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Parte 01

  1. 1. MAPA GEOLÓGICOUm mapa geológico mostra os tipos de rocha e as estruturas queocorrem em uma região. Cada rocha ou grupo de rochas que se queiradestacar (por exemplo, aquelas com mesma composição química) é reprentadopor uma cor diferente. As estruturas são traçadas no mapa como linhas outraços. Em geral, indicam processos geológicos como falhas, dobras, fraturas,etc. O mapa geológico também apresenta informações sobre a idade dasrochas, através de sua legenda que, de cima para baixo, indica as rochas maisnovas até as mais antigas da região mapeada.Todo mapa, geológico ou não, deve possuir a indicação do Norte, aescala em que está representado e o sistema de coordenadas em que foiprojetado. O Norte e o sistema de coordenadas indicam a orientação do mapae fazem com que seja possível localizar cada ponto da área. São fundamentaispara que as pessoas não se percam, identificando exatamente sua localizaçãoou a do local que pretendam visitar. A escala mostra o grau de detalhamentodo mapa.ESCALA GRÁFICAA escala gráfica é representada por um pequeno segmento de retagraduado, sobre o qual está estabelecida diretamente a relação entre asdistâncias no mapa, indicadas a cada trecho deste segmento, e a distância realde um território. Observe:De acordo com este exemplo cada segmento de 1cm é equivalente a 3km no terreno, 2 cm a 6 km, e assim sucessivamente. Caso a distância nomapa, entre duas localidades seja de 3,5 cm, a distância real entre elas será de3,5 X 3, ou 10,5 km (dez quilômetros e meio). A escala gráfica apresenta avantagem de estabelecer direta e visualmente a relação de proporção existenteentre as distâncias do mapa e do território.ESCALA NUMÉRICAA escala numérica é estabelecida através de uma relação matemática,normalmente representada por uma razão, por exemplo: 1: 300 000 (1 por 300000). A primeira informação que ela fornece é a quantidade de vezes em que oespaço representado foi reduzido. Neste exemplo, o mapa é 300 000 vezesmenor que o tamanho real da superfície que ele representa.Na escala numérica as unidades, tanto do numerador como dodenominador, são indicadas em cm. O numerador é sempre 1 e indica o valorde 1cm no mapa. O denominador é a unidade variável e indica o valor em cmcorrespondente no território. No caso da escala exemplificada (1: 300 000),1cm no mapa representa 300 000 cm no terreno, ou 3 km. Trata-se portanto darepresentação numérica da mesma escala gráfica apresentada anteriormente.
  2. 2. GRANDE E PEQUENA ESCALAPara a elaboração de mapas de superfícies muito extensas é necessárioque sejam utilizadas escalas que reduzam muito os elementos representados.Esses mapas não apresentam detalhes e são elaborados em pequena escala.Portanto, quanto maior o denominador da escala, maior é a redução aplicadapara a sua elaboração e menor será a escala.As escalas grandes são aqueles que reduzem menos o espaçorepresentado pelo mapa e, por essa razão, é possível um maior detalhamentodos elementos existentes. Por isso, são aquelas cujo denominador é menor. Asescalas maiores normalmente são denominadas de plantas que podem serutilizadas num projeto arquitetônico ou para representar uma cidade. De acordocom os exemplos já citados a escala 1: 300 é maior do que a escala 1: 300000.A escolha da escala é fundamental ao propósito do mapa e ao tipo deinformação que se pretende destacar. Numa pequena escala o mais importanteé representar as estruturas básicas dos elementos representados e não aexatidão de seu posicionamento ou os detalhes que apresentam. Aliás, odetalhamento neste tipo de mapa compromete a sua qualidade e dificulta a sualeitura. Numa grande escala, como plantas de uma casa ou de uma cidade,existe uma maior preocupação com os detalhes, mas assim mesmo asinformações devem ser selecionadas para atender apenas o objetivo pelo qualforam elaboradas.LEGENDAA legenda contém a identificação e explicação do conjunto deconvenções utilizado no mapa, sendo fundamental para o entendimento einterpretação de um mapa. Legendas de mapas geológicos são estruturadassegundo as unidades estratigráficas adequadas a cada caso. Normalmente sãoutilizadas unidades cronoestratigráficas, que são dispostas em ordemcrescente de idade ou seja das mais novas (Cenozóicas) para as mais velhas(Arqueanas ou Pré-cambrianas).Subordinadamente às unidadescronoestratigráficas são representadas e explicitadas as unidadeslitoestratigráficas. As convenções da legenda de um mapa geológico consistembasicamente de símbolos, cores e abreviaturas.Exemplo:pЄbptmpЄ = Pré-cambriano (era, unidade cronoestratigráfica)b = Grupo Bambuí (unidade litoestratigráfica)p = Formação Paraopeba (unidade litoestratigráfica)tm = Formação Três Marias (unidade litoestratigráfica)Comumente, para facilitar a visualização de estruturas geológicas,acompanham o mapa, seções ou perfis geológicos, que são cortes verticaisque representam as rochas e estruturas em profundidade. Estes perfisnormalmente podem ser confeccionados a partir do mapa com as informações
  3. 3. que ele traz. Há casos em que se deseja uma pronta visualizaçãotridimensional, e são então utilizados blocos-diagrama.COMO É FEITO UM MAPA GEOLÓGICO?. Para se fazer um mapa é necessário primeiro delimitar uma área físicae uma escala de trabalho, que define o grau de detalhamento que serárepresentado no produto final. De posse de uma mapa geográfico, com rios,estradas, montanhas e outras feições, e de fotografias aéreas da região-alvo, ogeólogo traça o roteiro do seu trabalho de campo. Este trabalho consiste emvisitar o maior número possível de exposições rochosas, buscando identificarseus diferentes tipos e minerais constituintes, além de suas características,como estruturas (fraturas, dobras), presença de fósseis e indícios demineralizações, citando apenas algumas. Nos pontos mais estratégicos, para oentendimento destas ocorrências, são coletadas amostras para análise emlaboratórios. Com equipamentos de alta tecnologia, as amostras sãoexaminadas em microscópios e analisadas quimicamente para medirconcentrações de elementos químicos de interesse e, inclusive, datar as idadesde formação das mesmas ("data de nascimento dos minerais e rochas"). Estasinformações são colocadas no mapa e interpretadas comparando-se com asregiões adjacentes e com os trabalhos feitos anteriormente.
