Ação Griô Nacional

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Slide desenvolvido pelos alunos do 3° Semestre, Letras EAD, UNIFACS a partir de um texto reflectivo para a matéria de PPPIII

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Ação Griô Nacional

  1. 1. AÇÃO GRIÔ NACIONAL: A TRADIÇÃO ORAL NA EDUCAÇÃO FORMAL<br />
  2. 2. Trabalho apresentado à professora Ana Cristina Santos Farias e à tutora Sonildes de Jesus Sousa como forma de avaliação processual do 3º semestre de matéria de Pesquisa e Prática Pedagógica III, curso Letras com Inglês, modalidade EAD, turno noturno.<br />Equipe:<br /><ul><li>Ana Cristina Sacramento
  3. 3. Dafne Requião
  4. 4. Lucas Prado
  5. 5. Luís Barbosa</li></li></ul><li>Introdução<br />Este trabalho dedica-se a explorar um novo ramo pedagógico que tem origem em Lençóis, BA. Baseado na tradição Griô, visando uma quebra nos paradigmas da educação tradicional, o Projeto social Ponto de Cultura Grãos de Luz e Griôtem como finalidade aproximar o indivíduo às suas raízes indígenas e africanas, mescladas ao conteúdo escolar.<br />
  6. 6. CONCEITO: MAS AFINAL, O QUE SIGNIFICA “GRIÔS”?<br />Segundo Thomas Hale (1998), os griôs são responsáveis por uma sabedoria e uma arte verbal presentes nos rituais da vida social: nascimento, iniciação, aliança matrimonial, cerimônia de casamento e funerais. Os griôs têm uma imagem social e política, além de um lugar econômico determinante no funcionamento das sociedades do noroeste da África.<br /><ul><li> A palavra griot é de origem francesa, griot no masculino e griote no feminino. Griô é um jeito brasileiro proposto pelo Ponto de Cultura Grãos de Luz e Griô que optou pelo trabalho com os/as griôs reis, os/as que são iniciados/as pelos mestres. As línguas e dialetos da região sul do Saara, noroeste da África, na tradição oral dos grupos étnicos Bambaras e Fulas na região do Mali, de onde originam os griôs, eles têm diversos nomes e funções sociais.</li></li></ul><li>A Tradição Oral na Educação Formal Brasileira:<br />O Projeto social Ponto de Cultura Grãos de Luz e Griô, visa a união entre a tradição oral e educação formal aberta à todas as idades. Envolve educação, cidadania, cultura, recursos naturais e desenvolvimento sustentável de forma lúdica. <br /><ul><li>A ideia inovadora do projeto foi a de mobilizar e sensibilizar a comunidade, escolas e o poder público local para a importância da inclusão destes saberes na educação formal de Lençóis. A partir de oficinas de identidade, arte, tradição oral e cidadania realizadas com crianças, adolescentes e jovens do Grãos de Luz.</li></li></ul><li>A Ação Griô Nacional: Mobilização pela educação<br />Lançada pelo ministério da cultura em 2004, projeto escolhido entre tantos outros através do Programa Cultura Viva sua sede é em Lençóis, Chapada.<br /> <br />Sua função é promover oficinas que norteiam a construção da identidade e ancestralidade brasileira, com raízes indígenas e africanas. Baseadas na valorização, disseminação e inclusão dos saberes e fazeres de tradição oral.<br />“Os Griots, para se formar, tem que viajar e caminhar sempre. Quanto mais viajar e caminhar, mais ouvirá e conhecerá.”<br />
  7. 7. Desenvolvimento do projeto e suas ramificações<br />No primeiro edital em 2007, 50 projetos foram selecionados iniciando a rede da Ação Griô. Em 2009, esta se amplia com um novo edital, englobando mais estados e passando para 131 projetos em todo país, beneficiando 650 mestres e griôs brasileiros. A divisão inicial dos projetos em sete regionais permaneceu: Regional Bahia, com 21 projetos; Regional Ventre do Sol (estados de AL, PE, PB, SE e RN), com 24 projetos; Regional Nascentes das Veredas (estados do DF, ES, GO, MG, MT, MS), com 15 projetos; Regional das Águas (estados do CE, MA, TO, PI), com 22 projetos; Regional Amazônica (estados do PA, AM, RR, AC, RO), com 11 projetos; Regional Rio (RJ), com 14 projetos; Regional da Terra (estados do RS, SC, PR e SP), com 24 projetos.<br />
  8. 8. A Pedagogia Griô<br />Mestres de tradição oral são doutores das ciências da vida. Reconhecidos em suas comunidades, têm um compromisso com a verdade e com os ancestrais. Outro elemento importante nesta didática é a figura do Griô Aprendiz. Com o perfil de caminhante, brincante, pesquisador e mobilizador social, o griô aprendiz abre espaço e cria uma atmosfera lúdica para a chegada dos mestres e griôs nas escolas, rompendo com os padrões estéticos e quadrados do espaço escolar, com preconceitos individuais e um modelo educacional.<br /><ul><li>Num ambiente alegre e interativo, os saberes de tradição oral são transmitidos através de músicas, danças, histórias e mitos, transformando o espaço escolar num ambiente integrado e festivo, onde as pessoas se enxergam e criam vínculos umas com as outras. É o encontro de si mesmo com o outro com suas raízes e sua identidade cultural.</li></li></ul><li> “Se nos identificamos com o lugar ao qual pertencemos, percebemos a nossa função e o papel fundamental na manutenção e conservação de um meio ambiente saudável e sustentável para as futuras gerações.”<br />
  9. 9.
  10. 10. conclusão<br />Conclui-se que o projeto oferecido pelo grupo Ponto de Cultura Grãos de Luz e Griôsó tem a acrescentar ao ensino tradicional previamente conhecido. Foi uma pesquisa instigante e desafiadora. Uma proposta distinta, como eles mesmos propõem: O Conhecimento do mundo através do conhecimento de si próprio.<br />
  11. 11. referências<br />AÇÃO GRIÔ. Programa Cultura Viva – Ministério da Cultura. www.cultura.gov.br<br />CAVALCANTE. Ruth (et all). Educação Biocêntrica: um movimento de construção dialógica.<br />Fortaleza: Edições CDH, 2007.<br />DOWBOR, Fátima Freire. Quem Educa Marca o Corpo do Outro. São Paulo: Cortez, 2007.<br />FREIRE, Paulo. 1967 Educação como Prática da Liberdade. Rio, Paz e Terra. 1969.<br />GÓIS, Cezar Wagner de L. Vivencia: caminho à identidade. Fortaleza:Viver, 1995.<br />PACHECO, Lílian. PedaogiaGriô. A Reinvenção da Roda da Vida. Grãos de Luz e Griô. Lençóis,<br />BA, 2006.<br />PACHECO, Lílian & CAIRES, Márcio. Nação Griô. O Parto Mítico da Identidade do Povo<br />Brasileiro. Grãos de Luz e Griô. Lençois, BA, 2009.<br />RIBEIRO, Darcy. O Povo Brasileiro: evolução e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das<br />Letras, 1995.<br />

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