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Universidade Federal de Santa Catarina Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção Laboratório Multicritério de Ap...
Objetivo: O objetivo do artigo é propor a utilização da fase de Estruturação da metodologia MCDA-C (Multicritério de Apoio...
1. Introdução A partir da década de 1970 (Clube de Roma) há uma crescente preocupação com a necessidade de se estabelecere...
Nova realidade: A sociedade passou a ser mais crítica, mais exigente e a reivindicar com maior presença seus direitos, sua...
Skinner (1986), Keeney (1992) e Neely, Gregory e Platts (2005) já alertaram para a necessidade do desenvolvimento do monit...
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3. Indicadores de Desempenho As rápidas mudanças tecnológicas, os menores ciclos de vida dos produtos e das inovações, ass...
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Razões apresentadas por executivos para não mudar o sistema de medidas tradicionais:
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Localização: Fonte: Google maps
<ul><li>Ações tomadas para ajustar a indústria à realidade do mercado: </li></ul><ul><li>Terceirização; </li></ul><ul><li>...
<ul><li>5.2 A Gestão da Qualidade Ambiental na Fosfertil </li></ul><ul><li>Reestruturação pós-privatização: </li></ul><ul>...
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3ª Fase – Ações estratégicas: O sistema SIG (Sistema Integrado de Gestão) reflete a estratégia voltado à atuação conjunta ...
Fonte de dados para a construção da proposta de Estrutura Hierárquica de Valor: Interpretação da evolução histórica da imp...
Simulação de Estrutura Hierárquica de Valor:
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<ul><li>6. Considerações Finais </li></ul><ul><li>O estudo apresentado é uma proposta de estruturação do contexto visando ...
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Referências: Bititci, U. S.; Turner, T.; Begemann, C.,  Dynamics of performance measurement systems, International Journal...
Skinner, W. (1986). The productivity paradox. Management Review, 75, 41-45. Keeney, R. L. (1992). Value-focused thinking: ...
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Estruturação do contexto organizacional para o monitoramento sócio ambiental de stakeholders

  1. 1. Msc. Edilson Giffhorn PhD. Leonardo Ensslin Msc. Núbia Alves de Carvalho Ferreira Dra. Sandra Rolim Ensslin Msc. William Barbosa Vianna Estruturação do Contexto Organizacional para o Monitoramento Sócio-Ambiental de Stakeholders XLI simpósio Brasileiro de Pesquisa Operacional 1. – 4.9.2009, Porto Seguro - Bahia
  2. 2. Universidade Federal de Santa Catarina Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção Laboratório Multicritério de Apoio à Decisão - LabMCDA
  3. 3. Objetivo: O objetivo do artigo é propor a utilização da fase de Estruturação da metodologia MCDA-C (Multicritério de Apoio à Decisão – Construtivista) para monitorar os impactos sócio-ambientais junto a stakeholders . Justificativa: O estudo se justifica pela necessidade de construir indicadores da qualidade ambiental baseados na prática, nos documentos e processos já implantados na organização (5S, SGQ, ISO 9000 / ISO 14000 e SIG) do estudo de caso.
  4. 4. 1. Introdução A partir da década de 1970 (Clube de Roma) há uma crescente preocupação com a necessidade de se estabelecerem limites ao crescimento econômico e suas conseqüências danosas para a humanidade (HARDJONO e KLEIN, 2004) . Só a partir dos anos 1980 que emergiu o desenvolvimento sustentável, desencadeando discussões sobre o passivo ambiental e as conseqüências que o modelo econômico ainda vigente produz.
  5. 5. Nova realidade: A sociedade passou a ser mais crítica, mais exigente e a reivindicar com maior presença seus direitos, suas expectativas e interesses. Consequência: maior poder de influência na execução de projetos que possam vir a ter algum impacto sócio-ambiental. Problemas: Gestores admitem apenas que sua responsabilidade está na maximização da riqueza por meio da valorização das ações (HILL; STEPHENS; SMITH, 2003) . Os instrumentos usuais de gestão não são suficientes para a nova realidade sócio-ambiental: baseados em opiniões, conceitos e julgamentos pré-estabelecidos, pré-existentes e frameworks generalistas.
