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Artigo publicado no Ergodesign 2005 – 5º Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidade de Interfaces Humano-Tecnologia: Produtos, Informação, Ambiente Construído, Transporte. Mais informações em http://www.eduardobrandao.com/publicacoes/artigos-em-congressos/diagnose-ergonomica-nos-postos-de-trabalho-dos-controladores-de-trafego-aereo-de-um-aeroporto-de-pequeno-porte/

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Diagnose ergonômica nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto de pequeno porte

  1. 1. Artigo publicado no ERGODESIGN 2005 - 5º Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidade de Interfaces Humano-Tecnologia: Produtos, Informação, Ambiente Construído, Transporte Diagnose ergonômica nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto de pequeno porte Ergonomic diagnosis of the air traffic controllers workstation in a small airport Eduardo Rangel Brandão Pós-Graduando na Especialização em Ergonomia PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro LEUI - Laboratório de Ergonomia e Usabilidade de Interfaces em Sistemas Humano-Tecnologia brandaoedu@gmail.com André Mattos Pós-Graduando na Especialização em Ergonomia PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro LEUI - Laboratório de Ergonomia e Usabilidade de Interfaces em Sistemas Humano-Tecnologia almattos@click21.com.br Palavras-chave: Ambiente Construído, Diagnose Ergonômica, ErgonomiaEste artigo apresenta os resultados obtidos durante a fase de diagnose ergonômica, em uma pesquisa de intervençãoergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto de pequeno porte. Analisou-se a ambiência física dos postos de trabalho, o perfil dos controladores de vôo, as sugestões de melhoria, assim como acarga mental da tarefa e os registros comportamentais dos sujeitos. Também aplicou-se o método RULA para avaliaçãode posturas e o quadro diagnóstico ergonômico, permitindo a formulação das considerações finais desta etapa dapesquisa ergonômica. Key-words: Ergonomic Diagnosis, Human-Factors, Work EnvironmentThis paper presents the ergonomic diagnosis results, in a research of the air traffic controllers workstation in a smallairport. Had been analyzed the work environment, the air traffic controllers profile, the task cognitive rates, and wealso discuss some improvement suggestions.1. Introdução em 4 turnos de 6h, sempre no período diurno: o expediente é iniciado as 5h45 e encerrado asEste artigo apresenta os resultados obtidos 19h15. A cada 4 dias trabalhados, o controladordurante a fase de diagnose ergonômica, segunda recebe uma folga.etapa de uma pesquisa de intervençãoergonomizadora, cujo sistema alvo são os postos O controle de tráfego aéreo é realizado por 3de trabalho dos controladores de tráfego aéreo sujeitos operando na torre de controle, divididosde um aeroporto de pequeno porte. em 5 posições de atendimento: 2 rádios e 3 telefones. O primeiro controlador cuida dasNo entanto, antes de iniciar a discussão sobre a aeronaves em solo (posto 1), que estãodiagnose ergonômica, primeiro é necessário manobrando no pátio, o segundo controlador fazfazer um breve resumo sobre os postos de o trabalho de "ponte" entre as aeronaves emtrabalho estudados, além de relatar os dados terra e em vôo (posto 2), e o terceiro controladorobtidos na etapa anterior desta pesquisa, fase monitora as aeronaves em vôo (posto 3). Nãoconhecida como apreciação ergonômica. existe a utilização de radar, toda a tarefa é realizada apenas em condições visuais de1.1. Os controladores de tráfego aéreo do operação.aeroporto de pequeno porteAo todo são 10 profissionais responsáveis pelocontrole de tráfego aéreo. O trabalho é dividido
  2. 2. Artigo publicado no ERGODESIGN 2005 - 5º Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidade de Interfaces Humano-Tecnologia: Produtos, Informação, Ambiente Construído, Transporte1.2. Resultados obtidos na fase anterior: • Utilização de equipamento de rádio com umapreciação ergonômica outro tipo de acionamento para a troca de informações com aeronaves (ao invés deSegundo MORAES e MONT`ALVÃO (2003), botão);a apreciação ergonômica é a primeira etapa da • Utilização de uma central PABX para ointervenção ergonomizadora, e consiste em telefone (eliminando a grande quantidade demapear os problemas ergonômicos de uma telefones).determinada empresa. 