Absg 12-q2-p-l06-t

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  1. 1. DOMINGO, 6 de maio O MEU DEUS E EU LIÇÃO 6 6 a 12 de maio de 2012 O nosso relacionamento pessoal com Jesus terá uma influência direta no êxito do nosso testemunho acerca d’Ele. É muito fácil aprender algumas fórmulas de testemunho e evangelismo e depois avançarmos na nossa presumida sabedoria e capacidade. Embora Deus possa mesmo assim abençoar os nossos esforços,Evangelismo e Testemunho devemos ter sempre em mente que esta é a Sua obra, e que nós a realizamos mediante o Seu poder. Queremos nós simplesmente passar conhecimento (ainda que conhecimento importante) ou queremos estimular um relacionamento espiri-Pessoais tual vital? E como é que se pode passar aos outros aquilo que não temos em nós e por nós mesmos? É claro que há sempre exemplos de pessoas – ainda que fracas na fé elas mes-SÁBADO À TARDE mas, ainda que perto de vacilar no limiar da apostasia e da deserção – que, não obstante, podem ser usadas por Deus para conduzir outros a Jesus. Numa grandeLEITURA PARA O ESTUDO DA SEMANA: Atos 4:13 e 14; João 1:37-50; Salmo cidade, há vários anos, uma jovem, tendo-se unido à Igreja Adventista do Sétimo139; I Pedro 3:1-15; João 4:37 e 38. Dia, trabalhou incansavelmente para converter o irmão. Anos mais tarde, o irmão foi batizado. Um mês depois, ela abandonou a fé e, até agora, continua a renegá- -la. Embora aconteçam casos destes, o facto é que quanto mais forte for a nossa VERSO ÁUREO: “Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, e o ligação pessoal com Jesus, mas poderoso será o nosso testemunho. meu servo, a quem escolhi.” Isaías 43:10. Leia Atos 4:13 e 14. O que é que estes versículos revelam sobre o rela-PENSAMENTO-CHAVE: Aqueles que têm a alegria da certeza da salvação vão cionamento que Pedro e João tinham com Jesus e sobre o que essa ligaçãoquerer levar outros a viver a mesma experiência. lhes permitia fazer? Pense no que se queria dizer quando é afirmado que “tinham conhecimento que eles haviam estado com Jesus”? O que é que isto significa? Como deve ser uma pessoa que “tenha estado com Jesus”? EMBORA MUITAS PESSOAS OUÇAM AS BOAS-NOVAS acerca de Jesuspor meio de esforços da igreja em testemunho e evangelismo, há um sentido es-pecial em que a influência individual contribui significativamente para o sucessodo programa coletivo da igreja. Ao longo das últimas décadas, vários inquéritostêm demonstrado que os relacionamentos com amigos, parentes, vizinhos oupessoas conhecidas (tudo sob o poder do Espírito Santo) foram os fatores maisinfluentes na condução de pessoas à entrega do coração a Cristo. A pesquisatem demonstrado que até 83 por cento dos novos membros que responderam A lição na Palavra de Deus é bastante clara. Ao pensarmos nos nossos camposaos inquéritos afirmaram ter sido significativa a influência dos seus amigos, pa- missionários pessoais, ao nos apercebermos da maturação do grão e da urgenterentes e conhecidos que já eram membros da igreja. Dos que assistiram a algu- necessidade de obreiros, precisamos de deixar que o Senhor nos atraia para umma forma de reuniões evangelísticas antes de se unirem à igreja, 64 por cento forte e íntimo relacionamento com Ele; um relacionamento que nos dará um poder,aceitaram o convite de alguém na sua rede de pessoas próximas. que doutra forma, nós não teremos. Esta semana, vamos recapitular alguns exemplos bíblicos de ações em con-junto, analisar a nossa ligação com Jesus e a nossa influência pessoal sobre Como está o seu relacionamento pessoal com o Senhor Jesus? Deaqueles que nos são próximos. que modo a sua simples presença, a forma como fala, como atua, como trata as pessoas revelam o relacionamento pessoal que tem com Deus? Tanto quanto possível, seja honesto/a consigo próprio/a, mesmo que seja doloroso.Leitura Bíblica e Esp. Profecia: I Crón. 9-11; Daniel 3; Profetas e Reis, cap. 41. Leitura Bíblica e Esp. Profecia: I Crón. 12 e 13; Daniel 4; Profetas e Reis, cap. 42.76 77