  4. 4. EstratigrafiaO tempo é uma grandeza fundamental da Física, assim como a massa e a distância (o SistemaInternacional define o segundo como unidade de tempo, o kg como unidade de massa e ometro como unidade de distância). É necessário quantificar o tempo para definir o que sãoprocessos e mudanças e para que relações de antes e depois possam ser estabelecidas.Uma vez que as rochas são registros de processos geológicos é possível determinar processosque ocorreram no passado através do estudo dessas rochas e, assim, entender como era onosso planeta em tempos anteriores ao surgimento das formas de vida complexa. Diferentesramos da geologia estudam os processos e respectivos registros geológicos. Por exemplo: apetrologia analisa as rochas e os processos formadores de rocha, a geologia estrutural estudaas estruturas deformacionais e os mecanismos de deformação das rochas, e a paleontologiainvestiga os fósseis e a evolução da vida. Entretanto, o entendimento da evolução da Terra edo significado de cada um dos processos geológicos nessa evolução só é possível após oestabelecimento das relações temporais entre os registros geológicos. Definir métodos paraestabelecer estas relações é, portanto, fundamental na geologia e um dos principais objetivosde todos os geológos, independentemente de sua especialidade.A Estratigrafia é o ramo das ciências geológicas que investiga a distribuição temporal doregistro geológico. De modo geral a estratigrafia dedica-se principalmente ao estudo dasrochas estratificadas, i.e. sedimentares. Mas, porque o estudo das rochas enquanto registro dotempo geológico teve início nesse tipo de rocha, a estratigrafia também estuda os diversosmétodos datação dos eventos geológicos (neste caso não se restringindo às rochassedimentares). Além disso, a estratigrafia também é responsável pela normatização danomenclatura utilizada para designar grupos de rochas.Tratando-se de relações temporais duas abordagens podem ser adotadas. Por um lado, pode-se determinar uma sucessão temporal de eventos, sem que se saiba exatamente quando equanto tempo esses evento levaram para acontecer, estabelecendo assim uma dataçãorelativa de eventos. Outra alternativa é determinar quando os eventos aconteceram atravésda obtenção de uma idade absoluta. De modo geral o geólogo trabalha com as duas formas deabordagem do tempo de forma complementar.
