Caderno de seg trab(gestão ambiental)rddi

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Caderno de seg trab(gestão ambiental)rddi

  1. 1. Técnico em Segurança do Trabalho Cristiano Corrêa 2013 Gestão Ambiental
  2. 2. Presidenta da República Dilma Vana Rousseff Vice-presidente da República Michel Temer Ministro da Educação Aloizio Mercadante Oliva Secretário de Educação Profissional e Tecnológica Marco Antônio de Oliveira Diretor de Integração das Redes Marcelo Machado Feres Coordenação Geral de Fortalecimento Carlos Artur de Carvalho Arêas Governador do Estado de Pernambuco Eduardo Henrique Accioly Campos Vice-governador do Estado de Pernambuco João Soares Lyra Neto Secretário de Educação José Ricardo Wanderley Dantas de Oliveira Secretário Executivo de Educação Profissional Paulo Fernando de Vasconcelos Dutra Gerente Geral de Educação Profissional Luciane Alves Santos Pulça Gestor de Educação a Distância George Bento Catunda Coordenação do Curso Manoel Vanderley dos Santos Neto Coordenação de Design Instrucional Diogo Galvão Revisão de Língua Portuguesa Carlos Cunha Diagramação Izabela Cavalcanti
  3. 3. INTRODUÇÃO ............................................................................................................................ 3 1. COMPETÊNCIA 01 | CONHECER ELEMENTOS SOBRE ASPECTOS NORMATIVOS AMBIENTAIS PARA AVALIAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL (SGA) NAS ORGANIZAÇÕES ...................................................................................................... 5 1.1 Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental ........................................... 6 1.2 Economia Verde e Economia Inclusiva ................................................................... 8 1.3 Gestão Ambiental ................................................................................................. 14 1.4 Sistema de Gestão Ambiental .............................................................................. 15 2.COMPETÊNCIA 02 | QUALIFICAR SOBRE O SISTEMA DE GETÃO AMBIENTAL E SEUS ASPECTOS HOLÍSTICOS PARA A ORGANIZAÇÃO ..................................................................... 18 2.1 Análise de Risco e Gestão Ambiental ................................................................... 18 2.2 Implementando a ISO - 14001(SGA) .................................................................... 21 REFERÊNCIAS .......................................................................................................................... 24 MINICURRICULO DO PROFESSOR ........................................................................................... 28 Sumário
  4. 4. 3 Gestão Ambiental INTRODUÇÃO Caro estudante, É com alegria que o recebemos para este componente curricular de Gestão Ambiental. Esperamos que, ao término, tenhamos construído conhecimentos preciosos para você, futuro técnico em Segurança do Trabalho. Neste caderno, você terá acesso a conteúdos importantes, relacionados aos fundamentos conceituais do que vem a ser a Gestão Ambiental, por meio de uma linguagem simples e com exemplos que propõem ligações entre o cotidiano das empresas e dos profissionais de segurança no trabalho. Além disso, veremos também como uma empresa implementa o Sistema de Gestão Ambiental e quais as regras fundamentais para que ele seja posto em prática, através das normas internacionais em vigor, sobretudo a ISO-14001. Ao concluir a disciplina, observaremos que a Gestão Ambiental muito mais do que mais uma responsabilidade e atribuição, é um direito e um importante componente para o bem estar dos trabalhadores, da empresa e de toda sociedade. Neste contexto, é importante fazer a seguinte pergunta: por que o Técnico de Segurança no Trabalho deve estudar Gestão Ambiental? Tentando responder a esta pergunta, observe as seguintes visões empresariais de importantes instituições brasileiras ou em funcionamento no Brasil: PETROBRÁS “Crescimento integrado, rentabilidade e responsabilidade socioambiental são as palavras-chave de nossa estratégia corporativa. É a partir da atuação nesses três pilares que construímos a Missão e a Visão 2020, de forma transparente e com olhos atentos ao que acontece no Brasil e no mundo.”