  2. 2. SEGUNDA, 7 de maio O MEU CAMPO MISSIONÁRIO PESSOAL TERÇA, 8 de maio O MEU POTENCIAL PESSOAL Quando Jesus contemplava as multidões, sentia-Se cheio de compaixão (veja Quando os nossos dirigentes dos ministérios pessoais apelam a voluntários paraMat. 9:36). Às vezes, somos capazes de pensar que Jesus olhava simplesmente a que se envolvam em testemunho e evangelismo, pensamos frequentemente que hámultidão, mas, na realidade, Ele via cada indivíduo que constituía aquela multidão. muitas pessoas mais qualificadas e dotadas do que nós próprios. Há outros que pa-Da mesma maneira, devemos nós ter consciência dos indivíduos nas multidões, recem mais confiantes e capazes. Contudo, a Bíblia revela-nos que Deus não estápelo meio das quais passamos e com as quais vivemos. A nossa Igreja só pode necessariamente a procurar tanto aqueles que são os mais qualificados como os queter consciência dos indivíduos na multidão à medida que os membros da igreja in- estão dispostos a ser usados, sejam quais forem os seus dons e talentos.teragem numa base individual com aqueles que estão na sua esfera de influência. Um bom exemplo disto foi o chamado que Deus fez a Moisés, para libertar o Seu Aqueles com quem interagimos pessoalmente a vários níveis de intimidade são, povo da escravidão no Egito. Moisés via muitas razões para pensar que havia alguém que seria mais qualificado para fazer o que Deus Se propunha fazer (ver Êxo. 3:11,na realidade, o nosso campo missionário. Desde os relacionamentos mais íntimos 4:10). Na mente de Moisés, ele tinha o que pensava serem boas razões para não fazerna família, podemos avançar para outros parentes, amigos e simples conhecidos. o que o Senhor lhe estava a pedir.Ocasionalmente pode acontecer que outros entrem e saiam de passagem pela Em resposta a um apelo para ação evangelística, há muitos crentes dos temposnossa esfera de influência e, durante pouco tempo, sejam parte do nosso campo modernos que fazem eco das preocupações de Moisés – “Quem sou eu para ser apon-missionário pessoal. tado para uma tal tarefa?” “E se me fizerem algumas perguntas difíceis?” “Eu não sou grande orador.” Talvez sorriamos de Moisés por que Deus devia reconsiderar a Sua Leia João 1:37-42. Por que razão acha que André falou ao irmão sobre o estratégia de recrutamento de pessoal, mas Deus conhecia o potencial de Moisés, e,encontro com o Messias, antes de falar com qualquer outra pessoa? apesar dos seus receios e preocupações, era ele a pessoa certa para aquela tarefa especial. O chamado de Moisés para dirigir o povo de Deus é um chamado que nos convence de que Deus nos conhece infinitamente melhor do que nós nos conhecemos a nós André tinha sido discípulo de João Batista e, na medida em que o ministério de mesmos. Deus não olha para as ações do passado, mas para o potencial pessoal.João tinha sido o de preparar o caminho para Jesus, é compreensível que alguns Cada crente tem um tremendo potencial para contribuir para a obra do Senhor.discípulos tenham feito a transição e passassem a seguir Jesus. A conversa que Por outro lado, devemos precaver-nos contra o correr com excesso de confiança àAndré teve com Jesus animou-o tanto que ele imediatamente foi procurar a pessoa frente do Senhor. Embora seja verdade que devemos examinar frequentemente o nos-que lhe era mais próxima, o irmão, com quem ele passava muitas longas noites à so coração, a fim de avaliarmos como estamos espiritualmente, precisamos tambémpesca no Mar da Galileia. de compreender que o coração humano pode ser menos objetivo quando se trata de autoavaliação. Por conseguinte, é sempre bom pedir a Deus que nos examine e nos Leia João 1:43-50. Repare no que estava a ocorrer na altura. Que relacio- mostre