  5. 5. O desenvolvimento dos métodos de datação, entretanto, só foi possível após o entendimentoda escala de tempo envolvida nos processos geológico era imensamente diferente da escalahumana. O debate acerca da escala do tempo geológico e o desenvolvimento de umaconcepção de tempo profundo (longo) perdurou aproximadamente um século, iniciando-secom a formulação da Teoria do Uniformitarismo por James Hutton em 1792. Até então, anoção de tempo dominante era aquela dada pelo estudo criterioso da Bíblia e de outros textossagrados que estimavam que a Terra teria sido criada em 26 de outubro do ano 4004ac, àsnove horas da manhã. As principais teorias que fundamentaram a Estratigrafia moderna foramas do Uniformitarismo, do Catastrofismo e do Atualismo. Essas teorias serão discutidas maisadiante após a apresentação dos métodos de datação relativa.Datação RelativaOs métodos de datação relativa foram os primeiros a serem desenvolvidos, pois nãodependiam de desenvolvimento tecnológico e sim do entendimento de processos geológicosbásicos e do registro desses processos. Os princípos que permitem a datação relativa sãobastante simples e sua aplicação é quase sempre possível em campo quando mais de umarocha ocorre em um mesmo afloramento. A datação relativa permite estabelecer a sucessãotemporal das rochas de uma região, formando uma coluna estratigráfica. As rochas sãorepresentadas em uma coluna estratigráfica, de modo que as rochas mais antigas sãocolocadas na base e as mais jovens no topo. Esta formalidade tem origem em um dosprincípios fundamentais da estratigrafia (o da Superposição Vertical das Camadas) queveremos a seguir.Princípio da Superposição de Camadas (Steno 1669)Segundo este princípio em qualquer seqüência acamadada a rocha (camada) mais jovem éaquela que se encontra no topo da seqüência. As camadas inferiores são progressivamentemais antigas. Este princípio pode ser utilizado em depósitos sedimentares formados poracresção vertical, mas não naqueles a acresção é lateral (e.g. terraços fluviais). Outro contextoque não permite a aplicação deste princípio é o de camadas deformadas quando a deformaçãomodifica a posição original das camadas. Neste último caso, entretanto, será possível
  6. 6. determinar a idade relativa dos estratos caso a deformação não tenha sido muito intensa eainda sejam reconhecidas feições indicativas da posição relativa de topo-base e de fósseis-índices nas camadas estudadas. O princípio da superposição das camadas é válido para asrochas sedimentares e vulcânicas (basalto) que se formam por agradação vertical de material,mas não pode ser aplicado a rochas intrusivas e deve ser aplicado com cautela às rochasmetamórficas.Segundo o princípio das relações de corte uma rocha ígnea intrusiva ou falha que corte umaseqüência de rochas é mais jovem que as rochas por ela cortadas. Esse princípio permite adatação relativa de eventos em rochas metamórficas, ígneas e sedimentares, sendofundamental para o trabalho em terrenos orogênicos jovens (cinturões orogênicos) e antigos(escudos). Este princípio é válido para qualquer tipo de rocha cortada por umas das feiçõesacima relacionadas.Princípio dos Fragmentos Inclusos (Hutton 1792)Este princípio de datação relativa diz que os fragmentos de rochas inclusas em corpos ígneos(intrusivos ou não) são mais antigos que as rochas ígneas nas quais estão inclusos. Esteprincípio, juntamente com o princípio das relações de corte, é fundamental em áreas formadaspor grandes corpos intrusivos permitindo a datação relativa não só de rochas estratificadas,mas também de rochas ígneas e metamórficas (se estas ocorrerem como fragmentos inclusos).Muito importante para a datação relativa de terrenos pré-cambrianos. Válido para rochasígneas e aplicável também a conglomerados. Nas rochas ígneas e conglomeradosmetamorfizados essa relação pode estar preservada, pemitindo estabelecer as relaçõestemporais entre as rochas originais (hospedeira e fragmento incluso) antes do metamorfismo.Discordâncias (Hutton 1792)As discordâncias são superfícies de erosão ou não deposição, abaixo das quais pode exitirqualquer tipo de rocha, mas acima das quais só podem existir rochas sedimentares. Estasúltimas são sempre mais jovens que as rochas abaixo da discordância. Além de permitir a
  7. 7. datação relativa de rochas em um afloramento, a presença de uma discordância indica quehouve erosão de parte do registro geológico naquele local. Assim, as discordâncias constituemuma prova indiscutível de que o registro geológico não é completo.Dependendo do tipo de rocha, da posição das estruturas sedimentares abaixo da discordânciae da geometria da superfície de discordância estas podem ser classificadas em: (i) discordânciaparalela (paraconformidade) (ii) discordância angular ou (iii) inconformidade ( litológica ).Princípio da Sucessão Faunística (Smith 1793)Antes de Charles Darwin começar sua viagem histórica com o Beagle (1832), quando coletariao material para escrever seu famoso livro Origem das Espécies , a existência de antigos sinaisde vida nas rochas já era conhecida. Embora os fósseis fossem reconhecidos desde a GréciaAntiga, por muito tempo foram interpretados como brincadeiras da natureza até oResnacimento, quando Leonardo da Vinci as interpretou como formas de vidas passadas.Willian Smith, um engenheiro britânico, foi o primeiro a reconhecer que o conteúdo fossilíferode camadas, por vezes de mesmo tipo de rocha, variava sistematicamente das mais antigaspara as mais jovens. O mesmo fato foi logo verificado em outras partes do mundo, e o Princípoda Sucessão Faunística passou a ser aplicado à datação relativa e correlação estratigráfica (verabaixo) de rochas sedimentares.O Princípio da Sucessão Faunística diz que os grupos de fósseis (animal ou vegetal) ocorremno registro geológico segundo uma ordem determinada e invariável, de modo que, se estaordem é conhecida, é possível determinar a idade relativa entre camadas a partir de seuconteúdo fossilífero. Ou seja, pode-se dizer que fóssil = tempo. Esse princípio, inicialmenteutilizado como um instrumento prático, foi posteriormente explicado pela Teoria da Evoluçãode Darwin: uma vez que existe uma evolução biológica irreversível através dos temposgeológicos, os fósseis devem se ordenar no tempo segundo uma escala evolucionária. Diversosperíodos marcados por extinção de grande parte do conteúdo fossilífero são conhecidos nahistória da Terra e levaram ao desevolvimento da Teoria do Catastrofismo (Cuvier 1796).