2. Diagnose ergonômicaA fase de apreciação ergonômica desta pesquisateve como ponto de partida a realização de Segundo MORAES e MONT`ALVÃO (2003),observações assistemáticas do ambiente de a fase de diagnose ergonômica permitetrabalho e a maneira como os sujeitos aprofundar os problemas encontrados durante adesempenham suas tarefas. Obteve-se registros apreciação ergonômica. Registram-sefotográficos, registros em vídeo e entrevistas frequências, sequências e/ou duração denão-estruturadas com os controladores de posturas, tomada de informações, acionamentos,tráfego aéreo. Para a priorização e consolidação comunicações e/ou deslocamentos dosdos problemas encontrados, utilizou-se a técnica trabalhadores. Também realizam-se gravaçõesda tabela G.U.T. (Gravidade x Tendência x em vídeo, entrevistas e aplicam-seUrgência), que apontou como causadores dos questionários.principais problemas ergonômicos observados:• As posturas assumidas pelos controladores Durante esta segunda etapa, analisou-se a durante o desenvolvimento de suas tarefas; ambiência física dos postos de trabalho, o perfil• A interferência de ruídos entre os dos controladores, o local de trabalho, as equipamentos de comunicação: excesso de sugestões de melhoria (dada pelos próprios ruídos entre rádios e telefones, prejudicando controladores), assim como a carga mental da a comunicação dos controladores com as tarefa e os registros comportamentais. No final aeronaves, além da comunicação de um desta fase de diagnose ergonômica, aplicou-se o controlador com o outro; método RULA (avaliação de posturas) e• A repetição excessiva de movimentos: desenvolveu-se o quadro diagnóstico movimentos incessantes de apertar botões de ergonômico, permitindo a formulação das rádio, esticar o pescoço (devido a altura da conclusões desta etapa de pesquisa. bancada de controle), ficar de pé (devido a altura da bancada de controle), levantar da 2.1. Ambiência física cadeira, sentar na cadeira novamente e olhar ao redor (com rotação do tronco). Mediu-se o nível de iluminância dentro da torre de controle. Este nível ficou abaixo dos valoresNo final da etapa de apreciação ergonômica, estabelecidos pela NBR 5413. No entanto,formulou-se as sugestões preliminares de nenhum controlador de tráfego aéreo queixou-semelhoria, dadas aos problemas mais graves quanto a luminosidade do seu ambiente deencontrados: trabalho. Todos consideraram seus postos como• Cadeiras com encostos e regulagens bem iluminados. melhores, mais adaptadas aos controladores;• Redimensionamento da altura da bancada de Segundo a NBR 10152, os níveis de ruído controle; aceitáveis para efeito de conforto são de até 65• Reorganização dos equipamentos dB. Mas os níveis de ruído dentro da torre distribuídos ao longo da bancada de excederam os limites recomendáveis para o controle; conforto nos postos de trabalho. Este excesso é• Utilização de equipamento de rádio gerado, basicamente, pelos aparelhos de rádio auricular; utilizados para a comunicação com as
  3. 3. Artigo publicado no ERGODESIGN 2005 - 5º Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidade de Interfaces Humano-Tecnologia: Produtos, Informação, Ambiente Construído, Transporteaeronaves. O maior índice de ruído registrado trabalho. Os resultados obtidos foram osdentro da torre foi de 83 dB. seguintes: • “A disposição de alguns equipamentos noSegundo a NR 17, o índice de temperatura console, a qualidade dos telefones e asefetiva deve permanecer entre 20ºC e 23ºC e a cadeiras.”;umidade relativa do ar superior a 40%. Foi • “Aumentar o tamanho interno da torre. Porregistrada uma temperatura efetiva de 24ºC exemplo: eliminação do alçapão,dentro da torre de controle, um ponto acima da diminuição das paredes (altura da parede),indicada pela NR 17. A umidade relativa do ar etc.”;registrou 62%. Os níveis estão dentro dos • “Sistema de telefonia digital acoplado àlimites recomendados. bancada.”; • “Cadeiras mais firmes, janelas móveis,2.2. A voz dos controladores de tráfego aéreo bancada mais adequada à visualização da pista e equipamentos meteorológicos maisDistribuiu-se questionários para os 10 confiáveis.”;controladores de tráfego aéreo do aeroporto de • “As cadeiras, a bancada e colocação depequeno porte, além de questionários para 1 insufilme para diminuir a claridade nacoordenador e 1 superintendente. Foram torre.”;abordadas questões sobre o perfil destes sujeitos • “Melhorar o nível de ruídos, aumentar oe suas considerações sobre o local de trabalho, número de operadores, diminuir a carga deequipamentos, mobiliário, aspectos da tarefa e trabalho, melhorar a ergonomia geral ecarga mental envolvida. Utilizou-se 50 estímulo com melhores salários.”;perguntas, sendo 49 fechadas e uma aberta, • “Não há limpeza no teclado e mouse. Osonde o controlador pôde expressar sua opinião telefones não são apropriados, deveria tersobre o que poderia ser mudado para melhorar o uma central. Os instrumentosseu trabalho. Dividiu-se os assuntos abordados meteorológicos analógicos estão malda seguinte maneira: instalados em cima da torre, onde os ventos• 4 perguntas sobre o perfil do entrevistado são diferentes da pista. Os instrumentos (idade, sexo, escolaridade e tempo de digitais não são homologados.”