a nossa verdadeira condição, porque a nossa condição afeta o nosso potencial.namentos interpessoais são aí revelados? De que maneira reagiu Filipe aoceticismo de Natanael? Que lições podemos retirar desta história, capazes Leia o Salmo 139. Por que razão David pediu a Deus que sondasse o seu cora-de nos ajudar a compreender o modo como atua o testemunho pessoal? ção? Que lições retiramos daí para nós mesmos, não apenas para o testemunho, mas para a nossa comunhão com o Senhor em geral? O que é que, de imediato, podemos retirar deste salmo para nós próprios neste preciso momento? Que conforto, esperança e encorajamento aí encontramos? Ao mesmo tempo, o que O primeiro movimento no sentido de seguir Jesus parece ter ganho ímpeto é que ele nos diz sobre as mudanças que precisamos de fazer no modo comoatravés de um conjunto de relacionamentos sociais nas regiões de Cafarnaum e vivemos?Betesda. Repare que Filipe não entrou em argumentação com Natanael quandoeste levantou dúvidas sobre o Messias vir de uma aldeia, pequena, rural e insigni-ficante. Ele limitou-se a fazer um simples convite: “Vem e vê”. Junto de quem, da sua vizinhança próxima, poderia pessoalmente fa- zer mais em termos de testemunho? Quanto autossacrifício tem de fazer da sua parte para ser uma melhor testemunha junto dessas pessoas?Leitura Bíblica e Esp. Profecia: I Crón. 14 e 15; Daniel 5; Profetas e Reis, cap. 43. Leitura Bíblica e Esp. Profecia: I Crón. 16 e 17; Daniel 6; Profetas e Reis, cap. 44.78 79
  3. 3. QUARTA, 9 de maio O TESTEMUNHO DE UMA VIDA ÍNTEGRA QUINTA, 10 de maio O MEU CONTRIBUTO PARA O CONJUNTO Os atos falam realmente mais alto do que as palavras? Sim, muito mais. É ver- Temos estado a estudar esta semana o nosso campo missionário pessoal edade, portanto, que embora uma mensagem possa ser transmitida por meio de o nosso potencial para o testemunho e para o evangelismo. É importante tam-ações sem palavras, uma mensagem igualmente clara pode ser transmitida por bém apreender a verdade de que, uma vez que a igreja se compõe de todos osmeio de palavras sem ações. Há algo de muito poderoso numa mensagem que membros, o esforço individual de cada um contribui para o evangelismo coletivoinclui tanto ações como palavras que concordam entre si. Professar amar Deus da Igreja em geral. Está pessoalmente ciente de que estratégias a sua igrejae depois agir como se O não amássemos é hipocrisia, e o pior testemunho que tem planeadas na sua atividade para conduzir pessoas a Jesus? Da sua parte,pode ser dado é quando a profissão de fé e as ações não estão em harmonia. pode fazer o convite a pessoas do seu campo missionário pessoal para que es- A coerência fala bem alto. Embora pareça que a família e os amigos nem se- tejam presentes em realizações e programas da igreja. Por outro lado, estão osquer estão a ouvir o que dizemos, eles estão a observar para ver se isso está em dirigentes do evangelismo da sua igreja cientes daquilo que anda a fazer no seuharmonia com aquilo que fazemos, com a forma como vivemos. campo missionário pessoal? Eles têm a possibilidade de lhe dar apoio mediante a oração e através de recursos específicos. Leia I Pedro 3:1-15. O que é que estes versículos nos dizem acerca do Leia João 4:37 e 38. Que encorajamento podemos nós retirar das pala-poder de uma vida cristã e do seu potencial para conquistar descrentes vras de Jesus “um é o que semeia, e outro o que ceifa”? O que é que Elepara Cristo? Imagine o poder que acompanharia o nosso testemunho se está a dizer neste texto e como é que já vimos esta verdade cumprida navivêssemos como nos é dito nesta passagem. Que mensagem dá de forma nossa própria experiência?especial o versículo 15, no contexto de todo o nosso testemunho pessoal?Veja também Mat. 5:16. É provável que nesta ocasião Jesus estivesse a fazer referência à semente do evangelho semeada por Si