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A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO DOCENTE EM LETRAS: O PROJETO “CICLO LITERATURA COMENTADA”

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Este artigo traz à discussão o projeto Ciclo Literatura Comentada, que vem sendo desenvolvido desde fevereiro de 2012, na Faculdade São Luís de França, tendo como participantes estudantes do curso de Letras de diversas instituições de ensino superior do estado de Sergipe. O projeto que surgiu como uma proposta da monitoria da disciplina Teoria da Literatura teve como pivô uma reflexão sobre os problemas envolvendo a formação literária dos estudantes do curso, em tese, futuros professores de Língua Portuguesa e Literatura. Como tal, esses acadêmicos deverão enfrentar o desafio de formar ou contribuir para a formação de leitores literários. Decorrente dessa reflexão, o projeto em pauta foi idealizado tendo-se em vista contribuir para a prática da leitura entre os estudantes de Letras, constituindo-se como uma proposta de ensino de Literatura direcionada à formação de leitores literários. Em suma, fruto desse projeto ainda em andamento, o presente artigo compreende, além de considerações em torno da importância dessa prática à formação do estudante de Letras, uma análise de base estatística com a qual se busca responder às seguintes questões: 1. O que os acadêmicos participantes desse ciclo entendem por literatura? 2. O que os motivou a participar do projeto? 3.Qual nível de familiaridade desses estudantes com a leitura literária?

Palavras-chave: Ciclo Literatura Comentada; Prática de Leitura; Formação de Leitores Literários.

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A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO DOCENTE EM LETRAS: O PROJETO “CICLO LITERATURA COMENTADA”

  1. 1. Encontro Interdisciplinar de Língua e Literatura. ANAIS ELETRÔNICOS III ENILL 29 a 31 de agosto de 2012, Itabaiana/SE: Vol.03, ISSN: 2237-9908 1 A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO DOCENTE EM LETRAS: O PROJETO “CICLO LITERATURA COMENTADA” Ellen dos Santos Oliveira (Graduanda/FSLF) ellenletrinhas@hotmail.com Profa. Dra. Vilma Mota Quintela (Orientadora/FSLF) É indispensável para os estudantes de graduação em Letras o conhecimentoliterário a partir de leituras de obras consideradas obrigatórias para a formação acadêmica.É importante tanto para os docentes quanto para os discentes que haja preocupação com aformação literária no curso de Letras, considerando-se que, provavelmente, estes venhama se tornar futuros professores de Língua Portuguesa e Literatura. Assim sendo, essesformandos terão, entre tantos, um grande desafio a cumprir durante a sua jornadaprofissional, qual seja: formar leitores literários. Quanto a isso, é importante ressaltar que,antes de se tornar apto a formar, o formador preciso ser formado. Ciente de que aformação deve ser contínua, ou seja, iniciar-se na graduação e estender-se a toda a vidaprofissional, um questionamento que o professor de literatura deve ter em mente é:Literatura pra quê? Para ensinar literatura, o professor deve ter noção da dimensão daimportância dessa produção cultural para a sociedade, para, assim, poder compreender erefletir sobre sua prática docente. Em seu livro Literatura para quê (2009), Antoine Compagnon argumenta que aliteratura deve ser lida e estudada porque oferece um meio de preservar e transmitir aexperiência daqueles que estão distante de nós no espaço e no tempo, ou que diferem denós por suas condições de vida. Ela torna patente o fato de que os outros são muitodiversos de nós e de que seus valores se distanciam dos nossos. Já o crítico e sociólogoAntonio Candido, em A literatura e a formação do homem, explica o papel da literatura naformação do homem e na sociedade. Segundo ele a literatura possui a capacidade dehumanizar o sujeito, ou seja, confirmar a humanidade do homem. Para Candido, aliteratura desperta no leitor o interesse por elementos contextuais. O leitor é despertado aver como o texto é formado a partir de um contexto, e ver “os problemas individuais esociais que dão lastro às obras e as amarram ao mundo onde vivemos” (CANDIDO, 1972,p. 77 e 79). Abreu parece concordar com esse ponto de vista ao comentar que “a
