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Ge atualidades 2014
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  1. 1. leilão de Libra E mais: , Uma no va etapa Crise na Ucrânia 5o anos da ditadura na exploração do . Nelson Mandela Mais Médicos l _ petróleo do pré-sal Copa e geopolítica Rolezrnhas e pol/ cia «r Acordo histórico r e r ” Irã e EUA começam a se entender sobre e o programa nuclear M 'oim. -.r. :;u; rasevnrwar› : se - - = a L IL , , ; uniu ¡' ríxàlãulnl' Í'. ' ; âmago-a . ur-sw _as , ›"""J “ “' , Í* ~ l : lira Úlfl l Í lí l m' ía' «a o A internet aproximou as pessoas, mas também facilitou o monitoramento delas. Entenda a revolução que a web provocou e os desafios que tem pela frente
  2. 2. .. .Aguauà-amu Um piano para os seus estudos Este GUIA DO ESTUDANTE ATUALIDADES oferece uma ajuda e tanto para as provas, mas é claro que um único guia não abrange toda a preparação necessária para o Enem e os demais vestibulares. É por isso que o GUIA DO ESTUDANTE tem uma série de publicações que, juntas. fornecem um material completo para um ótimo plano de estudos. O roteiro a seguir é uma sugestão de como você pode tirar melhor proveito de nossos guias, seguindo uma trilha segura para o sucesso nas provas. 1--- bnorrssot-: s 1- nsrrnuunaou. r) L iiiÊíÊÊà . .La b: ,_. ... ___. _.. . a GEOGRAFI I- VESTIBULARvENDA sur¡ e . _,. .--. ,.. r . ea, _E . A_ _M g / çzláa * i ~_ ~ 'QI @» -----. _. .., ... -» . . . . . ... ... ... ..4.. ... ... ... Í . ... ... . . . nunca¡ . . › I . . . . › . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . ... . . . E pl L Decida o que var prestar O primeiro passo para todo Vestibulando é escolher com clareza a carreira e a universidade onde pretende estudar. Conhecendo o grau de dificuldade do processo seletivo e as matérias que tem peso maior na hora da prova, fica bem mais fácil planejar os seus estudos para obter bons resultados. e @M00 GEPODE TE AJUDAR O GE PROFISSOES traz todos os cursos superiores existentes no Brasil, explica em detalhes as caracte- rfsticas de mais de zoo carreiras e ainda indicaas instituições que oferecem os cursos de melhor qualidade, de acordo com o ranking de estrelas do GUIA DO ESTUDANTE e com a avaliação oficial do MEC. LÊ Í: Re vise as matérias-cha ve Para começar os estudos, nada melhor do que revisar os pontos mais importantes das principais matérias do ensino médio. Você pode repassar todas as matérias ou focar apenas em algumas delas. Além de rever os conteúdos, é fundamental fazer muito f_ exercicio para praticar. e COMO O GE PODE TE AJUDAR Existe um gula para cada matéria __ l do ensino médio: GE GEOGRAFIA, História, Portugués, Redação, Idiomas, Matemática, Biologia, Quimica e FlsicaTodos reúnem os temas que mais caem nas provas, trazem muitas questões de vestibulares para fazer e têm uma linguagem fácil de entender, permitindo que você estude sozinho. l--x É A 1; e") Mantenha-se atualizado 0 passo final é continuar estudando atualidades, pois as pro- vas exigem alunos cada vez mais antenados com os principais fatos do mundo. Além disso, é preciso conhecer em detalhes o seu processo seletivo - o Enem, por exemplo, é completamente diferente dos demais vestibulares. e COMOO GE PODE TE AJUDAR 0 GE ENEM e o GE Fuvest são verda- deiros "manuais de instrução", que trazem todos os segredos dos dois maiores vestibulares do pais. Tambem não dá para perder a próximaediçao do GEATUALIDADES, que será lançada em meados de agosto, trazendo novos fatos do noticiário que ainda podem cair nas provas dos processos seletivos do fim deste ano. FOTO: KEVIN LAMARQUE/ REUTERS c LE o modelo: &àuwnñtuñlí I Veja quando são lançadas as nossas publicações MES PUBLICAÇÃO Janeiro Fevereiro GE GEOGRAFIA Março GE ATUALIDADES 1 . GE HISTÓRIA Ab” c¡ QUIMICA . GE BIOLOGIA Ma” ce FUVEST “m” : :ãiducuts Julho GE REDAÇÃO GE IDIOMAS Agosto GE ATUALIDADES 2 GE MATEMATICA Setembro GE FMM Outubro GE PROFISSÕES Novembro Dezembro Os guias ficam um ano nas bancas - com exceção do ATUALIDADES, que é semestral - e também podem ser comprados pelo site www. IoJaabrIl. com. br. . aacnu-«uasanm-ma-sznna. FALE (OM A GENTE: Av. das Nações Unidas, 7221, 5° andar, CEP 05425902, São Paulo/ SP, ou email para; guIadoestudante. abr¡l@atleitor. com. br wapaau-«a 10-» . ._ . _ . n umakmss-. u . .. ¡.__, ___ ____, ,___. _______ c: ATUALIDADES : ou | a' semestre 3
  3. 3. .. ... . . ..Íêeiêíãàâíêítss. ÍÍ. ... ... . e e no pais da busca e da intolerância nos costumes, o acesso à rede mundial é como uma Iuiada de ar fresco . mu-qo-u-_n--vuuun «susanacap-nau tuvua-¡Mñíluua-. nnnjwanúnsafán Internet: o im ortante e usa-la a seu vor e você tem 17 ou 18 anos, pode parecer que a internet é uma coisa banal. Quando você nasceu, já estava aí. Mas, de fato, ela existe há . _ muito pouco tempo, só duas décadas, e é um fenômeno impressio- i nante: está profundamente entranhada no mundo contemporâneo. l N esse período, provocou mudanças significativas no cotidiano de boa . _ ›. parte da humanidade - na comunicação, no trabalho, no lazer, nas relaçoes sociais. Um pequeno exemplo é o da foto acima, na qual duas afegãs, com a simples ida a um cibercafé, furam o pesado cerco imposto às mulheres em seu país. Em muitos aspectos, porém, ainda estamos aprendendo a lidar com a rede mundial de computadores, ambiente que abriga uma quantidade de informa- ções do tamanho do planeta, como um caótico espelho global. Questões como direito à privacidade, ética nas relações humanas e respeito à soberania das nações são recolocadas com nova dimensão com o surgimento da internet. A rede está inserida em uma realidade social, econômica e política complexa, que buscamos ajudar você a entender no dossiê desta edição - com contexto, história, detalhamento e informação visual, como é nossa proposta editorial. Num ano em que o seu desafio é se preparar para o vestibular, é preciso muita consciência e lucidez para usar a rede a seu favor, com pesquisa e estudo. Se bo- bear, ela puxa para mil dístrações e leva você para muito longe. Na era da internet, vale muito a determinação do estudante para manter o foco em seus objetivos. Esperamos que esta edição seja bem útil e interessante. Um abraço, 0 Paulo Zocchi, editor - pzocchi@abril. com. br 4 GIATUALIDADES : cabia-unem MONAMMÀD ISMAIL/ REUTERS SELO DE QUALIDADE GUIA D0 ESTUDANTE 0 seio de qualidade acima é resultado de uma pesquisa realizada com 316 estudantes aprova- dos em três dos principais cursos da Universida- de de São Paulo no vestibular 2013. São eles: -› DIREITO, DA FACULDADE DO LARGO SAO FRANCISCO; -› ENGENHARIA, OA ESCOLA POLITECNICA; e -› MEDICINA, OA FACULDADE DE MEDICINA DA USP © 7 em cada 1o entrevistados na pesquisa usaram material do GUIA D0 ESTUDANTE durante sua preparação para o vestibular © Dos entrevistados que utilizaram o GUIA DO ESTUDANTE: 82% disseram que o material ajuda ou ajudou muito na preparação. 98% recomendam o guia para outros estudantes. JE) Guia do L: : Estudante TESTADO E APROVADO! A pesquisa quantitativa por meio de entrevista pessoal foi realizada nos dias al e 19 de fevereiro de m3, nos campi de matricula dos cursos de Direito, Medicina e Engenharia da Universidade de São Paulo (USP). -› Universo total de estudantes aprovados nesses cursos: 1.455 alunos. -› Amostra utilizada na pesquisa 316 entrevistados. -› Margem de erro amostral: 4,9 pontos percentuais.
  4. 4. e, . 'v , - -_ lili ; ~lâll i; :t: ,§¡; ç yzllÍÍlíli " EDITORA f; Abril T* . v Mai; . ç “I II ! .17- “2- "í . .vcs c; .: ~ ~ = Iil'i; ;;r: l . Ií'”1"i. ^.. a. ” AIJ¡ Í x __ , É “U Compre também Ilê 5 r pelo site: _ = v « N u www. lojaabrll. com. br A ç u; _ 'l r_v I M¡ I Í r " 5, _L *ml* < = . â- ' . 'N ~ 533:. t. . s N -~›. .,~ ---- . _ à n¡ J" COM MAIS DE 4,5 MIL DEFINIÇÕES E CONCEITOS, 0 ALMANAQUE ABRIL 2014 ÉA MAIS COMPLETA E CONFIAVEL OBRA DE REFERÊNCIA SOBRE O BRASIL E O MUNDO. TUDO ORGANIZADO DE FORMA SIMPLES, OBJETIVA E DIDÁTICA _. i: É lili iZLÍE : tlÊIÉSSO : :O SITE DO . p “gf Lanna. . POR r LMO! (Joni a versão online você (iíinliíi mais conteúdo, atualizacao diária e ferramentas interativas. ' Acesse: www. aImanaqueabrIl. com. br
  5. 5. il l Hi¡ 10 11o 16 18 20 26 34 lilo 50 54 66 *iillllllllllillllililiiíillliizíêlêlllillllil Sumário o ATUALIDADES VESTIBULAR + ENEM 1° seteo1r. ESTANTE Filmes Luta por remédios contra a aids nos EUA é retratada por Clube de Compras Dallas, finalista ao oscar, e por documentário Quadrinhos Revistas Fradim, de Henfil, são relançadas; realidade do Irã após a Revolução Islâmica é abordada em duas obras Fotografia lmagem de migrantes africanos vence prêmio mundial PONTO DE VISTA Protesto e morte Veja como as principais revistas semanais noticlaram a morte de cinegrafista durante manifestação no Rio Pesquisa do IBGE Três importantes jornais noticiam com enfoque diferente os novos dados do pals em renda, educação e desigualdade DESTRINCHANDO 0 flagelo da aids 3o anos após a sua descoberta, a doença continua a contaminar milhões de pessoas no mundo a cada ano INTERNACIONAL Estados Unidos e Irã Sanções econômicas e pressão norte- americana levam governo iraniano a ceder em acordo nuclear oriente Médio Volta dos militares ao Egito e Guerra Civil na Siria ameaçam avanços ocorridos com a Primavera Arabe Nelson Mandela A histórica luta contra o apartheid e o legado contraditório de um dos maiores lideres do século XX América Latina Crises na Venezuela e na Argentina afetam o cenario União Europeia A economia do continente continua a patínar Ucrânia Protestos em Kiev mostram um pals dividido entre aceitara influência da Rússia ou se aproximar dos Estados Unidos e da Europa china Regime realiza as mudanças mais importantes desde 1978 e aumenta a importância da iniciativa privada na economia chinesa Primeira Guerra Mundial Há 10o anos, o primeiro grande conflito internacional eclodia na Europa e mudaria o panorama mundial Israel x Palestina Um conjunto de mapas e gráficos revela a evolução histórica do conflito entre israelenses e palestinos A Copa da Geopolítica Fora do gramado, veja quais paises do Mundial ganham em riqueza económica, renda e igualdade social 6 ce Aruiiuoiioes : aula-semestre DESTRUIÇAO E sora¡ Refugiados palestinos do campo de Yarmouk aglomeram-se em Damasco, capital da Siria, para receber doações de alimentos, em janeiro de zoar. 71o 8o 88 94 102 aos no DOSSIE INTERNET Espionagem global Pane essencial do mundo atual, a internet mostra-se também um meio para a vigilância feita pelos governos i o poder na rede A presença hegemõnica dos Estados Unidos Globalização Informação, mercadorias e privacidade na rede Redes sociais Elas crescem e marcam a sociedade contemporânea ® _ __ BRASIL “M49” mlhtãl' Há 50 anos, a cúpula das Forças Armadas depunha o presidente João Goulart e iniciava 21 anos de ditadura e repressão “°'°"“¡ WWF¡ Yel¡ 35 PTÍHCÍPãÍS propostas de mudanças nas regras eleitorais feitas a partir das manifestações de junho de 2013 mensalão_ Condenados no escândalo polltico vão para a prisão ais M dicos Programa ajuda a área de saúde, mas causa polêmica