próprio, por João Batista e pela mulher samaritana. Os discípulos iam ceifar onde outros tinham semeado, e chegara na verdade a hora em que semeadores e ceifeiros se iam regozijar em conjunto. Quando Jesus disse “um é o que semeia, e outro o que ceifa”, Ele não estava a dizer Podemos imaginar a tensão que se podia criar quando uma mulher pagã acei- que como indivíduos nós somos ou semeadores ou ceifeiros. Embora as nossastava Jesus como seu Salvador, ao mesmo tempo que o marido continuava no igrejas tenham provavelmente posto mais ênfase nos ceifeiros, é verdade que,paganismo. A responsabilidade pela salvação dele podia levá-la a revelar um es- se não houvesse semeadores, os ceifeiros ficariam a esperar em vão por umapírito argumentativo e impertinente, na medida em que ela o considerasse parte colheita. Somos chamados a semear e a ceifar, e em qualquer cenário de igrejado seu campo missionário pessoal. Por outro lado, como sugere Pedro, ela podia local há muitas combinações de atividades de sementeira e de colheita. Podeser fiel ao seu Deus, manter a esperança e orar para que a sua vida piedosa con- acontecer que a sementeira que faz no seu campo missionário pessoal venha aquistasse o marido descrente para o Senhor. Noutras palavras, ela podia deixar ser ceifada num processo de colheita coletivo da igreja. Pode ser também queque as ações da sua vida diária fossem um testemunho constante e poderoso. a semente que outros lançaram venha a ser colhida como pessoas que entram Deixar que a nossa luz brilhe envolve todas as possibilidades de influenciar para o seu campo missionário pessoal.para o reino homens e mulheres perdidos. Aqueles que nos rodeiam não devem Ao pensarmos na forma como cada indivíduo contribui para o todo (veja I Cor.ouvir apenas as nossas lindas palavras, mas devem também ver as nossas boas 12:12-27), o processo agrícola lembra-nos que, mesmo antes de a semente serobras, pois fazendo-o verão o poder de Deus por nosso intermédio, e o Espírito semeada, já houve alguém que limpou o terreno e lavrou o solo.Santo impressioná-los-á a reconhecer a possibilidade e a bênção da presença de É claro que a sementeira e a ceifa são parte de um processo que continuaDeus na vida humana. As pessoas têm de ser convencidas de que o Cristianismo depois de a pessoa se juntar ao corpo. A colheita não deve ser deixada nos cam-não é um mero título que pretendemos, mas que é também um relacionamento pos, mas deve ser reunida no celeiro.fortalecedor de que desfrutamos. O uso de exemplos é um método importante deensino, e os cristãos são exemplos, quer intencional quer não intencionalmente. De que modo pode pessoalmente ser mais envolvido/a no processoDamos testemunho pelo que fazemos e por quem somos, ainda mais do que por de sementeira e de colheita da sua igreja local? Até que ponto já des-aquilo que dizemos ou que professamos acreditar. Se este é um pensamento cobriu que, ao trabalhar pela salvação de outros, a sua própria fé saique nos assusta, é bom que o seja. fortalecida? Por que razão, no seu entender, isto é assim?Leitura Bíblica e Esp. Profecia: Esdras 1-3; Profetas e Reis, cap. 45. Leitura Bíblica e Esp. Profecia: Ageu 1 e 2; Profetas e Reis, cap. 46.80 81
  4. 4. SEXTA, 11 de maio As Minhas Notas PessoaisESTUDO ADICIONAL: Preparação Pessoal para um Ministério Pessoal Ainda que não devamos negar a importância do conhecimento da Bíblia e dosprocedimentos comprovados de testemunho e evangelismo, devemos ter o cuida-do de não negligenciar a ênfase na preparação espiritual pessoal. O ingredienteessencial no desenvolvimento espiritual pessoal é, obviamente, o Espírito Santo,e, para se ter a experiência do poder do Espírito Santo no evangelismo, devemospermitir que Ele tenha acesso à nossa vida. À medida que os cristãos começam a servir o seu Deus, tornam-se mais cientesdas suas necessidades