Cláudia Regina Ribeiro: Masculinidades, Paternidades e Formação

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Apresentação de Claudia Regina Ribeiro durante o VI Simpósio Paternidades, Singularidades e Políticas Públicas:
Paternidade e Cuidado, realizado em agosto de 2014 no Rio de Janeiro

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Cláudia Regina Ribeiro: Masculinidades, Paternidades e Formação

  1. 1. XII Mês de Valorização da Paternidade VI Simpósio Paternidades, Singularidades e Políticas Públicas Paternidade e Cuidado MASCULINIDADES, PATERNIDADES E FORMAÇÃO Cláudia Regina Ribeiro Universidade Federal Fluminense - UFF
  2. 2. Currículo do curso de medicina da UFF 䡦 Entre 1992-1994: - surge da percepção de que mudanças no sistema de saúde, em especial no que concerne aos cuidados básicos com a saúde, não vêm sendo acompanhadas pelos currículos dos cursos de medicina. A educação médica no Brasil parece não valorizar o alcance de objetivos coerentes com a realidade social, nem elaborar planejamentos eficazes nesse sentido; ! - estabelece novas possibilidades de articulação entre o biológico e o social no estudo do processo saúde-doença, bem como os reflexos dessa articulação sobre o processo de formação de novos médico; ! - um novo currículo que busca ir ao encontro do SUS. "2
  3. 3. Disciplina: Trabalho de Campo Supervisionado 1 䡦 TCS 1: obrigatória para alunos do primeiro ano do curso de Medicina da UFF, se constrói na busca da diversificação de cenários de ensino-aprendizagem a partir das seguintes articulações: com a disciplina Saúde, População e Cultura (Saúde e Sociedade I e Epidemiologia I), com o campo de prática das profissões da área da saúde e com o desafio de tecer uma rede de saberes centrados na integração aprendizagem-extensão-pesquisa. "3
  4. 4. Trabalho de Campo Supervisionado1 䡦 Primeiro ano do curso de Medicina/ grupos entre 10 e 12 estudantes; 䡦 Compreensão da influência da cultura sobre o processo de adoecimento; 䡦 Rompe com a dicotomia entre academia e serviço/ teoria e prática; 䡦 Articulação entre a universidade e diversos cenários de aprendizagem; 䡦 O/a professora (preceptor/ a) “divide” sua prática docente com outros atores sociais; 䡦 Problematização da realidade da comunidade como eixo do processo de formação; 䡦 Percepção e vivência de como a integralidade em saúde se estabelece em cada campo; "4
  5. 5. Trabalho de Campo Supervisionado1 䡦 Atividades e Aulas comuns a todos os campos: ! - Exibição e discussão sobre documentário “Janela da Alma” (direção de João Jardim e Walter Carvalho - 2001) - Discussão do Texto: “O ritual do corpo entre os Sonacirema” (Horace Miner); - - Avaliação do curso com os monitores; - Duas reuniões de preceptoras; - - Produção e Apresentação dos pôsteres; - - Avaliação final do curso. ! "5
  6. 6. Saúde e Masculinidades 䡦 Gênero, Sexualidade e Saúde: os conceitos de gênero/ masculinidades e sexualidade, que nortearão todo o curso; ! 䡦 Homens e Saúde: as doenças e agravos específicos do gênero masculino, ou que acometem mais os homens, e suas relações com as questões socioculturais/ PNAISH; ! 䡦 Saúde do Homem e Paternidade: o tema da paternidade e suas implicações com a saúde do homem
  7. 7. Saúde e Masculinidades Campos visitados 䡦 Entrevista com familiares; 䡦 Instituto Noos; 䡦 Instituto Promundo; 䡦 Projeto Gugu – Ginástica na Praça; 䡦 Centro Municipal de Saúde Prof. Masao Goto; 䡦 Clínica da Família Santa Marta; 䡦 Clínica da Família Emigdio Alves Costa Filho; 䡦 Clínica de Atenção à Saúde do Homem/ Policlínica Piquet Carneiro; 䡦 Policlínica Regional Sérgio Arouca (Niterói); 䡦 Conversas com: Viviane Castello Branco e Romeu Gomes. ! 䡦 Metodologia das visitas: preparação para o campo; visita; conversa de avaliação e relatório. ▪ 7 "7
