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CURSO DEINICIAÇÃOLOGOSÓFICA
ÚLTIMAS PUBLICAÇÕES DO AUTORIntermedio Logosófico, 216 págs., 1950. (1)Introducción al Conocimiento Logosófico, 494 págs.,...
CURSO DE       INICIAÇÃO    LOGOSÓFICACarlos Bernardo González Pecotche R A U M S O L         1ª reimpressão da 18ª Edição...
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Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)evolutivo da humanidade, ver-se-á, com inequívocalucidez, quais foram e são os ...
Curso de Iniciação Logosóficaextenso percurso. A dita realização abarca o conheci-mento de si mesmo e dos semelhantes; o d...
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DIDÁTICA DO MÉTODO               LOGOSÓFICO  COMO      SE ESTUDA E COMO SE PRATICA                 A L OGOSOFIA      Muito...
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Curso de Iniciação Logosóficaresultaria. Quem inicia estudos de Logosofia deve fazê-lo com profundidade, incorporando à su...
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Curso de Iniciação Logosóficainvoluntariamente, tenhamos estado sustentando emnós mesmos e, sabendo agora que uns podem se...
Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)pretações ou compreensões que cada um tenha con-seguido fazer dos ensinamentos ...
Curso de Iniciação Logosóficase no mesmo instante um ambiente amável e cordial,que predispõe à colaboração. Cada participa...
Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)graças ao auxílio que, de forma espontânea, é oferecidomutuamente por aqueles q...
Curso de Iniciação Logosóficaseu destino, e o move, conseqüentemente, a passar emrevista os ensinamentos que mais o cativa...
Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)uma corrente de bem cujos fecundos benefícios elemesmo está experimentando. Um ...
Curso de Iniciação Logosófica  É NECESSÁRIO EXPERIMENTAR O QUE SEESTUDA E ESTUDAR O QUE SE EXPERIMENTA      A Logosofia nã...
Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)constante das alternativas desse processo. Devo concluir,pois, que não me dou c...
Curso de Iniciação Logosófica      O certo é que os conhecimentos logosóficos, à 43   medida que vão sendo assimilados, in...
Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)      Ao se levar o estudo logosófico à prática, ou seja, à 45   experiência pe...
Curso de Iniciação Logosófica       O ensinamento logosófico deverá ser tratado de 48    uma maneira especial pela pessoa ...
Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)a sua vigência, para que seja ele quem reja a condutaque deverá ser adotada no ...
Curso de Iniciação Logosóficaexperimentação, ele o conduz a retomar o fio daprópria herança1 e a satisfazer plenamente os ...
Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)modo que a atitude consciente não decaia em nenhuminstante. A desatenção, bem c...
Curso de Iniciação Logosóficaterrupta, quanto ao que fazemos em proveito de nossacausa. Educar-se nesse adestramento é ent...
Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)     Aprecie-se, agora, a diferença fundamental entre aacepção comum do termo “...
Curso de Iniciação Logosóficacia, porque permite a confrontação entre as perspecti-vas atuais, que o conhecimento logosófi...
Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)não se desviar das normas traçadas pelo método logosó-fico, que aconselha, como...
Curso de Iniciação Logosóficatos de aperfeiçoamento, os anelos de saber para queviemos à vida, para onde vamos, que faremo...
Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)é uma realidade que todo ser experimenta ao cultivarnossa ciência. Pela primeir...
Curso de Iniciação Logosóficao trabalho da inteligência. Do mesmo modo, cada passoque se dá, cada dia que se vive no auge ...
Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)Logosofia mais proveitosos para quem realiza seu cul-tivo é, precisamente, o qu...
Curso de Iniciação Logosófica       Por sua importância, é preciso saber que o 74    tempo pressiona quando é desaproveita...
REFLEXÕES QUE CONVIDAM À REVISÃO DE CERTOS CONCEITOS                  CRER    E SABER       Vamos examinar o conceito rela...
Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)      A crença pode assenhorear-se da ignorância, 78   porém é inadmissível em ...
Curso de Iniciação Logosófica                               PRECONCEITOS       É de suma importância prevenir a quem resol...
Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)o homem por sua liberdade! E pensar que por dentro étão escravo...      O curio...
Curso de Iniciação Logosóficasuperiores. Um saneamento de preconceitos é, pois,indispensável para todo ser humano que quei...
FORMAÇÃO CONSCIENTE       DA INDIVIDUALIDADE       Para aqueles que não estão familiarizados com 87    a concepção logosóf...
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Curso de Iniciação Logosófica 92    Não é possível levar a bom termo a formação       consciente da individualidade, se an...
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  1. 1. Cil_Capa_mar2008.qxd 27.03.08 15:41 Page 1 A Logosofia é uma ciência Logosofia “O conhecimento desperta a consciência individual Estamos em condições de asse- criadora e depositária de conhe- para a realidade que o substancia, fluindo daquela gurar, com a autoridade que nos é cimentos concretos para a vida, passíveis todos de realização in- como aptidões adquiridas toda vez que as circunstâncias CURSO DE conferida pela própria obra que vamos desenvolvendo, bem como RAUMSOL dividual, ao serem aplicados cons- o demandem. O exercício habitual das aptidões cons- pelos testemunhos vivos surgidos cientemente à própria psicologia. cientemente adquiridas as vai aperfeiçoando. Assim é de inumeráveis experiências leva- Carlos Bernardo González Pecotche Abrimos, em síntese, as portas de uma nova e fecunda investigação e oferecemos, ao mesmo tempo, os como o uso diário concorre para gravar no ser, com caracteres indeléveis, o emblema arquetípico da espiral, INICIAÇÃO das a bom termo, que os gozos estéticos que se experimentam – ao sentir-se cada um dono de representado pelo método psicodinâmico que a resultados que se obtêm mediante recursos internos que superam Logosofia instituiu para os processos vivos e ultracien- o estudo e prática dos conheci- tudo o que foi imaginado sobre mentos que integram esta nova e muito esperada ciência do aper- tíficos, destinados ao desenvolvimento das qualidades superiores da espécie.” LOGOSÓFICA uma vida melhor – são infinita- mente mais densos que aqueles que feiçoamento imediato, positivo, os gozos materiais podem oferecer, integral e consciente do homem. ESTUDO E PRÁTICA DOS inclusive os afagos e satisfações pes- Por tudo o que ficou exposto, soais, que só duram um instante. ver-se-á a importância capital CONHECIMENTOS QUE O INTEGRAM Subentender-se-á que é à ju- de que se reveste a concepção ventude, em primeiro lugar, que logosófica no reordenamento das estes conhecimentos devem inte- condições humanas e no conhe- ressar, por achar-se ela em plena CURSO DE INICIAÇÃO LOGOSÓFICA cimento cabal de si mesmo. etapa de formação mental, psi- cológica e espiritual. Entretanto, Carlos Bernardo González Pecotche pais, responsáveis e professores ISBN 8570970671 deverão contribuir com suas luzes para mostrar-lhe as vantagens desta RAUMSOL autêntica investigação interna, 9 788570 970671 destinada a aperfeiçoar o homem e fazer que renasça nele a confiança www.editoralogosofica.com.br em si mesmo.
  2. 2. Cil_Capa_mar2008.qxd 27.03.08 15:41 Page 2 Estamos em condições de asse- A Logosofia é uma ciência gurar, com a autoridade que nos é criadora e depositária de conhe- conferida pela própria obra que cimentos concretos para a vida, vamos desenvolvendo, bem como passíveis todos de realização in- pelos testemunhos vivos surgidos dividual, ao serem aplicados cons- de inumeráveis experiências leva- cientemente à própria psicologia. das a bom termo, que os gozos Abrimos, em síntese, as portas de estéticos que se experimentam – uma nova e fecunda investigação e ao sentir-se cada um dono de oferecemos, ao mesmo tempo, os recursos internos que superam resultados que se obtêm mediante tudo o que foi imaginado sobre o estudo e prática dos conheci- uma vida melhor – são infinita- mentos que integram esta nova e mente mais densos que aqueles que muito esperada ciência do aper- os gozos materiais podem oferecer, feiçoamento imediato, positivo, inclusive os afagos e satisfações pes- integral e consciente do homem. soais, que só duram um instante. Por tudo o que ficou exposto, Subentender-se-á que é à ju- ver-se-á a importância capital ventude, em primeiro lugar, que de que se reveste a concepção estes conhecimentos devem inte- logosófica no reordenamento das ressar, por achar-se ela em plena condições humanas e no conhe- etapa de formação mental, psi- cimento cabal de si mesmo. cológica e espiritual. Entretanto, pais, responsáveis e professores deverão contribuir com suas luzes para mostrar-lhe as vantagens desta autêntica investigação interna, destinada a aperfeiçoar o homem e fazer que renasça nele a confiança em si mesmo.
  3. 3. Cil_Capa_mar2008.qxd 27.03.08 15:41 Page 1 A Logosofia é uma ciência Logosofia “O conhecimento desperta a consciência individual Estamos em condições de asse- criadora e depositária de conhe- para a realidade que o substancia, fluindo daquela gurar, com a autoridade que nos é cimentos concretos para a vida, passíveis todos de realização in- como aptidões adquiridas toda vez que as circunstâncias CURSO DE conferida pela própria obra que vamos desenvolvendo, bem como RAUMSOL dividual, ao serem aplicados cons- o demandem. O exercício habitual das aptidões cons- pelos testemunhos vivos surgidos cientemente à própria psicologia. cientemente adquiridas as vai aperfeiçoando. Assim é de inumeráveis experiências leva- Carlos Bernardo González Pecotche Abrimos, em síntese, as portas de uma nova e fecunda investigação e oferecemos, ao mesmo tempo, os como o uso diário concorre para gravar no ser, com caracteres indeléveis, o emblema arquetípico da espiral, INICIAÇÃO das a bom termo, que os gozos estéticos que se experimentam – ao sentir-se cada um dono de representado pelo método psicodinâmico que a resultados que se obtêm mediante recursos internos que superam Logosofia instituiu para os processos vivos e ultracien- o estudo e prática dos conheci- tudo o que foi imaginado sobre mentos que integram esta nova e muito esperada ciência do aper- tíficos, destinados ao desenvolvimento das qualidades superiores da espécie.” LOGOSÓFICA uma vida melhor – são infinita- mente mais densos que aqueles que feiçoamento imediato, positivo, os gozos materiais podem oferecer, integral e consciente do homem. ESTUDO E PRÁTICA DOS inclusive os afagos e satisfações pes- Por tudo o que ficou exposto, soais, que só duram um instante. ver-se-á a importância capital CONHECIMENTOS QUE O INTEGRAM Subentender-se-á que é à ju- de que se reveste a concepção ventude, em primeiro lugar, que logosófica no reordenamento das estes conhecimentos devem inte- condições humanas e no conhe- ressar, por achar-se ela em plena CURSO DE INICIAÇÃO LOGOSÓFICA cimento cabal de si mesmo. etapa de formação mental, psi- cológica e espiritual. Entretanto, Carlos Bernardo González Pecotche pais, responsáveis e professores ISBN 8570970671 deverão contribuir com suas luzes para mostrar-lhe as vantagens desta RAUMSOL autêntica investigação interna, 9 788570 970671 destinada a aperfeiçoar o homem e fazer que renasça nele a confiança www.editoralogosofica.com.br em si mesmo.
