Aula 04 design gráfico na publicidade tipologia

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Aula 04 design gráfico na publicidade tipologia

  1. 1. DESIGN GRÁFICO NA PUBLICIDADE Prof. Ms. Elizeu N. Silva
  2. 2. A tipologia (ou tipografia) é umimportante recurso visual. As escolhasrelacionadas aos tipos de letras podemauxiliar na interpretação da mensagem.Mais que signos que permitem a leituraverbal, as letras também proporcionamleituras visuais em função do design.Grosso modo, às fontes SERIFADAS,associam-se ideias relacionadas àtradição.Às fontes BASTÃO, associam-se ideiasrelacionadas a despojamento.
  3. 3. Os tipos móveis inventados por Johannes Gutenberg naAlemanha no século XV, revolucionaram a escrita no Ocidente.Ao contrário dos escribas, que fabricavam livros e documentosà mão, a impressão com tipos permitia a distribuição deconteúdos em massa.Os tipos móveis foram empregados na China muito antes quena Alemanha. No entanto, foram pouco úteis, pois o sistema deescrita chinês composto por milhares de caracteres distinto,dificultou o desenvolvimento da arte tipográfica.No Ocidente, ao contrário, o alfabeto latino permite a traduçãodos sons da fala a partir de um pequeno conjunto de sinaisgráficos – os caracteres.
  4. 4. As primeiras fontes foram desenhadasdiretamente a partir do movimento feitocom a mão para escrever.A história da tipografia reflete uma tensãocontínua entre a mão e a máquina, oorgânico e o geométrico, o corpo humanoe o sistema abstrato.A tipologia da famosa Bíblia de Gutenbergbaseou-se no manuscrito. Emulava adensa e escura escrita manual conhecidacomo letra gótica.
  5. 5. Muitas das fontes utilizadas hoje herdaram os nomes deimpressores que trabalharam nos séculos XV e XVI. É o casoda Garamond, Bembo, Palatino e Jenson, entre outras. Sãofontes conhecidas como HUMANISTAS, que resultam darejeição de escritores e acadêmicos ao gótico predominante àépoca.Em 1496, Nicolas Jensonestabeleceu uma gráfica emVeneza, na qual passou a adotarfontes que mesclavam a tradiçãogótica, típica da Alemanha e daFrança, com o gosto italiano porformas mais leves e arredondadas.Criou, desta forma, as primeiras
  6. 6. As letras itálicas, que também surgiram na Itália no séculoXV, foram modeladas em estilo manuscrito mais casual.Enquanto as letras humanistas eretas apareciam em livroscaros e prestigiosos, a forma cursiva, que podia ser escritacom mais rapidez, era usada por gráficas mais baratas.(Economizando espaço, a forma cursiva economizavadinheiro).No século XVIII, William Caslon(1720) e John Baskerville (1750)abandonaram a rígida penahumanista em favor da penametálica flexível e da pena de avecom ponta fina – instrumentos queproduziam linhas fluídas e Caslon
  7. 7. John Baskerville criou fontes tão definidas e contrastadas queseus contemporâneos o acusaram de “cegar os leitores, poisos traços de suas letras, de tão finos e estreitos, machucam osolhos”.
  8. 8. No início do século XIX, Giambattista Bodoni, na Itália, eFirmin Didot, na França, desenvolveram fontes com eixostotalmente verticais, extremo contraste entre traços grossos efinos e serifas nítidas como lâminas.As novas fontes representavam a ruptura definitiva entre acaligrafia e a tipografia.Giambattista Bodoni Bodoni
  9. 9. O crescimento da industrialização e do consumo no séculoXIX impulsionou a Publicidade – e esta exigiu novas formastipográficas para a comunicação de massa.Surgiram fontes grandes e pesadas, com elementosanatômicos distorcidos. Eram fontes de altura e larguraassombrosas: expandidas, contraídas, sombreadas, vazadas,gordas, lapidadas, floreadas.As serifas tornaram-se estruturas independentes. THOROWGOOD – 1821
  10. 10. No século XIX, a Publicidade lançou mão das “fontesmonstruosas”:
  11. 11. Alguns designers se opuseram aoque consideraram uma formagrosseira e imoral de uso doalfabeto, ligado ao sistema industriale desumano.Edward Johnston volta-se para oRenascimento e a Idade Média embusca de inspiração para o seualfabeto.
  12. 12. Designers inspirados noDe Stijl holandês e naBauhaus alemãconstruíram alfabetosabstratos baseados emformas geométricas –círculo, quadrado,triângulo.A Futura, projetada porPaul Renner em 1927,encarnou as obsessõesda vanguarda em umafonte multifuncional ecomercial.
  13. 13. Classificação de tiposNo século XIX os impressores buscaram analogias entre ahistória da arte e a herança de seu próprio ofício,desenvolvendo um sistema básico de classificação de tipos.• Letras humanistas têm relação direta com a caligrafia e com o movimento da mão ao escrever.• Letras transicionais e modernas são mais abstratas – ou seja, não têm o caráter orgânico das humanistas.Grosso modo, esses três grupos correspondem aosperíodos barroco, renascentista e iluminista.
  14. 14. HumanistasFontes romanas dos séculos XV e XVI,emulavam a caligrafia clássica.
  15. 15. TransicionaisTêm serifas maisafiadas e eixomais vertical doque asHumanistas.
  16. 16. ModernasDo final do século XVIII e iníciodo XIX. São fontes radicalmenteabstratas. As serifas são finas eretas. Há forte contraste entretraços grossos e finos.
  17. 17. EgipciasFontes pesadas e decorativas, adotadas no século XIX pelaPublicidade. Possuem serifas pesadas e retangulares.
  18. 18. Sem SerifasHumanistasTornaram-secomuns no séculoXX. Apresentamvariaçõescaligráficas no pesodos traços.
  19. 19. Sem SerifasTransicionaisApresenta caráteruniforme e eretosimilar às letrasserifadastransicionais.
  20. 20. Sem SerifasGeométricasConstruídas a partirde formasgeométricas. NaFutura, desenhadapor Paul Renner em1927, a letra “O” éum círculo perfeito eA e M são triângulosafiados.
  21. 21. Referência bibliográficaLUPTON, Ellen. Pensar com tipos. São Paulo, Ed.Cosac Naify, 2006

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