Pediatria Aula Emergencias Pediatricas[ Revisado]

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Pediatria Aula Emergencias Pediatricas[ Revisado]

  1. 1. Assistência de Enfermagem em Emergências Pediátricas <ul><li>Enfª Juliana Lopes Figueiredo </li></ul><ul><li>Especialista em Atendimento Pré-Hospitalar </li></ul>
  2. 2. SUPORTE BÁSICO DE VIDA EM PEDIATRIA <ul><li>EPIDEMIOLOGIA da PCR </li></ul><ul><li>Diferente em relação aos adultos; </li></ul><ul><li>Não é súbita; </li></ul><ul><li>A média de sobrevivência é de 10% conforme relatos científicos; </li></ul><ul><li>Sofrem danos neurológicos; </li></ul><ul><li>O sucesso da RCP depende da capacidade de aplicação da medidas ditadas pelo SBV. </li></ul>
  3. 3. SUPORTE BÁSICO DE VIDA EM PEDIATRIA <ul><li>Ocorrência da PCR em pediatria </li></ul><ul><li>- Freqüência alta nos extremos de idade: crianças (< de 1 ano) e adolescentes (>12 anos). </li></ul><ul><li>Causas mais comuns em menores de 01 ano: </li></ul><ul><li>- Lesões intencionais ou não </li></ul><ul><li>- Doenças respiratórias </li></ul><ul><li>- Obstrução de vias aéreas </li></ul><ul><li>- Acidentes comuns na infância (submersão) </li></ul><ul><li>Causas mais comuns em adolescentes </li></ul><ul><li>- Traumas </li></ul>
  4. 4. SEQUÊNCIA DO SUPORTE BÁSICO DE VIDA(SBV) EM PEDIATRIA <ul><li>Avaliações seqüenciais </li></ul><ul><li>Habilidades motoras </li></ul><ul><li>Manter ou restaurar ventilação e circulação eficazes da criança em PCR </li></ul><ul><li>Quem deve executar o SBV? </li></ul>
  5. 5. SEQUÊNCIA DO SUPORTE BÁSICO DE VIDA(SBV) EM PEDIATRIA <ul><li>O que fazer quando um RN for admitido no 6ºA? </li></ul><ul><li>- Montar 01 kit de aspiração no quarto da criança para um atendimento rápido e eficaz se houver aspiração de leite materno, </li></ul><ul><li>-Avaliar coloração e aspecto da pele e mucosas (palidez, manchas,hidratação),choro(forte/fraco), sucção(eficácia), pega (boa ou não), atividade motora (ativo ou hipoativo), frequência respiratória e cardíaca (atentar para alterações),diurese (frequência e coloração), mecônio (frequência e coloração) e aspecto do coto umbilical. </li></ul>6ºA
  6. 6. SEQUÊNCIA DO SUPORTE BÁSICO DE VIDA(SBV) EM PEDIATRIA <ul><li>No caso de sufocação (broncoaspiração) por leite materno, aspirar as VAS e VAI do RN com sonda nº.8 e atentar para respiração da criança, se houver cianose labial e de extremidades,ventilar 2 vezes o RN com ambú e máscara conectada no O², e atentar para desconforto respiratório; manter a cabeça da criança lateralizada, </li></ul><ul><li>Bipar o médico pediatra e Enfª plantonista para assistirem criança, pois isso é uma emergência que pode evoluir para PCR! </li></ul>6ºA
  7. 7. SEQUÊNCIA DO SUPORTE BÁSICO DE VIDA(SBV) EM PEDIATRIA <ul><li>Reanimação Cardiopulmonar ABCD da REANIMAÇÃO </li></ul><ul><li>Avaliação da resposta (nível de consciência) </li></ul><ul><li>Definir se a criança está consciente ou não; </li></ul><ul><li>I nconsciente e respiração presente - acionar a Enfª e o médico plantonista e atentar para desconforto respiratório. </li></ul>6ºA
  8. 8. SEQUÊNCIA DO SUPORTE BÁSICO DE VIDA(SBV) EM PEDIATRIA <ul><li>Abertura de VA (A-airway) </li></ul><ul><li>Inconsciente e respiração ausente – iniciar abertura de VA (manobra de inclinação da cabeça e elevação do queixo) </li></ul><ul><li>O quadro de inconsciência causa a queda da língua sobre a orofaringe </li></ul>
