de forma critica e emancipatória.Nessa mesma perspectiva, Alarcão (2001, p. 27) defende que:Se quisermos mudar a escola, devemos assumí-la como organismo vivo,dinâmico, capaz de atuar em situação, de interagir e desenvolver-seecologicamente e de aprender a construir conhecimento sobre si próprianesse processo. Considerando a escola como um organismo vivo inseridoem um ambiente próprio, tenho pensado a escola como uma organizaçãoem desenvolvimento e em aprendizagem que, à semelhança dos sereshumanos, aprende e desenvolve-se em interação.Assim, a escola e os sujeitos interagem em um processo mútuo e contínuo deaprendizagem, inseridos em um espaço e tempo singular e intercultural, construindo
  3. 3. 3conhecimentos e conectando saberes. Esse conhecimento sobre si e do outroenriquece o olhar, a compreensão, a relação e a intervenção no mundo e com omundo (ALARCÃO, 2001).Nesta perspectiva, é indispensável que todos os sujeitos envolvidos e asociedade como um todo, concebam a educação como um projeto social central quecontribui de forma significativa para a formação dos sujeitos. Essa concepçãoimplica comprometimento e participação nas decisões que arrolam a continuidade eo aprimoramento desse processo, a fim de que se efetive um maior envolvimentocom o destino da educação e sua própria prática cotidiana (LIBÂNEO, 2007).Dentro deste contexto, surgem as tecnologias que fazem parte do nosso dia adia, tanto na vida pessoal quanto profissional. É difícil inclusive, imaginar a rotinamoderna sem os recursos tecnológicos disponíveis atualmente. Por meio dessarealidade, a escola acaba assumindo a responsabilidade de, aos poucos, incorporarestes recursos tecnológicos à prática pedagógica e colocar os alunos a par dasnovas tecnologias da informação e da comunicação, que estão presentes em grandeparte dos locais de lazer, trabalho, entre outros.Portanto, apesar das inovações tecnológicas estarem cada dia maispresentes no âmbito educacional, não podemos deixar de lado a valorização dacomunicação escrita. O ensino da leitura e da escrita na escola é imprescindível,uma vez que a utilização de qualquer outra tecnologia depende dela para que seefetive. Assim, ocorre a relação de complementariedade entre um meio e, outro enão de exclusão.Sabe-se que a comunicação amplia nossos conhecimentos, porém, aqualidade do ensino não depende unicamente das tecnologias da informação ecomunicação. Elas devem agregar e não substituir os recursos didáticos, utilizadosaté pouco tempo com exclusividade.Este trabalho justifica-se diante do avanço e uso de tecnologias dainformação e comunicação (TIC) que prepara a sociedade escolar para desenvolverhabilidades e estar apto a utilizá-las. Neste contexto, o educador deixa de exercer afunção de transmissor de conhecimento e informações para assumir um novo posto,o de mediador da aprendizagem, pois ao apontar caminhos e instigar os alunos abuscar, sem dúvida ele também aprende. É um momento em que aluno e professor
  4. 4. 4interagem, trocando informações e conhecimentos, que não se limitam apenas aoconteúdo a ser desenvolvido.Assim, este artigo objetiva investigar o processo de ensino aprendizagem nocontexto escolar, mediado pelo audiovisual, através do filme “Os Miseráveis” de VitorHugo. Além disso, estuda-se a relação professor/aluno mediado pelo objetocomunicacional; bem como os valores humanos identificados pelos alunos aoassistir o filme.2. EDUCOMUNICAÇÃO/APRENDIZAGEM EM UM SÓ CONTEXTOAo falar em Educomunicação nos remete a interação entre educação ecomunicação, campos estes que estão interligados entre si sendo que esta áreatenta entender como a educação pode colaborar com os meios de comunicação, ecomo a comunicação pode ser úteis às práticas educativas (SOARES, 2011).A educação tem como objetivo principal ser o de identificar os aspectosdesejáveis e comuns a todas as escolas, responsáveis em criar um indivíduo para asociedade capaz de ser sujeito da mesma. A escola deve ser um local de promoçãoe integração de todos os participantes, em um construção/resgate da cidadania.A instituição escola, independentemente, do tipo social de pessoas que asfrequentam, devem ter objetivos básicos, pois a sociedade se apresenta emdiferentes classes sociais. Mas, percebe-se que estas estão diferentes umas dasoutras, pois, encontramos escola privada e pública, sendo que cada uma tem suaidentidade, sua história e suas peculiaridades, mas seus objetivos devem ser osmesmos, adequando sempre o ensino à sua realidade (ALARCÃO, 2001).Mas o que é educomunicação? Para Soares (2011, p. 15):É o conjunto das ações inerentes ao planejamento, implementação eavaliação de processos, de programas e produtos destinados a criar efortalecer ecossistemas comunicativos em espaços educativos presenciaisou virtuais, tais como escolas, centros culturais, emissoras de TV e rádioseducativos, e outros espaços formais ou informais de ensino aprendizagem.Neste sentido, é mister falar de uma educação que faça sentido para osjovens, em que os mesmos possam desenvolver suas competências e habilidades eque a escola faça parte de um sistema de aprendizagem em turno integral, pois
