Manual Básico de Operações com Produtos Perigosos

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O manual surgiu da necessidade dos técnicos do Setor de Operações de Emergência em acessar rapidamente um única fonte bibliográfica, onde as principais informações sobre substâncias químicas necessárias ao atendimento emergencial estivessem disponíveis. Além das informações usuais de uma ficha de segurança de produto químico, estão também disponíveis: informações ecotoxicológicas, métodos de coleta, neutralização e disposição final, potencial de concentração na cadeia alimentar, demanda bioquímica de oxigênio, entre outras.

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Manual Básico de Operações com Produtos Perigosos

  1. 1. SECRETARIA DE ESTADO DA DEFESA CIVIL CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO GRUPAMENTO DE OPERAÇÕES COM PRODUTOS PERIGOSOS – GOPP MANUAL BÁSICO DE OPERAÇÕES COM PRODUTOS PERIGOSOS Autores: TEN CEL BM LUIZ EMMANOEL PALENCIA BARBOSA QOC/83 MAJ BM JOSELITO PROTÁSSIO DA FONSECA QOC/88 MAJ BM ALEXANDRE DENIZ PEREIRA QOC/87 MAJ BM ANDRE LUIZ TEIXERA MORGADO QOC/91 MAJ BM CARLOS ALBERTO SIMAS JUNIOR QOC/92 TEN BM LUCIO MENEZES DA CONCEIÇAO JUNIOR QOC/96 TEN BM FABIO ANDRADE DOS SANTOS QOC/97 CBOPP 1
  2. 2. SUMARIO INTRODUÇÃO 04 PADRÃO DE ATENDIMENTO A PRODUTOS PERIGOSOS 05 • Definições 05 • desastres tecnológicos 06 • organograma e sistemas de trabalho 07 • seqüência operacional 09 • identificação 11 • zoneamento de área de trabalho 12 • isolamento 13 • descontaminação 13 • fluxograma operacional para acidentes envolvendo produtos perigosos 18 IDENTIFICAÇÃO DE UM PRODUTO PERIGOSO 20 • painel de segurança: 20 • rótulos de risco: 23 • sistema de identificação de produtos perigosos para instalções fixas – diamante de homel 27 • documentos de porte obrigatório para o transporte rodoviário 30 • certificado de capacitação para o transporte de produtos perigosos a granel do veículo e do equipamento 30 • ficha de emergência 32 • envelope para o transporte 33 • documento fiscal 34 • guia de tráfego – ministério do exército 34 • autorização para o transporte de produto radioativo 35 • colocação de painéis de segurança e rótulos de risco para os transportes rodoviários 36 METEROROLOGIA 38 • definição 38 • introdução 38 • definição de meteorologia 38 • temperatura 38 • método de medida 38 • uso dos termômetros 39 • gradiente térmico vertical 39 • efeito do terreno 40 • ventos 41 RADIOATIVIDADE 45 • equilíbrio de forças no núcleo 45 • natureza das emissões 46 • decaimento radioativo 48 • proteção radiológica 48 • prevenção contra a radiação externa 49 • exposição de emergência 49 CBOPP 2
  3. 3. • unidades radiológicas 53 • riscos da contaminação interna 54 EXPLOSIVOS 55 • Definição: 55 • Propriedades dos explosivos 55 • Principais explosivos encontrados 56 • Cuidados especiais 57 TOXICOLOGIA 60 • Introdução 60 • Rota de exposições 60 • Fatores que influenciam a toxicologia 60 • Efeitos fisiologicos no organismo humano 63 • Princípios gerais 64 • Abordagem das vítimas 66 • Exame inicial 66 • Equipamento de transporte 69 • Seleção do metodo apropriado para transporte 69 • Procedimentos emergenciais básicos em vítimas contaminadas por substancias químicas 70 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 72 • capacete de segurança 72 • protetores auriculares 73 • protetores faciais 74 • óculos de segurança 74 • luvas de proteção química 74 • equipamentos de proteção respiratória 77 • roupas de proteção química 81 • classificação 81 • níveis de segurança 82 • resistência física 84 • botas de proteção química 84 EQUIPAMENTOS OPERACIONAIS 86 • equipamentos de absorção 86 • equipamentos de vedação 89 • equipamentos de contenção 91 • equipamentos para transbordo 93 • ferramentas especiais antifaiscantes 94 • equipamentos de detecção 94 BIBLIOGRAFIAS 96 CBOPP 3
  4. 4. SECRETARIA DE ESTADO DA DEFESA CIVIL CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO GRUPAMENTO DE OPERAÇÕES COM PRODUTOS PERIGOSOS – GOPP MANUAL BÁSICO DE OPERAÇÕES COM PRODUTOS PERIGOSOS INTRODUÇÃO: O desenvolvimento da sociedade humana levou ao aumento considerável da produção de bens e alimentos que necessitam de substâncias químicas para a sua produção. Estas substâncias, muitas vezes perigosas, são produzidas, transportadas e manipuladas cada vez em maior volume, acarretando acidentes que envolvem não apenas quem trabalha com elas, mas oferecendo perigo a sociedade e ao meio ambiente, podendo ser fatal a todos que forem atingidos, inclusive as equipes que vão atuar na emergência. A preocupação com as conseqüências de um acidente envolvendo produtos perigosos e a constatação de que seria necessário um amplo esforço para garantir a capacitação técnica e obter os equipamentos necessários para enfrentar este problema, levou um grupo de Oficiais do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro - CBMERJ a formar no ano de 1998 o Grupo de Trabalho com Produtos Perigosos – GTPP. Durante todo este período Grupo vem trabalhando na busca constante do conhecimento e também na formação de Oficias e Praças do CBMERJ e de outras instituições, inclusive de outros estados, visando a capacitação técnica e operacional para enfrentar os assim chamados ACIDENTES TECNOLÓGICOS. O Grupo atendeu a diversas emergências envolvendo produtos perigosos em Universidades, escolas, hospitais, residências, depósitos e principalmente em fábricas e rodovias, transformando sua denominação para Grupo de Operações com Produtos Perigosos, resultando em onze de novembro de 2003 na criação do Grupamento de Operações com Produtos Perigosos – GOPP. Os Cursos de especialização nesta área obedecem aos padrões da Environmental Protection Agency – EPA (Agência de Proteção Ambiental – USA) e os procedimentos aplicados estão de acordo com o preconizado pela National Fire Protection Association – NFPA (Associação Nacional de Proteção contra o Fogo – USA). Este Manual é fruto deste trabalho e visa capacitar os alunos do curso específico para as operações com produtos perigosos a nível técnico. É parte integrante do Curso e sozinho não pode ser considerado como instrumento habilitador para capacitar seus leitores como técnicos no assunto, mas pode servir como elemento de consulta, sendo as informações aqui contidas obtidas de literaturas específicas e da experiência profissional de seus autores. CBOPP 4
  5. 5. PADRÃO DE ATENDIMENTO A PRODUTOS PERIGOSOS DEFINIÇÕES: • PRODUTO PERIGOSO: É toda substância de natureza química, radioativa ou biológica que pode estar nos estados: sólido, líquido ou gasoso e pode afetar de forma nociva, direta ou indiretamente, o patrimônio, os seres vivos ou o meio ambiente. • CARGA PERIGOSA: É toda carga mal acondicionada para transporte, oferecendo risco de acidente. Considera-se também quando o Produto Perigoso não é transportado dentro das condições legais de segurança. • ACIDENTE AMBIENTAL: Evento inesperado e indesejado que afeta direta ou indiretamente, a saúde e a segurança da população ou de outros seres vivos causando impactos agudos ao meio ambiente. • ACIDENTE TECNOLÓGICO: Evento inesperado e indesejável que envolve tecnologia desenvolvida pelo homem e tem a capacidade de afetar, direta ou indiretamente a saúde e a segurança dos trabalhadores, da população, ou causar impactos agudos ao meio ambiente. • CONTAMINANTE: Qualquer substância perigosa que esteja presente no meio ambiente ou em pessoas e/ou outros seres vivos e apresente riscos a saúde ou degradação do meio ambiente. • EQUIPE DE INTERVENÇÃO: Grupo de profissionais treinados e especializados, com a finalidade de entrar na área quente, a fim de conter o acidente ambiental, realizar salvamentos e minimizar os riscos potenciais. • EQUIPE DE DESCONTAMINAÇÃO: Grupo de profissionais treinados e especializados, com a finalidade de realizar descontaminação das equipes e materiais contaminados por substâncias perigosas oriundas da área quente. • EQUIPE DE SUPORTE: Grupo de profissionais treinados e especializados em diversas áreas (comunicações, logísticas, proteção respiratória, pessoal, emergências médicas e toxicologia, análises laboratoriais, meteorologia e operações de Defesa Civil) a fim de dar o apoio necessário para as operações de intervenção e descontaminação. CBOPP 5
  6. 6. DESASTRES TECNOLOGICOS Hoje a população sofre com grandes Problemas associados; crescimento demográfico e assentamentos humanos próximos a complexos industriais, Problemas esses que associados com o desenvolvimento tecnológico resultam em impactos ambientais. Existe também hoje, a imprevisibilidade dos desastres naturais decorrentes das alterações climáticas. Existe o incremento das modalidades e quantidades de desastres tecnológicos associado com o aumento do potencial de risco humano/produção Existem dificuldades de gestão operacional nas emergências tecnológicas e uma tendência cada vez maior de ocorrerem acidentes ampliados que, combinados com a falta de treinamento e consolidação prática dos Planos de Emergência, poderão trazer conseqüências ainda maiores e indesejáveis. a densidade populacional hoje vem aumentando de forma descontrolada causando assim os assentamentos em áreas de risco, expansão desordenada, desastres sociais e surgimento de megacidades, tudo isso devido ao fato das pessoas desejarem estar próximas de uma área mais desenvolvida, tornando mais fácil a sua busca por trabalho ou o deslocamento até o mesmo. Um desastre é dito como propenso a ocorrer quando um extremo evento coincide com uma situação vulnerável, sobrepujando a habilidade da sociedade para controlá-lo ou sobreviver às suas conseqüências. Os desastres podem ser súbitos ou lentos quanto a sua origem. Desastres de origem rápida como enchentes, incêndios e terremotos podem destruir a infraestrutura de um país, ou ainda seu comércio, indústria e/ou habitações deixando populações desabrigadas e causando uma ruptura na base de produção deste país. Grandes desastres não somente danificam o total de bens capitais, mas servem também de um limiar, os quais originam efeitos de longa duração sobre a economia. Desastres Tecnológicos Significativos: • 1966 – Explosão em refinaria – propano e butano – 21 mortos – França • 1970 – Explosão – GLP – 92 mortos – Japão • 1972 – Explosão de coqueria – propano – 21 mortos – EUA • 1972 – Explosão em refinaria – propano e butano – 38 mortos – Brasil • 1973 – Incêndio em tanque - GLP – 40 mortos – EUA • 1978 – Explosão – butano – 100 – México • 1978 – Explosão de gasoduto – gás natural – 100 – México • 1981 – Explosão – hidrocarbonos – 145 mortos – Venezuela • 1984 – Explosão em oleoduto – petróleo – 508 mortos – Brasil • 1984 – Explosão em plataforma de petróleo – 40 – Brasil • 1984 – Explosão de reservatório – GLP – 550 - México • 1984 – Vazamento – metal-isocianato – 2500 mortos - índia CBOPP 6
  7. 7. ORGANOGRAMA E SISTEMAS DE TRABALHO Em qualquer operação envolvendo produtos perigosos deve-se trabalhar com uma equipe especializada neste tipo de atendimento que exige de seus integrantes um treinamento voltado a essa atividade. Toda equipe deve tentar obedecer o melhor possível as funções abaixo representadas no organograma abaixo. AGENTE DE SEGURANÇA EQUIPE DE DESCONTAMINAÇÃO EQUIPE DE SUPORTEEQUIPE DE INTERVENÇÃO CHEFE DE INTERVENÇÃO AUXILIARES DE INTERVENÇÃO CHEFE DE DESCONTAMINAÇÃO AUXILIARES DE DESCONTAMINAÇÃO AJUDANTES DE DESCONTAMINAÇÃO CHEFE DE SUPORTE AUX. DE COMUNICAÇÕES AUX. DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA AUX. DE OPERAÇÕES DE DEFESA CIVIL AUX. DE ANÁLISES LABORATORIAIS AUX. DE EMERG. MÉDICAS AUX. DE METEOROLOGIA AUX. DE LOGÍSTICA COORDENADOR CBOPP 7 *** GUIA GRATUITO *** NÃO PODE SER VENDIDO! http://comprovadores.blogspot.com