  9. 9. SEQUÊNCIA DO SUPORTE BÁSICO DE VIDA(SBV) EM PEDIATRIA <ul><li>Avaliação da respiração (B- breathing) </li></ul><ul><li>Verificar ausência de respiração com método (ver,ouvir e sentir) </li></ul>Avaliar expansão torácica
  10. 10. SEQUÊNCIA DO SUPORTE BÁSICO DE VIDA(SBV) EM PEDIATRIA <ul><li>Se respiração ausente, aplicar 2 ventilações de resgate (máscara-ambú-O² - fornecer 100%), cada ventilação durante 1 segundo. </li></ul>Verificar abertura de VA e expansibilidade torácica
  11. 11. SEQUÊNCIA DO SUPORTE BÁSICO DE VIDA(SBV) EM PEDIATRIA <ul><li>Se o tórax da criança não se eleva durante a respiração de resgate, a ventilação não é eficaz (reposicionar VA) </li></ul><ul><li>O volume correto para cada respiração é o volume que causa a expansão torácica </li></ul>Ventile novamente, se expansão torácica presente, checar pulso, caso contrário, protocolo de OVACE
  12. 12. SEQUÊNCIA DO SUPORTE BÁSICO DE VIDA(SBV) EM PEDIATRIA OVACE CONSCIENTE <ul><li>Vire o lactente, dê 5 golpes nas costas com reg.hipotenar, vire novamente o lactente e dê 5 compressões torácicas, afim da retirada do objeto </li></ul>
  13. 13. SEQUÊNCIA DO SUPORTE BÁSICO DE VIDA(SBV) EM PEDIATRIA OVACE INCONSCIENTE <ul><li>Tente ventilar(máscara-ambú-O²), se o tórax não expandir, reposicione e tente novamente. Se mesmo assim o tórax não expandir, inicie RCP. </li></ul>
  14. 14. SEQUÊNCIA DO SUPORTE BÁSICO DE VIDA(SBV) EM PEDIATRIA OVACE CONSCIENTE <ul><li>Na criança (1 a 14 a), faça compressões abdominais (2dedos acima da cicatriz umbilical) até que o objeto seja expelido. </li></ul>
  15. 15. SEQUÊNCIA DO SUPORTE BÁSICO DE VIDA(SBV) EM PEDIATRIA OVACE INCONSCIENTE <ul><li>Na criança inconsciente, deite-a no chão, e faça a manobra até expelir o objeto. Inicie RCP, caso apresente PCR. </li></ul>
  16. 16. SEQUÊNCIA DO SUPORTE BÁSICO DE VIDA (SBV) EM PEDIATRIA <ul><li>Avaliação circulatória (C- circulation) </li></ul><ul><li>Palpar pulso braquial ou femural </li></ul><ul><li>Pulso ausente, iniciar compressões cardíacas </li></ul><ul><li>Por que não verificar pulso carotídeo? </li></ul>
  17. 17. SEQUÊNCIA DO SUPORTE BÁSICO DE VIDA (SBV) EM PEDIATRIA <ul><li>Avaliação circulatória (C- circulation) </li></ul><ul><li>Em crianças > 1 ano, verificar pulso carotídeo </li></ul><ul><li>Localizado entre a cartilagem cricóide e o músculo esternocleidomastóideo </li></ul>
  18. 18. SEQUÊNCIA DO SUPORTE BÁSICO DE VIDA (SBV) EM PEDIATRIA <ul><li>Pulso presente e respiração ausente: </li></ul><ul><li>- Fornecer respiração com uma frequência de 20 respirações por minuto ( 1 a cada 3 segundos), até que a respiração espontânea retorne ou que o médico realize a intubação; </li></ul><ul><li>Pulso ausente ou freqüência cardíaca < 60 e sinais de perfusão prejudicada (preenchimento capilar > 2 segundos), iniciar compressões torácicas </li></ul>
  19. 19. SEQUÊNCIA DO SUPORTE BÁSICO DE VIDA (SBV) EM PEDIATRIA <ul><li>Avaliação circulatória (C- circulation) </li></ul><ul><li>De acordo com ACLS 2005-2010, crianças de 0 a 1 ano, com 2 profissionais aplicar 15:2(compressões x ventilações); com 1 profissional 30:2 </li></ul>Utilizar as mãos abraçando o tórax (superfície rígida)