  6. 6. 111, 12o 1:2 126 123 142 ECONOMIA Agropecuária Após o impacto negativo da crise internacional, a produção agrlcola brasileira e suas exportações voltam a crescer PIB A economia do Brasil obtém um crescimento de 1,3% em 2013 Petróleo 0 governo realiza o leilão do campo de Libra, no pré-sal Eike Batista A queda vertiginosa do maior empresário brasileiro 9 QUESTÕES SOCIAIS violência A juventude é vitimada por repressão e homícldios, há superlotação de presídios e a atuação das policias esta em xeque IDH 0 ranking de desenvolvimento humano dos palses mostra que se mantém um fosso entre o mundo rico e as nações mais pobres Guerra das biografias Artistas defendem restrições à publicação de biografias e provocam debate sobre a liberdade de expressão ; a ClÉNClAS E MEIO AMBIENTE Aquecimento global 0 IPCC reafirma a responsabilidade humana A polêmica dos lieagles As pesquisas com animais em discussão Viagem à Lua Há 45 anos, astronautas dos EUA chegavam à Lua REDAÇÃO A prova e os fatos atuais Veja os acontecimentos da atualidade que foram temas de redação em vestibulares pelo Brasil SIMULADO Teste verifique o que aprendeu sobre os temas abordados nesta edição com 46 questões selecionadas dos principais vestibulares DE OLHO NA HlSTORlA cecilia Meireles completam-se 5o anos da morte da autora mais intimista e introspectiva da poesia do Modernismo brasileiro GE ATUALIDADES 2014 I l' semestre 7 UNRWA/ AP
  7. 7. .f. _-. _._____. ______ __ . .___ 8 oururiiioaoes : ou l a-scmesm Dois ñlmes sobre a luta contra a aids Um longa-metragem e um documentário mostram a luta da comunidade gay nos Estados Unidos por medicamentos para enfrentar a doença e sobreviver m dos principais concorrentes à premiação do Oscar 2014, o longa-metragem Clube de Compras Dallas, trata da busca deses- perada por medicamentos das pessoas contaminadas pelo vírus HIV durante a década de 1980 nos Estados Unidos. Esse mesmo aspecto do enfrentamento da doença é o tema do documentário Como Sobreviver a uma Praga, um dos indicados na premiação de 2013, que mostra uma mobilização civil para pressionar o governo_
  8. 8. Em Clube de Compras Dallas, o eletricista Ron Woodroof (Matthew McConaughey, na foto, à direita) desco- bre que é portador do virus HIV, mas não consegue remédios para tentar continuar vivo. A Administração para Drogas e Alimentos (FDA) inicia os testes em grupos em 1983, com o pri- meiro medicamento, o AZT, mas Ron não é selecionado. Ele passa então a pesquisar sozinho, descobre que o AZT é prejudicial, mas que ha' outros medi- camentos eficazes contra a doença em países como Japão e Israel. Como esses remédios ainda não eram autorizados nos Estados Unidos, ele funda um clube de compras para contrabandear os re- médios. Ron acaba enfrentando a Jus- tiça e pleiteando o direito de adquirir os medicamentos contra uma proibição que parece apenas favorecer a indústria farmacêutica local em detrimento dos direitos e da vida dos doentes. Embora romanceado, o filme foi feito com base em um caso real. Um painel complementar e mais de- talhado é o que oferece o documentário Como Sobreviver a uma Praga, indicado em 2013. O documentário tem início em 1987 e acompanha a trajetória do grupo Act Up, fundado naquele ano. O número de contaminados pelo HIV já alcança 40 mil pessoas e centenas morrem por ano, mas não há sinais, da parte do governo, da adoção de uma política pública emergencial de enfrentamento da epidemia e mesmo de desenvolvimento ou liberação de medicamentos para os doentes. O Act Up e um outro grupo dissidente dele lutam para arrancar do govemo uma legislação favorável aos infectados e um programa médico federal. O documentário dirigido por David France acompanha a luta desse grupo de ativistas da comunidade gay norte- -americana, que, entre 1987 e 1996, obteve sucessivos avanços por meio de discussões, protestos e estudos que levaram inclusive ao desenvolvimento de um medicamento pioneiro. Ele resgata como, nos primeiros anos, a situação era desalentadora: milhares de pessoas infectadas pelo virus, mas tratadas como se fossem culpadas por sua própria situação e estivessem sen- do punidas. A aids era rotulada como "câncer gay" ou "praga gay", e não recebia das autoridades as respostas necessárias com a pressa que exigia uma doença 100% letal. Aparentemente, um dos méritos do Act Up foi forçar as autoridades norte- americanas a admitir a epidemia como uma óbvia questão de saúde pública que lhes dizia respeito. No momento seguinte, o grupo se preocupou com a falta de medicamentos. "Nós não quere- mos o mercado negro, queremos que o verdadeiro mercado funcione", declara um ativista, numa referência direta ao enredo do que vemos agora em Clube de Compras Dallas. 0 documentário mostra a importância da mobilização civil, solidária e ñlantrópica ou mais claramente política, para enfrentamen- to de problemas graves e reivindica- ções sociais quando estas não obtêm respostas adequadas dos governantes (veja na pág 20). Clube de Compras Dallas DIREÇÃO I jean-Marc Vallee ANO l 2013 como Sobreviver a uma Praga DIREÇÃO l David France ANO l 2012 Um olhar sobre a ditadura m dos melhores filmes do di- _ U retor Cao Hamburger, OAno em que Meus País Saíram de Férias é uma boa oportunidade para conhecer a época da ditadura militar brasileira sob um ângulo incomum. O filme conta a história de Mauro, um menino de 12 anos cujos pais são mi- litantes contrários ao regime. Com a explicação de que saíram de férias, eles passam um longo periodo na clan- destinidade, deixando o menino aos cuidados do avô, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo. Este, porém, logo morre, e Mauro passa a ser criado pe- los vizinhos, o que acaba se toman- do uma inesquecível experiência de amadurecimento. A história humana é engrandecida pelos seus panos de fundo contraditórios: a nada saudosa repressão imposta pela ditadura e a celebrada Copa do Mundo de 1970, que inspira boas lembranças até mesmo para quem não a viveu. Informativo e emocionante, sem ser professoral nem piegas, OAno em que Meus Pais Saíram de Férias é imperdível. Cao Hamburger é um dos destacados cineastas em atua- ção no pais, dirigiu Filhos do Carnaval, os longas-metragens Xingu e Castejo Râ-Tim-Bum - O Filme, além das mes- mas series para a TV (veja na pág, 94)_ 0 Ano em que Meus Pais Salram de Férias DIREÇÃO | Cao Hamburger ANO |1oo6 GIAIUALIDADES : ou l 1.' nmum 9 DIVULGAÇÃO -. ~- _. ... .-_~. -›. .. ... ... ..r. ._. ._ . ... ,.. .. W_ ç __
  9. 9. QUADR| NHOS meme 3:5"" UaÊhOlêA ' ? mais gen-fita S; â m* Humor para driblar o uro nos tlaTiakíq_ a censura O cartunista Henñl, que faria 70 anos em 2014, marcou é oca com suas tirinhas c eias de acidez e criticas à sociedade brasileira m dos maiores cartunístas brasileiros, Henrique Souza Filho, o Henfil, completaria 70 anos em 2014. Henñl atuou como cronista e retratista, registrando o C0- tidiano sob os mais variados aspectos, com desenhos de traços dinâmicos e conteúdos marcadamente críticos e irônícos em relação à sociedade bra- sileira. Seus cartuns marcaram uma época em que a censura imposta pela ditadura militar amordaçava qualquer pensamento contrário ao regime. Henfil morreu de aids em 1988, aos 43 anos. Realizava transfusões de san- gue para combater a hemoñlia e foi assim contaminado pelo vírus (veja sobre a doença na pág 20). No entanto, sua obra permanece atual e relevante, como ele mesmo previu: "Morro, mas meu desenho fica". Em lembrança aos 25 anos de sua morte, o Instituto Henñl, o Observató- rio Social e a ONG Henñl deram início ao relançamento da coleção Fradim, que reúne o conteúdo das 31 revistas homônimas publicadas entre 1971 e 1980. A coleção conta com um bônus: 1° GE ATUALIDADES 1015 I l' semestre Fradím AUTOR Hentil [DIIORA Instituto Henfil - 31 exemplares - 15,00 reais (cada exemplar) o número O, que traz uma contextua- lização da obra, de seus personagens e de sua relevância para a época_ _Os Cartuns foram originalmente pu- blicados na revista Alterosa, de Belo Horizonte, e no Pasquim. Henñl deu vida a personagens icônícos, como os fradinhos: dois sujeitos com caracterís- ticas. OPÊSÍQS, o Cumprido e o Baíxim. O primeiro e o tipico bem-comportado enquanto o segundo é sagaz e sarcástí: co. Foi com a dupla que Henñl encon- trou o ponto para satírizar os dogmas da Igreja Católica, em questões como a homossexualidade, e também criticar o regime militar. 0 segundo volume apresenta a Tur- ma da Caatinga, formada pelo Capitão Zeferino, o Bode Orelana e a Graúna. Os três personagens dão voz aos pro- blemas do Nordeste, como a seca, a violência, o atraso, a desnutrição, a mortalidade infantil e o racismo. Em vida, Henñl destacou-se também na resistência à ditadura militar e na luta Dela democratização do pais. O comunismo, a esquerda e a militância política são temas comuns tanto nos fradinhos quanto na Turma da Caatin- 83- O Próprio Baixim passa a encarnar ° Papel do opositor à ditadura, sendo preso e torturado por não obedecer aordem vigente, não ter "papas na lllíglla" e tentar subverter o sistema: enquanto o Cumprido simboliza a so- ciedade acuada e oprimída. Por meio do humor, Henfil expressou 0 que não podia ser dito de forma Cla" "aquela época. Além de prazerosa. 9 leitura de suas tirinhas dá uma b” ideia do clima no período da ditadura-
  10. 10. r 474* , QÁH b V v V V 'V ' " ' ' ' N' *WWWM-'V H A 7¡ v* . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. , . mgfam 2 MIL ANOS DE HISTORIA EM 120 PÁGINAS 4 e si' 'h a q - HISTORIA , . l . › C . 'r -: ' r¡ É* ~ i4 : i u . . . _ _r , r 1 ; - M. 2;¡ : É . , _ AVENTURAS » NA STORIA < AS IRIZI'ÍIIR'I'4GI'I. 'S I"I'R'ILDII'I. "IXIS r 231v. : Abril Âba¡ . J Cristo a Adolf Hitler: as reportagens fundamentais de AVENTURAS DGNÂSSÉTÓRIA reunidas em um livro para quem quer entender o mundo . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. . . JÁ NAS BANCAS (íísçf Compre também pelo site wwwJqjaabriLcombr Q, x l: , _ x 6 > /
  11. 11. ® giioilêiaiuicar Eira em ifoco HQs belas e emocionantes abordam a_opr_essao sofrida pelo povo iraniano Irã é um dos protagonistas l; l do cenário global, sobretudo *~ * ' ' desde a Revolução Islâmica de 1979. Sua importância econômica vem do fato de que possui uma das maiores reservas mundiais de petróleo. Politica- mente, o pais é um dos lideres do mun- do islâmico, em tensão com os Estados Unidos e os países ocidentais há mais de três décadas. Nos últimos anos, vive em constante tensão intema e extema. Esse cenário convulsionado é o pano de fundo de duas excelentes histórias em quadrinhos feitas por iranianos que ganharam destaque mundial. Persépolis, a autobiografia em qua- drinhos de Marjane Satrapi, narra a his- tória do pais dos anos 1970 até a década de 1990, passando pela Revolução de 1979 - que derrubou a ditadura pró- EUA do xá Reza Pahlevi e implantou a atual república islâmica. Na narrati- va de Satrapi, publicada no Brasil em 2007, é como se o povo iraniano tivesse pulado da frigideira para o fogo. Marjane tinha 10 anos quando se viu obrigada a usar véu e a estudar em uma sala de aula só de meninas. Era o resultado do Estado religioso erguido no país, com sua atmosfera sufocante e autoritária. PersépoIis aborda, com hu- mor leve e irônico, o dia a dia opressívo dos iranianos, convivendo com tortu- ras, assassinatos, pressão nas escolas e a guerra contra o Iraque. O impacto da obra lhe conferiu re- percussão mundial e muitas premia- ções. Persépolis foi escolhida a me- lhor história em quadrinhos de 2004 pela Feira de Frankfurt. Sua versão cinematográfica repetiu o sucesso dos quadrinhos e venceu o prêmio do Juri no Festival de Cannes de 2007. 12 GEATUALIDADES 1014 l a' ummrn ESTANTE voc¡ Mocomzeu FESTA mau? voc! Nmamncw rêsrAreanA? NOC¡ MOCAU PELA? !ROSE LEVANTDU DELA? mao-concluem? NÃDR/ U nau? NIOPESñRW/ NBÀ? moINsaaouArEraaA? Mais recentemente, os leitores brasi- leiros puderam ver Paraiso de Zahra, publicado em 2011, cujos autores são anônimos, com pseudônimos de Amir e Khalil. Trata-se de um retrato candente da sociedade íraniana, num momento recente: o Movimento Verde, em 2009, quando milhares de pessoas tomaram a Praça da Liberdade, em Teerã, acusando de fraude as eleições que reconduziram Mahmoud Ahmadinejad à Presidência. Mais de 70 pessoas foram mortas pela policia e 4 mil foram presas. REPRODUÇÃO A história começa com o desapareci- mento do estudante Mehdi Alavi, de 19 anos, nos protestos. Sua mãe, Zahra, e seu irmão, Hassan, vão à praça e ficam sabendo da violenta repressão. Come- çam então uma angustiante busca, que se estende por semanas, pelos labirin- tos de hospitais, repartições públicas e prisões - em busca de Mehdi. É uma viagem pelas entranhas do regime che- fiado pelos aiatolás. Paraíso de Zahra (acima) é uma obra prodigiosa, magnificamente desenha- da, que fala muito da realidade do Irã, complementando uma história de tur- bulências e instabilidades retratada em Persépolís. Juntas, atuam como registro da luta permanente pela liberdade em um país marcado pela opressão. [E Persépolis AUTOR Marjane Satrapi EDITORA Companhia das Letras- 352 páginas- 43,50 reais 0 Paraiso de Zahra AUTOR Amir 6¡ Khalil ¡Dilolm '-913 - 272 páginas - 39,90 reais