  8. 8. a) COORDENADOR: Responsável pelas ordens e decisões no local da ocorrência, coordenando as ações das equipes de emergência (intervenção / descontaminação / suporte). As decisões deverão ser apoiadas nas informações geradas pelo AGENTE DE SEGURANÇA, pois este detém toda a cronologia e informação de suporte no local. O Coordenador deverá ser sempre que possível, qualificado ou especializado na área de produtos perigosos ou gerência de desastres, podendo, porém, se ter nesta função, a autoridade local em defesa civil, já que esta é, legalmente, a autoridade competente para a atuação a nível municipal. Será o responsável pelas informações transmitidas para os órgãos de imprensa. b) AGENTE DE SEGURANÇA: Deverá ser, impreterivelmente, um profissional treinado e especializado de maior grau hierárquico no local de emergência, a fim de gerenciar todas as informações, procedimentos e necessidades das equipes envolvidas. Deverá deter todas as informações transmitidas pelos chefes de equipes, a fim de gerar subsídios para o Plano de Segurança de Área (PSA). Terá livre acesso entre as Zonas Quente, Morna e Fria, devendo para isso estar devidamente equipado. c) CHEFE DE INTERVENÇÃO: Profissional treinado e especializado, que irá chefiar a intervenção, ou seja, os procedimentos na Zona Quente. d) AUXILIAR DE INTERVENÇÃO: Profissional treinado e especializado, que ira auxiliar ao chefe da intervenção em seus procedimentos. e) CHEFE DE DESCONTAMINAÇÃO: Profissional treinado e especializado, que irá determinar: PROCESSO / MATERIAL E CONCENTRAÇÃO DOS MATERIAIS NEUTRALIZANTES / TÉCNICA EMPREGADA. Este profissional irá também determinar o local a ser estabelecido o CORREDOR DE DESCONTAMINAÇÃO, além de possíveis mudanças por agentes externos, como o vento ou variações de risco. Deverá acompanhar todo o processo de descontaminação primária e secundária, ou seja, aquela realizada no próprio local da ocorrência, assim como a incumbência de levar todo o material contaminado para empresa ou local a ser descontaminado e posteriormente devolvido a sua respectiva origem, ou destinar os materiais contaminados a um descarte adequado. Será responsável pela devolução dos materiais totalmente descontaminados a seus respectivos proprietários ou detentores da carga. f) AUXILIAR DE DESCONTAMINAÇÃO: Profissional treinado que executará os procedimentos determinados pelo Chefe de Descontaminação. h) AJUDANTE DE DESCONTAMINAÇÃO: Profissional encarregado de exercer a ligação das equipes descontaminadas e a Zona Fria. Serão responsáveis pelo auxílio na retiradas de botas, luvas, equipamentos de proteção respiratória e roupas de proteção. Serão responsáveis ainda, pela LAVAGEM DE CAMPO, nos casos necessários e determinados pelo Chefe da Descontaminação. i) CHEFE DE SUPORTE: Profissional treinado e especializado, que irá colher e gerenciar as informações, de forma generalizada, a fim de subsidiar ao AGENTE DE SEGURANÇA. j) AUXILIAR DE METEOROLOGIA: Responsável pelas informações meteorológicas como: direção e velocidade do vento, umidade do ar, possibilidade de chuvas, mapa de nuvens (fotos de satélites) e etc. Deverá passar informações de 20 em 20 min para o Chefe de Suporte. k) AUXILIAR DE COMUNICAÇÕES: Responsável pelas comunicações (via rádio ou telefonia móvel / celular) no local de emergência, transmissão e receptação de ordens, informações e necessidades com os órgãos e autoridades envolvidas. l) AUXILIAR DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA: Responsável pelo controle dos equipamentos de proteção respiratória, como cilindros, máscaras, filtros e etc. Deverá atentar para o tempo de duração dos cilindros utilizados, realizar todos os testes de segurança antes da utilização pelas equipes, providenciar a substituição e/ou recarga dos cilindros, além de todas as ações pertinentes ao uso de proteção respiratória. CBOPP 8
  9. 9. m) AUXILIAR DE OPERAÇÕES DE DEFESA CIVIL: Responsável pelas operações de defesa civil no local de emergência, ou seja, contatos com empresas e órgãos em sua área, a fim de, obtenção de recursos necessários a operação. Deverá ser esta função desempenhada, se possível, pelo chefe da subseção de defesa civil da OBM da área. n) AUXILIAR DE ANÁLISES LABORATORIAIS: Responsável pelo acolhimento da amostra do material e posterior análise em laboratórios de órgãos ou empresas especializadas, a fim de possibilitar a identificação do material ou produto, através de ensaios laboratoriais. o) AUXILIAR DE EMERGÊNCIAS MÉDICAS E TOXICOLÓGICAS: Profissional da área médica responsável pelo atendimento no local de emergência. Será responsável pela aplicação dos “Kits Hazmat” específicos para os produtos envolvidos na ocorrência. Sua presença será obrigatória em casos de hemotóxicos, organofosforados e outros de risco iminente. p) AUXILIAR DE LOGÍSTICA: Responsável pelo controle de todo o pessoal envolvido e suas respectivas funções, além de todo o material empregado nas operações, com exceção dos equipamentos de proteção respiratória. Deverá preencher relatório padrão e remeter ao Chefe de Suporte ao final das operações, ou quando lhe solicitado. Deverá também providenciar e controlar o fornecimento das etapas de alimentação e líquidos para a manutenção das atividades no local de trabalho. SEQÜÊNCIA OPERACIONAL A seqüência operacional padrão em uma ocorrência envolvendo Produtos Perigosos será a seguinte: • identificação • isolamento • salvamento • contenção • descontaminação CBOPP 9
  10. 10. QUADRO DE DEFINIÇÃO DE ATRIBUIÇÕES LEGAIS ÓRGÃOS ATIVIDADES CorpodeBombeirosMilitar PolíciaMilitar PolíciaRodoviária GuardaMunicipal–Trânsito ÓrgãoAmbiental ABIQUIM CNEN AterroSanitário-Prefeitura Transportador IDENTIFICAÇÃO SIM NÃO SIM SIM SIM SIM SIM NÃO SIM ISOLAMENTO SIM SIM SIM SIM NÃO NÃO NÃO NÃO SIM SALVAMENTO SIM NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO CONTENÇÃO SIM NÃO NÃO NÃO SIM NÃO SIM SIM SIM DESCONTAMINAÇÃO SIM NÃO NÃO NÃO SIM NÃO SIM NÃO SIM Como pudemos observar no quadro anterior, os Corpos de Bombeiros Militares, são os únicos Órgãos responsáveis por todas as fases de atendimento, no que se refere a Produtos Perigosos, sendo ainda o único responsável diretamente pelas ações de Salvamento e Resgate de vítimas contaminadas ou decorrentes do acidente. CBOPP 10
  11. 11. IDENTIFICAÇÃO Painel de Segurança: Placa retangular de cor laranja com duas numerações na cor preta, conforme abaixo. NÚMERO DE RISCO Nº DA ONU Rótulo de Risco: Símbolo em forma de placa losangular, representando as diversas classes de risco. LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS Diamante de homel: Áreas Industriais Maiores esclarecimentos serão prestados no item IDENTIFICAÇÃO DE UM PRODUTO PERIGOSO (pag.20) AZUL VERMELHO AMARELO BRANCO CBOPP 11
  12. 12. ZONEAMENTO DE ÁREA DE TRABALHO Após a avaliação dos itens supracitados, o socorrista irá definir suas Zonas de Trabalho da seguinte forma: • Zona Quente ou Zona de Exclusão: Local onde está localizada a origem do acidente. Neste local o risco é iminente, devendo ser isolado, tendo somente o acesso as Equipes de Intervenção. • Zona Morna ou Zona de Redução de Contaminação: Local que servirá de ligação entre as Zonas Quente e Fria. Neste local será montado o Corredor de Descontaminação, tendo o acesso somente as Equipes de Descontaminação. • Zona Fria ou Zona de Suporte: Local externo ao acidente, onde o risco será mínimo ou inexistente. Nele deverão estar localizados todas as Equipes de Suporte, além dos Órgãos de Imprensa e de Apoio, como Defesa Civil Municipal e outros. Nesta será também montado o Posto de Comando, devendo estar a presença do Coordenador. Este zoneamento deverá seguir os seguintes fatores e parâmetros: • Direção e velocidade dos ventos. • Topografia do local. • Lençol freático e recursos hídricos da região. • População local. • Características do Material. • Previsões e condições meteorológicas. • Tempo previsto de trabalho. CORREDOR DE DESCONTAMINAÇÃO ZONA QUENTE ZONA MORNA ZONA FRIA POSTO DE COMANDO CBOPP 12
  13. 13. ISOLAMENTO O isolamento deverá ser inicialmente de 50 a 100 mts de raio em todas as direções, e posteriormente ser reavaliado para fins de segurança das equipes e população. Os fatores que irão influenciar no aumento ou diminuição do raio de isolamento inicial são: • Velocidade e direção do vento. • Aspectos meteorológicos. • Reatividade de produtos envolvidos. • Topografia e hidrografia da região. Baseado nos aspectos supracitados o isolamento será realizado conforme o esquema a seguir: Logo deverá ser adotado como referência, o Manual de Emergências da ABIQUIM, em sua tabela de isolamento (guia verde), a fim de se determinar o isolamento ideal, o qual deverá ser adotado, sempre que possível. DESCONTAMINAÇÃO É um processo que consiste na retirada física das substâncias impregnadas nos equipamentos de proteção individual, equipes de intervenção e vítimas, ou ainda da troca de sua natureza química perigosa (através de reações químicas) por outra de propriedades inócuas. Tipos de Descontaminação: A descontaminação poderá ser de natureza FÍSICA ou QUÍMICA. • Descontaminação Física: realizada através da retirada das partículas físicas em forma de sólidos ou poeiras, com o uso de uma escova ou vassoura de cerdas macias, a fim de reduzir a quantidade do material envolvido. • Descontaminação Química: realizada através de reações químicas com o uso de soluções pré-estabelecidas, denominadas A / B / C / D e E, realizando com isso a neutralização ou ainda a troca das propriedades perigosas por outras inócuas. Esse tipo de descontaminação não deve ser realizada diretamente sobre a vítima. CBOPP 13
  14. 14. Procedimentos para Descontaminação Existem 4 tipos de “Lay-Out” para montagem dos Corredores de Descontaminação. Modelo nº01 – BÁSICA - RISCO LEVE. ESTAÇÃO MATERIAIS PROCEDIMENTO 1 Tambores e sacos plásticos. Dispensa de equipamentos. CBOPP 14 ESTAÇÃO MATERIAIS PROCEDIMENTO 1 Tambores e sacos plásticos. Dispensa de equipamentos. 2 Piscina plástica, soluções, escovas de pêlo e bomba costal. Lavagem das botas de segurança e roupa. 3 Piscina plástica, soluções, escovas de pêlo e bomba costal. Rinsagem das botas e roupa. * A partir da Estação nº03, o socorrista irá para a Estação nº. 04 (caso retorne para a Zona Quente) ou passar diretamente para a Estação nº. 05 (caso seja substituído por outra equipe). 4 Cilindro reserva, fita adesiva, luvas e botas de reserva. Troca de cilindro de ar e retorno para a Zona Quente. 5 Sacos plásticos e banqueta. Remoção da bota de segurança. 6 Banqueta, cabides e lonas plásticas. Remoção da Roupa encapsulada e capacete. 7 Mesa. Retirada do EPR. 8 Sacos plásticos. Remoção da máscara facial. 9 Sacos plásticos. Remoção da vestimenta interna. 10 Água, sabão neutro, mesa, toalhas e roupão. Lavagem de campo 11 Uniforme reserva e mesa Troca de uniforme 2 4 3 5 6 7 1 8 9 10 11 2 Piscina plástica, soluções, escovas de pêlo e bomba costal. Lavage botas, en m e rinsagem das luvas e roupas capsuladas. 3 Sacos plásticos e banqueta. Remoção das botas e luvas externas. * A partir da Estação nº03, o socorrista irá para a Estação nº. 04 (caso retorne para a Zona Quente) ou passar diretamente para a base nº. 05 (caso seja substituído por outra equipe) 4 Cilindro reserva, fita adesiva, luvas e botas de reserva. Troca de cilindro de ar e retorno para a Zona Quente. 5 Sacos plásticos e banqueta. Remoção internas e r das botas e luvas oupa encapsulada. 6 Sacos plásticos e banqueta. Retirada do EPR. 7 Água, sabão neutro, Lava mesa, toalhas e roupão. gem de campo. 2 4 3 5 6 1 7 Modelo nº02 – PADRÃO - RISCO MODERADO.
