Apresentação peixes SERMÃO Pd ANTÓNIO VIEIRA

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Apresentação peixes SERMÃO Pd ANTÓNIO VIEIRA

  1. 1. Quatro olhosPeixe voador TremelgaRémora Roncador Polvo
  2. 2. RONCADORNomes comuns: Roncador, roncador canário oucocoroca (brasileiro).Grupo taxonómico:Filo: ChordataClasse: Osteichthyes (peixes ósseos)Ordem: PerciformesFamília: HaemulidaeEspécie: Conodon nobilis (Linnaeus, 1758)Características:•Peixe de escamas abundantes, com corpoalongado, focinho cónico e boca relativamentepequena. Coloração de um prateado a amarelo ouoliváceo, mais escuro no dorso e com cerca de oitofaixas escuras evidentes na lateral do corpo. Temtambém algumas linhas amareladas longitudinais.•Comprimento comum - 25 cm; máximo conhecido -34 cm. continuar Voltar ao início
  3. 3. RONCADOR (continuação)•Pode alcançar uma idade máxima de 10 anos.•Os roncadores possuem dentes faríngeos, issomesmo, dentes na faringe, ao rangerem esses denteso som é ampliado por uma câmara de ar - a bexiganatatória - órgão que tem nesta espécie uma duplafunção, a sua função básica é diminuir a densidadedo animal e permitir a sua permanência na massa deágua sem ter de recorrer a movimentos (em todosos peixe ósseos este órgão existe com essa função).Os sons produzidos parecem estar associados acomportamentos alimentares e a situações de stress. continuar Voltar ao início
  4. 4. RONCADOR (continuação)Habitat: Frequenta águas costeiras com fundo delodo ou areia, em canais, baías, enseadas, estuáriose praias. Os adultos encontram-se, durante o dia,em águas mais profundas (até 100) em fundosrochosos ou recifes de coral, durante a noiteaproximam-se da costa para se alimentarem.Distribuição: Costa Atlântica das Américas: Texas eFlorida (USA) e Jamaica até ao Brasil, incluindo oGolfo do México, Porto rico e Antilhas.Alimentação: Alimenta-se à noite de crustáceos epequenos peixes.Reprodução: Atingem a maturidade no terceiroano. A desova faz-se em estuários ou junto à costaem fundos com vegetação, os juvenis permanecemnestas regiões.Estatuto de ameaça: Vulnerabilidade baixa amoderada. continuar Voltar ao início
  5. 5. RONCADOR (continuação)Curiosidades: O facto de “roncarem” não impede ohomem de os utilizar na alimentação. São comunsem aquários.MITOSSegundo O Padre António Vieira estes pequenospeixinhos seriam arrogantes, orgulhosos e cheios desoberba, porque se expressam muito através devocalizações (ao contrário dos outros peixes queacatam mudos a ordem divina – sinal deobediência).São realmente uns pequenos peixes, são facilmentepescados pois frequentam as zonas costeiras emesmo as praias. Mas o seu comportamento étímido, alimentando-se de preferência à noite.Os “roncos “ que produzem são sobretudo umamanifestação de stress, observável quando sãoretirados da água. Voltar ao início
  6. 6. PEIXE VOADORNomes-comuns: Peixe voador. Ao contrário docomum, esta designação é usada para todas asespécies desta família e em todas as línguas.Grupo taxonómico:Filo: ChordataClasse: Osteichthyes (peixes ósseos)Ordem: BeloniformesFamília: ExocoetidaeCaracterísticas:•Apesar desta família ser constituída por mais de 60espécies (64/65), distribuídas em nove géneros, hátodo um conjunto de características bem marcantes:•A mais marcante é o grande desenvolvimento dasbarbatanas peitorais (para alguns géneros tambémas ventrais);•A linha lateral colocada em posição muito inferior ea barbatana caudal com o lóbulo inferior maisdesenvolvido;•Podem atingir um tamanho máximo de 45 cm. continuar Voltar ao início
  7. 7. PEIXE VOADOR (continuação)•A sua característica distintiva é certamente o voo, oumelhor a capacidade de saírem da água econseguirem planar durante alguns metros (máximo400m). Toda a sua morfologia ajuda a realizar estaproeza. As alterações, que resultaram da evolução elevaram ao aparecimento destes seres, foramsobretudo ao nível das barbatanas, que não possuemraios rígidos mas são resistentes. As peitorais (juntoao centro de massa) estão obrigatoriamentedesenvolvidas e a caudal tem o lóbulo inferior maisdesenvolvido para poder propulsionar o animalmesmo quando este está praticamente fora de água (acauda pode agitar-se 70 vezes por segundo). Aforma geral do corpo já é aerodinâmica.•São planadores extremamente eficazes, mais rápidosque algumas aves, parte do “segredo” é deslocam-sejunto à superfície da água o que lhes confere maiorsustentação. Este comportamento original é umaforma de escaparem aos numerosos e rápidospredadores que têm na água, como os espadartes,atuns e golfinhos. continuar Voltar ao início
