SaúDe Coletiva ConservaçãO De Vacinas Roteiro

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SaúDe Coletiva ConservaçãO De Vacinas Roteiro

  1. 1. SAÚDE COLETIVA IMUNIZAÇÃO Conservação de Imunobiológicos Enfº Eduardo Gomes da Silva – COREN 001790 Enfª Juliana Lopes Figueiredo – COREN 99792
  2. 2. Conservação dos Imunobiológicos <ul><li>É feita por meio de sistema de refrigeração, haja vista que são produtos termolábeis (se deterioram em temperatura ambiente após determinado tempo) </li></ul>
  3. 3. Conservação dos Imunobiológicos <ul><li>Os imunobiológicos são sensíveis a agentes físicos como o calor, especialmente por conterem na sua formulação antígenos e adjuvantes </li></ul><ul><li>O calor acelera a inativação das substâncias que entram na composição dos produtos </li></ul>
  4. 4. Conservação dos Imunobiológicos <ul><li>As vacinas que contêm adjuvantes não podem ser submetidas a congelamento, ou seja, são conservadas entre +2 e +8ºC </li></ul><ul><li>Vacina tríplice DTP e DTaP, DT e dT, toxóide tetânico, febre tifóide, hepatite B, BCG intradérmica, Haemophilus influenzae (Hib), pneumococo, contra Influenza , meningite A e C, B e C </li></ul>
  5. 5. Conservação dos Imunobiológicos <ul><li>Da mesma forma os produtos derivados do plasma heterólogo (espécie diferente) e plasma homólogo como as imunoglobulinas anti-hepatite B, antivaricela zoster, antitetânica e anti-rábica humana </li></ul><ul><li>Soros, antidiftérico, antibotrópico, anticrotálico, antilaquético, antibotrópico/anticrotálico/antilaquético, antielapídico, antiaracnídico, antiescorpiônico </li></ul>
  6. 6. Rede de Frio <ul><li>É o sistema de conservação dos imunobiológicos </li></ul><ul><li>Inclui armazenamento, transporte e a manipulação destes produtos em condições adequadas de refrigeração, desde o laboratório produtor até o momento em que os mesmos são administrados </li></ul>
  7. 7. Rede de Frio – 5 Instâncias <ul><li>Nacional </li></ul><ul><li>Central-estadual </li></ul><ul><li>Regional ou distrital </li></ul><ul><li>Municipal </li></ul><ul><li>Local </li></ul>
  8. 8. Instância Nacional <ul><li>São instaladas câmaras frias para conservação de imunobiológicos em temperatura a -20ºC (vacina contra poliomielite, sarampo, meningite C, varicela, febre amarela rubéola e tríplice viral) </li></ul><ul><li>Câmaras em temperatura entre +2 e +8ºC para vacinas DTP,DT, dT, TT, febre tifóide, hepatite B, BCG, Hib, Pneumococo, Influenza, Meningite A e C, meningite B e C, imunoglobulinas e soros </li></ul>
  9. 9. Instância Estadual <ul><li>Além das câmaras frias, usam-se também, freezers para vacinas que devem ser congeladas (-20ºC) e geladeiras tipo comercial (modelo de 4, 6 ou 8 portas) para produtos que são conservados entre +2 e +8ºC </li></ul>
  10. 10. Instâncias Regional e Municipal <ul><li>Os imunobiológicos são conservados em câmaras frias ou em freezers e em refrigeradores, conforme a temperatura indicada para cada produto </li></ul><ul><li>Nestas instâncias, a instalação da câmara fria e a quantidade de freezers e refrigeradores comerciais e domésticos, dependem do volume a ser estocado, do tempo, do armazenamento e da rotatividade dos produtos </li></ul>
  11. 11. Instância Local <ul><li>Compreende os centros e postos de saúde, hospitais e ambulatórios </li></ul><ul><li>Todos os produtos são conservados entre +2 e +8ºC </li></ul>
  12. 12. Fluxograma da Rede de frio
  13. 13. Procedimentos Básicos na Conservação de Imunobiológicos <ul><li>Os refrigeradores destinados à estocagem de imunobiológicos na instância local, é um equipamento vital para conservação </li></ul><ul><li>Deverá ser colocado distante de fonte de calor, como estufa e autoclave e fora do alcance de raios solares </li></ul><ul><li>Deixar o equipamento perfeitamente nivelado </li></ul>