  15. 15. Modelo nº03 – AVANÇADA - RISCO EXTREMO. 5 7 9 8 10 11 12 4 3 2 16 13 14 15 16 17 ESTAÇÃO MATERIAIS PROCEDIMENTO 1 Tambores e sacos plásticos. Dispensa de equipamentos. 2 Piscina plástica, soluções, escovas de pêlo e bomba costal. Lavagem da cobertura das botas e luvas externas. 3 Piscina plástica, soluções, escovas de pêlo e bomba costal. Rinsagem da cobertura das botas e luvas externas. 4 Sacos plásticos. Remoção das fitas adesivas. 5 Sacos plásticos e banqueta. Remoção da cobertura das botas. 6 Sacos plásticos. Remoção das luvas externas. 7 Piscina plástica, soluções, escovas de pêlo e bomba costal. Lavagem das botas de segurança e roupa. 8 Piscina plástica, soluções, escovas de pêlo e bomba costal. Rinsagem das botas e roupa. * A partir da Estação nº08, o socorrista irá para a Estação nº. 09 (caso retorne para a Zona Quente) ou passar diretamente para a base nº. 10 (caso seja substituído por outra equipe) 9 Cilindro reserva, fita adesiva, luvas e botas de reserva. Troca de cilindro de ar e retorno para a Zona Quente. 10 Sacos plásticos e banqueta. Remoção da bota de segurança. 11 Banqueta, cabides e lonas plásticas. Remoção da Roupa encapsulada e capacete. 12 Mesa. Retirada do EPR. 13 Bacia plástica, solução química, reserva de água e sacos plásticos. Retirada das luvas internas. 14 Sacos plásticos. Remoção da máscara facial. 15 Sacos plásticos. Remoção da vestimenta interna. 16 Água, sabão neutro, mesa, toalhas e roupão. Lavagem de campo 17 Uniforme reserva e mesa Troca de uniforme CBOPP 15
  16. 16. Descontaminações Especiais Para descontaminações de vítimas contaminadas por partículas radioativas, deverá ser aplicado um Kit especial, composto por dois envelopes. O envelope nº. 01 deverá ser utilizado nas extremidades do corpo do paciente (cabeça, mãos e pés), e o envelope nº.02 deverá ser empregado no restante do corpo. Método para aplicação: • Rasgue o envelope nº. 01 e aplique o lenço com solução descontaminante nas extremidades da vítima. • Recolha todo o material em uma caixa blindada, revestida por chumbo em caso de partículas Gama (γ). • Quebre os frascos do envelope nº. 02 e após rasgue o envelope aplicando o lenço com solução descontaminante no restante do corpo da vítima. • Recolha todo o material em uma caixa blindada, revestida por chumbo em caso de partículas Gama (γ). • Lembre-se dos princípios básicos para radioatividade: TEMPO – DISTÂNCIA E BLINDAGEM. • O Kit para descontaminação radioativa NÃO elimina a radiação exposta ao paciente, recolhendo apenas as partículas de sobre o corpo. • O Kit é composto de três envelopes nº.01 e três envelopes nº.02, acomodados em uma caixa própria com suporte para cinto. • O Kit nº. 01 possui uma pequena saliência em seu envelope na parte superior, a fim de facilitar a retirada da caixa e evitar confundir com o envelope nº. 02. KIT DE DESCONTAMINAÇÃO RADIOATIVA Soluções para Descontaminação Para produtos desconhecidos: SOLUÇÃO FÓRMULA APLICAÇÃO A 5% de carbonato de sódio + 5% de fosfato trisódico. Misturar 1,8 Kg de fosfato trisódico comercial para 37,85 litros de água. Materiais PH > 7 B 10% de hipoclorito de cálcio. Misturar 3,64 Kg para cada 37,85 litros de água. Materiais PH < 7 Rinsagem 5% de solução de fosfato de trisódico para cada 37,85 litros de água. A rinsagem é realizada após a neutralização CBOPP 16
  17. 17. Para os produtos incluídos nas nove classes de risco: SOLUÇÃO FÓRMULA A 5% de carbonato de sódio + 5% de fosfato trisódico. Misturar 1,8 Kg de fosfato trisódico comercial para 37,85 litros de água. B 10% de hipoclorito de cálcio.Misturar 3,64 Kg para cada 37,85 litros de água. C 5% de solução de fosfato de trisódico para cada 37,85 litros de água. D Solução diluída de ácido clorídrico. Misturar 0,47% litros de ácido clorídrico concentrado em 37,85 litros de água. E Solução concentrada de água e detergente. Misturar até formar uma pasta e aplicar com uma brocha ou pincel, após enxaguar com água em abundância. MATERIAIS SOLUÇÃO Ácidos inorgânicos e resíduos metálicos. A Metais pesados (mercúrio, chumbo, cádmio, etc.). B Pesticidas, organoclorados e dioxinas. B Cianetos, amoníacos, e outros resíduos inorgânicos não ácidos. B Solventes e compostos orgânicos. A Bifenílicos policlorados. A Resíduos oleosos e graxos não especificados. C Bases inorgânicas, resíduos alcalinos e cáusticos. D Materiais radioativos. E Materiais etológicos. A + B CBOPP 17
  18. 18. FLUXOGRAMA OPERACIONAL PARA ACIDENTES ENVOLVENDO PRODUTOS PERIGOSOS (equipes especializadas) Entrada do aviso Comunicante consulta solicitante para identificar se existe pp envolvido Oficial de operações confirma e complementa as informações NÃO EXISTE PP Saída do Socorro Comunicante orienta solicitante sobre procedimentos que devem ser adotados até a chegada do socorro. Procedimento padrão NÃOExiste produto perigoso Chegada ao local Reconhecimento Identificação primária do risco (pág20) SIM Isolamento do local (pág.13) Estabelecimento das áreas de risco (pág.12) Aplicação do Protocolo de Emergência com produto perigosos Identificação, contenção, redução e eliminação do risco se for possível Resgate, descontaminação e remoção das vítimas Acionamento dos órgãos de meio ambiente para descontaminação do local e descarte do material contaminado Identificação Contenção Redução Eliminação Recolhimento do material operacional adequadamente Retorno a Unidade e envio do material operacional para descontaminação secundária Reunião posterior para análise da operação e desenvolvimento operacional CBOPP 18
  19. 19. FLUXOGRAMA OPERACIONAL PARA ACIDENTES ENVOLVENDO PRODUTOS PERIGOSOS (equipes não especializadas) Entrada do aviso Comunicante suspeita da existencia pp envolvido no evento Oficial de operações confirma e complementa as informações Saída do Socorro Comunicante entra em contato com a unidade especializada deixando a mesma de “sobre aviso” e recebendo as informações de primeira resposta, orientando ao comandante de operações e solicitante sobre procedimentos que devem ser adotados até a chegada do socorro especializado. Isolamento do local até a chegada da equipe especializada(pág 13) Estabelecimento das áreas de risco (pág 12) Identificação, contenção, redução e eliminação do risco o que for possível sem correr riscos desnecessários e sempre fazendo uso do EPR Existe produto perigoso Acionamento das equipes especializadas NÃO Procedimento padrão SIM Chegada ao local Reconhecimento Identificação primária do risco (pág.20) NÃO EXISTE PP Realizar o resgate de vítimas apenas em ultimo caso e evitar contato com o produto Se possível acionar os órgãos de meio ambiente para descontaminação do local e descarte do material contaminado Recolhimento do material operacional adequadamente Após a chegada da equipe especializada, servir como apoio a mesma Retorno a Unidade e envio do material operacional para a unidade especializada para descontaminação. Reunião posterior para análise da operação e desenvolvimento operacional CBOPP 19
  20. 20. IDENTIFICAÇÃO DE UM PRODUTO PERIGOSO Painel de Segurança: Retângulo de cor laranja que deve ser utilizado para o transporte rodoviário de produtos perigosos. Possuindo a parte inferior destinada ao número de identificação do produto (Número ONU) e a parte superior destinada ao número de risco. Número ONU: É uma numeração estabelecida pelas as Nações Unidas em que nosso país segue no que diz respeito aos números que correspondem a cada produto, sendo constituído por quatro algarismos, conforme a Portaria n. º 204, de 20/05/1997 do Ministério dos transportes, como exemplo: 1075 – GLP – gás liquefeito de petróleo; 1017 - CLORO; 1203 – combustíveis para motores, inclusive a gasolina. Número de risco: É constituído por até três algarismos este número determina o risco principal (1º algarismo) e os riscos secundários do produto (2º e/ou 3º algarismo). Notas: 1) Na ausência de risco subsidiário, deve ser colocado como segundo algarismo “zero”; 2) No caso de gás, nem sempre o primeiro algarismo significa o risco principal; 3) A duplicação ou triplicação dos algarismos significa uma intensificação do risco, por exemplo: 30 - inflamável; 33 - muito inflamável; 333 - altamente inflamável. 4) Quando o painel não apresentar número significa que a carga transportada é mista, isto é, existe mais de dois produtos perigosos sendo transportados 5) quando for expressamente proibido o uso de água no produto, deve ser indicado com a letra X no início do número. TABELA 1 – Painel de segurança que indica o transporte de vários produtos perigosos diferentes X - Proibido jogar água 423 - sólido que emana gases inflamáveis 2257 - POTÁSSIO X423 2257 668 1670 668 - Produto muito tóxico, corrosivo 1670 - Perclorometil mercaptana CBOPP 20
  21. 21. SIGNIFICADO DO 1°ALGARISMO.(fig. 02) NÚMERO SIGNIFICADO 2 Gás 3 Líquido Inflamável 4 Sólido Inflamável 5 Substâncias Oxidantes ou Peróxidos Orgânicos 6 Substância Tóxica 7 Substância Radioativa 8 Substância Corrosiva TABELA 2 - SIGNIFICADO DO 2° E/OU 3° ALGARISMO.(fig. 03) NÚMERO SIGNIFICADO 0 Ausência de risco 1 Explosivo 2 Emana Gás 3 Inflamável 4 Fundido 5 Oxidante 6 Tóxico 7 Radioativo 8 Corrosivo 9 Perigo de reação violenta resultante da decomposição espontânea ou de polimerização. As combinações de números a seguir tem significado especial: 22, 323, 333, 362, X362, 382, X382, 423, 44, 462, 482, 539 e 90. RELAÇÃO DO CÓDIGO NUMÉRICO, e respectivos significados: 20 Gás inerte 22 Gás refrigerado 223 Gás inflamável refrigerado 225 Gás oxidante (favorece incêndios), refrigerado 23 Gás inflamável 236 Gás inflamável, tóxico 239 Gás inflamável, sujeito a violenta reação espontânea 25 Gás oxidante (favorece incêndios) 26 Gás tóxico 265 Gás tóxico, oxidante (favorece incêndios) 266 Gás muito tóxico CBOPP 21
  22. 22. 268 Gás tóxico, corrosivo 286 Gás corrosivo, tóxico 30 Líquido inflamável (PFg entre 23°C (296K) e 60,5°C (333,5K)), ou líquido sujeito a auto- aquecimento 323 Líquido inflamável, que reage com água, desprendendo gases inflamáveis X323 Líquido inflamável, que reage perigosamente com água, desprendendo gases inflamáveis. 33 Líquido muito inflamável (PFg < 23°C (296K)) 333 Líquido pirofórico X333 Líquido pirofórico, que reage perigosamente com água 336 Líquido muito inflamável, tóxico 338 Líquido muito inflamável, corrosivo X338 Líquido muito inflamável, corrosivo, que reage perigosamente com água (*) 339 Líquido muito inflamável, sujeito a violenta reação espontânea 36 Líquido sujeito a auto-aquecimento, tóxico 362 Líquido inflamável, tóxico, que reage com água, desprendendo gases inflamáveis X362 Líquido inflamável, tóxico, que reage perigosamente com água, desprendendo gases inflamáveis (*) 38 Líquido sujeito a auto-aquecimento, corrosivo 382 Líquido inflamável, corrosivo, que reage com água, desprendendo gases inflamáveis X382 Líquido inflamável, corrosivo, que reage perigosamente com água, desprendendo gases inflamáveis(*) 39 Líquido inflamável, sujeito a violenta reação espontânea 40 Sólido inflamável, ou sólido sujeito a auto - aquecimento 423 Sólido que reage com água, desprendendo gases inflamáveis X423 Sólido inflamável, que reage perigosamente com água, desprendendo gases inflamáveis (*) 44 Sólido inflamável, que a uma temperatura elevada se encontra em estado fundido 446 Sólido inflamável, tóxico, que a uma temperatura elevada se encontra em estado fundido 46 Sólido inflamável, ou sólido sujeito a auto-aquecimento, tóxico 462 Sólido tóxico, que reage com água, desprendendo gases inflamáveis 48 Sólido inflamável, ou sólido sujeito a auto-aquecimento, corrosivo 482 Sólido corrosivo, que reage com água, desprendendo gases inflamáveis 50 Produto oxidante (favorece incêndios) 539 Peróxido orgânico, inflamável 55 Produto muito oxidante (favorece incêndios) 556 Produto muito oxidante (favorece incêndios), tóxico 558 Produto muito oxidante (favorece incêndios), corrosivo 559 Produto muito oxidante (favorece incêndios), sujeito a violenta reação espontânea 56 Produto oxidante (favorece incêndios), tóxico 568 Produto oxidante (favorece incêndios), tóxico, corrosivo 58 Produto oxidante (favorece incêndios), corrosivo 59 Produto oxidante (favorece incêndios), sujeito a violenta reação espontânea 60 Produto tóxico ou nocivo 63 Produto tóxico ou nocivo, inflamável (PFg entre 23°C (296K) e 60,5°C (333,5K)) 638 Produto tóxico ou nocivo, inflamável (PFg entre 23°C (296K) e 60,5°C (333,5K)), corrosivo CBOPP 22