  5. 5. 4 Técnico em Segurança do Trabalho (grifo do autor).(Fonte: www.petrobras.com.br/pt/quem-somos/estrategia- corporativa/ Acesso em: 12mai13) BANCO ITAÚ “Para nós, sustentabilidade é gerar valor para nossos clientes e para a sociedade no dia a dia da nossa operação.”(Fonte: www.itau.com.br/sobre /quem-somos/ Acesso em: 21mai13) NESTLÉ "Uma empresa saudável como a Nestlé, imbuída da missão de levar Nutrição, Saúde e Bem-estar aos consumidores, somente pode concretizar totalmente seus objetivos se conseguir o desenvolvimento sustentável do negócio aliado ao crescimento sustentável de cada comunidade onde está presente." Ivan F. Zurita, presidente da Nestlé Brasil.(Fonte: www.nestle.com.br/mob ile/Portal480/Sobre.aspx Acesso em 22mai13) Mas, afinal, o que a visão da maior empresa do Brasil, um dos maiores bancos nacionais e a maior multinacional de produção de alimentos têm em comum? As suas propostas corporativas estão baseadas na promoção da “responsabilidade socioambiental” e no “desenvolvimento sustentável”. É o que tentaremos discutir em nosso caderno de treinamento e, ao fim, você poderá responder à pergunta inicial. Cultivemos bons estudos para, em breve, colhermos conhecimentos que nos farão profissionais mais preparados e capazes para o mercado e para a vida. Bons estudos!
  6. 6. 5 Gestão Ambiental 1. COMPETÊNCIA 01 | CONHECER ELEMENTOS SOBRE ASPECTOS NORMATIVOS AMBIENTAIS PARA AVALIAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL (SGA) NAS ORGANIZAÇÕES Figura 1 - Sistema de Gestão Ambiental Fonte: www.naturezaecologica.com/a-gestao-ambiental-comeca-em-casa Partindo das reflexões propostas na introdução, falar de Gestão Ambiental é discutir a componente fundamental dos termos seguintes: responsabilidade socioambiental e desenvolvimento sustentável. É também uma obrigação que reflete o exercício da cidadania plena e, em última análise, matéria presente na gestão empresarial. Assim, é uma importante ferramenta para os profissionais que pretendem ingressar nestas e em tantas outras empresas que admitem a sustentabilidade como parte fundamental de sua visão. Na maioria das grandes empresas, os departamentos de segurança do trabalho estão intimamente ligados aos de meio ambiente. Isso não é uma mera curiosidade. Pensemos: quando em uma refinaria de petróleo vaza algum óleo combustível, tem-se um problema de segurança no trabalho ou um sinistro ambiental? Parece claro que os dois problemas, pois tanto teremos consequências negativas para os trabalhadores, comunidade do entorno e instalações da empresa, quanto e principalmente para o meio ambiente do entorno. Assim, se as prevenções e atendimentos a acidentes forem pensados e prestados conjuntamente por profissionais de segurança do trabalho e gestão ambiental, ter-se-á uma maior probabilidade deste acidente Competência 01
  7. 7. 6 Técnico em Segurança do Trabalho sequer acontecer. Ou, em um caso fortuito, se houver atendimento com eficiência, existirão menos vítimas e menores prejuízos ambientais e econômicos. Figura 2 - Pensando a Sustentabilidade Fonte: www.google.com.br/search?q=sustentabildade 1.1 Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental Presente em quase todos os debates empresariais, a sustentabilidade ou desenvolvimento sustentável nasceu, como conceito, através de uma conferência das Organizações das Nações Unidas (ONU), no ano de 1972, em Estocolmo, onde pela primeira vez foi posto em discussão o modelo vigente de desenvolvimento das nações. Na conferência, analisou-se que os recursos naturais (árvores, minérios, água etc.) eram usados de forma indiscriminada, muitas vezes, levando à exaustão completa das reservas naturais e isso promovia o enriquecimento de poucos em detrimento da pobreza de muitos. Isso inspirou o conceito que você verá abaixo, a mais clássica definição de desenvolvimento sustentável, feita pela presidente da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD) criada, no âmbito da ONU, para discutir o tema: “Desenvolvimento que é capaz de garantir as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras atenderem também as suas”. (CMMAD, 1991, p.8) Competência 01