  5. 5. 5assim os jovens terão oportunidade de participar deste contexto e ser entendido emsua totalidade, buscando aperfeiçoar o conhecimento e mostrar sua real capacidade.Diante do exposto, Soares (2011, p. 8) corrobora:Na verdade, uma educação eficiente precisa inserir-se no cotidianode seus estudantes e não ser um simulacro de suas vidas. Fazersentido para eles significa partir de um projeto de educação quecaminhe no mesmo ritmo que o mundo que os cerca e queacompanhe essas transformações. Que entenda o jovem. E não dápara entendê-lo, sem querer escutá-lo.Verifica-se que a Educomunicação é um campo novo, que já se comunica deforma muito próxima com a realidade do mundo em que estamos inseridos, ummundo mediatizado, em que os meios de comunicação assumem papel fundamentalna dinâmica da sociedade favorecendo interações sociais.Neste contexto, Soares (2011, p. 9) ao iniciar os estudos comeducomunicação, havia um dizer quase profético de que “um dia produziremoscomunicação o tempo inteiro, de forma fácil e ágil”. Atualmente, isso é realidade, aeducomunicação tem papel fundamental em suprir essas habilidades já existentes naprodução da mídia de qualidade.Portanto, as práticas ligadas a educomunicação mostram que têm potencialpara estimular os jovens no ambiente escolar, no contra turno, entendendo este alunoem suas diversidades e usando este potencial para o desenvolvimento social eeconômico deste país que apresenta baixo nível de escolarização. Uma educaçãoque valorize o cidadão em sua totalidade.A participação dos adolescentes e jovens nesse processo de produçãomidiática vem demonstrando vários pontos positivos, pois os jovens que participamdeste projeto mostram o desejo e seus anseios através do uso dos recursos dainformação e comunicação. Demonstram interesse pelos acontecimentos atuais, dasociedade, compreendendo o que passa ao seu redor e diante dessa participaçãodesejam uma sociedade mais justa.Neste contexto, o jornalista Fernando Rossetti (apud SOARES, 2011, p. 31)corrobora:
  6. 6. 6Nos projetos educomunicativos os jovens ampliam ainda mais o vocabulárioe seu repertório cultural; aumentam suas habilidades de comunicação;desenvolvem competências para o trabalho em grupo, para negociação deconflitos e para planejamentos de projetos. Melhoram, por outro lado, odesempenho escolar, entre outros ganhos.Diante do exposto, os jovens têm um grande potencial a desenvolver, énecessário que seja desafiado e instigado a participar, pois por meio do uso de novastecnologias da comunicação e informação os mesmos serão capazes de criar aspróprias mensagens e conteúdos. Portanto, a comunicação, tanto pelo lápis, pelatroca de palavras ou, pela lente de uma câmera, é um poderoso meio que despertaum novo olhar para a sociedade, instigando os adolescentes a pensar e expor suasideias.Sendo assim, educomunicação pode ser tanto uma prática quanto umconceito entre comunicação e educação. Por meio, dessa prática proporciona novasaprendizagens, tendo como base os recursos tecnológicos e novas relações nacomunicação.Com a educomunicação é possível trabalhar e estudar em cima de nossasatitudes, comportamentos, valores, decisões em relação com o mundo e com os fatossociais, culturais, políticos e econômicos. O grande desafio é inserir na escola osconteúdos comunicativos que contemplem as experiências culturais.A escola tem a função de preparar cidadãos, mas não pode ser pensadaapenas como tempo de preparação para a vida. Ela é a própria vida, um local devivencia da cidadania. Sendo a escola um lugar, um tempo e um contexto,organização e vida, deve espelhar um rosto de cidadania (ALARCÃO, 2001).Para que essa proposta se viabilize, Barbero (1996 apud SOARES, 2011, p.52), aponta para a seguinte necessidade:Os novos educadores devem ser capazes de compreender que há umanova cultura juvenil irreversivelmente em formação, vendo nelas mais queameaças, mas novas e interessantes possibilidades de fazer uma nova aulae uma nova escola.Para que isso aconteça é necessário produzir mudanças no contexto mundial elocal, que venham responder aos desafios da sociedade no dia a dia, levantandoquestões relacionadas com a vida, à ética, ao planeta, ao trabalho, à convivênciaentre os diferentes, dignidade humana, entre muitos outros temas. “Desenvolver