  23. 23. 639 Produto tóxico ou nocivo, inflamável (PFg entre 23°C (296K) e 60,5°C (333,5K)), sujeito a violenta reação espontânea 66 Produto muito tóxico 663 Produto muito tóxico, inflamável (PFg até 60,5°C (333,5K)) 68 Produto tóxico ou nocivo, corrosivo 69 Produto tóxico ou nocivo, sujeito a violenta reação espontânea 70 Material radioativo 72 Gás radioativo 723 Gás radioativo, inflamável 73 Líquido radioativo, inflamável (PFg até 60,5°C (333,5K)) 74 Sólido radioativo, inflamável 75 Material radioativo, oxidante 76 Material radioativo, tóxico 78 Material radioativo, corrosivo 80 Produto corrosivo X80 Produto corrosivo, que reage perigosamente com água (*) 83 Produto corrosivo, inflamável (PFg entre 23°C (296K) e 60,5°C (333,5K) X83 Produto corrosivo, inflamável (PFg entre 23°C (296K) e 60,5°C (333,5K)), que reage perigosamente com água (*) 839 Produto corrosivo, inflamável (PFg entre 23°C (296K) e 60,5°C (333,5K), sujeito a violenta reação espontânea X839 Produto corrosivo, inflamável (PFg entre 23°C (296K) e 60,5°C (333,5K)), sujeito a violenta reação espontânea, que reage perigosamente com água(*) 85 Produto corrosivo, oxidante (favorece incêndios) 856 Produto corrosivo, oxidante (favorece incêndios), tóxico 86 Produto corrosivo, tóxico 88 Produto muito corrosivo X88 Produto muito corrosivo, que reage perigosamente com água (*) 883 Produto muito corrosivo, inflamável (PFg entre 23°C (296K) e 60,5°C (333,5K)) 885 Produto muito corrosivo, oxidante (favorece incêndios) 886 Produto muito corrosivo, tóxico X886 Produto muito corrosivo, tóxico, que reage perigosamente com água(*) 89 Produto corrosivo, sujeito a violenta reação espontânea 90 Produtos perigosos diversos (*) Não usar água, exceto com a aprovação de um especialista. Rótulos de Risco: São elementos que representam símbolos e/ou expressões emolduradas, referentes à natureza, manuseio ou identificação do produto. O símbolo representa uma figura convencional, usada para exprimir graficamente um risco de forma rápida e fácil a sua identificação. Rótulos de Risco Principal: possuem o número e o nome da classe ou subclasse de risco, devem ser colocados no ângulo inferior da moldura do rótulo de risco. Rótulos de Risco Secundário: não possuem o número e o nome da classe ou subclasse de risco, possuindo somente os símbolos e as mesmas cores. CBOPP 23
  24. 24. Código de cores: Cores Sinificado Vermelho Inflamável/combustível Verde Gás não inflamavel Laranja Explosivo Amarelo Oxidante Azul Perigoso quando molhado Branco Veneno/tóxico Preto/branco Corrosivo Amarela/branco Radioativo Vermelho/branco Combustão expontânea Vermelho/branco listrado Sólido inflamável SIMBOLOS Classe 1 - EXPLOSIVOS 1.1 - Substâncias e artefatos com risco de explosão em massa 1.2 - Substâncias e artefatos com risco de projeção 1.3 - Substâncias e artefatos com risco de predominante de fogo 1.4 - Substâncias e artefatos sem risco significativo 1.4S - Substâncias pouco sensíveis 1.5 - Substâncias muito insensível com risco de explosão em massa 1.6 - Substâncias extremamente insensível sem risco de explosão em massa CBOPP 24
  25. 25. CLASSE 2 - GASES Subclasse 2.1 - Gases inflamáveis Subclasse 2.2 - Gases não inflamáveis, não tóxicos Subclasse 2.3 - Gases tóxicos Classe 3 - LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS Classe 4 - SÓLIDOS Subclasse 4.1 - Sólidos inflamáveis Subclasse 4.2 - Substâncias sujeitas a combustão espontânea Subclasse 4.3 - Substâncias que em contato com a água emitem gases inflamáveis Classe 5 - Substâncias oxidantes e peróxidos CBOPP 25
  26. 26. Subclasse 5.1 - Substâncias Oxidantes Subclasse 5.2 - Peróxidos Orgânicos Classe 6 - Tóxicos e infectantes Subclasse 6.1 - Substâncias tóxicas Subclasse 6.2 - Substâncias infectantes Classe 7 - MATERIAIS RADIOATIVOS Classe 8 - CORROSIVOS CBOPP 26
  27. 27. Classe 9 - SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS DIVERSAS SISTEMA DE IDENTIFICAÇÃO DE PRODUTOS PERIGOSOS PARA INSTALÇÕES FIXAS – DIAMANTE DE HOMEL Devido à necessidade imediata de informação concernente a um produto perigoso, foram desenvolvidos dois sistemas de identificação de perigos. Ambos ajudam aqueles que participam de medidas de reação ante um acidente, a enfrentar um problema com produto perigoso com rapidez e segurança, e ambos foram concebidos por pessoas sem treinamento em química. O primeiro e um sistema que se usa nos Estados Unidos da América, sistema este desenvolvido pela Associação Nacional de Proteção Contra Incêndios (National Fire Protection Association - “NFPA” 704 M) o qual se usa para tanques armazenagem e recipientes pequenos (instalações permanentes). O segundo sistema se usa para depósitos, tanques, vagões ferroviários, tambores, outros tipos de embalagens transportadas no comércio normais, dentro de um Estado ou entre Estados. O Ministério dos Transportes é o responsável por este sistema. Para seu uso são necessárias placas e etiquetas conforme Normas Brasileiras já vistas nas páginas anteriores. Neste capítulo desejamos dar conhecimento deste processo NFPA 704 M, que foi elaborado para instalações fixas, não sendo utilizados nos Transportes Rodoviários e Ferroviários. Não sendo de obrigatoriedade o uso em nosso País, mas atualmente tem se observado com certa freqüência o seu emprego principalmente em algumas Empresas do setor. SISTEMA DE IDENTIFICAÇAO DE PERIGOS NFPA 704 M CBOPP 27
  28. 28. Descrição: NFPA 704 M é um sistema normatizado (Estandardizado) que usa números e cores em um rótulo ou placa para definir os perigos básicos de um produto perigoso. A saúde, inflamabilidade e reatividade estão identificadas e classificados em uma escala de zero a quatro dependendo do grau de perigo que apresentem. As classificações de produtos químicos individuais podem ser encontradas na “Guia para Materiais Perigosos” da NFPA.Outras referências como “CHRIS” Volume 2 e os “Fundamentos de Higiene Industrial” do Conselho Nacional de Segurança contem classificações da NFPA para produtos químicos específicos. Tal informação pode ser útil não somente em emergências como também durante as atividades de remédio em longo prazo, quando se requer ampla informação. Resumo do Sistema de Classificação de Perigos 1. Perigos para a SAÚDE (AZUL) RISCO DESCRIÇÃO EXEMPLOS 4 Materiais que em muito pouco tempo podem cansar a morte ou danos permanentes mesmo que a pessoa tenha recebido pronto atendimento médico. Acrilonitrila Bromo Paration 3 Materiais que em um curto espaço de tempo podem causar danos temporários ou residuais mesmo que a pessoa tenha recebido pronto atendimento médico. Anilina hidróxido de Sódio Ácido Sulfúrico 2 Materiais que pela exposição intensa ou continuada podem causar incapacitação temporária ou possíveis danos residuais a não ser que o paciente receba imediata atenção médica. Bromobenzeno Piridina Estireno 1 Materiais a cuja exposição causam irritação, porém somente leves lesões residuais, mesmo que a vítima não tenha recebido tratamento. Acetona Metanol 0 Materiais a cuja exposição em condições sob o fogo não oferecem perigo maior do que o de um material combustível comum CBOPP 28
  29. 29. 2. Perigos de INFLAMAÇÃO (VERMELHO) RISCO DESCRIÇÃO EXEMPLOS 4 Materiais que se vaporizam rapidamente ou completamente a pressão atmosférica e temperatura ambientes normais e se queimam facilmente no ar. 1,3-Butadieno Propano Óxido de Etileno 3 Líquidos e sólidos que podem se incendiar sob quase qualquer temperatura ambiente. Fósforo Acrinonitrila 2 Materiais que devem ser moderadamente aquecidos ou serem expostos a temperatura ambiente relativamente alta antes de que tenha lugar a ignição. 2-Buranona Querosene 1 Materiais que devem ser pré-aquecidos antes que a ignição tenha lugar. Sódio Fósforo Vermelho 0 Materiais que não ardem. 3. Perigos de REATIVIDADE (AMARELO) RISCO DESCRIÇÃO EXEMPLOS 4 Materiais que por si só são capazes de detonar facilmente ou de ter uma decomposição explosiva ou reação a temperaturas e pressões normais. Peróxido de Benzoila Ácido Picrico 3 Materiais que por si só (1) são capazes de ter reação de detonação ou explosão porém requerem uma forte fonte de ignição, ou (2) devem ser aquecidos confinados antes do início ou (3) reacionam explosivamente com água. Diborano Óxido de Etileno 2-Nitro- Propadeno 2 Materiais que por si só (1) são normalmente instáveis e sofrem facilmente uma alteração química violenta porém não detonação ou (2) podem reacionar violentamente com a água ou (3) podem formar misturas potencialmente explosivas com água. Acetaldeido Potássio 1 Materiais que por si só são normalmente estáveis, porém eles podem (1) tornar-se instáveis a temperaturas elevadas ou (2) reagir com água com liberação de alguma energia, porém não violentamente. 0 Materiais que por si só são normalmente estáveis, inclusive quando exposto à fogo e que não reacionam com água. CBOPP 29
  30. 30. 4. Especial (BRANCO) Este losângulo está destinado para informações especiais a respeito do produto. Por exemplo, podem indicar que o produto é RADIOATIVO mostrando o símbolo padronizado da radioatividade, ou usualmente REATIVO COM ÁGUA, mostrando um “W” grande com um traço diagonal cruzando. 3 W 2 1 DOCUMENTOS DE PORTE OBRIGATÓRIO PARA O TRANSPORTE RODOVIÁRIO: A) CERTIFICADO DE CAPACITAÇÃO PARA O TRANSPORTE DE PRODUTOS PERIGOSOS A GRANEL DO VEÍCULO E DO EQUIPAMENTO 1. É expedido pelo INMETRO ou entidade por ele credenciada e, como o próprio nome indica, só pode ser exigido quando o veículo transportar produtos perigosos a granel e não no caso de produtos fracionados acondicionados em embalagens especiais individuais. 2. Compreende-se, como veículo: caminhão, semi-reboque, porta-contêiner, reboque, caminhão trator. 3. compreende-se como equipamento: tanque de carga, contêiner-tanque, carroçaria a granel e vaso para gases. CBOPP 30
  31. 31. 4. Quando a carga estiver sendo transportada em veículo com reboque ou semi-reboque, tam sendo que deverá ser observado o prazo de vali 5. O ade do mesmo; arágrafo 3º e artigo 22 º parágrafo 2º do RTPP. porque o envolvimento em acidentes pode causar danos aos equipamentos que o podem ser vistos por simples observação. 7. Os grupos dos produtos regulamentados estão listados no verso do Certificado de Capacitação. bém haverá este documento da unidade tratora, dade para caracterizar infração. Certificado de capacitação deve ser vistoriado do seguinte modo: a) verificar a existência e a valid b) verificar se o número do equipamento é o mesmo que consta na placa de inspeção/identificação afixado no chassi ou no tanque e a validade da mesma em referência ao certificado (quando houver); c) verificar se o número do produto, datilografado nos campos próprios do certificado é compatível com o número ONU e o constante da Ficha de Emergência e da Nota Fiscal, sendo proibido transportar produtos não relacionados. 6. Conforme orientação do INMETRO, só deve ser aceita a primeira via original do certificado de capacitação. O Certificado de Capacitação será recolhido e encaminhado ao INMETRO quando o veículo se envolver em acidente ou apresentar vazamentos, caracterizando o mal estado de conservação, conforme o artigo 4º p Esta prática objetiva melhorar a regularidade no cumprimento das exigências do RTPP especialmente nã CBOPP 31