espirituais próprias. À medida, então, que pedem, e rece-bem, uma presença mais notória do Espírito Santo, vão sendo fortalecidos paraum ministério continuado. O segredo é uma rendição diária da nossa vontade a Deus e uma disposiçãodiária de morrer para o eu, uma conservação diária da graça de Cristo diante denós, uma lembrança diária daquilo que nos foi dado em Cristo e daquilo que Elenos pede em resposta a esta dádiva. PERGUNTAS PARA REFLEXÃO: 1 A respeito da conquista de almas, Ellen G. White escreveu esta afir- mação que dá que pensar: “O vosso êxito não dependerá tanto do vosso saber e consecuções, como da vossa habilidade em chegar ao coração das pessoas.” – Obreiros Evangélicos, p. 193. Que ponto importante está ela a salientar? Afinal, com que frequência vemos pessoas a voltarem as costas à poderosa e convincente evidência da nossa mensagem? Muitas vezes, a doutrina só por si – independentemente de ser bíblica, lógica, enobrecedora e razoável – não tem impacto na pessoa com um coração fechado. Como, então, é que se chega ao coração? Neste contexto, até que ponto é muito mais importante que pratiquemos aquilo que professa- mos, em vez de nos limitarmos a professá-lo? 2 Medite na seguinte afirmação ao pensar em maneiras de poder par- tilhar a sua experiência pessoal com outros: “Os últimos raios da luz misericordiosa, a última mensagem de graça a ser dada ao mundo, é uma revelação do caráter do amor divino. Os filhos de Deus devem manifestar a Sua glória. Revelarão na sua vida e caráter o que a graça de Deus por eles tem feito.” – Ellen G. White, Parábolas de Jesus, pp. 415, 416. A ques- tão é: Como é que, de uma forma diária e prática, “manifestamos a Sua glória”? Com que frequência, nas últimas 24 horas, manifestou a glória de Deus na sua vida pessoal? Que tipo de testemunho da sua fé revela o seu estilo de vida? De que modo pode a sua igreja local no seu todo “manifestar a Sua glória”?Leitura Bíblica e Esp. Profecia: Zacarias 1-4; Profetas e Reis, cap. 47.82 83
  5. 5. AUXILIAR DO MODERADOR AUXILIAR DO MODERADOR CICLO DA APRENDIZAGEM Texto-Chave: Isaías 43:10 1.º PASSO – MOTIVAR! Com o Estudo desta Lição o Membro da Classe Vai: Aprender: A delinear as razões por que o testemunho pessoal é tão eficaz Conceito-Chave para Crescimento Espiritual: A nossa relação pessoal na salvação de pessoas. diária com Cristo é o verdadeiro fundamento de tudo o que temos para par- Sentir: Desejo de imitar as atitudes e a disposição que Cristo punha em tilhar com outros. prática para atrair outros a Si próprio. Fazer: Viver uma vida, mediante a graça de Deus, que possa conquistar Só para o Moderador: Aproveite esta atividade de abertura para ajudar a outros para Cristo. classe a falar das suas experiências reais e diárias com Deus. Esboço da Aprendizagem: Atividade de Abertura: Faça as seguintes perguntas: I. Aprender: A Força de Ser Pessoal A. or que razão os cônjuges, amigos e vizinhos têm excelente oportunidade P • Em que promessa bíblica se apoiou mais especialmente durante esta se- de testemunhar poderosas demonstrações do que significa Cristo a viver mana? em nós? • Em que aspeto importante tem Deus ajudado a transformar a sua vida? B. ue tipo de pessoas tem Deus usado no passado para falar por Ele? O Q • Qual foi a resposta à oração que mais significado teve para si no passado recente? que é que lhes dá as credenciais para falar em nome de Deus? • Que louvor tem a dar por uma bênção especial que tenha recebido ultima- C. ue simples expressão usaram a mulher samaritana e os discípulos para Q mente? falar daquilo que tinham encontrado em Cristo? • Que elemento provocou o maior ponto de viragem no seu relacionamento II. Sentir: Amáveis e Amorosos pessoal com Jesus? A. ue atitudes tinha Cristo que atraíam os interessados para a verdade? Q B. ue atitudes devemos nós ter a fim de conquistar os