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relacionados à sustentabilidade
       e suas implicações
        no design gráfico


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Concepção 1
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Concepção 3
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3. Pecado da Incerteza | símbolos de reciclado e reciclável | o
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María Eugenia Moreno é formada em Administração
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design e ética

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design e ética

1. evitar fazer alegações que exagerem ou impliquem vantagens
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design e ética

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design e ética

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design e ética

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design e ética

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sustentabilidade + utopia > a solução utópica para a hipocrisia, o
egoísmo, o consumismo e a igno...
referências

CRUL, M.R.M.; DIEHL, J.C. Design for Sustainability – a practical approach
for Developing Economies. Paris: U...
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SAUVÉ, L. Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável: uma
Análise Complexa. In: Revista de Educação Púb...
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À sustentabilidade e suas implicações no design gráfico

  1. 1. discussão sobre conceitos relacionados à sustentabilidade e suas implicações no design gráfico Nelson Smythe Jr. mestre em design UFPR- professor UnC consultor - design gráfico e sustentabilidade
  2. 2. apresentação pensadores anos 60 concepções arquetípicas sobre o meio ambiente discussão sustentabilidade / desenvolvimento sustentável / dimensões tipologia do desenvolvimento sustentável design para a sustentabilidade greenwhashing / os sete pecados da rotulagem ambiental implicações marketing e consumo design e ética sustentopia referências
  3. 3. apresentação pensadores – anos 60 (MORAES, 2006, p.116) alguns pensadores de teorias anti-conformistas dos anos 60, contrários à transferência do modelo industrial capitalista para os países do então chamado Terceiro Mundo, diziam Ivan Illich – o sistema industrial é filho do imperialismo ocidental, afirmamos que seja necessário um redimensionamento das expectativas e dos consumos para promover um equilíbrio que seja pós-industrial, aquele mesmo a que os países industrializados deverão recorrer diante da ameaça do caos.
  4. 4. apresentação pensadores – anos 60 E. F. Schumacher – a via intermediária é também a via democrática que consente às pessoas comuns um pouco de independência [...] a moderna tecnologia produziu: os ricos e riquíssimos, com os pobres cada vez mais desesperados. A via intermediária vem a ser, então, um conceito essencialmente econômico, uma alternativa às caríssimas tecnologias da Europa e da América do Norte. S. Latouche – uniformização do estilo de vida, padronização do imaginário, unidimensionalidade da existência e conformismo comportamental são apenas alguns dos resultados provocados pela invasão ocidental.
  5. 5. apresentação pensadores – anos 60 R.J. Gordon – a tecnologia intermediária deve trabalhar em harmonia com a natureza, ao invés de ser contrária a ela; o que se observa hoje é que a tecnologia e a economia moderna contribuem para a alienação do homem, do seu trabalho e da própria natureza. Ignacy Sachs – a sociedade industrial é, hoje, muito voltada para a produção de bens de posse, em detrimento do bem-estar, e o nível de vida vem sendo medido apenas em função do nível de consumo.
  6. 6. apresentação pensadores – anos 60 Victor Papanek – a civilização ocidental, orientada para o lucro e o consumo, se tornou superespecializada no permitir que somente poucas pessoas tenham acesso aos prazeres e aos benefícios de uma vida plena, enquanto a maioria não participa nem mesmo das mais modestas formas das atividades criativas [...] o nosso escopo será o de projetar e replanejar a função e a estrutura de todos os utensílios, os produtos e as habitações das organizações humanas, em um ambiente de vida integrado: um ambiente capaz de crescer, mudar, adaptar-se e regerenar- se em resposta à sociedade atual.
