GLOBALIZAÇÃO E IMAGINÁRIO SEXUAL, OU DENISE ESTÁ CHAMANDO APRESENTAÇÃO: Édina de Carvalho
MUNDO VIRTUAL
Globalização e imaginário sexual,  ou Denise está chamando <ul><li>O texto “Globalização e imaginário sexual, ou Denise es...
<ul><li>Ainda, apresenta duas possibilidades interpretativas e contraditórias: de um lado ressalta, sobre uma tendência à ...
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<ul><li>A autora sugere duas problematizações: a primeira corresponde às transformações ocorridas nas relações de gêneros;...
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<ul><li>Se retornarmos aos anos 60, veremos que houve um repensar dos códigos sexuais, de conduta e dos padrões de gêneros...
<ul><li>Fala-se hoje no corpo performático, artificial, fala-se também na possibilidade de inventar novos territórios dese...
<ul><li>Atualmente, se constata uma profunda mudança no imaginário sexual. As roupas, objetos sexuais, vídeos pornôs, toda...
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<ul><li>Estas mudanças apontam para a superação dos antigos códigos sexuais e dos tradicionais jogos de sedução, traduzind...
<ul><li>Assim, procuram, novas possibilidades de comunicação afetiva e sexual, a partir de um tipo de negociação estabelec...
A DESSEXUALIZAÇÃO DA VIDA COTIDIANA <ul><li>Em tempos de globalização, não se sabe ao certo se vivemos em um tempo de dess...
<ul><li>Por outro lado, se pergunta se estaria havendo uma redefinição dos códigos de sexualidade e do próprio imaginário ...
<ul><li>Desta forma, fica difícil responder, tais perguntas. Segundo Margareth é possível considerar uma transformação des...
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<ul><li>Isso nos mostra que a sexualidade deixa de ser pensada em termos relacionais (penetração) passando a ser vivida en...
 
A RE-SIGNIFICAÇÃO DO SEXO <ul><li>A autora propõe pensar em direção oposta da dessexualização do sexo, para podermos pensa...
<ul><li>Uma nova economia desejante se configura, o sexo deixa de ser representado como uma energia negativa “psicopatológ...
<ul><li>Aqui, então estaria ocorrendo não um movimento de dessexualização, mas ao contrário uma redefinição do campo sexua...
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<ul><li>Para onde vamos em se tratando dos jogos de sedução? Diante de tantas possibilidades provenientes da diversidade c...
<ul><li>Difícil de responder, mas é possível pensar que a sexualidade tornou-se algo maleável, pronta para ser assumida de...
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS <ul><li>Educação, Subjetividade e Poder. Porto Alegre. n.5, vol. 5, p. 40-47. Julho 1998. </li>...
<ul><li>FIM... </li></ul>
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  1. 1. GLOBALIZAÇÃO E IMAGINÁRIO SEXUAL, OU DENISE ESTÁ CHAMANDO APRESENTAÇÃO: Édina de Carvalho
  2. 2. MUNDO VIRTUAL
  3. 3. Globalização e imaginário sexual, ou Denise está chamando <ul><li>O texto “Globalização e imaginário sexual, ou Denise está chamando” de Margareth Rago é inspirado no filme “Denise está chamando”. </li></ul><ul><li>Neste texto, a autora aborda as mudanças que, na era da globalização, afetam o nosso imaginário sexual, e como se constrói as relações entre os gêneros. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Ainda, apresenta duas possibilidades interpretativas e contraditórias: de um lado ressalta, sobre uma tendência à atomização e à dessexualização do individuo; de outro, percebe um processo de erotização do cotidiano ou de re-significação das práticas sexuais. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Para onde caminhamos em termos de comunicação e de sociabilidade? Para um total isolamento e atomização, para o recolhimento seguro na esfera privada e da intimidade, protegidos pelas máquinas e pelo telefone? </li></ul><ul><li>As relações pessoais, corpo a corpo, serão mediadas perversamente pelas novas tecnologias, levando-nos a uma terrível solidão e falta de contato físico e sexual? O contato entre duas pessoas será então substituído pelo sexo virtual? </li></ul>
  6. 6. <ul><li>A autora sugere duas problematizações: a primeira corresponde às transformações ocorridas nas relações de gêneros; a segunda, diz respeito às mudanças em nosso imaginário sexual (imagens, concepções, valores etc.). </li></ul><ul><li>Com a globalização, os meios tecnológicos e a mídia têm afetado radicalmente não apenas as relações entre mulheres e homens, mas também o próprio imaginário sexual. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Constitui-se uma nova forma de pensar, entre outras coisas, a dimensão da subjetividade e da sexualidade. </li></ul><ul><li>Desta forma, um novo imaginário sexual está se formando, no qual as imagens, a cultura visual, certamente substituem a cultura das palavras e a importância da memória. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Se retornarmos aos anos 60, veremos que houve um repensar dos códigos sexuais, de conduta e dos padrões de gêneros. Marilyn Monroe, entre outros, divulgados no cinema e televisão, atualmente são vistos como objetos de risadas e brincadeiras. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Fala-se hoje no corpo performático, artificial, fala-se também na possibilidade de inventar novos territórios desejantes, novos corpos, novas subjetividades, novos modos de existência. </li></ul><ul><li>Mulheres e homens ensaiam outras possibilidades de ficarem amorosamente, para além das formas tradicionais de relacionamento, como o namoro, o noivado, e o casamento. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Atualmente, se constata uma profunda mudança no imaginário sexual. As roupas, objetos sexuais, vídeos pornôs, todas as parafernálias de sexshops, hoje são peças envelhecidas. </li></ul><ul><li>O vermelho ainda é a cor erótica por excelência, ou se tornou cafona diante das novas tonalidades? </li></ul>