  7. 7. 7impacto sobre as estratégias de aprendizagem e de construção do conhecimento”(LÉVY, 1993 apud SOARES, 2011, p. 53).É necessário que as escolas formem cidadãos com capacidade deaprendizagem e adaptando-se as várias situações que irão surgir no contexto escolar,demonstrando autonomia intelectual e emocional, habilidades diversificadas, eatuando de maneira ética. Neste sentido, Soares (2011, p. 53) menciona:O que urge é, na verdade, garantir ao jovem a possibilidade de sonhar, nãoexatamente com um mundo fantástico e seguro que lhe seja dado pelosadultos, mas com um mundo que ele mesmo seja capaz de construir, a partirde sua capacidade de se comunicar. É o que a educomunicação temcondições de propor ao sistema educativo formal.Portanto, a educomunicação vem possibilitar uma nova leitura dos saberes,pois enquanto sujeitos sociais temos construído. O domínio da educomunicação émais do que um objeto a ser investigado, é um campo de relação de e entre saberes.Vem a ser um espaço de questionamentos, que busca o conhecimento e constrói ossaberes.Diante do exposto, Donizete (2012, p. 11) menciona que:É também um espaço de ações e experiências que levam a saberes oupartem deles em direção a outros. Uma das tantas singularidades daEducomunicação é que ela constitui-se justamente das relações múltiplasque propicia. Trata-se, portando, de um campo de ação política, entendidacomo o lugar de encontro e debate da diversidade de posturas, dasdiferenças e semelhanças, das aproximações e distanciamentos. Porexcelência, uma área de transdiscursividade e, por isso, multidisciplinar epluricultural.Assim, fazer educomunicação é experimentar uma outra maneira de conviversocialmente, realizando atividades que despertem o processo educativo de maneiracomunicativa e participativa, é uma proposta de organização social totalmentediferente da que estamos inseridos atualmente. Aqui o sujeito pode expressar o quepensa e sente, toma sua própria decisão, e deve ser respeitado. Donizete (2012, p.12) ressalta que “a educomunicação se caracteriza com um novo campo de pesquisae ação comprometido com outra gestão e, por conta disso, se apresenta como formade intervenção social”.As inovações da educomunicacão não se restringem apenas à união de duasáreas do conhecimento, sobretudo, trazem modelos novos de relação, de convivênciae de concepção de ensino/aprendizagem. Esta prática educomunicativa exige pela
  8. 8. 8natureza do paradigma que a sustenta, uma transformação no modelo cristalizado darelação entre professor e aluno, não existe mais lugar para um transmissor ativo e umreceptor passivo de informações (SOARES, 2011).Desta maneira a relação educador/educando torna-se um processocomunicativo de ida e volta, sendo que o educador tanto ensina como aprende.Portanto, a comunicação nas suas diferentes formas e por diferentes meios é a basede uma educação emancipadora.Logo, o enfoque será o audiovisual, que é o foco deste trabalho e seráabordado na subseção a seguir.2.1 O uso do audiovisual no processo de aprendizagemA sociedade contemporânea tem acompanhado um crescentedesenvolvimento tecnológico. A Escola está inserida nesta realidade tendo queinteragir com uma “geração digital”. Para tanto enfrenta o desafio de recursoshumanos e econômicos de incorporar esta cultura digital à prática pedagógica,exigindo novas metodologias e linguagens. Ocorre que nem sempre a formaçãouniversitária e as políticas públicas educacionais contemplam o desenvolvimentodessas competências e saberes. Essa deficiência dificulta o processo deapropriação tecnológica por parte de muitos professores comprometendo aqualidade de ensino com metodologias tradicionais.Entre as diferentes tecnologias e linguagens, Moran (2003, p. 45) destaca aaudiovisual por desenvolver múltiplas atitudes perceptivas “solicita constantemente aimaginação e reinveste a afetividade com um papel de mediação primordial nomundo, enquanto que a linguagem escrita desenvolve mais o rigor, a organização, aabstração e a análise lógica”.Entretanto, as mensagens dos meios audiovisuais exigem pouco esforço eenvolvimento do receptor. Este tem cada vez mais opções, mais possibilidades deescolha (controle remoto, canais por satélite, por cabo, escolha de filmes em vídeo).Há uma maior possibilidade de interação: televisão, jogos interativos, CD e DVD.Existem várias possibilidades de escolhas e participação, a liberdade de canal eacesso, facilitam a relação do espectador com os meios.Neste contexto, Napolitano (2011, p. 197) alerta que:
  9. 9. 9Uma mensagem visual tem por objetivo reforçar ou intensificar as intençõesexpressivas através da imagem sem deixar de se preocupar com o retorno,as respostas ou atitudes dos leitores. Nessa ótica, a produção de sentidosimplica análise compositiva, técnica e estética. Em muitos casos asimagens possuirão um discurso tão profundo que poderão funcionar deforma autônoma, representando a totalidade do conteúdo e dispensandointegralmente a necessidade de um texto.Portanto, as imagens podem transmitir vários sentidos, depende dainterpretação de cada um. Sendo que a imagem em si já traz um significado em suatotalidade, independente do texto, mas depende do trabalho do sujeito ou damediação dos educadores para que os alunos deflagrem o processo de atribuirsentido a um objeto, no caso, audiovisual.As imagens estão diretamente relacionadas a processos de memorização deconteúdos, ideias, experiências ou acontecimentos, tanto reais quanto fictícios. Umaimagem é um bom ponto de partida para recordar ou mesmo compreender algumaideia conectando-se com diferentes realidades cotidianas (MORAN, 2003).Para Napolitano (2011) a utilização da linguagem audiovisual no ensinosuscita discussões incessantes. Uma das principais é sobre a utilização crítica dasimagens e sua validade no processo de aprendizado.Já, Moran (2003, p. 45), lembra que “o vídeo está ligado à televisão e a umcontexto de lazer”, por isso o autor acredita que “passa imperceptivelmente para asala de aula. Vídeo, na cabeça dos alunos, significa descanso e não "aula", o quemodifica a postura em relação ao seu uso”. Isso exige que o professor façacorrelações entre a temática abordada com outras linguagens e assuntosrelacionados ao contexto da sala de aula e ao cotidiano, estabelecer conexões entreo vídeo e as outras dinâmicas da aula.Para Moran (1995, p. 10):Vídeo significa também uma forma de contar multilinguística, desuperposição de códigos e significações, predominantemente audiovisuais,mais próxima da sensibilidade e prática do homem urbano e ainda distanteda linguagem educacional.Nesta perspectiva, constata-se que a lógica da narrativa imagética não sebaseia necessariamente na causalidade, mas na contiguidade, em colocar umpedaço de imagem ou história ao lado da outra. Há uma relação decomplementaridade entre a linguagem imagética e a escrita. Essa retórica conseguiu
  10. 10. 10encontrar fórmulas que se adaptam perfeitamente à sensibilidade do homemcontemporâneo. Usam uma linguagem concreta, plástica, de cenas curtas, compouca informação de cada vez, com ritmo acelerado e contrastado, multiplicando ospontos de vista, os cenários, os personagens, os sons, as imagens, os ângulos, osefeitos (COELHO, 1993).As linguagens que envolvem imagem e movimento como as de audiovisuaisrespondem à sensibilidade dos jovens e da grande maioria da população adulta. Sãodinâmicas, dirigem-se antes à afetividade do que à razão. O jovem lê o que podevisualizar, precisa ver para compreender. A sua fala é mais sensorial-visual do queracional e abstrata (COELHO, 1993). Nesse aspecto também destaca-se aimportância da mediação do educador para uma interpretação, no mínimoequilibrada entre o emocional e o racional.Moran (1994, p. 21), lembra que o uso das tecnologias na educaçãodemandam modificações em algumas funções dos professores, por exemplo, a depassar informações pode ser deixada aos bancos de dados, livros, vídeos,programas em CD. Neste cenário, o autor defende que: primeiro: o professor passaa ser o estimulador da curiosidade do aluno por querer pesquisar, conhecer e buscarnovas informações; segundo: coordena o processo de apresentação dos resultadospelos alunos; terceiro: questiona os dados que foram apresentados,contextualizando os resultados com a realidade dos alunos. Na visão de Moran,“este processo transforma informação em conhecimento e conhecimento em saber,em vida, em sabedoria - o conhecimento com ética”.Portanto, trabalhar em sala de aula, com dispositivos audiovisuais, contribuicom o desafio da escola reencontrar a cultura do cotidiano contemporâneo, ou seja,uma cultura imagética que necessita de reflexão e interpretação para extrairsignificados. Isso porque o audiovisual, o cinema, se trata de uma linguagemsofisticada, “é o campo no qual a estética, o lazer, a ideologia e os valores sociaismais amplos são sintetizados numa mesma obra de arte” (NAPOLITANO, 2011, p.11).O cinema é considerado por Fantin (2006) como um meio que representacontar histórias através de imagens, movimentos e sons. Entretanto, a autoraesclarece que considerar o cinema como um meio não quer dizer que seu potencial