  4. 4. CURSO DEINICIAÇÃOLOGOSÓFICA
  5. 5. ÚLTIMAS PUBLICAÇÕES DO AUTORIntermedio Logosófico, 216 págs., 1950. (1)Introducción al Conocimiento Logosófico, 494 págs., 1951. (1) (2)Diálogos, 212 págs., 1952. (1)Exégesis Logosófica, 110 págs., 1956. (1) (2) (4)El Mecanismo de la Vida Consciente, 125 págs., 1956. (1) (2) (4) (6)La Herencia de Sí Mismo, 32 págs., 1957. (1) (2) (4)Logosofía. Ciencia y Método, 150 págs., 1957. (1) (2) (4)El Señor de Sándara, 509 págs., 1959. (1)Deficiencias y Propensiones del Ser Humano, 213 págs., 1962. (1) (2) (4)Curso de Iniciación Logosófica, 102 págs., 1963. (1) (2) (4) (6)Bases para Tu Conducta, 55 págs., 1965. (1) (2) (3) (4) (5) (6)El Espíritu, 196 págs., 1968. (1) (2) (4) (7)Colección de la Revista Logosofía (tomos I (1), II (1), III), 715 págs., 1980.Colección de la Revista Logosofía (tomos IV, V), 649 págs., 1982.(1) Em português.(2) Em inglês.(3) Em esperanto.(4) Em francês.(5) Em catalão.(6) Em italiano.(7) Em hebraico.
  6. 6. CURSO DE INICIAÇÃO LOGOSÓFICACarlos Bernardo González Pecotche R A U M S O L 1ª reimpressão da 18ª Edição Editora Logosófica 2008
  7. 7. Título do original: Curso de Iniciación LogosóficaCarlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)Revisão da tradução: José Dalmy Silva GamaCapa e projeto gráfico: Silvia RibeiroProdução gráfica: Adesign Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) González Pecotche, Carlos Bernardo, 1901-1963. Curso de iniciação logosófica / Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol) ; [tradução de filiados da Fundação Logosófica]. — São Paulo : Logosófica, 2008. Título original: Curso de iniciación logosófica 1ª reimpr. da 18. ed. de 2007. ISBN 978-85-7097-067-1 1. Logosofia I. Título 08-01932 CDD 149.9.Índices para catálogo sistemático:1. Logosofia : Doutrinas filosóficas 149.9Copyright da Editora Logosóficawww.editoralogosofica.com.brwww.logosofia.org.brFone/fax: (11) 5584 6648Rua General Chagas Santos, 590-A - SaúdeCEP 04146-051 - São Paulo - SP - Brasil,da Fundação LogosóficaEm Prol da Superação HumanaSede central: SHCG/NORTEQuadra 704 - Área de EscolasCEP 70730-730 - Brasília - DF - Brasil EDITORA AFILIADAVide representantes regionais na última página
  8. 8. O HOMEM JAMAIS SE ARREPENDERÁ DE HAVER PROPORCIONADO A SEU ESPÍRITO TODO ELEMENTO DE JUÍZO REQUERIDO PELO DESENVOLVIMENTO PLENO DE SUAS APTIDÕES E PELO EXERCÍCIOSEM LIMITAÇÕES DE SUA INTELIGÊNCIA.
  9. 9. REALIDADES ESSENCIAISANTE A SITUAÇÃO CRÍTICA DO MOMENTO Iniciaremos a exposição deste Curso perguntando 1 por que razão a cultura vigente – ocidental ouoriental – apresenta, em todas as partes, sintomas incon-fundíveis que prenunciam sua inevitável decadência. Aresposta é clara, simples e unívoca: porque falha pelabase. E a que se deve o fato de ela falhar pela base? Àsseguintes causas: a) Não foi nem é capaz de ensinar ao homem aconhecer a si mesmo. b) Não lhe ensinou a conhecer o mundo mentalque o rodeia, interpenetra* e influi poderosamente emsua vida. c) Não lhe ensinou a compreender, amar erespeitar o Autor da Criação, nem a descobrir suaVontade através de suas Leis e das múltiplas manifes-tações de seu Espírito Universal. O fato de não se ter ensinado ao homem a 2 conhecer sua vida interna, plena de recursos eenergias para quem sabe aproveitar tão imponderávelriqueza, tem sido a causa que o faz ceder, sem maiorresistência, à tentação de fundir-se na multidão anônima,consumando-se assim a perda de sua individualidade.*N.T.: O autor adotou, no texto original em espanhol, o neologismo “interpenetrar”,ao conferir-lhe o sentido de “estar penetrado em, existir dentro de, constituir-se no espaço interior de”.O mesmo valor neológico está presente no texto traduzido ao português. 9
  10. 10. Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol) Desde os alvores da atual civilização, foram se 3somando, dia após dia, os que nenhum esforçofazem para superar sua inércia mental e volitiva. Dasfaculdades de sua inteligência1, só funcionam com pre-ponderância a imaginação e a memória. As demaistrabalharam e trabalham só por necessidade ou poralguma premência, observando-se sempre uma acentua-da insuficiência, devido à sua habitual inércia. Estamosnos referindo à maioria dos seres, ao homem que nãoorganizou seu sistema mental de modo que todas asfaculdades de seu mecanismo inteligente funcionem,alternada e ativamente, no ofício construtivo quedevem desempenhar. A ciência logosófica foi criada para remediar esse 4lamentável descuido, esse vazio incomensurávelque já transtornou não poucos juízos, levando a huma-nidade à desorientação e ao mais agudo pessimismo. A Logosofia é uma nova mensagem à 5humanidade, com palavras plenas de alento, deverdade e de clara orientação. Encerra uma nova formade vida, forma que move o homem a pensar e a sentirde outra maneira, graças ao descobrimento logosóficode agentes causais, que, ignorados antes por ele, se mani-festam agora à vista de seu entendimento, de suareflexão e de seu juízo, da mesma forma que à suasensibilidade. Com efeito, embora singelamente enun-ciado e sem ostentação alguma, como é próprio detodas as grandes verdades, somos plenamente cons-cientes da incalculável transcendência que oconhecimento desses fatores – até agora incógnitosgeradores de todas as formas humanas de vida – haverá1 Ver Logosofia. Ciência e Método, do autor. 10
  11. 11. Curso de Iniciação Logosóficade assumir para o esclarecimento do mistério dohomem, no dia em que ele despertar para essa realidadee comprovar a verdade de sua existência, através decada uma de suas manifestações psicobiológicas. Sóentão o homem poderá fazer uso consciente de seulivre-arbítrio, resgatar sua vida – aprisionada por seuspróprios erros e pelos erros dos demais – e reconstruí-la, graças às leis que regem os processos inteligentes daCriação, com um critério novo, espiritual e humano,testamenteiro imaterial de sua felicidade. Ciência e cultura ao mesmo tempo, a Logosofia 6 transcende a esfera comum, configurando umadoutrina de ordem transcendente. Como doutrina, estádestinada a nutrir o espírito das gerações presentes efuturas com uma nova força energética, essencialmentemental, necessária e imprescindível para o desenvolvi-mento das aptidões humanas. São atributos desta fecunda doutrina: a elevação 7 de miras, a amplitude na concepção das possibi-lidades do homem, sua autêntica veracidade e a vigênciapermanente de suas razões medulares. A cultura logosófica é inconfundivelmente sin- 8 gular: não contém um só elemento estranho àoriginalidade de sua fonte, por ser original a concepçãoque a sustenta. DEVEM SER SALVAS AS RESERVAS MORAIS E ESPIRITUAIS DA HUMANIDADE Em vão se atribuirá ao fatalismo a decadência da 9 atual civilização. Quando tudo tiver passado pelocrisol das mudanças que se devem operar no acontecer 11
  12. 12. Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)evolutivo da humanidade, ver-se-á, com inequívocalucidez, quais foram e são os responsáveis, e por quê. Oque agora importa é salvar as reservas morais e espiri-tuais do gênero humano; mais claramente, as que aindanão foram lesadas pelos extremismos ideológicos ousectários, incompatíveis com a evolução ativa e cons-ciente a que o homem tem direito, e que é prerrogativade toda a humanidade. Ao dizer “reservas morais eespirituais”, estamos nos referindo às zonas virgens denossa estrutura mental e psicológica, que registramnossa própria herança1, como, por exemplo, as aptidõesque, sem florescerem ainda, esperam o momento desua manifestação.TUDO DEVE SER RENOVADO, ATÉ ALCANÇAR O APERFEIÇOAMENTO MAIS SATISFATÓRIO Quanto tempo ainda vai durar a decadência da 10atual civilização? Isso depende, naturalmente, demúltiplos fatores, principalmente porque se trata nadamenos que de mudar muitos conceitos antiquados enocivos para a alma, bem como uma infinidade dehábitos negativos e crenças estéreis. É imprescindi-velmente necessário renovar também os centrosenergéticos desgastados pelo tempo e reorganizar aestruturação psíquica, mental e espiritual do homem,estendendo seus benefícios a toda a humanidade. A ciência logosófica abriu uma nova rota para o 11desenvolvimento humano. Seu trajeto implicauma direção definida e imodificável, em cujos trechosse cumpre, gradual e ininterruptamente, a realizaçãosimultânea dos conhecimentos que possibilitam seu1 Ver A Herança de Si Mesmo, do autor. 12
  13. 13. Curso de Iniciação Logosóficaextenso percurso. A dita realização abarca o conheci-mento de si mesmo e dos semelhantes; o do mundomental, metafísico ou transcendente; e o das leis uni-versais, unindo-se a ela o avanço gradual e supremo dohomem até as alturas metafísicas que custodiam oGrande Mistério da Criação e do Criador. Os avanços nesse caminho ascendente configu- 12 ram um processo de aproximação, de assimilaçãoprogressiva dos desígnios cósmicos, que o espíritoabsorve à medida que é capaz de compreender a altíssi-ma finalidade desse processo de aproximação ao Deusúnico, dono e senhor de tudo quanto existe. Interpretarcom precisão sua Vontade, plasmada em suas Leis, é haveralcançado a sensatez necessária para não infringi-las. Para a Logosofia, Deus é o Supremo Criador da 13 Ciência Universal, porque todos os processos daCriação se cumprem seguindo os ditados de suaSabedoria. A ciência do homem é só um débil reflexodaquela, fonte permanente de todas as suas inspirações.Esta é a causa pela qual a Logosofia menciona comfreqüência o nome de Deus. Um Deus despojado deartifícios, que mostra ao súdito terrestre a plenitude deseu esplendor natural em sua Magna Ciência e em suaVerdade Absoluta. Ao traçar a rota e assinalar sua meta, a Logosofia 14 se constitui em guia de todos os que empreen-dem seu percurso. Conta ela com o respaldo dosresultados obtidos e com o concurso de seus cultores,aqueles que já podem apresentar seu testemunho e seusaber e, por conseguinte, se acham em condições deassessorar a outros, não só nos trechos preparatórios deseu percurso, mas também naqueles que dão acesso à 13