nossos queridos sem Q Convide os membros da classe a falar de uma experiência recente com Deus, pregar sermões nem importunar? que tenha tido um grande significado para eles. III. Fazer: Ações que Falam A. que é que precisamos de fazer a fim de estar preparados para dar uma O Pense Nisto: Pergunte aos membros da classe como é que se sentiram ao razão da esperança que ilumina o nosso caminho? ouvirem-se uns aos outros. O que é que esta experiência ilustra sobre a simpli- B. ue tipos de conversas temos com a nossa família, amigos e vizinhos Q cidade de testemunhar? O apóstolo referiu, em I Pedro 3:15, que era importante capazes de ser usadas pelo Espírito Santo para atrair pessoas para Cristo? estar preparado para dar a razão da esperança que está em nós. De que modo C. ue tipos de ações falam mais alto do que as palavras quando refletem o Q podemos praticar o falar até que o simples ato de dar testemunho da nossa ex- nosso relacionamento com Deus? periência e da nossa esperança em Deus se torne uma segunda natureza? Sumário: 2.º PASSO – ANALISAR! Um testemunho pessoal é um convite para que outros olhem mais de perto a diferença que Deus fez na nossa vida. Só para o Moderador: Aproveite este estudo para ajudar a classe a analisar o modo como variadas personagens bíblicas influenciaram outros à sua volta, falando das respetivas convicções, fé e esperança.84 85
  6. 6. AUXILIAR DO MODERADOR AUXILIAR DO MODERADOR COMENTÁRIO BÍBLICO o homem que fora curado, nada tinham que dizer em contrário” (v. 14). Por que motivo isto silenciou os dirigentes? Não havia qualquer maneira de Pedro poder I. Estar com Jesus falsificar este milagre. Este homem “desde o ventre de sua mãe era coxo” (Atos (Recapitule com a classe Atos 4:13 e 14.) 3:2). A ousadia com que Pedro e João falaram, apesar da sua falta de formação nas escolas rabínicas, deu clara evidência do Espírito Santo na sua vida. E a Pedro e João compareceram como acusados diante do mais poderoso corpo cura milagrosa deste homem coxo apontava incontestavelmente para o facto deeclesiástico da sua nação. Os dirigentes do Sinédrio – entre os quais estavam o que aqueles dois homens tinham estado com Jesus.sumo sacerdote Anás, Caifás, escribas, anciãos e membros da família do sumo Pense Nisto: O que é que a resposta dos discípulos e a reação dos dirigentessacerdote – exigiram saber pelo poder de quem é que estes homens pregavam nos revelam sobre o que significa “ter estado com Jesus”? Assim como o rostoe faziam curas. de Moisés brilhava depois do tempo que passou com Deus, e o homem coxo foi Cheio do Espírito Santo, Pedro apresentou uma defesa eloquente. Em res- curado, que sinais visíveis da presença de Deus existem na nossa vida, os quaisposta ao testemunho de Pedro, a Bíblia relata que os anciãos fizeram quatro revelam aos outros que também nós temos “estado com Jesus”?coisas. A primeira, foi ver a ousadia de Pedro e João. Não poderiam ter visto sePedro e João não lhes tivessem dado alguma coisa para ver. Os dois discípulos II. “Vem e Vê”não deixaram de dizer o que tinham a dizer. Empolgados e fielmente devotados (Recapitule com a classe João 1:37-39.)ao evangelho, procuraram partilhar a sua mensagem libertadora, independen-temente das ameaças feitas contra a sua vida. Tinham corajosamente pregado Uma das primeiras coisas que os primeiros discípulos de Jesus fizeram, talsobre a ressurreição no dia anterior, e o efeito do evangelho foi tão poderoso como vem descrito no primeiro capítulo do Evangelho de João, foi levar outros asobre as pessoas que, não obstante a detenção pública de Pedro e João no Cristo. E isso foi o resultado direto de Jesus os atrair a Si mesmo. Como o Senhorrecinto do templo, “muitos, porém, dos que ouviram a palavra, creram” (v. 4). A disse de Si a Moisés, “aquele a quem escolher fará chegar a si” (Núm. 16:5).detenção dos dois homens