Músicas na ditadura militar

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Músicas na ditadura militar

  1. 1. Crateús/CE AS CANÇÕES NAAS CANÇÕES NA DITADURA MILITARDITADURA MILITAR Disciplina: Língua Portuguesa Educador: Edson Alves
  2. 2. Durante a ditadura militar qualquer manifestaçao ou organizaçao feita para questionar a situação política da época era censurada, as pessoas que as compunham eram exiladas, mortas ou desapeareciam. MúsicaMúsica Elis Regina
  3. 3. Um dos artifícios que os músicos utilizavam para se expressar era a música. Nas letras, questionavam a situação pela qual o Brasil estava passando, mostravam o que o governo e os militares estavam fazendo. Porém como não podiam colocar explicitamente os problemas nas letras, pois eram censuradas , se utilizavam de metáforas (veja a música “Cálice” de Chico Buarque e Gilberto Gil) ou, no trecho que era censurado, colocavam palavras sem sentido com o resto da música, ironizando e mostrando para a população que alí houve uma CENSURA. Chico Buarque Gilberto Gil
  4. 4. Por isso, mesmo com a censura a música foi um importante meio de crítica a sociedade. Alguns compositores: - Chico Buarque - Caetano Veloso - Gilberto Gil - Geraldo Vandré - Elis Regina
  5. 5. Cálice >> Chico Buarque Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue Como beber dessa bebida amarga Tragar a dor, engolir a labuta Mesmo calada a boca, resta o peito Silêncio na cidade não se escuta De que me vale ser filho da santa Melhor seria ser filho da outra Outra realidade menos morta Tanta mentira, tanta força bruta Como é difícil acordar calado Se na calada da noite eu me dano Quero lançar um grito desumano Que é uma maneira de ser escutado Ese silêncio todo me atordoa Atordoado eu permaneço atento Na arquibancada pra a qualquer momento Ver emergir o monstro da lagoa
  6. 6. De muito gorda a proca já não anda De muito suada a faca já não corta Como é difícilo, pai, abrir a porta Essa palavra presa na garganta Esse pileque homérico no mundo De que adianta ter boa vontgade Mesmo calado o peito, resta a cuca Dos bêbados do centro da cidade Talvez o mundo não seja pequeno Nem seja a vida um fato consumado Quero inventar o meu próprio pecado Quero morrer do meu próprio veneno Quero perder de vez tua cabeça Minha cabeça perder teu juízo Quero cheirar fumaça de óleo diesel Me embriagar até que alguém me esqueça
  7. 7. De muito gorda a proca já não anda De muito suada a faca já não corta Como é difícilo, pai, abrir a porta Essa palavra presa na garganta Esse pileque homérico no mundo De que adianta ter boa vontgade Mesmo calado o peito, resta a cuca Dos bêbados do centro da cidade Talvez o mundo não seja pequeno Nem seja a vida um fato consumado Quero inventar o meu próprio pecado Quero morrer do meu próprio veneno Quero perder de vez tua cabeça Minha cabeça perder teu juízo Quero cheirar fumaça de óleo diesel Me embriagar até que alguém me esqueça

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