  14. 14. Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)sabedoria logosófica, para que o círculo das possibili-dades humanas se amplie até o infinito e possam,homem e mulher, encontrar em nossos ensinamentos afonte geradora da vida superior. Com tal segurança,cada um poderá cumprir plenamente o grande objeti-vo de sua vida, isto é, a realização de seu processo deevolução consciente. Entenda-se bem que, quandodizemos “processo de evolução consciente”, estamosindicando o caminho que leva a penetrar nos segredosda vida psicológica, mental e espiritual próprias. Essapenetração alcança os planos de outro enigma, queconduz os seres a conhecer, sem a menor sombra dedúvida, os desígnios deparados à sua existência, tantoao transcender os âmbitos do mal e elevar-se às alturasdo bem, como permanecendo no erro. Estamos seguros de que não escapará ao juízo de 15 ninguém a transcendência da concepçãologosófica, que obriga a rever, com critério justo, todacrença, idéia ou pensamento, velho ou novo, com quese tenha pretendido favorecer o encaminhamentoevolutivo do homem. 14
  15. 15. DIDÁTICA DO MÉTODO LOGOSÓFICO COMO SE ESTUDA E COMO SE PRATICA A L OGOSOFIA Muitos leitores de obras logosóficas, inclusive os 16 que receberam alguma informação eventualsobre a nova ciência, formulam a seguinte pergunta:Como se estuda e como se pratica a Logosofia? Sabemos muito bem que essa pergunta surge 17 como conseqüência de haver tropeçado, quemtoma em suas mãos algum de nossos livros, com difi-culdades para compreender a fundo o conteúdo dosensinamentos. Essas dificuldades se produzem pelageneralizada tendência a realizar estudos de um pontode vista meramente teórico. Os tópicos são memo-rizados e tratados como um aporte a mais para ailustração e cultura, mas sem que esse estudo constituauma contribuição real ao conhecimento da pessoahumana própria. Os conhecimentos logosóficos – temos dito isto 18 com freqüência e o repetiremos quantas vezesainda for preciso – não devem ser lidos ou escutadossem a necessária atenção.Tampouco devem ser absorvi-dos de forma ligeira e superficial pelo entendimento,pois estão destinados a formar uma nova individuali-dade. Hão de ser, forçosamente, assimilados pelaconsciência. Por outra parte, os conhecimentos logosó- 15
  16. 16. Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)ficos conformam um todo indivisível na concepção quelhes deu origem, razão esta que deve levar o estudantea uma investigação mais profunda, a fim de abarcá-losem sua totalidade, não em fragmentos isolados. 19 Seus grandes objetivos são:1) A evolução consciente do homem, mediante a organi-zação de seus sistemas mental, sensível e instintivo.2) O conhecimento de si mesmo, que implica o domíniopleno dos elementos que constituem o segredo da existência decada um.3) A integração do espírito1, para que o ser possa aproveitar osvalores que lhe pertencem, originados em sua própria herança.4) O conhecimento das leis universais, indispensável paraajustar a vida a seus sábios princípios.5) O conhecimento do mundo mental, transcendente oumetafísico, onde têm origem todas as idéias e pensamentosque fecundam a vida humana.6) A edificação de uma nova vida e de um destino melhor,superando ao máximo as prerrogativas comuns.7) O desenvolvimento e o domínio profundo das funçõesde estudar, de aprender, de ensinar, de pensar e de realizar,com o que o método logosófico se transubstancia em aptidõesindividuais de incalculável significado para o porvir pedagógi-co na educação da humanidade. Como se pode ver, não se trata de um estudo a 20mais entre os tantos conhecidos, mas sim do maisvalioso de todos os estudos. Por isso, não deve ficar nasuperfície mental do indivíduo, pois nada de útil daí1 Ver O Espírito, do autor. 16
  17. 17. Curso de Iniciação Logosóficaresultaria. Quem inicia estudos de Logosofia deve fazê-lo com profundidade, incorporando à sua vida o saberque surge deles. Procedendo assim, assimilando interna-mente cada tópico aprendido, verificará a eficácia dopoder criador e dinâmico destes conhecimentos. Entãoverá, com os olhos do entendimento, como ficamimpressos indelevelmente em sua consciência. Entrando já na matéria, diremos que se estuda e se 21 pratica a Logosofia seguindo o método que elamesma estabelece. Esse método, essencialmente psico-dinâmico, prescreve o estudo e prática no individual,complementado com o intercâmbio e prática no coletivo. A. ESTUDO E PRÁTICA NO INDIVIDUAL O estudo e prática no individual compreende 22 três etapas que se estendem ao longo da vida,reiterando-se em progressão ascendente. Nos trechosiniciais, sua especificação é a seguinte: a) Primeira etapa: Compreende o estudo inter-pretativo dos temas que configuram o programa deestudo, sem exclusão de outros que interessem parti-cularmente ao estudante. Inicia-se com um repassegeral dos livros logosóficos1, a fim de se ter uma idéia,geral também, da concepção que os inspira. Em se-guida vem o estudo minucioso dos tópicoscompreendidos no programa, com indicações precisasa respeito da realização logosófica. À medida que seavança na leitura e no aprofundamento dos temas, cadaum se perguntará o que compreendeu, e o anotará.Talprática é muito recomendável, porquanto permite ir1 Indicamos: Exegese Logosófica; O Mecanismo da Vida Consciente; Logosofia.Ciência e Método; O Senhor de Sándara; Deficiências e Propensões do Ser Humano. 17
  18. 18. Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)somando os passos progressivos na captação dos valoresque cada conhecimento encerra. Este aspecto doprocesso que se documenta para guia de si mesmotambém contribui, com grande eficácia, para oesclarecimento de idéias e conceitos. b) Segunda etapa: Caracteriza-se por uma maioraplicação ao estudo, com vistas à formação consciente,vigiando as oscilações temperamentais, os fatores quenelas incidem, etc. O ensinamento é tratado mais afundo, somando-se desta vez, ao adestramento, sua apli-cação à vida nos diferentes e variados setores onde cadaum desenvolve suas atividades cotidianas. c) Terceira etapa: Completa o ciclo, configuran-do o domínio de conhecimentos e a criação de novasaptidões, para serem usadas em favor do processo indi-vidual de evolução consciente. Compreender-se-á, semdificuldades, que se alcança maturidade logosóficaquando, depois do aprendizado técnico, se elaboramcompreensões básicas sobre os ensinamentos que emseguida são levados ao campo experimental da própriavida. O acerto na aplicação converte o ensinamentoem conhecimento. O conhecimento desperta a cons-ciência individual para a realidade que o substancia,fluindo daquela como aptidões adquiridas toda vez queas circunstâncias o demandem. O exercício habitual dasaptidões conscientemente adquiridas as vai aper-feiçoando. Assim é como o uso diário concorre paragravar no ser, com caracteres indeléveis, o emblemaarquetípico da espiral, representado pelo método psi-codinâmico que a Logosofia instituiu para os processosvivos e ultracientíficos, destinados ao desenvolvimentodas qualidades superiores da espécie. O estudo e a prática da Logosofia demandam 23 um pequeno esforço individual, esforço que se 18
  19. 19. Curso de Iniciação Logosóficatorna mais firme e continuado à medida que os resul-tados compensam, com amplitude, esses estimulantes econstrutivos empenhos. Quanto ao tempo que o estu-do logosófico demanda em sua primeira etapa,aconselhamos dedicar-lhe no mínimo uma hora diária,se possível sem alterações. Apraz-nos afirmar que o tempo dispensado ao 24estudo e prática da Logosofia é, na verdade,tempo inteiramente consagrado a si mesmo, aoaumento das energias internas e ao aproveitamento davida em suas máximas possibilidades. O esquecimentode si mesmo equivale a uma escura masmorra psi-cológica, onde involuntariamente cada um encarceraseu próprio espírito. QUE ESTUDOS DEVEM SER REALIZADOS ANTES E QUAIS DEPOIS Após uma leitura atenta de nossa bibliografia, 25 cujo objetivo consiste, como dizíamos, em for-mar uma idéia precisa da concepção logosófica, devevir em seguida o estudo sério e detalhado do sistemamental, detendo-se o cultor da Logosofia, por umaparte, na conformação da inteligência com todas as suasfaculdades e, por outra, no que diz respeito aos pensa-mentos. Recomendamos muito especialmente, nessaaltura dos estudos, ter em conta a parte que trata sobreas deficiências1, o que permitirá uma rápida identifi-cação daquelas que exercem maior predomínio sobre o1 A Logosofia designa com este nome as falhas caracterológicas pessoais, que sãohabituais no ser comum normal, originadas no enquistamento psicológico de pen-samentos negativos que diariamente influem, em maior ou menor grau, sobre asfaculdades inteligentes e sensíveis de cada pessoa, entorpecendo seu funciona-mento normal e afetando, insensivelmente, o quadro de suas perspectivas morais.Ver Deficiências e Propensões do Ser Humano, do autor. 19
  20. 20. Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)próprio ser. O programa ordena seguir com o estudodo sistema sensível e suas faculdades, de sumaimportância, porquanto contempla o cultivo dos senti-mentos, destacando-os como fatores equilibrantes daconduta. Quanto aos conhecimentos que ilustramsobre o processo de evolução consciente, cuja realiza-ção há de ser o imperativo central da vida do logósofo,deverão ser alternados com os anteriores e aprofun-dados em conjunto com outros, intimamenterelacionados com o dito processo, como o das leis uni-versais, por exemplo. A recomendação metodológicaque assinalamos não contra-indica, de modo algum, aleitura e o estudo de qualquer outro tema exposto naconcepção logosófica, pois freqüentemente um maiorêxito na captação de um tópico favorece a compreen-são de outro. A prática diária do conhecimento aumenta a 26 ilustração logosófica na consciência de quem oassocia à vida. Isto tem por finalidade pôr em jogo asfaculdades da inteligência, que o estudante exercitarácom cabal consciência do objetivo que motiva seuemprego, enquanto aprende a utilizar-se delas con-forme seu fim específico.Trata-se, também, de praticarum rigoroso exame dos pensamentos que tenhammaior influência sobre nós, com suas conseqüênciasbem determinadas, extensivo aos pensamentos queestiveram governando nossa mente – e, portanto, nossavida – até o momento. Por último, uma vez con-seguida sua identificação, trata-se de proceder àclassificação1 de todos aqueles que, voluntária ou1 A Logosofia estabeleceu uma quádrupla e interdependente classificação depensamentos, a saber:a) por sua origem, em próprios e alheios;b) por seu valor, em positivos e negativos; 20