  11. 11. 11seja reduzido de objeto sócio-cultural a uma ferramenta didático-pedagógicadestituída de significação social.Almeida (2001), por sua vez, destaca a importância do cinema na Escolacomo forma de aproximá-la da realidade sócio-cultural:é importante porque traz para a escola aquilo que ela se nega a ser e quepoderia transformá-la em algo vivido e fundamental: participante ativa dacultura e não repetidora e divulgadora de conhecimentos massificados,muitas vezes já deteriorados, defasados (apud NAPOLITANO, 2011,p. 12).Portanto, realizar este trabalho na escola, mais especificamente com osalunos de uma turma, faz com que os mesmos possam pensar e expressar a culturade uma maneira própria, expondo seus sentimentos, suas concepções einterpretações de mundo, quais suas experiências e expectativas em relação àescola, a este mundo em que vivemos e que a cada dia evolui de maneiraassustadora. Fazer com que os alunos pesquisem, busquem informações sobre umdeterminado assunto, dando subsídios aos mesmos, mas sem interferir em suapesquisa.Rivoltella (2005) destaca a relevância educativa do cinema a partir davalidade alfabética, cultural e cognitiva:- alfabética ou instrumental: compreender a aprendizagem da gramática esintaxe da linguagem da imagem audiovisual ou cinematográfica, tanto nosentido do consumo quando no da produção;- cultural: reconhecer o cinema como expressão cultural própria do nossotempo, junto com a arte e a literatura e seus juízos estéticos e críticos;- cognitiva: descobrir o cinema como espaço de pesquisa histórica voltadapara a realidade política e social contemporânea. (apud FANTIN, 2006,p. 111).É necessário levar em conta uma situação psicológica muito peculiar a todoespectador de cinema. “O cinema é sempre ficção, ficção engendrada pela verdadeda câmera (...) o espectador nunca vê cinema, vê sempre filme. O filme é um tempopresente, seu tempo é tempo da projeção” (ALMEIDA, 2001 apud NAPOLITANO,2011, p. 14).Diante do exposto, é de suma importância que o professor atue comomediador entre a obra e os alunos, mesmo que sua interferência naquelas horasmágicas de projeção seja mínima (NAPOLITANO, 2011).
  12. 12. 12Nesse sentido, o cinema por ser um instrumento que difunde costumes eformas de vida de vários grupos sociais, o cinema difunde o patrimônio cultural dahumanidade. Assim, Rivoltella (2005, apud FANTIN, 2006, p. 110):Para dizer que a realidade cultural vista no tempo e no espaço éconstituída de ideias, princípio, obras e realizações que formam opatrimônio de toda a humanidade, e que os filmes se colocam ao lado deoutros produtos da ciência, da arte e da literatura.Sendo assim, para o autor os filmes compartilham significados sociais e aindacontribuem na transmissão da nossa cultura, vindo fazer um resgate desta culturaque é contada através dos livros, mas que através do cinema é colocada em ação emovimento.O cinema é um produto cultural, que tem o privilégio de ser reconhecido comum estatuto estético que une arte e literatura ao mesmo tempo. Por serrepresentativo, o cinema mostra o visível da realidade cultural no instante que éproduzido, sendo que isso o constitui como extraordinário documento para o estudodos momentos relevantes da história recente (FANTIN, 2006).A seguir, será analisado o uso do filme “Os Miseráveis” de Vitor Hugo comodispositivo no processo de ensino-aprendizagem da disciplina de LínguaPortuguesa, como também os valores humanos.3. METODOLOGIAPara realização deste estudo investigativo foi realizada pesquisa bibliográficae descritiva, com abordagem quantitativa e qualitativa voltada para um público deprofessores e alunos da Escola Estadual Padre Caetano; no município de SantaMaria/RS.Em um primeiro momento, partiu-se para a construção do referencial teórico,por meio das temáticas relacionadas ao objeto de estudo: Educomunicação,processo de aprendizagem, o uso das TIC e o uso do audiovisual, tendo comoautores Mônica Fantin (2006); Ismar Soares (1999) e (2011); José Manuel Moran,(1994); e Marcos Napolitano (2011).Em um segundo momento, foi realizada uma entrevista semi estruturada coma professora da disciplina de Língua Portuguesa do 2º ano do Ensino Médio da
