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São Paulo 461

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Every January 25th, in the anniversary of the foundation of São Paulo, we publish a special edition dedicated to the city. In 2015, I suggested we interview regular residents that witnessed historic events that took place in São Paulo’s streets.
In addition to helping conceive and edit the special edition, I also wrote some articles. In this gallery there are two of these: in the first, I interviewed a man that saw the celebrations of São Paulo’s 400th anniversary, in 1954; in the second, I spoke to a couple that took part in the protests of June, 2013, a pivotal moment in the city’s recent history.

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São Paulo 461

  1. 1. 461 cidade sp dequemviua AaberturadoIbirapuera,ofimdobonde, ainauguraçãodoprimeiroshopping.Muitacoisa Aconteceu Nosúltimos60anos,e os moradoresacompanharamtudo de perto. Elescontamoqueviramesentiram, e voltamaoslugaresqueosmarcaram,numaespéciede viagemsentimentalnotempo paracelebraraaniversariantedodia. históriaS MUDAR ::: Ediçãode >Acidade vistapornossos fotógrafos Pág.12 AniversárioAniversário a Drrr r %HermesFileInfo:H-1:20150125: H1 DOMINGO, 25 DE JANEIRO DE 2015 O ESTADO DE S. PAULO
  2. 2. fe ta 4ºdose te t oostt 44oosttt 444oo odiaemqueo virou estád odiaemqudiaem d o rcoc cen te ná rio u tinha menos de 3 anos quando entrei no Estádio do Pa- caembupelaprimei- ra vez. Senti o chão tremer sob a turbu- lência da multidão. Quisfugir,masnãopude.Parei de respirar, ouvi meu coração aosgolpes,fecheiosolhosqua- se chorando, e me deixei levar pela mão que me puxava com força.Umminutodepois,eues- queciacompletamenteomedo eparticipava de uma das maio- res aventuras que a cidade já viveu, a comemoração do 4.º Centenário.” A memória do evento, em 11 dejulhode1954,foitãointensa, que é assim, com flashes de ta- to, cor e som, que Domício Pa- checo e Silva, hoje advogado de 64anos,recontaaprimeirame- mória de sua vida. Oanúnciopublicadonodia8 de julho de 1954 no Estado já adiantava que os próximos três dias seriam históricos: “Tudo pronto para as festas da cidade em homenagem ao 4.º Centenário”, que também ho- menagearia a Revolução de 1932. No dia 9, uma esquadri- lha da Força Aérea despejaria 30milhõesdetriângulosdepa- pel prateado. No dia 10, festas infantisemtodososbairros.E, no dia 11, o evento que ficaria marcado como a primeira me- mória de Pacheco: um grande circo seria montado no Está- dio do Pacaembu. Pachecolembrabemdostam- boresetrombetasqueacompa- nharam os trapezistas e palha- ços. Mas ele conta que o ponto altoda festaforam os globosda morte, nos quais motociclistas executarammanobras“quedei- xaram todos sem respiração”. Como recordação, guardou por muitos anos os triângulos de papel prateado jogados dos aviões.“Nojardimdeinfânciae nosprimeirosanosdocursopri- mário,euemeuscolegasdeclas- setrocávamosfigurinhasnore- creioemuitasvezesnegociáva- mos as papeletas prateadas, muitovalorizadasnaquelenos- so comércio infantil.” Mesmocomsó3anosnaépo- ca, a memória é forte. “Acho queaexplicaçãoésimples:qual éacriançapequenaquenãogos- ta de festas de aniversário? De- vo ter ficado em expectativa ao aguardar o grande aniversário da cidade, que em seguida se revelouo maior,o mais espeta- cular e o mais festivo aniversá- rio que já presenciei em toda a minha vida.” Alémdisso,háumaligaçãoes- pecial com o Pacaembu. Seu avô, de quem herdou o nome, foio idealizador doestádio. Ele ainda lembra de ouvir o outro Domício Pacheco e Silva con- tar: “De um estalo percebi que seria possível aproveitar o vale para servir de campo de espor- tes e a encosta das montanhas para as arquibancadas. Evitaria grandesmovimentaçõesdeter- ra e dispensaria boa parte das caríssimas estruturas de con- creto para as arquibancadas”, diziaoavô.“Elenãosóacompa- nhou os levantamentos topo- gráficoscomodesenhouascur- vasde nível epreparou, mesmo não sendo arquiteto, o projeto preliminar”, lembra o neto. O presente do avô de Pache- co à cidade, inaugurado em 1940, foi utilizado em finais de campeonato, jogos da Copa de 1950, shows e até na visita do papaBentoXVI,em2007.Hoje, ésededoMuseudoFutebol,su- cessodepúbliconacidade.Mas o futuro é incerto. Desde 2005, uma liminar veta apresenta- çõesmusicaisnolocal,apedido dos moradores do bairro. E, comainauguraçãodaArenaCo- rinthians e do Allianz Parque, do Palmeiras, resta saber qual vaiser o uso que será dado para o Pacaembu. / DANIEL TRIELLI Domício Pacheco e Silva. ‘Senti o chão tremer sob a turbulência da multidão. Quis fugir’ HÉLVIOROMERO/ESTADÃO %HermesFileInfo:H-3:20150125: O ESTADO DE S. PAULO DOMINGO, 25 DE JANEIRO DE 2015 Especial H3