  21. 21. Curso de Iniciação Logosóficainvoluntariamente, tenhamos estado sustentando emnós mesmos e, sabendo agora que uns podem ser úteise outros não, eliminar com urgência estes últimos,como também todos os que engendram hábitosnocivos ou possuem uma composição mental incom-patível com a evolução consciente. Tudo isso é possível de ser levado a cabo com 27 êxito seguro, se se dá ao objetivo perseguido ahierarquia que lhe corresponde. Nada mais adequado,pois, que transformar esse objetivo em pensamento-autoridade2. Este pensamento nos fará recordar a cadainstante o que nos propusemos e, ao mesmo tempo,regerá os demais pensamentos. Sem esse ato de nossavontade, isto é, sem instituir o pensamento-reitor daevolução consciente, não convém empregar as energiasinternas nos estudos profundos, nem na sua aplicação àvida, porque malgastaríamos nossos melhores esforços. Compreendida a questão em toda a sua ampli- 28 tude, concluir-se-á que o exposto implica arealização de sucessivos passos evolutivos, cumpridosatravés do esforço para aplicar, com o maior acertopossível, as indicações do método logosófico. B. ESTUDO E PRÁTICA NO COLETIVO Já dissemos que nosso método recomenda, como 29 complemento do estudo e prática do ensina-mento logosófico a se cumprir no individual, seuestudo e prática no coletivo. A confrontação das inter-c) por sua natureza, em autônomos e em dependentes da inteligência e da vontade;d) pela área mental de influência ou gravitação sobre a vida do ser, em intermitentese dominantes ou obsessivos. (Conf. Logosofia. Ciência e Método, Lição IV, do autor.)2 Ver em Logosofia. Ciência e Método matéria referente a pensamento-autoridade. 21
  22. 22. Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)pretações ou compreensões que cada um tenha con-seguido fazer dos ensinamentos – levada a cabo entreaqueles que também estudam Logosofia e se achammais ou menos na mesma altura na investigação – per-mite verificar se do tópico estudado foram vistos pelainteligência todos os seus aspectos ou, pelo menos, osmais acessíveis. Disso resulta que o estudo individual é,até certo ponto, inseparável do coletivo. Nas sedes culturais da Fundação Logosófica, os 30 estudantes se distribuem em setores (masculino efeminino). Os setores constam de núcleos diferen-ciados, que se formam de acordo com a idade dosintegrantes, suas aptidões e o grau de capacitaçãoalcançado. Cada um desses núcleos funciona sob adireção pedagógica de um diretor ou diretora, comseus respectivos ajudantes, e neles se realiza o inter-câmbio de pontos de vista e se somam os esforçostendentes a descobrir o elemento que é mister acharpara se chegar à compreensão que se busca. É ali, nesseâmbito favorável ao cultivo do afeto e do respeito,onde cada um recolhe a parte de ilustração necessáriapara completar seus estudos e aplainar dificuldades nacaptação do pensamento que anima este ou aqueleensinamento, e onde aprende a analisar o pensamentoque intervém num ou noutro comportamento alheio,e que a seu juízo não esteja ajustado ao tom sempreequilibrado da palavra ou do conceito logosófico.Compreender-se-á que o concurso de outros cultoresdesta ciência também permite a observação dos adian-tamentos que os demais acusam, fato este que, além defacilitar a avaliação cabal dos merecimentos próprios,age como estímulo no estudante. 31 Quando um núcleo de estudo se reúne, forma- 22
  23. 23. Curso de Iniciação Logosóficase no mesmo instante um ambiente amável e cordial,que predispõe à colaboração. Cada participante expõeali os resultados de seu labor, suas observações, suaseventuais dificuldades, ou as conclusões a que chegouem determinada ocasião, e todos se beneficiam com assoluções que um ou outro tenha encontrado pararesolver seus problemas de entendimento, evitar arepetição de experiências ingratas, apaziguar as reaçõesnegativas do temperamento, etc. Essa parte do método logosófico permite apre- 32 ciar que o estudo coletivo, complementoindispensável, como dissemos, do individual, induz ocultor da Logosofia a ser amplo e generoso com seussemelhantes, cada um deles contribuindo com seusaportes à compreensão alheia, numa mútua e ines-timável ajuda. Desta maneira, ao se prevenir contra osriscos do estudo individual com prescindência ouexclusão do coletivo, o egoísmo não se enraíza na almadaquele que estuda. A prática do ensinamento em forma coletiva é, 33 também, valiosíssima e imprescindível para com-provar sua eficácia na aplicação. É precisamente naFundação Logosófica, ou seja, em suas sedes culturais,que o logósofo encontra não só o cálido ambiente quepropicia a melhor captação da concepção logosóficapelo entendimento, mas também o campo preparatóriode suas experiências e a ajuda inestimável que, em talsentido, os mais adiantados oferecem aos de formaçãologosófica incipiente. Do mesmo modo que o estudodo ensinamento se faz mais efetivo e as compreensõesse afirmam e ampliam mediante o intercâmbio e acolaboração, também a conduta se supera como resul-tado prático do aprendizado, tornando-se mais segura 23
  24. 24. Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)graças ao auxílio que, de forma espontânea, é oferecidomutuamente por aqueles que estão igualmente empe-nhados em valorizar o próprio comportamento. Ao nos referirmos ao ambiente logosófico 34 como meio para a aplicação do ensinamento noâmbito coletivo, só quisemos destacá-lo por ser o maisauspicioso para quem dá seus primeiros passos nocaminho da evolução consciente, já que nele prevale-cem a tolerância, o respeito e o anelo sincero de servira um objetivo comum de superação e entendimento,com base numa ação metódica, capaz de tornar efeti-vo o esforço por obter o nível de realização que sequer alcançar. Mas a Logosofia não impõe, a respeitodesse ponto, limitação alguma; ao contrário, insistepara que a prática de seu ensinamento se estenda atodos os ambientes comuns que o logósofo freqüente:o lar, o escritório e demais locais de trabalho, o círcu-lo social, etc., porque os conhecimentos logosóficosdevem ser, justamente, utilizados em todas as circuns-tâncias que propiciem seu manejo. Eis aqui as razõespor que se aconselha não estudar nem praticar aLogosofia isoladamente. NECESSIDADE DE UMA FAMILIARIZAÇÃO EFETIVA COM O ENSINAMENTO Familiarizar-se com o ensinamento é acolhê-lo 35 como hóspede grato ao sentir; é oferecer-lhe ocalor de um afeto que se vai acentuando à medida queele corresponde com seus valiosos conhecimentos. O cumprimento das fases do processo de 36 evolução consciente leva aquele que se empenhaem realizá-lo a recordar, diariamente, o problema de 24
  25. 25. Curso de Iniciação Logosóficaseu destino, e o move, conseqüentemente, a passar emrevista os ensinamentos que mais o cativaram no cursode seus estudos. Isso o incita a falar com freqüência deLogosofia e, ao difundi-la, amplia gradualmente seupróprio campo experimental. ATIVIDADE INDIVIDUAL QUE COMPLETA O ESTUDO Devemos apontar, como uma das práticas mais 37 adequadas à formação consciente do ser, a deconstituir-se em difusor do ensinamento logosófico.Esse labor aguça a penetração psicológica do estu-dante, permitindo-lhe selecionar, entre as pessoas comquem trata, aquelas que têm alguma afinidade comsuas inquietudes espirituais. Primeiro a curiosidade,depois o sadio interesse despertado, farão com queessas pessoas indaguem com avidez e apresentem suasdúvidas, suas objeções, ou evidenciem sua desorien-tação. Abre-se, assim, uma nova e fecunda perspectivadentro do campo experimental da Logosofia. As per-guntas formuladas pelos que recebem as primeirasinformações sobre estes conhecimentos acionam omundo interno do estudante-logósofo, promovendouma reativação dos ensinamentos já interpretados ecompreendidos. É então que, ante a necessidade deexpor seus pensamentos, ele mesmo pode observarcomo se iluminam em sua mente conceitos que atéesse momento talvez não houvesse assimilado bem.Está agora praticando a Logosofia sobre duas reali-dades vivas: a sua e a do próximo. Com esse treinamento, de indiscutível valor para 38 sua evolução, o logósofo presta um importantís-simo serviço ao semelhante, encaminhando-o para 25
  26. 26. Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)uma corrente de bem cujos fecundos benefícios elemesmo está experimentando. Um desses benefícios seconcretiza precisamente no impulso que suas energiasinternas tomam, ao pronunciar-se diante de terceirossobre seus conhecimentos de Logosofia. O menciona-do treinamento, que proporciona íntima satisfação ealegria, chega a constituir uma necessidade inevitável,que cada um atende com crescente amplitude deconsciência. Nunca faltarão parentes, amigos ouconhecidos a quem possa favorecer com sua palavra,enquanto faz prática oral do conhecimento logosófico,ao expor as vivências que teve desde que passou a cul-tivar esta nova ciência integral. Reiteramos: a nobre ealtruística função de falar e informar às pessoas a quemse busca interessar no cultivo desta ciência criadoraativa, naquele que leva a cabo essa tarefa, as energiasassimiladas através dos conhecimentos em que taisenergias têm sua origem. É INOPERANTE MEMORIZAR O ENSINAMENTO Quem inicia estudos sobre evolução consciente 39 deverá abster-se do inveterado hábito de me-morizar. Uma vez compreendido a fundo oensinamento, cumpre assimilá-lo e fazê-lo servir aosfins do auto-aperfeiçoamento. Disso se depreende queo ensinamento deve ser encarado de forma positiva,isto é, com o concurso da consciência. Descarta-seassim todo intento de receptividade mnemônica, atítulo de ilustração, porque é inoperante. O ensina-mento, como já dissemos, deve ser retido na mente, ese deve trabalhar com ele interpretando-o, caso sequeira extrair com proveito seu conteúdo energéticoe funcional. 26
