Bíblia a mensagem eugene peterson

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Bíblia a mensagem eugene peterson

  1. 1. Créditos: Karmitta – Semeadores da Palavra Reorganização: Escriba Digital Gênesis O CÉU E A TERRA 1: 1-2 Em primeiro lugar, Deus criou o céu e a terra — tudo que se vê e tudo que não se vê. A terra era como uma massa sem forma, um vazio sem fim, uma escuridão quase palpável. O Espirito de Deus pairava sobre o abismo das águas. 3-5 Deus disse: “Luz!”. E a luz apareceu. Deus viu que a luz era boa e separou a luz da escuridão. E chamou à luz dia; e, à escuridão, chamou noite. Foi-se a tarde, foi-se a manhã — Primeiro dia. 6-8 Deus disse: “Firmamento! Haja separação entre as águas, no meio das águas!” Deus fez o firmamento. Separou as águas que estavam abaixo do firmamento das que estavam acima dele. E assim se fez. E deu ao firmamento o nome céu; Foi-se a tarde, foi-se a manhã — Segundo dia. 9-10 Deus disse: “Separem-se! Águas debaixo do céu, juntem-se num só lugar! Apareça o continente!” E assim se fez. E ao continente Deus chamou “terra”. E chamou “oceano” às águas que haviam se juntado. Deus viu que tudo aquilo era bom. 11-13 Deus disse: “Terra, cubra-se de vegetação! Produza todo tipo de planta com semente, Todo tipo de árvore frutífera”. E assim se fez. A terra produziu plantas que continham semente, de todo tipo, E árvores frutíferas de todas as variedades. Deus viu que tudo aquilo era bom. Foi-se a tarde, foi-se a manhã — Terceiro dia. 14-15 E Deus disse: “Astros! Apareçam! Brilhem no firmamento do céu! Separem o dia da noite. Distingam as estações, os dias e os anos; Astros no firmamento do céu para iluminar a terra”. E assim se fez. 16-19 Deus fez dois grandes astros: o maior para tomar conta do dia, E o menor para tomar conta da noite; e fez as estrelas. Deus as distribuiu pelo firmamento celeste para iluminar a terra, Para reger o dia e a noite e para separar a luz da escuridão. — Deus viu que tudo aquilo era bom. Foi-se a tarde, foi-se a manhã — Quarto dia. 20-23 Deus disse: “Oceano, encha-se de peixes e de toda espécie de vida marinha! Pássaros, voem pelo firmamento acima da terra!” Deus criou as enormes baleias, todos os seres vivos que fervilham em grande quantidade nas águas E todas as espécies de pássaros. Deus viu que tudo aquilo era bom. E, então, os abençoou: “Cresçam! Reproduzam-se! Encham os oceanos! Pássaros, reproduzam-se na terra!” Foi-se a tarde, foi-se a manhã — Quinto dia. 24-25 Deus disse: “Terra, produza vida! De todo tipo: gado, répteis, animais selvagens — de toda espécie”. E assim se fez: animais selvagens de toda espécie, Gado de toda espécie, todo tipo de répteis e insetos. Deus viu que tudo aquilo era bom. 26-28 Deus disse: “Façamos os seres humanos à nossa imagem, de forma que reflitam a nossa natureza Para que sejam responsáveis pelos peixes no mar, pelos pássaros no ar, pelo gado E, claro, por toda a terra, por todo animal que se move na terra”. E Deus criou os seres humanos; criou-os à semelhança de Deus, Refletindo a natureza de Deus. Ele os criou macho e fêmea, e, então, os abençoou: "Cresçam! Reproduzam-se! Encham a terra! Assumam o comando! Sejam responsáveis pelos peixes no mar e pelos pássaros no ar, por todo ser vivo que se move sobre a terra”. 29-30 Depois, Deus disse: “Dei a vocês todo tipo de planta com semente sobre a terra E todo tipo de árvore frutífera; É para que se alimentem deles. Para todos os animais e pássaros, tudo que se move sobre a terra e respira, Dou tudo que cresce na terra por alimento”. E assim se fez.
  2. 2. 31 Deus olhou para todas as coisas que havia feito; tudo era tão bom; tudo era ótimo! Foi-se a tarde, foi-se a manhã — Sexto dia. 2: 1 O céu e a terra foram, assim, concluídos, até os últimos detalhes. 24 Quando chegou o sétimo dia, Deus havia terminado sua obra. No sétimo dia, ele descansou de toda a sua obra. Deus abençoou o sétimo dia, fazendo dele um dia santificado, Porque foi o dia em que ele descansou de sua obra, de toda a criação, que ele havia feito. Essa é a história de como tudo começou, do céu e da terra quando foram criados. ADÃO E EVA 5-7 Quando o Eterno fez o céu e a terra, antes mesmo que nascessem plantas ou arbustos — o Eterno ainda não havia feito chover sobre a terra, e não havia ninguém para cultivar o solo (toda a terra era irrigada por fontes subterrâneas) —, o Eterno formou o Homem a partir do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego da vida. E o Homem passou a ter vida — tornou-se um ser vivo! 8-9 Então, o Eterno plantou um jardim no Éden, no lado leste, e ali pôs o Homem, que havia acabado de criar. O Eterno fez que nascessem da terra árvores belas e de todo tipo, que forneciam alimento. E, no meio do jardim, estavam a Árvore da Vida e a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. 10-14 Do Éden, corre um rio que irriga o jardim e dali se divide em quatro. O primeiro chama-se Pisom e corre desde Havilá, lugar em que há ouro (o ouro dali é de excelente qualidade). O lugar também é conhecido por causa de uma resina de cheiro adocicado e das pedras de ônix. O segundo rio chama-se Giom e corre desde a terra de Cuxe. O terceiro chama- se Tigre e corre pelo leste da Assíria. O quarto rio é o Eufrates. 15 O Eterno levou o Homem para o jardim do Éden, para que cultivasse o solo e mantivesse tudo em ordem. 16-17 E o Eterno ordenou ao Homem: “Você tem permissão para comer de qualquer árvore do jardim, menos da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Dessa, não poderá comer. No mesmo momento em que comer dessa árvore, você morrerá”. 18-20 E o Eterno disse: “Não é bom que o Homem fique sozinho. Farei alguém que o ajude e faça companhia a ele”. Então, o Eterno formou do pó da terra todos os animais do campo e todos os pássaros do céu e levou-os ao Homem para ver que nome ele daria a cada um. Eles seriam chamados pelo nome escolhido pelo Homem, qualquer que fosse. E o Homem deu nome ao gado, aos pássaros do céu e aos animais selvagens, mas não encontrou nenhum ser vivo que pudesse ser sua companheira. 21-22 O Eterno fez que o Homem caísse num sono profundo. Enquanto ele dormia, tirou uma das costelas dele e preencheu o lugar com carne. O Eterno usou a costela que havia retirado do Homem para formar a Mulher. Então, apresentou-a ao Homem. 23-25 E o Homem disse: “Até que enfim! Osso dos meus ossos, carne da minha carne! Seu nome será Mulher, pois foi feita do Homem”. Portanto, o homem deve deixar pai e mãe e unir-se à sua esposa. E os dois se tornarão uma carne. O Homem e a Mulher estavam nus, mas não sentiam vergonha. 3: 1 A serpente era inteligente, mais inteligente que qualquer outro animal selvagem que o Eterno havia criado. Ela disse à Mulher: “Será que entendi direito? Deus disse a vocês que não comessem de árvore alguma do jardim? " 2-3 A Mulher respondeu: “Claro que não! Temos permissão para comer das árvores do jardim. Só com relação à árvore que está no meio do jardim foi que Deus disse: ‘Não comam daquela árvore, nem mesmo toquem nela, senão vocês vão morrer’”. 4-5 Então, a serpente disse à Mulher: “Vocês não vão morrer. Deus sabe que, no momento em que comerem daquela árvore, vocês vão perceber a realidade e serão como Deus: conhecerão todas as coisas, tanto o bem quanto o mal”. 6 A Mulher olhou para a árvore e percebeu que o fruto era apetitoso. Pensando na possibilidade de conhecer todas as coisas, pegou o fruto, comeu e o repartiu com o marido — ele também comeu. 7 Na mesma hora, os dois, de fato, perceberam a “realidade”: descobriram que estavam nus! Então, costuraram umas roupas provisórias, feitas de folhas de figueira. 8 Quando escutaram o som do Eterno passeando pelo jardim, na hora da brisa da tarde, o Homem e a Mulher esconderam-se entre as árvores. Não queriam se encontrar com o Eterno. 9 Mas o Eterno chamou o Homem: “Onde você está?” 10 Ele respondeu: “Eu te ouvi no jardim e fiquei com medo, porque eu estava nu. Então, me escondi”.