  6. 6. Skinner (1986), Keeney (1992) e Neely, Gregory e Platts (2005) já alertaram para a necessidade do desenvolvimento do monitoramento por meio de indicadores de desempenho personalizados ao contexto. Risco de afetar segmentos da sociedade não identificados previamente, provocar reações sócio-ambientais inesperadas, comprometer o sucesso e a imagem da organização executante. Essa lacuna faz com que recursos sejam destinados para sanar consequências não desejadas.
  7. 7. Pergunta de pesquisa: Como desenvolver o entendimento do contexto organizacional, a um gerente, de forma a permitir o monitoramento dos impactos sócio-ambientais. Instrumento de Intervenção: Metodologia Multicritério de Apoio à Decisão – Construtivista (MCDA-C)
  8. 8. <ul><li>MCDA-C por ser adequada para contextos em que os decisores: </li></ul><ul><li>Necessitam de apoio para explicitar e mensurar seus valores e preferências; </li></ul><ul><li>Desejam ter em conta seus valores e preferências, e não valores e preferências genéricos ou de outros casos similares; </li></ul><ul><li>Desejam compreender e visualizar as consequências de suas decisões em seus objetivos; </li></ul><ul><li>Desejam estabelecer as performances de referência em cada objetivo (critério) segundo sua percepção; </li></ul><ul><li>Desejam compreender a contribuição de cada critério nos objetivos estratégicos; </li></ul><ul><li>Desejam valer-se da expansão do conhecimento para identificar oportunidades de aperfeiçoamento. </li></ul>
  9. 9. 2. Inclusão da Perspectiva Sócio-Ambiental no Contexto Organizacional Décadas de 1950 e 1960: maior grau de competitividade forçou as organizações a se remodelarem para garantir a sobrevivência. Décadas seguintes: novas demandas – Organizações públicas - aumento de cobrança da sociedade por maior transparência na utilização dos recursos públicos. Organizações privadas - clientes aumentam a exigência por produtos de melhor qualidade e que não cause impacto ao meio ambiente.
  10. 10. Não mais bastava produzir ou construir mais rápido e mais barato. Mas também, mais adequado às expectativas dos clientes, em conformidade com regras ambientais mais rígidas e com responsabilidade social. Necessário prover aos gerentes, um instrumento que, ao proporcionar maior entendimento do contexto de atuação de sua organização, permita monitorar os impactos sócio-ambientais por meio de indicadores de desempenho.
  11. 11. 3. Indicadores de Desempenho As rápidas mudanças tecnológicas, os menores ciclos de vida dos produtos e das inovações, associados à redução na importância do trabalho direto, do aumento da intensidade do capital e do poder de influência dos stakeholders minaram o papel das medidas tradicionais.
  12. 12. <ul><li>As medidas de desempenho precisam ser selecionadas para que o sistema de avaliação seja dinâmico, para (Tapinos; Dyson; Meadows, 2005) : </li></ul><ul><li>Ser sensível às alterações no ambiente; </li></ul><ul><li>Permitir a revisão e alteração de objetivos ante mudanças; </li></ul><ul><li>Permitir a disseminação dos objetivos e prioridades que garantam o alinhamento estratégico; </li></ul><ul><li>Assegurar os ganhos obtidos por meio de aperfeiçoamentos. </li></ul>
  13. 13. Razões apresentadas por executivos para não mudar o sistema de medidas tradicionais:
  14. 14. Um sistema de gestão que utilize somente indicadores tradicionais, baseados em custo, prazo e escopo, não atende às demandas do novo ambiente corporativo. Instrumento de intervenção: Metodologia Multicritério de Apoio à Decisão – Construtivista (MCDA-C).
  15. 15. 4. Metodologia Multicritério de Apoio à Decisão – Construtivista Principal objetivo: Desenvolver o conhecimento do decisor sobre o contexto.
