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  1. 1. Expressões/ditados populares- usos e origem.
  2. 2. VOCÊ JÁ DEVE TER PERCEBIDO QUE FAZEMOS USO DE ALGUMAS EXPRESSÕES. PARA ENTENDÊ-LAS E UTILIZÁ-LAS É NECESSÁRIO CONHECER A LÍNGUA EM QUESTÃO.
  3. 3. A Origem das Expressões <ul><li>A língua portuguesa possui inúmeras expressões interessantes. Muitas vezes, elas permanecem inalteráveis ao longo dos anos, representando um forte papel cultural para o idioma. Muitas dessas expressões podem ser fundamentadas na cultura do próprio país, ou ainda ter influência estrangeira, mitológica, religiosa, histórica, etc. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Provérbios, expressões e frases feitas são, tradicionalmente, de linguagem popular, simples, sem vocabulário especializado, produzidos e transmitidos oralmente. </li></ul>
  5. 5. ALGUMAS EXPRESSÕES E SEUS SIGNIFICADOS A COBRA VAI FUMAR – Alguns críticos do governo brasileiro diziam que seria mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na segunda guerra mundial. Pois o Brasil foi para a guerra e a Força expedicionária Brasileira elegeu como seu símbolo uma “cobra fumando”. LÁGRIMAS DE CROCODILO – Expressão bastante usada para se referir a um choro fingido. O crocodilo, quando ingere um alimento, faz forte pressão contra o céu da boca, comprimindo as glândulas lacrimais. Assim, ele “chora” enquanto devora uma vítima. BAFO DE ONÇA - A onça é um animal carnívoro que se lambuza bastante na hora de comer a caça.Por essa razão , fede muito e sua presença é detectada á distância na mata. Assim, pessoas que possuem o hálito fétido passaram ser chamados de “bafo de onça”
  6. 6. COMER COM OS OLHOS - Teve origem nas cerimônias religiosas fúnebres, realizadas por romanos, durante o século VIII a.C. – Roma Antiga. Nestas cerimônias, haviam banquetes oferecidos aos deuses, cujo os alimentos não podiam ser consumidos ou tocados. Apenas observados. Daí a expressão: “Comer com os olhos”, ou seja, apreciar, observar ou desejar um objeto/indivíduo – sem o contato físico. FALAR PELOS COTOVELOS - originou-se pela analogia de atos realizados por indivíduos que falam muito, durante uma conversa. Segundo o escritor Quinto Horácio Flaco – numa de suas sátiras -, estes indivíduos tocam o cotovelo das pessoas que os ouvem, chamando-as a atenção para o diálogo.ou seja, falar excessivamente.
  7. 7. OLHA O PASSARINHO - A origem da expressão popular “ olha o passarinho ” deu-se durante os primeiros anos após a invenção da máquina fotográfica – século XIX. Quando o aparelho foi inventado, era necessário que as pessoas ficassem minutos olhando fixamente para a lente da câmera, devido ao tempo gasto para o fixamento da imagem. Para reter a atenção das pessoas – geralmente crianças – os fotógrafos colocavam uma gaiola com passarinhos acima da máquina e diziam constantemente a famosa frase. ENGOLIR SAPO - A origem da expressão deu-se por um dos fatos escritos na Bíblia: As pragas do Egito. Uma das pragas constituía da invasão de milhares de rãs, por todo o território egípcio. Durante a preparação e ingestão de alimentos, lá estavam os anfíbios. Os animais não apenas invadiam os ambientes – cozinhas, quartos, banheiros -, como também os pratos dos habitantes do reino. Daí a expressão: “Engolir sapos”, ou seja, suportar situações desagradáveis sem qualquer manifestação.
  8. 8. VÁ PLANTAR BATATA! - De sentido pejorativo, nasceu em Portugal onde, na época dos descobrimentos apenas a navegação, a pesca e a indústria eram considerados ocupações de respeito. A agricultura era relegada a segundo plano, especialmente o cultivo de batata, alimento que custou a fazer parte da culinária portuguesa, daí porque a expressão “vá plantar batatas” corresponde a “vá embora, vá fazer qualquer outra coisa longe de mim”.
  9. 9. <ul><li>FAZER BOCA DE SIRI - Esta expressão, usada para definir uma pessoa que se mantém calada em relação a um assunto, é baseada no hábito dos siris de agarrarem objetos com suas garras (e não com a boca, como pode fazer parecer o ditado) e não o soltarem de forma nenhuma. A boca de guarda segredos, portanto, deveria ficar tão fechada quanto as garras desse crustáceo . </li></ul><ul><li>LEVAR GATO POR LEBRE - comprar gatos por lebre é ser enganado, levar algo de menor valor do que s imagina. No Brasil, a lebre não é muito popular na cozinha, mas o era em Portugal, de onde vem a expressão, usada já na época de Camões. Na Espanha, se menciona o costume que havia em algumas estalagens do século XVI de servir gato como se fosse lebre. </li></ul>CONHEÇA MAIS EXPRESSÕES UTILIZADAS EM NOSSO PAÍS
  10. 10. <ul><li>Será o Benedito? – Em 1933, o presidente </li></ul><ul><li>Getúlio Vargas hesitava muito na escolha do interventor de Minas Gerais. Todos temiam que ele escolhesse o </li></ul><ul><li>pior candidato, Benedito Valadares. Por isso a população perguntava: Será o Benedito?. Sim, o escolhido foi Benedito . </li></ul><ul><li>Tal pai, tal filho – Quem celebrizou a frase foi o poeta Luís Vaz de Camões( aproximadamente 1524-80) no canto III de sua obra prima Os Lusíadas. Camões a usou para se referir a dom Afonso Henrique, primeiro rei de Portugal, que demonstrava a mesma coragem do pai, que havia lutado na primeira cruzada (1905). </li></ul>
  11. 11. AMIGO DA ONÇA <ul><li>Em 1943, o cartunista pernambucano Péricles de Andrade Maranhão criou um personagem chamado amigo da onça para a revista o cruzeiro . O nome foi adaptado de uma famosa piada sobre dois caçadores que conversavam em um acampamento: </li></ul><ul><li>O que você faria se estivesse agora na selva e uma onça aparecesse na sua frente? </li></ul><ul><li>Ora, eu dava um tiro nela. </li></ul><ul><li>Mas se você não tivesse nenhuma arma de fogo? </li></ul><ul><li>Bom, então eu matava ela com meu facão. </li></ul><ul><li>E se você estivesse sem o facão? </li></ul><ul><li>Apanhava um pedaço de pau. </li></ul><ul><li>E se não tivesse nenhum pedaço de pau? </li></ul><ul><li>Subiria na árvore mais próxima! </li></ul><ul><li>E não tivesse nenhuma árvore? </li></ul><ul><li>Sairia correndo. </li></ul><ul><li>E se você estivesse paralisado pelo medo? </li></ul><ul><li>Mas afinal, você é meu amigo ou amigo da onça? </li></ul>
  12. 12. FONTES <ul><li>www.soportugues.com.br </li></ul><ul><li>www.expressoespopulares.wordpress.com </li></ul><ul><li>www.mementori.com.br </li></ul><ul><li>DUARTE, Marcelo. O guia dos curiosos . São Paulo: Editora Panda, 2003. </li></ul>

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