INSTRUÇÕES                      E              ORAÇÕES     PARA A SANTA MISSA          A CONFIISSÃO,          E A COMUNHÃO...
Advertência sobre as Instruções e Orações                           Para a Santa Missa       Entre todas as ações que ordi...
INSTRUÇÕES                 SOBRE O SACRIFÍCIO DA SANTA MISSA                      E sobre a maneira com que se assistir a ...
2. Este Sacrifício produz o meio de agradecer a Deus por seus benefícios da            maneira mais perfeita possível, ofe...
perigo de perder o fruto que se pode haurir do mais santo dos exercícios de nossa Reli-gião.        Os doentes que não pod...
Quem está atualmente em estado de pecado mortal ou na vontade de cometê-          lo ou na ocasião próxima de cair nele se...
É conveniente então somente se ocupar com a vítima divina que está sendo ofe-recida por nós sobre o altar e oferecer-nos a...
Somente permaneciam na igreja os que estavam em condições de assistir ao Sa-crifício da santa Missa e julgados dignos de p...
Do beijo do altar        Depois que o sacerdote subiu ao altar, ele beija-o para manifestar sua reconcilia-ção com Jesus C...
graça com os que estão presentes, e que ele mesmo forme em seus corações o desejo dascoisas que a Igreja vai pedir para el...
Ao começar o santo Evangelho, o sacerdote e os assistentes depois dele, fazem osinal da Cruz na fronte, na boca e no peito...
Do Ofertório       Enquanto o sacerdote recebe as ofertas dos fiéis, o coro canta uma antífona,chamada Ofertório, para tes...
Do prefácio        Depois da oração secreta segue o prefácio, que assim é chamado porque é a a-bertura do cânon da Missa e...
Communicantes        Assim que o sacerdote rezou e ofereceu o Sacrifício por toda a Igreja da terra porJesus Cristo, que é...
Supra quae        O sacerdote pede a Deus por meio destas palavras que receba com agrado o Sa-crifício que lhe é apresenta...
Pater noster        É por esta oração que começa a última parte da Missa dos fiéis, que é a Comu-nhão, a qual contém o fru...
Do beijo da paz        Depois de ter rezado esta oração que segue o Agnus Dei, o sacerdote beija o altarcomo para receber ...
viver desta vida divina, de se deixar conduzir pelas impressões de Jesus Cristo, e pelosmovimentos de seu espírito. Ao exp...
Vê, ó Deus, nosso escudo,       olha o rosto do teu consagrado.       Para mim um dia nos teus átrios       vale mais que ...
pequei muitas vezes por pensamentos, palavras e obras, por minha culpa, minha culpa,minha máxima culpa. Portanto, peço e r...
Se este salmo for longo demais, para recita-lo inteiro num dia, enquanto o sa-       cerdote reza o intróito, deve-se repe...
16           Mantende um bom entendimento uns com os outros; não sejais pretensiosos,mas acomodai-vos às coisas humildes. ...
32           Se amais somente aos que vos fazem o bem, que generosidade é essa? Até ospecadores amam aqueles que os amam. ...
Ao misturar a água e o vinho        Deus, que maravilhosamente criastes a natureza humana e mais maravilhosa-mente a refor...
A secreta       Senhor, ouvi favoravelmente e atendei as nossas orações e as de vosso povo.Suplicamos que aceiteis a ofert...
do, que lhe manifestem sua gratidão e agradeçam. Uno-me a eles para o fazer tambémcom eles.                               ...
Supra quæ       Esta Hóstia é infinitamente mais excelente do que as ofertas do justo Abel, doque o sacrifício do patriarc...
Libera nos quæsumus        Livrai-me, Senhor, de meus pecados passados, das ocasiões que estou no mo-mento a combater, das...
Quod ore sumpsimus. Fazei, Senhor, que a nossa participação neste Sacrifício,produza em nós uma pureza de coração tal, que...
Depois da santa Missa                                  Salmo 42 (41)       Como a corça deseja as águas correntes,       a...
nada; vós podeis tudo e eu não posso nada. Já sei o que vou fazer para suprir minha in-digência: vou unir-me a vós para es...