  8. 8. Saúde e Masculinidades Considerações: 䡦 O estranhamento dos estudantes sobre o termo “saúde do homem”; 䡦 Questões de gênero e saúde; 䡦 Homens e violência; 䡦 A Urologia é a clínica do homem? 䡦 Os profissionais da saúde nas unidades básicas – a equipe, a enfermagem; 䡦 Paternidade e saúde! ! ! ! 䡦 Universidade Federal do Piauí/FPI / Colégio técnico de Floriano/ CTF 䡦 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará/ Campus Tucuruí / Projeto Político-Pedagógico do Curso Técnico em Agente Comunitário de Saúde na Modalidade Subsequente "8
  9. 9. Referências Bibliográficas 䡦 BADINTER, Élisabeth. XY: de l´identité masculine. O. Jacob, 2010. 䡦 BRASIL. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. Brasília, 2008. 䡦 CARRARA, Sérgio. Tributo a Venus: a luta contra a sífilis no Brasil, da passagem do século aos anos 40. Rio de Janeiro: Fiocruz, 1996. 䡦 CARRARA, Sérgio (et al). Curso de Especialização em Gênero e Sexualidade V2 - Gênero. Rio de Janeiro: CEPESC; Brasília, DF: Secretaria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres, 2010. (pags. 13-19 e 32-60) 䡦 ______(ET AL). Curso de Especialização em Gênero e Sexualidade V3 – Sexualidade e Orientação Sexual. Rio de Janeiro: CEPESC; Brasília, DF: Secretaria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres, 2010. (pags. 19-30 e 49-65) 䡦 CONNELL, Robert W. La organización social de la masculinidad. In: VALDÉZ, Teresa; OLIVARRÍA, José (Ed.). Masculinidad/ es: poder y crisis. Santiago: FLACSO/Isis: Ed. de las Mujeres, 1997. p. 31-48. 䡦 ______. Políticas da masculinidade. Revista Educação e Realidade, Porto Alegre, v. 20, n. 2, jul./dez., p. 185-206, 1995. 䡦 KOIFMAN, L.: ‘O modelo biomédico e a reformulação do currículo médico da Universidade Federal Fluminense’. História, Ciências, Saúde — Manguinhos, vol. VIII (1): 48-70, mar.-jun. 2001. 䡦 GOMES, Romeu. Sexualidade masculina, gênero e saúde. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2008. 䡦 GOMES, Romeu et al. Avaliação das açoes iniciais da implantação da jpolítica nacional de atençaõ integral {a saúd edo homem. Rio de Janeir: IFF, 2012 䡦 ______. Saúde do homem em debate. Rio de Janeiro:Editora Fiocruz, 2011. 䡦 ______. A saúde do homem em foco. São Paulo: Editora UNESP, 2010. 䡦 HEILBORN, Maria Luiza; CARRARA, Sérgio. Em cena, os homens. Revista Estudos Feministas, v. 6, p. 370-374, 1998. 䡦 ______.; GOUVEIA, Patrícia Fernanda. “Marido é tudo igual”: mulheres populares e sexualidade no contexto da Aids. In: PARKER, Richard; BARBOSA, Regina. Sexualidades pelo avesso: direitos, identidades e poder. Rio de Janeiro: IMS/UERJ; São Paulo: Ed. 34, 1999. p. 175-198. ! "9
  10. 10. 䡦 KIMMEL, Michael. Homofobia, temor, vergüenza y silencio en la identidad masculina. In: VALDÉS, Teresa; OLIVARIA, José (Ed.). Masculinidade/s: poder y crisis. Santiago: FLACSO/Isis: Ed. de las Mujeres, 1997. p. 49-62 䡦 ______. A produção simultânea de masculinidades hegemônicas e subalternas. Horizontes Antropológicos: Corpo, Doença e Saúde, v. 4, n. 9, p. 103-117, out. 1998. 䡦 MEDRADO, Benedito; LYRA, Jorge; AZEVEDO, Mariana. “Eu não sou só próstata, eu sou homem!” Por uma política pública de saúde transformadora da ordem de gênero. In: GOMES, Romeu (org). Saúde do Homem em debate. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2011. 䡦 MINER, Horace. O ritual do corpo entre os Sonacirema. In: A.K. Rooney e P.L. de Vore (orgs) YOU AND T HE OTHERS - Readings in Introductory Anthropology (Cambridge, Erlich) 1976 䡦 NOLASCO, Sócrates Alveres. O mito da masculinidade. Rio de Janeiro: Rocco, 1993. 䡦 PINHEIRO, Félix Thiago; COUTO, Márcia Thereza; SILVA, Geórgia Sibele Nogueira da. Questões de sexualidade masculina na atenção primária à saúde: gênero e medicalização. Interface Comunicação Saúde Educação. V. 15, n38, p. 845-58, jul/set, 2011. "10

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