Cronicas 1208643843442340-8

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Cronicas 1208643843442340-8

  1. 1. Crateús/CECrateús/CE GÊNERO CRÔNICAGÊNERO CRÔNICA Disciplina: Português Educador: Edson Alves
  2. 2. CrônicasCrônicas CrônicaCrônica é o único gênero literárioé o único gênero literário produzido para ser veiculado naproduzido para ser veiculado na imprensa, (imprensa, (revista, jornal). Na verdade,revista, jornal). Na verdade, elaela é feita com uma finalidadeé feita com uma finalidade : agradar aos: agradar aos leitores dentro de um mesmo espaço eleitores dentro de um mesmo espaço e localização, criando-se assim, umalocalização, criando-se assim, uma familiaridade entre o escritor e aquelesfamiliaridade entre o escritor e aqueles que o lêem.que o lêem.
  3. 3. CrônicasCrônicas Origem:Origem: A palavraA palavra crônicacrônica deriva do Latimderiva do Latim chronicachronica, que significava, no início da era, que significava, no início da era cristã, o relato de acontecimentos emcristã, o relato de acontecimentos em ordem cronológica (a narração deordem cronológica (a narração de histórias segundo a ordem em que sehistórias segundo a ordem em que se sucedem no tempo). Era, portanto, umsucedem no tempo). Era, portanto, um breve registro de eventos. No século XIX,breve registro de eventos. No século XIX, com o desenvolvimento da imprensa, acom o desenvolvimento da imprensa, a crônica passou a fazer parte dos jornais.crônica passou a fazer parte dos jornais.
  4. 4. CrônicasCrônicas Características:Características: •• AA crônicacrônica é, primordialmente, um textoé, primordialmente, um texto escrito para ser publicado no jornal;escrito para ser publicado no jornal; •• Há semelhanças entre a crônica e oHá semelhanças entre a crônica e o texto exclusivamente informativo. Assimtexto exclusivamente informativo. Assim como o repórter, o cronista se inspira noscomo o repórter, o cronista se inspira nos acontecimentos diários, que constituem aacontecimentos diários, que constituem a base da crônica;base da crônica;
  5. 5. CrônicasCrônicas •• O cronista dá às crônicas um toqueO cronista dá às crônicas um toque próprio, incluindo em seu texto elementospróprio, incluindo em seu texto elementos como ficção, fantasia, imaginação;como ficção, fantasia, imaginação; •• Pode-se dizer que a crônica situa-sePode-se dizer que a crônica situa-se entre o Jornalismo e a Literatura;entre o Jornalismo e a Literatura;
  6. 6. CrônicasCrônicas •• A crônica, na maioria dos casos, é umA crônica, na maioria dos casos, é um texto curto e narrado em primeira pessoa,texto curto e narrado em primeira pessoa, ou seja, o próprio escritor estáou seja, o próprio escritor está "dialogando" com o leitor;"dialogando" com o leitor; •• Ao desenvolver seu estilo e aoAo desenvolver seu estilo e ao selecionar as palavras que utiliza em seuselecionar as palavras que utiliza em seu texto, o cronista está transmitindo ao leitortexto, o cronista está transmitindo ao leitor a sua visão de mundo.a sua visão de mundo.
  7. 7. CrônicasCrônicas Geralmente, as crônicas apresentamGeralmente, as crônicas apresentam linguagem simples, espontânea, situadalinguagem simples, espontânea, situada entre a linguagem oral e a literária.entre a linguagem oral e a literária. PPodemos determinar cinco pontos:odemos determinar cinco pontos: •• Narração histórica pela ordem do tempoNarração histórica pela ordem do tempo em que se deram os fatos;em que se deram os fatos;
  8. 8. CrônicasCrônicas •• Seção ou artigo especial sobre literatura,Seção ou artigo especial sobre literatura, assuntos científicos, esporte etc., emassuntos científicos, esporte etc., em jornal ou outro periódico;jornal ou outro periódico; •• Pequeno conto baseado em algo doPequeno conto baseado em algo do cotidiano;cotidiano; •• Normalmente possuiu uma críticaNormalmente possuiu uma crítica indireta;indireta;
  9. 9. CrônicasCrônicas •• Muitas vezes a crônica vem escrita emMuitas vezes a crônica vem escrita em tom humorístico.tom humorístico. Exemplos deste tipo de crônica:Exemplos deste tipo de crônica: •• Fernando Sabino;Fernando Sabino; •• Millôr Fernandes.Millôr Fernandes.
