Adaptado por: Álvaro Costa
Era uma vez umasementinha que seencontrava abandonadaem cima de um muro.   Estava muito calor. Elasentia-se triste, infeli...
Um passarinho passou. Viu-a tãolinda, brilhante como se fosse umraiozinho de sol, e resolveu levá-la.Com todo o carinho, s...
E a sementinha,continuando a suaviagem, resolveu falar,com a sua voz fraquinha,para o passarinho que atransportava no bico...
Ao soltar-se dobico da pequena ave,a semente caiu noespaço, de muito altoaté ao solo.   Foram umasfolhinhas secas quea amp...
E o passarinhoprocurou, procurou,sem resultado. Triste,desistiu.   A sementinha, maisuma vez abandonada,meia encoberta por...
O tempo mudou.Veio vento fortearrastando asfolhas caídas dasárvores. E asementinha foilevada pelo ventopara longe. Galgoup...
Cheia de curiosidade, apequena semente começou aapreciar a casa onde decertoviveriam os donos do quintalem que o vento a p...
Os dias foram passando. Asementinha sentia já a suapele ressequida, com sede.   Numa manhã em que o céuestava mais cinzent...
Em breve sentiuhumidade à suavolta. Que seria?Escutouatentamente epercebeu que omenino, com umregador, estava aregar a ter...
Alguns dias depois, era já um rebentinho tímido que desabrochava dosolo.  Espreitou a luz do dia. Não era já uma sementinh...
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  1. 1. Adaptado por: Álvaro Costa
  2. 2. Era uma vez umasementinha que seencontrava abandonadaem cima de um muro. Estava muito calor. Elasentia-se triste, infeliz, porter de suportar, aquelesraios de sol tão quentes quea tostavam. Um meninocomera o fruto onde ela seformara e deixara-aabandonada sobre o muro. Quanto ela gostaria deestar num lugar maisfresquinho e agradável. - “Até quando terei deaguentar aqui?” – dissebaixinho a sementinha, jácom a sua pele tostada, corde chocolate.
  3. 3. Um passarinho passou. Viu-a tãolinda, brilhante como se fosse umraiozinho de sol, e resolveu levá-la.Com todo o carinho, segurou-a nobico e voou… Voou… Voou… A sementinha ia encantada com oque via. Tudo era mais belo do quesonhara. Um riacho corria por entreum belo relvado muito verdinho efresco. A sua água parecia quecantava, ao saltar pelas pedritas quelhe tapavam o caminho. A sementinha estava maravilhada.Um pomar aparecia agoracarregadinho de frutos. Que lindoeram! Uns vermelhinhos; outrosamarelos; outros ainda verdes, mascom as faces coradas.
  4. 4. E a sementinha,continuando a suaviagem, resolveu falar,com a sua voz fraquinha,para o passarinho que atransportava no bico: - “Obrigada, amigopassarinho, pelas coisaslindas que me tensmostrado! Eu não sabiaque o Mundo é tão belo.” O passarinho, admiradocom a fala da sementinha,teve de poisar num ramode um árvore para abrir obico e lhe por responder.
  5. 5. Ao soltar-se dobico da pequena ave,a semente caiu noespaço, de muito altoaté ao solo. Foram umasfolhinhas secas quea ampararam na suaqueda. O passarinhoaflito, muito aflito,voou para junto delae disse com vozmeiga: -“Perdoa,sementinha! Foi semquerer que te deixeicair! Mas, não tevejo, onde estás?”
  6. 6. E o passarinhoprocurou, procurou,sem resultado. Triste,desistiu. A sementinha, maisuma vez abandonada,meia encoberta poruma folhinha seca,espreitava por entreas folhas das árvoreso lindo céu azul. Ali, quaseescondida, passoudias, muitos dias.Estava abrigada docalor do sol, mas nãopodia ver ospassarinhos a voar,as borboletascoloridas, as floresdos campos e dosjardins, o riachocantante.
  7. 7. O tempo mudou.Veio vento fortearrastando asfolhas caídas dasárvores. E asementinha foilevada pelo ventopara longe. Galgoupasseios, valados,muros, e caiu porfim sobre a terrado quintal de umacasa. A sementinhaolhou em seuredor. Viu couves,alfaces, nabos,rabanetes, que aolonge seencontravamplantados.
  8. 8. Cheia de curiosidade, apequena semente começou aapreciar a casa onde decertoviveriam os donos do quintalem que o vento a poisara. Erauma casa simples, muitocaiadinha, com duas janelasonde baloiçavam cortinas tãoleves e brancas como a neve. Quem viveria ali? Asementinha tentou levantar-separa espreitar através dasvidraças, mas viu que eraimpossível, por ser muitopequenina. Quem lhe dera que alihouvesse meninos para virembrincar junto dela, que tantogosta de ouvir o riso dascrianças!
  9. 9. Os dias foram passando. Asementinha sentia já a suapele ressequida, com sede. Numa manhã em que o céuestava mais cinzento, apequenina sementeestremeceu de alegria ao versurgir junto dela o Tiago, oamiguinho que tinha comidoo fruto onde ela se formara eabandonara sobre o muro. Tiago trazia consigo umsacho e, sem a ver, começoua revolver a terra. Em poucosmomentos, a sementinhaencontrou-se na escuridão,com pesados torrões sobre oseu frágil corpito. Mas nãoestava só! Junto delaencontravam-se variadassementes que o Tiago lançaraà terra.
  10. 10. Em breve sentiuhumidade à suavolta. Que seria?Escutouatentamente epercebeu que omenino, com umregador, estava aregar a terra. A sementinhasentiu uma enormealegria e bem –estar. Inchou. A suapele foi-se abrindomuito lentamente. Opequenino embriãoque fazia parte delacresceu e, commuita coragem, foiempurrando a terraque lhe pesava.
  11. 11. Alguns dias depois, era já um rebentinho tímido que desabrochava dosolo. Espreitou a luz do dia. Não era já uma sementinha abandonada, masuma planta que crescia, crescia, dia após dia. Tiago estava surpreendido com aquela bonita planta que ele não selembrava de ter semeado. Descobriu então que era uma linda macieira quesurgia no seu quintal. Mas, quem a semeara ali? Como veio ali parar?

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