  13. 13. 13Escola Padre Caetano, a fim de verificar a percepção da mesma sobre aimportância de trabalhar o audiovisual em sala de aula por meio do filme “OsMiseráveis” de Vitor Hugo, de maneira interdisciplinar.A etapa seguinte desta pesquisa foi a aplicação do questionário a 14 alunos,do turno manhã do 2º ano do Ensino Médio, da Escola Padre Caetano. O mesmoapresentava um bloco de questões objetivas sobre a identificação e contexto dosalunos e, um segundo bloco de questões dissertativas referente ao filme “OsMiseráveis”.Participaram desta pesquisa, 11 meninas e 3 meninos, que formam a turma202 do 2º Ano, turno manhã, de uma Escola Pública da periferia de Santa Maria -RS. Os adolescentes tem faixa etária entre 16 e 20 anos. Do total de 14 alunos, 6trabalham no turno inverso, como forma de ajudar nas despesas da família.Na sequência procedeu-se a interpretação dos questionários, delineamentodos resultados da pesquisa e análise dos resultados.A Escola localiza-se em Santa Maria, possui uma boa infra-estruturatecnológica para trabalhar: um laboratório de informática equipado comcomputadores, data show, projetor de multimídia, notebook, câmera e filmadoradigital. O coordenador do laboratório é um professor com formação em mídias naeducação, que se dedica nos dois turnos de funcionamento da Escola a manter olocal atualizado para disponibilizá-lo aos professores e alunos.A escola ainda possui uma Rádio, sendo que os alunos participam ativamentena programação, com um planejamento adequado e orientado também por umbolsista da Universidade Federal de Santa Maria.3.1 Análise e discussão dos resultadosComo informado anteriormente, optou-se por um objeto audiovisual paraanálise empírica, ou seja, uma cena do filme Os Miseráveis.- O filme: conta a história de Jean Valjean, um ex-condenado que depois decumprir sua pena quer apenas viver uma vida normal e honesta. Depois de assumiridentidades falsas e, inclusive forjar a própria morte para não acabar injustamente nacadeia.
  14. 14. 14Com o passar dos anos, sua vida muda muito, tem uma reviravolta, epersonagens inesperados e marcantes surgem. Ele começa a viver honestamente,garante uma vida confortável. Com um nome diferente, é admirado por muitos.Fantine, uma ex-operária que sofre preconceito da sociedade, por ser mãesolteira acaba transformando-se em prostituta por perder o emprego, sendo quetinha que sustentar sua filha. Fica doente e recebe ajuda de Jean, mas a mesmanão resiste e morre e pede que ele cuide da filha Cossete.Nesse momento a vida de Jean sofre mudanças, tem que abandonar o postode prefeito para fugir e cuidar de Cossete. Com outra identidade, passam dez anosdentro de um convento, ele como jardineiro e ela se preparando para ser freira. Aos16 anos, Cossete informa a Jean, que não quer ser freira. E diz que ama como sefosse seu pai. Eles então rumam a Paris tentar uma vida normal, mas sãoperseguidos pelo investigador que os segue há anos. O contexto histórico se passaem um período da revolução organizada pelo povo que pedia a instauração daRepública.Ao partir para a pesquisa de campo sobre o filme, optou-se em um primeiromomento, em realizar uma entrevista informal com a professora de LínguaPortuguesa da turma. Iniciei falando da obra e filme de Vitor Hugo “Os Miseráveis” eindagando sobre a importância de trabalhá-los em sala de aula. A professora justificacom muita convicção:Dentro da língua portuguesa podemos trabalhar a questão da oralidade, doposicionamento crítico e a capacidade de argumentação na defesa dasideias observadas no filme. Também é possível trabalhar a questão doscostumes da época para a contextualização histórica, retratando como eraos valores, situando o aluno no tempo em que ocorre a narrativa, momentoliterário.Além de proporcionar o desenvolvimento da oralidade, da criticidade e darecuperação cultural de determinada época, a professora ressalta a questão dosvalores humanos identificados na obra e que são atemporais:O filme “Os Miseráveis” traz a questão dos valores para dentro da sala eproporcionou um debate sobre o assunto, possibilita a comparação entre oontem e o hoje. Como vemos a questão da solidariedade, do amor aopróximo, do perdão e da compaixão nos dias de hoje. Como podemostransportar a situação do perdão no filme para a nossa realidade? Épossível encontrarmos hoje situações de amor ao próximo?”
