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CONCLUSÃO do livro Descaminhos da ciência

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Uma conclusão integrando filosofia ciência e literatura abordando um tema geográfico.

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CONCLUSÃO do livro Descaminhos da ciência

  1. 1. 1
  2. 2. Victor-Marie Hugo (Besançon, 26 de fevereiro de 1802 — Paris, 22 de maio de 1885) foi um novelista, poeta, dramaturgo, ensaísta, artista e ativista pelos direitos humanos francês de grande atuação política em seu país. É autor de Les Misérables e de Notre- Dame de Paris, entre diversas outras obras clássicas de fama e renome mundial. Victor Hugo nos diz: “Nada há como começar para ver como é árduo concluir”. Na verdade é contraditório tomarmos a definição dada pelos dicionários de que concluir é caminhar para o fim de; terminar ou acabar; quando o que temos em mente é exatamente darmos continuidade. 2
  3. 3. Porém “Adoro reticências... Aqueles três pontinhos intermitentes que insistem em dizer que nada está fechado, que nada acabou, que algo sempre está por vir! A vida se faz assim! Nada pronto, nada definido. Tudo sempre em construção”. 3 Tenho costume de concluir meus trabalhos usando esta expressão verbal tendo consciência de que os gramáticos a condenam.
  4. 4. A Geografia, já o dissemos, acompanhou e acompanha todo o desenvolvimento da humanidade onde quer que ela se manifeste. “As adversidades e os momentos de turbulência, as crises e os descontentamentos são pequenas amostras para demonstrar que a vida não está sob o nosso controle, que as coisas mudam independente da nossa vontade e que se há uma palavra de ordem é MUDANÇA”. 4
  5. 5. Observando e refletindo sobre as mudanças que ocorrem na natureza: a sucessão dos dias e das noites, as marés, as enchentes e as vazantes dos rios; o céu e as estrelas, as secas e as chuvas; as estações do ano, o desenvolvimento dos animais e das plantas, a eclosão dos peixes, a piracema bem como o desabrochar das flores e dos frutos os homens e as mulheres constroem a sua Geografia. O que no desenrolar da História veio a constituir-se nos diversos ramos da Geografia Física. 5
  6. 6. “O melhor mesmo é lembrar que a composição do nosso próprio corpo físico é água, e não há nesse universo matéria com maior poder de adaptação. A água flui, se encaixa, escorre por onde for possível, se desintegra e se integra, evapora e faz chover”. 6
  7. 7. Verificando as relações que as pessoas estabelecem e reproduzem entre si e com a natureza em sua mesma base territorial; acompanhando as mudanças dessas relações; examinando a incorporação de valores e costumes surgidos dessas relações e analisando a vivência das normas e leis que surgem da convivência com as instituições e com a natureza as mulheres e os homens edificam a Geografia Humana com todas as suas especializações. 7
  8. 8. O certo é que ultrapassando a rotina do dia a dia; excedendo os limites territoriais de sua existência; indo além da percepção direta de seus sentidos os homens e as mulheres colocaram para si, em todos os recantos da Terra, as questões fundamentais da vida e da morte; da natureza e da sociedade; dos seres visíveis e invisíveis. 8
  9. 9. 9 Os historiadores colocam nos séculos VI e VII antes de Jesus Cristo o momento em que em vários lugares da Terra surgiram ideias articuladas a partir das quais se estabelecem as bases para o desenvolvimento da razão humana em direção ao futuro.
  10. 10. O futuro indica uma ação em andamento, um processo ainda não finalizado que traz dentro de si as sementes de um processo novo. No teclado da vida não existe ponto final, só ponto em seguida. 10
  11. 11. A Geografia, irmã gêmea da vida vem acompanhando esse processo. Querendo você ou não a vida continuará a fluir e nós, Geógrafos, seres humanos que somos, juntamente com toda a humanidade, fraternalmente, continuaremos a evoluir. 11
  12. 12. 12
  13. 13. 13 Verificamos que ao longo de sua caminhada a Geografia colocou-se a serviço de diferentes projetos políticos, econômicos, sociais e religiosos. Descobriu-se inclusive que a “Geografia serve antes de mais nada para fazer a guerra”.
  14. 14. 14 Acredito e tenho certeza que a Geografia é um excelente instrumento para a construção da paz, da fraternidade e da justiça entre as pessoas, sociedades e entre os povos. Faça a sua escolha.
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  17. 17. 17 A LUTA CONTINUA

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