  12. 12. :nono . . . u u. Quando os pais acompanham o dia a dia escolar da criança, o aprendizado melhora - e as notas também! Vá à escola do seu filho. Conheça o diretor e os professores. Vá às reuniões de pais. Descubra o que seu filho aprenderá este ano. Participe! Aline Casassa www. educarparacrescer. com. br REALIZAÇÃO: *Abril e» EBERSêã. TodollVm . COM. BR
  13. 13. aiiuudklaaip, I 3 _f_ q¡ Migrantes africanos tentam conectar seu celular, na imagem do ano do prêmio World Press Photo 2014 v' tram-se na costa de Djibu- . L . 'a . '. ti, país do Chifre da África, e erguem seus celulares na esperança de captar um sinal de linha telefônica i mais barato vindo do país vizinho, a convulsionada Somália. Eles tentam falar com os familiares que ficaram para trás. O Djibuti é um dos lugares mais desérticos e pobres do mundo, . mas torna-se um ponto de passagem para os migrantes em trânsito de paí- ses como a Somália, a Etiópia, o Sudão do Sul e a Eritreia, em direção à Eu- ropa ou nações da Península Arábica, como o Iêmen e a Arábia Saudita. A migração de africanos é um dos fenômenos sociais mais permanentes e preocupantes do cenario internacional. O continente abriga o maior número de nações pobres e de conflitos armados, o que impulsiona os emigrantes em busca de uma vida digna ou que apenas fogem das guerras. Como é mais dificil entrar ilegalmen- te nos países pela fronteiras terrestres, massas de emigrantes africanos ten- tam chegar à Europa por mar. Porém, T' f* igrantes africanos encon- . . 11g GE ATUALIDADES 2014 I l' semestre 1,i, ,, , í Ãiiuiijisêíiiítâ, A muitos morrem nessa empreitada. Em outubro de 2013, um barco clandestino naufragou na costa da Itália e matou 360 migrantes africanos próximo à Ilha de Lampedusa. Em 2012, a Europa ex- pulsou 165 mil migrrantes clandestinos. A foto venceu o World Press Photo 2014, mais importante prêmio interna- cional de fotojornalismo, promovido por uma fundação civil independente da Holanda. O autor do clique, John Stanmeyer, colabora para a revista Na- tional Geographic, que publicou a foto. Para Jillian Edelstein, uma das juradas, a foto “abre discussões sobre tecnologia, globalização, migração, pobreza, deses- pero, alienação, humanidade. É uma imagem muito soñsticada". A foto estabelece uma forte rela- ção entre o mundo natural (a luz da Lua) e o humano (a luz dos celulares). A luz, tradicionalmente ligada a ideia de saida da escuridão, ganha uma dimensão social, em que os te- lefones celulares sugerem que as possibilidades de solução podem ser criadas pelo próprio ser humano. As pessoas apontam os celulares para o espaço sideral, como se a humanid-atle inteira buscasse um caminho. Destacaram-se na premiação repor- tagens sobre a guerra civil na Siria, a destruição do tufão Hayan nas Filipi- nas, o desabamento do edificio de ofi- cinas Rana, em Bangladesh, que matou 1.100 pessoas, o atentado em Boston, nos Estados Unidos, entre outros fatos importantes do ano. Essa foi a 57” edição do prêmio e con- tou com 5.754 participantes de 132 paí- ses. Para conferir as reportagens premia- das basta acessar o site oficial do prêmio; wwwworldpressphotmorg. x
  14. 14. rum . v/mm . I 4. Es; ;: :.: :;. '. *: ""ESOÁA : mmm 'MN Emigrantes africanos n W buscam sinal de : nova celular no litoral do Djibuti: a viagem por mare' uma alternativa para tentar furar o bloqueio de paises ricos à entrada de estrangeiros (imagem premiada no World Press Photo 2014) DHBUÍI Djibuti SDMÀLIA Á c¡ AIUALIDADES 2011. l v semestre 15
  15. 15. ›', ›'«'“'Ií. r;rcr: :l: r; urinar: _rip l Sl i r _gi ÍN H Í l mimar! !! Uru mmpmnnu oo- Nx¡ meu_ o .1 «um por: nectnbnr quem financia, .mu rgrrilrm vlndnm os seo m: sm t? .i Veja com uma foto impactante da ativista Elisa Quadros, a Sininho, a revista opta por abordar os conflitos ocorridos no Rio de Janeiro e a morte do cinegrafista Santiago Andrade com o foco sobre uma personagem. Com a manchete Os Segredos de Sininho, informa que ela "é a chave para descobrir quem financia, arma e treina os vândalos" e indica que fará revelações sobre a violência do grupo black bloc. Na capa, em tom dramático, o rosto de Slninho emerge da escuridão e apresenta uma expressão de ira. A revista dedica nove páginas à cobertura. No editorial, rela- a dos black blocs, que define como "vândalos", com “baderneiros" do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que teriam atacado policiais em Brasilia. Veja afirma que, ao receberem audiência representantes do MST, após o con- fronto da véspera, o governo avaliza a violência como forma de encaminhar problemas. Na reportagem principal, critica a policia, as leis, politicos e intelectuais, acusando-os de serem Ienientes com os black blocs. Detalha um histórico de Sininho, situando-a como ex-estudante com tempo de sobra para promover ocupa- ções e protestos, relacionando-a aos dois acusados pela morte do jornalista. Uma segunda reportagem aborda o confronto entre policiais e participantes do MST em Brasilia, questionando a pró- pria existência da organização e a audiência com a presidente. ciona a violênci 16 GE ATUALIDADES 101k l 1.' semestre i Época com o destacado e imperativo Bastaiem letras gigantes, a revista escolheu dar um tom emocional àcobertura, indicando indignação na manchete estampada como um grito, e luto, com todaacapa em fundo preto. Achancela de "edição especial", ao alto, sinaliza ao leitor uma cobertura ampla sobre a morte do cinegrafista. Época decidiu editorializar o fato (ou seja, fazer uma abordagem opinativa), procurando passar ao leitor uma indignação cate- górica e múltipla. Também optou por ampliar a análise sobre a dimensão do fato, situando-o juntamente a outros aspectos e tem” d° 'Wmenm QUE Se ligam aos protestos, e que a revista apresenta como inaceitáveis: "Violência nas manifestações de rua, ataques ajornalistas, Ieniência com criminosos, truculência policial, anonimato e intolerância nas redes sociais, e politicos que incitam baderneiros". 0 tom de texto opinativo é dado pelo emprego de palavras de uso sofisticado, geralmente evitadas em capas de revista, como leniência e trucuiência. Ao pé da capa, uma citação do ministro dajustiça, josé Eduardo Cardozo, é escolhida para corroborar a visão da revista: "Não permrtiremos atos de vandalismo e violência". internamente, a revista dedica 23 página; à cobenura¡ somando o editorial, um artigo assinado, uma entrevista e quatro repor- tagens. Época define o ocorrido como um ataque à imprensa.
  16. 16. A morte do cine afista em , oco Veja como quatro das ãnncirpais revistas semanais o pa1s noticiaram a morte do cinegrafista Santiago Ilídio Andrade, no início do ano mw 0 FRTO x m 6 de fevereiro, durante um protesto no Rio de Janeiro, ~ › um rojão atingiu a cabeça do cinegrafista da TV Bandeiran- tes Santiago llidio Andrade, de 49 anos, que morreu quatro días depois. Fábio Raposo e Caio Silva de Souza, ambos com 22 anos, foram presos como autores do uso do artefato. Na cobertura diária feita pela TV e pelos jornais, o advogado Jonas Tadeu Nunes, defensor de Fábio, disse que os manifestantes teriam recebido dinheiro para praticar vio- lência nas manifestações. Ele lançou suspeitas sobre a ativista politica Elisa Quadros Pinto Sanzi, conhe- cida como Sininho, que o procurara para oferecer ajuda jurídica ao jo- vem preso, vinculando-a ao trabalho ê Carta Capital Com a manchete O Brasil de Sheherazade a D. Yvonne, a revis~ ta aborda a morte do cinegrafista Santiago e a violência ligada aos black blocs em uma perspectiva de debate, Incluindo outro fato violento ocorrido uma semana antes, em 31 de Janeiro, também no Rio de Janeiro: a tortura e humilhação de um ado- lescente negro, espancado por iusticeiros e preso nu a um poste por um cadeado gigante no pescoço, como nas práticas de pu- nição dos escravos negros em pelourinhos no Brasil colonial. A linguista Yvonne Bezerra de Mello, que atua em assistencia social na Favela da Mare, pediu socorro ao rapaz e foi criticada na internet por isso. Já a apresentadora de TV Rachel Shehera- zade defendeu o ato dosjusticeiros e disse “aos defensores dos direitos humanos que se apiedaram do marglnalzinho preso ao poste” que “façam um favor ao Brasil e adotem um bandido”. Três chamadas com pontos de vista contrários acentuam a opo- sição de ideias e comportamentos ilustrada pela capa, dividida em duas partes, separadas por uma tarja vermelha. Fica clara a opinião da revista, a favor da posiçao representada por Yvonne. internamente, a revista dedica o editorial e sete paginas à re- portagem de capa, situando a torturado jovem negro, as posições conservadoras de Sheherazade, a tendencia ao confronto nos protestos e a morte de Santiago como faces da barbárie social. de um deputado do Rio de Janeiro. Awüzrliasliztün Itzuumlnmieninomtawtuvcsah uaidzuinpnmnnaiulnúidaulhnnshnxm¡ UIIIDEIISIIKIIW IISIIUIIWAMRIIUAIETIIIPKEIBIVK ' munnnslouroummurtmo com a mancheteA Tentação Radical, a revista cita aviolênciado movimento black bloc e amorte do cinegrafista Santiago e defende a tese de que o pais está/ 'diante de um desafio inadiável: conter e punir os vândalos sem abrir mao das liberdades democráticas”. No bloco, IstoÉ apresenta perguntas e afirmações sobre aspectos da reportagem: como chegamos a esse ponto; o despreparo da policia para identificar os extremistas; e por que o Brasil não precisa de Iels de exceção. Ao pe, uma foto do momento em que o cinegrafista e atingido e uma legenda que registra o ocorrido. A publicação escolheu a cor vermelho-vivo para toda a capa, com o logotipo em negro fazendo composição com o roião aceso. internamente, dedica ao tema seu editorial e oito páginas dere- portagem. 0 semanário anaiisaa proposta de lei antiterrorismo apresentada no Congresso Nacional com o argumento de fazer frente avioiencla em protestos e opina que o pais não deve adotar uma lei radical para enfrentar esse problema. com o titulo O Risco do Radicalismo, em reportagem de oito páginas internas, istoE reporta a lista de u mortes ocorridas nos protestos em 2013, em diferentes cidades brasileiras, discute criticamente a atuação da policia e cita a tese, não comprovada, de que interesses politicos e partidários expiicariam a atuação e o financiamento da atividade dos black blocs. GIATUAIJBADB : ou i s' umnm 17 m__. _. -r____í__~ñ_ . .,_. __. . _m . .._. _-. .._. _._. - 7.____, , . __. ,,_ ______à_~__ _