  7. 7. apresentação concepções arquetípicas sobre o meio ambiente (SAUVÉ, 1997) Meio ambiente Relação Características para ser apreciado e natureza como catedral, ou como um Como natureza preservado útero, pura e original herança biofísica coletiva, qualidade Como recurso para ser gerenciado de vida ênfase na poluição, deteriorização e Como problema para ser resolvido ameaças educação ambiental Como lugar a natureza com os seus componentes para, sobre e para cuidar para viver sociais, históricos e tecnológicos do meio ambiente espaçonave Terra, "Gaia", a como local para ser Como biosfera interdependência dos seres vivos com dividido os inanimados a natureza com foco na análise crítica, Como projeto para ser envolvido na participação política da comunitário comunidade
  8. 8. apresentação concepções arquetípicas sobre o meio ambiente o objetivo da educação ambiental deve ser o desenvolvimento da humanidade, evidenciando o pensamento crítico e a autonomia, porém o conceito de educação ambiental não considerava os direitos das populações relacionadas com os ambientes naturais que deveriam ser protegidos. As populações não eram consideradas partes dos ecossistemas. por esta razão a necessidade de repensar a educação ambiental acrescentando ‘para o desenvolvimento sustentável’.
  9. 9. discussão sustentabilidade o termo sustentabilidade, conforme Capra (2002), foi definido por um economista no início da década de 1980 – Lester Brown, fundador do Instituto Worldwatch – organização internacional voltada para a pesquisa do ecossistema (www.worldwatch.org.br), definindo a sociedade sustentável como aquela capaz de satisfazer as suas necessidades sem o comprometimento das chances de sobrevivência das futuras gerações.
  10. 10. discussão desenvolvimento sustentável em 1987 veio a público o relatório ‘Nosso Futuro Comum’ da Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento: desenvolvimento sustentável: é aquele que permite responder às necessidades atuais de todos os habitantes do planeta sem comprometer a capacidade das futuras gerações em satisfazer suas próprias necessidades (CAPRA, 2002, p.237-238)
  11. 11. discussão dimensões da sustentabilidade (ZAINKO, 2003) Ambiental – que valorize a biodiversidade e o entendimento de que as gerações futuras devem ser parte de um meio ambiente, igual, ou melhor, do que aquele no qual vivemos; Econômica – fundamentada no compromisso de construção de uma economia capaz de assegurar oportunidades de geração de renda para os que nela estão inseridos e para aqueles que se preparam para nela ingressar;
  12. 12. discussão dimensões da sustentabilidade Social – que tenha como princípio e compromisso a elevação das oportunidades necessárias ao desenvolvimento pessoal e social das pessoas, e aumento do capital social acumulado; Cultural – que preserve o legado cultural das gerações anteriores e o transmita ampliado, com a contribuição da presente geração, às gerações vindouras; e
  13. 13. discussão dimensões da sustentabilidade Política – caracterizada fundamentalmente pelo apoio às iniciativas que envolvam não apenas o poder público, mas as diversas forças vivas da sociedade e que transcendam no tempo os mandatos de quatro ou de oito anos dos dirigentes políticos suscitando o crescimento da participação política.
  14. 14. discussão tipologia do desenvolvimento sustentável (SAUVÉ, 1997) ferramenta de análise esta tipologia tem origem no trabalho da Organização Interamericana do Ensino Superior e do Grupo de Estudos da Calgary sobre a América Latina (1994)
  15. 15. discussão tipologia do desenvolvimento sustentável Concepção 1 Desenvolvimento contínuo, com inovação tecnológica e mercado livre baseado no crescimento econômico. Credo: Crescimento econômico, com princípios neoliberais, que irão resolver os problemas sociais e ambientais. principais características Produtividade e competitividade. A ciência e a tecnologia para o crescimento econômico com respaldo nos controles legais. concepção do ambiente Ambiente como recurso para o Desenvolvimento e o gerenciamento.Uso racional dos recursos para a sustentabilidade.
  16. 16. discussão tipologia do desenvolvimento sustentável Concepção 2 Desenvolvimento dependente na ordem mundial. Credo: Os problemas sociais serão resolvidos pelo crescimento econômico se houver um controle pelas organizações superiores. principais características Mercado livre em grandes escalas e inovações científicas e tecnológicas para reestruturação das condições sociais. Organizações: mundial ou pactos regionais, acordos e legislação. concepção do ambiente Toda a biosfera como um “pool” de recursos para ser gerenciado pelas organizações superiores.