Ao Kyrie, eleison                   Ato de pedido da misericórdia de Deus        Derramai em nós, ó meu Deus, a vossa mise...
No gradual                                      Aspiração       Vossa palavra e vossa santa Lei, ó meu Deus serão dia e no...
Oblação do pão, de nossos corpos e de nossos sentidos        Recebei, ó meu Deus, a oblação que vos faço juntamente com o ...
Na oração secreta        O que o sacerdote e os fiéis acabam de vos oferecer não são mais algo profano,nem para uso comum....
Instrucões para a santa missa - João Batista de la Salle
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Instrucões para a santa missa - João Batista de la Salle

  1. 1. INSTRUÇÕES E ORAÇÕES PARA A SANTA MISSA A CONFIISSÃO, E A COMUNHÃO Com uma instrução metódica por perguntase respostas, para aprender a se confessar bem. Pelo Senhor João Batista de La Salle, Sacerdote, Fundador dos Irmãos Das Escolas Cristãs. 1
  2. 2. Advertência sobre as Instruções e Orações Para a Santa Missa Entre todas as ações que ordinariamente se realizam todos os dias, aprincipal, e a mais excelente é assistir à Santa Missa. Também é a mais im-portante para um cristãos, que deseja atrair sobre sua fé e sobre todas asações que deve praticar durante o dia, as graças e as bênçãos de Deus. Con-tudo raras são as pessoas que a assistem com piedade, pouquíssimas sãoinstruídas sobre a maneira de assistir bem a ela. Foi o que levou a estabele-cer estas Instruções e estas Orações, para ensinar aos Fiéis tudo o que serefere a este santo sacrifício, e dar-lhes os meios de nele se ocupar santa eutilmente. Em primeiro lugar se instrui sobre a excelência da santa Missa, e so-bre os bens que recebemos assistindo a ela; sobre as disposições interiores,de que devemos animar nossa presença exterior, e sobre a maneira de apli-car-nos durante esse tempo. Em seguida explicam-se todas as cerimônias da santa Missa e se pro-põem por fim duas espécies de orações: umas, tiradas do Ordinário da SantaMissa, as outras que se referem às ações santas que o Sacerdote faz na cele-bração, para que os Fiéis, ao recitarem ora umas ora outras, não se aborre-çam e para que os que gostarem de umas ou de outras, possam escolher asque mais lhes agradarem ou mais devoção lhes inspirarem. Procurou-se inserir nessas orações algumas Instruções e práticasCristãs, Instruções que podem esclarecer o espírito em diversas verdadespouco conhecidas; e algumas práticas cristãs a serem postas em prática du-rante o dia. Este é o fim que foi proposto neste Livro. 2
  3. 3. INSTRUÇÕES SOBRE O SACRIFÍCIO DA SANTA MISSA E sobre a maneira com que se assistir a ela. Do Sacrifício da Santa Missa E de seus efeitos. O Sacrifício é uma ação na qual se oferece a Deus uma criatura que é imolada,isto é, destruída de alguma forma, quer para prestar a Deus a honra que lhe é devida,quer para reconhecer o domínio supremo dele sobre as criaturas. A criatura imolada edestruída no Sacrifício chama-se vítima ou hóstia sacrificada e oferecida a Deus. A Missa é uma Sacrifício e mesmo é uma continuação do sacrifício que JesusCristo ofereceu a Deus, seu Pai, sobre a cruz, porque é Jesus Cristo que morreu sobre oCalvário que ainda é oferecido a Deus neste santíssimo e augustíssimo Sacrifício. Embora o Sacrifício da santa Missa seja o mesmo que o da Cruz, e seja sua con-tinuação, há a seguinte diferença entre um e a outra: Jesus Cristo se ofereceu sobre aCruz, para satisfazer à justiça de Deus por nossos pecados, e para esse fim derramou seusangue precioso; ao passo que na santa Missa não mais derrama seu Sangue, mas sacri-fica-se ao Eterno Pai como vítima gloriosa, para aplicar aos homens, em virtude desteSacrifício, as graças que lhes mereceu por seus sofrimentos e por sua morte. Como Jesus Cristo, ao morrer sobre o Calvário, satisfez inteiramente, e mais doque suficientemente por todos os pecados cometidos e a cometer no mundo, e como esteSacrifício teve e ainda