  8. 8. CONCEITOS FUNDAMENTAIS PARA APLICAÇÃO DOS FÓSSEIS NA DATAÇÃOFóssil: todo e qualquer vestígio de atividade biológica registrada nas rochas (e.g. conchas,ossos, buracos de vermes, etc).Fóssil-índice: correponde a um organismo que viveu por um período de tempo geologicamentecurto, mas que ocupou um grande espaço geográfico. Normalmente são animais marinhos,e.g. Grupo das Trilobitas (foto abaixo), típico do Perído Cambriano (570-505 Ma).Em cada afloramento encontra-se apenas uma parte da história geológica de uma região. Parase determinar a história completa de toda a região e até do continente e da Terra é necessáriosomar os fragmentos da história geológica de vários locais. Uma vez determinadas as idadesrelativas entre as rochas de um afloramento, construindo assim uma coluna estratigráficalocal, tenta-se correlacionar essa coluna à de outros pontos de modo a abranger um intervalode tempo maior empilhando o registro geológico de todos os afloramentos.Correlacionar, no sentido estratigráfico da palavra é reconhecer igualdade entre pacotes derochas separados no espaço, tanto quanto ao aspecto litológico quanto ao aspecto temporal. Acorrelação estratigráfica, portanto, pode basear-se em características litológicas ou emrelações temporais das rochas. O objetivo da correlação é reconhecer pacotes de rochas,pertencentes a um só corpo e desenvolvidas em um mesmo intervalo de tempo, em condiçõessimilares, e que partilharam de uma história comum. Os principais métodos de correlaçãoestratigráfica são: o da continuidade física, o das caracteríticas distintivas, o da posiçãoestratigráfica e os biológicos. Esses métodos são empregados principalmente no estudo deunidades litoestratigráficas. Embora os três primeiros métodos também sejam aplicáveis, decerta forma, às rochas intrusivas e metamórficas, o principal método de correlação neste casoenvolve datação radiométrica, que será visto mais adiante.Continuidade físicaÉ o método de correlação que se baseia na existência de camadas cuja continuidade pode serobservada. Este método, embora muito seguro é limitado espacialmente e por condiçõesideais de afloramento (e.g. Grand Canyon) tais como: vegetação esparsa, solos poucodesenvolvidos terreno com ausência de pertubação estrutural.Características litológicas distintivas
  9. 9. Considera as semelhanças litológicas entre corpos isolados tais como: composição mineral,textura, estruturas primárias, espessura, etc. Dois problemas devem ser considerados nessametodologia:∗ a possibilidade de convergência litológica através dos tempos. Isto porque os processosformadores de rochas repetem-se no tempo, podendo gerar rochas semelhantes com idadesmuito distintas∗ a existência de variação espacial nos ambientes sedimentares, originando diferentes tipos derochas no mesmo intervalo de tempo. Neste caso, o trabalho de correlação requer oreconhecimento das variações laterais existentes no campo para que a correlação possa sercorretamente estabelecida.Posição estratigráficaÉ comum reconhecer-se em um afloramento mais de uma camada de uma mesma rocha.Como correlacionar estas camadas a uma única camada, da mesma litologia (ex. calcário)observada em outra região? Uma característica importante a ser considerada é a posiçãorelativa dessas camadas em relação a outras rochas associadas espacialmente. Estão elas notopo da unidade litoestratigráfica, ou na porção basal? Estão abaixo ou acima de umadeterminada camada facilmente reconhecida e correlacionável nos dois locais? Neste caso oconceito de camada-guia é fundamental.Camada-guia: é uma camada com características particulares e com grande expressão regionalo que permite reconhecê-la em diversas regiões distantes. De grande auxílio para a correlaçãoestratigráfica com base na posição das demais camadas em relação a ela.Métodos biológicosEsses métodos baseiam-se essencialmente no Princípio da Sucessão Faunística, descritoacima, que permite que camadas que afloram a longa distância sejam correlacionadas por seuconteúdo fossilífero. O maior problema na utilização de fósseis na correlação estratigráficaestá na possibilidade desses fósseis trascenderem, ainda que localizadamente, o intervalo detempo a que são normalmente atribuídos. Além disso, existe um forte controle ecológicosobre o desenvolvimento das espécies animais e vegetais (ex. ambiente lacustre x ambientemarinho), além do controle da seleção natural. Assim, rochas de mesma idade podemapresentar associações fossilíferas bem distintas.