  32. 32. GÊNCIA , disponível risco, número ONU do produto, classe ou er, no campo 04, o nome apropriado para embarque do produto, previsto pela 06 deverá ser indicada a relação de equipamentos de proteção necessária apara o rão ser citados os riscos caso o produto esteja envolvido em um Se o produto for inflamável deverá ser meio ambiente, em relação ao ar, água e solo. Deve ser citada a possibilidade do A se , deverão ser citados os procedimentos em caso de emergênci No verso da ficha de emergência, somente poderá conter os telefones de emergência. B) FICHA DE EMER A ficha de emergência deverá ter, no campo 01, o nome, e telefone da empresa expedidora, bem como o telefone da equipe de emergência, que poderá ser própria ou contratada por 24 horas por dia. No campo 03 deverá apresentar o número de subclasse de risco, quando for o caso, e a descrição da classe ou subclasse de risco. Deverá hav Portaria n.º 204/97 do Ministério dos Transportes. No campo 05 deverá ser indicado o estado físico do produto a descrição dos riscos principal e subsidiário. No campo atendimento emergencial e, não deverão ser confundida com os equipamentos previstos para o transporte de produtos perigosos. Deverá ser citada a roupa, calçados, luvas e proteção respiratória. No campo 7.1, deve incêndio. Citar se as embalagens podem explodir, se poderá ocorrer o aumento da pressão interna e, conseqüentemente, a explosão das mesmas. citado o ponto de fulgor. No campo 7.2 deverão ser incluídos os riscos relacionados ‘a saúde, caso o produto seja inalado, ingerido, tenha contado com a pele e os olhos. Também devem ser citados, no campo 7.3, os danos que o produto pode causar caso tenha contato com o produto ser solúvel em água e se é mais pesado que o ar. guir, nos campos 8.1 a 8.6 a. CBOPP 32
  33. 33. Envelope impresso com as instruções e recomendações em casos de acidentes, indicando os números para emergência - NBR 7504 da ABNT. C) ENVELOPE PARA O TRANSPORTE CBOPP 33
  34. 34. igatório que descreve a mercadoria, seu acondicionamento, peso, valor, imposto se houver, nome e endereço do embarcador, nome e endereço do destinatário, condições de venda ou de transferência, meio de transporte e data de saída, próprio para o tipo de movimentação de bens. ermissão das autoridades de fiscalização do Ministério da Guerra, com exceção daqueles cuja categoria de controle os isenta da fiscalização de tráfego. A permissão para o tráfego será fornecida através de um documento único, de âmbito nacional, denominado“ Guia de Tráfego”. D) DOCUMENTO FISCAL Documento obr E) GUIA DE TRÁFEGO – MINISTÉRIO DO EXÉRCITO Os produtos controlados só poderão trafegar no interior do país depois de obtida a p CBOPP 34
  35. 35. F) AUTORIZAÇÃO PARA O TRANSPORTE DE PRODUTO RADIOATIVO O transporte a granel de materiais radiativos e o transporte destes materiais com atividades relevantes, devem ser autorizados pelo departamento de instalações e materiais nucleares da CNEN. Além da autorização, também deverão ser apresentados no ato da fiscalização: 1) Declaração do expedidor de Materiais Radiativos; 2) Ficha de Monitoração de Carga do Veículo Rodoviário. CBOPP 35
  36. 36. COLOCAÇÃO DE PAINÉIS DE SEGURANÇA E RÓTULOS DE RISCO PARA OS TRANSPORTES RODOVIÁRIOS: 1 - Transporte à granel. A unidade de transporte deve portar: CARGA A GRANEL PRODUTO / RISCO RÓTULO DE RISCO PAINEL DE SEGURANÇA 01 Produto 01 Risco - Nas duas laterais - Na traseira - Nas duas laterais com números do produto e dos riscos - Na frente e na traseira com números do produto e dos riscos Produtos Diferentes 01 Risco - Nas duas laterais, um em cada compartimento - Na traseira - Nas duas laterais, um em cada compartimento, com números do produto e dos riscos - Na frente e na traseira sem números Produtos Diferentes Riscos Diferentes - Nas duas laterais, um em cada compartimento - Na traseira, um em cada risco principal - Nas duas laterais, um em cada compartimento com números do produto e dos riscos - Na frente e na traseira sem números Vazio - Antes de lavar e descontaminar, continuar usando - Antes de lavar e descontaminar, continuar usando Vazio - Totalmente lavado e descontaminado, não usar - Totalmente lavado e descontaminado, não usar UM PRODUTO EXEMPLO DE SINALIZAÇÃO DE PRODUTO COM RISCO SUBSIDIÁRIO PRODUTOS DIFERENTES – MESMO RISCO PRODUTOS DIFERENTES – RISCOS DIFERENTES CBOPP 36
  37. 37. 2 - Transporte de carga embalada. A unidade de transporte deve portar: CARGA EMBALADA PRODUTO / RISCO RÓTULO DE RISCO PAINEL DE SEGURANÇA 01 Produto 01 Risco - Nas duas laterais - Na traseira - Nas duas laterais com números do produto e dos riscos - Na frente e na traseira com números do produto e dos riscos Produtos Diferentes 01 Risco - Nas duas laterais - Na traseira - Nas duas laterais, sem números - Na frente e na traseira, sem números Produtos Diferentes Riscos Diferentes - Nas duas laterais, nenhum - Na traseira, nenhum - Nas duas laterais, sem números - Na frente e na traseira, sem números Vazio - Não pode ser utilizado - Não pode ser utilizado EXEMPLO DE SINALIZAÇÃO DE PRODUTO SEM RISCO SUBSIDIÁRIOUM PRODUTO PRODUTOS DIFERENTES – MESMO RISCO PRODUTOS DIFERENTES – RISCOS DIFERENTES CBOPP 37
  38. 38. METEROROLOGIA DEFINIÇÂO Introdução O tempo é um fator que influencia, permanentemente, na vida do homem do meio ambiente e em todas as suas atividades. Entenda-se TEMPO como a síntese das condições meteorológicas reinantes em determinada localidade , observadas durante um espaço de tempo ou período suficientemente longo ou, como o meio ambiente que os seres vivos vivem com satisfação e conforto ou dificuldades e desconforto. Sem o conhecimento da meteorologia , é comprovadamente impossível o emprego de ações de resposta à emergências envolvendo produtos perigosos. Definição de Meteorologia A palavra METEOROLOGIA lembra, de imediato, a palavra METEORO, da qual atribui-se conceito errado. Não é incomum , designar-se uma estrela cadente ou meteorito de METEORO. Meteorologia é a ciência que estuda os fenômenos da natureza, que influenciam nas condições climáticas na superfîcie terrestre e atmosfera, ou seja, estuda os meteoros. Conceitualmente, METEORO, é qualquer fenômeno atmosférico. Existindo, portanto: meteoros aéreos(ventos,tornados, etc.); meteoros luminosos (arco-íris, halo, etc.); hidro- metoeoros( chuvas, neve,saraiva, etc.). METEOROLOGIA é a ciência que estuda os fenômenos atmosféricos , ou de outra forma , é a Física da Atmosfera. TEMPERATURA Introdução A Temperatura é o estudo do aquecimento dos corpos ou, de sua energia cinética , entre moléculas. Para efeitos de CONTAMINAÇÃO QUÍMICA , definimos como a TEMPERATURA DA SUPERFÍCIE , como a temperatura do solo no momento em que é atingido pelo agente químico perigoso. Esta temperatura , desempenha papel importante na determinação da persistência das contaminações líquidas e das concentrações de vapores acima dos líquidos . É importante ressaltar que a temperatura do ar , depende essencialmente da temperatura do solo a que ele se acha próximo. Método de Medida A temperatura normalmente é medida por meio de termômetros de mercúrio ou álcool, submetido a temperatura ambiente. Empregamos a escala centígrada , que é a oficial em nosso país , e eventualmente a Fahrenheit ou Kelvim, usada nos países de língua inglesa. C / 5 = ( F – 32 ) / 9 = R / 4 K = C + 273,16 CBOPP 38
  39. 39. Uso dos Termômetros a) MEDIDA DA TEMPERATURA DO AR Tomadas a 1,80 m da superfçicie. b) MEDIDA DA TEMPERATURA DA SUPERFÍCIE Tomadas a 0,30 m do solo. GRADIENTE TÉRMICO VERTICAL Introdução O Gradiente Térmico Vertical é igual a diferença algébrica ( em ºC ) entre as temperaturas do ar ambiente compreendido entre 1,80 m e 0,30 m do solo . Nas previsões micro--meteorológicas , o GTV varia de 1 em 1 grau F ou 0,5 em 0,50 C. São os seguintes tipos de GTV : a) CONDIÇÃO DE LAPSE Quando a temperatura varia inversamente com a altitude . Prevalecem nos dias ensolarados ou com pouquíssimas nuvens e ,por conseqüência propicia a turbulência térmica , gerado pelas correntes verticais . É condição de extrema dispersão de nuvens de contaminação de PP. Pode ocorrer variações na casa de –1ºC a – 3,5ºC , ou mesmo menos sobre massas grandes de água. A turbulência mecânica devido a ventos acima de 16 Km/h tende a produzir condições de instabilidade forte. b) CONDIÇÃO DE INVERSÃO Quando a temperatura varia diretamente com a altitude . Noites claras de céu limpo. Haverá um mínimo de correntes de convecção , logo , máximo de estabilidade .Não ultrapassando vento a velocidade de 8 Km/h , o gás ou fumaça tenderá a ser mais persistente no local da contaminação. Temos inversão com GTV entre + 1ºC e + 3,5ºC . c) CONDIÇÃO DE NEUTRA É a situação entre LAPSE e INVERSÃO . Também conhecida como condição de isotermia, não havendo situação de turbulência térmica. A diferença entre Lapse e Inversão é próxima de zero. Ocorre com céu muito encoberto . Estas fases de transição ocorrem, geralmente ao nascer do Sol e duas horas após e por do Sol e duas horas antes. Se a velocidade do vento não for grande , um vazamento de PP pode ser bastante persistente no local. CBOPP 39
  40. 40. ICMN-Inicio do crep.matutino nautico FCVN-Fim do crep. Vespertino nautico “-“ LAPSE “+” INVERSÃO “o“ NEUTRA 1800h FCVN 2h 0600h ICMN 2h + EFEITO DO TERRENO Introdução A quantidade de calor solar recebida por uma porção da superfície da Terra, depende, grandemente, da inclinação dessa superfície, de sua direção de exposição em relação ao Sol, da latitude e longitude e estação do ano. Efeitos do Terreno As variações de temperatura superficial são mais elevadas : a) sobre as terras que sobre as águas; b) num solo árido que num recoberto de vegetação; c) no terreno aberto que num revestido de mato ; d) nos solos escuros que nos claros ; e) nos solos de vegetação seca que nos de vegetação exuberante. CBOPP 40
  41. 41. VENTOS Introdução O estudo do vento é muito importante para as equipes especializadas em emergência com PP , posto que deverão: 1) saber em qualquer situação como está se deslocando o ar; 2) conhecer a influência da formação topográfica no fluxo de ar próximo a superfície; 3) analisar e avaliar a interferência de obstáculos (edificações, vegetação, continentalidade, etc.), no tocante à mudança de direção da corrente de ar; 4) Saber como se comportará o ar junto aos vales , colinas, e no interior da vegetação(floresta, bosque, arbustos, etc.); 5) Conhecer o comportamento do vento à superfície das águas; 6) Reconhecer os princípios que alteram os elementos dos ventos e como determinar sua direção. Faz parte do serviço meteorológico fornecer dados da direção e velocidade dos ventos as alturas de 1,80 m / 6,0 m / 9,0m / 150 m e 750m , de suma importância para operações envolvendo PP. Mecanismo Geral dos Ventos A diferença de temperatura do ar é faz com que surjam zonas de diferentes pressões, ocasionando movimento das massas de ar. Outra força atuante na formação dos ventos é a de FORÇA DE CORIOLIS , devido a rotação da Terra. Desvia o vento para a direita no HN e para a esquerda no HS , com tanto maior intensidade quanto mais perto estiver dos Pólos. Outro condicionador , é o contraste térmico entre Pólos e Equador. Tipos de ventos a) VENTOS REGULARES OU CONSTANTES: Alíseos e Contra-Alíseos : Os alíseos são massas de ar quentes equatoriais sendo substituídas por massas de ar mais frias das regiòes temperadas . Os contra-alíseos são as massas de ar mais quentes equatoriais que alcançam grandes altitudes se resfriam , tornam-se mais densas deslizando para as regiões temperadas. OBS.: Ventos alíseos do HN sopram “NE-SO” . Os do HS sopram “SE-NO” . Da mesma forma os c.alíseos no HN sopram “SO-NE” e no HS ,sopram “NO-SE”. Z. B. Z. A. CBOPP 41
  42. 42. b) VENTOS PERIÓDICOS : Os mais conhecidos BRISAS e as MONÇÕES. Brisas correspondem as variações diárias de temperatura entre mar e continente . As Monções resulta da diferença de temperatura entre estações climáticas do ano ( chamados de VENTOS ESTACIONAIS ). Temos , como conseqüência , as monções de verão ou marítimas e as monções continentais ou de inverno. Nas regiões de monções há grande ocorrência de ciclones locais, os tornados ou furacões como os da África (HURRICANES na América Central e do Norte) e tufões como nos mares do oriente c) VENTOS LOCAIS: Dependem da condição geográfica característica do local ou de certas regiões. - Nas Américas : O PAMPEIRO que sopra na Argentina CONHECIDO NO Rio Grande do Sul como MINUANO, nos EEUA o CHINOOCK que sopra nas Montanhas Rochosas. - Na África : O SIMUM no Deserto do Saara prolongando-se até a Espanha, Itália e Grécia. - Na Europa : O MISTRAL do sul da França , o FOEHN nos Alpes ( características semelhantes ao CHINOOCK), o BORA nas proximidades do Mar Adriático. d) TURBULÊNCIA : O vento próximo à superfície sopra em rajadas , e não de forma contínua, alternando com períodos de calmaria. Decorre deste fato que temos a TURBULÊNCIA TÉRMICA ( correntes de convecção e advecção) e a MECÂNICA(irregularidade da superfície terrestre X velocidade do vento). Direção do Vento Convenciona-se DIREÇÃO DO VENTO , como sendo aquela de onde o vento sopra Em Meteorologia são utilizados determinadas terminologias , para caracterizar posições em relação aos ventos: a) BARLAVENTO : lado de onde sopra o vento ; b) SOTAVENTO : lado para onde o vento sopra ( VENTO A BAIXO ); c) CONTRA O VENTO : movimento em direção ao lado de onde sopra o vento; d) A FAVOR DO VENTO : movimento que acompanha a direção do vento; CBOPP 42