  11. 11. <ul><li>O modelo de homem dos anos 90 é de um homem auto-centrado, “na dele”, firme e decidido, não “dá baixarias”. </li></ul><ul><li>Da mesma forma, a mulher dos anos 90, já não é tão dócil, passiva e vitimizada. É agressiva no mercado e no sexual. Ela é anti Marilyn Monroe. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Estas mudanças apontam para a superação dos antigos códigos sexuais e dos tradicionais jogos de sedução, traduzindo um profundo mal-estar na heterossexualidade, a partir da crise das identidades sexuais e da desestabilização das antigas referências morais. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Assim, procuram, novas possibilidades de comunicação afetiva e sexual, a partir de um tipo de negociação estabelecida entre ambos. </li></ul>
  14. 14. A DESSEXUALIZAÇÃO DA VIDA COTIDIANA <ul><li>Em tempos de globalização, não se sabe ao certo se vivemos em um tempo de dessexualização da vida cotidiana ou na banalização do sexo. </li></ul><ul><li>A autora coloca, que a uma diminuição no nível da sexualização dos jogos de sedução, do interesse pelo erótico e pornográfico, ou de uma re-significação das práticas sexuais. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Por outro lado, se pergunta se estaria havendo uma redefinição dos códigos de sexualidade e do próprio imaginário sexual, ou uma perda radical do erotismo, da excitação e da sensualidade, por um mundo mais radical, frio, técnico e mecanizado? </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Desta forma, fica difícil responder, tais perguntas. Segundo Margareth é possível considerar uma transformação dessexualizante, pois novos padrões de beleza passam a valorizar o corpo magro, ágil, retilíneo e não mais excitantes curvas corporais femininas apreciadas no passado como; os seios grandes para os americanos e a bunda para os latinos. </li></ul>
  17. 17. <ul><li>Assim, a bunda, por mais que esteja no imaginário masculino, já não pertence mais à “boazuda” e sim a uma loira jovem e magra que está mais para a professora de academia do que para sedutora. </li></ul><ul><li>As dietas crescem ao lado das academias de ginástica. O strip-tease perde o seu mistério, o bordel deixa de ser o principal lugar dos encontros clandestinos, das perversões sexuais e orgias. </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Nota-se que as referências sexuais das gerações anteriores não são mais as mesmas, pois hoje é difícil diferenciar uma “mulher casta” de uma prostituta. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>Isso nos mostra que a sexualidade deixa de ser pensada em termos relacionais (penetração) passando a ser vivida enquanto problema intímo, enquanto prazer solitário, ou relação consigo mesmo. </li></ul>
  20. 21. A RE-SIGNIFICAÇÃO DO SEXO <ul><li>A autora propõe pensar em direção oposta da dessexualização do sexo, para podermos pensar em uma re-significação sexual e do social. </li></ul><ul><li>Digamos que não há uma perda do interesse sexual, mas uma mudança na maneira pelo qual o sexo é representado e experimentado. </li></ul>
  21. 22. <ul><li>Uma nova economia desejante se configura, o sexo deixa de ser representado como uma energia negativa “psicopatológica” e passa a ser pensado como uma energia positiva que deve circular e fluir para tornar o individuo saudável e equilibrado. </li></ul>
  22. 23. <ul><li>Aqui, então estaria ocorrendo não um movimento de dessexualização, mas ao contrário uma redefinição do campo sexual. Atualmente, homens e mulheres passam a experimentar outras zonas erógenas. </li></ul><ul><li>O parceiro sexual pode ser ou não do mesmo sexo. Propõe-se a substituição do conceito de homossexualidade por homoerotismo . </li></ul>
  23. 24. <ul><li>Com o capitalismo, o sexo passa a ser visível, na moda, na roupa, na aparência, nos gestos e comportamentos. </li></ul><ul><li>A inversão das posições na cama, o sexo oral, anal, a masturbação, homossexualismo, o lesbianismo e as demais práticas que constituem as “perversões sexuais” passam a ser vistas como normais. </li></ul>
  24. 25. <ul><li>No caso do feminismo, a libertação da mulher supôs a desconstrução de todas as antigas crenças sobre o seu corpo, sua sexualidade, a maternidade, assim como, novas descobertas de tecnologias produtivas. </li></ul><ul><li>Os homossexuais passam a investir radicalmente contra o modelo “machista” de homem, apostando em outras possibilidades de construção de masculinidade. </li></ul>
  25. 26. <ul><li>Além disso, propuseram novas formas de relacionamento amoroso, revelando o quanto as práticas heterossexuais estão envelhecidas. </li></ul><ul><li>Portanto, a autora finaliza deixando está pergunta; </li></ul>
  26. 27. <ul><li>Para onde vamos em se tratando dos jogos de sedução? Diante de tantas possibilidades provenientes da diversidade cultural, diante de tanta critica e desconstrução dos significados simbólicos investidos nas construções das identidades sexuais e nas formas de relacionamento? </li></ul>
  27. 28. <ul><li>Difícil de responder, mas é possível pensar que a sexualidade tornou-se algo maleável, pronta para ser assumida de diversas maneiras, se desvinculado da sua essência, a reprodução para a busca de novos prazeres, sem censuras ou restrições. </li></ul>
  28. 29. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS <ul><li>Educação, Subjetividade e Poder. Porto Alegre. n.5, vol. 5, p. 40-47. Julho 1998. </li></ul>
  29. 30. <ul><li>FIM... </li></ul>

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