. serviço);• 7 perguntas sobre características físicas do É válido ressaltar que dos 12 questionários ambiente de trabalho; distribuídos, apenas 8 foram devolvidos, sendo• 12 perguntas sobre o mobiliário e que um deles sem o preenchimento da pergunta equipamento utilizados; aberta.• 12 perguntas sobre aspectos gerais do ambiente de trabalho (hora extra, relação 2.3. Registros comportamentais com superiores, afastamento por lesão, etc.);• 6 perguntas sobre o estresse envolvido no De acordo com MORAES e MONT`ALVÃO trabalho; (2003), após o conhecimento das atividades,• 5 perguntas sobre a necessidade de atenção meios envolvidos, troca de informações e constante durante o trabalho; posturas assumidas na realização da tarefa, é• 3 perguntas sobre a possibilidade de desviar hora da coleta de dados através dos registros o olhar da tarefa. comportamentais. Estes registros referem-se às posturas assumidas pelo operador, a exploraçãoComo já foi dito anteriormente, entre as 50 visual e a tomada de informações, asperguntas do questionário, apenas uma era manipulações acionais, as comunicações, osaberta: “O que pode ser mudado para a deslocamentos durante a realização de umamelhoria do seu trabalho?”. Isto permitiu que determinada tarefa, etc. É possível registrar aos controladores expressassem suas opiniões frequência, a sequência e a duração com quesobre a tarefa realizada e o ambiente de ocorrem esses eventos, e a esquematização
  4. 4. Artigo publicado no ERGODESIGN 2005 - 5º Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidade de Interfaces Humano-Tecnologia: Produtos, Informação, Ambiente Construído, Transportedestes registros resulta em redes de intensidade 2.4. Método RULA de avaliação de posturasde fluxo, mapofluxogramas, cartas de-para,gráficos, entre outros. MC ATAMNEY e CORLETT (1993) desenvolveram um procedimento para avaliarPara as observações na torre de controle do posturas, forças e atividades musculares queaeroporto de pequeno porte, foram escolhidos os contribuem para dor e lesão dos membrosseguintes tipos de registros comportamentais: superiores. O método denominado Rapid Upper• Registro diacrônico sequencial de eventos Limb Assessment (RULA) sugere uma rápida por amostragem de tempo: define-se um avaliação dos constrangimentos nos membros intervalo de tempo e para cada intervalo, ao superiores, utilizando a técnica de observação seu final, o observador olha e anota o que de posturas adotadas pelos membros superiores, está ocorrendo, na sequência em que os pescoço, costas e pernas, estabelecendo eventos acontecem. Para a utilização deste cotações de acordo com ângulos dessas partes tipo de registro na torre de controle, foram do corpo. Para o cálculo destas cotações, foi realizadas sequências com um intervalo de 3 utilizada a ferramenta do OSMOND - segundos, até atingir 5 minutos para cada Ergonomic Workplace Solutions. Através desta observação. No total, foram 3 observações ferramenta, obteve-se um escore 7/7 (para os de 5 minutos para cada posto de trabalho lados direito e esquerdo do corpo) na avaliação (posto 1, 2 e 3), somando 45 minutos de das posturas, que indica um nível de ação 4, registros (15 minutos para cada posto); onde são necessárias pesquisas e mudanças• Registro diacrônico de frequência imediatas. As cotações obtidas foram as temporal de evento: definem-se os eventos seguintes: a serem observados e registra-se a • Braço: cotação 3 (+45º à +90º), para cada frequência com que ocorrem estes eventos braço; em um determinado tempo. Para a utilização • Ante-braço: cotação 1 (+60º à +100º), para deste tipo de registro na torre de controle, as cada ante-braço; freqüências foram registradas durante o • Punhos: cotação 2 (-15º à +15º), para cada tempo de 5 minutos para cada observação. punho; No total, foram 3 observações de 5 minutos • Punhos torcidos: cotação 1 (pouco torcido), para cada posto de trabalho (posto 1, 2 e 3), para cada punho; somando 45 minutos de registros (15 • Nuca: cotação 3 (> +20º); minutos para cada posto); • Tronco: cotação 3 (+20º à +60º);• Registro sincrônico de frequência • Pernas: cotação 1 (bem apoiadas); concomitante de eventos: definem-se os • Força muscular: não há força muscular ou eventos a serem observados e efetuam-se levantamento de cargas durante a tarefa. registros intervalados nos quais verifica-se, para o contingente dos sujeitos presentes no 2.5. Quadro diagnóstico ergonômico local, a ocorrência do evento pesquisado. Para a utilização deste tipo de registro na Segundo MORAES e MONT`ALVÃO (2003), torre de controle, as ocorrências foram através das informações obtidas durante a registradas durante o tempo de 5 minutos análise da tarefa, chega-se ao diagnóstico para cada observação. No total, foram 3 ergonômico e busca-se recomendações observações de 5 minutos para cada posto de ergonômicas para que os constrangimentos trabalho (posto 1, 2 e 3), somando 45 observados e as sugestões dos operadores minutos de registros (15 minutos para cada possam ser implementados na fase seguinte posto). (projetação ergonômica). O quadro diagnóstico ergonômico pode ser observado a seguir:
  5. 5. Artigo publicado no ERGODESIGN 2005 - 5º Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidade de Interfaces Humano-Tecnologia: Produtos, Informação, Ambiente Construído, Transporte Quadro Diagnóstico Ergonômico dos Postos de Trabalho de um Aeroporto de Pequeno Porte Exigências e Avaliações e Zonas Subsistemas Problemas Constrangimentos Recomendações Opiniões da Tarefa Movimento repetitivo Troca do equipamento Acionamento O rádio é oProblema acional: dos dedos para (novas formas de repetitivo do botão do instrumento maispostos 1 e 3. acionar o botão do acionamento do botão rádio. utilizado. rádio. do rádio). As flexões e Troca do inclinações do tronco, Dificuldade para Postura incorreta na equipamento,Problema para escutar o rádio, ouvir, pelo rádio, as aproximação do privilegiando acomunicacional: são as posturas mais mensagens de ouvido junto ao utilização depostos 1 e 3. assumidas, causando algumas aeronaves. aparelho de rádio. equipamento de rádio dores no pescoço e no auricular. tronco. Utilização de O excesso deProblema Vários rádios e Dificuldade para equipamento de rádio informação causacomunicacional: telefones funcionando selecionar a auricular e central constrangimentos parapostos 1, 2 e 3. ao mesmo tempo. informação desejada. PABX para o a tarefa. telefone. As flexões e inclinações do tronco, Esticar o pescoço, Organização para visualizar os Reorganizar aProblema além de assumir incongruente dos instrumentos, são as localização dosinstrumental: postos posturas inadequadas equipamentos da posturas mais equipamentos na1, 2 e 3. para visualizar os bancada de controle. assumidas, causando bancada de controle. instrumentos. dores no pescoço e no tronco. Esticar o pescoço, As flexões e Posturas prejudiciais ficar de pé, levantar e inclinações do tronco, na visualização da sentar na cadeira, para visualizar a pista, RedimensionamentoProblema interfacial: pista, devido à altura além de inclinar o são as posturas mais da altura da bancadapostos 1, 2 e 3. da bancada de tronco para frente, assumidas, causando de controle. controle. para trás ou para os dores no pescoço e no lados. tronco. Falta de apoio para o Segundo a opinião de Cadeiras com Posturas prejudiciais tronco e para os pés alguns controladores, encostos e regulagensProblema interfacial: devido à inadequação do controlador as cadeiras não são melhores, maispostos 1, 2 e 3. das cadeiras dos (dependendo da consideradas confortáveis e controladores. regulagem, os pés não adequadas para o adaptadas ao trabalho. tocam no chão). exercício da função. As flexões e Esticar o pescoço e Posturas prejudiciais inclinações do tronco, assumir posturas Reorganização da para a visualização do para visualizar aoProblema interfacial: inadequadas para localização dos postos espaço aéreo, do pátio redor, são as posturaspostos 1, 2 e 3. visualizar o espaço de trabalho dentro da e da pista do mais assumidas, aéreo, o pátio ou a torre de controle. aeroporto. causando dores no pista do aeroporto. pescoço e no tronco. Atender mais de um posto ao mesmo Utilizar um quarto Má distribuição dos tempo (quando um controlador na torre, horários dos turnos. Há excesso deProblema dos controladores para revezar o Além disso, não existe informações, pressãoorganizacional: postos precisa ausentar-se), controle de aeronaves a possibilidade de e ritmo intenso para a1, 2 e 3. além de realizar a com os outros e uma pausa durante o realização da tarefa. tarefa de maneira promover pausas trabalho. prolongada e sem durante a tarefa. interrupções.