  3. 3. 11 E o Eterno disse: “Quem disse que você estava nu? Você comeu da árvore de que o proibi de comer?”. 12 O Homem respondeu: “A Mulher, que tu me deste para ser minha companheira, ela me deu do fruto da árvore, e, sim, acabei comendo”. Então, o Eterno disse à Mulher: “O que foi que você fez?” 13 Ela respondeu: “A serpente me enganou, e acabei comendo”. 14-15 Então, o Eterno disse à serpente: “Por ter feito isso, você será amaldiçoada, mais que o gado e os animais selvagens, Amaldiçoada para rastejar e comer pó a vida toda. Declaro guerra entre você e a Mulher, entre seu descendente e o descendente dela. Ele ferirá sua cabeça, e você ferirá o calcanhar dele”. 16 E ele disse à Mulher: “Multiplicarei suas dores no parto; você dará à luz seus filhos em meio a dores. Você vai querer agradar a seu marido, mas ele governará sobre você”. 17-19 E disse ao Homem: “Por ter dado ouvidos à Mulher e comido da árvore De que o proibi de comer: ‘Não coma dessa árvore’, Até mesmo a terra será amaldiçoada por sua causa. Tirar o alimento da terra Será tão sofrido quanto o parto da Mulher; você sofrerá para trabalhar durante toda a sua vida. A terra produzirá espinhos e mato, e, para você, será penoso conseguir alimento; Você vai plantar, regar e colher, vai suar na lavoura, de manhã cedo até bem tarde, Até que você volte para a terra, morto e enterrado; você começou como pó e como pó também acabará. 20 O Homem, conhecido como Adão, deu o nome de Eva à sua esposa, porque ela foi a mãe de todos os que vivem. 21 O Eterno fez roupas de couro para que Adão e sua mulher vestissem. 22 E o Eterno disse: “O Homem tornou-se como um de nós, capaz de conhecer todas as coisas, tanto o bem quanto o mal. E agora? E se ele comer do fruto da Árvore da Vida e viver para sempre? Nunca! Isso não pode acontecer!” 23-24 Por isso, o Eterno os expulsou do jardim do Éden e mandou-os trabalhar na terra, a mesma de que eles haviam sido feitos. Ele os tirou do jardim e deixou um anjo querubim de guarda no lado leste e uma espada de fogo, se movendo de um lado para o outro, guardando o caminho que leva à Árvore da Vida. 4: 1 Adão deitou-se com sua esposa Eva. Ela engravidou e teve Caim. E disse: “Tive um homem com a ajuda de Deus!” 2 Ela teve outro filho, Abel. Ele era pastor de ovelhas, e Caim era agricultor. 3-5 O tempo passou. Caim apresentou ao Eterno uma oferta tirada da sua produção agrícola. Abel também apresentou uma oferta, mas tirou-a dos primeiros animais nascidos em seu rebanho, carne de primeira qualidade. O Eterno gostou de Abel e de sua oferta, mas Caim e a oferta que ele havia trazido não foram aprovados por Deus. Com isso, Caim ficou indignado e irritado. 6-7 Mas o Eterno disse a Caim: “Por que toda essa indignação? Por que você está irritado? Se você agir de maneira correta, será aceito. Mas, se não agir direito, o pecado está à sua espera, pronto para atacá-lo. Está bem perto e pode agarrá-lo, mas você é quem deve dominar o pecado”. 8 Caim discutiu com Abel, numa ocasião em que estavam no campo. Caim partiu para cima do irmão e o matou. 9 Então, o Eterno disse a Caim: “Onde está seu irmão Abel?” Caim respondeu: “Como posso saber? Por acaso sou babá do meu irmão?” 10-12 O Eterno disse: “Veja o que você fez! A voz do sangue do seu irmão está chamando a mim da terra. Daqui por diante, você não vai tirar nada da terra, a não ser maldição. Você será levado desta terra que se abriu para receber o sangue do seu irmão assassinado. Você vai cultivar a terra, mas ela não irá mais produzir como deveria. Você será um sem- teto a vaguear pela terra”. 13-14 Então, Caim disse ao Eterno: “Esse castigo é demais para mim! Não posso aguentar! Estás me mandando embora desta terra, e nunca mais poderei olhar para ti. Virei um sem-teto, um andarilho, e quem me encontrar vai me matar”. 15 E o Eterno disse: “Não. Qualquer um que matar Caim será punido sete vezes mais”. O Eterno pôs um sinal em Caim para protegê-lo. Assim, quem o encontrasse não tentaria matá-lo. 16 Caim retirou-se da presença do Eterno e saiu para o lado leste do Éden, vagando pelo mundo. 17-18 Caim deitou-se com sua esposa. Ela engravidou e teve Enoque. Então, Caim construiu uma cidade e chamou-a Enoque, em homenagem ao filho. Enoque foi pai de Irade, Irade foi pai de Meujael, Meujael foi pai de Metusael, Metusael foi pai de Lameque. 19-22 Lameque casou-se com duas mulheres, Ada e Zilá. Ada deu à luz Jabal, antepassado de
  4. 4. todos os que moram em tendas e criam gado. Ele tinha um irmão chamado Jubal, antepassado de todos os que tocam lira e flauta. Zilá deu à luz Tubalcaim, que se tornou fabricante de ferramentas de ferro e bronze. A irmã de Tubalcaim chamava-se Naamá. 23-24 Lameque disse às suas esposas: “Ada e Zilá, ouçam-me; vocês duas, esposas de Lameque, escutem o que vou dizer: Matei um homem que me feriu, um jovem que me atacou. Se Caim é vingado sete vezes, Lameque será setenta e sete!”. 25-26 Adão deitou-se outra vez com sua esposa. Ela teve um filho que se chamou Sete. Então, disse: “Deus me deu outro filho no lugar de Abel, que Caim matou. E Sete teve um filho que se chamou Enos. Foi nessa época que as pessoas começaram a orar e a prestar culto ao Eterno. A ÁRVORE GENEALÓGICA DA RAÇA HUMANA 5: 1-2 Esta é a árvore genealógica da raça humana. Deus criou a raça humana à sua semelhança, com natureza semelhante à dele. Deus criou macho e fêmea e os abençoou, a raça humana como um todo. 3-5 Aos 130 anos de idade, Adão teve um filho semelhante a ele, física e espiritualmente, e deu-lhe o nome de Sete. Depois do nascimento de Sete, Adão viveu mais oitocentos anos e teve outros filhos e filhas. Ao todo, ele viveu novecentos e trinta anos e, depois, morreu. 6-8 Aos 105 anos de idade, Sete teve Enos. Depois do nascimento de Enos, Sete viveu mais oitocentos e sete anos e teve outros filhos e filhas. Ao todo, ele viveu novecentos e doze anos e, depois, morreu. 9-11 Aos 90 anos de idade, Enos teve Cainã. Depois do nascimento de Cainã, Enos viveu mais oitocentos e quinze anos e teve outros filhos e filhas. Ao todo, ele viveu novecentos e cinco anos e, depois, morreu. 12-14 Aos 70 anos de idade, Cainã teve Maalaleel. Depois do nascimento de Maalaleel, Cainã viveu mais oitocentos e quarenta anos e teve outros filhos e filhas. Ao todo, ele viveu novecentos e dez anos e, depois, morreu. 15-17 Aos 65 anos de idade, Maalaleel teve Jarede. Depois do nascimento de Jarede, Maalaleel viveu mais oitocentos e trinta anos e teve outros filhos e filhas. Ao todo, ele viveu oitocentos e noventa e cinco anos e, depois, morreu. 18-20 Aos 162 anos de idade, Jarede teve Enoque. Depois do nascimento de Enoque, Jarede viveu mais oitocentos anos e teve outros filhos e filhas. Ao todo, ele viveu novecentos e sessenta e dois anos e, depois, morreu. 