  17. 17. Ren analfa etismo e desigualdade no Brasil Jornais dão abordagens diferentes para ' do IBGE com : lis: mostram o pais real í 0 FÀÍO Em 27 de setembro de 2013, o Instituto Brasileiro de Geo- grafia e Estatistica (IBGE) divulgou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2012. Trata-se de um retrato anual da vida do país, publicado desde 1967. Ele aborda seis temas: a migração no território, a educação, o trabalho, a fecundidade, a família e a renda dos domicílios. A divulgação de cada pesquisa anual é sempre acom- panhada de perto por toda a imprensa escrita, de rádio e televisão, porque traz dados novos sobre as transformações sociais que estão em andamento no pais, provocadas por fatores como a crise econômica internacional, por exemplo, ou programas do governo federal, que podem ser acompa- nhados e criticados com diferentes abordagens a partir de números reais. Veja abaixo o que o IBGE divulgou e, ao lado, quais as- pectos cada jornal escolheu e como os priorizou em relação a outras notícias para a edição do dia seguinte, um sábado, propício a leitura de reportagens mais extensas. 6 Emprego A taxa de desemprego a partir dos 15 anos de idade diminuiu de 2011 para 2012. A quantidade de tra- balhadores com carteira de trabalho assinada aumentou, embora pouco. O Renda Segundo a apuração do IBGE, de 2011 para 2012, aumentou a renda média mensal real (ou seja, descontada a inHação) de todas as pessoas que trabalham, com 15 anos ou mais de idade. o Desigualdade A concentração de renda continuou em tendência de queda e, pela primeira vez, o indice de Gini da renda do trabalho ficou abaixo da linha dos 500, com 0,498. Mas os índices Gini para renda média e domiciliar não se alteraram significativamente. O Educação A taxa de analfabetismo do pais aumentou de 3,5% para 8,7%, de 12,9 milhões para 13,2 milhões. Porém, 3,4 milhões de pessoas a partir dos 25 anos de idade deixaram o grupo dos analfabetos ou com menos de um ano de escolarização. 18 o¡ ATUALIDADICS : ou | rum-sm 0 Folha de S. PauIo 0 jornal optou por noticiar a pesquisa do IBGE como uma sub manchete, destacando como manchete principal a primeira conversa em quatro décadas entre os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e do Irã, Hassan Rouhani. Porem, colocou a submanchete em local nobre (alto da página) e em toda ¡ex- tensao da página. 0 jornal escolheu um viés negativo para dois d” ¡“d¡°¡d°"°$ PTÍOTÍIadOS pelas politicas de inclusão sociale “White à Pobreza do atual governo federal: “Analfabetismo e desigualdade ficam estagnados no pais". No texto da subchamada, o jornal destaca majoritariamente indi- cadores negativos: “A redução da desigualdade ficou estagnada', "o rendimento dos mais ricos subiu num ritmo maior que o dos miii pobres”, "a diferença entre a remuneração dos homens e mulheres também cresceu”, “a taxa de analfabetismo parou de cair' e'° 'num [de analfabetismq é Pior entre os brasileiros com mais d! 5° anos”. Termina com dois dados complementares: “A medial** : nos da “tudo entre os com mais de 1o anos subiu" e “em m” d: :: ÊÍEÍSÊÍ: :Eclliosbrasileiros os celulares são o único ti: : a eu toda a largurai; . O jáornal valorizou a submanchete, dan". mostra a variação n°33_ Em¡ eagreeando uma infoiialiàziln para mu' o diário acrgesiva do indicadores destacados di: mas com cmo' geladeira e lentou o total percentual de dom : o no tempo (que é msm ce uiar, Porém sem indicar avanaã f_ Va). internamente, o jornal dedicou à m” Páãinas editoriais do caderno C0¡¡d¡¡"°' Wi" farto material infográfico_
  18. 18. e renda sobem ¡ugnun-a-u-_n_ ; entraria-pagantes 9 0 Estado de S. Paulo O diário deu a pesquisa a principal manchete e optou pelo equilibrio na avaliação, abrindo com um dado negativo e dois positivos: "Analfabetismo para de cair no Pais; emprego e ren- da sobem”. Dedicou o alto da página para um novo dado sobre o aquecimento global e optou por colocar entre as chamadas menores, que ficam na parte inferior e menos nobre da capa, o telefonema entre Obama e Rouhani. No texto da manchete, destaca que “desigualdade entre ricos e pobres diminuiu pouco". Para o texto completo, o jornal esco- lheu os aspectos positivos e os adjetivou: “Dados da Pesquisa Nacional. .. (Pnad) zon mostram que, no segundo ano do governo Dilma Rousseff, mesmo com o baixo crescimento da economia, o Brasil alcançou bons resultados na geração de emprego e renda". A seguir seleciona diferentes resultados negativos e positivos: “A taxa de analfabetismo (. ..) teve leve alta. ” (. ..)"A desigualdade entre ricos e pobres pouco diminuiu - no Nordeste cresceu. Também não houve avanços na formalização do trabalho [com carteira assinada]"; "As moradias ficaram mais abastecidas de eletrodo- méstlcos e internet, mas continuam carentes de saneamento”. Com o titulo "Destaques do Estudo", o diário valorizou a manche- te com dados numéricos, em grande formato e visibilidade, sobre saneamento, trabalho infantil, telefonia e televisores nos lares. internamente, o jornal dedicou sete páginas à reportagem, abrin- do com emprego e renda e, depois, analisando analfabetismo e educação, desigualdade, taxa de desemprego e emprego regis- trado, trabalho infantil, saneamento e telefones nas residências. l IEFIMÍSRI Renda média “soube, mas imail limpa “'54 desigualdade para de cair ? sl nnnnnuuuuunn-nny-yuad-¡due-I-n lã: anna-paula¡ : uai-u 'naun-u- pagan-Im. . linha-ú. . nim-nn. .. 9 0 Globo Ojornal colocou a pesquisa como manchete principal, optando l por equilibrio naavaliação: "Renda média sobe, mas desigualdade ¡ para de cair", e a chamada complementar: "Analfabetismo tam bém deixou de registrar queda depois de 15 anos". 0 jornal escolheu i destacar o assunto também com uma grande infografia de dados contendo as mudanças em uma década (de zooz. a zon), o que permitiu ao leitor ter uma visão da evolução dos indicadores nos periodos de Lula a Dilma Rousseff, governos que priorizaram os aspectos destacados. No grafico, curvas indicam a evolução em analfabetismo, desemprego, renda e desigualdade. Ao lado, O Globo destacou: “Trabalho infantil recua e, pela primeira vez, lares brasileiros que têm apenas telefones celulares são maioria”. 0 texto de abertura diierenciou-se dos demais por explicar, já na capa, que aqueda no ritmo do indicador de desigualdade se deu por aumento do salario da mão de obra qualificada, valorizada pelas baixas taxas de desemprego. Abordou aseguir o aumento do analfabetismo, que minimizou como "ligeiro acréscimo" e encerrou com visão positiva Informan- do, como "boa noticia", a redução do trabalho jovem e infantil. 0 jornal dedicou o alto da página para colunistas e reportagens de cultura e lazer e, em coluna lateral, chamou para o telefonema entre obama e Rouhani. internamente, o jornal dedicou apenas três paginas a essa co- bertura, abrindo com a reportagem sobre desigualdade, emprego e renda. seguiram-se reportagens sobre os demais tópicos, de acesso de telefones à Internet, trabalho Infantil e analfabetismo. n: AIUALIDADES : ou | a-umum 19 . _ . _. và___. _.. ___. _-_
  19. 19. R¡ DESTRINCHANDO NO ESTUDO E NO DIA A DIA, GRÁFICOS, MAPAS E TAB AS TRAZEM MUITAS INFORMAÇÕES. COMO OS HUMANOS SE CONTAMINARAM? COMO 0 VÍRUS DA AIDS AGE NO CORPO HUMANO? Minando as defesas _- A Ao entrar no corpo humano, o virus HIV procura preferencialmente as células do sistema imunológico, . cuja função é defendem organismo de doenças Ile - ataca em particularas responsáveis por combater . infecções aceitos tipos de câncer. ' De caçador. ; _vitima ; Não há um consenso entre cientistas sobre como o virus da aids chegar¡ ao ser ijumano A teoria mais aceita diz quea_ transmissão se deu _ria África_ Central' ' e onde tribos _caçamp'r¡rizatas. Ap erifrar enfrentam «. . _ com osanguefdemaçafos lançada; o homem l '_ ' - ' ' adquiriu a¡ virüisllínaconente sanguínea, queen-rf, i A ' ' 'taçõesatesetofnaro um? r ' chimpanzé contaminado com o vírus SIV, altamente mutante e não mortal para a sua espécie Humanos se contaminam por contato com o sangue dos macacos. No corpo , humano, o SlV sofre . . ~ V (/ ( mutações e se 'se ligÉà célula em transforma no HIV _PWÍWWSÊPÊWÉS , ___________ _ _ Macaco-verde africano ' N 7 contaminado com o vírusslmaltamente _____ __ __ ____ __ _~ mutante e não mortal l . _ . lniegraçlozo DNA _ viralécombinado '› tomoDNApróprio - j dacéluiapelav " enzima integrase para a sua espécie í _ transcríptase reversa¡ Nesta década, supõe-se que oNAsciMcNro Primeímm tenham ocorrido as primeiras comprovado de aids no DE A contaminações de seres mundo, diagnosticado humanos, a partir da mutação décadas depois por meio de virus presentes em do sangue congelado de macacos. A contaminação um homem morto na cresceu lentamente e ficou República Democrática restrita à Africa central. do Congo, em 1959. GE
  20. 20. v i , i_U51J, k.. oi-Çl"-)_Iliilo~¡ . MCIIJUjÍIcÍÍ-a éhlyjacíiãu(Ifhlikptmhxílgkl' Í '- HÍWIQIUÉÍ' . - lhlülwãb' du: int-fz». ;fin Jnmf- it» , Iumir utafuívfãi 3 ! síietíhxdÍlliíiiioxinlqgiúiin em» em Àiqigufiílíh. _amor- ihupiáta: '("l¡hl~'í! l~*íiílffhlnüIÍÍÉRÍÍiÃÍ 'nosuyuigdtaiq quim-auras* 1¡ iIu-u» i i i m» Çhlüfñuimt. ur i i › (Í)ÍÍ'-IÍ. da" mi 11g: - uni-u gts. :ruiluiuuaneicnrtttiçriinwe 'taxa-tua i'm. »atuem QlÊÍÚÍÍÍÍHp nuhilulunllãuemflii. :.Quan-uam úio--iiiil-. i-_uiafn unicnronlíiii uuisln-iuñir-. i- É: : ? Whílçiçiísff _ ? à QLI/ Éiüüggftni e ¡ 'l _ gm-i iummi, atuo. ¡Jdattlifhjnun _ r __-'-¡'l"›~"; ›j-¡x"¡' l' M” ih. 'Iii-tm ; unir 14-. . . üulinm air-r. :vítima -'nru¡¡| m(cs: t'-›: qI| -.l, .iremáílicmn l l. Á g - , il-iãiçítttls. .., eüfi» Í¡ _ ? l""-*-“""-'| Ul~”-›i-“Ííalllb-“i#Mmlbmlñlsftlk IP-*ml qu. um~~tr; çrgu1ugcuuiiu= iur› . lí, "LWpãL-u¡ "' 'ny ll* ilsuíiiumw. :aitnyruf- [Ituilavr-. Ieiietii-. ..o miigg-«ewgrqkarum- Ulüuflllrtn «rihan- J _H1 : ÍÊÍYJÚW ' : fkti-iunnhum Iimãldn-Ihqyiàkiíuhgfluík ; jaum-I hill, Pl-. rcjnqpagiíit1uqrç, 'até 'nf 'Ímülilimü . .Idtuuwutaiuo nnniitunr-. r ›. ifkufiun: ir. : andre, it-icru i'~1I, l.'-. l'lhu! thhiiiilr-: aüiltlliilíi: amami: : o: .r-. iugujiiuuñutailil iilniiiihl npnlnmgaáh›-i¡1¡u_-_4¡(_, ,h. ,,ç. ,.__¡¡. ,,. -¡_¡ . u ii-IilHMiirdrlliimtlr: , riritIisiçi-nci-tuhxviiuiiimiuiinne g- ' A' itirnzttiaií¡ riImui: urliuullihngzáki . 'v' : iiitiiiniii-ima: uiiniiniiaiizr u""'hmwrkyymkurur ' 7_ u ' , f 1-1¡Frdi)irimiiizmuuiuliilihuman: ' _ l ' ' _ ' ' _t- : of t. Y ? illiPillliiviiiigy-iiy” , ¡¡, ,,r¡¡r"_lrl (tiotruta/ Him: lHIkNhr-: :iibiiilrr . _ _ ¡ ' - < II L . . . . i IIIfBLIÍLlHIPELj . ÍlI| iI'. .'. '6lÇI, ¡|I'llllh' ; W“m'*'n'“'hhtmmluimgiuü _ nílriamiilizitium-ma¡iirníniiiiiiihigin -'V? mU¡UI'UPUIRWWIEHII'JHHHW'"h irri- MIUIIIHIIII_IÍ'AÉH¡Ã' 1 __ _ r; P(Ellllílilft¡! Url/ Hi/ Ii/ Ífllilndllil: o u' ' . .rg-m. cilií, o . ; mirar-wii: , : flui: ,iratrn-ailuiiiiuitril. : "i : rimiiií-; nnuiitsiuiciirriii_ A_ y _ rziiiiiirliiiuriraw a ' 'iii : Jin: :uivm : i-'i', iurifiiitzi-'i iii-Jilhiauii. l[Z"E'Fi'/7›'. IL'Ã! «A 1.. .' "llwmhlmrl" ' í' . iiiiiiurrairiri, . iitiriiviiriiii ttilzinuil: . ur Ns: : , ,I yídíallçktqudp lh if lH/ Hfllf' li . - « uma' . - -tllllliilli m U' 'M' : :iiitwlriieix . '.11' : ir. '.(~. i'›i, 'i , ' ' f" m" 'fl l l l Pmm[Ltifihiu¡iiiiiilzuliqjhir¡mu! il-Liãiitiliiíliiíiitlr, ,mitlil- , gi Lnf/ ;rgi 7T! idvLl _ l ii. ” i isiyaiht-. iiii . irao/ N u' '. Izumi' 4? Viñtllirii/ I , .- m' 't' "*WHIlklãillkiíiliiliii* _ t -› - _ , . J Mil" wi i* 'IIIIH' vlw ltlllñliiàllglllh-HXIÚ ' ' ”" mui: : “ íjfálntilllliiÍilkUll lúluàñuunmj ilviñis-unlltliriir¡ h-"W-"í "mm m” mm” 'cnh i “n” . . ; v imwnmm¡ , _r›, ,,__; ¡,¡_i, m¡¡_›; ¡Lqii/ :i guia' ')1:. ', J _ i 'LH-gi' otima-omni. i/ ueiriiiiriiil. rithtíirxxti-Ji, 'UFV' 'ví'¡'~'1" nii-ttülinkiàlíkuh iiiiilrin-. jiiiiiri, igairiifüiinii; 1 ' i um iilhfiíaviruiiriyct-uiiiiiihiiía' j ' . . _ i : hH/ F., Uhiivitmilriu ri n mu¡ ¡ : p qiiiimmnfruirr. . JI ñ 'ilrrmiuáilnl/ in . 4 , '~ i -m r t um' wii , i , ~. im. F _ _ _ - V_ › : - _n o_ 'vn u. , _› e¡ _Ó . É t t. . t ¡ _i . í i . ' . k . ›A _ , A v - r w 3 - _pur_ , Ui-ic ; UI-lia 'i-¡iiwpiàinii mirriiilikuirti ilniiirm'iíuniui'›nAUI-«K«i"“I"- -“WW""““'“'"""i "'""i"”'"V-'¡'7"“'l“'› 'Í' q_ ¡"t", vJ¡MJ_¡¡___”___¡r_¡_¡, ¡,¡, ._. _, r.-_-. .'. .g1-, « . '..1Iiii7ifi. v.1.. »¡í IM, iiiiuviiiuiiiiffw-irirr Imuiriuutiiti-iiil »rui-i . lift- 'ii iiwxuiii-iíviiudlirwii' i'. .Marli I>l'-iiIi1I'ii'4' - lhlililni' 4*”'”“H"'l"“i"¡iir'"'i 'i"“llr"i'y“ili”"r'v^r ""”'i"i . . . , .› . t . › v P ~ - llFiliVpV-ÍlHI-JIILVJJÀPÍÍÍV. lkilitllV . .rlaiiaiitiriinnti_i, ¡,uiiui IiIiIIIJIiHHHIZIP Il” 'lui'| Í|'vl'Í|1IiW›"Í'l¡I| :Hiitmu-“irrn l 'uiirvriiiniiiiuiiii . wii i. x<. ,.i›i. -xt› iiuiiiiiíii --rlr-II' liiil'illt" '~“"| '|“'¡V-'ÍV¡¡› '*"“W"'l i' °' ' ' . › -› , t '- , I s. w rtruiuéiiir: -iiiuiiigiiiii-iiir ».41 iI-'WHV "'“'¡l"'“' "' ¡rluílw m” “Mimi ¡HÍ-'HWliii*HV-TIN uuiHu - _IP -i GH" -'. 'Í~”›'4' Í'i'. "í""' "'“ 'm' “'L““H[Mm"ml"'NL "rm ¡-¡iiirv-. m1iií.1IÍiÍ. .- . ›ii«it. -L'. »1'. "1'-! i'›: 'i^~1'-i4“'*" 'Í""['“l'“"¡"' -i ATUAUIJWLtu . ~ _. . 1 i_