  27. 27. Curso de Iniciação Logosófica É NECESSÁRIO EXPERIMENTAR O QUE SEESTUDA E ESTUDAR O QUE SE EXPERIMENTA A Logosofia não aconselha crer naquilo que se 40 estuda, nem aceitá-lo de olhos fechados, pormais que suas afirmações pareçam certas e inob-jetáveis; daí que imponha a experimentação comobase segura do processo rumo ao saber. Quer que cadaum de seus cultores comprove por si as verdades queela encerra, e isso só pode ser feito se levado ao campoda própria experiência. É essa uma garantia que nuncapuderam dar aqueles que manipulam hipótesesbaseadas em teorias abstratas. Aconselhamos apreciar aenorme diferença entre uma e outra posição. De tudo isso se conclui que, para se levar o 41 estudo com todo o êxito à experimentação, énecessário que o ensinamento tomado como basevivencial tenha sido perfeitamente compreendido,quer dizer, que não exista a menor dúvida sobre seuconteúdo. Assim, por exemplo, ante a afirmação: “ALogosofia ensina o homem a evoluir consciente-mente”, primeiro é preciso determinar o que se deveentender por “evolução consciente”. De prontopoderemos ver que tal expressão não havia sido co-nhecida nem mencionada por ninguém; emconseqüência, o homem tem permanecido alheio aessa realidade.A segunda reflexão que costuma aflorarao entendimento é a seguinte:“Por acaso não evoluí-mos conscientemente? Nossa evolução está detida?”Sobre isso, cabe que cada um se pergunte: “Desde que comecei a viver até este momento, dei-me conta em algum instante de que se está realizando emmim esse processo de evolução?” É evidente que não,porque a evolução consciente requer uma vigilância 27
  28. 28. Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)constante das alternativas desse processo. Devo concluir,pois, que não me dou conta do que ocorre dentro demeu ser, à medida que vou cumprindo as etapas deminha vida. “Mas, então, minha evolução está detida?”Aqui será oportuno pensar se muitas vezes a lentidão nãodá a sensação de imobilidade,e ter em conta que,nas pes-soas que não procedem com consciência, a evolução,logicamente, se realiza de forma não consciente, querdizer, à margem do próprio controle; portanto, é pesada-mente lenta. Prossigamos: “Que benefícios eu obteriarealizando-a conscientemente?” Nada menos que o deacelerá-la, até conseguir superar o tempo perdido atravésde todas as etapas do existir individual, seja neste ounoutros mundos onde o espírito nos perpetua. “Comopoderia, então, acelerá-la?” Começando primeiro e con-tinuando depois, sem interrupção, o processo deevolução consciente. Isso significa que, ao conhecermosas leis universais que nos regem, cuidaremos de nãoinfringi-las, para não aumentar com isso a carga de nos-sas dívidas; significa, também, que aliviaremos o peso denossas culpas ao fazer o bem com inteligência, conformeprescreve a lei universal de caridade, cujo verdadeirofundo a Logosofia revelou. Começa assim, paralelamente,o processo da própria redenção ou auto-resgate, levadoa cabo individualmente, com auxílio constante dosconhecimentos desta ciência. Em seguida se poderá experimentar a verdade 42 do exposto, ao se levá-lo ao terreno da compro-vação que indispensavelmente deve ser feita. Assim écomo se passa ao campo da experiência aquilo quese estuda, labor que, complementado com o estudodaquilo que se experimenta, oferece a segurança dobem que se alcança ou, caso contrário, permite encon-trar a falha e corrigi-la. 28
  29. 29. Curso de Iniciação Logosófica O certo é que os conhecimentos logosóficos, à 43 medida que vão sendo assimilados, induzem aque sejam praticados como necessidade indeclinável.Mas isso não é tudo; o surpreendente, o grandioso, éque cada um se acostuma gradualmente a ser cons-ciente em todo momento do que pensa, sente oudeixa de pensar ou sentir, isto é: com o tempo, formao hábito consciente de todas as atividades que desen-volve durante o dia. CONTROLE CONSCIENTE DAS EXPERIÊNCIAS PESSOAIS Em geral, na maior parte do dia o homem não 44 é consciente do que pensa e faz ou deixa defazer, ou seja, não está atento a tudo quanto vaiacontecendo dentro dele. Distrai-se com suma faci-lidade, ou busca desnecessariamente motivos dedistração. Por outra parte, descuida-se de muitas coisasque deveriam merecer sua atenção, essa atenção cons-ciente que inclui o estudo de cada situação, a análisedetalhada das circunstâncias que a criaram, a responsa-bilidade que lhe incumbe em cada caso, etc. Há quemage com pressa, como se fugisse de si mesmo, e quemo faz com despreocupada lentidão.Teme-se o esforçoque o ato de pensar demanda, e a miúdo se confia aoacaso a solução dos problemas.Afora os momentos deócio ou de descanso, breves ou prolongados, a maioriaprocura amenizar ao máximo seu tempo comentretenimentos e diversões. Que consciência podepôr de manifesto um ser que vive da forma descrita?Essa pergunta leva a definir o caráter ambíguo de seucomportamento, que reflete não somente ausência dedomínio, mas também falta de senso a respeito dadireção que deve imprimir à vida. 29
  30. 30. Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol) Ao se levar o estudo logosófico à prática, ou seja, à 45 experiência pessoal, será necessário adestrar-se noexercício da atenção constante, a fim de que não passeinadvertido nenhum dos pequenos ou grandes aconte-cimentos de nossa atividade diária, externa e interna.Dessa maneira irá sendo alcançado o estado conscienteem todas as atuações, e tal conduta facilitará a correçãoquase instantânea de qualquer erro, antes mesmo de sercometido, já que o erro tem origem na mente. Estamos falando sempre do ponto de vista de 46 nossa concepção, ao afirmar que o homem quecultiva nossos conhecimentos os aplica aos fins de suaevolução consciente, com o objetivo de alcançar osgrandes propósitos que a sabedoria logosófica põe adescoberto para seu destino. Compreender-se-á, por conseguinte, que todo o 47 esforço há de concentrar-se na necessidade deassimilar plenamente o conhecimento que emana decada ensinamento. Não se trata, como se vê, de ler aliteratura logosófica e dar-se por inteirado com umasimples leitura do que está exposto nela. Por tal razão,deixamos estabelecido que seu estudo é todo um tra-balho logosófico, trabalho que supera tudo quanto sepossa imaginar a respeito, pois nada há que atraia eincremente o interesse pessoal de quem estuda e pra-tica a Logosofia como a índole penetrante e individualdestes conhecimentos; e tanto é assim, que poderiameles ser considerados o entretenimento mais compen-sador e valioso de todos os conhecidos, sem contar osfecundos resultados que deles se obtêm mediante seucultivo. Deveremos insistir ainda muitas vezes sobreesse ponto, porque consideramos necessário gravá-loindelevelmente na consciência individual. 30
  31. 31. Curso de Iniciação Logosófica O ensinamento logosófico deverá ser tratado de 48 uma maneira especial pela pessoa que queiraobter dele o benefício equivalente à aquisição de umconhecimento medular e ao domínio do mesmo, parautilizá-lo com eficácia e proveito na vida. Repetimoso que já dissemos em outra parte: quem se dedica aocultivo da Logosofia deve afastar todo pensamento deespeculação, pois isso só já bastaria para malograr afinalidade do ensinamento, qual seja a de impulsionar,com sua ajuda, o processo de evolução consciente pro-posto ao homem para seu benefício em seus afãs dealcançar a conquista da felicidade. Lógico é pensar que não se pode praticar atenta- 49 mente um ensinamento e extrair de seusresultados a necessária valorização do sistema, se a cons-ciência não intervém diretamente. E para que elaintervenha, não basta saber que se está aplicando o ensi-namento por mero interesse em saber como se faz, oupara experimentar a alegria do êxito, se ocorre o acer-to. É necessário manter viva a conexão voluntária efirme com a consciência, para evitar precisamente quecada um defraude a si mesmo. Isto se realiza mediante aadoção do método logosófico, que recomenda deixarclaramente registradas essas experiências, por serem elas,a um só tempo, base de estudo e parte do plano deevolução, já que cada comportamento deve exceder ou,pelo menos, igualar em qualidade o anterior. Com o que foi dito, torna-se perfeitamente 50 claro que a evolução consciente não pode ficarconfiada ao acaso da memória nem da sorte, por ser ointeressado mesmo quem deve converter-se em suaprópria providência. Será preciso, então, fixar esse pen-samento na mente, mantendo-o inalterável e em toda 31
  32. 32. Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)a sua vigência, para que seja ele quem reja a condutaque deverá ser adotada no futuro, caso se queira, comsinceridade e firmeza, vencer toda dificuldade quepossa se apresentar e alcançar, um após outro, os triun-fos que enobrecem a conduta e dão maior hierarquiaà vida. O essencial, o indispensável, é que o estudante 51 de Logosofia se dê perfeita conta de que, desdeo momento de aplicar-se a este estudo, começa umavida nova que, em todos os aspectos, deve ser dife-rente da anteriormente vivida. Essa diferença há deconcretizar-se – gradualmente, entenda-se – no com-portamento individual; na nova forma de pensar; naforma de atuar, em concordância com esse novo pen-sar; na segurança de estar agindo satisfatoriamentenum campo dimensional da vida que abre horizontesde amplas perspectivas para o desenvolvimento cons-ciente das faculdades mentais e sensíveis, bem comopara o despertar das possibilidades que, no terrenotranscendente, assistem ao homem como ser racionale consciente. EM QUE O ESTUDO LOGOSÓFICO DIFERE DO COMUM O estudo logosófico difere do comum porque 52 tem de ser levado a efeito conscientemente, istoé, com a participação ativa da consciência e com opropósito definido de fazê-lo servir ao aperfeiçoa-mento das qualidades e excelências psicológicas doser. Encaminha o homem para uma realização supe-rior que abarca toda a vida, e da qual ninguém jamaishaverá de se arrepender. Partindo do estado deevolução em que se encontra, e sempre através da 32