  10. 10. CrônicasCrônicas  Crônica NarrativaCrônica Narrativa ~> Tem por eixo uma~> Tem por eixo uma história, o que a aproxima do conto. Podehistória, o que a aproxima do conto. Pode ser narrado tanto na primeira quanto naser narrado tanto na primeira quanto na terceira pessoa do singular.terceira pessoa do singular. Texto lírico (poético, mesmo em prosa).Texto lírico (poético, mesmo em prosa). Comprometido com fatos cotidianosComprometido com fatos cotidianos (“banais” - comuns);(“banais” - comuns);
  11. 11. CrônicasCrônicas Crônica HumorísticaCrônica Humorística ~>~> Apresenta umaApresenta uma visão irônica ou cômica dos fatos;visão irônica ou cômica dos fatos; Crônica ReflexivaCrônica Reflexiva ~>~> ReflexõesReflexões filosóficas sobre vários assuntos.filosóficas sobre vários assuntos. Apresenta uma reflexão de alcance maisApresenta uma reflexão de alcance mais geral a partir de um fato particulargeral a partir de um fato particular..
  12. 12. A BolaA Bola O pai deu uma bola de presente ao filho.O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar aLembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 semsua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais detento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.couro, era de plástico. Mas era uma bola. O garoto agradeceu, desembrulhou a bola eO garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse "Legal!".disse "Legal!".
  13. 13. A BolaA Bola Ou o que os garotos dizem hoje em dia quandoOu o que os garotos dizem hoje em dia quando não gostam do presente ou não querem magoarnão gostam do presente ou não querem magoar o velho.o velho. Depois começou a girar a bola, à procura deDepois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.alguma coisa. - Como e que liga? – perguntou.- Como e que liga? – perguntou. - Como, como é que liga? Não se liga.- Como, como é que liga? Não se liga. O garoto procurou dentro do papel de embrulho.O garoto procurou dentro do papel de embrulho. - Não tem manual de instrução?- Não tem manual de instrução?
  14. 14. A BolaA Bola O pai começou a desanimar e a pensar que osO pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos sãotempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.decididamente outros. - Não precisa manual de instrução.- Não precisa manual de instrução. - O que é que ela faz?- O que é que ela faz? - Ela não faz nada. Você é que faz coisas com- Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.ela. - O quê?- O quê? - Controla, chuta...- Controla, chuta... - Ah, então é uma bola.- Ah, então é uma bola. - Claro que é uma bola.- Claro que é uma bola.
  15. 15. A BolaA Bola - Uma bola, bola. Uma bola mesmo.- Uma bola, bola. Uma bola mesmo. - Você pensou que fosse o quê?- Você pensou que fosse o quê? - Nada, não.- Nada, não. O garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, eO garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê,dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando oscom a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame.controles de um videogame. Algo chamado Monster Baú, em que times deAlgo chamado Monster Baú, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bolamonstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmoem forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente.tempo que tentavam se destruir mutuamente.
  16. 16. A BolaA Bola O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação eO garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina.raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina. O pai pegou a bola nova e ensaiou algumasO pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas.embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé,Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.como antigamente, e chamou o garoto. - Filho, olha.- Filho, olha. O garoto disse "Legal" mas não desviou osO garoto disse "Legal" mas não desviou os olhos da tela.olhos da tela.
  17. 17. A BolaA Bola O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou,O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro detentando recapturar mentalmente o cheiro de couro.couro. A bola cheirava a nada.A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boaTalvez um manual de instrução fosse uma boa idéia, pensou. Mas em inglês, para a garotadaidéia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.se interessar. (Luís Fernando Veríssimo)

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