tem sempre seu efeito, não era preciso que Jesus Cristo satisfi-zesse por pecado algum, e assim teria sido inútil que instituísse o Sacrifício da santaMissa se este Sacrifício não tivesse outros efeitos e outros frutos além dos da Cruz. Masas graças que Jesus Cristo mereceu por sua morte, ao não terem sido imediatamenteaplicados pela virtude da Cruz aos homens para os quais foram obtidas, por isso foi queJesus Cristo instituiu o Sacrifício da santa Missa e os Sacramentos, para dar a todos oshomens os meios de aplicar a si esses méritos pela participação neste sacrifício e pelarecepção dos Sacramentos. Essas graças que nos são adquiridas pela morte de Jesus Cristo Nosso Senhor,são muito numerosas e de diferentes espécies, de onde resulta que o sacrifício da santaMissa produza também muitos frutos e de espécies diferentes e efeitos correspondentesa todas graças que procura aplicar. Os principais frutos e vantagens deste sacrifício são as seguintes, expressas emdiversos lugares do Cânon da santa missa. 1. O Sacrifício da santa Missa presta a Deus a maior honra que ele possa rece- ber, porque é seu próprio Filho que presta essa honra ao se aniquilar, ao se destruir tanto quanto pode para a glória de Deus. Os que assistem à santa Missa e que têm a felicidade de participar nela, honram também a Deus da maneira mais alta possível, pela união que têm com Jesus Cristo. 3
  4. 4. 2. Este Sacrifício produz o meio de agradecer a Deus por seus benefícios da maneira mais perfeita possível, oferecendo-lhe seu próprio Filho em ação de graças. 3. Ele faz obter da bondade de Deus novos benefícios. 4. Este Sacrifício liberta as Almas do Purgatório, ou lhes diminui os sofrimen- tos, de acordo com o que essas almas ainda estão devendo à justiça divina. 5. Ele perdoa a pena temporal devida, tanto pelo pecado mortal, como pelo ve- nial. 6. Obtém a remissão dos pecados e a graça da conversão. 7. Atrai de Deus as graças necessárias para se preservar da caída no pecado. 8. Produz a graça de deixar os maus hábitos por mais arraigados que estejam. 9. concede forças para abandonar inteiramente todas as ocasiões próximas de pecado. 10.Concede a graça da união e da reconciliação com o próximo, se há alguém com quem não se está tão unido como se deveria estar. 11.Adquire um socorre poderoso para cumprir bem seus deveres de estado, e re- alizar todas as suas ações de maneira cristã. 12.É um meio muito eficaz de conservar e recuperar a saúdo do corpo, e todos os outros bens temporais, quando forem úteis para a glória de Deus e para nossa salvação. 13.Enfim pode-se obter mais facilmente o que se pede a Deus, e receber dele mais graças pela assistência a uma só Missa bem assistida, do que por todas as ações mais santas que se puder fazer. Estes são os efeitos muito importantes, os bens e as vantagens que a Igreja pedetodos os dias a Deus para seus filhos no santo sacrifício, efeitos que devem levar os fi-éis, que desejam consegui-los, a assistir assiduamente a ele, mesmo nos dias em que nãosão obrigados, e a somente assistir a ele com as disposições necessárias para participardele e para se colocar em situação de obter todos os dias algumas dessas graças enquan-to as pedem a Deus conforme suas necessidades. Da obrigação de assistir à santa Missa É obrigação assistir a santa Missa todos os Domingos, e todas as Festas. A in-tenção própria da Igreja é que cada um a assista em sua Paróquia, e a missa que ordina-riamente se chama a Missa Paroquial. É por isso que a Igreja pede aos pastores que dê-em aos fiéis a seu encargo, algumas instruções, explicando-lhes o santo Evangelho, eensinando-lhes as regras de vida cristã. Não se está obrigado a assistir a santa Missa nos outros dias, contudo não se po-de negligenciar isso, e por mais ocupações que se tenha, deve-se fazer de modo que nãose falte a ela um dia sequer. Deve-se estar persuadido de que esse tempo não será perdi-do mas bem empregado, e muito