  17. 17. discussão tipologia do desenvolvimento sustentável Concepção 3 Desenvolvimento alternativo. Credo: Somente uma mudança global nos valores e nas escolhas sociais irá permitir um desenvolvimento sustentável nas comunidades. principais características Desenvolvimento biorregional econômico: com distinção das necessidades e dos desejos, redução da dependência, utilização dos recursos renováveis, estímulo aos processos democráticos, participação e solidariedade. concepção do ambiente Ambiente como um projeto comunitário.
  18. 18. discussão tipologia do desenvolvimento sustentável Concepção 4 Desenvolvimento autônomo (desenvolvimento indígena). Credo: O desenvolvimento é valorado se a manutenção da identidade cultural e da integridade territorial for preservada. principais características Economia de subsistência, baseada na solidariedade, associada às distintas cosmologias. concepção do ambiente O ambiente como território (lugar para se viver) e projetos culturais comunitários.
  19. 19. discussão design para a sustentabilidade o design para a sustentabilidade vai além de como tornar um produto ‘ecológico’, o conceito engloba como melhor satisfazer as necessidades do consumidor: sociais, econômicas e ambientais. com a abordagem do design para a sustentabilidade, os critérios sociais e ambientais são integrados dentro do processo de desenvolvimento bem como a minimização dos impactos do produto durante o seu ciclo de vida. (CRUL; DIEHL, 2006).
  20. 20. discussão design para a sustentabilidade exemplo - dimensões da sustentabilidade > escolha por tintas para impressão gráfica off-set à base de óleos vegetais com pigmentos livres de metais pesados. ganho ambiental evidente: o impresso ao fim de vida de sua vida útil não contaminará o solo – caso o destino final seja um aterro, nem resíduos poluentes – ao final do processo de separação da tinta na reciclagem do papel. ganho social: as pessoas que manuseiam a tinta, na produção na indústria química à aplicação na indústria gráfica, não estarão expostas à toxicidade dos componentes organo-voláteis existentes nas tintas gráficas à base de óleos minerais, mais comumente usadas.
  21. 21. discussão design para a sustentabilidade ganho econômico: economia de matéria prima e energia, venda de resíduos para reciclagem, evitar problemas de saúde nos trabalhadores, entre outros.
  22. 22. discussão greenwashing - maquiagem verde propaganda ambiental enganosa, omissa ou incoerente com o valor ambiental do produto, serviço ou negócio gerido. com o objetivo de descrever, entender e quantificar o crescimento do greenwashing no mercado, a consultoria de marketing ambiental canadense TerraChoice desenvolveu uma metodologia de pesquisa em que, através dos padrões observados, classificou tais apelos falsos ou duvidosos em sete categorias, chamadas de “Os Sete Pecados da Rotulagem Ambiental” (The Seven Sins Of Greenwashing). (material consultado de Thayse Kiatkoski Neves: Greenwashing no Brasil: um estudo sobre os apelos ambientais nos rótulos dos produtos).
  23. 23. discussão greenwashing - maquiagem verde 1. Pecado do Custo Ambiental Camuflado > Produto ‘verde’ baseado somente em um atributo (ou um conjunto de atributos) sem considerar outras questões ambientais. Ex.: impresso com papel com selo FSC (mas e o branqueamento usou cloro? De que região vem o papel?), e o impacto total? 2. Pecado da Falta de Prova | falta de comprovação, evidências acessíveis.
  24. 24. discussão greenwashing - maquiagem verde 3. Pecado da Incerteza | símbolos de reciclado e reciclável | o produto é reciclado ou a embalagem? Produtos “ecologicamente corretos” ou “amigos do planeta” não querem dizer muita coisa se não apresentarem a devida explicação. 4. Pecado do Culto a Falsos Rótulos | o produto, através de palavras ou imagem, dá a impressão de endosso de terceira parte quando, na verdade, este endosso não existe. Selos sem certificação.
  25. 25. discussão greenwashing - maquiagem verde 5. Pecado da Irrelevância | não contém CFC – essa substância foi banida há 30 anos, portanto não é uma vantagem ambiental. É irrelevante e distrai o consumidor que procura opções realmente ‘verdes’. 6. Pecado do “Menos Pior” | cigarros orgânicos (não deveríamos desencorajar o ato de fumar?), etanol (não é fonte limpa, é apenas menos pior que o combustível derivado de petróleo). 7. Pecado da Mentira | declarações ambientais que são simplesmente falsas