  15. 15. 15Fica a dúvida e o questionamento da professora se os valores dasolidariedade, amor e perdão, mostrados no filme e que deveriam ser universais eatemporais, sobrevivem na atualidade em que predomina a intolerância e aviolência.Importante conhecer a percepção também dos alunos, por isso, em umsegundo momento e, em outro dia, a atividade se deu em sala de aula, em que apesquisadora apresentou para a turma a proposta de trabalho.A atividade consistiu na reprodução da primeira cena do filme “Os Miseráveis”aos alunos. Posteriormente estes responderam a um formulário sobre ossignificados e representações que identificaram no filme.A seguir descreve-se os dados coletados pelo formulário impresso.Inicialmente os alunos foram questionados se já haviam lido o livro “OsMiseráveis” e/ou assistido o filme. Quanto ao livro todos responderam que nãoleram, mas muitos ouviram falar. Quanto ao filme, dos 14 participantes apenas umrespondeu afirmativamente.Em seguida, responderam se viam alguma relação entre a realidade doséculo XIX mostrado no filme “Os Miseráveis” com a atualidade. Dos 14 alunosparticipantes, 11 responderam que “sim”, dois que não e 1 não respondeu. Os queresponderam afirmativamente falaram da relação de: “desprezo” ao ser humano,“perdão”, “ajuda ao próximo”, “esperança” e atitudes que muitas vezes levam o serhumano a cometer “atos desumanos”, devido ao “momento e a situação que seencontram”, vindo a “sofrer consequências para a vida toda”.Diante da pergunta “Quais os valores que você identificou no filme?”, osmesmos responderam: “perdão”, “humildade”, “amor ao próximo”, “solidariedade”,“compaixão”, “caráter”, “fé”, “amor”, “caridade”, “revolta”, “compreensão”. Verifica-seque apenas o sentimento de “revolta” destoa dos demais que salientam o valor dabondade humana, presente e destacada no filme pelo ato do perdão do Bispo emrelação ao Jean. Nessa cena, o Bispo convida Jean para jantar e descansar. À noiteJean acorda durante um sonho, rouba os talheres de prata do Bispo e foge do local.No dia seguinte, o Bispo recebe a visita dos soldados com um homem quecarregava consigo talheres de prata. Era Jean que havia sido preso, mas o Bispodisse aos soldados “eu lhes dei os talheres de prata, e também os castiçais de prata,porque você não levou Jean”. Mandou a sua irmã ir buscar e entregou para Jean
  16. 16. 16que ficou livre. “Estou livre, realmente?”, “Sim” respondeu o Bispo que mandou ossoldados embora.A seguir, o Bispo aproximou-se de Jean e reforçou o aspecto pedagógico doperdão concedido:- Não se esqueça, não se esqueça nunca de que prometeu usar essedinheiro para se tornar um homem honesto.- Jean, meu irmão, lembre-se que já não pertence ao mal, mas sim ao bem.É sua alma que acabo de comprar. Eu a furto dos maus pensamentos e doespírito da perdição para entregá-la a Deus (CARRASCO, 2001)Na sequência foi questionado “Que tipo de sentimentos o filme despertou em,você? Os alunos mencionaram: “rancor, compaixão, pena, tristeza pela forma comotrataram Jean, uma segunda chance, admiração na atitude do Bispo”.As respostas dos adolescentes evidenciam que os mesmos deixam vir a tonaseus sentimentos, novamente predominando as referentes à bondade do serhumano, capaz de sentir compaixão do outro.A cena do filme mostra Jean, recebendo do Bispo uma segunda chance dereconstruir sua vida, sugere que ainda existem pessoas capazes de abrirem asportas de suas casas para acolher a quem precisa de uma palavra de conforto, deuma mão amiga ou de alimentação ou abrigo.Quanto a aprendizagem passado pelo filme, os adolescentes destacaram operdão, o amor e a solidariedade humana, como é possível ver a seguir nosdepoimentos obtidos por meio do questionário.-“ Aprender a perdoar, amar o próximo como a si mesmo, e ajudar quemprecisa”.-“Perdoar, amar o próximo e ajudar uns aos outros”.- “Que às vezes nós temos que fazer pelos outros, o que queríamos quefizessem por nós”.- “Que devemos perdoar as pessoas”.- “Pensar melhor sobre a vida”.- “Me motivou a pensar mais no próximo e agir mais com o coração”.-“Sim ser mais compreensivo”.Por meio desse questionário, percebeu-se o interesse e a participação dosalunos, sendo que foram cumpridas as etapas deste estudo. Os mesmos sentiram-se motivados com a proposta de trabalho e assistiram a cena do filme com muitaatenção. Sendo que os mesmos ansiosos para assistirem todo o filme, para saber oque aconteceu com Jean, qual foi o desfecho do filme.