  33. 33. Curso de Iniciação Logosóficaexperimentação, ele o conduz a retomar o fio daprópria herança1 e a satisfazer plenamente os justosreclamos de seu espírito. Difere dos estudos comunsporque vai dirigido ao mundo interno do ser, enquan-to aqueles são de uso externo, de aplicaçãoextra-individual. O saber logosófico não tem pontos de referência 53 com nenhum ramo do saber comum, seja ciên-cia, filosofia, psicologia, etc. Haveremos de repetirsempre essa afirmação, para que não se perca tempo emconfrontações incompatíveis, nem se tente relacionar aLogosofia com aquilo que algum autor antigo oumoderno pudesse ter exposto, porque as vastas pro-jeções da ciência logosófica jamais coincidiriam com asindicações formuladas em qualquer época a título deenunciados ou meras referências. A ciência logosófica,única em seu gênero e em suas projeções, fundamentaseus conhecimentos em verdades incontrovertíveis eem fatos irrefutáveis. Essa é a razão pela qual descartatoda hipótese.Tampouco teoriza, por não necessitar emabsoluto de tais recursos para os fins de sua exposição.Por outra parte, nossas afirmações são verificadas diaria-mente por todos aqueles que, desde muitos anos,cultivam a Logosofia com proveito para suas vidas. INDICAÇÕES PARA PRATICAR A VIDA CONSCIENTE A vida consciente requer uma prática diária e 54ininterrupta, segundo aconselha a diretiva logosó-fica.Sua norma principal – já o dissemos – assinala comocomportamento eficaz o treinamento da atenção, de1 Ver A Herança de Si Mesmo, do autor. 33
  34. 34. Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)modo que a atitude consciente não decaia em nenhuminstante. A desatenção, bem como a distração, são sinaisinconfundíveis do estado não consciente que o seracusa. Nesse estado, a faculdade de observar atua defi-cientemente. O tempo passa sem que dele se obtenha oalto benefício que é dado alcançar quando é aproveita-do de forma lúcida e consciente. É necessário recordar,repetidamente durante o dia, que se está empenhadonum extraordinário e formoso labor, que não só recons-trói a vida com os mais sólidos elementos do saber, mastambém está forjando um novo e luminoso destino. Oincentivo para que se manifeste essa recordação surgirádo entusiasmo com que sejam celebradas as vivênciassempre felizes da atividade logosófica. Se para um“hobby” qualquer muitos dedicam todo o seu tempolivre e nele pensam com paixão, quão maior será o in-teresse suscitado pelo estudo e pela prática deconhecimentos que dizem respeito à própria felicidade. Logosoficamente, o viver consciente se configura 55 numa série de fatos que durante o dia seencadeiam entre si, condicionados ao propósito deaperfeiçoamento. Desse modo, tudo se aproveita embenefício de tal esforço. Daí que, ao anelo individual-mente concebido de abarcar a ciência logosófica emseus aspectos fundamentais, deva associar-se a idéia deuma metódica realização consciente. Seu estudo não selimita, como já dissemos, ao mero fato de inteirar-se doque a Logosofia ensina, porquanto isso não passa desimples informação, destinada a ficar na superfície men-tal. Em Logosofia, não cabe a especulação intelectual,própria dos estudos comuns. Nosso ensinamento abar-ca o todo do indivíduo, não um determinado setor desua atividade intelectual.Abarca a vida inteira; portanto,impõe-se uma ação consciente, dentro do possível inin- 34
  35. 35. Curso de Iniciação Logosóficaterrupta, quanto ao que fazemos em proveito de nossacausa. Educar-se nesse adestramento é entrar de cheioem outra vida, passível de ser ampliada indefinidamente. Em princípio, sendo que um dos objetivos prin- 56 cipais da Logosofia é a formação consciente do sermediante o método de enriquecimento da consciência– e, conseqüentemente, de seu exercício racional e per-manente em todos os momentos da vida –, os benefíciosproduzidos por essa nova conduta constituem um deseus mais apreciáveis resultados. O conceito logosóficode consciência – ressaltamos mais uma vez – diferenotavelmente do comum. Para a Logosofia, consciênciaé algo mais que uma mera expressão filosófica ouliterária. É uma realidade da qual está alheia a imensamaioria dos seres humanos. E está alheia porque aninguém ocorre que, para ser verdadeiramente cons-ciente em todos os instantes da vida – isto é, quando sepensa, quando não se pensa, quando se trabalha ou nãose faz nada, quando se estuda ou não –, bem como emtodos os movimentos que executamos durante o dia –quando andamos, nos sentamos, comemos, bebemos,lemos, rimos ou estamos de mau humor –, é necessárioque nossa consciência esteja atenta e nos recorde que,para nos constituirmos em autênticos donos de nossavida, devemos fazer dela uma sucessão de fatos felizes,que aumentem o valor de seu conteúdo. Para isso, é detodo importante que nada escape ao controle imediatoda mesma. Esse controle é acionado quando nossa fa-culdade de pensar e nossos pensamentos, atuando sob adireção inteligente de um grande propósito, como é ode evoluir conscientemente, não omitem esforço algumpara alcançar as alturas do saber transcendente, que éaperfeiçoamento e, ao mesmo tempo, invulnerabilidademental, moral e espiritual. 35
  36. 36. Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol) Aprecie-se, agora, a diferença fundamental entre aacepção comum do termo “consciência” e a que lhe éatribuída na concepção logosófica. DIRETRIZES PARA ASSIMILAR O CONHECIMENTO LOGOSÓFICO O ensinamento logosófico – permita-nos a 57 insistência – prescreve que não se deve especularnem teorizar com ele, porque deixaria de cumprir seugrande objetivo, isto é, penetrar nas camadas profundasdo indivíduo e reconstruir sua vida com elementos deconsistência permanente. Essa clara definição do trata-mento que se deve dar ao nosso ensinamento implicaa necessidade de ele ser assimilado pela inteligência eincorporado à vida, como elemento imponderável paramobilizar as energias internas em direção ao alto fimque a Logosofia propõe e orienta, qual seja o de umaevolução consciente e efetiva para alcançar os maisapreciáveis objetivos, através de cada um dos estágiosdo saber transcendente. O que ficou dito deixa claro ao mesmo tempo 58 que, à medida que o estudante avança em seuprocesso de evolução e se familiariza com os novosconceitos, os quais ele decididamente aceita por con-siderá-los lógicos e de alto poder construtivo, deverá –sem maiores demoras, para não entorpecer esseprocesso – abandonar velhos conceitos, muitos delesconvertidos em preconceitos. Esse saneamento mentalé indispensável, caso se queira evitar perturbaçõesinúteis no processo, ocasionadas por ressaibos nocivosde idéias completamente alheias à própria realidadeinterna. O expediente que aconselhamos adotar é deuma eficácia sem precedentes e de extrema importân- 36
  37. 37. Curso de Iniciação Logosóficacia, porque permite a confrontação entre as perspecti-vas atuais, que o conhecimento logosófico oferece, e apassividade psicológica e mental anterior. Um fato evidente fará ressaltar ainda mais a 59 importância destas diretrizes. Acaso os velhosconceitos satisfizeram as inquietudes espirituais quecada um leva consigo? De modo algum, pois do con-trário não se buscaria por todas as partes a verdade queas satisfaça. Pois bem, o senso prático da vida diz que,se um conceito, ou o que for, não nos serve, devemosdescartá-lo. A presunção de conviver com precon-ceitos ou idéias mumificadas e, ao mesmo tempo, comos claros conceitos logosóficos é um contra-sensoinadmissível e um atentado à lei de afinidade, quetornará infrutífero todo esforço tendente à capacitaçãoplena do espírito. Ao contrário, aquele que se prepara com a me- 60 lhor disposição de ânimo para encarar seu futurosob a égide e direção da ciência logosófica, começa,desde os primeiros encontros com a nova realidade, aexperimentar uma gradual e positiva transformação psi-cológica, mental e espiritual. Cada conhecimento éaquilatado dentro dele, em virtude da constante preo-cupação que, para assimilar seu conteúdo, lhe édispensada. Sente internamente que esses conhecimen-tos transcendentes constituem forças que impulsionamsua inteligência e suas reservas energéticas para maioresdesenvolvimentos, e tudo isso move os dínamos de suavontade para ampliar, em esforços sucessivos, suas possi-bilidades e perspectivas de dotar a vida de defesas contrao mal e de sabedoria para forjar um destino melhor. 61 Tudo há de ser feito com o cuidado especial de 37
  38. 38. Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)não se desviar das normas traçadas pelo método logosó-fico, que aconselha, como condição indispensável, estarsempre atento: quando se pensa e quando não se pensa.Desse modo, conseguiremos automatizar a vigilânciaconsciente de nossa conduta diária. Prestar atenção atudo quanto pensemos e façamos significa que é a nossaconsciência que atua. Isto deverá ser muito praticado,porque o esquecimento costuma postergar a realizaçãode nossos melhores propósitos, quando variamos cons-tantemente o que nos propusemos. Para viver emplenitude consciente, é necessário que a consciênciase manifeste com permanente atenção; que vigie eintervenha em tudo o que pensemos e façamos. Poroutro lado, o exercício contínuo desta prática vigo-riza a memória, que é a faculdade de recordar, e já nãohaverá o temor de que se debilite, se perca ou degenere. PROCESSO DE ASSIMILAÇÃO DO ENSINAMENTO Já dissemos que o ensinamento logosófico não 62 pode ser tratado como qualquer ensinamento ouconhecimento comum, porque se malograria suaenorme força construtiva, e sua assimilação se tornariameramente superficial. Para quem estuda Logosofia, éconveniente manter um vivo anelo de consubstanciar-se com ela e alcançar uma clara compreensão de suatranscendência, não só para o homem que a cultiva,mas também para toda a humanidade. Chega-se a essaclara compreensão quando o ensinamento logosóficocomeça a ser sentido como uma realidade impres-cindível para a vida. É nesse instante que se unificam dentro de nós as 63 aspirações de bem que sustentávamos, os propósi- 38