  8. 8. 7 Gestão Ambiental Então, podemos afirmar que o desenvolvimento sustentável é aquele que alia o desenvolvimento econômico, a boa gestão dos recursos naturais somada a uma distribuição justa do fruto deste desenvolvimento. Esses aspectos dão origem ao tripé da sustentabilidade: Econômico, Social e Ambiental. Figura 3 - Triângulo da Sustentabilidade Fonte: www.google.com.br/search?q=sustentabildade Apesar do termo “sustentabilidade” surgir apenas na década de 1970, as ideias que lhe dão base são bem mais antigas. Como prova, vejamos um pequeno texto que representa um importante foco do pensamento do Mahatma Ghandi (Mahatma, do sânscrito, “a grande alma”) mais conhecido entre os indianos: “A cada dia, a natureza produz o suficiente para suprir nossas carências. Se cada um tomasse a porção que lhe fosse necessária, não haveria pobreza, guerras, e no mundo todo ninguém mais morreria de inanição.” (Fonte: GHANDI apud, www.rh.com.br/Portal/frases.php Acesso em 30jun12). Esse trecho expressa a filosofia de uma coletividade humana socialmente justa e uma clarividência na exaustão dos recursos planetários, tomados em assalto pelas “vontades” e não necessidades. Ainda no campo da “vontade de poucos”, dilacerando o patrimônio natural de todos os filhos da terra, Rousseau importante pensador francês do século XVII, em seu sempre atual contrato social, exprime: Competência 01
  9. 9. 8 Técnico em Segurança do Trabalho A vontade geral é sempre reta, porém o julgamento que a guia nem sempre é esclarecido. É preciso (...), protegê- la contra a sedução das vontades particulares, aproximar de seus olhos os lugares e os tempos, comparar o atrativo das vantagens presentes e sensíveis com os perigos dos males distantes e ocultos. (ROUSSEAU, 2010, p.55). As preocupações com a natureza equilibrada como base para a vida humana já foram expostas por Platão, na Grécia Antiga (Século IV a.c.), ao chamar atenção para a preservação das florestas, para a prevenção da erosão do solo e como reguladora dos ciclos das águas. (MAGALHÃES, 1998, p.2) Este conceito (sustentabilidade) dá origem também ao termo “responsabilidade socioambiental”, que exprime a preocupação das instituições não apenas com os ganhos econômicos, mas também com o meio ambiente e a sociedade na qual a empresa está inserida. Derivantes da responsabilidade socioambiental, temos vários temas, entre os quais destacamos: 1.2 Economia Verde e Economia Inclusiva Economia Verde – Forma de produção que tenta ao máximo adotar boas práticas no sentido de usar os recursos naturais com a maior racionalidade possível, gastando estritamente o essencial e quando possível reaproveitando os subprodutos, a água e a energia. Atualmente, muitos institutos se destinam à pesquisa e à implantação da responsabilidade socioambiental, entre eles o Instituto ETHOS o qual recomendamos a navegação (consulta) através do endereço: http://www3.ethos. org.br/ Competência 01
  10. 10. 9 Gestão Ambiental Figura 4 - Aparas da Indústria Plástica Fonte:www.google.com.br/search?q=aproveitamento+de+aparas+na+indplastico- plasticos-sao-fabri cados.html%3B400%3B267 No momento em que uma indústria plástica aproveita as “aparas” das peças produzidas ao invés de descartá-las como resíduo, processando estas aparas para retornarem à condição de matérias-primas, ela tem um ganho econômico, pois irá comprar menos matéria-prima. Ao mesmo tempo, isso ocasionará um ganho ecológico já que menos recursos serão usados para a produção daquela matéria-prima substituída pelas aparas. Figura 5 - Reaproveitamento de Aparas Fonte: www.google.com.br/search?q=aproveitamento+de+aparas+na+ind%.html%3B242% 3B250 Outro exemplo é o reaproveitamento da água da chuva através de sistema de calhas, reservatórios, filtros e bombas hidráulicas. Competência 01