21-23 Aos 65 anos de idade, Enoque teve Matusalém. Enoque andava constantemente com Deus. Depois do nascimento de Matusalém, Enoque viveu mais trezentos anos e teve outros filhos e filhas. Ao todo, ele viveu trezentos e sessenta e cinco anos. 24 Enoque andava com Deus. Então, certo dia, ele simplesmente se foi, pois Deus o levou. 25-27 Aos 187 anos de idade, Matusalém teve Lameque. Depois do nascimento de Lameque, Enoque viveu mais setecentos e oitenta e dois anos. Ao todo, Matusalém viveu novecentos e sessenta e nove anos e, depois, morreu. 28-31 32 Aos 182 anos de idade, Lameque teve um filho e deu a ele o nome de Noé, dizendo: “Este vai nos dar descanso do difícil trabalho de cultivar a terra que Deus amaldiçoou”. Depois do nascimento de Noé, Lameque viveu mais quinhentos e noventa e cinco anos e teve outros filhos e filhas. Ao todo, Lameque viveu setecentos e setenta e sete anos e, depois, morreu. Aos 500 anos de idade, Noé teve Sem, Cam e Jafé. OS GIGANTES NA TERRA 6: 1-2 Quando a raça humana começou a aumentar em número, nasciam cada vez mais filhas, e os filhos de Deus perceberam que as filhas dos homens eram bonitas. Então, passaram a prestar atenção nelas e a escolher àquelas mulheres como esposas. 3 O Eterno disse: “Não vou permitir que o fôlego da vida fique para sempre nos homens e nas mulheres. Chegará uma hora em que terão de morrer. De agora em diante, a expectativa de vida deles será de cento e vinte anos”. 4 Isso foi no tempo em que havia gigantes na terra e também depois. Eles nasceram da união dos filhos de Deus com as filhas dos homens. Eram os homens poderosos das antigas tradições, homens famosos. NOÉ E SEUS FILHOS 5-7 O Eterno viu que a maldade humana estava fora de controle. Desde cedo, de manhã, até a noite, as pessoas só pensavam no mal e só maquinavam a maldade. O Eterno lamentou ter criado a raça humana. Estava muito triste e, então, decidiu: “Vou me livrar dessa minha criação que se corrompeu. Vou dar um fim a tudo: pessoas, mamíferos, cobras e insetos, aves, tudo que criei. Estou triste por tê-los criado”.
  5. 5. 8 Mas Noé era diferente, e o Eterno gostou do que viu em Noé. 9-10 A história de Noé é a seguinte: Noé era um bom homem, uma pessoa íntegra em sua cidade. Ele andava com Deus e tinha três filhos: Sem, Cam e Jafé. 11-12 No que dizia respeito a Deus, a terra havia se tornado um esgoto, a violência estava por toda parte. Deus observava tudo e viu que a situação era muito ruim, todos estavam afundados em corrupção — a própria vida havia se corrompido. 13 Então, Deus disse a Noé: “Chega! É o fim da raça humana. A violência está por toda parte. Vou dar fim a isso. 14-16 “Construa você mesmo um grande barco de madeira. Faça compartimentos nesse barco. Revista-o com piche por dentro e por fora. Ele deve medir cento e quarenta metros de comprimento, vinte e cinco de largura e quinze de altura. Faça um teto para o barco e coloque uma janela a meio metro do teto; ponha uma porta na lateral e faça três andares: o de baixo, o do meio e o de cima. 17 “Eu farei desabar sobre a terra um dilúvio que destruirá tudo o que tem vida debaixo do céu. A destruição será total. 18-21 “Mas farei uma aliança com você. Entre no barco com seus filhos, esposa e as esposas de seus filhos. Você também deve fazer entrar no barco um casal de cada criatura viva, para preservar a vida deles também: dois de cada espécie de aves, de mamíferos e de répteis; dois de cada para preservar a vida deles com a sua. Além disso, reúna todo alimento que for necessário e armazene-o para você e para eles”. 22 Noé fez tudo conforme Deus ordenou. 7: 1 Depois dessas coisas, Deus disse a Noé: “Agora, entre no barco com toda sua família; você é a única pessoa justa no meio desta geração. 2-4 “Leve para dentro do barco junto com você sete casais de cada animal puro, macho e fêmea; um casal de cada animal impuro, macho e fêmea; sete casais de cada tipo de ave, macho e fêmea, para que a sobrevivência deles sobre a terra esteja assegurada. Dentro de sete dias, derramarei chuva sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites. Vou dar um fim a todas as coisas que criei”. 5 Noé fez tudo conforme Deus ordenou. 6-10 Noé estava com 600 anos de idade quando as águas do dilúvio cobriram a terra. Ele e sua esposa, os filhos e a esposa de cada um entraram no barco para escapar do dilúvio. Animais puros e impuros, aves e criaturas que rastejam foram de dois em dois até Noé e o barco, macho e fêmea, exatamente como Deus havia ordenado a Noé. Sete dias depois, as águas do dilúvio chegaram. 11-12 Isso aconteceu no ano seiscentos da vida de Noé, no dia dezessete do segundo mês: as fontes subterrâneas irromperam e todas as janelas do céu se escancararam. E a chuva caiu durante quarenta dias e quarenta noites. 13-16 Foi nesse dia que Noé, sua esposa e seus filhos Sem, Cam e Jafé, cada um com sua esposa, entraram no barco. Com eles, entraram todos os tipos de animais selvagens e domésticos, todos os tipos de criaturas que rastejam e todas as espécies de aves e tudo que voa. Eles se dirigiram de dois em dois até Noé e o barco, todos os que tinham o fôlego da vida, macho e fêmea de cada criatura, exatamente como Deus havia ordenado a Noé. Então, o Eterno fechou a porta. 17-23 O dilúvio não cessou durante quarenta dias, e as águas subiram e elevaram o barco bem acima da terra. As águas continuaram subindo, aumentaram muito acima do solo, mas o barco flutuava. O dilúvio avolumou-se até todas as montanhas ficarem cobertas pela água. A inundação atingiu a marca de quase sete metros acima do topo das montanhas. Tudo morreu. Tudo que se movia estava morto. Aves, animais domésticos, animais selvagens, todas as numerosas e exuberantes formas de vida morreram. Todos os seres vivos morreram, todas as criaturas que viviam em terra seca. Tudo foi exterminado: pessoas e animais, criaturas que rastejavam e que voavam, sem exceção. Apenas Noé e os que estavam no barco continuaram vivos. 24 As águas do dilúvio permaneceram por cento e cinquenta dias. 8: 1-3 Então, Deus voltou a olhar para Noé e para todos os animais, selvagens e domésticos, que estavam com ele no barco. E Deus mandou um vento que começou a baixar as águas do dilúvio. As fontes subterrâneas e as janelas do céu se fecharam, e parou de chover. Então, pouco a pouco, as águas começaram a baixar. Depois de cento e cinquenta dias, o pior já havia passado. 4-6 No dia dezessete do sétimo mês, o barco desceu sobre a cordilheira do Ararate. As águas continuaram a baixar até o décimo mês. No primeiro dia do décimo mês, os picos das montanhas começaram a aparecer. Depois de quarenta dias, Noé abriu a janela que havia posto no barco.
