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 Preservar o status quo ou reformar? 
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2014 governança universitária

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Discute tendências recentes na governança institucional de universidades numa perspectiva comparada, considerando a experiência de diferentes países

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2014 governança universitária

  1. 1. A Governança universitária em questão Profª Drª Elizabeth Balbachevsky Dep. de Ciência Política – USP Vice –Diretora: NUPPs/USP Escola UNESP de Liderança e Gestão, 25/08/2014
  2. 2. Governança: novos e velhos entendimentos  Governança: neologismo produzido a partir do termo governance, da língua inglesa:  Acepção moderna: governance descreve situações onde ocorre um adensamento deliberado dos canais de comunicação e de coordenação horizontal entre atores situados em diferentes espaços institucionais ( Benz, 2007 e Maytz, 2003)  intensa negociação e cooperação entre autoridades públicas e atores privados, integrados por redes estáveis que permitem a convergência de decisões e a emergência de decisões e ações coordenadas.  A coordenação não se faz sem a produção de uma nova dinâmica institucional:  Coordenação requer regras comuns que limitam o espaço de autoridade de cada participante da governança
  3. 3. Governança na literatura sobre ensino superior: governança institucional  Peculiaridades do Arranjo institucional tradicional da uma universidade (Burton Clark: “a flat structure of loosely coupled parts”)  uma confederação de “tribos” e territórios, marcados por culturas e valores distintos (Beker,1989)  Uma “anarquia organizada”: preferências inconsistentes, processos de funcionamento pouco claro, participação flúida e internitente (Olsen, 1972)  Estrutura de recompensas parcialmente for a do controle da instituição  Governança institucional: espaços de negociação e cooperação entre atores reconhecidos por sua autonomia de decisão.  produção de espaços de participação e representação dos interesses internos à instituição,e, simultaneamente, produção de regras comuns que limitam a autonomia das partes que compõem a universidade
  4. 4. A governança de sistemas de ensino superior  Diz respeito à produção de elementos de coordenação entre sociedade, governo e universidade  Condiciona a autonomia da instituição universitária  Na experiência internacional, pode-se identificar 3 possíveis pólos de coordenação:  Implicações de cada alternativa:  Para a carreira acadêmica  Para a autonomia institucional  Para a diferenciação institucional interna
  5. 5. A reconfiguração do “lugar” do ensino superior e das universidades na sociedade contemporânea  As dinâmicas competitivas produzidas pela globalização  Universidade como instituição central da sociedade do conhecimento  Universidade como motor do desenvolvimento regional  Centralidade e reconfiguração das políticas de C&T  Reconfiguração do mercado de trabalho  Declínio da PEA industrial X PEA de serviços  Novas necessidades de perfil profissional: menor especificidade, maior “portabilidade” do conhecimento, competências, habilidades  Duas dinâmicas de reconfiguração do mercado de trabalho:  Fluidez, centralidade de recursos cognitivos genéricos  Dualismo e estratificação
  6. 6. Novos contradições internas  Novas dinâmicas de produção de conhecimento:  Crescimento associado à exploração de novos campos: agenda de pesquisa que se diversifica se expande pela introdução constante de novas subáreas (Regime de busca divergente, transdisciplinaridade)  mudanças radicais na relação entre o natural e o artificial: o próprio momento do conhecimento e da observação se confunde com o design de novos artefatos  alto nível de complementaridade institucional: a produção do conhecimento depende da mobilização de grupos heterogêneos, tanto do ponto de vista cognitivo, como do ponto de vista de sua inserção institucional  Redes heterogêneas e diversificação dos sinais de prestígio no interior da profissão acadêmica
  7. 7. Alternativas de resposta das universidades  Manutenção do status quo, mediante a ampliação da autonomia interna  Enfraquece a capacidade de resposta estratégica da instituição  Isola espaços internos encarregados de diferentes atividades  Aumenta a força das dinâmicas centrífugas internas  Reposta burocrática torna a universidade mais vulnerável às pressões políticas  Reforma, mediante o fortalecimento da capacidade de decisão estratégica da instituição  Construção de espaços de governança que permitam a coordenação horizontal com stakeholder externos  Conselho curador: articulação estratégica interna, mediação com atores externos e buffer para as pressôes politico-eleitorais  Dinâmicas internas organizadas a partir de redes articuladas em torno de questões e temas comuns – responsividade horizontal  Redefinição da autonomia institucional como capacidade de interveñção estratégica no entorno institucional
  8. 8. Conclusão: os dilema da universidade contemporânea  Preservar o status quo ou reformar?  Preservação do status quo:  Alimenta tendências ao dualismo e à segmentação da sociedade  Reforça o isolamento, fragiliza a posição frente aos interesses politicos  No longo prazo, rompe o pacto social que sustenta a autonomia institucional  Qual reforma?  A excelência em fazer mais do mesmo ou em diversificar respostas para alcançar relevância?  Relevância requer engajamento interno e externo: como construir
  9. 9. Fim Obrigada! (balbasky@usp.br)
  10. 10. Fim Obrigada! (balbasky@usp.br)

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