  21. 21. Wii¡ iir-ílgggi pioihywg¡ &me; Ã * , Enrique ilitÍlitl. um, ›. _. 451.1, aiiuroifngiiyciqi ¡-. ¡_-, -¡-_¡_, ¡. "mai _u_ . Ir fllllllF-i i-. irg-úvi-. it iigdsiipfiíi i_r~ u ' 'ii u n . o : iu: ipí . unir-I lhvayüli? [P- hihi-it- âemms. :mais "'15"'“""íi"""ltl| lllalai Il2(i). '.| ¡i; l= '«; '.. l|| k u'lllillÍilllÚÀIHWINBlu[à]| Ílnudilulirigqunqqn¡grumütç v *' ? alitlü' (Illiuiiflíf . Y E W i linvTñliii-Lvniiilamñizir Iii-iii»minimumriiiqhiuil: y,¡i. 'ieiii›i ¡knii-. iitt-¡Iiitkiuiuxur VÍJÍITIÍIIÇ__III¡I; .Rl(I§| |PIIi%lÍ-il! I¡i; y _ ¡Ilinaiíiiiduiiliu-Iiltwtaiq, n-Iiir Y g I! mmIIIIKIIHII! Illllàükiiliiüí' ¡lihIPk-? IIIIIilItlrIiil-uH-rrlflilti' 1 ihnicIiin-ipinnai-. viait 4uni. n., pz-i-iunqiiirq. diminuiu-sv. liiiiiñtiii-. wiiiqiiiiir-«rvx- Iiaiiiiliñi. ~rI_›fI-n-i-~iiiiL' * ' que ¡íiuddIiiíiíilkiitolli[Ícil'h¡'iiIk9iÍl(IR'« , UHHL«Aimar«Ipmhliiluiiiàrxib -iergniliroiiggmin-oiiibiiismgnndaiasna ufhumuuintxuguiiutxñiiiima-! ji-iau Ir &Iii -lqgfm-. kwgioliintarzviiiwglklilkiiii N: : somam. n» 'nÍluitic -jihsw-icinimium- 'lâIin541l(HJf%]| Il'-lJÍÍ'-à . FZn-iw UDIO). HOW'- itoie dia¡ VgHÚÍÍÍ-¡F-Itllllt iii-Jin: imitar-a . n: ur uiqiiiii» Hi1' -i-Ihcsñtr *i 'iii' 9¡ cmi» Iilliiufíic : mini th. Mãe» : Inli- hç. _dim IHÚCV-R ilirílmlrllká m» , l'l'-'= ÍI| '1u1nlIl'-III(| #Hi9- | i¡| i'_. *i[. tiir. |i; ii ihrauudayi, rudililktxif. (JiiitnlriiarirH1I-1irii-iIi'. › llnimiljlúilillllpfli . Winrar. innummiiriiiiiiiiqinqpt. iâIIIHm: vn-. izIiíiiirznliiniruiw”-rksiiirin 'i[innikiuiiiiktgarzatuiagii- . ruim pnnptiiiguipaiiinixsnt: (u: ir: ririaiuiunixoiuaináriiist utilIJ[LlililillüviilIlClJIt| iiiEIiU~ . XWÍH. m1mrgorqqnrrfiuiririliiçuuuiz to: rñtriruiraiiifuni-ii-i ruriinkv v* ' ii)iIiL1(i1r'II: r;iI/ .'. gui/ im¡ijuinilaiitai/ (niiiluilriivziiiñrrúlriivinfiifuai/ num¡iiiriiiuiiirs' , Indioi; mviii¡imitamiii/ uiqiiiigi/ iiçhumviii» 'r-. rriiiiruniikniiiiniuiiuiiiin» : Limit'uizii: iyuiiriihqiginuziiiijimiiiii/ iplí/ niçiiii/ iif/ Umi: inIIIrui-«iiiiiaiih» ih; QlIHEIllÍHÍlIlÍu ¡niiii-. ii-. Yhriiiiinmem vúlaínuiziriiii/ iiciiiiinniiaiutíñkri/ zviruniik ¡Êulmuêuq”, ig“v”, pç(nnmyyininuma""/ llííndilíluXYJIIÍÍZ/ PIIIIIHINIININI, 22 ~ _wuALI/ Lñrs * 2- a ' I u_ «VL " fria: : '" e . ;cmi '. . úmii-. riqiniiruncr-ii ima , Oiii-in 'íugülllhlüíiq!1Íà'“"(. üt'ã* ' tñir§l§A~0l~*¡*1Í'-Ê*! ll(% 'ÍiHÍHHüIIIÚQQÃÍFÊíÚ' 'fkj"llI: t'-III(Í)'1'Ú', .Í . -¡. _ . mu, :u: vñincrwi-, iicran 'JIJ¡UiilllilfliillIliu? Jllflll-'ilfflillllliilhl| I:-7¡1í. -:l| ,|h1i'. ,WII aii¡-: Iii= ni›il= idtiiiniul›i~ _. . -s › p ' ' D' 2,' o? ¡lê-Í-«Í ¡ ea', ' cx x. e 4 4 3:¡ à” uniiifíiiiaihrml- ! iii uyii, invadiu ' iLi/ IJ/ ilrri " ! iiiiccniinírii i; iiii2iinig: iiiirtkiiirniiiiéiçiiuiiií: : . iinnsai/ mãli' ? l : ii-. iiiiiihiniiiiin. ijgriiiik. HIV! IJJIH/ lhuqfñlsíllli l t: :iiiiiu. ':i1i: u:iraiiniii/ :Jiiig imjn. p' I 'NNW/ f/Lzfirlllllklili/ ihllff.14_ iíhirdi . : iii/ WN l¡IIIii[riiiikihiihiiiniiiiniiiiriiimiiiiiiiir; niiiiiiiiyz/ eiiifiiiii, ,calmonitgiviiiiniin- i lx _jm ; Nuit/ wii »LHIIHIVIiIFÍUKÍÍp (Itiiigxf-J miigiiejxinii, : |11|Il4.'Í| l;uIiII. ',l| lIIIIii : num| ít«I41-t= ii-: snimi« vw. :eiriwaii-t-uiiiiiitli' Nnrrutiiliaiúu- -. '.riiiisiiiatiii-ineraietrum 1g I ip ” 91:1¡ . _. - e WI, L? ¡›¡'i_l'Q¡4V= 'Â'rL| (0IIO)ÓÉ-«L mitiuiaraimiisniikçsx. ymnma Enganar": :ii : th llllliítwfíiitllbi iiimuigmliniia' "w“MWM”2“""“lr'“'l›i“ fa'. flgliunllmllLúlÍÚFIÍhlã-ÍifüilHIUIIMIIBQ . mu. ¡mmçgdtuicrpiilitliiñnütfhr AEU-("Wi , ãuannç/ mu. ; caipira-sumiu» um» "ru-rap Emma. emitiu. .'- iruvnsiiítàñb, diiqgcii a. n¡ iniciei» guia iioiuü: iriam» iuiinuñl 'Íiiipiiisú , IW- 'il'- "'-'1,'¡'*““'n'¡¡ -íliismi-: iiin-iii'mtv- ii i _ull"iili'irni iF-iir i'_.1i_iiii>, ›i iL_ in': i'i~i'lIÍ-| -1?" i'. :-i ii ii I¡ i. -;ii_, ¡i, v4› i'itvir, i-uiií-'~ii “H di_ çv' idíriifini . i'›¡. .i¡¡, ¡ 44,4 A, -w-. V-f, _Mp_ _no ii v. 'rí-, wrülriivnipmtt i«iri›riiIn-: :|i' muy winrniíç. .rtp, '1*. ""* Wr-Wliliirr-Wíf-L t' "i-v -iireiriwwi acl, "NUM «IINH iiliiiiüii. . im( 'nun '«Í"iil't'¡›-›¡_l¡¡'iz : gipniipnr tiilrivninnni LW. ii›-›'I, ii¡›_. ,4ii, ,.. 'i >'riii~uzi'4i. 'L. ..i, , “I Iihçiiii um 'uniiizm Imniiip. t iiiiLaiij iriw. !Írluiuilhwh wma. . “V ! MHQMLL »U-u mu, N. . ¡,1 . i , g '72
  22. 22. As décadas de 1980 e 1990 foram marcadas pelo aumento constante das notificações de contaminação por HIV no mundo. 0 índice de novos casos de aids só começa cair perto de 2000, como reflexo da implantação de políticas públicas para combater a do- ença - como campanhas educativas e distribuição de preservativos - e com 0 BRASIL AINDA NO INÍCIO Número de casos de soropositivos no Brasil, em 199o Irt. , E! ;e __ _I , s› l Pelo Sudeste 0 numero de contaminados pelo virus da aids cresceu 0 desenvolvimento e popularização gsm r › l : Sétima rapidamente no Brasil Apenas sete rasos foram de medicamentos antirretrovirais, _ , › registrados em 1932 Cinco anos depois, os contaminados que reduzem a ação do vírus e ajudam _ , m” 1 773:; 9'" 199a 1¡ 07° 9955035” 15:3” , d . - _ portadoras o virus HIV Note que a gran e maioria os a proteger O o¡ ganlsnlo' - casos estava na regiao Sudeste (82%) A concentração se l A explica pelo eixo RioSao Paulo, onde se localizam as ' . . _ principais metropo/ es, com maior contato com o centro ' irradiador da doenca, os Estados Unidos centro-Oeste _s_ _ b? ? 195 Sudeste -, fx? ' 9.133 Sul 7 - m . ¡ | 28,7 l BRASIL ' 1 ç 11.070 18 5 A : vocuçkooijmosuo REINO union f ', Odramadoshemofiiicos' ' Contaminação porcomportamento de_rislco› ' . 0 grafico traz dados da Reino Unrdo e 4 _ ' Í, . _ › i _ _ “ _ exemplifica oque hauveern varias nações 800 - "ansmñmdevsãbgqe h _ V nos primer/ rg anos : ia epidemia de aids Usodedrogas injetáveis " . › " observei ' a 31'? q" mas” a _ , . . " i 500 _ e _ Q . _ ç progressiva ascensao de contaminaçoes e D¡ m* Pa” “ÍGÊQ . « por transfusão de sangue Isso aconteceu __ ' ' porque os portadores de treinou/ ia « precisam de transfusões constantes e ue recebiam sangue infectado Sd quando __ surgiu o teste para detectar o HIV caiu a ' contaminação nesse grupo de risco W, _WH_ ¡ t_ - w l- í * s” ' 7' "ã" “Í” “ ' “É : p " s** ' 1,7 0,9 É? [à __. u__ _J . ¡'4. 4"*›' j' n_ k « . r › , ' ¡ r _ p . j ” 1994 ' ' 1995. ° Í 1997, * ; 199a. ” ~ 200o ' ' A aids torna-se a Surge o primeiro coquetel de Governos de diversos Em algumas regiões do A partir de acordo i causa n° 1 de mortes medicamentos contra a aids. paises distribuem planeta, começaa carro promovido pelas Nações _, nos Estados Unidos combinadas, as drogas gratuitamente o coquetel indice de mortalidade dos Unidas, cinco grandes entre individuos de 15 diminuem a intensidade de para a população infectada. pacientes com aids, mas companhias farmacêuticas : i a u. anos. reprodução do vírus e aiudam Os Estados Unidos estudos comprovam que, concordam em diminuir o JI a evitar o enfraquecimento do registram o primeiro quando o Iratamentoé preço dos remédios usados . sistema imunológico. Mas o declínio no número de abandonado, o virus se no tratamento da aids para coquetel tem alto custo. mortes causadas pela aids. toma outra vez detectável. os palses pobres. z' l
  23. 23. Uma epñemia persistente Contaminação com o HIV se mantem_ elevada, sobretudo em re ioes pobres, mas a morta idade das pessoas infectadas diminui com o desenvolvimento de novos medicamentos número de pessoas conta- ? ÍY-l "- minadas com o virus da aids i ultrapassou 35 milhões em 2012, e não para de crescer. A eP'j demía provocada pelo HIV não da trégua. A doença se espalhou para além dos grupos de risco inicialmente atingidos e, atualmente, metade dos soropositívos é de mulheres. Nao há dados que apontem para o fin! da doença, mas a aids cresce em rItmO mais lento e mata menos do que na década anterior. A0 longo dos anos 2000, aumentou bastante o uso de antirretrovirais, os chamados "coquetéis contra a aids", nos paises pobref, dand° “nfa 50- brevida muito maior aos pacientes infectados e diminuindo as taxas de transmissão. Houve pressão inter- nacional para que o alto custo dos medicamentos fosse revisto pelos laboratórios donos de suas paten- tes, e mais dinheiro foi investido em pesquisas. Somou-se aos programas educativos de prevenção o incentivo EVOLUÇÃO DA EPIDEMIA ND MUNDO (continuação) Em milhões de pessoas C Pessoas vivendo com HIV Novasinfecções y ç- Mortes relacionadas a aids O 32,8_ ' 30,0 EPIDEMIA NA ÁFRICR SUBSAARIANA l _, _ Entre 1985 e zoo; A CONTAMINAÇÃO DAS MULHERES " A A Mulheres com mais de 15 anos com o virus Hlvãem zoo: Pessoas vivendo com Hill (milhões) Prevalência _em adultos ('70) lt 30- i9a5 199:. 2003 Crescimento rápido 0 grafico traz dülS dados o número absoluto de pessoas contaminadas e o da prevalência (porcentagem da população contaminada) A prevalência se estao/ Ilza, mas cresce o número de casos Parece contraditório, mas não é, pois a 0 risco feminino _ Emnzaoz, as mulheres já eram maioria dos soropositivos na Africa Subsaariana, com 12 mulheres infectadas a cada 1a homens 0 HIV era transmitido principalmente por meio de $910 (79501 Olegido entre heterossexuais. Mulheres [o vens, de 15 3 24 “'75 P” 0 @TUDO mais atingido A maior mancha esta #UFU/ rim 1013/ "30 PW di' UPSW na Africa do Sul, com 2,5 milhões de mulheres contaminadas V" "(7 13"" m r _”"“ f * "f" -~, _,_ , _ _ 1g: : 1.9 2,3 ' 2001?* “E2002 '* *a ' i n' " w 'v 'e 1006 ' ' 2007 ' 0 Brasil ameaça Surge o Fundo Global A Ad ' ' t ' . . . A quebrar a patente do para o combate a aids, Alimildild: ;lilo ta. " Universidade de 0 governo brasileiro Mo antirretroviral tuberculose e malária, dos Estados dm Nuno's? m” EUA: Quebra a patente do Nelñnavir e contesta para captar recursos FDA) a my ' o? “mai” 'me a BHIÍMÍTDVÍW' o uma dos ¡emédm 'mando a enhenum que usallnuiãàitmr lili! circuncisão reduz pela Etavirenz. produzido anti-aids; laboratórios tres doenças infecciosas para detecta, o Ê metade o risco de pelo laboratório sofrem pressão para que mais atingem os mv em apenas v rus contaminação de nonmmençano reduzir os preços. paises pobres. minutos m homem em 'elãções Merck Sharp s Dorme ^ heterossexuais. seu preço cai 72%