  2. 2. Encontro Interdisciplinar de Língua e Literatura. ANAIS ELETRÔNICOS III ENILL 29 a 31 de agosto de 2012, Itabaiana/SE: Vol.03, ISSN: 2237-9908 2literatura nos transforma em pessoas melhores, pois ao ler ficamos sabendo como é estarna pele de gente que leva uma vida muito diferente da nossa, passando por situaçõesinusitadas” (ABREU, 2006, p.81). Segundo Candido, a literatura atua de forma psíquica e social, isto é, ele a vê“como algo que exprime o homem e depois atua na própria formação do homem”(CANDIDO, 1972, p. 80). O autor identifica três funções específicas que se relacionamentre si, quais sejam: a função psicológica, a função formadora e a função social. Afunção psicológica se dá devido à capacidade e à necessidade que o indivíduo tem defantasiar, seja através da literatura escrita, ou oral. Segundo o autor, o ser humanodepende da literatura, sendo esta co-extensiva à vida humana, seja individual ou emgrupo. A função formativa surge da ligação entre a fantasia e a realidade, visto que aliteratura atua na formação do indivíduo como instrumento educativo específico. Enquantotal, ela se justifica por um ponto de vista mais complexo que o estritamente pedagógico,pois irá formar o indivíduo, apresentando-o à realidade que a classe ideológica dominantetenta esconder, no sentido em que a ideologia traça regras cívicas e morais a fim deinstruir o indivíduo. É através da literatura que o indivíduo tem a possibilidade de ampliarsua visão de mundo e do outro, pois no texto literário a realidade é expressa, e “mesmo asobras consideradas indispensáveis para a formação do moço trazem frequentemente o queas convenções desejariam banir” (idem 83 e 84). A função social atua no sentido dereconhecimento universal e individual, permitindo ao homem conhecer a realidade que ocerca e que é transposta para a ficção. Pois, quando a realidade é apresentada na obraliterária de forma fidedigna, possibilita que o leitor identifique seu mundo com o mundofictício da obra, e também se auto identifique através dos personagens. O autor cita comoexemplo as obras regionalistas que são uma espécie de documentário da realidade crítica-social, da condição humana em determinado período histórico. Nesse sentido, a literaturaatua como uma denúncia social. Já o leitor, a partir da leitura, socializa essa denúncia.(idem, p.83) De acordo com Todorov, como a filosofia e as ciências humanas, a literatura épensamento e conhecimento do mundo psíquico e social em que vivemos. A realidade quea literatura aspira compreender é a experiência humana. A propósito, diz o autor: "Sendo
  3. 3. Encontro Interdisciplinar de Língua e Literatura. ANAIS ELETRÔNICOS III ENILL 29 a 31 de agosto de 2012, Itabaiana/SE: Vol.03, ISSN: 2237-9908 3o objeto da literatura a própria condição humana, aquele que a lê e a compreende, setornará não um especialista em análise literária, mas um conhecedor do ser humano"(TODOROV, 2009, p. 92-93). Educar supõe uma arte de fazer, e o texto literário permiteao leitor falar de si mesmo, dialogar com outros homens, em um movimento que já é umaforma de universalidade, à qual deve chegar toda educação que não se limite a “fabricar”algo (MEIRIEU 1999 apud BRAYNER 2005, pág.18). Foi tendo em vista a importância que a literatura tem sobre homem e asociedade, e tentando suprir a necessidade de formar leitores literários durante a formaçãodocente em Letras que foi idealizado o projeto “Ciclo Literatura Comentada”. Nessesentido, o referido projeto surgiu a fim de proporcionar aos estudantes do curso de Letrase demais interessados uma leitura orientada e comentada de obras literárias consideradasindispensáveis, objetivando despertar o interesse para o início de uma formação literáriacontínua. A seguir, uma breve exposição da proposta e uma reflexão sobre os seusresultados parciais.1. O PROJETO DO “CICLO LITERATURA COMENTADA” A realização do “Ciclo Literatura Comentada” se justifica pela necessidade deformar leitores e desenvolver leituras de obras literárias consideradas como “Leiturasobrigatórias” para os graduandos em Letras, e futuros professores de literatura. Esteprojeto iniciou em 25 de Fevereiro e encerra em 08 de dezembro de 2012. Durante esseperíodo serão realizados onze encontros. Em cada encontro é comentada uma das obrasliterárias escolhidas, conforme o cronograma constante no cartaz abaixo reproduzido:
  4. 4. Encontro Interdisciplinar de Língua e Literatura. ANAIS ELETRÔNICOS III ENILL 29 a 31 de agosto de 2012, Itabaiana/SE: Vol.03, ISSN: 2237-9908 4 Figura 1: Cartaz do “Ciclo Literatura Comentada” É estipulado um prazo para leitura das obras, e durante os encontros sãoexpostos vídeos biográficos, ou filmes adaptados, a fim de proporcionar o conhecimentoacerca do contexto histórico de escritores e suas respectivas obras. Na sequência,professores convidados comentam as obras e abrem espaço para um debate,estabelecendo um diálogo entre docentes e discentes. Assim os estudantes podem seposicionar e contribuir com o seminário a partir das leituras desenvolvidas. Eles tambémtêm a oportunidade de desenvolver análises sobre as obras lidas para apresentá-las noúltimo dia do projeto, previsto para dezembro de 2012. As obras literárias, cujos nomes estão grifados em negrito na tabela abaixo, sãoas obras que foram escolhidas para serem lidas e comentadas durante o Ciclo LiteraturaComentada. Foram selecionados romances incluídos na lista indicada nos dois últimosExames Nacionais de Desempenho de estudante (ENADE 2008 E 2011), tal como estãodispostas na portaria nº 131, de 7 de agosto de 2008, e Portaria Inep nº 222 de 26 dejulho de 2011, conforme a tabela abaixo: ENADE: As questões de estudos literários deverão enfocar os seguintes autores e obras: Obras em prosa exigidas em 2008 Obras em prosa exigidas em 2011 a) José de Alencar - Senhora; a) José de Alencar – Lucíola; b) Aluísio de Azevedo - O cortiço; b) Adolfo Caminha – Bom crioulo;
  5. 5. Encontro Interdisciplinar de Língua e Literatura. ANAIS ELETRÔNICOS III ENILL 29 a 31 de agosto de 2012, Itabaiana/SE: Vol.03, ISSN: 2237-9908 5 c) Machado de Assis - Quincas Borba; c) Machado de Assis – Memorial de Aires; d) Guimarães Rosa - Primeiras Histórias; d) Guimarães Rosa – Miguilim; e) Graciliano Ramos - Vidas secas; e) Érico Veríssimo – Um certo capitão Rodrigo; f) Clarice Lispector - Hora da Estrela; f) Clarice Lispector – Uma aprendizagem ou o livro dos g) Jorge Amado - Capitães da Areia; prazeres; h) Lygia Fagundes Telles - As horas nuas; g) Jorge Amado – Capitães da Areia; i) Eça de Queiroz - Primo Basílio; h) Luiz Vilela – Tarde da noite; j) José Saramago - Memorial do Convento; i) Eça de Queiroz – As cidades e as serras; k) Gabriel García Márquez - O amor nos tempos do j) José Saramago – Ensaio sobre a cegueira; cólera; k) Gabriel García Márquez – Cem anos de solidão; l) Júlio Cortázar - Contos completos; l) Mia Couto – Terra sonâmbula; m) Gustave Flaubert - Madame Bovary; m) Júlio Cortázar – Contos completos; n) Miguel de Cervantes - Dom Quixote; n) Gustave Flaubert – Madame Bovary; o) Émile Zola - Germinal; o) Miguel de Cervantes – Dom Quixote; p) Pepetela (Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos) - p) Émile Zola – Germinal; Mayombe; q) Pepetela (Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos) – Mayombe. Figura 2: Relação de obras literárias em prosa indicadas pelo Enade 2008 e 2011 Além de contribuir para a prática da leitura literária, O Ciclo LiteraturaComentada também possibilita aos estudantes o conhecimento profundo dessas obras,apontando tal fato para a importância da realização do projeto no âmbito universitário.2. UMA PESQUISA EM ANDAMENTO Durante o Ciclo Literatura Comentada, foi aplicado um questionário aosestudantes participantes com o objetivo de diagnosticar o que estes entendem porliteratura, o motivo que os levaram a participar do projeto e a bagagem literária que elestrazem. Nesse questionário, eles são convidados a responder às seguintes perguntas: Vocêgosta de Literatura? O que você entende por Literatura? Por que você está participando doCiclo Literatura Comentada? E como você acha que o ciclo pode contribuir para a suaformação? Qual ou quais dessas obras literárias você já leu? Qual ou quais dasbibliografias citadas acima você pretende ler? Por quê? A pesquisa ainda se encontra em desenvolvimento, mas já foi possível analisardados de 66 entrevistados, sendo, todos estes, participantes do Ciclo LiteraturaComentada. A partir da análise dos dados obtidos, o que se pôde constatar é que 87% dosestudantes entrevistados responderam que gostam de literatura; 4% responderam que nãogostam; e 4% não responderam a essa pergunta.