  39. 39. Curso de Iniciação Logosóficatos de aperfeiçoamento, os anelos de saber para queviemos à vida, para onde vamos, que faremos depois...Enquanto não despertarem essas nobres e humanasinquietudes do espírito, permanecer-se-á na superfíciedo ensinamento. A falta de assimilação por parte do seré conseqüência inevitável de tê-lo tratado friamente,como simples fator de ilustração. Nunca será suficienteprevenir contra essa forma errônea de encarar nossosestudos, porquanto não cumpriria nenhum fim constru-tivo, e o esforço, por isso mesmo, seria estéril. O conhecimento logosófico se aprecia e se des- 64 fruta ao ser assimilado internamente e vividocom intensidade em toda circunstância oportuna. Avida se transforma, certamente, com a simples trocados pensamentos que a sustentam moral, psicológica eespiritualmente. Se alguém crê desnecessário mudar avida que leva e está de acordo em suportá-la, que façao que lhe agrade ao entendimento e à sensibilidade;mas devemos fazê-lo notar, isso sim, que perde umainestimável oportunidade: a de tomar contato comuma nova realidade, que corresponde a outro modo deviver e apreciar a vida, de dimensões muito superioresao que se conhece. Na nova vida que se cultiva no mundo logosófi- 65 co, os pensamentos e as idéias assumem diferentemagnitude. Deixam de ser meras expressões verbais parase converterem em imponderáveis forças psicológicas. Também a penetração e a agudeza das faculdades 66 da inteligência aumentam, ao se aplicarem à rea-lização do processo de evolução consciente. Oconhecimento logosófico as reativa, permitindo a cadauma delas exercer amplas funções no curso da vida. Essa 39
  40. 40. Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)é uma realidade que todo ser experimenta ao cultivarnossa ciência. Pela primeira vez começa a desfrutar seudestino enquanto o forja, porque ele vai formandoparte inseparável de sua vida. À medida que vivemosantecipadamente os desígnios que o configuram comometa ideal de nossas aspirações, as presunções míticasdeixam seu lugar para as realidades efetivas. Ao assimilar-se o ensinamento logosófico,enquan- 67 to se aprende a técnica revolucionária que impeleo ser a remover os velhos conceitos em que apoiava suavida anterior, produz-se algo assim como um despertarconsciente, concretizado num amplo e preciso domíniodesse novo campo dimensional que se abre a suas possi-bilidades, ignoradas até agora. Eis aqui a necessidade, porcerto bem clara, de escolher entre as seguintes alternati-vas: ou permanecer alheio ao mundo transcendente, queoferece tanta riqueza mental e espiritual, ou viver nele,atendendo todas as inquietudes do sentir humano e satis-fazendo todas as exigências do espírito. Aconselhamos uma vez mais, até que isto consti- 68 tua uma necessidade profundamente sentida, queo cultor da Logosofia se familiarize intimamente com oensinamento, não esquecendo que ele tem, entre outrosobjetivos fundamentais, o de modificar radicalmente ascausas que atentam contra o foro humano da própriaredenção. De fato, o processo de evolução consciente,ao depurar o indivíduo do mal que havia acumuladoem seus períodos de ignorância, propicia sua recupe-ração moral e espiritual ante si mesmo, ante seussemelhantes e ante Deus. Essa é uma das razões pelasquais tudo se torna virtualmente novo no dilatadocampo experimental que a Logosofia apresenta. Tudonele é atraente e pleno de sugestões úteis que facilitam 40
  41. 41. Curso de Iniciação Logosóficao trabalho da inteligência. Do mesmo modo, cada passoque se dá, cada dia que se vive no auge inefável da cons-ciência, permitem recolher fecundos estímulos, quealentam as ânsias de um eterno existir. Deixamos assim traçada uma linha de conduta a 69 respeito do comportamento que se deve ter paracom o nosso ensinamento, da qual ninguém certa-mente haverá de se afastar sem que antes malogre osresultados positivos que, com essa linha de conduta,poderia obter da Logosofia. ENSINAMENTO PRELIMINAR SOBRE APROVEITAMENTO DO TEMPO Quando se fala a algumas pessoas da singular con- 70 cepção logosófica, de seu extraordinário métodopara o conhecimento de si mesmo, das leis universais, deDeus e da Criação, inclusive da necessidade de encararo processo de evolução consciente, elas declaram, ape-sar de seu manifesto interesse, que não dispõem detempo.Além dos que se justificam alegando excesso detrabalho, não faltam aqueles que dão a sensação de seacharem amarrados por toda classe de compromissos. Éo drama de muitos que deixaram de pertencer a si mes-mos, obrigando-se ao cumprimento forçado de taiscompromissos, sejam ou não de seu agrado. Ver-se-áque o ser, por mais elevada que seja sua posição na vida,não pode em tais condições se sentir feliz. A verdade é que nem sempre o homem se dá 71 conta dessa submissão incondicional da vida àtirania do tempo, que se apodera de sua vontade, pelofato de ele ignorar como usá-lo com ampla e vanta-josa margem de rendimento. Um dos ensinamentos de 41
  42. 42. Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)Logosofia mais proveitosos para quem realiza seu cul-tivo é, precisamente, o que se refere ao tempo, já quepor seu intermédio se aprende a administrá-lo comsurpreendentes resultados. Em princípio, a Logosofia só pede, a quem se 72 dedica a seu estudo, o tempo que ele perdedurante o dia, isto é, aquele que gasta em vão. Está comisso lhe indicando que jamais vai requerer o que cadaum emprega no atendimento a suas tarefas habituais. A expansão do tempo próprio é um dos tantos 73 benefícios que são obtidos com o aprendizadologosófico.Aquele que, mercê de nossos conhecimentos,se liberta dos ponteiros do relógio e a eles se adianta,torna-se dono do tempo, amplia-o à vontade e experi-menta algo assim como se a vida se estendesse de prontoem direção a horizontes mais dilatados. Naturalmente, adimensão e o valor deste ensinamento são devidamenteapreciados ao se compreenderem os alcances e o signifi-cado de nossos conhecimentos.A esse respeito, podemosassegurar, por ser algo reiterado na vida de centenas decultores* da Logosofia, que daquela “hora” – que aprincípio se aconselhou fosse dedicada a nossos estudos– só resta uma risonha recordação, pois acontece que,depois de pouco caminhar logosoficamente, esse tempose vai ampliando por vontade própria para duas, três eaté mais horas. Isso prova que tudo se pode quando sequer firmemente, e que se vive mais onde mais agradaviver, principalmente quando se encontra, como emnosso caso, uma felicidade muito difícil de achar e des-frutar em outra parte, porque a própria premência dotempo se encarrega de impedi-lo.* N.T.: Dado de 1963. Hoje, os estudiosos da Logosofia contam-se aos milhares no mundo. 42
  43. 43. Curso de Iniciação Logosófica Por sua importância, é preciso saber que o 74 tempo pressiona quando é desaproveitado, eque esse desaproveitamento ocorre quando não sepensa. Conclui-se daí que o aproveitamento do tempocaminha paralelamente à função de pensar. Pensar emquê? Em tudo quanto direta ou indiretamente cons-pire contra o auspicioso propósito de aperfeiçoamentointegral. São, pois, os inconvenientes e problemascotidianos – tanto os do âmbito familiar como os dotrabalho ou da profissão, ou os do próprio mundointerno – os insaciáveis devoradores de tempo. Eseguirão sendo tais, enquanto a vida continuar apri-sionada nos estreitos limites impostos por eles. Nessecaso, a função de pensar se concretiza na oportunidadede resgatar dali a vida individual, criando soluçõescapazes de abrir com êxito as portas de sua libertaçãopsíquica. Assim é como o tempo e as energias passamagora para as mãos de seu dono, para o uso que seubom critério e seus afãs de saber determinem. Em síntese, o tempo é malgasto e perdido quan- 75 do não se pensa. É ganho e até recuperadoquando se aprende a pensar e se exercita essa funçãotoda vez que a adversidade, seja qual for a feição queostente, se contraponha ao avanço consciente do ser. 43
  44. 44. REFLEXÕES QUE CONVIDAM À REVISÃO DE CERTOS CONCEITOS CRER E SABER Vamos examinar o conceito relativo ao 76 vocábulo “crença”, por ser um dos que maisentorpeceram o curso evolutivo do homem. Comefeito, ao lhe ser inculcado que basta crer para deixarsatisfeita qualquer pergunta ou inquietude interna,foi ele levado a admitir, sem uma prévia análise, semreflexão alguma, até as coisas mais inverossímeis. Essaatitude passiva da inteligência foi a que submergiu oindivíduo numa desorientação extremamentelamentável. O caos moral e espiritual em que a hu-manidade se encontra é por si mesmo muitoeloqüente, e não é necessário argumento probatórioalgum para compreender a magnitude do desacertono manejo de sua evolução. A Logosofia instituiu, como princípio, que a 77 palavra“crer” deve ser substituída pela palavra“saber”, porque é sabendo – e não crendo – que ohomem consegue ser verdadeiramente consciente dogoverno de sua vida, quer dizer, daquilo que pensa efaz. Por outra parte, o fato de crer – bem o sabemos –produz certo grau de inibição mental que entorpece eaté anula a função de raciocinar. É assim que o homemfica exposto ao engano e à má-fé daqueles que tirampartido dessa situação. 45
  45. 45. Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol) A crença pode assenhorear-se da ignorância, 78 porém é inadmissível em toda pessoa inteligenteque anele sinceramente o conhecimento da verdade.Aspessoas de curtos alcances mentais são propensas àcredulidade, porque ninguém as ilustrou devidamentesobre os benefícios que o fato de pensar – e sobretudode saber – representa para suas vidas. Lamentavelmente,é forçoso reconhecer que uma grande parte dahumanidade se acha nessas condições e padece amesma propensão. Daí que, desde tempos remotos, suacandidez tenha sido explorada, mantendo-se ela nomais lamentável obscurantismo. Ninguém poderia sustentar jamais, sob pena de 79 ser tido como um desequilibrado, que seja pre-ciso privar o homem de conhecimentos para que eleseja feliz. Sem saber exatamente o que a vida e seudestino lhe exigem saber, como poderá cumprir suamissão de ser racional e livre? Como poderá satisfazeros anseios angustiosos de seu espírito, se é privado daúnica possibilidade de atendê-los, ou seja, das fontesdo saber? A única concessão possível ao ato de crer, sem 80 que se invalide em nada o exposto, é a que surgeespontaneamente como antecipação do saber; noutraspalavras, só se deverá admitir aquilo de que ainda nãose tem conhecimento, mas durante o tempo mínimorequerido por sua verificação através da própria razãoe sensibilidade. 46