  24. 24. a. , X4395. a. ; . ..i t_ V Í _ xii_i; diltuuastiiuiiaic: mev teorias/ agita_ _Ma 'zllllgtriitiililllillr'átlIl: i,I)11t; iii-union¡ ! mmíllÍMÍIIflilldilllllhliniatktlntiwtfi¡h-iiidtulslsíi. .mui, .iinartílutaiiziyn um¡ dir* ll* miikir. .gíw : pv _ , _ iii u ltiiivmi. :: um VA _ UIHL ›--' 777515 k A * "luiitnalJau. ¡. . . , jtilg); m; é: :Miramar/ liliiiñleiviw . Jiilliiiuliiittiiidiiiljitsiliñ, ;mig ; ou M933_ ' '_¡'Í¡¡. i_ttáií¡s^1ii'ñr . Thliltvíiiiir . ,mmmiaidie«naiaiiax-«gkn '” ' ívtítmumgiruitmtiiihu-. ia. itm; igiii. ri. ui. e.qzs omilimit¡iHUFÍ! vs1.I›. r1üii: - ' , ill-nim a' ÃÍÍUÍOttifÕÍEÍH~MH| ÍÍ3ÍUh iuailoittstro html¡ unit: «rmthnnimúiiín»itwglhuium m» «viam E ílnnmllülílsãigl! Úigêím! ÍÍFÍÍÍÍQJÍÍMlàíliàiú, ug. inquúf, Qu, ¡gathl gun-q_ , i_ “uk ? il-»ttgitllioxmmon Mmi1iitgia¡hv' u- wmuztr ÍH' itaim» ! jisaíüilsiíilllntl¡-ihu! llgtlímulglkuintulllt n: ,vmfhlsngnúu ? naturais iie- ! ÍÍPVQIUFÍU anuladk**! _lI| vzH~“1m! ”°¡ÍÍ1(ÉH| ~“›1lorvkliio¡ 'IKHHÉÍIL aqui ; nm- 'og 1a 'ltlfuntjtitiuc _num SIP' hihliiçliuct-ÍÍC 'mma 'Jlihliilailitl "Íihhil, i5¡ IÍÂÍÍÁHÍP. L. :UFF *H'LM"'w413iUhifvlt-&JIIituhlltlll#' 44h(-6teu: ›;iih, l -huÍiÍinf-, l"JHall&§-1liãl›1ñltf= ll'l= l1' e'nñvníhtl#oiii¡: liüqtzriziii-qannitn 9h10: IiFII-(Ililtliinihi 'Hilúifi -imumzçxt-u-¡yi-Hlílvzimi¡Etugiviéraii »HIFI-uuqviitqnrsmh-i-i "nuTT-ul-anIt-l¡ szllbri--II-Ifíiyniin_ . Illt “ItgInI-Ill-hlilñ-LÁ'. iIHHMIHHIlalehiiihdlilIIIF inn-Him Hiitrwiiinwriut. Iiiniiiuiivhinniiliiv: iiiviiiârinxzr'N55'iii m _tlfljíllmHíljtmtltllllltgipll' triiiiiizuuu/ açtíiiviiuzriio : illiiriiiiiliiatçtirwiiv ? uinrrqgntvstiiityiiy rIIF-ltllâ/ Hñtlfçltf¡ ta' ¡pniuuitu(amu: ugyraurqiit: ii/ uiuiiruiíyiiiílzii¡uuiii illullã-IHAVÍIIÍÍÍQÍÍQ, .-uriiiiiiuniñiltihiiraiiir-tiim--kciiiiiiivh t. ~hilhuimhlñimrziçtiuaiunltd/ titan-numa/ miniiiáiitur mirim¡ipnmiiiieinuriiiiiziin; iai-Iuiuiiiuielilayrrli-M"" u. 'point' ; Iljihlñluquintzuinir f)l11i[. ›I. '1iIiÍiÍ(II; LsiÍ› Illiá'iáuiiclyr-“niIiíiillllllil iiiniiiilltailaii-rnk* Iiliatüían»i-iollvlrivi- '-I| _¡JÍí'-| Ii'-“'§«_'›«IiÍi| l7'7' h-. twemiiiniiiliiiiivui-uma ¡¡¡¡›_¡, ,¡4¡¡iinin¡¡uiqmriirl, o* íllliifiiilhidáñiltli. !Hi! HlihiñitllilIfíliltlia'lãlitalltlüáliI'm! ! 31,¡ _' IIIlgrlitâi$íáiiiíl| llhlliii* " - v* _ m a « v. . "'- ~S r 'Í A é. y rx' , _ . )/ - L é ? à . fàxç a; . I i - ' , u. , À , u i LS nilík' . sa-sin. - E ñlñ. «kt-un "Jirnlmhr Iiiiriiiiiniiiruiteríñi' ulüizt' 53.41”, ggiiuu: riihsdnnqmiiezvirnraiinlivlaiiaqaüllliñllií: .y'mi¡i: ctvl'¡¡'ni1iuunnnhtlhiiitzqmí; VJa. 'Jii. ›¡I)tin; u/uynlt i: :LatinurraiiigiiinniidhLiinuiírliirlh IillIÍ-'JÃNvulhllilllll/ ÍJFT' 11a. .gun/ frito¡¡Idirrlínmiltliwiirittnitill' ! Junk 'Nil k : Iiiuiniitn mmnnurlitiznhavii, _ieii11mmiziiiiaiiiiiizuiiril: (titiupcgrltl/ Íiúfaiy. , = uuniiiiiuin-niiiiiiaiinimiga/ ami: : i miirairwiwhiiii-N: minimiza: iininumiuniailrsirii í 1.3 i 1V' I : w : . ' 7 '3 í. s' | › A', L "r N i _ ' r . . .. _ já. "L ' em? , A7: ? IS N. 'z r n; __'- . iuii1ltiim-uuixiniildii-La-rir f-H-líflntt'IIIÍIIIÀHIHIHS' 'Fiñllplüliidliiii i i 1 niuriiillirivmwniiiuinllií . min, *Iülllliflíilld-liiiilli ¡Iiiiiáilll¡Iltriñiiiiaill- liliflyH-Ilrlni¡ iiu-r-iiliiii- ii-Imuir-Iin-'nlirIiiuiilIr : Imvtil-. n ÍiIIF-illñltiti¡ Íilllfiil| |iIt| |Iii[= I|iÍtI'i~ jáíuiturtqmiiiulauuip: . UJIilIIiil-nIilllljuiíu-[I I-iillrrriiií' iruirimiquniiiiaçziilts irinuiiiir¡izvriihlntw-N' -JwA-: HoiitkiiiiInri-kt 1 ATUMIDADES mu i r semestre 25
  25. 25. .. i W Í . u H u m m. U n . z. -c-J o.
  26. 26. v1' -w-. wa. "'11-¡'-n"v"*r -'*" "J-"z n” "Flv j " a , . . _ v r « _ "xx ; Leoa i1 ai . J _l n_ . - _ E . -'°? "'“ÍK(: .§¡ . wsgg-, tnwgm-M» : #105 «
  27. 27. ,__, o INTERNACIONAL ESTADOS UNIDOS E IRÁ LlUDIlHÇ/ l DE UEHTOS 0 secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o chanceler iraniano Mohammad Zarif, em 2013: primeiro aperto de mão após décadas _ epois de anos de tensão e impas- se, o Irã e as principais potên- cias ocídentais chegaram a um acordo, em novembro de 2013, visando a restringir o programa nuclear dos iranianos. Sua entrada em vigor pode ser o início de uma modificação mais ampla nas relações politicas em todo o Oriente Médio. O acordo, que ainda e' preliminar, começou a valer em 20 de janeiro de 2014, por seis meses. Ele pre- vê a limitação das atividades nucleares do Irã em troca da retirada de algumas sanções decididas contra o pais. Até julho de 2014, as partes tentarão chegar a um entendimento de longo prazo. O Irã desenvolve um programa de enriquecimento de urânio que, segun- do o pais, é pacífico e tem o objetivo de fornecer uma fonte alternativa de energia, além de usos na medicina. No entanto, é acusado pelas potências oci- dentais de camuñar o objetivo de obter uma bomba atômica. Com base nessa desconfiança, exige-se do Irã um maior controle externo sobre suas atividades. Um dos fatores que explicam o enten- dimento sobre o programa nuclear foi a eleição, em junho de 2013, do novo pre- sidente do Irã, Hassan Rouhaní, com o apoio da ala reformísta do regime ira- niano. Esse setor defende há anos uma redução do confronto com o Ocidente, em lugar da retórica desafiadora do ex- presídente Mahmoud Ahmadinejad, que governou o país de 2005 a 2013. A mudança de governo, entretan- to, não explica tudo. Mesmo porque, no regime teocrático do Irã, a última palavra não é do presidente, e sim do lider religioso supremo, posto ocupado desde 1989 pelo aiatolá Ali Khamenei. Cerca de um ano antes da conclusão do acordo (e, portanto, antes da mudança de govemo), negociadores dos Estados Unidos (EUA) e do Irã iniciaram conver- sações secretas, inteririediadas pelo re- gime de Omã, pais da Península Arábica, 28 GEATUALIDADES 1014 I 1.' semestre pai-atentar chegar a um entendimento. Isso indica que, já naquela época, existia entre os iranianos a disposição de modi, ficar as relações com os Estados Unidos. Do lado norte-americano, pelo menos desde o início do governo de Barack Obama, em 2009, o objetivo era chegar a uma distensão com o regime iraniano mantendo-se ao mesmo tempo as san: ções como forma de pressão para levar o Ira a negociar seu programa nuclear_ A estrategia de Obama para o Oriente Médio é evitar o aumento da instabili, dade na região, abalada em particular pelo conflito de décadas entre Israel e os palestinos (desde 1948), pelas conse- quências da ocupação militar do Iraque (de 2003 a 2011) e Pelo conflito na Síria D . . o I B. Ê > E x ll. u. o U . .i e É á Termos do acordo _O acordo nuclear é o primeiro enten- dimento formal entre norte-americanos e iranianos desde a Revolução Islâmica de 1979, que estabeleceu o atual regime do Irã. O texto foi firmado entre a di- plomacia iraniana e o chamado P5+1, f°rmad° Pelos cinco membros per- manentes do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) “ IÊUA, França, Reino Unido, Chma e Russia - mais a Alemanha. 0 eritendimento estabelece que o Irã deve eliminar o estoque de urânio enriqueci- do acima de 20%, mas pode continuar 0 enriquecimento a niveis inferiores a 5%. suñclelltes Para aplicações medicinais e a geração de energia (para a fabrica-
  28. 28. CONCILIADOR 0 presidente Obama na Casa Branca; em vez do alto custo das guerras, a busca de distensão com inimigos históricos . x u. ; ção de uma bomba atômica, o nível de enriquecimento necessário é de 90%). O país fica proibido de construir novas Centrífugas, o que limita sua capacidade de enriquecer urânio, e deve suspender as obras na usina de Arak - o local pos- sui um reator de água pesada capaz de produzir plutônio, uma via para a cons- trução da bomba atômica. Por fim, o Irã aceitou inspeções mais detalhadas em suas instalações nucleares pela AIEA. Em troca, o pais receberá, no perío- do de vigência do acordo, um alivio das sanções no valor aproximado de 7 bilhões de dólares, o que correspon- de ao acesso ao dinheiro bloqueado em contas externas e a redução das restrições ao comércio de produtos petroquímicos, ouro, metais preciosos e peças automotivas. Ainda assim, e' um valor muito pequeno, quando se considera que o embargo petrolífero, em vigor, custará ao pais 30 bilhões de dólares no período de seis meses. Resistências internas A assinatura do acordo não significa, porém, que sua efetivação está assegu- rada. Ambos os lados precisam superar obstáculos internos. No Irã, especial- mente entre a Guarda Revolucionária (grupo criado em 1979 para defender a Revolução Islâmica, que atua como força separada do Exército), há muita resistência à aproximação com os Esta- dos Unidos. Da mesma forma, no Con- gresso norte-americano existe grande oposição ao entendimento. Obama prometeu vetar qualquer iniciativa dos parlamentares norte- americanos que estabeleça novas san- ções contra o Irã. Enfrenta, porém, forte reação ao acordo, que abrange a oposição republicana em peso e vários congressistas de seu partido, o Demo- crata. De acordo com a imprensa norte- americana, 59 senadores, em meados de janeiro, colocavam-se favoráveis a novas Oprograma nuclear do Irã começou nos anos 1970 com o apoio dos EUA, :me eram aliados do xá Reza Pcrhleêri sanções contra o Irã, em contradição direta com o acordo negociado pelo governo. Se isso for realidade, basta- riam mais oito senadores para atingir a maioria de dois terços, capaz de se sobrepor a um veto presidencial. Nesse caso, a vitória diplomática obtida com o acordo poderia ser barrada. em grande derrota política interna para Obama. No Oriente Médio, governos histo- ricamente hostis ao Irã reagiram de forma negativa. O acordo foi classifi- cado como um "erro histórico" pelo primeiro-ministro de Israel, Benya- min Netanyahu, enquanto a Arábia Saudita ameaçou iniciar o seu próprio programa nuclear. Há anos, o governo Netanyahu pro- cura desviar o foco das atenções do conHito com os palestinos para as ten- sões com o Irã, acusando o governo ira- niano de ser uma ameaça à segurança da região, por causa de sua suposta intenção de construir armas atômicas. A situação cria certo atrito com os EUA, o principal aliado e financiador de Isra- el, porque o governo norte-americano defende o caminho da diplomacia. E o . I z a 3 O : c _. í Z _r ; z -i É z , z Programa nuclear O inicio do programa nuclear ira- niano ocorreu nos anos 1970. Em seu nascedouro, a iniciativa teve o apoio dos Estados Unidos e dos países eu- ropeus, que eram aliados do Irã. Em 1982, já sob o regime dos aiatolás, o pais anunciou a criação, em Isfahan, de um centro de tecnologia nuclear. Três anos depois, foram descobertas minas de urânio em seu território. O Irãjustiiica as pesquisas nessa área com base na necessidade de diversifi- car suas fontes de energia. 0 país tem enormes reservas de gás e de petróleo, do qual é um dos grandes exportadores mundiais, mas sua capacidade de refi- no é pequena. Por isso, importa quase metade do combustível que consome. Os EUA e os paises da União Europeia (UE), porém, contestam essa explica- ção. Alegando que o Irã tem muito pc- tróleo, afirmam que o programa nuclear tem na verdade objetivos militares. Nos últimos anos, a questão nuclear tornou-se um elemento de afirmação nacional no Irã, e não apenas por parte do governo, mas de boa parte da popu- lação. Todas as alas do regime iraniano defendem a continuídade do programa de enriquecimento do urânio. Essa si- tuação, avaliam os analistas, contribui para evitar planos de ataques dos EUA ou de Israel contra as instalações nu- cleares iranianas. O regime iraniano reitera não abrir mão do direito soberano de produzir energia nuclear. Com isso, seu pro- GEATUALIDADES 2014 | r semestre 29