  6. 6. Encontro Interdisciplinar de Língua e Literatura. ANAIS ELETRÔNICOS III ENILL 29 a 31 de agosto de 2012, Itabaiana/SE: Vol.03, ISSN: 2237-9908 6 SOBRE A PERGUNTA: Você gosta de Literatura? Nº DE ALUNOS RESPOSTAS PRECENTUAL 58 Responderam SIM 87,87% 4 Responderam NÃO 6,06% 4 Não responderam 6,06% figura 3: Tabela demonstrativa do percentual de alunos que gostam de literatura Ao serem questionados sobre o motivo desses estudantes estarem participandodo Ciclo Literatura Comentada, eles deram respostas bem semelhantes, muitos delesbuscam adquirir conhecimentos literários. Algumas respostas demonstram a preocupaçãocom a formação acadêmica e a prática docente de ensino-aprendizagem, como se observanas respostas abaixo reproduzidas: “Participo pelo fato de considerar a literatura fundamental para o ser humanoe, para mim, na condição de estudante de Letras trata-se de um conhecimento necessáriopara uma boa formação”. “O objetivo da participação do evento é enriquecer, aprofundar meusconhecimentos literários, pois creio que irão contribuir tanto no meio acadêmico quantoem sala de aula (prática) ensino/aprendizagem”. “Porque procuro discussões sobre literatura. O Ciclo pode fomentar em mim abusca constante pelo conhecimento literário”. “Para obter mais conhecimentos e para poder transmitir esse conhecimentopara os meus alunos”. Para aqueles alunos que responderam não gostar de literatura, o projeto serve,como uma prática de incentivo e formação à leitura literária a fim de despertar interesse eaptidão no que diz respeito à disciplina. Percebe-se, com isso, que eles parecem ter certanoção da necessidade de compreender e entender a literatura, como se pode observar nasrespostas abaixo elencadas: “Porque [...] talvez eu possa interessar-me por literatura” “Porque é necessário. De maneira positiva” “Estou participando como forma de interação, informação para ter aptidãodiante da disciplina”. “Para adquirir mais conhecimento e entendimento sobre a Literatura”.
  7. 7. Encontro Interdisciplinar de Língua e Literatura. ANAIS ELETRÔNICOS III ENILL 29 a 31 de agosto de 2012, Itabaiana/SE: Vol.03, ISSN: 2237-9908 7 Ao serem perguntados sobre as obras lidas, pode-se diagnosticar que a maislida pelos estudantes foi A Hora da Estrela, de Clarice Lispector. Dentre os entrevistados,56% responderam que já haviam lido essa obra; 54% afirmaram já ter lido Vidas Secas, deGraciliano Ramos; 53% leram O Cortiço, de Aluízio de Azevedo; 45,45% leram Capitãesde Areia, de Jorge Amado; 34,84% leram Quincas Borba, de Machado de Assis; 30,30%leram Os Maias, de Eça de Queirós; 15,15% leram Dom Quixote, de Miguel Cervantes;10,60% leram Madame Bovary, de Gustave Flaubert; e apenas 3,03 % leram As HorasNuas, de Lygia Fagundes Teles, sendo esta a menos lida pelos estudantes. Pode-seconstatar também que 4,54% responderam não ter lido nenhuma dessas obras elencadas.Conforme demonstra a tabela abaixo: PERCENTUAL DE ENTREVISTADOS QUE LERAM AS OBRAS LITERÁRIAS Obra Literária Núm. de pessoas que leram Percentual A Hora da Estrela, de Clarice Lispector 37 56% Os Maias, de Eça de Queirós 20 30,30% Quincas Borba, de Machado de Assis 23 34,84% Vidas Secas, de Graciliano Ramos 36 54,54% Capitães de Areia, de Jorge Amado 30 45,45% O Cortiço, de Aluízio de Azevedo 35 53,30% As Horas Nuas, de Lygia Fagundes Teles 2 3,03% Madame Bovary, de Gustave Flaubert 7 10,60% Dom Quixote, de Miguel Cervantes 10 15,15% Nenhuma 3 4,54% Figura 4: Tabela demonstrativa do percentual sobre a leitura das obras literárias A maioria dos estudantes (65,14%) leu de uma a três das obras literáriaselencadas. 13,63% leram quatro das obras escolhidas; 9,09% leram cinco das obrasescolhidas; 3,03% leram seis das obras escolhidas; 3,03% leram sete das obras escolhidas;1,51% leu oito das obras escolhidas; e nenhum estudante havia lido todas das escolhidas.Como mostra a tabela abaixo: Quantidade de obras lidas pelos estudantes de Letras entrevistados Quant. de estudantes que leram Quantidades de Obras Literárias Total 10 estudantes leram 1 das obras escolhidas 15,15% 14 estudantes leram 2 das obras escolhidas 21,21% 19 estudantes leram 3 das obras escolhidas 28,78% 9 estudantes leram 4 das obras escolhidas 13,63% 6 estudantes leram 5 das obras escolhidas 9,09% 2 estudantes leram 6 das obras escolhidas 3,03% 2 estudantes leram 7 das obras escolhidas 3,03% 1 estudante leu 8 das obras escolhidas 1,51%