  26. 26. implicações marketing e consumo María Eugenia Moreno é formada em Administração e é professora de marketing, publicidade, imagem corporativa e pesquisa de mercado desde 2000. livro ¿El marketing es viable? Preguntas hacia la sustentabilidad / Editorial Biblos es ingenuo pensar que los objetivos del marketing rondan en torno a la satisfacción de las necesidades del mercado.
  27. 27. implicações marketing e consumo ¿no estamos siendo víctimas de la explotación de nuestras ansiedades y sentimientos a través de la persuasión publicitaria? ¿no estamos siendo incitados al consumo desmedido? ¿no somos víctimas de técnicas de promoción que estimulan nuestro comportamiento impulsivo? ¿o peor, compulsivo?
  28. 28. implicações design e ética diretrizes eco-éticas para projetos gráficos impressos, mostrando como agir para que nossas ações para a sustentabilidade sejam claras e corretas do ponto de vista ético. as diretrizes são resultado de uma pesquisa de mestrado realizada por Smythe-Jr. (2010).
  29. 29. implicações design e ética 1. evitar fazer alegações que exagerem ou impliquem vantagens ambientais quando elas são, na realidade, insignificantes. uma alegação de mais 50% de conteúdo reciclado do que antes seria um exagero evidente se o produto passou de 1% a 2% de conteúdo reciclado, por exemplo. basear-se no impacto sócio-ambiental total, não em porcentagens dúbias ou exageradas.
  30. 30. implicações design e ética 2. ao apresentar comparações, fazer a pergunta: comparado com o quê?, com a oferta anterior, com uma empresa concorrente ou de uma tecnologia alternativa? uma alegação como produz 40% menos emissões é enganosa, é necessário enunciar a base de comparação. produz 40% menos emissões do que os nossos produtos anteriores seria mais aceitável, pois o benefício é significativo e pode ser fundamentado.
  31. 31. implicações design e ética 3. não usar declarações que selecionam um componente ou processo utilizado para fazer um produto preferível ambientalmente, desconsiderando componentes prejudiciais ou de processos que são inerentes ao produto. usando a alegação de livre de petróleo para uma tinta que contém chumbo seria um exemplo de uma alegação desse tipo.
  32. 32. implicações design e ética 4. comprovar sob a forma de dados precisos, mensuráveis e prováveis a declaração em seu produto. a base e a legitimidade de qualquer declaração, ambiental ou outra, depende da comprovação do seu verdadeiro impacto.
  33. 33. implicações design e ética “não tóxico” – tudo é tóxico em certas dosagens. água, oxigênio, sal são todos potencialmente perigosos. “natural” – arsênio, urânio, mercúrio, formaldeído são todos naturais, mas venenosos. “verde”, “amigo do meio ambiente”, “ecologicamente correto” e mais outras variações de terminologia, são algumas características sem significado se não conterem alguma explicação.
  34. 34. implicações sustentopia sustentabilidade + utopia > a solução utópica para a hipocrisia, o egoísmo, o consumismo e a ignorância. utopia como objetivo ideológico. o designer não é o problema, mas é parte dele. A nossa vantagem é que dispomos de ferramentas e podemos interferir no processo a fim de solucioná-lo. http://sustentopia.wordpress.com
  35. 35. referências CRUL, M.R.M.; DIEHL, J.C. Design for Sustainability – a practical approach for Developing Economies. Paris: UNEP, 2006. Disponível em: <http://www.d4s-de.org/>. Acesso em: maio de 2007. ENCARNAÇÃO, F.L. Complexidade e educação ambiental. In: Revista Espaço Acadêmico, nº 91, dezembro de 2008. Disponível em: <http://www.espacoacademico.com.br/091/91encarnacao.pdf>. Acesso em: fevereiro de 2009. MORAES, D. Análise do design brasileiro: entre mimese e mestiçagem. São Paulo: Edgard Blücher, 2006. NEVES, T.K. GREENWASHING NO BRASIL: um estudo sobre os apelos ambientais nos rótulos dos produtos. Florianópolis: Market Analysis.
  36. 36. referências SAUVÉ, L. Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável: uma Análise Complexa. In: Revista de Educação Pública. Cuiabá, v.6, n.10, p.72- 103, 1997. SMYTHE-JR., N.L. Uma proposta de diretrizes para inserção da sustentabilidade em cursos superiores de design gráfico. (Dissertação). Departamento de Design, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2010. 145 p. ZAINKO, M.A.S. Educação Superior, Democracia e Desenvolvimento Humano Sustentável. In: ZAINKO, M.A.S.; GISI, M.L. (Org.). Políticas e Gestão da Educação Superior. 1ª ed. Curitiba: Editora Champagnat, v.1000, p.45-60, 2003.

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