  6. 6. Artigo publicado no ERGODESIGN 2005 - 5º Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidade de Interfaces Humano-Tecnologia: Produtos, Informação, Ambiente Construído, Transporte3. Conclusão Uma outra recomendação importante seria a reorganização da localização dos instrumentosA análise da tarefa dos controladores de tráfego ao longo da bancada de controle, assim como oaéreo do aeroporto de pequeno porte indicou: redimensionamento da altura da mesma.• O registro diacrônico sequencial de eventos Atualmente, a bancada de controle é muito alta, por amostragem de tempo e o registro impedindo que o controlador, quando sentado diacrônico de frequência temporal do evento em seu posto de trabalho, visualize a pista de mostraram que falar no rádio é a atividade pouso e decolagem. Também há incongruência mais frequente, exigindo uma maior atenção na distribuição dos instrumentos, fazendo com do controlador para a realização da sua que o controlador precise tomar informações a tarefa; partir de mostradores localizados no extremo• O registro sincrônico de frequência oposto da bancada. concomitante de eventos mostrou que a postura sentada com inclinações e flexões do No entanto, todas estas sugestões vão de tronco (para direita, esquerda e para frente) é encontro a pontos cruciais que não podem a mais frequente para a realização da tarefa deixar de ser observados nos postos de trabalho de controle de tráfego aéreo; estudados, como:• Através dos questionários, no item • Custos para o redimensionamento da altura “aspectos do ambiente de trabalho”, a e para a reorganização dos instrumentos da maioria dos controladores indicou a bancada de controle; sensação de dores no pescoço, no tronco e • Custos para a reorganização do mobiliário nas costas, ocasionadas pelas posturas da torre; assumidas durante a realização da sua tarefa; • Custos para a utilização de um quarto• Através dos questionários, no item sobre a controlador na torre; carga mental envolvida na tarefa - “estresse • Espaço físico reduzido da torre de controle, e atenção constante” - foi constatado que a tornando desconfortável a presença de um maioria dos controladores sofre a influência quarto controlador no local, que mede do excesso de informação, necessidade de apenas 12,25 metros quadrados. precisão, pressão da função e ritmo intenso de trabalho. Todos estes fatores serão considerados como os pontos de partida para a próxima etapa destaApesar de todas as recomendações listadas no pesquisa de intervenção ergonomizadora,quadro diagnóstico ergonômico, acredita-se que conhecida como projetação ergonômica. Dea utilização de um quarto controlador de tráfego acordo com MORAES e MONT`ALVÃOaéreo na torre deveria ser priorizada, permitindo (2003), esta fase trata de adaptar as estações deque os outros operadores do sistema façam uma trabalho, equipamentos e ferramentas àspausa durante a tarefa. características físicas, psíquicas e cognitivas do trabalhador/operador.GRANDJEAN (1998) recomenda: profissõescom altas exigências de atenção prolongada, 4. Referências bibliográficasonde as primeiras limitações da capacidade daprodução se instalam após 4 horas, a jornada de GRANDJEAN, Etienne. Manual detrabalho deve ser planejada para que a duração e ergonomia: adaptando o trabalho aoas pausas evitem ao máximo o aumento do risco homem. 4 ed. Porto Alegre: Artes Médicas,de acidentes por fadiga. Hoje em dia, a 1998. 338 p.disposição do tempo de trabalho usual de uma MORAES, Anamaria de, MONT`ALVÃO,profissão como a do controlador de tráfego Cláudia. Ergonomia: conceitos e aplicações.aéreo ainda não contempla estas características. 3 ed. Rio de Janeiro: iUsEr, 2003. 140 p. OSMOND. Ergonomic Workplace Solutions. (http://www.ergonomics.co.uk/Rula/Ergo)

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