  16. 16. <ul><li>Fases da MCDA-C: </li></ul><ul><li>Estruturação: identifica, organiza e mensura ordinalmente as preocupações para a avaliação do contexto. </li></ul><ul><li>Avaliação: constrói escalas cardinais e taxas de substituição para representar as preferências locais e globais. </li></ul><ul><li>Recomendações: compreender as consequências de decisões nos critérios e no contexto como um todo. </li></ul>
  17. 17. 5. O Caso da Fertilizantes Fosfatados S.A. 5.1 Contextualização A Fertilizantes Fosfatados S.A. (Fosfertil) foi criada como empresa estatal em 1977 com o objetivo de promover a pesquisa, lavra, concentração e comercialização da rocha fosfática da jazida de Patos de Minas (MG).
  18. 18. <ul><li>Década de 1980: </li></ul><ul><li>Verticalização a tornou a mais complexa indústria do ramo na América Latina (LOPES, 1988) . </li></ul><ul><li>Década de 1990: </li></ul><ul><li>Privatização; </li></ul><ul><li>Expansão ao adquirir outras empresas do ramo. </li></ul><ul><li>A Fosfertil pertence à holding Fertifós (Bunge, Mosaic e YARA, entre outras marcas). </li></ul>
  19. 19. <ul><li>O Complexo Industrial de Uberaba, uma das oito unidades da Fosfertil, produz: </li></ul><ul><li>ácidos sulfúrico, fosfórico e fluossílico; </li></ul><ul><li>fosfato de monoamônio; </li></ul><ul><li>superfosfato simples (SSP); </li></ul><ul><li>superfosfato triplo (TSP) e granulado. </li></ul><ul><li>Matéria-prima: rocha fosfática que recebe via mineroduto (amônia e enxofre são importados). </li></ul>
  20. 20. Localização: Fonte: Google maps
  21. 21. <ul><li>Ações tomadas para ajustar a indústria à realidade do mercado: </li></ul><ul><li>Terceirização; </li></ul><ul><li>Automação; </li></ul><ul><li>Redução do endividamento; </li></ul><ul><li>Produtividade com padrões internacionais; </li></ul><ul><li>Ações preventivas em segurança, saúde e meio ambiente. </li></ul>Fonte: Google maps
  22. 22. <ul><li>5.2 A Gestão da Qualidade Ambiental na Fosfertil </li></ul><ul><li>Reestruturação pós-privatização: </li></ul><ul><li>Reorganização estrutural e administrativa; </li></ul><ul><li>Investimentos nos processos e foco em resultados (atualização tecnológica); </li></ul><ul><li>Ênfase nos recursos humanos, saúde, segurança, qualidade e meio ambiente, certificações de qualidade e Sistema Integrado de Gestão. </li></ul>
  23. 23. Etapas do processo integrado de qualidade: 1ª Fase - Mudança no modelo gerencial e tático: Difusão da importância da qualidade; adoção do programa 5S, implantação do SGQ (Sistema Geral de Qualidade) e certificação ISO 9000. Em 2000 inicia a preparação para a ISO 14000. 2ª Fase – Ações táticas: 2002 - implantação do SIG (Sistema Integrado da Qualidade) como uma estratégia guarda-chuva para a gestão da qualidade, do meio ambiente, da saúde e da segurança do trabalho.
  24. 24. 3ª Fase – Ações estratégicas: O sistema SIG (Sistema Integrado de Gestão) reflete a estratégia voltado à atuação conjunta e simultânea da Qualidade, Segurança, Saúde e Meio Ambiente. Uso de indicadores de desempenho ambiental alinhados com a política de gestão do meio ambiente da empresa e à visão estratégica da mesma.
  25. 25. Fonte de dados para a construção da proposta de Estrutura Hierárquica de Valor: Interpretação da evolução histórica da implantação da gestão ambiental na Fosfertil (Ferreira, 2006) e contatos primários com gestores da companhia.