  8. 8. PEIXE VOADOR (continuação)Habitat: Os peixes voadores são principalmentehabitantes do mar aberto, mas com frequência sãoobservados em águas profundas junto da costa oude recifes de coral.Distribuição: Encontram-se representantes destafamília em todas os mares tropicais e noMediterrâneo ocidental.Alimentação: Alimentam-se principalmente deorganismos planctónicos.Reprodução: Os ovos são relativamente grandes eapresentam filamentos pegajosos para aderirem aalgas ou outros substratos flutuantes.Estatuto de ameaça: Algumas espécies estão emdeclínio devido a sobrepesca. continuar Voltar ao início
  9. 9. PEIXE VOADOR (continuação)Curiosidades: São peixes utilizados na alimentação ebastante apreciados. Nos Barbados, “Terra dosPeixes Voadores”, são uma das bases da gastronomianacional e têm relevo noutras formas de culturacomo por exemplo na escultura e literatura (contospopulares).Estão em curso estudos da aerodinâmica destesanimais e que visam o aperfeiçoamento deaeronaves.MITOSOs gregos acreditavam que os peixes voadoresabandonavam as águas para dormirem.Segundo O Padre António Vieira estes peixesquiseram alcançar mais do que lhes estava destinadoe “como castigo” acabam até por saltar para asembarcações dos pescadores. Esta afirmação écorreta, mas não é a ambição de ser ave que osmove, mas sim o receio de ser refeição de algumpeixe maior. Voltar ao início
  10. 10. QUATRO OLHOSNomes-comuns: Quatro olhosGrupo taxonómico:Filo: ChordataClasse: Osteichthyes (peixes ósseos)Ordem: CyprinidontiformesFamília: AnablepidaeEspécie: Anableps anableps (Linnaeus, 1758)Características:•Corpo alongado; cabeça grande e achatada;mandíbula superior prolongada com muitosdentes pequenos.•Os olhos são proeminentes e ao contrário do quepoderíamos ser levados a pensar, este peixe temsó dois olhos. No entanto, cada olho é umaestrutura dupla, que se projeta acima da linha daágua. Os olhos são atravessados por uma linhapigmentada que os divide em duas metades,quando o animal se desloca na superfície da águaessa linha coincide com a superfície da água. continuar Ler mais Voltar ao início
  11. 11. QUATRO OLHOS (continuação)•A córnea está assim dividida numa zona superior,fortemente convexa e numa zona inferior, plana; aíris possui duas projeções que dividem a pupila emduas. Os cristalinos são ovais e funcionam comoóculos bifocais: a parte superior é própria para verno ar e a parte inferior para ver na água.•Apresenta dimorfismo sexual distinguindo-se omacho pela presença de um gonopódio(barbatana anal modificada para poder realizar atransferência de esperma par o interior da fêmea).As fêmeas podem atingir 30 cm e os machos 25cm. continuar Voltar ao início
  12. 12. QUATRO OLHOS (continuação)Habitat: Pode ser encontrado em águas doces ousalobras, frequentemente em mangais; estáadaptado ás variações do nível de água esalinidade provocadas pelas marés e podepermanecer fora de água por algum tempo (aspeitorais são musculadas e permitem algumsuporte). O peixe nada na superfície da água, commetade de cada um dos olhos submersa, e usa osdois tipos de visão ao mesmo tempo, desloca-semuitas vezes em cardume.Distribuição: Vive nos rios do México, da AméricaCentral e do norte do Brasil. continuar Voltar ao início
  13. 13. QUATRO OLHOS (continuação)Alimentação: Passam a maior parte do tempo àsuperfície e a sua dieta são essencialmenteinsetos que caem na água, mas também capturamoutros invertebrados e pequenos peixes.Reprodução: A fecundação é interna,curiosamente, machos e fêmeas possuem os seusorgãos sexuais orientados, ou para a direita, oupara a esquerda. Devido a este facto, os machosdestros apenas podem copular com fêmeassinistras e, vice-versa. São ovovivíparos a gestaçãodura 3 meses. As crias, um reduzido numero,nascem com 4-5cm e a aparência dos adultos.Estatuto de ameaça: Quase ameaçada. Muitosexemplares são capturados para: alimentação,aquariofilia e pesquisa médica. continuar Ler mais Voltar ao início