  14. 14. Procedimentos Básicos na Conservação de Imunobiológicos <ul><li>Manter afastado da parede, pelo menos 20 cm, permitindo a livre circulação do ar no condensador </li></ul><ul><li>Usar tomada exclusiva, evitando conjugá-lo junto a outros equipamentos, usando o benjamim ou “T” </li></ul><ul><li>Manter sempre regular a temperatura interna de forma que permaneça entre +2 e +8ºC </li></ul>
  15. 15. Procedimentos Básicos na Conservação de Imunobiológicos <ul><li>Evitar abrir o refrigerador de estoque toda vez que for administrar uma vacina; </li></ul><ul><li>Abrí-lo somente duas vezes: no início e no final de cada dia de trabalho </li></ul><ul><li>Fazer previsão do número de pessoas que irá procurar o serviço naquele dia e retirar as vacinas, acondicionando no refrigerador de uso diário ou em caixa térmica com gelo e termômetro </li></ul>
  16. 16. Procedimentos Básicos na Conservação de Imunobiológicos <ul><li>Manter pacotes de gelo no evaporador (congelador) </li></ul><ul><li>As vacinas devem ser colocadas nas prateleiras superiores </li></ul>
  17. 17. Procedimentos Básicos na Conservação de Imunobiológicos <ul><li>As garrafas com água e corante devem ser colocadas nas prateleiras inferiores </li></ul>
  18. 18. Organização do Refrigerador <ul><li>No evaporador colocar gelo reciclável ou saco plástico com gelo, na posição vertical, ocupando todo o espaço, para manter mais tempo a temperatura interna do refrigerador </li></ul>
  19. 19. Organização do Refrigerador <ul><li>Na primeira prateleira, as vacinas que podem ser congeladas (poliomielite, sarampo, febre amarela) em bandejas perfuradas para permitir a circulação de ar ou nas próprias embalagens do laboratório produtor </li></ul>
  20. 20. Organização do Refrigerador <ul><li>Na segunda prateleira, as vacinas que não podem ser congeladas (vacinas bacterianas </li></ul><ul><li>Na terceira prateleira os diluentes </li></ul>
  21. 21. Organização do Refrigerador <ul><li>Colocar na prateleira central (em geral na segunda prateleira), o termômetro de máxima e mínima de pé, para evitar a quebra da coluna de mercúrio </li></ul><ul><li>Retiras as gavetas plásticas, caso existam, preenchendo a parte inferior com garrafas de água que contribuem para estabilizar a temperatura </li></ul>
  22. 22. Organização do Refrigerador - Observações <ul><li>Nunca guardar imunobiológicos em caixas térmicas dentro do refrigerador, pois as caixas impedem a circulação do frio </li></ul><ul><li>Não colocar imunobiológicos na porta e na parte de baixo do refrigerador, pois quando a porta é aberta estas áreas são as primeiras a sofrerem o impacto da temperatura ambiente </li></ul>
  23. 23. Organização do Refrigerador - Observações <ul><li>Não colocar garrafas com água e outros na porta do refrigerador, uma vez que o peso pode prejudicar a regulagem e a ventilação da porta </li></ul><ul><li>O estoque de diluentes pode ser deixado em temperatura ambiente </li></ul><ul><li>No momento da administração o diluente deve estar na temperatura da vacina (+2 e +8ºC); para isto coloca-lo no refrigerador, no dia anterior ou pelo menos, seis horas antes do uso </li></ul>
  24. 24. Organização do Refrigerador - Observações <ul><li>Os produtos que permanecerem na embalagem original são arrumados de forma a manter uma distância entre as caixas de dois dedos, aproximadamente, ficando à idêntica distância das paredes do refrigerador </li></ul><ul><li>A manutenção da distância entre as caixas permite a livre circulação do ar frio no interior do equipamento </li></ul>