  26. 26. Simulação de Estrutura Hierárquica de Valor:
  27. 27. <ul><li>Estágio atual da pesquisa: </li></ul><ul><li>Os indicadores construídos foram apresentados aos gestores para validação. </li></ul><ul><li>Alguns já utilizam (há alinhamento); </li></ul><ul><li>Em execução análise de viabilidade para adoção dos demais indicadores (aprimorar alinhamento). </li></ul><ul><li>Próximo estágio da pesquisa: </li></ul><ul><li>Acompanhamento temporal da utilização dos indicadores e uso que se irá fazer com as informações obtidas a partir deles (informações irão apoiar decisões na gestão ambiental?) </li></ul>
  28. 28. <ul><li>6. Considerações Finais </li></ul><ul><li>O estudo apresentado é uma proposta de estruturação do contexto visando o monitoramento sócio-ambiental dos stakeholders da unidade produtiva. </li></ul><ul><li>Foi gerado, aos decisores, maior entendimento das consequências de suas ações ao utilizar um processo que: </li></ul><ul><li>Identifica os Pontos de Vista Fundamentais (PVFs); </li></ul><ul><li>Constrói Descritores que mensurem os PVFs; </li></ul><ul><li>Constrói escalas ordinais personalizadas aos valores e preferências dos decisores. </li></ul>
  29. 29. <ul><li>Os decisores passam a contar com um instrumento que oportuniza o monitoramento dos stakeholders quanto aos impactos sócio-ambientais. </li></ul><ul><li>A metodologia MCDA-C contribuiu com: </li></ul><ul><li>Os processos de transformação dos dados documentais em um modelo de avaliação de desempenho. </li></ul><ul><li>A simulação da Estrutura Hierárquica de Valor, com os correspondentes Descritores e escalas ordinais. </li></ul>
  30. 30. Referências: Bititci, U. S.; Turner, T.; Begemann, C., Dynamics of performance measurement systems, International Journal of Operations & Production Management, v. 20, n. 5-6, p. 692-704, 2000. Bourne, M.; Neely, A.; Platts, K.; Mills, J., The success and failure of performance measurement initiatives: perceptions of participating managers, International Journal of Operations & Production Management, v. 22, n. 11, p. 1288-1310, 2002. Denton, D. K., Measuring relevant things, International Journal of Productivity and Performance Management, v. 54, n. 4, p. 278-287, 2005. Ferreira, Núbia A. C. F., Empresas multinacionais e o estabelecimento de padrão ambiental corporativo global: a indústria de matérias-primas para fertilizantes. Dissertação (Mestrado), Programa de Pós-graduação em desenvolvimento regional e Meio Ambiente, centro Universitário de Araraquara-SP, 2006. Hardjono, T. E; Klein, P. Introduction on the European corporate sustainability framework. Journal of Business Ethics, v. 55, n. 2, p. 99-113, 2004. Hill, R.P.; Stephens, D.; Smith, I. Corporate social responsibility: an examination of individual firm behavior. Business and Society Review, v. 108, n. 3, p. 285-424, 2003.
  31. 31. Skinner, W. (1986). The productivity paradox. Management Review, 75, 41-45. Keeney, R. L. (1992). Value-focused thinking: a path to creative decisionmaking. Harvard University Press, London. Lopes, M.A.B. Fosfértil. 10 anos. Uberaba; Fosfértil, 1988. Neely, A; Gregory, M.; Platts, K., Performance measurement system design: a literature review and research agenda, International Journal of Operations & Production Management, v. 25, n. 12, p. 1228-1263, 2005. Tapinos, E.; Dyson, R. G.; Meadows, M., The impact of performance measurement in strategic planning, International Journal of Productivity and Performance Management, v. 54, n. 5-6, p. 370-384, 2005.
  32. 32. Perguntas? Obrigado Msc. Edilson Giffhorn - edilson.giffhorn@gmail.com PhD. Leonardo Ensslin - ensslin@deps.ufsc.br Msc. Núbia Alves de Carvalho Ferreira - [email_address] Dra. Sandra Rolim Ensslin - [email_address] Msc. William Barbosa Vianna - wpwilliam@hotmail.com

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