  14. 14. QUATRO OLHOS (continuação)Curiosidades: A capacidade de versimultaneamente dentro e fora de água não éencontrada em nenhum outro vertebrado.São úteis no combate de doenças propagadas pormosquitos pois consomem-nos em grande número.MITOSSegundo o Padre António Vieira este peixe temcomo virtude a vigilância pois olhava diretamentepara cima das águas, para Deus, e para baixo, para oInferno, conseguindo assim situar-se no mundo. Abiologia deste animal não está totalmente deacordo com essa conceção, não há dúvida que é decima que lhe vem o alimento, mas o infernotambém pode materializar-se na forma de uma avepredadora. Ler mais Voltar ao início
  15. 15. TREMELGANomes-comuns: Torpedo, tremedeira, treme-mãoou tremelga.Grupo taxonómico:Filo: ChordataClasse: Chondrichthyes (peixes cartilagíneos)Ordem: TorpediniformesFamília: TorpedinidaeCaracterísticas:•Corpo mole e flácido, achatado, cuja cabeça,tronco e barbatanas peitorais alargadas formam umdisco mais ou menos circular.•Face dorsal cinzenta ou castanho clara na, porvezes com 5 ocelos azuis, simétricos. continuar Voltar ao início
  16. 16. TREMELGA (continuação)•Gera eletricidade através dos órgãos elétricos(tecidos musculares modificados) que libertamenergia para o meio ambiente. Surge assim, à voltado peixe, um campo elétrico que, ao ser modificadopela presença de um corpo estranho, alerta o peixee este emite uma descarga elétrica. A potência dedescarga aumenta com o tamanho dos indivíduos(pode atingir 200 volts). Os órgãos elétricospossuem células que se começam a desenvolver noembrião e ficam funcionais antes do nascimento.•60 cm a 1,8 m de comprimento.Habitat: Fundos móveis, normalmente junto dacosta, embora possa descer até aos 150m. continuar Voltar ao início
  17. 17. TREMELGA (continuação)Alimentação: Peixes pequenos e crustáceos.Reprodução: São vivíparos e aplacentários. Operíodo de gestação é de cerca de um ano. Naaltura do nascimento medem 8-10 cm decomprimento. Dependendo do tamanho da fêmeapodem nascer 3-20 crias. A maturidade sexualocorre quando os machos atingem 19 cm decomprimento e as fêmeas 26 cm.Estatuto de ameaça: Não conhecidoCuriosidades:Este peixe foi usado na medicina pelos antigosRomanos e Gregos devido às propriedades elétricaspara tratamento de dores musculares.Antes do século XIX o óleo do seu fígado foi usadocomo combustível, para iluminação. Voltar ao início
  18. 18. RÉMORANomes-comuns: Rémora, pegador, peixe-piolho,agarrador.Grupo taxonómico:Filo: ChordataClasse: Osteichthyes (peixes ósseos)Ordem: PerciformesFamília: Echeneidae (apenas 8 espécies)Características:•Cabeça larga e achatada com um disco oval comlâminas transversais (16 a 20 pares), inclinadas parafrente. Quando pressionadas contra o hospedeiro,as lâminas formam vácuo, garantindo a fixação.Quando se movem para a frente, empurram aslâminas para baixo, libertando-se. Assim, quantomaior a velocidade do hospedeiro, maior será ovácuo e a aderência. continuar Voltar ao início
  19. 19. RÉMORA (continuação)•Há espécies com hospedeiros específicos, masoutras são generalistas, fixando-se a várias espéciesde animais maiores. Podem ser encontradas de umaa dezenas num único hospedeiro (tartarugas,golfinhos, baleias, atuns, tubarões, etc.) Os adultossão geralmente encontrados no corpo doshospedeiros, os jovens e as espécies menorespodem ser observados na cavidade branquial,espiráculos, cloaca e mesmo na boca.•Corpo alongado e delgado.•Cor cinzento-escura ou cinzento acastanhada.•Algumas espécies têm tamanho reduzido (cerca de42 cm de comprimento), outras podem atingir os 2m.•aproveitam o movimento do hospedeiro para semovimentarem, conseguindo assim uma poupançade energia significativa. continuar Voltar ao início