  29. 29. o INTERNACIONAL ESTADOS UNIDOS E IRÁ grama nuclear mantém-se há anos no centro de uma grande polêmica mun- dial. Os Estados Unidos e as demais potências ocidentais exigem o fim do enriquecimento de urânio, acusando o Irã de utilizar essa tecnologia com a intenção de fabricar bombas atômicas. O governo iraniano, porém, garante que sua atividade tem fins pacíficos. O Irã argumenta que enriquece urâ- nio em nivel permitido pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), do qual faz parte, desde que o processo seja inspecionado pela Agência Internacio- nal de Energia Atômica (AIEA), órgão vinculado à ONU. Segundo o regime ira- niano, as acusações do Ocidente são fru- to de desconfiança politica, sem base em fatos concretos. Sanções da ONU Nos últimos anos, a partir de diver- sas acusações de atividades nucleares secretas realizadas pelo Irã, a ONU exigia que o pais parasse de enriquecer urânio e autorizasse o acesso irrestrito da AIEA às suas instalações, até que ficasse comprovado o caráter pacífico de seu programa nuclear. Diante da negativa, o CS da ONU aprovou quatro rodadas de sanções contra o Irã, entre 2006 e 2010. Nesse último ano, Brasil e Turquia chegaram a intermediar um acordo, como alternativa às sanções, que foi rechaçado pelas potências. As medidas de sanção decididas pela ONU proíbem o Irã de exportar e im- portar material ou tecnologia nucle- ar e armamentos, congelam bens no exterior e restringem as transações com pessoas e instituições ligadas ao programa nuclear iraniano. Por parte dos EUA, existe uma pressão para que o Irã dê um passo a mais 6,315311 do TNP, ratiñque também o Protocolo Adicional ao tratado, de 1997, que amplia muito as possibilidades de fiscalização (veja o boxe na página ao lado). 30 curuaunanes mu: - semestre MORO! E ASSOPRA O Irã testa mísseis em zon: aprimoramento do arsenal bélico preocupa vizinhos, tomo a Arábia Saudita, Catar e Israel _ . Wi-rr- ' O Irá' está no Tratado de Não Proliferação Nuclear e afirma que enriquece urânio para uso médico e energético O Irã reclama pelo fato de ser pres- sionado e hostilizado, mesmo fazendo parte do TNP, enquanto Israel - que não e' signatário do tratado - dispõe de armas nucleares e não sofre retaliações, por ser um aliado dos Estados Unidos e da União Europeia. Essa política de dois pesos e duas medidas se aplica também a três ou- tras nações que, comprovadamente, fizeram testes com armas atômicas: Coreia do Norte, Índia e Paquistão_ Enquanto a primeira, que fazia parte do TNP e retirou-se, é alvo de sanções e ameaças, a India e o Paquistão, que jamais fizeram parte do tratado, são tolerados e não precisam submeter-se ao controle internacional. ça -noc5gnu '›w"' "“ " ' Herdeiros dos persas Situado em um território que faz fronteira com diversos países árabes, o Irã tem origem distinta: os persas, que constituíram um império de grande importância na Antiguidade. A partir do ano _642 de nossa era, com a Con- quista Arabe, a região adotou a reli- gião islâmica, mas o povo manteve sua singularidade, com uma cultura e um idioma próprio, o persa. Até 1935, o pais ainda se chamava Pérsia. A grande maioria da população segue o islamis- mo, principalmente a sua vertente xiita (sunitas e xiitas constituem as duas alas mais importantes da religião islâmica). No século XIX, o pais tornou-se alvo df* disputa entre o Reino Unido e a Rús- sia, que em 1907 dividiram o território em areas de influência. Os britânicos “meçaram a explorar o petróleo. Em 1,92_1› “m golpe de Estado derrubou 0 ultimo sultão da dinastia Kajar, colo- cand° 11° Poder o general Reza Khan, que Se coroou xá em 1926, adotando 0 “Ome de Reza Shah Pahlevi. Em 1941, o xá abdicou em favor do filho Moham- mad Reza Pahlevi.
  30. 30. RcuttRs/ ¡Àinnifmomilur¡assinam! HOROUZI/ HANDOUT A decisão do primeiro-ministro Mo- hammad Mussadeq, em 1951, de na- cionalizar as companhias petrolíferas estrangeiras abriu um confronto entre o premiê e o xá, que fugiu. Os governos ocidentais passaram a pressionar o país ate' que, em 1953, Mussadeq foi deposto por um golpe militar que contou com a ajuda dos britânicos e norte-americanos. O xá Reza Pahlevi retomou com poderes ditatoríais e tornou-se um dos grandes aliados dos EUA no Oriente Médio, Uma mudança radical ocorreu com a Revolução Islâmica, de 1979, que der- rubou Reza Pahlevi. Desde então, o Irã define-se como uma república teocrática islâmica, cuja autoridade máxima é o li- der religioso supremo (aiatolá), não elei- to pela população, que tutela o Estado e suas instituições. Existem organizações politicas, mas as eleições são disputadas por candidatos em caráter individual, e não como representantes de partidos. Além disso, todos passam previamente pelo crivo do Conselho dos Guardiães, formado por seis teólogos indicados pelo líder religoso supremo e por seis juristas nomeados pelo Judiciário. o qui: É o : nuno o¡ ilà 0 Tratado de Não Proliferação Nuclear considera as nações divididas em dois blocos: de um lado, os ci ao menos uma bomba atômica antes de 1° de janeiro de 196 Soviética (sucedida pela Rússia), China, Reino U nações, incluindo Brasil, que assinaram o TNP e se comprometeram a n armas nucleares. Essa divisão tem como base a situação geopolítica mundia da II Guerra Mundial (1939-1945). Os cinco palses do primeiro bloc da guerra e, não por acaso, são também os membros permanentes o ñaourtimçño NUCLEAR? (TNP), fechado em 1968 e vigente desde 197o, nco palses que explodiram 7 - Estados Unidos, União nido e França; de outro, todas as demais ão tentar obter I ao término o foram os vencedores do Conselho de Segu- rança (CS) da ONU, os únicos com poder de veto sobre qualquer decisão do organismo. De acordo com o TN P, os cinco podem manter suas armas atômicas, mas feri-las, nem repassar a tecnologia para a sua fabricação, O tratado permite que os demais países geração de energia elétrica e outros fins pacificos, suieitan Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). No âmbito do TNP, as não trans- a nenhuma outra nação. desenvolvam a tecnologia nuclear para a do-se às inspeções da potências nucleares se comprometeram a avançar para o desarmamento nuclear. A AIEA aprovou, em 1997, um Protocolo Adicional, que dá aos inspetores da agência poderes de investigação mais amplos. Enquanto o TNP estipu peção são negociadas previamente com cada pals e há limites para a la que as visitas de ins- sverificações, o Protocolo Adicional dá à AIEA o direito de fiscalizar sem aviso prévio e sem restrições. Os principais palses atingidos pelas determinações do Proto os que dominam o enriquecimento do urânio, como o Irã e o Bra mento de até 5%, tem-se energia para usinas atômicas; até 20%, micas). Muitos cientistas da área nuclear dizem submarinos; e mais de 9o°/ o, armas atô colo Adicional são sil (com enriqueci- combustível para que o protocolo trava de fato o avanço tecnológico desses paises, em proveito das nações que detêm o controle do processo nuclear, inclusive para fins econômicos, como a geração de energia e os usos medicinais. Divergêncías no regime As pressões contra o Irã vêm desde a Revolução islâmica_ em 1979, pois o regime dos aíatolds adota posições fortemente conflitantes com as das principais potências lnundiais. O go- verno teocrático do Irã posiciona-se frontalmente contra o Estado de israel - o que atrai a simpatia de ¡ialestinius e de boa parte da ¡iopul-. ição : irabe mantém relações estreitas com o re- gime sírio de Bashar al-Asszid - que enfrenta desde 2011 forte insurgenci-a apoiada pelas potências ocidentais - e exerce grande ínfiuéncia sobre partidos xiitas que estão no governo do vizinho Iraque. Além disso, é acusado de dar sustentação financeira a grupos funda- mentalistas islâmicos, como o libanês Hezbollah e o palestino Hamas. Sempre existiu um confronto en- tre posições diferentes no interior do regime islâmico, mas ele ficou mais explicito durante o governo de Mah- moud Ahmadinejad (2005-2013). O ex-presidente representava a ala ra- dical, também chamada pela imprensa ocidental de conservadora. É o setor que se opõe de maneira mais enfática a influência das grandes potências na região. Do outro lado. estão os mode- rados ou reformistzis. como os também ex-presidentes Hashemi Rafsanjani e Mohammad Khatami. defensores da rcaproximação entre o pais e o Oci- dente. É preciso ficar atento. porém, ao fato de que ambos os lados defendem a Revolução islâmica de 1979 e não pretendem modificar a estrutura do regime teocrático vigente. Além disso, tanto conservadores quanto reformis- tas defendem a continuidade e a am- pliação do programa nuclear iraniano. O governo de Ahmadinejad acirrou as divergências entre os paises da re- gião. Suas declarações violentas pelo ñm do Estado de Israel e hostis ao povo judeu contribuiram para elevar a tem- peratura no conturbado Oriente Médio. Em 2009, o regime sofreu um sério abalo, com as enormes mobilizações de protesto contra a reeleição de Ah- madinejad. Nas eleições presidenciais daquele ano, muitos iranianos acredi- tavam na vitória do candidato oposicio- nista Mir Hossein Mousavi, identificado c: aruaunaozs 2011. l 1' semestre 31
  31. 31. ___. _H___~_A o ›_ o n: a z D D 4 . .i 3 ›- MJ o: i. É < v¡ com os reformistas. A expectativa tinha como base os grandes comícios realiza- dos por Mousavi e as demonstrações entusiasmadas de apoio no período eleitoral. Mas, poucas horas depois de encerradas as eleições, o órgão oficial encarregado da apuração indicou que o vitorioso havia sido mesmo Ahmadi- nej ad, com 63% dos votos, contra 34% para o oposicionista Mousavi. O anúncio provocou uma explosão de revolta no país, e sobretudo na capital, Teerã, com a oposição acusando o go- verno de fraudar o verdadeiro resultado das urnas. Manifestantes inconforma- dos passaram a enfrentar a polícia, as tropas e também milícias leais ao go- verno (chamadas de Guarda Revolucio- náría), e a repressão foi violenta, cau- sando dezenas de mortes. Foi o maior movimento popular no Irã desde 1979, e, como os apoiadores de Mousavi vestiam roupas na cor verde, ficou conhecido como Movimento Verde. No final, o líder religioso supremo, Ali Khamenei, condenou os atos e añrmou que as elei- ções foram justas, postando-se ao lado do presidente Ahmadinejad. 32 cenuaunaozs 2014 I 1' "mui" u" o ¡NTERNACIONAL ESTADOS UNIDOS E IRÃ n segLiicÍas santoes ao . a , nazi . .., ¡.o, ',, .,7;, ,,, ,,, ,, . , . .,. ,-. . . J u. L4 MJ ut, .*i. ,', -.rz~. r/ Hu/ ;r/ .LQ Í a econonría do pras e . .C em. ” . .. ,_ '-'° ~ 7 Úgêuciiriü 613 COyçdí , G83 M3 s l 'J -_I -y _ 'vaia/ rt' aa¡ ; Joryuziairííío ~ a E mbargo ao petróleo Em novembro de 2011, a Agência Internacional de Energia Atômica lis- tou detalhes das atividades nucleares iranianas que, segundo sua avaliação, só fariam sentido se o objetivo do país fos- se a construção de uma bomba atômica. Como a China e a Rússia se opuseram a novas sanções nas Nações Unidas, os EUA e a União Europeia anunciaram nos meses seguintes a realização de um embargo ao petróleo iraniano, prin- cipal produto de exportação do país, e punições financeiras contra nações que comprassem o produto. Foram decretadas também sanções contra o sistema bancário do país, limitando suas transações globais. 52;? ) IE Í 111250 Pouco depois de sua eleição, o presidente iraniano Hassan Rouhani fala na ONU, em 1013: Irã agora adota tom moderado A crise se agravou em janeiro de 2012, quando a AIEA afirmou que o Irã começara a enriquecer urânio em Fordo, uma usina subterrânea encra- vada numa cadeia de montanhas no centro-norte do país. Israel ameaçou atacar diretamente as instalações do Irã, mas recuou diante da pressão dos Estados Unidos, visando a impe- dir a eclosão de uma nova guerra que conflagrasse o Oriente Médio. _ O embargo ocidental ao petróleo iraniano levou à queda expressiva nas exportações do país, reduzindo a obtenção de recursos externos e pre- judicando seriamente sua economía. A moeda nacional, o rial, perdeu 80% do valor frente ao dólar em 2012. A queda mais abrupta ocorreu em outu- bm» ° que causou protestos em Teerã contra a alta nos preços causada pela desvalorização cambial, mas também pela Pülítíca de redução dos subsídios lançada Por Ahmadinejad. Vendo seu g°ve_m° atingido por ações externas. 0 presidente também perdeu popularida- de entre os iranianos, que o culpavam pela crise vivida pelo país.