  11. 11. 10 Técnico em Segurança do Trabalho A água reaproveitada pode ser usada em determinado processo de refrigeração de equipamentos e outros processos fabris, passando por tratamento e retornando para água das torneiras e, após um novo tratamento, chega à descarga das privadas. Portanto, a água que foi captada “gratuitamente”, é utilizada e reutilizada na empresa, exigindo processos relativamente simples. Esse é um dos inúmeros exemplos de reaproveitamento da água e está esquematizado a seguir: Figura 6 - Captação e Reaproveitamento da Água Fonte: www.google.com.br/search?q=aproveitamento=pt- .portogente.com.br%252Ftexto.php%253Fcod %253D53945%3B400%3B316 Ainda no campo do bom aproveitamento dos recursos naturais, podemos citar outro exemplo: as telhas convencionais em um teto de um galpão podem ser substituídas por telhas transparentes e parte das paredes por vitrais e básculas. Isso proporciona uma economia no gasto com iluminação durante o dia e uma menor demanda por energia elétrica. Competência 01
  12. 12. 11 Gestão Ambiental Figura 7 - Aproveitamento de Iluminação Natural Fonte: www.google.com.br/search?q=aproveitamento+da+luz+do+sol+pelas+em presas&source= Fcategory% 252Fconstrucao-civil%252Fpage%252F2%252 F%3B50 0%3B334 As energias eólica e solar, através de painéis (fotovoltaicos e acumuladores), são opões que exigem um investimento um pouco maior para a racionalização da energia necessária para a empresa. Contudo, apesar do custo inicial, em longo prazo, torna-se rentável economicamente e pode gerar ganhos absurdos do ponto de vista socioambiental. Figuras 8 e 9 - Energia Eólica e Energia Solar, respectivamente Parque de Energia Eólico e Arena Pernambuco e suas placas fotovoltaicas. Fonte: www.google.com.br/search?q=energia+solar+energia+eólica Em vários estados brasileiros, temos uma considerável produção de cana de açúcar, para a produção de açúcar e álcool em especial o etanol (combustível automotivo). Esta produção está relacionada à moagem da cana que passa à condição de bagaço. Verdadeiras montanhas de bagaço são formadas a cada nova moagem. Competência 01
  13. 13. 12 Técnico em Segurança do Trabalho Anteriormente, esse resíduo representava um perigo em potencial para o ambiente onde era depositado e até mesmo para a segurança nas instalações do engenho ou destilaria, pois com a chuva o resíduo pode fermentar e provocar incêndios. Figura 10 - Montanhas de Bagaço de Cana Fonte: www.google.com.br/search?q=montanha+de+baga%C352Frevistapesqui sa .fapesp.br%252Fwp Atualmente, esse resíduo pode ser queimado em pequenas termoelétricas, produzindo energia elétrica e tornando várias instalações autossuficientes de energia. Em alguns casos, a energia excedente é inclusive vendida para a concessionária de energia elétrica, gerando uma nova receita para a empresa. Competência 01
  14. 14. 13 Gestão Ambiental Figura 11 - Esquema de Termoelétrica em Usinas de Açúcar Fonte: www.google.com.br/search?q=instala%C3%A7oes+termoel%C3%A9tricas+de+usi nas+de+cana+de+a na-termeletrica-abastecida-por.html%3B460%3B3634 Existe o inconveniente da liberação de alguns gases de efeito estufa (GEEs), mas já está disponível tecnologia para aproveitá-los também. Seguem três exemplos desta tentativa de inclusão: 1) Determinada rede de hotéis, que tinha necessidade de trocar os colchões de suas unidades a cada três anos, observou que os colchões descartados ainda tinham condições de uso e estavam dentro da validade prevista pelo fabricante. Inicialmente disponibilizou-os para a doação aos funcionários e nas trocas sucessivas foram contempladas famílias de baixa renda no entorno dos hotéis. 2) Os resíduos alimentares de um restaurante são um problema para seus donos e se tornam, em casos extremos, um grande problema de saúde pública. Ao observar que no entorno de seu restaurante havia uma criação comunitária de porcos, através da supervisão da vigilância sanitária local, o PARA SABER MAIS sobre a produção de energia a partir da queima do bagaço da cana de açúcar, consulte: http://www.unisalesiano.edu.br/simposio2011/publicado/ artigo0034.pdf Economia Inclusiva – É aquela que tem por finalidade incluir plenamente, nos processos, projetos e ganhos, não apenas os acionistas, mas, sobretudo os parceiros, colaboradores e comunidade. Competência 01