  17. 17. 174. CONSIDERAÇÕES FINAISInicio ressaltando que foram meses e dias de muita aprendizagem eavaliações de minha vida e carreira profissional. Fica a convicção de que precisa-seaprender a viver em sintonia com as novas necessidades de uma sociedade emconstante transformação. A educação, além de trabalhar com os saberes, devepossibilitar a interação do indivíduo com o mundo ao seu redor, com as novasformas de comunicação, com as pessoas e consigo mesmo.A pesquisa evidenciou que o uso das tecnologias em sala de aula, no caso oaudiovisual, se usadas como proposta de aprendizagem para instigar e ampliar oconhecimento do aluno é de suma importância. Os alunos participantes demonstraminteresse e participaram ativamente das atividades propostas.No caso específico deste estudo, que trabalhou uma cena do filme “OsMiseráveis”, verificou-se que foi possível aproximar dos alunos questões e valoreshumanos que deveriam ultrapassar tempos e fronteiras, mas que estão em crise nasociedade moderna, como o respeito e a solidariedade aos demais.Proporcionou também a comparação e a relação com diferentes contextoshistóricos. Cada um refletiu e expressou sobre problemas e soluções para umaconvivência mais pacífica entre pessoas com realidades tão distintas como o Bispo eJean.A história de Jean, no filme “Os Miseráveis”, mostrou, focado em valorescristãos, a importância de acreditar no ser humano e que atitude altruísta de cadaum pode fazer a diferença em uma sociedade em que predomina a intolerância e aviolência.Este trabalho com o audiovisual evidencia que um filme pode ser trabalhadoem várias disciplinas e ser explorado de várias maneiras, fazendo com que aaprendizagem ocorra de maneira interdisciplinar e potencializada com a mediaçãodo professor. Além disso, foi um trabalho motivador, que estimulou a participação ereflexão individual e coletiva e proporcionou aos alunos despertar o gosto pela artedo cinema.Conclui-se que neste processo, o uso das tecnologias da informação e dacomunicação apresenta potencial para a comunidade escolar desenvolvercompetências e habilidades indispensáveis para uma formação integral e para o
  18. 18. 18futuro profissional. Neste cenário, o papel do professor é resignificada: detransmissor para mediador, facilitador do processo de reflexão e apropriações designificados que resultará em construção de conhecimentos. Trata-se de ummediador da aprendizagem, pois ao apontar caminhos e instigar os alunos a pensar,interpretar e correlacionar as informações recebidas com a realidade cotidiana, semdúvida ele também aprende. Assim, aluno e professor interagem, trocandoinformações e conhecimentos, saberes e vivencias, sendo ambos esimultaneamente educadores e educandos.5. REFERÊNCIASALARCÃO, I. (Org.). Escola reflexiva e nova racionalidade. Porto Alegre: Artmed,2001.ALVES, Rubens. O melhor de Rubem Alves. Curitiba: Editora Nossa Cultura, 2008.COELHO, Nelly Novaes. Literatura & Linguagem: a obra literária e a expressãolinguística. 5. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 1993.FANTIN, Mônica. Mídia-educação: conceitos, experiências, diálogos Brasil-Itália.Florianópolis: Cidade Futura, 2006.LIBÂNEO, J. C. Adeus professor, Adeus professora? Novas exigênciaseducacionais e profissão docente. 10. ed. São Paulo: Cortez, 2007.MORAN, José Manuel. Interferências dos Meios de Comunicação no nossoConhecimento. INTERCOM Revista Brasileira de Comunicação. São Paulo, XVII(2):38-49, julho-dezembro 1994.NAPOLITANO, Marcos. Como usar o cinema na sala de aula. 5. ed. São Paulo:Contexto, 2011.SOARES, Ismar de Oliveira. Educomunicação: o conceito, o profissional, aaplicação: contribuições para a reforma do ensino médio. São Paulo: Paulinas, 2011.________________ Uma Educomunicação para a cidadania. Revista Brasileira deComunicação, Arte e Educação. Brasília, 1999.Nome do autor: Carmem Silvia Rodrigues Pereira; pcarmemsilvia@yahoo.com.brOrientador: Prof. Drª Rosane Rosa
  19. 19. 19ApêndiceQUESTIONÁRIO DIAGNÓSTICO1. Idade: _____________ anos sexo: ________________2. Escola:_____________________________________________________________3. Série ___________________ Turma _________________ Turno ______________4. Você tem e-mail? ( ) sim ( ) não.Se positiva a resposta, qual é?________________________________________5. Trabalha? ( ) sim ( ) nãoEm quê?__________________________________________________________Qual horário? ______________________________________________________Quanto ao filme?1)Você já leu o livro “Os Miseráveis” de Vitor Hugo?( ) sim ( ) não2) Você já havia assistido o filme “Os Miseráveis”.( ) sim ( ) não3) A realidade do século XIX mostrado no filme “Os Miseráveis” tem alguma relaçãocom a realidade atual? ( ) Sim ( ) NãoSe sim, que tipo de relação? Quais os valores humanos identificados no filme quefazem sentido na atualidade?___________________________________________________________________4) Quais os valores humanos que você identificou no filme?_________________________________________________________________________________________________________________________________________5) Que tipo de sentimentos o filme despertou em você?_________________________________________________________________________________________________________________________________________6) Este filme te motivou para algum tipo de comportamento /atitude/ação ou não? Sesim quais?______________________________________________________________________________________________________________________________________

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