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<ul><li>Para a criança, essa linguagem ou comunicação que ela exercita com parceiros visíveis ou invisíveis, reais ou fant...
<ul><li>Durante as criações ou fazendo atividades de seu dia-a-dia, as crianças vão aprendendo a perceber os atributos con...
<ul><li>EM BUSCA DA REPRESENTAÇÃO ARTÍSTICA </li></ul><ul><li>Discutiremos o conceito de representação através do desenhar...
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<ul><li>O JOGO E A BRINCADEIRA NAS AULAS DE ARTE </li></ul><ul><li>As atividades lúdicas são também indispensáveis à crian...
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A CriançA Conhecendo Arte

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  1. 1. A CRIANÇA CONHECENDO ARTE PROCESSO DE FORMAÇÃO DO CONHECIMENTO DA ARTE PELA CRIANÇA E AS MANEIRAS DE DESENVOLVÊ-LO NAS AULAS DE ARTE A EXPRESSIVIDADE INFANTIL Compreender o processo de conhecimento da arte pela criança significa mergulhar em seu mundo expressivo. Expressividade – verbal / plástico / corporal – sempre motivada pelo desejo da descoberta e por suas fantasias. Desenvolvimento da expressividade – resulta das elaborações de sensações, sentimentos e percepções vivenciadas intensamente. Por isso, quando a criança desenha, pinta, dança e canta, o faz com vivacidade e muita emoção. É sempre em contínuo contato com as pessoas e as coisas que a criança aprimora seus pensamentos, suas descobertas e seu fazer em arte. (Não é um processo isolado, mas de reciprocidade, quando a criança internaliza os conhecimentos, vinculando-os às suas experiências de vida pessoa e cultural) A expressão infantil é a mobilização para o exterior de manifestações interiorizadas e que formam um repertório constituído de elementos cognitivos e afetivos.
  2. 2. <ul><li>Para a criança, essa linguagem ou comunicação que ela exercita com parceiros visíveis ou invisíveis, reais ou fantasiosos, acontece junto com seu desenvolvimento afetivo, perceptivo e intelectual e resulta do exercício de conhecimento da realidade. </li></ul><ul><li>O compromisso do professor é adequar o seu trabalho para o desenvolvimento das expressões e percepções infantis. Com o aprimoramento das potencialidades perceptivas das crianças, pode-se enriquecer suas experiências de conhecimento artístico e estético. </li></ul><ul><li>OBSERVAR – VER – OUVIR – TOCAR enfim perceber as coisas, a natureza e os objetos à sua volta. </li></ul><ul><li>SENTIR – PERCEBER – FANTASIAR – IMAGINAR – REPRESENTAR, fazem parte do universo infantil e acompanham o ser humano por toda a vida. </li></ul><ul><li>PERCEPÇÃO, IMAGINAÇÃO E FANTASIA </li></ul><ul><li>NAS AULAS DE ARTE </li></ul><ul><li>A IMPORTÂNCIA DA PERCEPÇÃO </li></ul><ul><li>Vygotsky fala na precocidade da “percepção de objetos reais” , com suas formas e significados; segundo ele a criança rapidamente percebe que o mundo das formas tem sentidos diversos os quais ela aprende a utilizar. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Durante as criações ou fazendo atividades de seu dia-a-dia, as crianças vão aprendendo a perceber os atributos constitutivos dos objetos ou fenômenos à sua volta. (Volume, cor, tamanho, texturas, utilidade, função, beleza, etc). Mas para que isso ocorra é necessário a colaboração do outro, do professor, dos pais... </li></ul><ul><li>À medida que trabalhamos para desenvolver a percepção ajudamos a “ver melhor, ouvir melhor, fazer discriminações sutis e ver as conexões entre as coisas” (Gardner, 1988) . </li></ul><ul><li>COMBINANDO IMAGINAÇÃO E FANTASIA </li></ul><ul><li>A imaginação se constitui de NOVAS IMAGENS, IDÉIAS E CONCEITOS que vinculam a fantasia à realidade. </li></ul><ul><li>Vygotsky (1990), falando da imaginação, chama a atenção para a sua infinita possibilidade de poder “criar novos graus de combinações, mesclando primeiramente elementos reais (...) combinando depois imagens da fantasia (...) e assim sucessivamente”. Com isso, o processo imaginativo adquire autonomia e diversos graus de complexidade. </li></ul><ul><li>A produção imaginativa tem relação com a realidade mas é também constituída de novas elaborações, entre as quais as afetivas e as sociais. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>EM BUSCA DA REPRESENTAÇÃO ARTÍSTICA </li></ul><ul><li>Discutiremos o conceito de representação através do desenhar, pintar, jogar e brincar. </li></ul><ul><li>O DESENHO INFANTIL </li></ul><ul><li>A criança reflete continuamente suas impressões do meio circundante. E, como vimos sua compreensão do real faz-se por meio de uma inter-relação dessas impressões com as coisas percebidas. </li></ul><ul><li>Com relação a expressão plástica, tem-se observado que a criança não traduz em seus trabalhos apenas recordações visuais. E nem existe, no caso das menores, uma proximidade com as formas reais ou construções espaciais mais realísticas. </li></ul><ul><li>Os primeiros trabalhos da criança, como consequência e extensão de um gesto que deixa marca vigorosa em uma superfície, são seus rabiscos. Mas, como diz Wallon, existem diferentes manifestações entre o gesto e seu traço. Para ele, a origem do desenho esta no gesto, mesmo quando o traço tenha começado de modo casual: </li></ul><ul><li>Isso supões uma regulação suficientemente exata do gestou ou, pelo menos, uma intenção correspondente, isto é, o sentimento de ser capaz dele. Sabemos que a precisão do gesto está ligada à possibilidade, para os segmentos dos membros que o executam, de encontrar apoio bastante firme no resto do corpo. Esta aptidão está ligada às funções de equilíbrio e não e, sem dúvida, acaso, se as primeiras garatujas da criança pertecem à mesma época que seus primeiros passos. </li></ul><ul><li>Mas, por que as crianças continuam a rabiscar, e quando é que os rabiscos dão origem ao desenho? </li></ul>