  15. 15. 14 Técnico em Segurança do Trabalho proprietário propôs que os resíduos alimentares passassem a ser processados e encaminhados para alimentar a criação de porcos. 3) Um clube de luxo, cercado de comunidades menos abastadas, começou a promover mensalmente um “dia aberto” onde os moradores da vizinhança poderiam entrar gratuitamente, melhorando muito a relação da empresa com a comunidade. Com o sucesso das primeiras iniciativas, o clube cedeu uma sala onde funciona uma creche comunitária. Esses são apenas exemplos simples de um grande leque de ações que compõe a economia inclusiva. 1.3 Gestão Ambiental Figura 12 - O Planeta por uma Gota Fonte: www.google.com.br/search?q=gest%C3%A3o+ambiental&source Dentro do contexto da sustentabilidade, faz-se necessário uma correta administração do exercício de atividades econômicas e sociais racionalmente ordenadas ao uso responsável dos recursos naturais, incluindo-se as fontes energéticas renováveis (eólica, solar, etanol) ou não (carvão, radioativa, petróleo). Estas são atividades iminentemente ligadas à Gestão Ambiental. Promover a preservação da biodiversidade, a reciclagem das matérias-primas e a redução do impacto ambiental das atividades antrópicas (realizadas por Competência 01
  16. 16. 15 Gestão Ambiental seres humanos) sobre os recursos naturais são objetos desta área do conhecimento. Técnicas como a recuperação de áreas degradadas, métodos de exploração de atividades sustentáveis e o estudo de riscos e impactos ambientais são algumas das atividades atribuídas ao departamento de gestão ambiental (que frequentemente está vinculado ao de segurança no trabalho). Porém, uma das atividades mais importantes da gestão ambiental está relacionada ao planejamento empresarial, buscando a redução de custos, através da diminuição dos desperdícios de recursos como água e energia, reaproveitamento de resíduos, desenvolvimento de uma relação positiva com a comunidade, promovendo educação ambiental dentro e no entorno da empresa. Lembremos que no momento que a gestão ambiental for bem executada, os acidentes ambientais e humanos tendem a ser evitados ou minimizados, vidas podem ser poupadas, custos com a recuperação das áreas afetadas serão evitados e as indenizações cíveis, ambientais e trabalhistas poupadas. Logo, tanto a Gestão Ambiental como a Segurança no Trabalho partem do mesmo princípio: PREVENIR e trabalhar fortemente para que as atitudes da instituição sejam sempre responsáveis e seguras. Estimado aluno, agora que já compreendemos o que é a Gestão Ambiental, vamos tratar, seguindo o mesmo tópico, do que seria o Sistema de Gestão Ambiental. 1.4 Sistema de Gestão Ambiental Inicialmente, destacamos que o termo “sistema” presume um conjunto de elementos que promovem interações para um objetivo comum. O Sistema Competência 01
  17. 17. 16 Técnico em Segurança do Trabalho Digestório, por exemplo, é o conjunto de órgãos como boca, esôfago, estômago, intestinos... que juntos promovem a digestão dos alimentos por nós ingeridos. Assim, na empresa, vários “órgãos” (setores, departamentos, etc.) devem envolver-se com o objetivo de promover a Gestão Ambiental. A esse esforço coletivo e sistematizado chamamos de Sistema de Gestão Ambiental (SGA). Figura 13 - Esquema de Sistema de Gestão Ambiental Fonte: http://blogecoando.blogspot.com.br No diagrama acima, podemos ver que, para o Sistema de Gestão Ambiental ser implementado, é necessário uma série de ações que se “encaixam” para a promoção da Gestão Ambiental. Entre elas, podemos destacar: o controle da emissão de gases na atmosfera, a boa gestão dos recursos hídricos e que a matriz energética seja sustentável, os resíduos sólidos sejam geridos racionalmente e todos os empreendimentos sejam avaliados quanto ao seu impacto ambiental, antes de serem postos em prática. Competência 01
