Aula 06 história do design gráfico

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Aula 06 história do design gráfico

  1. 1. HISTÓRIA DO DESIGN GRÁFICO Prof. Ms. Elizeu N. Silva
  2. 2. O abstracionismo nas artes se constitui como ruptura radical com a tradição artística da representação pictórica, ou seja, a representação das imagens naturais. A invenção da fotografia no começo do século XIX levará os artistas a reproduzir as formas de maneira impressionista. Abre-se, desta forma, um novo caminho estético que conduzirá os mais radicais à reduções absolutas e finalmente à forma abstrata. Caipirinha, de Tarsila do Amaral
  3. 3. As senhoritas de Avignon (1907), de Pablo Picasso Peixe cantor (1907), de Joan Miró Arabesco folhado, de Andruchak
  4. 4. Alguns artistas se encarregam de explorar a estética a limites desconhecidos. Compositio VIII, de Vassily Kandinsky, 1923
  5. 5. Daí à exploração das formas geométricas puras, foi um pulo – salto dado pelo holandês Piet Mondrian nos anos 1920, com o Neoplasticismo.
  6. 6. Mondrian defenderá uma limpeza total da pintura. Por “limpeza”, entende a eliminação de todos os traços representativos e limitando a criação à artificialidade – ou seja, à criação do artista –, usando sempre cores primárias (azul, amarelo, vermelho) saturadas, bem como o preto e o branco. O neoplasticismo eliminava o individualismo da arte, reduzindo-a a seus elementos constitutivos primordiais, como a linha, o espaço e a cor.
  7. 7. O nome “arte concreta” é uma criação de 1930 do também holandês Theo Van Doesburg, que produziu obras dadaístas, do neoplasticismo e concretistas. Foi um dos líderes do De Stijl e professor da Bauhaus.
  8. 8. Doesburg não pensava numa nova estética, mas tão somente descrever uma arte completamente dissociada da representação da natureza. Segundo Ferreira Gullar, trata-se de uma redefinição da pintura não figurativa.
  9. 9. O primeiro defensor da arte concretista no Brasil é o crítico de arte e ensaísta Mário Pedrosa, que influenciou artistas como Ivan Serpa e Almir Mavignier. Ivan Serpa
  10. 10. Almir Mavignier
  11. 11. A primeira exposição acontece no MAM/SP em 1952. O artista concretista deseja tão somente a concretização de uma ideia que pode ser compreendida, porém sem expressar a subjetividade do artista. Produzem sob uma base racional, fundamentada na Gestalt e vinculada à matemática (geometria). Trata-se de uma crítica ao ilusionismo das representações da natureza, de uma negação ao cromatismo tonal e aos truques ópticos que dão movimento às formas.
  12. 12. Os artistas concretistas adotam materiais como tinta industrial, esmalte, acrílico, aglomerado de madeira e outros materiais industriais. De certa forma, apresentam por meio da arte um contraponto ao atraso da arte e da sociedade brasileira, visto como cultura colonizada e subdesenvolvida – inclusive em outros setores, como economia, política, educação, saúde etc. Abstração, de Judith Lauand
  13. 13. Na literatura, o Concretismo tem nos irmãos Décio Pignatari e nos irmãos Haroldo e Augusto de Campos os principais nomes. Os três lançaram em 1952 a revista Noigandres que se constituiu no marco fundador da poesia concretista internacional.

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