  25. 25. Organização do Refrigerador - Observações <ul><li>A água colocada nas garrafas deve ter um corantes (azul de metileno, anil, violeta de genciana) para evitar que seja bebida </li></ul>
  26. 27. Situações de Emergência <ul><li>O refrigerador pode deixar de funcionar por motivo de corte de energia elétrica ou por defeito que, por um período prolongado pode inutilizar totalmente os imunobiológicos </li></ul><ul><li>Nestas situações, deve-se mantê-lo fechado até que a corrente seja reativada ou até que se verifique o tipo de problema, comunicando esse fato, de imediato, ao responsável pel serviço de saúde </li></ul>
  27. 28. Situações de Emergência <ul><li>O período ou prazo a ser tolerado depende das condições climáticas locais podendo perdurar até seis horas se o refrigerador: </li></ul><ul><li>Esta funcionando em perfeitas condições </li></ul><ul><li>Tem vedação perfeita da borracha da porta </li></ul><ul><li>Tem controle diário da temperatura </li></ul><ul><li>Contém gelo reciclável, sacos plásticos ou recipientes com gelo no evaporador </li></ul><ul><li>Contém garrafas na última prateleira </li></ul>
  28. 29. Situações de Emergência <ul><li>Quando o defeito não é solucionado em até seis horas, providenciar para que os imunobiológicos sejam colocados em caixas térmicas, mantendo a temperatura entre +2 e +8ºC </li></ul><ul><li>Transferir para outro equipamento ou um serviço mais próximo, seja no próximo município ou na instância regional </li></ul>
  29. 30. Cuidados com Imunobiológico sob Suspeita <ul><li>Nas situações de emergência a instância imediatamente superior da rede de frio (central estadual – Secretaria Estadual ou Regional) é informado sobre detalhes dessas ocorrências </li></ul><ul><li>A Secretaria Estadual de Saúde informa à coordenação nacional, ou seja, ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) </li></ul>
  30. 31. Cuidados com Imunobiológico sob Suspeita <ul><li>Suspender de imediato, a utilização do produto mantendo-o sob refrigeração adequada </li></ul><ul><li>Registrar no formulário para solicitação de reteste de imunobiológicos </li></ul>
  31. 32. Informações Registradas <ul><li>Número do lote </li></ul><ul><li>Quantidade </li></ul><ul><li>Data de validade do lote </li></ul><ul><li>Apresentação </li></ul><ul><li>Laboratório produtor </li></ul><ul><li>Local condições de armazenamento </li></ul>
  32. 33. Informações Registradas <ul><li>Registrar o problema identificado e, se for o caso, o tempo em que o equipamento ficou sem funcionar, anotando a temperatura verificada na última leitura, bem como a temperatura máxima e mínima atingida </li></ul>
  33. 34. Informações Registradas <ul><li>Contatar a rede de frio imediatamente superior (local para regional, regional para estadual e esta para nacional) </li></ul><ul><li>Discutir com estas instâncias o destino a ser dado ao imunobiológico, aguardando, se for o caso, os resultados da reanálise e orientação para utilizar ou não o produto (impresso apropriado) </li></ul>
  34. 35. Observações <ul><li>O descarte de um imunobiológico sob suspeita, ou mesmo a reutilização ou envio para reteste são decisões que só podem ser adotadas em conjunto, nunca isoladamente </li></ul>
  35. 36. Observações <ul><li>A instância local, onde houve a ocorrência, informa o fato ao distrito ou regional à saúde, que definirá com a instância estadual e este com o PNI a conduta adotada </li></ul><ul><li>Independente de qualquer decisão, todos os dados sobre a ocorrência são registrados no impresso para solicitação de reteste de imunobiológicos sob suspeita </li></ul>