  43. 43. e) VENTO DIRETOR : indica o vento que conduzirá uma fumaça de contaminação ou vazamento de vapores ou partículas , regulando sua velocidade e direção ; Ainda em operações químicas usamos as expressões decorrentes : f) VENTO À BAIXO : direção do vento na qual , o corredor de descontaminação e PC-AV, encontram-se com o vento pelas costas e ” visualizando” o vento seguir em direção a área acidentada à frente afastando a contaminação . É A POSIÇÃO OBRIGATÓRIA DAS EQUIPES DE EMERGÊNCIA COM PP e deve ser sempre observada durante as operações o tempo todo, obrigando as equipes a alterarem suas posições conforme muda a direção do vento preservando sempre o VENTO À BAIXO. g) VENTO ÀCIMA : é o posicionamento de elevado risco para as equipes de PP e PC-AV, em que o vento avança na direção das equipes , passando antes pelo local do acidente , ou seja , carreando a contaminação para o PC-AV. Métodos de Avaliação da Direção e Velocidade do Vento A direção do vento pode ser avaliada por meio de birutas , colunas de fumaça, inclinação das plantações e ramos e por meio de aparelhos apropriados como : Anemômetros de Campanha , e o Catavento de Wild. A velocidade do vento é variável conforme a altitude , próximo ao solo devido a rugosidade o vento sofre efeito retardador. 1) Avaliação Ë possível avaliar , aproximadamente, a velocidade do vento por meio dos efeitos que causa , tais como fumaça, bandeirolas ou folhas. 2) A tabela de BEAUFORT : registra os valores da velocidade do vento (mph e Km/h), a seguir: CBOPP 43
  44. 44. TABELA BEAUFORT – ESTIMATIVA DA VELOCIDADE DO VENTO Nº da esc. Beaufort Veloc. (mph) Veloc. (Km/h) Descrição Geral Indicação 0 Até 1 Até 2 Calmo A fumaça sobe verticalmente. 1 1 a 3 2 a 4 Aragem A direção do vento é mostrada p/ fumaça e não p/ ventoinha. 2 4 a 7 6 a 11 Brisa fraca O vento é sentido na face; as folhas balançam; a ventoinha move-se. 3 8 a 12 13 a 19 Brisa leve Folhas e ramos em movimento; bandeirola estende-se. 4 13 a 18 21 a 29 Brisa moderada Poeira,papel e pequenos ramos movimentam-se. 5 19 a 24 30 a 38 Brisa fresca Os arbustos oscilam. 6 25 a 31 40 a 50 Brisa forte Grandes ramos em movimento; assobíam os fios telegráficos 7 32 a 38 51 a 61 Vento moderado As árvores inclinam-se 8 39 a 46 62 a 74 Vento fresco Quebram-se os ramos das árvores; dificultada a progressão. 9 47 a 54 75 a 86 Vento forte Estragos nas estruturas leves, dificuldade nocaminhar. 10 55 a 63 87 a 101 Tufão Danos em grandes estruturas. 11 64 a 75 102 a 120 Tempestade Grandes danos; acontecimento raro 12 75 e acima 120 e à cima Ciclone Conseqüências imprevisíveis Mph = 1,6 Km /h 1 Nó = 1,8 Km/h Estimativa em Km/h utilizado pelo Exército Francês 2) Mensuração da velocidade Pode ser medida por meio dos seguintes aparelhos: a) CATAVENTO DE WILD ( seta do galo) b) ANEMÔMETRO ML-62-A ( roda com 8 palhetas ) c) ANEMÔMETRO DE FUESS ( 4 conchas captadoras de vento) d) ANEMÔMETRO DE CAMPANHA ( caixa com furos de diâmetros diferentes) CBOPP 44
  45. 45. RADIOATIVIDADE PROTEÇÃO RADIOLÓGICA Equilíbrio de Forças no núcleo A ciência não foi capaz, ainda, de descrever, satisfatoriamente, as forças próton-próton; próton-nêutron; nêutron-nêutron. Sabe-se que são forças de pequeno alcance. Temos que, cargas de mesmo sinal se repelem eletrostaticamente e que, esta força de repulsão aumenta à medida que esta distância diminui, até que se chega a um limite que a descarga de energia transforma repulsão em atração. Supõe-se, então, que exista uma distância tal que as forças de atração e repulsão se equilibrem, surgindo daí, a situação de núcleo estável ou disposição estável. O nêutron tem importante papel nas forças que atuam no núcleo, colaborando para sua estabilidade. Outras partículas A título de simples informação, descreveremos outras partículas transitórias: BÁRION: Componente de uma classe de partículas elementares pesadas, que inclui híperons, nêutrons e prótons. FÓTON: Partículas de radiação eletromagnética (luz, raios-X ou raio gama). HÍPERON: Partículas elementar de vida curta, com massa maior do que a do próton e menor do que a de um dêuteron. LÉPTON: Partícula elementar leve (pouca massa). Especificamente, um elétron, um pósitron, um neutrino, um antineutrino, um muon (inéson mu) ou um anti-muon. MÉSON: Classe de partículas elementares com massas intermediárias a do elétron e a do próton e vida curta. Existem várias classes de mésons, como mésons-pi , mésons-mu, mésons-K . O conceito de méson foi criado por Jidek Yukawa, em 1937. MÉSON-K: O muon, partícula elementar classificada como LÉPTON, com massa 207 vezes maior do que a do elétron. MÉSON-PI : Partícula elementar. 270 vezes a de um elétron. NEUTRINO: Partícula elementar com massa ínfima e carga nula. Interage fracamente com a matéria, sendo de difícil detecção.É produzido em muitas reações nucleares, no decaimento beta, com alto poder de penetração. O neutrino oriundo do Sol geralmente atravessa a Terra. Radiações Os raios que surgem na região esverdeada da Ampola de Crookes, onde se dá a fluorescência no vidro, pela colisão dos raios catódicos, despertou no cientista Becquerel, extremo interesse, principalmente por que um filme envolto em papel negro era velado. Como não se sabia o por quê deste fenômeno, os cientistas a descrevem como “raios X”. Becquerel achou que as substâncias, quando fluorescentes, emitiam raios-X. Utilizou-se de diversas substâncias que eram fluorescentes, expondo-as à luz do Sol, descobrindo, então, que o sulfato duplo de potássio e uranila K2 UO2 (SO4)2 era o único que velava CBOPP 45
  46. 46. o filme protegido. E mesmo quando acidentalmente deixou o sal de urânio dentro de sua gaveta trancada, descobrira que a uranila, tinha a propriedade de decompor o sal de prata, do filme. Provou que não era a fluorescência a razão de ser da radiação. Mais tarde Marie Curie e Pierre Curie detectaram que o Urânio era o responsável pelas misteriosas emissões de raios. Não tardou, e descobriram que a radioatividade era semelhante à descoberta por Röentgen. Em pouco tempo (1898), o casal Curie descobriu outro material 400 vezes mais radioativo que o Urânio, era o Polônio. Logo descobriram outro muito mais radioativo que o Polônio, era o Rádio tão poderoso que é capaz de atravessar camadas de Chumbo. Natureza das Emissões Rádio Blindagem de Chumbo elétron pouca massa energia puraprótons α _ _ placa fotográfica + + + γ β 1- Radiação alfa: Pouco poder de penetração, positiva e pesada ( barradas por folha de papel). 2- Radiação beta: De carga negativa, maior poder de penetração que, mais leve, elétron de alta velocidade atravessa alguns milímetros de aço. 3- Radiação gama: Ondas eletromagnéticas de curtíssimo comprimento de onda, menor que os raios x e de grande poder de penetração. Atravessam dezenas de cm de chumbo. A radiação gama interage com a matéria de 03 formas como: a) EFEITO COMPTON: Um fóton gama colide elasticamente com um elétron de um átomo (choque de duas bolas de bilhar). O fóton gama resultante possui trajetória diferente da original e com menos energia. CBOPP 46
  47. 47. b) EFEITO FOTO-ELÉTRICO: O fóton transmite toda sua energia a um elétron do átomo- alvo, que é ejetado de sua Órbita, grande parte da energia do fóton é revertida em cinética do elétron ejetado. O fóton gama desaparece. c) EFEITO DE PRODUÇÃO DE PARES : Quando um fóton gama de energia maior do que 1,02 Mev passa próximo de um núcleo pesado , poderá ser transformado em duas partículas , um elétron e um pósitron ( elétron positivo). Aniquila-se o fóton gama completamente. CBOPP 47
  48. 48. Decaimento Radioativo Ao emitir partículas alfa, beta ou radiação gama, o átomo instável perde energia. Este processo é chamado de decaimento radioativo. É significativo dizer que, para uma grande amostra de átomos, em média, uma dada fração de átomos decairá num certo tempo. Tal intervalo é o necessário para que metade dos átomos instáveis decaia. Este intervalo é conhecido como meia- vida de uma coleção de átomos. Uma espécie radioativa, sempre decai com a mesma razão, e, portanto, tem um mesmo valor para a meia-vida. Desde de que a atividade da amostra é proporcional ao nº de átomos instáveis presentes, a meia-vida, é também o tempo em que a atividade da amostra decrescerá, para a metade de seu valor inicial. Sendo N0, o nº de átomos instáveis iniciais de uma amostra, e após um tempo t = T1/2 , definido como sua meia vida , o nº de átomos presentes na amostra será de N0/2 . O alcance das meias-vidas vai de frações de segundos para alguns átomos instáveis produzidos em laboratório até bilhões de anos para alguns elementos radioativos naturais. Proteção Radiológica Visa minimizar se não evitar ao máximo os danos causados pela radiação ionizante aos que a utilizam ou ao público em geral. São regras de ouro. São definições que precedem as aplicação das regras: a) Exposição Ocupacional: É a do individuo que trabalha na área controlada; b) Área Controlada: É aquela em que as doses de radiação, recebidas pelos indivíduos, que nela trabalham, são controladas; c) Exposição de População: É a de um grande nº de pessoas expostas sem nenhum controle dos órgãos especializados (areia monazítica de Guarapari, por exemplo). Os Riscos das radiações podem ser divididos em 2 classes: I – RISCOS EXTERNOS (fontes externas ao corpo): Raios X, gama, beta e nêutrons. II – RISCOS INTERNOS (fontes internas ou introduzidas no organismo) CBOPP 48
  49. 49. Prevenção contra a radiação externa DISTÂNCIA: É o meio mais fácil de se aplicar, em defesa contra a radiação. BLINDAGEM: É deforma básica a alternativa para conter fótons gama e raios X. TEMPO: Quanto menor o tempo de exposição do indivíduo, menor será a dose por ele recebida. EXPOSIÇÃO DE EMERGÊNCIA Introdução A dosimetria das radiações visa justamente e a determinação da energia absorvida pelos sistemas expostos à radiação. Unidades de medida 1) ATIVIDADE: a) Curie (Ci) – É a medida da quantidade de radioatividade emitida por um radionuclídeo (nº de transformações nucleares que ocorrem num determinado intervalo de tempo) 1 Ci = 3,7. 1010 desint/seg ------ 1Ci = 3,7 . 1010 Bq ( 1 Bequerel = 1 desint/ Seg ) b) Contagem por Minuto (CPM) – Os raios e partículas lançados em todas as direções são detetados pelo aparelho que registra a porção da radiação vinda na direção do aparelho. Pode ser também em CPS. CBOPP 49