  20. 20. RÉMORA (continuação)Habitat: Regiões tropicais (tanto em zonas costeirascomo fora destas) e com águas de temperaturaelevada, a uma profundidade que varia entre os 20e os 50 metros. Alimentação: pequenos crustáceos (caranguejos),lulas, ou peixes pequenos, mas principalmente dosrestos das refeições e dos parasitas da pele dohospedeiro.Reprodução: A desova ocorre na primavera e noverão. Quando os embriões saem do ovo medementre 0,45 e 0,75 cm, e normalmente vivem até umano a nadar livremente até formarem o disco ovalna cabeça e desenvolverem a dentição. Quandoatingem aproximadamente 3 cm de comprimentofixam-se a outros peixes.Estatuto de ameaça: Não ameaçados, devido à suaabundância um pouco por todo o globo. Não têmpredadores nem parasitas conhecidos. continuar Voltar ao início
  21. 21. RÉMORA (continuação)Curiosidades: Em certos locais do mundo, a rémoraé utilizada como “aparelho de pesca” - ospescadores amarram a cauda da rémora a umacorda e lançam-na à água. Assim que esta se fixa aum hospedeiro, o pescador recolhe-a e fica com oanimal ao qual a rémora se fixou.MITOSDada a diferença de porte, são incapazes de causardesvios na rota dos hospedeiros. Ainda mais difícilseria impedir ou perturbar a navegação dos barcos.A rémora não é um parasita do tubarão. A rémoraobtém proteção e alimento dos hospedeiros edesparasita-os. Esta associação é benéfica paraambos.Estes peixes têm tanto a capacidade de se pegaremaos animais como de se despegarem, portanto nãomorrem se o seu hospedeiro morrer. Voltar ao início
  22. 22. POLVOPOLVOFilo: MolluscaClasse: CephalopodaOrdem: OctopodaSubordem Cirrina (5 famílias) e Subordem Incirrina(9 famílias)Características:•O polvo é um molusco marinho. Tem corpo molesem esqueleto interno.•Possui oito braços, com fortes ventosas, dispostosà volta da boca.•Como meio de defesa, possui a capacidade delargar tinta, camuflagem (conseguida através doscromatóforos) e autotomia de seus braços.•Possui visão binocular e olhos que permitem aperceção da cor. continuar Voltar ao início
  23. 23. POLVO (continuação)•Atingem normalmente os 10 Kg de peso e mais de1 metro de comprimento.•Os polvos possuem 3 métodos de defesas: a tinta;a camuflagem (que também pode ser consideradamétodo de ataque) e a autonomia com os braços.•Os polvos libertam uma densa nuvem de tinta,composta por melanina, que possibilita a fuga. Estatinta para além de ser escura, possui cheiro, que fazcom que o olfato de predadores, como o tubarão,fique confuso.•Podem alterar a sua cor e opacidade da pele,através de células especializadas. A mudança de cortambém está envolvida com o aviso a outros polvos,de que estão em perigo ou que se aproxima outropredador.•As suas ventosas são equipadas comquimioreceptores o que permite que possam sentiro gosto do objeto em que tocam. continuar Voltar ao início
  24. 24. POLVO (continuação)Reprodução:No polvo o dimorfismo sexual é pouco significativo,sendo o macho menor que a fêmea.A reprodução é sexuada e inicia-se com um ritual deacasalamento que pode durar várias horas ou dias.Quando a fêmea está pronta para a fecundaçãoliberta uma substância que além de atrativa,previne que o parceiro sexual a devore (ocanibalismo é comum em várias espécies depolvos).O acasalamento realiza-se através do hectocótilo(braço modificado dos machos dos cefalópodes quedurante a cópula é usado para transferir osespermatozoides. Dependendo da espécie, a fêmeadeposita os ovos fecundados num "ninho" emfileiras ou isoladamente que podem atingir até200.000 ovos. continuar Voltar ao início
  25. 25. POLVO (continuação)Durante a maturação dos ovos, a fêmea cuida deles,evitando que algas e outros organismos osataquem, deixando de se alimentar. Também facilitaa circulação de correntes de água para favorecer aoxigenação. Durante esse período a fêmea não sealimenta e normalmente morre pouco depois dosovos eclodirem.O macho morre num período de alguns meses apósa cópula.Alimentação: Todos os polvos são predadores ealimentam-se de peixes, crustáceos e outrosmoluscos, que caçam com os braços e matam com obico quitinoso.Habitat: O polvo é uma espécie com uma vastadistribuição mundial, ocorrendo nas águas tropicais,subtropicais e temperadas, desde as zonas dasmarés até profundidades elevadas. Normalmentevivem escondidos em fendas, conchas vazias demoluscos ou aglomerados de algas. Voltar ao início

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