  36. 37. Controle de Temperatura <ul><li>É feito mediante termômetros </li></ul><ul><li>Na sala de vacinação, nos postos de vacinação fixos e volantes, por ocasião de campanhas, intensificação e bloqueios, bem como no transporte, os imunobiológicos, devem ficar entre +2 e +8ºC, que é a temperatura a ser mantida no interior do refrigerador e de caixas térmicas </li></ul>
  37. 38. Controle de Temperatura <ul><li>Para controle utiliza-se os seguintes termômetros: </li></ul><ul><li>De máxima e mínima </li></ul><ul><li>Linear </li></ul><ul><li>Termômetro de cabo extensor </li></ul>
  38. 39. Controle de Temperatura <ul><li>O recomendado para ser usado é o de máxima e mínima, pois pode-se verificar a temperatura máxima, a temperatura mínima ocorrida em um espaço de tempo e a temperatura no momento da verificação </li></ul>
  39. 40. Termômetro de Máxima e Mínima <ul><li>Temperatura mínima (mais fria) </li></ul><ul><li>Temperatura máxima (mais quente) </li></ul><ul><li>Temperatura do momento </li></ul>
  40. 41. Temperatura Mínima <ul><li>Está indicada no nível inferior do filete azul da coluna esquerda </li></ul>
  41. 42. Temperatura Máxima <ul><li>Está indicada no nível inferior do filete azul da coluna direita </li></ul>
  42. 43. Temperatura do Momento <ul><li>Está indicada pela extremidade superior das colunas de mercúrio (colunas prateadas) em ambos os lados </li></ul>
  43. 44. Termômetro Máxima e Mínima
  44. 45. Termômetro Linear <ul><li>Utilizado principalmente para verificar a temperatura da caixa térmica que acondiciona os imunobiológicos previstos para o dia de trabalho </li></ul><ul><li>Na falta do termômetro de máxima e mínima </li></ul><ul><li>Seu uso em geladeiras é desaconselhado pois só nos dá a temperatura do momento </li></ul>
  45. 46. Termômetro Linear
  46. 47. Termômetro de Cabo Extensor <ul><li>Formado por um termômetro tipo linear ligado a um fio metálico, em cuja extremidade encontra-se um cilindro, também de metal, chamado sensor </li></ul><ul><li>O sensor é introduzido entre as vacinas e a outra parte, com o visor do termômetro, é fixada sobre a tampa da caixa </li></ul><ul><li>Utilizado para verificar temperatura da caixa térmica </li></ul>
  47. 48. Termômetro de Cabo Extensor
  48. 49. Controle de Temperatura <ul><li>A temperatura dos equipamentos é verificada pelo menos duas vezes, no início e no final do dia de trabalho </li></ul><ul><li>Cada verificação, a temperatura é registrada no formulário de Controle de Temperatura </li></ul>
  49. 50. Caixas Térmicas <ul><li>Utilizadas para conservar imunobiológicos previstos no dia de trabalho </li></ul><ul><li>Em situações de emergência, quando o corte de energia elétrica ultrapassa o prazo de quatro a seis horas </li></ul><ul><li>Transporte de imunobiológicos de uma instância da rede de frio para outro </li></ul><ul><li>Vacinação extramuros em campanhas, intensificações ou bloqueios </li></ul>
  50. 51. Organização da Caixa Térmica
  51. 52. Referências Bibliográficas <ul><li>Manual de Procedimentos para Vacinação / elaboração de Clelia Maria Sarmento de Souza Aranda et al. 4. ed. - Brasília : Ministério da Saúde : Fundação Nacional de Saúde ; 2001 316 p. il. 1. Imunização I. Aranda, Clelia Maria Sarmento II. Brasil. Ministério da Saúde III. Brasil. Fundação Nacional de Saúde. </li></ul><ul><li>Capacitação de pessoal em sala de vacinação - manual do treinando.Organizado pela Coordenação do Programa Nacional de Imunizações. 2a ed. rev. e ampl. – Brasília : Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde, 2001. 154 p. : il. 1. Imunização. 2. Recursos humanos para a saúde. 3. Capacitação de pessoal. I.Brasil. Ministério da Saúde. II. Brasil. Fundação Nacional de Saúde. III. Brasil. Coordenação do Programa Nacional de Imunizações. </li></ul>

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