  6. 6. 7-9 Ele soltou um corvo, mas a ave ficou indo e voltando, esperando que as águas do dilúvio secassem. Depois, ele soltou uma pomba para verificar as condições do dilúvio. Ela também não encontrou lugar para pousar, porque as águas ainda cobriam a terra. Noé estendeu a mão e recolheu a ave para o barco. 10-11 Ele esperou mais sete dias e soltou de novo a pomba. Ela voltou ao entardecer, mas trazia no bico uma folha nova de oliveira. Noé entendeu que o dilúvio estava chegando ao fim. 12 Ele esperou mais sete dias e soltou a pomba pela terceira vez. Mas, dessa vez, ela não retornou. 13-14 No ano seiscentos e um da vida de Noé, no primeiro dia do primeiro mês, as águas do dilúvio haviam secado em definitivo. Noé abriu o teto do barco e pôde ver a terra seca. No dia vinte e sete do segundo mês, a terra estava completamente seca. 15-17 E Deus disse a Noé: “Saiam do barco, você, sua esposa, seus filhos e a esposa de cada um deles. E leve junto com você todos os animais que estavam em cativeiro, aves, mamíferos e criaturas que rastejam, toda aquela riqueza de vida, de modo que possam reproduzir-se na terra”. 18-19 Noé desembarcou com seus filhos, com sua esposa e com a esposa de cada um dos filhos. Depois deles, todos os animais, criaturas que rastejam, aves, todos os seres vivos da face da terra, saíram do barco, família por família. 20-21 Então, Noé edificou um altar para o Eterno. Ele escolheu a animais e aves puros de cada espécie e os apresentou como ofertas queimadas sobre o altar. O Eterno sentiu o doce aroma e disse consigo mesmo: “Nunca mais amaldiçoarei a terra por causa do ser humano. Sei que, há muito tempo, eles têm essa inclinação para o mal, mesmo assim, nunca mais vou exterminar os seres vivos como acabei de fazer. 22 “Pois, enquanto durar a terra, semeadura e colheita, frio e calor, Verão e inverno, dia e noite nunca deixarão de existir”. 9: 1-4 Então, Deus abençoou Noé e seus filhos, dizendo: “Prosperem! Reproduzam-se! Encham a terra! Todos os seres vivos — aves, animais, peixes — se submeterão á vocês e terão medo de vocês. Vocês são responsáveis por eles. Todos os seres vivos servirão de alimento para vocês. Assim como providenciei as plantas como alimento, agora libero o restante para vocês. A exceção será a carne com o sangue ainda presente nela: não a comam. 5 “Mas vingarei o sangue de vocês — contra os animais e contra outros seres humanos. 6-7 “Qualquer pessoa que derramar sangue humano terá seu sangue derramado pelas mãos de seres humanos, Pois Deus fez os seres humanos conforme a sua imagem, refletindo sua natureza. Vocês estão aqui para dar fruto, reproduzir-se, disseminar a vida pela terra, para viver plenamente!” 8-11 Então, Deus falou a Noé e seus filhos: “Faço agora uma aliança com vocês, que abrange os filhos que virão depois de vocês e tudo que tem vida — aves, animais domésticos, animais selvagens, enfim, todos os que saíram do barco com vocês. Faço minha aliança com vocês: nunca mais outro ser vivo será destruído pelas águas do dilúvio. Eu prometo: Nunca mais um dilúvio destruirá a terra”. 12-16 Deus continuou: “Este é o sinal da aliança que estou fazendo com vocês e que abrange todos os seres vivos que vivem com vocês hoje e os que viverão depois. Estou pondo o meu arco-íris nas nuvens, um sinal da aliança entre mim e a terra. De agora em diante, sempre que eu puser uma nuvem acima da terra e o arco-íris aparecer nela, vou me lembrar da minha aliança com vocês ecom todos os seres vivos: nunca mais as águas do dilúvio destruirão algo que tenha vida. Quando o arco-íris aparecer nas nuvens, eu o verei e me lembrarei da aliança eterna de Deus com tudo que tem vida, com todos os seres vivos sobre a terra”. 17 Deus disse também: “Esse é o sinal da aliança que estou estabelecendo entre mim e tudo que tem vida sobre a terra”. 16-19 Os filhos de Noé que saíram do barco foram Sem, Cam e Jafé. Cam foi pai de Canaã. Eram esses os três filhos de Noé. Desses três, toda a terra foi repovoada. 20-23 Noé era agricultor e foi o primeiro a plantar uma vinha. Ele bebeu do seu vinho, embebedou-se e ficou nu em sua tenda. Cam, pai de Canaã, viu que seu pai estava nu e contou a seus dois irmãos, que estavam do lado de fora da tenda. Sem e Jafé pegaram uma capa, cada um segurando por uma ponta à altura dos ombros, e, andando de trás para a frente, cobriram a nudez do pai, cada um mantendo o rosto virado, para não ver o pai com o corpo descoberto. 24-27 Ao acordar, já com os sintomas da ressaca, Noé ficou sabendo o que seu filho caçula tinha feito. Então, disse: “Maldito seja Canaã, escravo de escravos, escravo de seus
  7. 7. irmãos! Bendito seja o Eterno, o Deus de Sem, mas Canaã será seu escravo. Deus faça Jafé prosperar, que ele viva em grandes extensões de terra nas tendas de Sem. Mas Canaã será seu escravo”. 28-29 Noé ainda viveu trezentos e cinquenta anos depois do dilúvio. Ao todo, viveu novecentos e cinquenta anos e, depois, morreu. A ÁRVORE GENEALÓGICA DOS FILHOS DE NOÉ 10: 1 Essa é a descendência de Noé: Sem, Cam e Jafé. Passado o dilúvio, eles tiveram filhos. 2 Os filhos de Jafé: Gômer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tirás. 3 Os filhos de Gômer: Asquenaz, Rifate e Togarma. 4-5 Os filhos de Javã: Elisá, Társis, Quitim e Rodanim. Foram deles que saíram os povos que trabalham no mar, cada um em seu lugar e segundo sua família, cada um com idioma próprio. 6 Os filhos de Cam: Cuxe, Egito, Pute e Canaã. 7 Os filhos de Cuxe: Sebá, Havilá, Sabtá, Raamá e Sabtecá. Os filhos de Raamá: Sabá e Dedã. 8-12 Cuxe também foi pai de Ninrode, o primeiro grande guerreiro na terra. Ele foi um exímio caçador diante do Eterno. Havia até um ditado: “Assim como Ninrode, exímio caçador diante do Eterno”. Seu reino começou com Babel; depois, Ereque, Acade e Calné, na terra de Sinear. Dali, ele subiu para a Assíria e construiu Nínive, Reobote-Ir, Calá e Resém, que fica entre Nínive e a grande cidade de Calá. 13-14 Mizraim foi antepassado dos luditas, dos anamitas, dos leabitas, dos naftuítas, dos patrusitas, dos casluítas (dos quais saíram os filisteus) e dos caftoritas. 15-19 Canaã teve seu primeiro filho, chamado Sidom; depois, Hete, e também teve como descendentes os jebuseus, os amorreus, os girgaseus, os heveus, os arqueus, os sineus, os arvadeus, os zemareus e os hamateus. Tempos depois, os cananeus saíram de Sidom e se espalharam em direção a Gerar, chegando até Gaza, no sul, e, em seguida, na direção ao leste, até Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim, chegando a Lasa. 20 Esses são os descendentes de Cam, segundo suas famílias, suas línguas, seus territórios e suas nações. 21 Sem, irmão mais velho de Jafé, também teve filhos. Sem foi antepassado de todos os filhos de Héber. 