parecia ser a solução perfeita que abafaria o inte- Repare-se no método de Jesus para fazer discípulos. A Sua reação ao factoresse despertado pelo evangelho. Afinal, quem é que ia querer juntar-se a um de André e João O estarem a seguir foi voltar-Se e fazer-lhes uma pergunta:movimento transviado que prometia perdas materiais e prisão, e possivelmente a “Que buscais?” A partir desta pergunta eloquentemente simples, aprendemos omorte? Se os Saduceus pensavam que a detenção dos discípulos ia servir como valor de buscar avidamente envolver o interesse daqueles que são atraídos paraimpedimento para o povo, a estratégia resultou ao contrário, pois, entre os que a nossa esfera de influência. Repare-se também na natureza da pergunta em si.creram, “chegou o número desses homens a quase cinco mil” (v. 4). É direta sem ser impetuosa nem arrogante; é convidativa sem ser coerciva. Su- A segunda, foi os dirigentes perceberem que Pedro e João não tinham sido gere também que Jesus estava genuinamente interessado em ouvir a respostaeducados nas escolas rabínicas e não tinham qualquer instrução formal sobre deles e em chegar a conhecê-los pessoalmente.a teologia do Velho Testamento. Em vez disso, falaram pela unção do Espírito A seguir, Jesus convidou-os pessoalmente a acompanhar a Sua vida. LogoSanto (v. 8), realçando a importância de quem nós conhecemos acima daquilo que Se apercebeu do seu interesse, Jesus tirou partido da oportunidade, en-que sabemos. Isto não quer dizer que o conhecimento bíblico e as habilitações quanto estava bem espevitada a chama da curiosidade, para os convidar a vir eadequadas não sejam essenciais – são mesmo. No entanto, sem a influência a ver onde é que Ele morava. Tratou-se de um convite para vir e testemunhar emconsagradora do Espírito Santo para abençoar a nossa formação e esforços, primeira mão por si mesmos a Sua vida de abnegação e sacrifício. Jesus era umestes são, nas palavras do apóstolo Paulo, sem proveito nenhum (I Cor. 13:3). anfitrião generoso. Abriu-lhes a Sua vida e o coração sem qualquer hesitação, A terceira, foi os dirigentes maravilharem-se. Como é que estes homens sem mostrando-lhes quanto valor Ele atribuía a cada indivíduo, bem como a impor-instrução nem formação, conseguiam falar com esta ousadia, com tal autorida- tância do toque pessoal quando em busca da vida de outros. A Bíblia diz-nos quede, poder e influência? Donde lhes vinham estas qualidades? eles “foram e viram onde morava, e ficaram com ele aquele dia” (João 1:39). A A resposta, diz-nos a Bíblia, foi clara e imediata na mente dos dirigentes. E partir desse contacto pessoal de um para um, Jesus transformou a ávida curiosi-isso leva-nos ao quarto ponto na reação desses dirigentes: compreenderam, dade num desejo genuíno do coração de se unirem ao Seu ministério.sem a menor dúvida, que Pedro e João “haviam estado com Jesus” (Atos 4:13). Há uma outra lição preciosa que se nos apresenta nesta passagem. André eO rosto de Moisés brilhava quando ele transportou a Lei pelo monte abaixo, João voltaram-se para Jesus porque andavam à procura do Cordeiro de Deus.testificando do facto de que ele estivera em comunhão com o Senhor. Quando Isto quer dizer que eles já andavam à procura, mas não tiveram a sabedoria parapassamos tempo com Deus, Deus deixa marcas visíveis da Sua presença na discernir quem Jesus era no meio da multidão que rodeava João Batista. Quan-nossa vida, para que outros sejam testemunhas disso. “E, vendo estar com eles86 87