  10. 10. Essencialmente a correlação estratigráfica com este método baseia-se na presença de fósseis-índice e de associações fossilíferas.Texto ComplementarDENOMINANDO AS ROCHAS FORMALMENTE - Normas da classificação estratigráficaAlém de estudar o registro do tempo, a estratigrafia é responsável pela normatização dadenominação das rochas. Para este fim são considerados dois grandes grupos de rochas queobedecem diferentes normas de denominação. As rochas formadas por acresção vertical, i.e.aquelas que constituem camadas (rochas sedimentares e vulcânicas), constituem unidadeslitoestratigráficas. As demais rochas (intrusivas e metamórficas) são agrupadas em unidadeslitodêmicas. As rochas sedimentares metamorfizadas que preservam suas relaçõesestratigráficas podem também ser denominadas como unidades litoestratigráficas. Asprincipais normas para denominação de cada tipo de unidade estão apresentadas abaixo.Unidades LitoestratigráficasAs rochas sedimentares, vulcânicas e sedimentares metamorfizadas em baixo grau sãodivididas nas seguintes unidades principais, de valor hierárquico decrescente:Supergrupo (associação de vários Grupos)Grupo (duas ou mais Formações)FormaçãoMembro (parte de uma formação)A Formação é a unidade litoestratigráfica fundamental, composta por uma camada ou umpacote de camadas de uma ou mais litologias, com bom grau de homogeneidade litológica.Pode ser constituída por um único tipo de litologia ou por uma repetição de dois ou mais tiposlitológicos ou possuir uma composição litológica heterogênea que defina por si mesma caraterdistintivo das unidades litoestratigráficas adjacentes.O nome de cada uma das unidades referidas é dado da seguinte forma:Unidade Litoestratigráfica + Nome Geográfico
  11. 11. Onde o nome geográfico (toponímea) é um local de fácil localização, onde a unidade foidescrita originalmente e no qual a mesma apresente suas características mais distintivas. Ex:Formação Rio do Rasto, Formação Botucatu, Grupo Bom Jardim, Formação Serra Geral.Unidades LitodêmicasDivisão com base em aspectos litológicos de rochas que não obedecem a Lei de SucessãoVertical de Camadas, i.e. rochas ígneas intrusivas e rochas metamórficas. Esse tipo denomenclatura no Brasil é utilizado principalmente para estratigrafia do Pré-cambriano. Asunidades devem ser mapeáveis e devem mostrar contatos bem definidos com outrasunidades.As rochas ígneas intrusivas e as rochas metamórficas podem ser divididas nas seguintesunidades:Litodema ou Corpo - corresponde aproximadamente à Formação, mas nesses caso a unidadecorresponde a um único corpo de rocha ígnea intrusiva ou metamórfica. O nome da unidade édado considerando-se o tipo de rocha juntamente com uma toponímea na qual a unidadeesteja bem representada. Exemplo: Anortosito Capivarita, Granito Santana.Suíte - Corresponde aproximadamente a Grupo, sendo formada por 2 ou mais litodemas demesma espécie. Por exemplo pode-se ter uma Suíte composta por rochas metamórficas ou porrochas ígneas intrusivas. O nome da unidade é dado considerando-se o grau hierárquico, anatureza dos litodemas que a compõem e uma toponímea na qual a unidade esteja bemrepresentada. Exemplo: Suíte Granítica Caçapava do Sul.Complexo - Não tem equivalente de grau hierárquico. É composto por litodemas de duas oumais classes que não possam ser mapeadas separadamente. Nesse caso o nome da unidade édado considerando o grau hieráquico + toponímea, similarmente as demais unidades.Exemplo: Complexo Metamórfico PorongosDatação Absoluta" Por volta de 1540 o arcebispo Ussher estabeleceu uma cronologia "geológica", segundo aqual a Terra teria sido criada a 26 de outubro do ano 4004ac, às nove horas da manhã!"(Allégre, 1987)
  12. 12. Embora já no século XIX existisse um conhecimento geral das colunas estratigráficas daInglaterra e França, não se sabia ao certo quanto tempo estava envolvido na formação dessesempilhamentos. Sabia-se, sim, que a espessura dos "terrenos estratigráficos" refletia umdeterminado intervalo de tempo. Com o acúmulo de dados verificou-se que havia terrenos queapresentavam características similares. Portanto, estes terrenos podiam ser correlacionados e,com base nos métodos de datação relativa, ser empilhados, formando uma colunaestratigráfica geral: a Escala Geológica do Tempo. Com o passar do tempo (humano) começoua fazer-se sentir a necessidade de calibrar a escala geológica em unidade de tempo. Para issoera necessário desenvolver métodos de datação absoluta.Os primeiros métodos de datação baseavam-se na observação de processos geológicos e suastaxas. Assim, através do registro geológico seria possível estimar o tempo envolvido naformação de um determinado volume de rochas. Seguindo um método desse tipo CharlesDarwin afirmou que seriam precisos 300 Ma para escavar o vale de Wealden, SE da Inglaterra.Já J. Joly calculou a "idade dos oceanos", comparando a salinidade dos oceanos com aquantidade de sais trazida pelos rios e afluentes, obteve uma idade de quase 100 Ma para omesmo e para a Terra. Lord Kelvin, defensor da cronologia curta, amparado em cálculos deresfriamento