22 Os filhos de Sem: Elão, Assur, Arfaxade, Lude e Arã. 23 Os filhos de Arã: Uz, Hul, Géter e Meseque. 24-25 Arfaxade foi pai de Selá, que, por sua vez, foi pai de Héber. Héber teve dois filhos: Pelegue (chamado assim porque foi nos dias dele que a raça humana se dividiu) e Joctã. 26-30 Joctã foi pai de Almodá, Salefe, Hazarmavé, Jerá, Adorão, Uzal, Dida, Obal, Abimael, Sabá, Ofir, Havilá e Jobabe; todos esses foram filhos de Joctã. O território deles vai de Messa até Sefar, nas cadeias de montanhas ao leste. 31 Esses são os descendentes de Sem, segundo suas famílias, suas línguas, seus territórios e suas nações. 32 Essa é a árvore genealógica dos filhos de Noé ao constituírem nações. Começando por eles, essas nações se multiplicaram pela terra depois do dilúvio. DEUS TRANSFORMA A LÍNGUA DO POVO NUMA CONFUSÃO DE PALAVRAS 11: 1-2 Houve uma época em que toda a terra falava a mesma língua. E aconteceu que o povo mudou-se do Oriente e chegou a uma planície na terra de Sinear. Eles se fixaram ali. 3 Então, disseram uns aos outros: “Vamos fabricar tijolos e queimá-los bem” — eles usavam tijolos no lugar das pedras e piche no lugar da argamassa. 4 Disseram também: “Vamos construir uma cidade e uma torre que chegue ao céu. Vamos nos tornar famosos! Assim, não seremos espalhados pela terra”. 5 O Eterno desceu para olhar a cidade e a torre que eles estavam construindo. 6-9 Ele analisou a situação e disse: “Um só povo, uma só língua... pois bem, isso é só o começo. Imaginem o que vão inventar depois! Vamos descer e causar uma confusão de palavras, de modo que um não consiga entender o outro”. Então, o Eterno os dispersou dali pelo mundo inteiro, e eles tiveram de interromper a construção da cidade. É por isso que ela ficou conhecida como Babel, porque foi ali que o Eterno transformou a língua do povo numa confusão de palavras e, dali, os dispersou pelo mundo inteiro. 10-11 Esta é a história de Sem. Aos 100 anos de idade, ele gerou Arfaxade. Isso aconteceu dois anos depois do dilúvio. Após o nascimento de Arfaxade, ele viveu mais quinhentos anos e teve outros filhos e filhas.
  8. 8. 12-13 Aos 35 anos de idade, Arfaxade gerou Salá. Após o nascimento de Salá, ele viveu mais quatrocentos e três anos e teve outros filhos e filhas. 14-15 Aos 30 anos de idade, Salá gerou Héber. Após o nascimento de Héber, ele viveu mais quatrocentos e três anos e teve outros filhos e filhas. 16-17 Aos 34 anos de idade, Héber gerou Pelegue. Após o nascimento de Pelegue, ele viveu mais quatrocentos e trinta anos e teve outros filhos e filhas. 18-19 Aos 30 anos de idade, Pelegue gerou Reú. Após o nascimento de Reú, ele viveu mais duzentos e nove anos e teve outros filhos e filhas. 20-21 Aos 32 anos de idade, Reú gerou Serugue. Após o nascimento de Serugue, ele viveu mais duzentos e sete anos e teve outros filhos e filhas. 22-23 Aos 30 anos de idade, Serugue gerou Naor. Após o nascimento de Naor, ele viveu mais duzentos anos e teve outros filhos e filhas. 24-25 Aos 29 anos de idade, Naor gerou Terá. Após o nascimento de Terá, ele viveu mais cento e dezenove anos e teve outros filhos e filhas. 26 Aos 70 anos de idade, Terá havia gerado Abrão, Naor e Harã. A ÁRVORE GENEALÓGICA DE TERÁ 27-28 Essa é a história de Terá. Ele gerou Abrão, Naor e Harã. Harã gerou Ló e morreu antes de seu pai, Terá, no território de sua família, Ur dos caldeus. 29 Tanto Abrão quanto Naor eram casados. A mulher de Abrão era Sarai, e a mulher de Naor era Milca, filha do seu irmão Harã. Ele teve duas filhas: Milca e Iscá. 30 Sarai era estéril, não podia ter filhos. 31 Terá, com seu filho Abrão, seu neto Ló (filho de Harã) e Sarai, sua nora (mulher do seu filho Abrão), saiu de Ur dos caldeus em direção à terra de Canaã. Mas, ao chegar a Harã, fixaram-se ali. 32 Terá viveu duzentos e cinco anos e morreu em Harã. ABRÃO E SARAI 12: 1 O Eterno disse a Abrão: “Deixe sua terra, sua família e a casa de seu pai e vá para uma terra que eu mostrarei a você. 2-3 “Farei de você uma grande nação e o abençoarei. Tornarei você famoso; você será uma bênção. Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem. Todas as famílias da terra serão abençoadas por seu intermédio”. 4-6 Abrão partiu dali, como o Eterno havia ordenado, e Ló foi com ele. Abrão tinha 75 anos de idade quando saiu de Harã. Ele levou consigo sua mulher, Sarai, seu sobrinho Ló e todos os bens e pessoas que havia adquirido em Harã. Tomaram o rumo de Canaã e chegaram àquela terra sãos e salvos. Abrão atravessou o território até Siquém, onde estava o carvalho de Moré. Na época, os cananeus ocupavam a região. 7 O Eterno apareceu a Abrão e disse: “Darei esta terra a seus filhos”. Então, Abrão edificou um altar no local em que o Eterno havia aparecido. 8 Dali, ele seguiu para a região montanhosa a leste de Betel e armou sua tenda entre Betel, a oeste, e Ai, a leste. Ali, ele construiu um altar e orou ao Eterno. 9 Abrão continuou seu caminho, seguindo com determinação para o Neguebe, ao sul. 10-13 Então, aquela região foi assolada por um período de fome. Para sobreviver, Abrão teve de mudar-se para o Egito, porque a fome era devastadora. Aproximando-se do Egito, ele disse a sua mulher, Sarai: “Olhe, nós dois sabemos que você é bonita. Quando os egípcios virem você, vão dizer: ‘Ah, então, essa é a mulher dele!’, e vão me matar. Mas deixarão você viver. Faça-me um favor: diga a eles que você é minha irmã. Por sua causa, eles irão me receber bem e me deixarão viver”. 14-15 Quando Abrão chegou ao Egito, os egípcios logo perceberam que a mulher dele era linda. Os membros da corte elogiaram Sarai diante do faraó. Em consequência disso, ela foi levada para viver com ele. 16-17 Por causa dela, Abrão deu-se muito bem: adquiriu ovelhas, gado, jumentos e jumentas, servos e servas e camelos em grande quantidade. Mas o Eterno puniu com muito rigor o faraó, por causa de Sarai, mulher de Abrão. Todos, no palácio, ficaram gravemente doentes. 18-19 Então, o faraó mandou chamar Abrão: “Que é isso que você me fez? Por que não me disse que ela é sua mulher? Por que você disse: ‘Ela é minha irmã’, deixando que eu a tomasse como minha mulher? Aqui está ela de volta: pegue-a e suma daqui!”. 20 O faraó deu ordens a seus subordinados para que fizessem Abrão sair do país. Abrão foi mandado embora com sua mulher e com tudo que possuía. 13: 1-2 Abrão saiu do Egito e voltou para o Neguebe; ele, sua mulher e tudo que possuía. Ló também estava com ele. A essa altura, Abrão já era muito rico, sendo proprietário de
