Trabalho sobre construcionismo interacionismo-instrucionismo

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Trabalho sobre construcionismo interacionismo-instrucionismo

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS NUCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA CURSO DE PEDAGOGIA A DISTÂNCIA POLO OLHO D’ÁGUA DAS FLORES MATRÍCULA: 13211730 EDNEIDE MARIA DE LIMA ATIVIDADE I: TAREFA 2 - PARADIGMAS EDUCACIONAIS E PRÁTICA DOCENTE Olho D’Água das Flores/AL 2014
  2. 2. EDNEIDE MARIA DE LIMA ATIVIDADE I: TAREFA 2 - PARADIGMAS EDUCACIONAIS E PRÁTICA DOCENTE Trabalho solicitado no segundo período do curso de Pedagogia à Distância da Universidade Federal de Alagoas-UFAL, na disciplina Fundamentos Psicopedagógicos da Educação, sob a orientação do Professor: Jose Geraldo da Cruz Gomes Ribeiro e acompanhada pela Tutora Maria Patrícia Rodrigues Bahia para fins avaliativos. Olho D’Água das Flores/AL 2014
  3. 3. RELATOS DE VIVÊNCIAS: A CONSTRUÇÃO DA ALUNA-PROFESSORA Na caminhada pela trilha do saber primeiramente como estudante do ensino fundamental, me deparei com algumas situação que ficaram marcadas em minha memória até hoje. Era aluna da antiga 4ª série do ensino fundamental em uma sala de aula de mais ou menos 40 alunos, muito tímida sempre sentava no lado direito da sala como se demarcasse meu território/mundo. A aula transcorria normalmente até que o sinal tocava “avisando a hora da largada”, era esse o momento mais desconfortável para mim porque a ida a casa estava condicionada a responder oralmente e de pé a tabuada de “vezes” estipulada pela professora. Sentia-me muito mal, estudava a tabuada em casa, mas na hora de responder errava quase sempre. O erro do aluno era punido com mais estudo de tabuada, mais tempo na escola, reguada na mão que era dada pelo aluno que respondeu corretamente, etc. Ficava apavorada e sempre voltava a estudar a tabela aritmética tentando aprender para responder corretamente as perguntas feitas pela professora. Confesso que matemática sempre o foi o “bicho papão” da minha história escolar e a tabuada foi algo que só pude começar a compreender seu real valor no ensino médio. Observando hoje a partir dos estudos, percebo que a prática pedagógica de minha professora estava pautada na concepção instrucionista de base empirista porque acumular informações ou estudos sobre a tabuada, para ela, seria a fórmula exata de aprender matemática. Já os alunos em sala eram passivos e seu papel era memorizar ou decorar as informações matemáticas para dizer ao término da aula, repetindo esse gesto dia-após-dia, como se o estudante fosse uma folha em branco sem nada a acrescentar na aprendizagem dos conhecimento. Quanto ao ensino, era o do modelo tradicional onde os conteúdos determinados pelo professor eram transmitidos e desenvolvidos na sala como se ele fosse o detentor de TODO conhecimento presente naquele ambiente. Passando de fase do ensino fundamental, cheguei ao ensino médio em meados de 1997 cheia de sonhos e vontades. Morávamos no interior da cidade de Campo Alegre-AL e lá só tinham os cursos de científico e o magistério. Sem muito pensar e por falta de opção, me matriculei no curso magistério porque julgava ser voltado para mulheres (acreditava nisso na
  4. 4. época) e que me levaria a ter uma renda financeira no futuro e assim o fiz, mas agora vejo que aquele curso tinha características de um curso tecnicista já que se preocupava em formar o estudante para ser um professor, apenas, não se preocupando em formar o professor pedagogicamente tanto na teoria e quanto na prática. O estudante na época era estimulado a cursar o magistério para trabalhar nas escolas do povoado, sendo recompensado com um salário e emprego contratado. O que mais importava na época era ensinar técnicas de como dar aulas, posturas e comportamentos adequados ao professor, acreditava-se racionalmente que com esses ensinamentos o professor estabeleceria e encontraria caminhos para alcançar determinados fins. Passando de fase, mais uma vez, chego a universidade só em 2009, e na bagagem a experiência como professora desde 1999. Agora morando em Arapiraca e professora efetiva lotada na educação infantil, tento juntamente com meus alunos construir de maneira fenomenológico experimentalmente o conhecimento, fazendo diferente da maneira como fui ensinada. Um exemplo disso foi durante a aula do dia 29/05/14 quando debatíamos sobre símbolos (placas de carro e de trânsito, marcas de empresas, etc.) e em um insight, tive ideia de levar os alunos para a rua na frente da escola. Chegamos perto de uma placa de lombada e fomos observando o transito e eu ia fazendo perguntas para que os alunos observassem e refletissem que ao chegar perto da lombada o carro desacelerava e antes de cada lombada havia uma placa. Muitas foram as hipóteses levantadas por eles até que quase de forma única chegaram a conclusão que as placas fixadas antes de cada lombada serviriam para avisar ao motorista que era hora para diminuir a velocidade do carro e assim, construíram o conhecimento. Os alunos entenderam o objetivo da aula e o conhecimento foi construído na interação aluno-professor-aluno e no contato do sujeito com o mundo tornando o ensino mais fácil, o que ajudou na sistematização da aprendizagem. Referências: ALMEIDA, Claudia Mara de. A política de cessação do curso de magistério no estado do Paraná: das razões alegadas às que podem ser aventadas. Disponível em: http://www.nupe.ufpr.br/claudia.pdf. Acessado em 04 de junho de 2014.
  5. 5. CEFAM, Centro Específico de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_Espec%C3%ADfico_de_Forma%C3%A7%C3%A3o _e_Aperfei%C3%A7oamento_do_Magist%C3%A9rio. Acessado em 04 de junho de 2014. LIBÂNEO, José Carlos; PIMENTA, Selma Garrido. Formação de profissionais da educação: Visão crítica e perspectiva de mudança. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-73301999000300013&script=sci_arttext. Acessado em 03 de junho de 2014. PEDAGOGIA SENA. Teorias da aprendizagem. Disponível em: http://187203.edicypages.com/foruns/banco-de-questoes/formacao-universitaria/fundamentos- psicopedagogicos-da-educacao/teorias-da-aprendizagem. Acessado em 03 de junho de 2014. SILVA, Erleandro Lopes da. Relação entre as Concepções Filosóficas: Racionalismo e Empirismo, Idealismo e Realismo. Disponível em: http://amigonerd.net/humanas/direito/relacao-entre-as-concepcoes-filosoficas-racionalismo-e- empirismo-idealismo-e. Acessado em 02 de junho de 2014.

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