  18. 18. 17 Gestão Ambiental O SGA pode ser pensado e implementado em duas esferas. A primeira diz respeito às empresas públicas e a segunda às Corporações Privadas. Para ofertar um guia no objetivo da Gestão Ambiental foi editada a norma internacional, ISO – 14001 (Sistema de Gestão Ambiental). Antes de continuarmos, é importante deixar claro que o termo ISO é uma sigla em inglês (International Organization for Standardization), ou Organização Internacional para Padronização, em português. Mesmo tal norma podendo ser aplicada a empresas públicas, ela é mais usual em organizações privadas, sendo em muitos casos um diferencial competitivo importante, principalmente no mercado internacional de bens e serviços. Para tal norma (ISO-14001), o SGA é em síntese: A parte do sistema de gestão global que inclui estrutura organizacional, atividades de planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e recursos para desenvolver, implementar, atingir, analisar criticamente e manter a política ambiental. A ISO-14001 aposta no ciclo da melhoria constante e afirma que a Gestão Ambiental deve ser perseguida por todos os componentes da empresa, de forma contínua. No próximo capítulo, trataremos da implementação do SGA na empresa, porém, antes discutiremos a Análise de Risco, como um componente tanto da Gestão Ambiental quanto da Segurança no Trabalho. PARA SABER MAIS sobre o que é ISO acesse: www.significados. com.br/iso/ . Competência 01
  19. 19. 18 Técnico em Segurança do Trabalho 2.COMPETÊNCIA 02 | QUALIFICAR SOBRE O SISTEMA DE GETÃO AMBIENTAL E SEUS ASPECTOS HOLÍSTICOS PARA A ORGANIZAÇÃO Agora que estudamos um pouco sobre a Gestão Ambiental como um componente fundamental do Desenvolvimento Sustentável e, consequentemente, próximo na concepção das empresas e instituições, como meta inegociável, iremos verificar como o técnico de segurança no trabalho pode fazer a sua parte nesta questão. 2.1 Análise de Risco e Gestão Ambiental Figura 14 - Analisando os Riscos Fonte: www.ambientsconsult.webnode.com.br Caro aluno, cremos que neste momento do seu curso de técnico em Segurança do Trabalho, você já deve ter explorado o tema Análise de Risco, especificamente para o ambiente laboral, porém apenas para relembrar, trazemos a seguinte definição: Análise de risco é o estudo realizado na organização em um panorama geral, identificando os riscos e perigos Competência 02
  20. 20. 19 Gestão Ambiental expostos a cada tarefa realizada, ambiente de trabalho, utilização de equipamentos entre outras atividades. A análise preliminar de riscos é a base para se obter um sist0065ma de segurança do trabalho altamente eficaz. Qual objetivo da Analise de Riscos? “A Análise de Riscos tem por objetivo minimizar, controlar e eliminar os riscos e perigos, oferecendo um ambiente seguro, ótimas condições de trabalho, redução de acidentes, funcionários satisfeitos, um sistema de operações eficiente, além de otimização das tarefas e custos.” (Disponível em: http://www.essencial.adm.br/artigos-seguranca-do-trabalho/63-o-que-e- analise-preliminar-de-risco-) Figura 15 - Análise Preliminar de Risco Fonte: www.segurancaemeioambiente.blogspot.com.br Portanto, analisar todas as etapas de produção/comercialização da empresa, prevendo possíveis riscos, minimizando, controlando e se possível eliminando tais riscos é um dos principais objetivos da análise de risco e mesmo do exercício do profissional de segurança no trabalho. Será que a análise de risco do trabalho possui interfaces com a Gestão Ambiental? De acordo com a apresentação, podemos dizer, antes de tudo, que a questão ambiental, relacionada ao bem estar coletivo, a preservação da fauna e flora, Antes de responder a pergunta ao lado pedimos que veja a apresentação do Professor Wanderley Feliciano do Conselho Regional de Química da quarta Região: http://www.crq4.org.br/downloads/AnaliseRiscos_wanderley.pdf Competência 02