da Terra, estimou da mesma forma idades inferiores a 100 Ma.Em contrapartida, geólogos como Hutton e Lyell defendiam que o tempo geológico eraprofundo, muito superior ao que a humanidade era capaz de compreender. Essa idéia estábem expressa nas afirmações de Hutton de 1788 (Gould 1987):"O tempo, que é a medida de todas as coisas em nossa idéia e costuma ser deficiente paranossos projetos, é infindo na natureza e como que nulo."" Se a sucessão de mundos está determinada no sistema da natureza, é vão buscar algosuperior na origem da Terra. O resultado, portanto, da nossa investigação é que nãoencontramos nenhum vestígio de um princípio - nenhuma perspectiva de um fim."Essas duas idéias de uma cronologia relativamente curta (100 Ma) e de uma cronologiaextremamente longa, tanto que não tinha nem princípio nem fim, deu origem a duas correntesdo pensamento geológico que dominaram por muito tempo: o catastrofismo (Seta do TempoCurta) e do Uniformitarismo (Ciclo do Tempo Longo).A progressão do conhecimento sobre os processos geológicos (salinidade do mar constante,produção de calor por decaimento radioativo) e o surgimento de novas tecnologias (métodos
  13. 13. de datação radiométricos) mostraram que Hutton tinha razão, ao menos com que diz respeitoà dimensão do tempo geológico (c.a. 4,6 Ga). A Teoria do Uniformitarismo, entretanto, não éplenamente correta: o tempo geológico é longo sim, mas não é infinito ou cíclico, e a históriado planeta foi marcada por diversos eventos catastróficos. A nossa Terra teve um começo eum dia terá um fim. Mas a idéia principal da Teoria do Uniformitarismo, de que apenasprocessos que podemos entender e observar são considerados para interpretar o registrogeológico (Atualismo) continua sendo um dos princípios fundamentais da geologia.Princípios da datação absolutamétodos radioamétricosO descobrimento da radioatividade em 1896 por Becquerel tornou-se o principal instrumentona comprovação do tempo geológico longo. Os métodos de datação radiométrica, entretanto,só foram completamente desenvolvidos e amplamente aplicados a partir dos anos 50, quandoa radioatividade se tornou mais completamente entendida e os equipamentos necessários (i.e.espectrometro de massa) para a sua aplicação na datação fossem desenvolvidos.Os métodos de datação radiométrica baseiam-se no fato de que o decaimento de cada tipode átomo ocorre em proporções constantes, segundo taxas exponenciais, que não sãoafetadas por agentes físicos ou químicos externos. A velocidade de decaimento dependeapenas da estabilidade dos núcleos radioativos e é constante para cada tipo de isótoporadioativo.Cada elemento possui um número atômico (número p de prótons no núcleo) característico,mas pode apresentar isótopos com número de massa diferente (número de prótons maisneutrons). Da grande quantidade de nuclídeos que se conhece (cerca de 2000), a maioria éradioativa, isto é decai para núcleos com número de massa menor. Os elementos gerados pordecaimento radioativo são denomindados de radiogênicos. O decaimento ocorreprincipalmente pela emissão de dois tipos de partículas: a partícula alfa (um núcleo de He,consistindo de 2p+2n) e a partícula beta (um elétron proveniente do núcleo por decaimentode um neutron em um próton e um elétron) e pode ser simples (elemento pai para elementofilho) ou serial (elementos radioativos intermediários). As meias-vidas são na maioria das vezesmuito curtas - de frações de segundos a alguns dias. Dentre os inúmeros isótopos radioativos
  14. 14. existentes na natureza apenas cinco tem meias vidas suficientemente longas, para seremutilizadas na datação de materiais geológicos. Os elementos pai (radioativos), elementos filho(radiogênicos) e suas meias-vidas estão na tabela seguinte:Elemento Pai Elemento Filho Meia -vida (t1/2)238U 206Pb 4,5 Ga235U 207Pb 0,733 Ga232Th 208Pb 14,1 Ga147Sm 143Nd 108 Ga87Rb 87Sr 4,7 Ga40K 40Ar 1,3 GaO método de Carbono 14 (14C ® 14N) não é normalmente aplicado em Geologia, pois a meia-vida do 14C é muito curta (= 5730 anos), não sendo compatível com a taxa da maior parte dosprocessos geológicos. É conveniente apenas para datação em estudos arqueológicos,compreendendo bem o espaço da existência de humanóides na Terra dentro de um intervalode tempo equivalente a 7-10 meias-vidas do 14C.A datação radiométrica de um sistema qualquer se baseia na acumulação de elementos filhosa partir do decaimento de um tipo do átomo pai. Para isso é necessário conhecer os númerosde átomos pai (NP) e átomos filho (NF) e a taxa de decaimento (l) ou a meia vida (t1/2) doátomo pai.Métodos de datação radiométricos aplicados em geologia.A aplicação de métodos de datação radiométrica às rochas presupõem que:1. a rocha ou mineral tenha se comportado como um sistema fechado após a sua formação2. que na sua origem a rocha ou mineral não tenha contido elementos-filho, ou que o númerode elementos-filhos existentes inicialmente seja conhecido3. que a meia-vida do elemento-pai seja compatível com a idade a ser datada