  9. 9. muito gado, prata e ouro. 3-4 Ele saiu do Neguebe e foi acampando pelo caminho até chegar a Betel, o mesmo lugar em que havia armado sua tenda, entre Betel e Ai, e edificou seu primeiro altar. E, ali, Abrão orou ao Eterno. 5-7 Ló, que acompanhava Abrão nas viagens, também estava rico. Possuía ovelhas, gado e tendas. Assim, aquela terra ficou pequena para os dois, porque eram muitos bens. Logo, começaram a ocorrer brigas entre os pastores de Abrão e os pastores de Ló; eles perceberam que já não tinham condições de viver juntos ali. Na época, os cananeus e os ferezeus viviam na mesma terra. 8-9 Abrão disse a Ló: “Não deve haver brigas entre nós, entre seus pastores e meus pastores. Afinal, somos parentes. Olhe em volta deste lugar. Há muita terra aqui! Vamos nos separar. Se você for para a esquerda, eu vou para a direita; se você for para a direita, eu vou para a esquerda”. 10-11 Ló estudou a região, e viu toda a planície do Jordão, que era muito bem irrigada (isso foi antes de o Eterno destruir Sodoma e Gomorra). Parecia até o jardim do Eterno, ou o Egito, e a terra. se estendia até Zoar. Ló ficou com toda a planície do Jordão e partiu na direção leste. 11-12 Foi assim que tio e sobrinho se separaram. Abrão fixou-se em Canaã. Ló estabeleceu-se nas cidades da planície e armou sua tenda perto de Sodoma. 13 O povo de Sodoma era mau, gente que pecava abertamente contra o Eterno. Depois que Ló se separou do tio, o Eterno disse a Abrão: “Olhe para o norte, sul, leste e oeste. Tudo que você está vendo, toda a terra que se estende diante dos seus olhos eu darei para sempre a você e a seus filhos. Farei que seus descendentes sejam como o pó, tanto que contá-los será impossível: será como contar o pó da terra. Por isso, levante-se e ponha-se a caminho! Ande por essa terra, de uma extremidade a outra. Estou dando tudo a você”. 14 Abrão desmontou sua tenda. Ele partiu dali e se estabeleceu perto dos carvalhos de Manre, em Hebrom, onde edificou um altar para o Eterno. 14: 1-2 Após esses fatos, Anrafel, rei de Sinear, Arioque, rei de Elasar, Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goim, declararam guerra contra Bera, rei de Sodoma, contra Birsa, rei de Gomorra, contra Sinabe, rei de Admá, contra Semeber, rei de Zeboim, e contra o rei de Belá, que é o outro nome de Zoar, 34 O segundo grupo de reis, os que sofreram o ataque, reuniram-se no vale de Sidim, isto é, o mar Salgado. Eles se submeteram ao domínio de Quedorlaomer durante doze anos, mas, no décimo terceiro ano, se rebelaram. 5-7 No décimo quarto ano, Quedorlaomer e os reis que eram seus aliados avançaram e derrotaram os refains, em Asterote-Carnaim, os zuzins, em Hã, os emins, em Savé- Quiriataim, e os horeus, desde a região montanhosa de Seir até El-Parã, nos últimos limites do deserto. No caminho de volta, pararam em En-Mispate, que é Cades, e conquistaram toda a região dos amalequitas e dos amorreus que viviam em Hazazom- Tamar. 8-9 Foi, então, que o rei de Sodoma, com o apoio dos reis de Gomorra, Admá, Zeboim e Belá, que é Zoar, entrou na guerra. Eles se alinharam para combater os inimigos no vale de Sidim, contra Quedorlaomer, rei de Elão, Tidal, rei de Goim, Anrafel, rei de Sinear, e Arioque, rei de Elasar — quatro reis contra cinco. 10-12 O vale de Sidim era pontilhado com poços de piche. Na fuga, os reis de Sodoma e de Gomorra caíram nos poços de piche, mas os outros escaparam e foram para as montanhas. Os quatro reis se apoderaram de todos os bens que havia em Sodoma e Gomorra, todo alimento e todas as ferramentas, e seguiram seu caminho. Nessa investida, capturaram Ló, sobrinho de Abrão, que morava em Sodoma na época. Eles levaram tudo que ele possuía. 13-16 Um habitante da cidade conseguiu fugir e foi dar a notícia a Abrão, o hebreu. Abrão estava vivendo perto dos carvalhos de Manre, o amorreu, irmão de Escol e Aner. Eles eram aliados de Abrão. Quando ele ficou sabendo que seu sobrinho havia sido levado prisioneiro, convocou seus empregados, todos os que haviam nascido na casa dele. Eram trezentos e dezoito homens, que saíram em perseguição aos captores, no caminho para Dã. Abrão e seus homens dividiram-se em pequenos grupos e atacaram durante a noite. Eles perseguiram os inimigos até Hobá, logo ao norte de Damasco, e recuperaram tudo que havia sido levado, entre eles, Ló e seus bens, as mulheres e o restante dos prisioneiros. 17-20 Depois que Abrão voltou da batalha em que derrotou Quedorlaomer e seus aliados, o rei de Sodoma saiu para cumprimentá-lo no vale de Savé, que é o vale do Rei.
  10. 10. Melquisedeque, rei de Salém, era sacerdote do Deus Altíssimo. Ele trouxe pão e vinho e abençoou Abrão: “Abençoado seja Abrão pelo Deus Altíssimo, Criador do céu e da terra. E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou em suas mãos os seus inimigos”. Abrão deu a Melquisedeque a décima parte de tudo que havia recuperado. 21 O rei de Sodoma disse a Abrão: “Devolva-me as pessoas, mas pode ficar com o restante do espólio”. 22-24 Mas Abrão respondeu ao rei de Sodoma: “Faço um juramento solene diante do Eterno, o Deus Altíssimo, Criador do céu e da terra: não levarei nada do que pertence a você, nem mesmo um fio de linha ou um cadarço. Não quero que você fique por aí, dizendo: ‘Enriqueci Abrão’. Não quero nada além daquilo que meus empregados comeram e a parte que cabe aos homens que me acompanharam, Aner, Escol e Manre. Eles devem receber a parte deles”. 15: 1 Depois desses acontecimentos, Abrão recebeu a seguinte mensagem de Deus, durante uma visão: ‘Abrão, você não precisa ter medo. Eu sou seu escudo. Sua recompensa será muito grande!”. 2-3 Abrão respondeu: “Eterno e Soberano, de que me servem tuas dádivas se não tenho filhos, se Eliézer de Damasco vai ficar com toda a minha herança?”. Abrão prosseguiu: “Tu não me deste filhos, e agora um simples empregado vai ficar com tudo”. 4 Então, veio a seguinte mensagem do Eterno: “Não se preocupe, porque ele não será seu herdeiro. Um filho. com seu sangue é que será seu herdeiro”. 5 Então, o Eterno levou Abrão para fora da tenda e disse: “Olhe para o céu e conte as estrelas. Você consegue fazer isso? Imagine que assim serão seus descendentes! Abrão, sua família será muito grande!”. 6 E Abrão acreditou! Acreditou no Eterno. E Deus o declarou “Justificado diante de Deus”. 7 O Eterno prosseguiu: “Eu sou o mesmo Eterno que o trouxe de Ur dos caldeus e deu a você esta terra para que a possuísse”. 8 E Abrão disse: “Eterno Soberano, como vou saber que tudo isto será meu?”. 9 E o Eterno respondeu: “Traga-me um novilho, uma cabra e um carneiro, todos com 3 anos de idade, uma rolinha e uma pombinha”. 10-12 Abrão trouxe os animais à presença do Eterno, cortou-os ao meio e pôs as metades uma de frente para a outra. Mas as aves ele não cortou. Então, os urubus começaram a pousar sobre as carcaças, mas Abrão os enxotava. Quando o Sol se pôs, Abrão caiu num sono profundo, e uma sensação de terror se apoderou dele, porque a escuridão era muito densa. 