narrativa de_ficcao

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    1. 1. A narrativa de ficção Índice Realidade e ficção nas narrativas A estrutura da narrativa A narrativa moderna Portal SER
    2. 2. Realidade e ficção nas narrativas A narrativa não ficcional – mundo real narrador espaço fato ou acontecimento narrativa tempo personagens ficcional – mundo imaginário
    3. 3. Realidade e ficção nas narrativas O ciclo narrativo situação inicial – personagens apresentados numa determinada situação temporal e espacial situação final – personagens apresentados numa nova situação, mudança em relação ao início desenvolvimento – conflito, ação desenvolvida até o clímax e desfecho
    4. 4. Realidade e ficção nas narrativas A ficção – do realismo ao fantástico • Aristóteles: “arte é imitação” – o imitar faz parte da natureza humana e os homens sentem prazer nisso. • Narrativa ficcional – simulação de uma situação possível, inventada ou recriada pelo autor a partir da realidade. • Ficcionismo – é construído a partir de elementos da realidade, abrangendo narrativas que vão desde o universo mais fantástico até o universo mais realista.
    5. 5. Realidade e ficção nas narrativas Verossimilhança interna e externa Verossimilhança interna Verossimilhança externa Identificação com a realidade, com o que o senso comum julga possível, provável. Coerência interna dos fatos ficcionais dentro da própria narrativa.
    6. 6. Realidade e ficção nas narrativas autor narrador • ser real • ser parcial ou totalmente fictício • responsável pela criação e construção da narrativa • voz, criada pelo autor, que relata os acontecimentos • podem viver em tempo e espaço diferentes um do outro, ter caráter e pensamento divergentes, assemelhar-se em maior ou menor escala ou, ainda, em nada
    7. 7. Realidade e ficção nas narrativas O narrador – um personagem? Narrador-protagonista Narrador-coadjuvante Narrador-espectador narra os acontecimentos e também os vivencia; é personagem principal da ação; narrativa marcada pelo subjetivismo, filtrada pelo protagonista narração em 1ª pessoa narra os acontecimentos e participa deles, mas como personagem secundário narração em 1ª pessoa narra os acontecimentos mas não participa deles; narrativa marcada por maior objetividade narração em 3ª pessoa
    8. 8. Realidade e ficção nas narrativas As vozes Discurso direto Discurso indireto – Que crepúsculo fez hoje! E ria, de um jeito sombrio – disse-lhes eu, ansioso de e triste; depois pediu-me comunicação. que não referisse a ninguém o que se passara entre nós; (...) • falas reproduzidas integral e • falas reproduzidas em sua literalmente, geralmente totalidade com palavras do introduzidas por travessão e próprio narrador, acompanhadas por um verbo caracterizando o falante de de elocução (dizer, falar, maneira menos viva e responder, perguntar etc.) próxima da realidade que no discurso direto QUINTANA.Mário. Prosa e verso. 2ª. Ed. Porto Alegre: Globo, 1980. p-56 ASSIS .Ma chado de, Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Scipione, 1994 Discurso indireto livre (...) Onde estava o pão? O padeiro respondeu que não havia farinha. Onde estava então ela? (...) • discurso indireto intercalado com discurso direto, sem as marcas típicas de ambos, com o intuito de dar à narrativa fluência e vivacidade textuais PAIVA , Garcia de. Os agricultores arrancam paralelepípedos. São Paulo: Ática, 1986
    9. 9. A estrutura da narrativa foco narrativo enredo personagens como o quê quem espaço onde tempo quando
    10. 10. A estrutura da narrativa Foco narrativo • de terceira pessoa: o narrador não participa ativamente dos acontecimentos – maior objetividade. narrador onisciente conhece toda a história e os pensamentos dos personagens narrador observador não conhece toda a história, apenas relata os fatos que acontecem • de primeira pessoa: narrador-protagonista ou narrador-coadjuvante – maior subjetividade.
    11. 11. A estrutura da narrativa Enredo É a própria trama da narrativa, na qual sempre surge um conflito.
    12. 12. A estrutura da narrativa Personagens pessoas com características reais ou imaginárias ou principais protagonista personificação de animais, ideias, forças da natureza antagonista ou representação de tipos humanos – personagens caricaturais secundários
    13. 13. A estrutura da narrativa Espaço Lugar onde ocorre a ação do enredo, geralmente marcado por sequências descritivas na narrativa. espaço social sentido estrito: espaço geográfico sentido translato espaço psicológico
    14. 14. A estrutura da narrativa Tempo cronológico: medido pela natureza ou por mecanismos de medição temporal brincadeiras temporais história – acontecimentos em ordem cronológica relato – forma de apresentar os acontecimentos psicológico: não é racionalmente mensurável, pois pertence ao mundo interior do personagem – um minuto pode durar dez anos e vice-versa. • Relato em ordem cronológica: história e relato coincidem – expectativa em relação ao final • Relato não cronológico: história e relato não coincidem – expectativa em relação a outras partes da narrativa • Retrospectivas ou antecipações: remissão a momentos passados (flashback) ou momentos futuros. • Aceleração ou duração temporal: manipulação do tempo cronológico no relato pelas impressões das personagens ou valorizações do narrador.
    15. 15. A narrativa moderna O homem inventor de histórias  Em tempos primordiais, tentando explicar o sentido do mundo e das coisas, o homem criou o mito. Narração sobre a origem de alguma coisa. Mito Principal fonte dos poetas épicos.
    16. 16. A narrativa moderna O homem inventor de histórias  Paralelamente, outras narrativas foram criadas pelo homem. Lendas Fábulas Canções de gesta Narrativa para exaltar feitos e atitudes de heróis humanos. Narrativa com caráter moralizante. Narrativa em versos sobre guerras e conquistas de um povo.
    17. 17. A narrativa moderna O homem inventor de histórias  Paralelamente, outras narrativas foram criadas pelo homem. Novelas de cavalaria Romance Narrativa com ideal dos cavaleiros medievais. Narrativa de ficção. O romance moderno, tal qual é conhecido hoje, é fruto da ascensão da burguesia ao poder político e econômico, no final do século XVIII e início do século XIX.
    18. 18. A narrativa moderna • Dependendo da estrutura, da forma e da extensão, as principais manifestações narrativas são: O romance A novela Representações da vida comum, de um mundo mais individualizado e particularizado. O Conto 18
    19. 19. A narrativa moderna O romance O Conto Tem a função de reconstruir, recriar o mundo. Recorte da realidade ficcional. Podemos ter romances: de costumes; psicológico; policial; regionalista; indianista; de cavalaria; histórico; etc. É a mais breve das narrativas, centrada em um episódio de vida. 19
    20. 20. A narrativa moderna O conto surpresa tipo de compactação encanto elementos da narrativa Unidade de impressão medo desconcerto recursos linguísticos 20
    21. 21. A narrativa moderna Contos e contistas clássicos da literatura mundial Século X Século XV e XVI Século XIX As mil e uma noites Giovanni Bocaccio Decameron Geoffrey Chaucer Os contos de Canterbury Edgar Allan Poe vários contos de suspense e horror 21

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