  21. 21. 20 Técnico em Segurança do Trabalho qualidade do solo e da água e outras importantes questões são direitos e responsabilidade de todos, segundo nossa constituição. Além disso, a empresa que descumpre tal premissa legal poderá responder administrativamente (multas, interdição), civilmente (indenizações, recuperação de áreas degradadas) e criminalmente (os representantes e responsáveis legais, inclusive do departamento de segurança, podem chegar a ser presos). Figura 16 - Os Riscos em seu círculo planetário. Fonte: www.ecotecengenharia.com/investigacao.html O Risco é uma combinação da frequência, isto é, da repetição do evento, com a magnitude, que é o “tamanho” das consequências do evento analisado. Portanto, um vazamento de Gás Cloro, por exemplo, que acontece semanalmente, possui uma frequência bem alta e é perigoso; um considerável derramamento de um metal pesado (como o mercúrio) em uma área de estuário é bastante danosa, pois promove a contaminação de um importante berço de vida marinha. Competência 02
  22. 22. 21 Gestão Ambiental Nesses casos, a análise de risco iria propor medidas que diminuíssem a frequência dos vazamentos de cloro, preferencialmente para anos ou décadas sem um registro, como também tudo faria para que não acontecesse sequer um derramamento de metal pesado em área de estuário. Parece claro que ao analisar os riscos do derramamento de metal pesado e o vazamento de cloro de nossos exemplos fictícios, toda a empresa e, em especial, o Departamento de Segurança do Trabalho estaria promovendo a Gestão Ambiental, mas também a segurança dos trabalhadores. Desse modo, estes não inalariam o gás cloro ou se contaminariam com o metal pesado, ambos, altamente tóxicos. 2.2 Implementando a ISO - 14001(SGA) Agora que já compreendemos a relação da análise de risco no trabalho e a análise de riscos ambientais, vamos entender como o Sistema de Gestão Ambiental (ISO-14001) é implantado nas organizações. Figura 17 - ISO-14001 Fonte: www.ambientsconsult.webnode.com.br O primeiro passo na implantação da ISO-14001 é o processo de diagnóstico, que tem por finalidade identificar os aspectos de seu negócio que impactam o meio ambiente e compreender a legislação ambiental relevante à sua situação. Competência 02
  23. 23. 22 Técnico em Segurança do Trabalho Assim, toda a empresa deve ser envolvida na reflexão sobre onde e como os recursos naturais estão sendo mais usados, por exemplo: quantos litros de água se consome diariamente para a empresa funcionar, quantos litros por setor, por processo e até mesmo por equipamento. Lógica semelhante pode ser aferida ao consumo de energia elétrica, ao uso de matérias-primas e demais insumos e aos resíduos e subprodutos produzidos na empresa. Uma vez concluído o diagnóstico, é hora de preparar um programa de gestão ambiental, inserido na Política Ambiental que corrija as distorções e fortaleça as boas práticas encontradas. Esse programa deve contar, preferencialmente, com a participação dos colaboradores e não se deve ignorar nenhuma sugestão, pois, muitas vezes, soluções brilhantes vêm de pessoas que executam tarefas aparentemente menores. Periodicamente, deve-se avaliar o programa de gestão ambiental para perceber se, internamente (equipe da empresa) ou externamente, se os procedimentos estão alcançando os objetivos iniciais. É imprescindível, então, propor retificações e realinhamentos nas práticas e objetivos. Essa auditagem é periódica, pois o Sistema de Gestão Ambiental, proposto pela ISO-14001, aposta que ao término de uma auditagem, um novo processo de melhoria se implementa e em seguida estes novos procedimentos são auditados e geram mais um processo de melhoria. Isso dá cabimento ao termo “Melhoria Contínua”. Competência 02
  24. 24. 23 Gestão Ambiental Figura 18 - Esquema da Melhoria Contínua da ISO-14001 Fonte: Revista Gestão e Produção vol.17 no.1 São Carlos 2010 Acima, vemos, esquematicamente, o que foi relatado anteriormente: a Política Ambiental da empresa é analisada, promovendo um Planejamento de novas ações que geram a Implementação e Operação dos procedimentos planejados. Em seguida, é feita a Verificação e possíveis Ações Corretivas, promovendo uma Análise Crítica feita pela Administração e uma nova Política Ambiental é estabelecida. Assim, a melhoria contínua reinicia-se. Para saber mais sobre a implementação do Sistema de Gestão Ambiental (ISO-14001), consulte o Artigo a seguir. Nele, dois estudos de caso são analisados à luz dos parâmetros aferidos pela norma internacional. Acesse:www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104- 530X2010000100005&script=sci _arttext Competência 02