  50. 50. 2) DOSE DE RADIAÇÃO: Este termo é muito geral e provém da terminologia médica e radiológica. As unidades escolhidas para este fim devem reproduzir ou traduzir, preferencialmente, algo sobre ação biológica e física no organismo. Como esta interação com a matéria viva é muito complexa não se foi possível determinar uma unidade que atendesse a todos os efeitos ao mesmo tempo, porém hoje as unidades atendem de uma forma ou de outra as informações que se deseja das interações tecido- radiação. OBS: DEFINIÇÕES IMPORTANTES 1) EXPOSIÇÃO – É a quantidade de radiação em função de seus efeitos sobre o ar seco, nas CNTP. A unidade de exposição é o Roentgen ( r ); 2) DOSE ABSORVIDA – É a quantidade de energia transmitida pela radiação, para qq material, por unidade de massa desse material. A unidade de dose absorvida é o Rad (primeira letra de radiação). Um Rad é igual a 100 erg / seg ou 0,01 joule / Kg. 3) UNIDADES: a) O Röentgen (r) é definido como a quantidade de radiação X ou gama, capaz de produzir íons, em 1 Kg de ar seco, equivalente a 2,58 x 10 –4 Coulomb. Não se aplica a partículas alfa, beta, gama. O Roentgen é uma unidade de exposição , baseada na ionização do ar, não numa unidade de ionização nem numa unidade de dose absorvida no ar . b) O termo DOSE DE RADIAÇÃO, significa apenas, a quantidade de energia absorvida. Se um grama de um material absorve 100 ergs de uma radiação qq, isto significa que a dose absorvida pelo material foi de 1 RAD. Para a água e tecidos moles, quando submetidos à radiação X ou gama, de energia intermediária entre 100 Kev e 300 Kev, a dose absorvida pela exposição de 1 Roentgen (r) corresponde de 0,93 A 0,98 Rad. Para fins práticos consideraremos 1 Rad ~= 1 r A dose absorvida de radiações de partículas, também é expressa em Rad. O Rad é utilizado para medir dose absorvida. c) DOSE EQUIVALENTE ( Rem – Rad Equivalent Man ): A experiência nos indica que, os efeitos dos vários tipos de radiação, não são os mesmos. Os efeitos biológicos, não dependem somente do tipo de radiação, mas também da energia. A absorção CBOPP 50
  51. 51. da mesma quantidade de energia (em Rad), de diferentes tipos de radiação, não produz necessariamente o mesmo efeito biológico. Por exemplo, é necessária uma certa quantidade de radiação gama do Co60, para produzir catarata, quando uma dose de nêutrons 10 vezes menor produz o mesmo efeito, logo, o nêutron é 10 vezes mais efetivo do que a radiação gama. Para levar a como comparador o Co 60, foi introduzido o termo FATOR DE CORREÇÃO (FQ), que relaciona o efeito de outras radiações em comparação com a radiação ama do Co 60. O FQ dos nêutrons no exemplo é 10. Então, o Rem é definido como a dose de qq radiação ionizante que liberada sobre o homem ou mamífero, é biologicamente equivalente a dose de 1 Rad de raios X ou gama. Relacionam-se com o FQ da seguinte forma: Rem = dose em Rad x FQ (FQ~= 1) 1 Sievert (Sv) = 102 Rem OBS: O FQ era o anteriormente chamado Efeito Biológico Deletério (EBD) ou na sigla original Relative Biological Effectiveness (RBE). O Rem e o Sievert são usados para medir dose equivalente, em água e tecidos moles (corpo humano) sendo o FQ~= 1, teremos como conseqüência: 1 Rad ~= 1 r Rem = dose em Rad x FQ (FQ ~=1), logo, 1 Rem ~= 1 Rad e como 1 r = a 0,93 a 0,98 Rad , então 1 Roentgen ( r ) ~= 1 Rad ~= 1 Rem (FQ=1) Quanto ao fator TEMPO, cabe ressaltar alguns conceitos PRIMORDIAIS: a) Dose Máxima Permissível (DMP): É o limite de dose equivalente de radiação recebida durante 30 anos de atividade profissional (52 semanas / ano, 5 dias /semana, 8 h / dia de trabalho). Não é capaz de produzir no indivíduo efeito nocivo visível. b) Exposição Externa de Órgãos Críticos: Aplicável nas exposições de corpo inteiro, com radiações penetrantes que atinjam a cabeça, tronco, órgãos ativos formadores de sangue, órgãos genitais, ou os olhos. A DMP acumulada em qq idade, não deve exceder a 5 Rem multiplicado pelo nº de anos que excede a idade de 18 anos ( N – 18 ). A dose recebida não pode exceder a 3 Rem em nenhum período de 13 semanas consecutivas e, então: DMP = 5 ( N – 18 ) Rem CBOPP 51
  52. 52. A dose máxima de 12 Rem por ano, como é recomendada pela limitação de 3 Rem / 13 semanas , deve ser permitida, apenas quando a pessoa nunca tiver trabalhado no campo da energia nuclear ou tenha uma vida pregressa nesta área extremamente bem controlada. NÃO DEVE SER ENCORAJADA. Por estas necessidades e razão, a aplicação da DMP acima precisa das seguintes regras: I – EXPOSIÇÕES PRÉVIAS DESCONHECIDAS – Consideraremos que o indivíduo tenha recebido anteriormente, toda a dose permitida, o que acarreta um limite de 5 Rem / ano , para as exposições de rotina , dando uma dose aproximada de 100 mRem / semana ou 2,5 mRem / hora . II – EXPOSIÇÕES PRÉVIAS DE ACORDO COM O LIMITE ANTIGO DE 300 mRem / semana – Se a dose recebida anteriormente for maior que a permitida pela fórmula acima , adotar 5 Rem / ano ou , 100 mRem / semana. III – PESSOA MENOR DE 18 ANOS – Adotar 5 Rem / ano, com a preocupação adicional de não permitir mais de 60 Rem até a pessoa atingir a idade de 30 anos de idade (DMP = 5 ( 30 – 18 ) = 60 Rem ). IV - EXPOSIÇÃO EXTERNA DA PELE E TIREÓIDE – Aplicável às radiações de corpo inteiro, com radiações de baixo poder de penetração. DMP = 10 ( N – 18 ) Rem . Não permitindo doses maiores que 6 Rem em 13 semanas, o dobro da DMP para órgãos críticos. V – EXPOSIÇÃO EXTERNA DE MÃOS, ANTEBRAÇOS, PÉS E TORNOZELOS – A DMP = 75 Rem / ano, não podendo haver doses superiores a 25 Rem em 13 semanas. VI – EXPOSIÇÕES DE EMERGÊNCIA – Trabalhos de emergências que envolvam exposições superiores à DMP acima devem ser planejadas de tal forma, que o indivíduo não receba uma dose maior que 12 Rem, sendo que a soma desta dose recebida mais a acumulada, não devem exceder os valores permitidos pela fórmula 5 ( N – 18 ). Se a soma superar o valor da fórmula deve- se descontar no período seguinte de 05 cinco anos, baixando as taxas de exposição neste período. Em emergências extraordinárias que envolvam riscos incalculáveis, não hesitar em receber 25 Rim numa só exposição, não tomar qq exposição desnecessária, Evitar exposição de altas doses em mulheres grávidas. CBOPP 52
  53. 53. 4. Novas Unidades Radiológicas: O Sistema Internacional de Unidades (SI), contém sete unidades básicas, havendo correlação entre as mesmas. a) ATIVIDADE Curie ( antigo ) e o Bequerel ( SI ) 1 Ci = 3,7 . 1010 Bq b) DOSE ABSORVIDA Rad ( antigo ) e o Gray ( SI ) 1 Rad = 10 -2 Gray ( Gy ) ou = 1 cGy c) DOSE EQUIVALENTE Rem ( antigo ) e o Sievert ( Sv ) no Sistema Internacional 1 Sv = 102 Rem CBOPP 53
  54. 54. RISCOS DA CONTAMINAÇÃO INTERNA Prevenção contra radiação interna Os materiais radioativos ingressam no corpo por: a) Ingestão b)Inalação c) Absorção Transcutânea Através dos seguintes meios, por exemplo: a) Pela água, alimentos, ar poeira; b) Pelo contato; c) Pela cadeia alimentar; d) Pela imprudência no manuseio, transporte, estocagem, etc. Nestes casos dependerão da meia-vida do radio-isótopo, e do órgão afetado. Medidas devem ser tomadas para se evitar que tal fato ocorra. RADIODERMITES CBOPP 54
  55. 55. EXPLOSIVOS Explosivos são substâncias capazes de rapidamente se transformarem em gases, produzindo calor intenso e pressões elevadas, subdividindo em: a) explosivos iniciadores: aqueles que são empregados para excitação de cargas explosivas, sensível ao atrito, calor e choque. Sob efeito do calor explodem sem se incendiar; b) explosivos reforçadores: os que servem como intermediário entre o iniciador e a carga explosiva propriamente dita; c) explosivos de rupturas: são os chamados altos explosivos, geralmente tóxicos; d) pólvoras: que são utilizadas para propulsão ou projeção. 1 – Definição: Os explosivos podem ser classificados em autos explosivos e baixos explosivos de acordo com que se faz a reação. BAIXOS EXPLOSIVOS ou explosivos lentos - são substancias tais como a pólvora negra e as pólvoras sem fumaça, que passam do estado natural ao gasoso, com certa lentidão. A reação que produz esta transformação tem o nome de deflagração. ALTOS EXPLOSIVOS ou explosivos de ruptura - são substancias que, mesmo se transformando ao ar livre, produzem reação extremamente rápida, esta reação é denominada detonação. Normalmente, os altos explosivos são empregados em qualquer tipo de destruição e carregamento de granadas e bombas de alto explosivo. DETONAÇÃO – É o processo pelo qual um alto explosivo se decompõe e libera sua energia, com uma onda de choque e calor que excede a velocidade do som. A velocidade de detonação (velocidade da onda de choque) varia de acordo com o tipo de explosivo empregado e suas características. DETONADORES – Recurso empregado para forçar a entrada dos explosivos em reação. Trata-se de um pequeno tubo ou cápsula, contendo uma carga explosiva primária, que vai ativar a carga explosiva principal. DEFLAGRAÇÃO – Um processo subsônico (de velocidade relativamente baixa) pelo qual um baixo explosivo (coma a póvora, por exemplo) libera sua energia através de uma queima rápida ou processo de auto-combustão. 2 – Propriedades dos explosivos: Os explosivos devem possuir determinadas características genéricas: a) insensibilidade ao choque e fricção; b) grande velocidade de detonação; c) grande potencia por unidade de peso; d) grande densidade; CBOPP 55
  56. 56. e) estabilidade química(tanto para armazenamento tanto quanto para variações de temperatura); f) detonação perfeita pela ação de detonadores comuns; g) segurança no uso submarino. 3 – Principais explosivos encontrados: 1) TNT – Trinitrotulueno Alto explosivo de grande potencia, velocidade de detonação de 6400m/s; relativamente estável ao choque; pode ser armazenado por longo tempo sem deteriorar; insolúvel. 2) TETRITOL – (75% de tetril + 25% de TNT) Usado nos mesmos casos do TNT; potencia maior que a do TNT; características e cuidados semelhantes ao do TNT. 3) COMPOSTO C-3 Explosivo plástico; odor característico; velocidade de detonação de 7900m/s; mais potente que o TNT; produz alguns gases venenosos. 4) COMPOSTO C-4 Explosivo semelhante ao C-3 nas características e no uso; os gases produzidos são menos tóxicos. 5) PÓLVORA NEGRA (baixo explosivo): Constituído de nitrato de sódio; potássio e enxofre; manuseio com cuidado;usado em pedreiras; a água o destrói. 6) GELATINA DE RUPTURA – plastil Possui elasticidade e plasticidade; é constituída de nitriglicerina e nitrocelulose; bananas de 225g e 0,03m de diâmetro; insolúvel. 7) DINAMITES: Explodem pela ação de espoleta; são extremamente sensíveis ao calor, choque, fricção, faíscas, etc; são armazenadas em bananas de 225g, 0,03m de diâmetro e 0,2m de comprimento. 8) DINAMITE COMUM: Absorção simples de nitroglicerina por substancias porosas; se distingue por possuir a % e peso de nitrogricerina em cerca de 50%. 9) DINAMITE AMÔNIA: Propriedades e poder semelhante a dinamite comum 10) DINAMITE GELATINA – nitroglic.+nitrocel.: Plástico e muito potente; insolúvel na água. CBOPP 56
  57. 57. 4 – Cuidados especiais: Cargas que por ventura não tenham sido detonadas ou deflagradas são extremamente perigosas. A destruição de pequenas quantidades é obtida pela queima. Durante a queima o pessoal deve observar as distancias do quadro abaixo: QUADRO – distancia mínima entre pessoal não abrigado contra estilhaços e detonação de cargas. Explosivo em quilos Distancia em metros Explosivos em quilos Distancia em metros 05 125 100 360 25 225 250 480 50 285 500 600 75 330 --- --- No manuseio de explosivos, devem ser observadas as seguintes normas de segurança: a) pessoal devidamente treinado para tal finalidade; (119.013-0 / I4) b) no local das aplicações indicadas deve haver pelo menos um supervisor, devidamente treinado para exercer tal função; (119.014-8 / I4) c) proibido fumar, acender isqueiro, fósforo ou qualquer tipo de chama ou centelha nas áreas em que se manipule ou armazene explosivos; (119.015-6 / I4) d) vedar a entrada de pessoas com cigarros, cachimbo, charuto, isqueiro ou fósforo; (119.016-4 / I4) e) remover toda lama ou areia dos calçados, antes de se entrar em locais onde se armazena ou se manuseia explosivos; (119.017-2 / I4) f) é proibido o manuseio de explosivos com ferramentas de metal que possam produzir faíscas; (119.018-0 / I4) g) uso obrigatório de calçado apropriado; (119.019-9 / I4) h) proibir o transporte de explosivo exposto com equipamento movido a motor de combustão interna; (119.020-2 / I4 i) não permitir o transporte e armazenagem, conjunto de explosivo de ruptura e de outros tipos, especialmente os iniciadores; (119.021-0 / I4) j) admitir no interior de depósito para armazenagem de explosivo as seguintes temperaturas máximas: (119.022-9 / I4) 1) 27ºC (vinte e sete graus centígrados) para nitrocelulose, nitromido e pólvora química de base dupla; (119.023-7 / I4) 2) 30ºC (trinta graus centígrados) para ácido pícrico e pólvora química de base simples; (119.024-5 / I4) 3) 35ºC (trinta e cinco graus centígrados) para pólvora mecânica; (119.025-3 / I4) 4) 40ºC (quarenta graus centígrados) para trotil, picrato de amônio e outros explosivos não-especificados. (119.026-1 / I4) l) arejar obrigatoriamente, em períodos não-superiores a 3 (três) meses, os depósitos de armazenagem de explosivos, mediante aberturas das portas ou por sistema de exaustão; (119.027-0 / I4) m) molhar as paredes externas e as imediações dos depósitos de explosivos, tendo-se o cuidado para que a mesma não penetre no local de armazenagem. (119.028-8 / I4) CBOPP 57