  20. 20. SEQUÊNCIA DO SUPORTE BÁSICO DE VIDA (SBV) EM PEDIATRIA <ul><li>Avaliação circulatória (C- circulation) </li></ul><ul><li>De acordo com ACLS 2005-2010, crianças de 0 a 1 ano, com 2 profissionais aplicar 15:2(compressões x ventilações); com 1 profissional 30:2 </li></ul>Trace uma linha imaginária Não esqueça da superfície rígida abaixo do tórax
  21. 21. SEQUÊNCIA DO SUPORTE BÁSICO DE VIDA (SBV) EM PEDIATRIA <ul><li>Avaliação circulatória (C- circulation) </li></ul><ul><li>Se a contratilidade cardíaca é ineficaz ou ausente, não haverá pulsos palpáveis nas artérias centrais . </li></ul>Levante o dedo indicador e inicie as compressões
  22. 22. SEQUÊNCIA DO SUPORTE BÁSICO DE VIDA (SBV) EM PEDIATRIA <ul><li>Avaliação circulatória (C- circulation) </li></ul><ul><li>De acordo com ACLS 2005-2010, crianças de 1 a 12 anos, com 2 profissionais aplicar 15:2(compressões x ventilações); com 1 profissional 30:2 </li></ul>Posicione 2 dedos acima do apêndice xifóide e coloque a região hipotenar de sua mão no tórax da criança
  23. 23. SEQUÊNCIA DO SUPORTE BÁSICO DE VIDA (SBV) EM PEDIATRIA <ul><li>Avaliação circulatória (C- circulation) </li></ul><ul><li>Em crianças > de 12 anos aplicar 30:2 (compressões x ventilações) </li></ul>coloque 2 dedos acima do apêndice xifóide, uma mão em cima da outra, aplique a força com a reg. hipotenar e levante os dedos
  24. 24. SEQUÊNCIA DO SUPORTE BÁSICO DE VIDA (SBV) EM PEDIATRIA <ul><li>As compressões cardíacas devem ser de 100/minuto, mas com pausas para ventilação, o número de compressões será na verdade 80 compressões / minuto (máscara-ambú-O²); </li></ul><ul><li>As compressões devem ser suaves. Mantenha seus dedos fora das costelas, levantando as pontas dos dedos; </li></ul><ul><li>Enquanto a palma da mão permanece no esterno, possibilite o retorno do tórax para sua posição de repouso após cada compressão, mas não levante as mãos do tórax. </li></ul>
  25. 25. ABCDE da RCP em Pediatria <ul><li>Verificar nível de consciência </li></ul><ul><li>=Abrir vias aéreas (airway) </li></ul><ul><li>=Respiração (breathing) </li></ul><ul><li>=Circulação (circulation) </li></ul><ul><li>=Desfibrilação (diretrizes da ressuscitação de 2005-2010, não recomendam o uso de DEA em lactentes) -> Suporte Avançado Intubação/acesso venoso/drogas) </li></ul><ul><li>= Estabilizar a criança </li></ul>
  26. 26. ALGORITIMO SBV PEDIATRIA
  27. 27. Padrões Respiratórios Taquipnéia Parâmetros normais 18 – 30 mrm Escolar 22 – 34 mrm Pré-escolar 24 – 40 mrm Lactente 40 – 60 mrm RN > 30 mrm Acima de 4 anos > 40 mrm 1 - 4 anos > 50 mrm 2 - 12 meses > 60 mrm Até 2 meses
  28. 28. Taquipnéia <ul><li>É a primeira manifestação de desconforto respiratório, produz batimento de asa nasal, retração intercostal inspiratória, e supra-esternal </li></ul><ul><li>Gemido, estridor, expiração prolongada e cianose labial são sinais de alterações nos mecanismos de trocas gasosas </li></ul>
  29. 29. Enfermagem na emergência <ul><li>Prevenir e identificar a parada cardiorrespiratória identificando e intervindo nas situações de dificuldade respiratória e/ou circulatória </li></ul><ul><li>Iniciar as manobras de RCP (antes de ocorrer assistolia) </li></ul><ul><li>Estabilizar o paciente no período pós-PCR (antes do transporte para outra unidade de atendimento) </li></ul><ul><li>É fundamental que a equipe de enfermagem seja treinada para o sucesso na RCP </li></ul>