  5. 5. <ul><li>No início, a criança pode estar rabiscando pelo prazer de rabiscar mas, à medida que vai dominando o gesto e percebendo visualmente que entre o gesto e as marcas que faz existe uma ligação, seus atos passam a ser mais intencionais. Faz linhas contínuas ou interrompidas, curvas que se entrecruzam, rabiscos enovelados ou simplesmente pequenas marcas que se contratam na superfície. A partir deste momento também sucede que ela encontra nos rabiscos algo a representar. </li></ul><ul><li>Vygotsky estabelece a profunda relação entre a representação por gestos e a representação pelo desenho que resulta na representação simbólica e gráfica. </li></ul><ul><li>O conjunto de diferentes abordagens nos mostra que a ação do desenhar na infância reúne vários elementos que podem ser sintetizados nos aspectos MOTOR, PERCEPTIVO e de REPRESENTAÇÃO e é mais complexa do que pensam muitas pessoas. Mas ainda, mostra que a construção do conhecimento em arte pela criança constitui-se basicamente a partir da interação de três determinantes fundamentais sintetizados no abaixo: </li></ul><ul><li>DETERMINANTES FUNDAMENTAIS NA CONSTRUÇÃO INTERATIVA DE SABERES ARTÍSTICOS E ESTÉTICOS PELA CRIANÇA </li></ul><ul><li>A criança é ser atuante em busca do saber artístico e estético; </li></ul><ul><li>A ambiência natural e cultural é instância interferente no saber artístico e estético da criança; e </li></ul><ul><li>A convivência do grupo social mais próximo (família, amigos, escola etc.) é mediadora dos saberes em arte e estética junto à criança. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>A CRIANÇA E AS IMAGENS </li></ul><ul><li>As primeiras linhas rabiscadas, as primeiras organizações formais – círculo, oval, quadrado, linhas retas, curvas, sinuosas etc. - vão se constituindo nos primeiros registros de uma representação do objeto, de uma forma esquemática, como é o caso da figura humana. A criança inicia com formas circulares ou ovais às quais acrescenta linhas que vão se ajustando à concepção de pernas, braços. </li></ul><ul><li>Depois de uma fase embrionária de representação o desenho infantil mostra-se com características de imagem. O esquema desaparece, dando lugar a uma figuração que tem proximidade com os objetos reais, embora seja tratada de forma plana. O cotidiano da criança também aparece claramente neste universo representativo: pessoas, animais, brinquedos, objetos, natureza, produções culturais e sociais de sua época como televisão, histórias em quadrinhos, desenhos, jogos e brincadeiras... </li></ul><ul><li>Como última etapa e mais próxima da adolescência, aparecem as construções tendendo para as formas ilusórias e naturalistas, com proporcionalidade, utilizando métodos de representação espacial e perspectiva. É neste momento também que o jovem começa a demonstrar um desinteresse pelo desenho, e a se voltar para outras manifestações artísticas. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>O JOGO E A BRINCADEIRA NAS AULAS DE ARTE </li></ul><ul><li>As atividades lúdicas são também indispensáveis à criança para a apreensão dos conhecimentos artísticos e estéticos, pois possibilitam o exercício e o desenvolvimento da percepção, da imaginação, das fantasias e de sentimentos. O brincar nas aulas de arte pode ser uma maneira prazerosa de a criança experimentar novas situações e ajudá-la a compreender e assimilar mais facilmente o mundo cultural e estético. Um outro ponto é que a prática artística é vivenciada pelas crianças pequenas como uma atividade lúdica, onde “o fazer” se identifica com “o brincar”, o imaginar com a experiência da linguagem ou da representação. </li></ul><ul><li>A ação de brincar é muito importante na infância porque “cria uma zona de desenvolvimento proximal da criança”. Quando brinca, a criança modifica os hábitos e comportamentos usuais, mostrando-se mais e em maior grandeza. </li></ul><ul><li>A experimentação, a criação, a atividade lúdica e imaginativa que sempre estão presentes nas brincadeiras, no brinquedo e no jogo, são também os elementos básicos das aulas de arte para crianças. </li></ul><ul><li>É importante a inclusão do brinquedo e da brincadeira como parte integrante dos métodos e procedimentos educativos de um programa de arte e em atividades infantis, principalmente quando envolve a construção, a manifestação expressiva e lúdica de imagens, sons, falas, gestos e movimentos. </li></ul>

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