  7. 7. AUXILIAR DO MODERADOR AUXILIAR DO MODERADORdo João Batista lhes apontou Jesus, a sua curiosidade foi despertada o suficiente Quando o pastor se encontrou de novo com essa jovem mulher no verão se-para eles decidirem seguir Jesus. guinte, ela contou-lhe uma história profundamente comovente. Ela começara a Há muitas pessoas que nos “seguem” na nossa vida diária com os seus olhos aceitar o comportamento do marido para com ela como atingindo primeiro Cristo,e pensamentos – anotando o que dizemos e fazemos, avaliando-nos e julgando- e em resultado disso o casamento começou a modificar-se. Não só o marido re--nos. O próprio Espírito divino pode, tal como fez João Batista, impressionar o gressou à igreja, mas também os pais dele, tocados pela transformação na vidacoração dessas pessoas a contemplarem “o Cordeiro de Deus” (v. 29) em nós. dela, à medida que submetia todas as coisas a Cristo.Podem chegar-se a nós, querendo saber mais sobre quem nós somos sem nos Aplicação: De que modo poderá a nossa vida ser transformada se decidirmosperguntarem diretamente. Como Jesus, podemos fazer-lhes uma pergunta que aceitar tudo o que nos acontece como sendo permitido por Cristo e sendo dirigi-pressuponha o nosso interesse nas suas necessidades. Podemos oferecer-lhes do primeiramente a Ele? Até que ponto essa transformação poderá afetar todashospitalidade. Repare, também, que Jesus, o grande operador de milagres e as vidas que se inter-relacionam com a nossa?grande médico, não realizou nenhum milagre visível para atrair a Si André eJoão. Ninguém foi curado da lepra, ninguém foi ressuscitado dos mortos. Não 4.º PASSO – APLICAR!houve água transformada em vinho, para melhor atrair o seu interesse. Nenhummilagre houve para lá dos simples milagres da cortesia, da hospitalidade e da Só para o Moderador: Sugira as seguintes atividades para serem realizadasamabilidade. Que esperança isto deve trazer àqueles de nós que acham que, só durante a semana:porque não somos grandes evangelistas ou pregadores, ninguém se vai interes-sar em nos dar ouvidos. Foi feito um simples convite, um convite que também 1. laneie uma reunião de testemunhos pessoais para um culto familiar ao Pnós podemos fazer: Vem e vê por ti mesmo. serão de sexta-feira. Peça a cada membro da família que fale do desenvol- Pense Nisto: Depois que cada discípulo seguiu o convite de ”vir e ver” e de vimento mais significativo no seu relacionamento com Deus.facto se encontrou face a face com Jesus, Ele assumiu a Sua parte dando iní-cio a um relacionamento com esses novos Seus conhecidos. O que foi que Ele 2. romova uma troca de ideias sobre formas de conseguir melhorar os rela- Pfez? Que desafios enfrentaram os discípulos à medida que desenvolviam um cionamentos com os vizinhos. Pensem em coisas como partilhar alimentos,relacionamento com Cristo? Em que aspetos pode o método de Jesus de fazer flores, produtos hortícolas ou a prestação de um serviço, como cuidar dasdiscípulos transformar os nossos próprios esforços de dar testemunho pessoal? crianças ou cuidar, durante uma folga, de um membro idoso da família. 3.º PASSO – PRATICAR! Só para o Moderador: Use esta história para ilustrar como uma vida transfor-mada pode ser um poderoso testemunho em favor de Deus. Testemunho da Vida: Um pastor conta a história de uma jovem que veio tercom ele numa assembleia espiritual, profundamente preocupada com o desejode salvar o seu casamento. Ele sugeriu que ela, em espírito de oração, tomassea seguinte passagem como seu guia: “A presença do Pai circundou a Cristo, e nada Lhe sobreveio sem que o infinitoamor permitisse, para a bênção do mundo. Aí estava a Sua fonte de conforto, eela existe para nós. Aquele que estiver impregnado do Espírito de Cristo habitaem Cristo. O golpe que lhe é dirigido cai sobre o Salvador, que o circunda com aSua presença. Tudo o que aconteça vem de Cristo. Não precisa resistir ao mal,porque Cristo é a Sua defesa. Nada lhe pode tocar a não ser pela permissãode nosso Senhor; e todas as coisas que são permitidas “acontecem juntamentepara o bem daqueles que amam a Deus. Romanos 8:28.” – Ellen G. White, Pen-samentos Sobre o Sermão da Montanha, p. 71.88 89

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