13-16 O Eterno disse a Abrão: “Saiba que seus descendentes vão viver como estrangeiros numa terra que não é deles. Eles serão escravizados e oprimidos durante quatrocentos anos. Depois disso, punirei os senhores deles, e aquela geração sairá de lá carregada de bens. Mas você não. Você terá uma vida longa e plena e morrerá em paz. Seus descendentes não voltarão para cá antes da quarta geração, porque o pecado entre os amorreus ainda não excedeu o limite”. 17-21 Depois que o Sol se pôs e veio a escuridão, um fogareiro fumegante e uma tocha acesa passavam entre as carcaças que haviam sido cortadas. Foi nesse cenário que o Eterno firmou uma aliança com Abrão: “Dou esta terra a seus filhos, desde o rio Nilo, no Egito, até o rio Eufrates, na Assíria, território dos queneus, dos quenezeus, dos cadmoneus, dos hititas, dos ferezeus, dos refains, dos amorreus, dos cananeus, dos girgaseus e dos jebuseus”. 16: 1-2 Sarai, esposa de Abrão, ainda não tinha filhos. Mas uma escrava egípcia chamada Hagar era propriedade dela. E Sarai disse a Abrão: “O Eterno achou por bem não me dar filhos. Então, deite-se com esta minha escrava. Talvez eu possa constituir família por meio dela”. Abrão concordou com a proposta de Sarai. 3-4 Assim, Sarai, mulher de Abrão, entregou Hagar, sua escrava egípcia, a seu marido, Abrão. Quando esse fato aconteceu, já fazia dez anos que Abrão morava em Canaã. Ele se deitou com Hagar, e ela engravidou. Quando Hagar soube que estava grávida, começou a fazer pouco caso de sua senhora. 5 Sarai reclamou com Abrão: “Estou passando por esta humilhação, e a culpa é sua! Entreguei minha escrava a você, e, na mesma hora em que ela soube que estava grávida, passou a me tratar como se eu fosse nada. Que o Eterno decida qual de nós duas está com a razão”. 6 Abrão respondeu: “Decida você mesma, pois sua escrava é assunto seu”. Sarai começou a maltratar a escrava que, por causa disso, acabou fugindo. 7-8 Mas um anjo do Eterno encontrou Hagar junto a uma fonte no deserto. Era a fonte que está no caminho para Sur. E ele disse: “Hagar, escrava de Sarai, o que você está fazendo
  11. 11. aqui?” Ela respondeu: “Estou fugindo de Sarai, minha senhora”. 9-12 Mas o anjo do Eterno disse: “Volte para a sua senhora, ainda que ela maltrate você”. Ele continuou: “Vou dar a você uma família numerosa, tantos descendentes que não será possível contá-los. “Você está grávida de um menino. Dê a ele o nome de Ismael, pois o Eterno ouviu você e respondeu. Ele escoiceará como um cavalo bravo, porque será um guerreiro: combaterá e será combatido, Sempre criando problemas, sempre em conflito com a família”. 13 Hagar atendeu à orientação do Eterno, chamando-o pelo nome, orando ao Deus que havia se comunicado com ela: “Tu és o Deus que me vê! “Sim! Ele me viu, e eu também o vi!” 14 Por isso, aquela fonte no deserto passou a ser chamada O Deus Vivo me Vê. Essa fonte ainda existe: fica entre Cades e Berede. 15-16 Hagar deu um filho a Abrão, que o chamou Ismael. Abrão tinha 86 anos de idade quando Hagar deu à luz Ismael. 17: 1-2 Quando Abrão tinha 99 anos de idade, o Eterno apareceu a ele e disse: “Eu sou o Deus Forte! Viva com integridade diante de mim. Faça todo o esforço possível para se manter assim! Vamos fazer uma aliança, e darei a você uma família enorme”. 3-8 Abalado, Abrão lançou-se ao solo, com o rosto em terra. E Deus declarou: “Minha aliança com você será esta: Você será o pai de muitas nações. Seu nome não será mais Abrão, e sim Abraão, para ressaltar a ideia de que ‘farei de você o pai de muitas nações’. Farei de você o pai de muitos pais. De você, sairão nações, reis virão de você. Estou estabelecendo minha aliança entre mim e você, uma aliança que inclui seus descendentes. Será uma aliança contínua, e, por causa dela, me comprometo a ser o seu Deus e o Deus de seus descendentes. Estou dando a você e a seus descendentes esta terra, na qual vocês estão acampados agora, toda a terra de Canaã. Ela pertencerá a sua família para sempre, e eu serei o Deus deles”. 9-14 Deus disse também a Abraão: “E agora esta é a sua parte: Você irá honrar a minha aliança, você e seus descendentes, uma geração após a outra. Esta é a aliança que você deverá honrar, uma aliança que inclui todos os seus descendentes: todos do sexo masculino deverão passar pela circuncisão. Faça isso, cortando e removendo a dobra da pele que recobre a cabeça do pênis; esse será o sinal da aliança entre nós. Todo menino será circuncidado com oito dias de idade, geração após geração. Os escravos nascidos em casa e os que tiverem sido comprados de outros que não são parentes também estão incluídos. Não se esqueçam de circuncidar tanto seus filhos quanto qualquer outro que tenha vindo de fora. Dessa forma, a minha aliança estará gravada no corpo de vocês, um sinal definitivo da minha aliança definitiva. E, se algum ser humano do sexo masculino não tiver sido circuncidado, isto é, não tiver a dobra da pele que recobre a cabeça do pênis cortada; então, ele será cortado do seu povo, pois violou a minha aliança”. 15-16 E Deus continuou falando com Abraão: “Quanto a Sarai, sua esposa, não a chame mais de Sarai. Comece a chamá-la de Sara. E eu a abençoarei. Isso mesmo! Darei um filho a você por meio dela! Ah! Como vou abençoá-la! Dela sairão nações e reis de nações”. 17 Abraão lançou-se ao chão, com o rosto em terra. Mas também riu, pensando: “Como um homem com 100 anos de idade vai ter um filho? E Sara? Conseguirá ter um bebê aos 90 anos de idade?” 18 Recompondo-se, Abraão disse a Deus: “Ah! Faça que Ismael viva bem e com saúde diante de ti!”. 19 Mas Deus retrucou: “Não foi isso que eu quis dizer. Sua esposa, Sara, terá um bebê, um menino. Chame-o Isaque (Riso). Vou fazer uma aliança com ele também e com seus descendentes, uma aliança que não terá fim”. 20-21 “Quanto a Ismael? Sim, ouvi você orar por ele. Também vou abençoá-lo e farei que tenha muitos filhos, uma família enorme. Ele será o pai de doze príncipes, farei dele uma grande nação. Mas a aliança que vou fazer será com Isaque, seu filho que nascerá de Sara por essa época do ano que vem”. 22 Deus, então, se retirou depois de falar com Abraão. 23 Então, Abraão chamou seu filho Ismael e todos os seus empregados, tanto os nascidos em casa quanto os que ele havia comprado, todos os do sexo masculino que eram de sua família, e os circuncidou, cortando, naquele mesmo dia, a dobra da pele que recobria a cabeça do pênis de cada um, como Deus havia ordenado. 24-27 Abraão tinha 99 anos quando foi circuncidado. Ismael tinha 13 anos. Os dois foram circuncidados no mesmo dia e também todos os empregados, tanto os nascidos em casa quanto os que haviam sido comprados de terceiros. Todos foram circuncidados com Abraão.
