Portfolio Edison Morais

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Portfolio de Edison Morais de Redação Publicitária e Poesias

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    1. 1. Edison Morais Portfólio Redação Publicitária e Poesia
    2. 2. ANÚNCIOS <ul><li>Publicidade </li></ul>
    3. 6. TÍTULOS CONCEITUAIS <ul><li>Publicidade </li></ul>
    4. 7. HUM – INSTITUTO ILUMINA <ul><li>Instituto de desenvolvimento pessoal e espiritual </li></ul>
    5. 13. DOIS – MUSEU DO TELEFONE <ul><li>História da Telefonia </li></ul>
    6. 19. POESIA <ul><li>Literatura </li></ul>
    7. 20. <ul><li>  </li></ul><ul><li>  José levanta às cinco, </li></ul><ul><li>Vai para a escola. </li></ul><ul><li>Limpa o chão, </li></ul><ul><li>o portão e a privada. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Final de aula, </li></ul><ul><li>Salas vazias, </li></ul><ul><li>lousas cheias de conhecimento, </li></ul><ul><li>cada sala um ensinamento. </li></ul><ul><li>Que José não aprendera, mas apaga. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Corpo exausto, </li></ul><ul><li>volta pra casa. </li></ul><ul><li>Beija sua esposa. </li></ul><ul><li>Lê um livro, </li></ul><ul><li>adormece. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>____________________________ </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Armando levanta às cinco, </li></ul><ul><li>Vai para a escola. </li></ul><ul><li>Ensina Geografia, </li></ul><ul><li>História e Geometria. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Final de aula. </li></ul><ul><li>Alunos cheios de deveres, </li></ul><ul><li>Professores vazios de obrigações. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Mente exausta, </li></ul><ul><li>volta pra casa. </li></ul><ul><li>Brada com a esposa. </li></ul><ul><li>Liga a tevê, </li></ul><ul><li>adormece. </li></ul>Em si na mento
    8. 21. <ul><li>Sou a ironia, </li></ul><ul><li>tô espalhada por aí. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Numa pincelada sutil, </li></ul><ul><li>assedio a mensagem. </li></ul><ul><li>Do mensageiro sou ferramenta, </li></ul><ul><li>do destinatário sou miragem. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Há os que me empregam </li></ul><ul><li>de modo grosseiro. </li></ul><ul><li>Pichada num muro, </li></ul><ul><li>exalo mau-cheiro. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Que façam bom uso </li></ul><ul><li>e mostrem educação. </li></ul><ul><li>Coloquem perfume </li></ul><ul><li>e pelica na mão. </li></ul>Aspas
    9. 22. <ul><li>Ser insone: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>É viver mais </li></ul><ul><li>por ficar mais tempo acordado? </li></ul><ul><li>Ou é viver menos, </li></ul><ul><li>por ter sonhado menos? </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Um terço de nossas vidas no colchão, </li></ul><ul><li>outro terço no trabalho, </li></ul><ul><li>e o último na contramão. </li></ul>Chronos Sonos
    10. 23. <ul><li>Amor, </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Me acorde </li></ul><ul><li>quando a noite passar. </li></ul><ul><li>E mais tempo, de um novo dia </li></ul><ul><li>eu precisar </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Me acorde </li></ul><ul><li>quando o noticiário acabar. </li></ul><ul><li>E à novela romântica, </li></ul><ul><li>as notícias sangrentas </li></ul><ul><li>cederem o lugar </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Me acorde </li></ul><ul><li>quando esse problema acabar. </li></ul><ul><li>E menos um obstáculo </li></ul><ul><li>tiver que atravessar </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Me acorde </li></ul><ul><li>quando essa crise acabar. </li></ul><ul><li>E o sentido da vida </li></ul><ul><li>pra mim, você encontrar. </li></ul>Travesseiro
    11. 24. <ul><li>Todo dia eu insisto que existo </li></ul><ul><li>Nem que para isso </li></ul><ul><li>Eu tenha que deixar registro </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Escrevo, fotografo e rabisco </li></ul><ul><li>Todo traço marcado </li></ul><ul><li>Tem seu propósito e seu risco </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Registro a vida ao máximo </li></ul><ul><li>Em suas páginas, </li></ul><ul><li>Procurando ser um título </li></ul><ul><li>E não um asterisco </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Todo dia eu insisto que existo </li></ul><ul><li>Evitando a mágoa e o visco </li></ul><ul><li>Reforço esse pensamento </li></ul><ul><li>Senão qualquer dia eu desisto </li></ul>Posterioridade
    12. 25. PROSA <ul><li>Literatura </li></ul>
    13. 26. <ul><li>Chegou em casa exasperada. Deixou a bolsa e o celular na primeira superfície plana que encontrou e foi em direção a ela. Era fria, robusta, determinada à inércia. </li></ul><ul><li>Automaticamente estendeu seu braço à porta e o flexionou de volta com a força necessária para que a esta se abrisse. Nem mais nem menos. A força era exata conforme a prática diária dos anos lhe condicionara. </li></ul><ul><li>Já sabia o que encontraria lá, mesmo assim ficou estacionada em frente ao compartimento. Nada de errado: </li></ul><ul><li>os queijos estavam na gaveta, os ovos na primeira prateleira da porta e as bebidas deitadas no último nível. Apenas seus pensamentos estavam fora do lugar. </li></ul><ul><li>Demorou em voltar a si. Então percebera pelo frio em seu rosto que já estava há tempo demais olhando para o nada entre o leite longa vida e a melancia reparada com Magipack. </li></ul><ul><li>Não conseguiu encontrar nenhum item ou combinação que lhe apetecesse. Nem estava com fome, afinal. Seu pensamento passara do prazo de validade. </li></ul>Posterioridade
    14. 27. <ul><li>Somente uma morte daquelas na empresa para o colocar em casa no meio da semana.Era tudo tão estranho. Não que se preocupasse com o defunto, mas havia décadas que não saía de casa em uma quinta-feira às nove horas. Caminhava despreocupadamente enquanto o sol que iluminava parcela de seu corpo o aquecia daquele friozinho suportável. A sombra das folhas de árvores eram mais satisfatórias que qualquer viagem de negócios. Na padaria, o que seria uma média, se tornou uma experiência completa. O bom-dia do padeiro era mais sincero que o de sua secretária e o banquinho do balcão lhe proporcionava uma melhor vista da realidade do que a janela de seu escritório. Passou a tarde como nenhuma outra. As futilidades dos programas femininos na melhor mistura culinária-fofoca soavam como música para alguém que só ouvia sobre relatórios, reuniões e conferências naquele horário. Assunção estava preocupada com o patrão e decidiu lhe oferecer um café da tarde. Era impossível recusar, afinal seu estômago já indicava a insuficiência da média para a nutrição de um dia inteiro e a cafeína era um vício maior que o trabalho. O cheirinho do café fumegante estimulava não só os sentidos, mas a conversa. Assunção pouco sabia sobre seu patrão, apenas o que sua esposa lhe contava nas vezes que seu flexível horário lhe permitia estar em casa. Sabia que seu patrão havia sido transferido de filial há pouco tempo, era o suficiente para puxar conversa: - O Senhor tá gostando do trabalho? - Sim, não muito diferente, mas ainda assim interessante. Instintivamente engatou: - E você? </li></ul>Fora da média
    15. 28. <ul><li>Edison Morais </li></ul><ul><li>+55 11 9689 1858 </li></ul><ul><li>[email_address] </li></ul>

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