  8. 8. Encontro Interdisciplinar de Língua e Literatura. ANAIS ELETRÔNICOS III ENILL 29 a 31 de agosto de 2012, Itabaiana/SE: Vol.03, ISSN: 2237-9908 8 Nenhum estudante leu 9 das obras escolhidas 0% 3 estudantes não leram nenhuma das obras escolhidas 4,54% Figura 4: Tabela demonstrativa do percentual da quantidade de obras literárias lidas pelos estudantesCONSIDERAÇÕES FINAIS O Ciclo Literatura Comentada, como é dito anteriormente, destina-se, não asanar, mas a contribuir para a elevação do ainda muito baixo nível de leitura literáriadesses formandos em Letras, aspecto notável nas considerações elaboradas sobre osresultados obtidos na pesquisa diagnóstica acima referida. Cumpre aqui ressaltar: emnosso entender, a docência em Letras deve focar projetos que contribuam para a formaçãode leitores literários, sendo esse um dos grandes desafios do professor de LínguaPortuguesa e Literatura. A propósito, concluiu-se com a análise aqui apresentada que amaioria dos estudantes participantes do projeto Ciclo Literatura Comentada gostam deliteratura. Há um índice de participação bem pequena (6,06%) de estudantes que dizemnão gostar de ler. Esse aspecto não deixa de ser significativo, pois é evidentementepreocupante o fato de que, muitas vezes, o estudante de Letras chega ao curso com umabagagem literária exígua. No desenvolvimento do projeto Ciclo Literatura Comentada, constatamos que,sendo um projeto de longa duração (dez meses), o mesmo pode vir a contribuir,significativamente, para o processo de formação de leitores literários, constituindo-se, talatividade, como uma importante prática educativa. Quanto a isso, convém lembrar queessa formação deve ser algo contínuo, podendo ser iniciada durante a graduação. Emsuma, podemos desde já concluir que as leituras e os debates desenvolvidos durante oprojeto em análise têm sido eficazes na formação reflexiva e no posicionamento críticodesse leitor diante do texto literário.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASABREU, Márcia. Cultura Letrada: literatura e leitura. São Paulo: UNESP,2006.BRAYNER, Flávio Henrique Albert. Como salvar a educação (e o sujeito) pelaliteratura: sobre Philippe Meirieu e Jorge Larrosa. Pernambuco: Revista Brasileira deEducação. nº29, mai.jun.jul.ago.2005. p.63-72.
  9. 9. Encontro Interdisciplinar de Língua e Literatura. ANAIS ELETRÔNICOS III ENILL 29 a 31 de agosto de 2012, Itabaiana/SE: Vol.03, ISSN: 2237-9908 9CANDIDO, Antônio. A literatura e a formação do homem. n.9. São Paulo: Ciência eCultura, 1972, 24.v.COMPAGNON, Antoine. Literatura para quê? Tradução de Laura Taddei Brandini. BeloHorizonte: Editora UFMG, 2009.MEC. Manual Enade 2011. Brasília-DF, mai.2011. Disponível em: http://www.ufrb .edu.br/prograd /index.php/projetos-pedagogicos-dos-cursos/doc_details/682-manual-enade-2011.Útimo acesso em: jul. 2012.MEC. Portaria Inep No 131, de 7 de agosto de 2008. Considera as definiçõesestabelecidas pelas Comissões Assessoras de Avaliação da Área de Letras e da FormaçãoGeral do Enade, nomeadas pela Portaria Inep nº 95, de 24 de junho de 2008. DiárioOficial da União. Nº 153, Seção 1, 11 de agosto de 2008, pág.12.MEC. Portaria Inep nº 222 de 26 de julho de 2011. Considera as definições estabelecidaspela Comissão Assessora de Área de Letras, nomeada pela Portaria Inep nº 155, de 21 dejunho de 2011. Diário Oficial da União, 27 jul. 2011, Seção 1, págs. 18 e 19.TODOROV, Tzvetan. A literatura em perigo. Trad. de Caio Meira. Rio de Janeiro: Difel,2009.

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