  46. 46. Curso de Iniciação Logosófica PRECONCEITOS É de suma importância prevenir a quem resolva 81 internar-se em nossos estudos, levado por suasinquietudes e espontâneo impulso, que uma das maisobstinadas dificuldades que retardam a plena compreen-são dos ensinamentos de Logosofia é ocasionada pelospreconceitos. De fato, que faculdade da inteligência podecumprir sua função nitidamente seletiva e analítica, seestá travada por um ou mais preconceitos? Ninguémpoderia dar uma resposta afirmativa, porquanto há provasem abundância que prontamente a invalidariam. O pre-conceituoso sofre uma espécie de feitiço, que costumadurar por toda a sua vida.Aterroriza-o o simples fato depensar que se poderia contradizer o que lhe foi inculca-do, ou o que ele em sua ingenuidade admitiu. O certo é que, com essas pessoas, a Logosofia 82 deve realizar um dinâmico e profundo trabalhodepurativo, para extirpar os preconceitos enquistadosem suas mentes. É, pode-se assim dizer, algo como umaoperação cirúrgica de natureza psicológica, que precisaser praticada para livrar o paciente normal desse gênerode perturbações que tanto costumam afetar o curso desua vida. Se não tivéssemos em mãos o testemunho de cen- 83 tenas de casos*, não falaríamos com a convicção ea segurança com que o fazemos. Temos visto muitosseres, livres já de seus preconceitos, desfrutar as delíciasde um bem-estar que jamais haviam tido, e temos escu-tado suas confissões sobre o muito que os angustiava aopressão de uma deficiência tão paralisante. Quanto luta* N.T.: Dado de 1963. Hoje, os estudiosos da Logosofia contam-se aos milhares no mundo. 47
  47. 47. Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)o homem por sua liberdade! E pensar que por dentro étão escravo... O curioso é que muitos preconceitos provêm de 84 fontes duvidosas, na maioria das vezes por ter ohomem “acreditado” em meras suposições. Acreditoude boa-fé, sem pensar que, em certos casos, sua própriaimaginação o enganava, e em outros, a imaginação dosdemais. Daí a origem de muitos preconceitos.Entretanto – eis aqui algo paradoxal –, quem suporta oengano é também o mais desconfiado, quando aosolhos de seu entendimento e de sua razão se faz apro-ximar a verdade mesma, para que a examine, a estudee exercite sobre ela seu critério. Felizmente para ele,nossa ciência constitui a panacéia ideal do desconfiado,já que num de seus princípios ela declara que ninguémdeve aceitar cegamente o novo, a não ser depois dehaver comprovado que é melhor do que aquilo que setem.A comprovação prévia de uma verdade é, pois, leino processo de evolução consciente. Sem nos estendermos sobre o particular, 85 mencionaremos de passagem os preconceitosreligiosos e os de caráter intelectual, que são os quemais endurecem a mente e o coração das pessoas poreles dominadas. A Logosofia, não obstante, tem con-seguido desarraigar por completo, em muitos casos,esse mal psicológico que tanto prejudica o indivíduo,sem que disso ele se aperceba. Pode-se ver, através do exposto, que é imperiosa- 86 mente necessário despojar-se de preconceitos,porque eles perturbam o bom funcionamento das fa-culdades da inteligência e dificultam, como jáespecificamos, o desenvolvimento normal das aptidões 48
  48. 48. Curso de Iniciação Logosóficasuperiores. Um saneamento de preconceitos é, pois,indispensável para todo ser humano que queiraencarar com êxito o processo de evolução consciente;disso depende, em muito, poder ele desfrutar, desdeo começo, as prerrogativas que o saber logosóficolhe oferece. 49
  49. 49. FORMAÇÃO CONSCIENTE DA INDIVIDUALIDADE Para aqueles que não estão familiarizados com 87 a concepção logosófica, pode parecer um tantoincompreensível a expressão que intitula este capítu-lo. É lógico que seja assim, porquanto nem a filosofia,nem a psicologia, nem o atual ramo da ciênciachamado psicossomático, voltaram até agora suaatenção para nenhum dos conhecimentos fundamentaisenquadrados na realidade formativa da consciênciahumana. Em conseqüência, ao carecer a investigaçãocientífica desse saber básico, teve de manter-se àmargem de questão tão importante como a que dizrespeito à formação consciente da individualidade.Daí nossas palavras do princípio, quando nos referi-mos à possível atitude do leitor diante do tema a sertratado no presente capítulo. A formação consciente da individualidade 88 responde inexoravelmente aos altos fins daevolução do homem. Ninguém deixará de reconhecer,como prova irrefutável, o fato de que este sempre seocupou exclusivamente de sua personalidade, querdizer, de seu ser físico, de sua figura estética, de sua edu-cação e cultura condicionadas com refinamento aoexterno, buscando sempre a exaltação de seu conceitopessoal ante seus semelhantes. Ambição, vaidade, pre-sunção, luzimento, renome, superficialidade, são algunsdos heterogêneos ingredientes constitutivos do entepessoal. Muitos confundem o termo “personalidade” 51
  50. 50. Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)com dignidade senhoril, autoridade moral, prodígionas letras, nas artes ou no próprio saber, sem se adver-tirem de que a grandeza de alma jamais podeabrigar-se na pequenez insuportável da mesquinhapersonalidade humana. A individualidade, ao contrário, é fruto da 89evolução, do cultivo constante das qualidadesmorais e psicológicas latentes no ser. Mas é, antes detudo, quando se forma conscientemente, o espíritomesmo emergindo do interior da própria existência1.Essa é a razão pela qual a Logosofia conduz o homemao conhecimento de si mesmo mediante a formaçãoconsciente de sua individualidade, pois não existeoutro caminho nem outra maneira de encará-lo seria-mente para alcançar tão nobre objetivo. Sem dúvida nos perguntarão como se forma 90conscientemente a individualidade. Se asagacidade daqueles que nos lêem ainda não desco-briu o procedimento, veja-se o que a seguir deixamosestabelecido: O processo de evolução consciente, instituído 91pela Logosofia para o desenvolvimento das ener-gias potenciais do ser, determina como imperiosa aformação de seu ente individual, a fim de que substi-tua vitorioso a personalidade, que é a que impede, porsua impermeabilidade psicológica, toda tentativa decâmbios positivos e transcendentes que tendam, poruma parte, à sua anulação e, por outra, ao robusteci-mento da individualidade, que é, em definitivo, overdadeiro ente humano e espiritual da espécie.1 Ver O Mecanismo da Vida Consciente, cap. X, do autor 52
  51. 51. Curso de Iniciação Logosófica 92 Não é possível levar a bom termo a formação consciente da individualidade, se antes não secoloca, ante a própria razão, a necessidadeimpostergável de promover uma franca revisão de con-ceitos. Desta maneira se poderá fazer um detido examedos mesmos e de seus fundamentos, se existirem, vendoem que se baseiam e por que foram admitidos.Tomemos, para tanto, uma imagem concreta, com afinalidade de perceber melhor a diferença e considerara opção entre uma e outra postura. Uma pessoa, porexemplo, vive numa casa humilde (conceito admitido),onde aparentemente nada lhe falta e à qual se habi-tuou, a ponto de tomar-lhe carinho. Mas chega omomento em que lhe é oferecida a oportunidade detrocá-la por uma casa ampla e confortável (conceitonovo), que lhe permitirá viver melhor e desfrutar, aomesmo tempo, um ambiente feliz e acolhedor.Tudo oque se exige dela é adaptar-se a essa mudança e, por-tanto, comportar-se de acordo com a nova perspectiva. Há muitos que preferem continuar em suas anti- 93 gas moradias, isto é, sustentando seus velhos esurrados conceitos, porque lhes parece que fazem partede suas vidas. Entretanto, quando eles mesmos vêemseus parentes ou conhecidos – aqueles que antes com-partilhavam a mesma opinião – mostrarem agora umnovo gênero de vida e condições internas muito acimadas que antes possuíam, começam a pensar na con-veniência de mudarem também eles. Diante dessescasos, a Logosofia tem sempre optado por deixar-lhestodo o tempo que quiserem, até que resolvam por simesmos sobre a conduta a seguir. A formação consciente da individualidade 94 começa desde o instante em que o homem 53
  52. 52. Carlos Bernardo González Pecotche (raumsol)percebe que sua vida teve para ele um caráter mera-mente externo, e resolve vivê-la dentro de si mesmo, namedida que lhe permita cada conhecimento logosóficoque, por tal motivo, ele faz seu. É a única maneira dechegarmos até a própria consciência e sabermos o quehá nela, ou seja, o que fomos capazes de acumular emsaber, em experiência e em valores morais. Compreender-se-á que o que se busca é que 95 cada alma humana seja consciente de sua reali-dade interna e saiba com que recursos pode contar.Se alguém descobre que seus recursos internos sãoinsuficientes para enfrentar a empresa de seu aper-feiçoamento, nada lhe resultará tão grato e auspiciosoquanto saber que a Logosofia lhe permitirá suprir essafalta de previsão, oferecendo-lhe generosamente todosos elementos que sua inteligência necessite paraalcançar, no momento devido, o pleno desenvolvi-mento de aptidões superiores. Temos de prevenir, contudo, mais uma vez, con- 96 tra as possíveis reações da “personalidade”, aqual, ao pressentir sua gradual anulação, atacará commil objeções, tendentes a manter o império de suafigura artificiosa, tão cuidadosamente adornada parauso externo. Como se pode ver, “personalidade” é o oposto 97 de individualidade. Portanto, a antropogênesepsicológica começa com o indivíduo que pensa, age ese move por impulso de suas energias internas. É pre-ciso saber que a personalidade ganhou império aoavançarem as civilizações em seus refinamentos cultu-rais, provocando o eclipse da individualidade, que foisuplantada pela figuração, isto é, pelo conceito exalta- 54
  53. 53. Curso de Iniciação Logosóficado da própria pessoa. Desde então, não se tem podidodar com nenhuma fórmula capaz de permitir oressurgimento do ser interno, do indivíduo conscien-temente ressuscitado para a realidade de um existirque alcance expressão máxima na esfera transcendentede seu imponderável destino. A Logosofia é, justa-mente, a especialidade científica e metodológica quese ocupa da reativação consciente do indivíduo. 55

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