  32. 32. ACORDO COM IRÁ PREOCUPA SAUDITAS Cláudia Trevisan A possibilidade de um acordo nuclear de longo prazo com o Ira e a redução nas importações de petróleo pelos Estados Unidos inquietam aArábia Saudita ele- vam alguns intelectuais americanos avi- sualizar um cenário de aproximação com Teerã, em que os iranianos cooperem em relação aos interesses de Washington no Oriente Médio. Entre eles, destaca-se o combate à Al-Qaeda. (. ..) Depois de mais de três décadas de profunda hostilidade, a eventual rea- proximação entre EUA e Irã é encarada com apreensão pela Arábia Saudita, que nesse periodo se tornou um dos princi- pais aliados dos americanos na região. “Enquanto os EUA veem o retorno do Irã ao cenário Internacional como um desenvolvimento potencialmente sa- lutar, a Arábia Saudita considera essa Rouhani presidente Nas eleições presidenciais de 2013, dos 686 candidatos registrados inicial- mente para a disputa, apenas oito foram aprovados pelo Conselho dos Guar- diães. O candidato de Ahmadinejad, por exemplo, foi um dos vetados. Com vários líderes moderados na prisão e a candidatura de Rafsanjaní desquali- ñcada, a expectativa era de vitória de um candidato dos conservadores sem grande expressão popular. Na campanha, porém, o clérígo Hassan Rouhani, candidato que não aparecia entre os favoritos, chamou a atenção ao tocar nos problemas cau- sados pelas sanções, como a inflação e o desemprego. Com apoio dos setores reformístas, Rouhani foi o vitoriosojá no primeiro tumo, ao obter 50,7% dos votos válidos. Analistas avaliam que o novo presidente passa a imagem de um meio-termo entre as alas reformista e conservadora, capaz de promover mudanças sem ameaçar a natureza da república islâmica. Após a posse, em agosto de 2013, Rouhani começou a romper o isola- . .u. ..unn-. .212222222221322121:$211 SAIU NA IMPRENSA possibilidade um golpe profundo na po- siçao regional do reino e uma ameaça existencial à familia regente AI-Saud", escreveu Jeremy Shapiro, ex-funcionário do Departamento de Estado, em artigo publicado pela revista Foreign Affairs, em 26 de novembro. (. ..) com uma populaçao de 77 milhões de habitantes e abundância de recursos naturais, o Irã é o "poder regional he- gemõnico natural", ponderou Shapiro, posição que voltariaaocupar na hipótese de normalização das relações com os EUA. Ainda que considere esse cenário dis- tante, o analista ressaltou que existem areas nas quais os interesses de Wa- shington coincidem mais com os de Teerã do que com os dos tradicionais aliados americanos na regiao. A mais importante é o combate a radicais sunitas, a corrente do islamismo que é majoritária naArábia Saudita, seguida pela Al-Qaeda. (. ..). 0 Estado de S. Paulo, 5/1/16 mento internacional do Irã, numa iniciativa endossada por Khamenei. Em setembro, presos politicos foram soltos, incluindo proeminentes nomes da ala reformista. No mesmo mês, em discurso na ONU, Rouhani convocou os EUA para o diálogo e afirmou que o Irã estava pronto para negociar uma saída para a crise envolvendo o seu programa nuclear. Em Nova York, Obama telefonou ao presidente iraniano, na primeira conversa entre lideres dos dois pai- ses desde a Revolução Islâmica. Essa aproximação abriu caminho para a assinatura do acordo nuclear. Com a economia em recessão, inflação alta e elevado desemprego, o Irã espera que o alivio de algumas sanções amenize a crise. Mas a recuperação da economia depende, sobretudo, do ñm do embargo ao petróleo, condicionado à assinatura de um acordo nuclear permanente. © PARA IR ALÉM Argo - lilme de Ben Affleck (zon), relata a crise dos reléns na embaixada norte-americana, episódio importante da Revolução Islâmica Estados Unidos e Irã ACORDO 0 ira assinou com as principais potências ocidentais um acordo relativo a seu programa nuclear, que há anos ¡ é alvo de duras criticas. Nos termos do acordo, de caráter preliminar, o Irã ' deverá, entre outras medidas, eIiminar o seu estoque de uranio enriquecido acima de 20%, mantendo apenas o en- riquecimento a niveis inferiores a 5%. 0 governo iraniano concordou também com a realização de inspeção mais in- trusiva de suas instalações. Em troca, : o pais receberá um alivio das sanções ¡ económicas no valor aproximado de 7 bilhões de dólares. EUA O acordo é fruto da convergência 5 de vários fatores. Do lado do Ira, o inicio 5 de negociações com os Estados Unidos (EUA), um ano antes da assinatura do i documento, jáindicavaadisposiçãodo regime em diminuir os conflitos com o Ocidente. Houve também a eleição, em j 2013, do presidente moderado Hassan Rouhani, favorávelaumaaproximação E com as potências. Da parte dos EUA, o presidente Barack Obama orienta -se pela busca de um entendimento j diplomático que reduza as tensões no oriente Médio, regiao abalada por inúmeros conflitos, nos quais os norte -americanos têm interferência direta. PROGRAMA NUCLEAR As potências oci- dentais suspeitam que o objetivo do Irã com seu programa nuclear é dotar-se de armas atômicas. o governo iraniano nega, assegurando que suas iniciativas têm caráter pacl fi co. Essa pressao se so- ma a outras realizadas pelos EUA e seus aliados contrao Irã, desde aRevolução Islâmica de 1979. que tornou o pals um regime teocrático, hostil aos EUA. SANÇOES E EMBARGO Em razão da nega- tiva do Irã de paralisaro enriquecimen- to de urânio, a ONU aprovou diversas sanções econômicas contra o pals. De- pois, EUA e União Europeia adotaram medidas de embargo às exportações do petróleo iraniano, o que ampliou as dificuldades do pals. Esse é outro fator que empurrou o Irã a fechar o acordo. Gl ATUALIDADES 2016 l a' semestre 33 , ,_, _,. .;. › 5.. _. ,.-_. .~. .. --. n- -t u. .. , ._. ... -.-. ..¡ n_ . ... .__. . . ..›q. ... ... ._a_ . .__. ..-. .-. -.. ›/
  33. 33. É l _ _l o | NTERNAC| ONALORIENTEMÉDIO Ap_ós a primavera, çhega o Inverno árabe A voltados militares ao poder no Egito e a _guerra c1v11 em curso na Síria frustram os 1dea1s democraticos da Primavera Arabe m a: w › z m E É < 3.7 . .a < 2 w w 4 < 1: 34 GEATUALIDADES zum: - semestre por Beatriz canepa velha ordem no mundo árabe, dominada por autocratas que A suprimem a dissidência, violam liberdades individuais e os direitos humanos e manipulam eleições, sofreu um grande abalo comps levantes po- pulares da Primavera Arabe, que se es- palharam pelo Oriente Médio em 2011. Pela primeira vez na história de várias nações árabes, multidões tomaram as ruas e desafiaram seus ditadores, para exigir abertura politica, respeito aos direitos humanos e melhores condições de vida em economias estagnadas. Mas o conflito na Siria e o golpe de Estado militar no Egito, os dois países de maior expressão nas revoluções da Primavera Árabe, repercutem em todo
  34. 34. o Oriente Médio. Eles evidenciam os enormes obstáculos (e riscos) à cons. trução de regimes politicos liberais em nações com graves problemas sociais e nenhuma tradição democrática. Guerra na Síria ' O ditador da Siria, Bashar al-Assad, pertence ao grupo social e religioso alauita @semente xiita do islamismo) e reprimiu com violência os protestos pacificos por democracia na Siria. Isso levou a população, de maioria islâmica sunita, a pegar em armas para derru- bar o governo. Passados três anos, o pais está imerso em uma guerra civil sgggigiagentre forças do regime que o apoiam gmbiliciasrebeldes. FOGO CRUIADO Posto de gasolina explode em Aleppo, na Siria, área controlada por rebeldes, em outubro de 1013: guerra civil dílacera o pais A guerra civil na Siriajá é considera- da pela Organização das Nações Unidas (ONU) a maior tragédia humanitária em décadas: 130 mil mortos, 2,3 mi- lhões de refugiados em outros países e 6,5 milhões de pessoas deslocadas dentro do próprio país. Outros 250 mil civis estavam encurralados em áreas rebeldes sob cerco militar do governo no início de 2014. O conflito também ameaça deses- tabilizar a região, porque o governo alauita da Siria forma, junto com o Irã e o Hezbollah do Libano, um "arco xiita" que faz oposição a Israel, ao Egito e às monarquías sunitas do Golfo Pérsico. Mundíalmente, o primeiro conjunto alinhou-se desde a Guerra Fria com a Rússia e, indiretamente, com a China, enquanto o segundo tem o apoio dos EUA e da União Europeia. No Conselho de Segurança da ONU, os EUA, a França e o Reino Unido de- fendem a derrubada de Bashar, porém descartam fazer um ataque militar ao pais pelo temor de que o conflito se espalhe pela região. Não conseguem sequer impor sanções internacionais como a Siria é protagonista do turbulento cenário do Oriente Médio, o conflito no pais divide as nações da regiao. porque são ; gigas por China e Rússia. Os russos, especialmente, são tradicio- nais aliados e fornecedores de armas para a Siria e possuem até uma base de apoio a sua marinha de guerra no litoral do país, que foi desativada em razão da guerra civil. A Rússia fez vá- rias advertências para que não haja um ataque militar do Ocidente ao país. Enquanto as potências ocidentais não encontram um caminho de solução, o conflito está se espalhando na região. Como a guerra siria opõe o regime alauita-xiita a uma rebelião sunita, os poderes regionais transformaram a Síria em campo de batalha pela influên- cia dessas duas tendências no Oriente Médio, como numa partida de xadrez. Países árabes envolvidos De um lado, Catar e Arábia Saudita, com governos autoritários sunitas ali- nhados aos EUA, fornecem armas aos rebeldes, além da Turquia, república também sunita, que possui áreas na fronteira em que os rebeldes se refu- giam. Para o Irã, a manutenção da dita- dura síria tornou-se uma questão-chave. Confira abaixo como os paises da vizinhança reagem à crise, em relaçao a ditadura de Bashar al-Assad. Entre outros fatores, a tradicional tensão entre grupos islâmicos sunitas e xiitas norteia as alianças, pois o conflito slrio opõe o regime alauita (xiita) a uma revolta popular majoritariamente sunita. Amin siiuom [1 _ Religiao: sunitas (ais), u intitula xiitas (10%) - 1, GovernmMonarquiasunita - xxx-JW” -l O Lado no conflito: Anti-Assad ' É *m* * r, u"" Ma¡ Aiodirerranro [numa, , (ç Religiao: sunitas (73%). M¡ israel] “aq” , _ "Í “mu” tis] aiii; Gm t] d” -, Governo: Monarquia sunita VÉ/ #XJ -' 1°' . n ¡ *r . _ Lado no conflito: Anti-Assad f' l. _ __ _ '“l°i“ i6 o Re ig ao: xiitas 1 , . : animam aiii. Governo: República parlamentar sob liderança xíita lado no conflito: Pais dividido IM _ _, Governo: ProAssad Religiao: xiitas (56,1%), ' Minoria sunita: Anti-Assad sunitas (10,1%) Governo: República islâmica tloiiiio xiii¡ . Religiao: xiitas (18%), Lado no conflito: ProAssad k sunitas (18%) _ . k Govemo: República _ TURQUIA _ loiibílllll _ ISRAEL pariamenrarcorii influencia lieligi1o. Sunitas(a1,5%), Relig am sunitas (95%), Religiao ludeus (71,5%), do Hannah (ma) ç _ _ xiitas (15%) _ xiitas (1%) muçulmanos (19,3%) Lado no conflito: Pais dividido Governo: Republica Gov/ emo: Monarquia Goaemo: Republica sunitas: ilntiAssad parlamentar hachernita (sunlta) parlamentar . Hezbollah: Pro-Assad lado no conflltor Anti-Assad Lado no conflito: Anti-Assad Lado no conflito: Indefinido fontes: Brittanica, BBC, New York Times, The [conomist, ALMAHAQU¡ ABRIL oe ATUALIDADES 1014 l s' semestre 35

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