  15. 15. 4. que a rocha/mineral contenha os elementos-pai e filho em quantidades analisáveis, o quedepende, além da questão comentada no ítem 3, da afinidade geoquímica desses elementos.Embora o princípio básico da datação radiométrica seja bastante simples, o procedimento realé relativamente complicado e a interpretação dos resultados ainda mais complexa. Oselementos radioativos ocorrem em proporções muito pequenas nos minerais e rochas,requerendo métodos analíticos muito precisos, capazes de separar isótopos de um mesmoelemento pelo seu número de massa. O equipamento utilizado para este fim é oespectrômetro de massa que permite a detecção de elementos com concentrações de até npartes por trilhão (ppt).D e modo geral, quando se pretende datar uma rocha diversos tipos de métodos sãoutilizados. A idade obtida com cada método pode não ser igual às determinadas por outrosmétodos radiométricos. Isso não significa necessáriamente que existe algum problema com adatação, pode significar de fato que as idades representam eventos geológicos distintosporque cada tipo de elemento possui um comportamento químico diferente durante osprocessos geológicos. Assim, cada método de datação vai permitir a obtenção de idades deformação da rocha ou de processos geológicos superpostos que afetaram essa rocha. Demaneira geral, os métodos radiométricos aplicados em geologia permitem datar minerais ourochas e o significado normal do dado obtido é o que segue:∗ K-Ar: estabilização crustal, vulcanismo recente, sedimentação (diagênese) e eventosmetamórficos de diferentes temperaturas∗ Ar-Ar: eventos metamórficos de diferentes temperaturas∗ Rb-Sr: magmatismo, metamorfismo∗ Sm-Nd: idade de separação do magma do manto, idade de formação crustal, metamorfismo,idade de cristalização ígnea.Outros Métodos de Datação AbsolutaAlém dos métodos de datação radiométricas, as rochas sedimentares podem ser datadasatravés de seu conteúdo fossilífero utilizando-se os conceitos de fóssil-índice e associaçãofossilífera.Outro método aplicável de forma restrita é o da dendrologia que se baseia no conhecimentodo padrão dos anéis de crescimento de árvores de uma dada espécie em uma região
  16. 16. específica. O padrão de variação dos anéis em uma árvore deve ser comparado com umaescala mestre e permite a datação da época em que a árvore estava viva (não necessariamentea idade do sedimento).A datação absoluta também pode ser realizada por meior do método de traços de fissão. Estemétodo baseia-se no fato de que certos elementos decaem por fissão danificando a estruturado material circundante (o mineral). Cada emissão de dois núcleos é registrada como traços .O número de traços depende da quantidade de urânio no mineral e do tempo decorrido, o queposibilita sua utilização na datação absoluta. Os traços da fissão só ficam registrados nosminerais até uma certa tempertura, acima da qual são apagados. Por outro lado se o tempodecorrido for muito grande, a contagem do número de traços (que é feita com ummicroscópio) torna-se difícil devido ao excessivo número de traços formados. Assim, o métodode traço de fissão só pode ser aplicado para datação de eventos não muito antigos e de baixatemperatura (até 200oC).Idade da TerraA determinação da idade da Terra esbarra em dois problemas principais. Em primeiro lugar énecessário ter um método capaz de avaliar uma dimensão de tempo tão vasta quanto dotempo geológico. Esse problema foi resolvido com o advento dos métodos de dataçãoradiométrica utilizando elementos com meia-vida longa. O outro ponto, de mais difícil solução,é a escolha do material a ser utilizado para a datação. Depois de sua formação a Terra sofreuintensa diferenciação que resditribuiu os elementos químicos e moficou as concentrações pai-filho originais.Após serem desenvolvidos os métodos de datação radiométrica, o passo seguinte dosgeocronólogos foi o de tentar datar a idade da Terra. Essa nova jornada, entretanto, mostrou-se mais complexa que originalmente imaginado. Diversas rochas consideradas muito antigasforam datadas, mas o resultado revelou-se decepcionante. As idades mais antigas inicialmenteencontradas foram de apenas 2 2,7 Ga (as idades mais antigas encontradas até hoje são de ±4 Ga).Reconhecendo a dificuldade de achar na Terra um material original, Patterson (1950) resolveuanalisar rochas extraterrestres para obter a idade da Terra, i.e. a idade de formação dosplanetas do sistema solar. Aplicando o método de datação U/Pb em condritos, Pattersonobteve a idade de 4,55 Ga para a formação da Terra. Essa abordagem é procedente já que os