  30. 30. Cânula de Guedel <ul><li>Raramente utilizado na faixa etária infantil, é somente indicado seu uso em crianças inconscientes </li></ul><ul><li>Provoca náuseas e vômitos (crianças conscientes) </li></ul><ul><li>Aumenta a possibilidade de aspiração do conteúdo gástrico </li></ul><ul><li>Numeração pediátrica: </li></ul><ul><li>nº. 0, 1 e 2 </li></ul>
  31. 31. Técnica para colocação da Cânula de Guedel em crianças <ul><li>A cânula de guedel deve ser colocada em crianças inconscientes, afim de evitar a obstrução das VA por queda da língua; </li></ul><ul><li>Ela deve ser introduzida nesta posição: </li></ul>
  32. 32. Técnica para colocação da Cânula de Guedel em crianças
  33. 33. Intubação endotraqueal <ul><li>É indicada em crianças inconscientes ou com insuficiência respiratória; nos RNs são usados tubos nº. 2,5 a 3,5 </li></ul><ul><li>Antes, oxigenar a criança com máscara-ambú e reverter a hipóxia </li></ul><ul><li>O diâmetro do tubo deve respeitar a regra: </li></ul><ul><li>Tubo= idade (anos) + 16 </li></ul><ul><li>4 </li></ul><ul><li>Ex: 1(ano) + 16 = 4,25 = 4 </li></ul><ul><li>4 </li></ul>
  34. 34. Intubação endotraqueal <ul><li>Após a intubação, fixar com esparadrapo na reg. perilabial e anotar a numeração que encontra-se no lábio inferior (atentando para tração), e se houver cuff, insuflar o com ar. </li></ul>
  35. 35. Intubação endotraqueal (oro) <ul><li>Laringoscópio: Rns e lactentes (lâminas retas) </li></ul><ul><li>acima de 2 anos(lâminas curvas) </li></ul><ul><li>Tubo traqueal: </li></ul><ul><li>Sem cuff ou com cuff </li></ul>
  36. 36. Sondagem gástrica <ul><li>Criança estressada deglute ar, sendo frequente a distensão abdominal (a ventilação com máscara-ambú piora a distensão), manter a SOG aberta; </li></ul><ul><li>Deve ser passada após intubação traqueal, afim de diminuir a distensão gástrica; </li></ul><ul><li>A técnica é a mesma que a do adulto, porém é passada orogástrica, e fixada na região perilabial (fixação bigodinho); </li></ul><ul><li>Riscos: induz náuseas e proporciona broncoaspiração. </li></ul>
  37. 37. Sondagem gástrica <ul><li>Rn prematuro com sondagem orogástrica e fixação bigodinho </li></ul>
  38. 38. Sondagem gástrica <ul><li>Rn prematuro com sondagem orogástrica e outra forma de fixação </li></ul>
  39. 39. Importante <ul><li>Crianças não são adultos pequenos, possuem diferenças anatômicas e psicológicas; </li></ul><ul><li>Podem melhor compensar na hipovolemia, a PA abaixa mais lentamente que o adulto; </li></ul><ul><li>A cabeça é a maior parte do corpo onde as lesões são mais freqüentes. </li></ul>
  40. 40. EMERGÊNCIAS PEDIÁTRICAS <ul><li>A sobrevivência de crianças com ferimentos ou doenças graves é influenciada pela organização oportuna e adequada do cuidado pediátrico de emergência. </li></ul><ul><li>Este cuidado inclui desde a identificação precoce dos problemas, até os cuidados pré- hospitalares e de reabilitação. </li></ul>
  41. 41. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS <ul><li>AEHLERT,B; ACLS – Advanced Cardiac Life Support ; 3ª ed.; Elsevier; 2005-2010. </li></ul><ul><li>HAFEN,B.Q; Guia de primeiros socorros para estudantes ; Manole; 2002 </li></ul><ul><li>PALS ; Pediatric advanced life support ; Elsevier; 2005-2010. </li></ul><ul><li>OLIVEIRA,R.G; Blackbook pediatria ; Blackbook editora; 2005. </li></ul><ul><li>www. serprematuro.com.br </li></ul>

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