  58. 58. Nos transportes explosivos, observar as seguintes normas de segurança: a) o material deverá estar em bom estado e acondicionado em embalagem regulamentar; (119.030-0 / I4) b) por ocasião de embarque ou desembarque, verificar se o material confere com a guia de expedição correspondente; (119.031-8 / I4) c) prévia verificação quanto às condições adequadas de segurança, todos os equipamentos empregados nos serviços de carga, transporte e descarga; (119.032-6 / I4) d) utilizar sinalização adequada, tais como bandeirolas vermelhas ou tabuletas de aviso, afixadas em lugares visíveis; (119.033-4 / I4) e) disposição do material de maneira a facilitar inspeção e a segurança; (119.034-2 / I4) f) as munições explosivas e artifícios serão transportados separadamente; (119.035-0 / I4) g) em caso de necessidade, proteger o material contra a umidade e incidência direta dos raios solares, cobrindo-o com uma lona apropriada; (119.036-9 / I4) h) antes da descarga de munições ou explosivos, examinar-se-á o local previsto para armazená-los; (119.037-7/I4) i) proibir a utilização de luzes não-protegidas, fósforos, isqueiros, dispositivos ou ferramentas capazes de produzir chama ou centelhas nos locais de embarque, desembarque e nos transportes; (119.038-5 / I4) j) salvo casos especiais, os serviços de carga e descarga de munições e explosivos serão feitos durante o período das 7h às 17h; (119.039-3 / I4) l) quando houver necessidade de carregar ou descarregar munições e explosivos durante a noite, somente admitir iluminação com lanternas e holofotes elétricos. (119.040-7 / I4) As regras a observar no transporte rodoviário, além das prescrições gerais cabíveis no caso, serão as seguintes: a) os caminhões destinados ao transporte de munições e explosivos, antes de sua utilização, serão vistoriados para exame de seus circuitos elétricos, freios, tanques de combustível, estado da carroçaria e dos extintores de incêndio, assim como verificação da existência de quebra-chama no tubo de descarga e ligação metálica da carroçaria com a terra; (119.051-2 / I4) b) os motoristas deverão ser instruídos quanto aos cuidados a serem observados, bem como sobre o manejo dos extintores de incêndio; (119.052-0 / I4) c) a estopa a ser levada no caminhão será a indispensável, e a que for usada deverá ser jogada fora; (119.053-9 / I4) d) a carga explosiva deverá ser fixada, firmemente, no caminhão e coberta com lona impermeável, não podendo ultrapassar a altura da carroçaria; (119.054-7 / I4) e) será proibida a presença de estranhos nos caminhões que transportarem explosivos ou munições; (119.055-5 / I4) f) durante a carga e descarga, os caminhões serão freados, calçados e seus motores desligados; (119.056-3 / I4) g) quando em comboios, os caminhões manterão entre si uma distância de aproximadamente 80,00m (oitenta metros); (119.057-1 / I4) CBOPP 58
  59. 59. h) a velocidade de um caminhão não poderá ultrapassar 40 km/h (quarenta quilômetros por hora); (119.058-0 / I4) i) as cargas e as próprias viaturas serão inspecionadas durante as paradas horárias, previstas para os comboios ou viaturas isoladas, as quais se farão em local afastado de habilitações; (119.059-8 / I4) j) para viagens longas, os caminhões terão 2 (dois) motoristas que se revezarão; (119.060-1 / I4) l) nos casos de desarranjo nos caminhões, estes não poderão ser rebocados. A carga será baldeada e, durante esta operação, colocar-se-á sinalização na estrada; (119.061-0/ I4) m) no desembarque, os explosivos e munições não poderão ser empilhados nas proximidades dos canos de descarga dos caminhões; (119.062-8 / I4) n) urante o abastecimento de combustível, os circuitos elétricos de ignição deverão estar desligados; (119.063-6 / I4) o) tabuletas visíveis serão afixadas nos lados e atrás dos caminhões, com os dizeres: "Cuidado: Explosivo" e serão colocadas bandeirolas vermelhas; (119.064-4 / I4) p) os caminhões carregados não poderão estacionar em garagens, postos de serviço, depósitos ou lugares onde haja probabilidades maiores de risco de incêndio; (119.065-2 / I4) q) os caminhões, depois de carregados, não ficarão nas áreas ou proximidades dos paióis e depósitos; (119.066-0 / I4) r) em caso de acidentes no caminhão ou colisões com edifícios e viaturas, a primeira providência será retirar a carga explosiva, a qual deverá ser colocada a uma distância mínima de 60,00 (sessenta metros) do veículo ou habitações; (119.067-9 / I4) s) em casos de incêndio em caminhão que transporte explosivos, procurar-se- á interromper o trânsito e isolar o local. (119.068-7 / I4) CBOPP 59 *** GUIA GRATUITO *** NÃO PODE SER VENDIDO! http://comprovadores.blogspot.com
  60. 60. TOXICOLOGIA 1 – introdução: todo produto químico é tóxico, podendo causar qualquer dano ao corpo ou levar a morte. A dose, as propriedades físicas e químicas do tóxico e as características fisiológicas do individuo exposto, determinam o grau de toxicidade. A toxicologia é o estudo dos mecanismos e processos básicos que causam reações adversas. 2 – rota de exposições: existem 4 rotas pelas quais as substancias podem entrar no corpo: inalação absorção pela pele(ou olhos), ingestão e infecção. Inalação: Muitas das substancias apresentam-se na forma de gases, vapores ou partículas. Quando inaladas essas substancias entram em contato com o sistema respiratório, formado pela boca, nariz, laringe, brônquios e alvéolos pulmonares. É a principal rota de entrada de substancias contaminantes no corpo. Absorção: É a segunda rota em importância para a entrada dos contaminantes em nosso corpo. A absorção ocorre através da superfície que envolve o corpo humano. A absorção através da pele contribui para a intoxicação significativa, e para algumas substancias é inclusive a principal via de penetração. Ingestão: É uma rota de reduzida importância, salvo condições acidentais e hábitos de comer e beber no local de trabalho. Quando ingeridas as substancias entram em contato com o sistema digestivo, formado pela boca, estomago e intestino. É necessário destacar que os contaminantes ingeridos podem ou não serem dissolvidos pelos fundos digestivos. Infecção/injeção: Entende-se como infecção, a rota de entrada das substancias contaminantes através da penetração direta da substancia no organismo através de uma descontinuidade da pele, como por exemplo, uma ferida, corte, etc. 3 – fatores que influenciam a toxicologia: Vários são os fatores que afetam a reação do organismo a um produto químico tóxico: CBOPP 60
  61. 61. Duração e freqüência da exposição: Há uma diferença em tipo de gravidade dos efeitos dependendo da rapidez com que a dose é recebida(duração) e a freqüência com que é recebida(freqüência). As exposições agudas são geralmente acidentes individuais de curta duração relativa – de um minuto a uns poucos dias. A exposição crônica envolve freqüentes dose a níveis relativamente baixos por um período de tempo que vai de meses a anos. Se a dose é recebida de uma maneira suficiente letal de modo que o regime de eliminação ou desintoxicação mantém-se na mesma velocidade do que o recebimento da dose é possível que não ocorra reação tóxica. Já a mesma dose recebida rapidamente poderia produzir um efeito. Rotas de entrada: Os resultados biológicos podem ser diferentes com a mesma dose, dependendo do produto químico inalado, ingerido, aplicado sobre a pele ou injetado. Barreiras naturais impedem a absorção e distribuição do material de uma vez no corpo. Estas barreiras podem atenuar os efeitos tóxico da mesma dose de um produto químico. A efetividade dessas barreiras dependem parcialmente da rota de entrada do produto químico. Características individuais: Variação entre as espécies: Para a mesma dose recebida em condições idênticas, os efeitos mostrados por diferentes espécies podem variar consideravelmente. Uma dose letal para uma espécie pode não ter efeito em outras. Como os efeitos tóxicos dos produtos químicos nos seres humanos baseia-se nos estudos em animais, deve-se selecionar uma espécie para a prova que se aproxime o mais perto possível aos processos a) idade e madureza: as crianças com alguns meses e as crianças já um pouco maiores são freqüentemente mais sensíveis a ação tóxicas que os adultos jovens. Nas pessoas de mais idade a capacidade fisiológica encontra-se diminuída para enfrentar os efeitos tóxicos. Estes grupos de idade é possível que seja mais susceptíveis aos efeitos tóxicos a doses relativamente mais baixas. b) Gênero e hormônios: alguns produtos químicos podem ser mais tóxicos a um gênero que a outro. Certos produtos químicos podem afetar o sistema reprodutor do macho ou da fêmea. Outrossim como a mulher tem mais porcentagem de gordura no corpo do que os homens, pode ser que acumulem mais produtos químicos solúveis em gordura. Demonstrou-se que as diferenças na reação estão também relacionadas com as diferenças normais entre o homem e a mulher. c) Constituição genética: os fatores genéticos influenciam as reações individuais as substancias tóxicas. Se os processos fisiológicos necessários faltam ou são menores, as defesas naturais do corpo são afetadas. Por exemplo aqueles indivíduos com falta de enzimas G6PD (uma difusão hereditária) são mais propensos a sofre danos nos glóbulos vermelhos quando tomam aspirina ou certos antibióticos que as pessoas com forma normal de enzimas. d) Estado de saúde: as pessoas com estado de saúde delicado são geralmente mais propensas a danos tóxicos devido a uma capacidade diminuída do corpo para enfrentar o produto químico ofensivo. Fatores ambientais: Os fatores ambientais podem contribuir para a reação de um determinado produto químico. Por exemplo, fatores como contaminação do ar, condições de local de trabalho, condições CBOPP 61
  62. 62. de moradia, hábitos pessoais e exposição previa ao produto químico podem atuar em união de outro mecanismo tóxico. Combinações químicas: Algumas combinações de produtos químicos produzem efeitos diferentes dos atributos aos mesmos individualmente: a) Sinérgicos: produtos químicos que, quando combinam-se causam um efeito maior que o aditivo. Por exemplo, a hepatotoxicidade aumenta com o resultado da exposição a ambos, etanol a tetracloreto de carbono. b) Potencialização: é um tipo de sinergismo onde o potencializador não é usualmente tóxico por si mesmo, porem tem a propriedade de aumentar a intensidade tóxica de outros produtos químicos. Por exemplo, o isopropanol não é hepatotóxico por si mesmo. No entanto, sua combinação com tetracloreto de carbono aumenta a reação tóxica deste ultimo. c) Antagônicos: produtos químicos que quando combinam-se reduzem o efeito previsto. Classificação do grau de toxicidade A classificação dos produtos quanto ao seu grau de toxicidade é feita de acordo com testes experimentais com animais em laboratório (ratos e coelhos) tomando esses resultados como medida de comparação dos efeitos prováveis sobre o homem, veja o quadro abaixo. CLASSIFICAÇÃO DL 50* ORAL AGUDA NO HOMEM EXEMPLOS Extremamente tóxico 1mg / kg ou menos Algumas gotas Acrilonitrila, bromo, paration, dioxina Altamente tóxico 1 a 50 mg / kg Uma colher de chá Anilina, estricnina, hidróxido de sódio, ácido sulfúrico. Moderadamente tóxico 50 a 500 mg / kg 30 g a 30 ml Bromobenzeno, piridina, estireno, DDT. Ligeiramente tóxico 0,5 a 5 g / kg 500 g ou 500 ml Acetona, metanol. Praticamente atóxico 5 a 15 g / kg 1 kg ou 1 l Álcool etílico. * DL50 (mg / l) – Dose Letal (por qualquer via que não seja por inalação) capaz, dentro de um tempo específico (geralmente 96 horas), de matar 50 % do grupo exposto de organismos de teste. CL50 (mg / l) – Concentração Letal, 50 % (por inalação de gases, vapores e partículas). CBOPP 62

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