  17. 17. condritos representam fragmentos de planetesimais não diferenciados (ver Dados Físicos daTerra) e, portanto, correspondem aos materiais mais primitivos do Sistema Solar.Tentando obter essa mesma idade em materiais terrestres, Patterson utilizou meteoritos semtraços de U, mas com Pb, para determinar a composição isotópica original do Pb quando naformação do sistema solar e planitesimais. Conhecendo a proporção de Pb original Pattersonera capaz de descontar a quantidade original elementos-filhos de Pb dos sistemas químicosterrestres. Mas o que datar? Procurando encontrar sistemas químicos que representassem amédia composicional da crosta e manto terrestre, Patterson analisou nódulos manganês nossedimentos marinhos (média da crosta) e basaltos do Havai (média do manto), descontou ovalor de Pb orginal e obteve a idade de 4,55 Ga. Desde então esta é considerada a idade daTerra.Apesar da engenhosidade da abordagem de Patterson, a idade obtida para os materiasterrestres corresponde à idade de formação do núcleo, manto e crosta, i.e. é uma idademínima para a Terra (Ozima 1989). De fato, a datação da idade de formação da Terra não podeser obtida a partir de nenhum material terrestre, já que a Terra sofreu diferenciação após asua formação. Assim, os resultados obtidos a partir de materiais terrestres podem serconsiderados apenas como idade mínima para a origem do planeta, muito embora sejam deextrema importância para entender sua evolução através dos tempos. A idade da Terra de fatosó pode ser obtida através de métodos indiretos, como o da datação dos meteoritos.A escala do tempo - A vastidão do Tempo Geológico!O que pensaria uma borboleta que possue uma vida de apenas um dia sobre uma sequoia queperdura por milhares de anos? Provavelmente acreditaria que a sequoia esteve sempre ali,imutável, estática e sem vida. Já um outro observador, de vida mais longa, poderiaacompanhar diversas etapas da vida da sequoia, ver seu nascimento e seu crescimento,apenas porque vive em uma escala de tempo mais compatível com as taxas dos processosvitais dessa árvore. Nós humanos estamos para a Terra assim como a borboleta está para asequoia. Ou seja, de modo geral não somos capazes de abstrair o significado da escala detempo dos processos geológicos. O intervalo de tempo que compreende toda a história daTerra, desde sua formação até o período atual, é o que denominamos de Tempo Geológico. Ouseja, o Tempo Geológico corresponde aos 4,6 bilhões de anos da Terra.Será que você é capaz de imaginar o que significa todo esse intervalo de tempo?
  18. 18. Provavelmente não. Para melhor compreender essa escala de tempo nos podemos fazer umapequena simulação:"Imagine que os 4,5 bilhões de anos da Terra foram comprimidos em um só ano (entreparênteses colocamos a idade real de cada evento). Nesta escala de tempo, as rochas maisantigas que se conhece (~3,6 bilhões de anos) teriam surgido apenas em março. Os primeirosseres vivos (~3,4 bilhões de anos) apareceram nos mares em maio. As plantas e os animaisterrestres surgiram no final de novembro (a menos de 400 milhões de anos). Os dinossaurosdominaram os continentes e os mares nos meados de dezembro, mas desapareceram no dia26 (de 190 a 65 milhões de anos), mais ou menos a mesma época em que as montanhasrochosas começaram a se elevar. Os humanóides apareceram em algum momento da noite de31 de dezembro (a aproximadamente 11 milhões de anos). Roma governou o mundo durante5 segundos, das 23h:59m:45s até 23h:59:50s. Colombo descobriu a América (1492) 3 segundosantes da meia noite, e a geologia nasceu com as escritos de James Hutton (1795), Pai daGeologia Moderna, há pouco mais que 1 segundo antes do final desse movimentado ano dosanos." (extraído de Eicher, 1968)O tempo geológico está dividido em intervalos que possuem um significado em termos deevolução da Terra. A escala do tempo geológico, cujo esqueleto rudimentar foi estabelecidoainda no século XIX , está dividida em graus hierárquicos cada vez menores da seguinte forma:∗ Éons (Hadeano, Arqueano, Proterozóico e Fanerozóico)∗ Eras (apenas no Éon Fanerozóico: Paleozóica, Mesozóica e Cenozóica)∗ Períodos (para cada uma das eras do Fanerozóico)∗ Épocas (subdivisões existentes apenas para os períodos do Cenozóico).Essas subdivisões foram estabelecidas ainda antes do desenvolvimento dos métodos dedatação absoluta. As subdivisões de tempo definidas, portanto, não representam intervalos detempo equivalentes, mas refletem a possibilidade de desvendar os detalhes da evoluçãogeológica em todos os tempos. O registro geológico mais recente é mais completo e apresentamaior número de fósseis, permitindo delimitar intervalos temporais menores. O registro daevolução geológica antiga é muito mais fragmentado e com a ausência de fósseis possibilitaapenas a delimitação de intervalos de tempo maiores, marcados por grandes eventos globais.A história geológica da Terra é atualmente descrita por uma espiral temporal indicando queprocessos atuais ocorreram no passado (Uniformitarismo), mas não da mesma forma, com
  19. 19. mesma intensidade e não necessariamente todos os processos do passado ocorrem nopresente e vice-versa.
  20. 20. 01234567 9724
  21. 21. 2492 7 212124237 7 5269235736924297264913242136445337221392492276!364#$4%35346561127 27 1346173424261737 27 12464337331293929216524464255642464564#$734%3534461225(934567 42972642)54372221124124*23661343124237 4297264731(64+134%35345627 42972649237%34346124#$53139242972649,316524464924%49-53*273.7624369235676936235335939293%353921252%214297264/5634%49-53251369292046492429726453932,7342424464#134567189:;9665;=5?9@56
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