  12. 12. 18: 1-2 O Eterno apareceu a Abraão junto aos carvalhos de Manre, enquanto ele estava sentado à entrada da sua tenda. Era a hora mais quente do dia. Ele olhou e viu três homens de pé. Então, saiu apressado da tenda e curvou-se diante deles. 3-5 Ele pediu: “Senhor, se te agradar, fique um pouco com o teu servo. Vou providenciar um pouco de água para que possas lavar os pés. Também vou providenciar comida e um lugar para descansares, já que teu caminho passou por mim”. Eles responderam: “Ótimo, faça isso”. 6 Abraão correu para dentro da tenda e disse a Sara: “Depressa! Pegue três xícaras da nossa melhor farinha e faça alguns pães”. 7-8 Depois, ele correu até o curral e escolheu a um novilho gordo de excelente qualidade e o entregou a um dos empregados, que o preparou. Em seguida, trouxe coalhada e leite para acompanhar o novilho assado, pôs a refeição diante dos homens e ficou debaixo da árvore enquanto eles comiam. 9 Os homens perguntaram: “Onde está Sara, sua mulher?”. Ele respondeu: “Está na tenda”. 10 Então, um deles disse: “Vou retornar no ano que vem, mais ou menos por esta época. Quando eu chegar, sua esposa Sara vai ter um filho”. Sara estava ouvindo tudo do lado de dentro da tenda, bem atrás do homem. 11-12 Abraão e Sara estavam velhos, em idade bem avançada. Sara tinha passado, havia muito, da época de ter filhos. Então, ela riu consigo mesma e disse: “Uma velha como eu? Ficar grávida? E com um marido velho como esse?” 13-14 Mas o Eterno disse a Abraão: “Por que Sara riu? Pois ela disse: ‘Eu? Ter um bebê? Uma velha como eu?’. Por acaso existe alguma coisa difícil demais para o Eterno? Eu voltarei no ano que vem por esta mesma época, e Sara terá um bebê”. 15 Sara ficou com medo e mentiu para ele: “Eu não ri, não!”. Mas ele disse: “Sim! Você riu, sim”. 16 Os homens se levantaram para ir embora e começaram a caminhar na direção de Sodoma. Abraão os acompanhou para se despedir deles. 17-19 Então, o Eterno disse: “Seria justo esconder de Abraão o que estou para fazer? Ele vai se tornar uma nação grande e forte, e todas as nações do mundo serão abençoadas por meio dele. Eu o escolhi para que ele ensine seus filhos e sua futura família a andar nos caminhos do Eterno, a serem bons, generosos e justos, para que o Eterno possa cumprir o que prometeu a ele”. 20-21 O Eterno prosseguiu: “Os gritos das vítimas em Sodoma e Gomorra são de ensurdecer. O pecado dessas cidades é gigantesco. Descerei para ver eu mesmo se o que eles estão fazendo é tão mau quanto parece. Então, vou saber”. 22 Os homens dirigiram-se para Sodoma, mas Abraão ficou no caminho do Eterno, impedindo a passagem. 23-25 Então, Abraão o enfrentou e questionou: “Estás falando sério? Estás mesmo planejando eliminar as pessoas boas junto com as más? E se houver cinquenta pessoas decentes na cidade: vais juntar os bons com os maus e te livrar de todos? Não pouparias a cidade por causa desses cinquenta inocentes? Não acredito que farias isto, matar os bons com os maus, como se não houvesse diferença entre eles. Será que o Juiz de toda a terra não sabe julgar com justiça?”. 26 O Eterno respondeu: “Se eu encontrar cinquenta pessoas decentes em Sodoma, pouparei a cidade inteira por causa delas”. 27-28 Abraão tornou a dizer: “Eu, um simples mortal feito de um punhado de pó da terra, atrevo- me a abrir a boca e ainda perguntar ao meu Senhor: E se faltarem cinco para completar os cinquenta? Destruirás a cidade por causa dos cinco que faltam?”. Ele respondeu: “Não a destruirei se houver ali quarenta e cinco pessoas decentes”. 29 Abraão insistiu: “E se encontrares apenas quarenta?” “Também não vou destruir a cidade, por causa dos quarenta”. 30 Abraão continuou: “Senhor, não te irrites comigo, mas se encontrares apenas trinta?”. “Se encontrar trinta, não destruo a cidade.” 31 Abraão não desistiu: “Senhor, sei que estou abusando da tua paciência, mas e se houver apenas vinte?” “Não a destruirei, por causa dos vinte.” 32 Abraão perguntou ainda: “Senhor, não fiques furioso, esta é a última vez que pergunto. E se houver apenas dez?” “Não destruirei a cidade, por causa das dez pessoas.” 33 O Eterno encerrou a conversa com Abraão e se retirou. Abraão foi para casa. 19: 1-2 Os dois anjos chegaram a Sodoma no início da noite. Ló estava sentado à entrada da cidade. Ele viu os recém-chegados e levantou-se para recebê-los. Curvou-se diante deles e implorou: “Por favor, amigos, venham para a minha casa e passem ali a noite. Vocês poderão se lavar. E poderão se levantar cedo e seguir caminho descansados”. Eles
  13. 13. disseram: “Não, dormiremos na rua”. 3 Mas ele insistiu. Não aceitaria um não como resposta. Eles, então, concordaram e foram para a casa dele. Ló preparou uma refeição quente, e eles comeram. 4-5 Antes que os hóspedes se recolhessem, os homens de toda a cidade, jovens e velhos, se aglomeraram em torno da casa, vindo de todos os lados, e os encurralaram ali. Então, gritaram para Ló: “Onde estão os homens que vão passar a noite aí na sua casa? Traga- os para fora! Queremos nos divertir com eles!” 6-8 Ló foi para o lado de fora, manteve-se à frente da porta e suplicou: “Por favor, irmãos, não sejam maus! Olhem, tenho duas filhas virgens. Vou trazê-las para fora, e vocês poderão se satisfazer com elas, mas não encostem a mão nestes homens, pois são meus convidados”. 9 Mas eles responderam: “Caia fora! Você chegou aqui, nem sabemos direito de onde, e já quer nos dizer como devemos viver? Pois vamos fazer com você pior do que com eles! E partiram para cima de Ló determinados a arrombar a porta”. 10-11 Mas os dois homens alcançaram Ló, puxaram-no para dentro da casa e trancaram a porta. Em seguida, atingiram com cegueira os homens que estavam tentando entrar. Tanto os que encabeçavam o grupo quanto os que seguiam ficaram tateando no escuro. 12-13 Os dois homens disseram a Ló: “Há algum outro parente seu aqui? Filho, filha, alguma pessoa na cidade? Tire-os daqui agora mesmo! Vamos destruir este lugar. O clamor das vítimas dirigido ao Eterno é ensurdecedor, e fomos enviados para varrer este lugar da face da terra”. 14 Ló saiu e avisou o noivo de cada uma de suas filhas: “Saiam deste lugar! O Eterno vai destruir a cidade!” Mas seus futuros genros não o levaram a sério. 15 Ao amanhecer, os anjos começaram a apressar Ló: “Depressa! Pegue sua mulher e suas filhas e saia daqui antes que seja tarde, antes que você acabe sendo castigado com a cidade”. 16-17 Ló estava demorando demais. Então, os homens agarraram Ló, sua mulher e suas filhas pelo braço e os puxaram para um lugar seguro fora da cidade. O Eterno foi misericordioso com eles! Já do lado de fora da cidade, os anjos disseram a Ló: “Agora corram, e cada um salve a sua vida! Não olhem para trás! Não parem em nenhum lugar da planície, mas corram para os montes, para que não sejam destruídos”. 18-20 Mas Ló reclamou: “Senhores, não podem estar falando sério! Reconheço que foram bons comigo e me fizeram um enorme favor, salvando a minha vida, mas não posso correr para os montes. Coisas terríveis podem acontecer comigo nos montes, posso até morrer. Olhem para aquela direção: aquela cidade não fica longe. Ela é pequena, e nada poderá me acontecer ali. Permitam que eu