  3. 3. JUnho IS RI AH óT AS C n TAD PIN caraS ANTES VIERAM MIL lotamasruaspara OS E virou protestaro o m uma manhã de 1992, o analista de sistemas André Zelenkovas, ho- je com 41 anos, estava prestesachegaraoBlo- coBdoInstitutodeMa- temática e Estatística (IME) da USP, para as aulas de Ciência da Computação. Nem entrou no prédio. Foi parado naportaporcolegas,queavisa- ram de uma passeata na Aveni- daPaulistaparaexigiroimpea- chment do presidente Fernan- doCollor.“Arrumamosumaca- rona na Brasília de alguém ru- mo à Paulista.” Zelenkovas conta que, na aglomeraçãodemilharesdema- nifestantes, foi “empurrado por uma senhora baixinha”, que fez com que ele perdesse o equilíbrioepisassenopédamu- lher. “Só então me dei conta de queeraaprefeitaLuizaErundi- na. Mal pude esboçar reação ou pedir desculpas, veio um segu- rança de mais de 2 metros de altura, uma verdadeira parede demúsculos,eme enxotoudali como uma mosca. Fui parar na outra pista da avenida”, conta. Diasdepois,Zelenkovasesta- va na aula de álgebra “desespe- rado para ficar acordado, bri- gando contra o efeito da feijoa- da do Crusp (Conjunto Residen- cial da USP)”, quando um alu- no entrou na sala e convocou todos para um comício no Vale do Anhangabaú. “A professora, dona Marli, foi muito simpáti- ca: ‘Vocês estão aqui fazendo o quê? Vão defender o seu futu- ro!’”.Elefoie,assim,participou de dois atos históricos da rede- mocratização do País. / D.T. omeçou pe- queno, mas com barulho. Em 6 de junho de2013,basta- ram cerca de mil pessoas para fechar as Ave- nidasPaulista,23deMaioe9de Julho. Era o Movimento Passe Livre (MPL), que queria barrar a alta da tarifa de ônibus, que passava de R$ 3 para R$ 3,20. Alguns encapuzados, os black blocs,depredavamlojaseincen- diavam sacos de lixo. A Polícia Militarrespondeucombombas de gás e balas de borracha. Nos dias seguintes vieram mais protestos. O número de participantes aumentava, e a resposta da PM ficava mais in- tensa. Até que em 13 de junho houve a repressão mais violen- ta, na Consolação. “Paulistano fica refém de bombas e tiros de borracha”, relatou o Estado. Nasredessociais,apareciamre- latos de excessos dos policiais. A violência da repressão foi um dos motivos que levaram a designer Mariana Eller, de 33 anos, e o empresário Eduardo Suga, de 46, na época namora- dos e hoje casados, a participar do ato marcado para o dia 17. Elesaindanãosabiam,maspar- ticipariam da maior manifesta- ção de junho de 2013. Como muitos dos mais de 50 mil manifestantes (segun- do a PM) que apareceram no Largo da Batata no dia 17, Ma- riana e Eduardo não estavam ali para defender, necessaria- mente, o passe livre de ônibus ou que a tarifa voltasse a R$ 3. “Meu anseio era por uma mu- dança na representatividade e não pela manutenção das tari- fas, ainda que considerasse is- so uma reivindicação justa”, diz Eduardo. Mariana nunca tinha ido a umamanifestação. Eduardofoi aumcomíciopró-Lulaem1989, naSé.“Mearrependodeterpar- ticipado da campanha do PT, mas não das manifestações de junho de 2013.” Nodia17 de junho, Marianae Eduardopegaramometrôlota- doatéaEstaçãoFariaLima.As- sim que saíram na rua, viram queoqueacontecianaqueledia eradiferente.“Percebemosque o protesto era muito maior do que as reivindicações do MPL”, conta Eduardo. “Quando al- guém ameaçava quebrar algu- macoisa,aspessoasaoredorde- saprovavam”, lembra Mariana. No fim, a tarifa não aumen- touem2013eficouemR$3atéo começo deste ano, quando su- biuparaR$3,50.Agora,oMovi- mentoPasseLivreorganizano- vas manifestações. Oúnicoatoqueatraiuocasal desde então foi o organizado emprolda eleiçãode AécioNe- ves (PSDB) no segundo turno doanopassado,naAvenidaPau- lista. Eles garantem que junho de 2013 valeu a pena. “Percebe- mos que, diante de uma mani- festaçãocomoessa,aclassepo- lítica treme e a mudança pode acontecer”,completaEduardo. / DANIEL TRIELLI Mariana e Eduardo. ‘Nosso anseio era por mudança’ HÉLVIOROMERO/ESTADÃO e %HermesFileInfo:H-7:20150125: O ESTADO DE S. PAULO DOMINGO, 25 DE JANEIRO DE 2015 Especial H7

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