  25. 25. 24 Técnico em Segurança do Trabalho REFERÊNCIAS BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Editora do Congresso Nacional, 1988. BRASIL . Decreto Nº 5.098, de 3 de Junho de 2004 - Dispõe Sobre a Criação do Plano Nacional de Prevenção, Preparação e Resposta Rápida a Emergências Ambientais com Produtos Químicos Perigosos - P2R2. Disponível em: www.dji.com.br/decretos/2004-005098/2004-005098.htm, acesso em 08jan11. BELLEN, Hans Michael van. Indicadores de Sustentabilidade: uma análise comparativa. Rio de Janeiro, RJ: FGV, 2006. CAMARGO, Aspásia; CAPOBIANCO, João Paulo Ribeiro; OLIVEIRA José Antonio Puppim. Meio Ambiente Brasil – avanços e obstáculos pós Rio-92. Rio de Janeiro – RJ: FGV, 2002. CÂMARA MULTIDISCIPLINAR DE QUALIDADE DE VIDA. Boletim n 1197 do Portal Eco Debate disponível em www.cmqv.org/website/artigo.asp?cod=1461&idi=1&moe=212&id=16926, acesso em 10 jan11 . CAPRA, Fritjof. A Teia da Vida: Uma Nova Compreensão Científica dos Sistemas Vivos. São Paulo, SP: Cultrix, 2004. _______. O Ponto de Mutação. São Paulo, SP: Cultrix, 2006. CAVALCANTI, Clovis. Desenvolvimento e Natureza: Estudos para uma Sociedade Sustentável. São Paulo: Cortez, 1995.
  26. 26. 25 Gestão Ambiental _______. Meio Ambiente, desenvolvimento sustentável e políticas públicas. São Paulo: Cortez: Recife: Fundação Joaquim Nabuco, 2001. CARVALHO, Antonio César Leite de. SANTANA, José Lima. Direito Ambiental Brasileiro em Perspectiva: aspectos legais, críticas e atuação prática. Curitiba: Juruá, 2009. CONFERENCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE. Declaração de Estocolmo Sobre o Ambiente Humano, disponível em www.silex.com.br/leis/normas/estocolmo.htm, acesso em 12 dez 10 COMISSÃO MUNDIAL SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO. Nosso Futuro Comum, Rio de Janeiro: FGV, 1991. CORRÊA, Cristiano. A contribuição dos serviços de Combate a Incêndios (CI) e Salvamento (S) para o Desenvolvimento Sustentável (DS): Um panorama pernambucano a partir dos gestores municipais. Projeto de Pesquisa de Dissertação, Recife, 2011. DAY, R.H. Psicologia da Percepção. São Paulo: Livraria José Olympio Editora, 1985. DIEHL, Astor Antônio e TATIM, Denise Carvalho. Pesquisa em Ciências Sociais. São Paulo: Pearson, 2004. FIORILLO, Celso Antonio Pacheco. Curso de Direito Ambiental Brasileiro. São Paulo: Saraiva, 2010. FLORÊNCIO, Neide. Brigada Indígena, Revista Com Ciência Ambiental – Dialogando para um mundo melhor. São Paulo, ano 5, nº27, 2010. FREIRE, Gilberto. Nordeste. Rio de Janeiro: Record, 1989.
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  28. 28. 27 Gestão Ambiental SCOTTO, Gabriela; CARVALHO, Isabel C. de Moura; GUIMARÃES, Leando Belinaso. Desenvolvimento Sustentável. Conceitos fundamentais. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007 SILVA, Chistian Luiiz da. Desenvolvimento Sustentável: um modelo analítico integrado e adaptativo. Petrópolis, RJ: Vozes, 2006. SIRVINSKAS, Luis Paulo (org.). Legislação de Direito Ambiental. São Paulo: Rideel, 2010. VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e Relatórios de Pesquisa em Administração, São Paulo-SP: Atlas, 2008.
  29. 29. 28 Técnico em Segurança do Trabalho MINICURRICULO DO PROFESSOR Sou o professor Cristiano Corrêa e antes de tudo sou um aprendiz como você. Sou mestre em Gestão do Desenvolvimento Local Sustentável e Especialista em Gestão Governamental, pela Universidade de Pernambuco, trabalhando como professor do curso técnico em segurança do trabalho em algumas instituições no Estado, além de colaborar em Instituições Superiores de Ensino como professor e pesquisador. Estou ao vosso dispor em nossa sala de aula virtual no AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) ou ainda no endereço eletrônico: cristianocorreaaprendiz@gmail.com

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