melhor do que se fosse empregado no trabalho. Poispor uma ação tão santa se atraem as graças e as bênçãos de Deus sobre tudo o que sedeve fazer durante o correr do dia. Os que trabalham manualmente ou cuja mente deve estar ocupada com negóciostemporais e exteriores durante o dia, devem fazer da santa Missa seu primeiro cuidado esua primeira ação, a fim de não estarem facilmente distraídos ao a assistirem, por pen-samentos que lhes enchem o espírito, se apenas assistem a santa Missa depois de teremficado a se ocupar de seu emprego, para separar o santo do profano e não se exporem ao 4
  5. 5. perigo de perder o fruto que se pode haurir do mais santo dos exercícios de nossa Reli-gião. Os doentes que não podem assistir à santa Missa nos Domingos e Festas e osque por alguma necessidade urgente são impedidos de assisti-la nos outros dias, devemao menos unir-se em espírito e com intenção ao sacerdote que a celebra e à assembléiados fiéis que a assistem, e oferecer seu coração a Deus e fazer-lhe o sacrifício de simesmos e de tudo o que possuem, praticando quanto possível as coisas que deverãofazer, como se estivessem realmente presentes. Esta santa disposição e esta união que tiverem à Igreja e às intenções dela supri-rão de alguma forma a presença atual que não puderam ter à santa Missa. Das disposições para bem assistir à santa Missa Não basta assistir exteriormente à santa Missa para cumprir a obrigação que aIgreja impõe a todos os fiéis de a assistir todos os Domingos e Festas. Todos devemassistir a ela com as disposições, sem as quais sua presença exterior seria inútil e sem asquais também não cumpririam de nenhuma forma o que a Igreja manda, pois a intençãoda Igreja ao obrigar seus fiéis a assistirem a santa Missa é obriga-los a não somente es-tarem presentes nela, mas a oferecerem a Deus seus deveres com ela. Há três espécies de disposições para bem assistir à santa Missa: 1. Há disposições necessárias para satisfazer ao mandamento da Igreja e essas disposições são assistir a santa Missa inteira, com atenção e com espírito de Religião. Não se assiste a Missa inteira quando não se está presente quer no início, quer no fim. Não se assiste a santa Missa com a atenção e a aplicação de espírito que nela se deve ter quando se dorme, quando se conversa, quando se fica olhando e um e de outro lado, ou quando se está voluntariamente distraído. Não se assiste a santa Missa com espírito de Religião quando nela não se reza com sentimento de piedade interior. Os que não assistem a missa toda inteira aos Domingos e Festas não cum- prem o mandamento da Igreja. Os que não têm atenção à santa Missa e a assistem sem espírito de Religião, cometem dois pecados ao mesmo tempo. 1º Estão na santa Missa como se não estivessem presentes, e diante de Deus, estariam como se não a estives- sem assistindo. 2º Caem numa espécie de impiedade, porque, por sua imo- déstia escandalosa tanto em sua atitude como em seus olhares, suas conver- sas ou sua divagação ou distração de espírito, profanam não somente a igre- ja, lugar santo e lugar de oração, mas também os santos Mistérios que nela se realizam e o mais augusto dos Sacrifícios. Fazem injúria a Jesus Cristo que se oferece e se sacrifica a seu Pai por eles, e pelos pecados que cometem em sua presença. 2. Há algumas disposições necessárias para assistir utilmente à santa Missa e para se colocar em disposições de tirar fruto deste sacrifício, e essas disposi- ções fazem odiar o pecado, estar em estado de graça, ou pelo menos, traba- lhar para voltar a ele e se unir de intenção ao sacerdote que oferece o Sacrifí- cio. 5
  6. 6. Quem está atualmente em estado de pecado mortal ou na vontade de cometê- lo ou na ocasião próxima de cair nele sem vontade de a evitar, não tem essas disposições necessárias e não pode tirar fruto algum do Sacrifício da santa Missa. 3. Há disposições de perfeição muito vantajosas e que produzem grandes fru- tos nas almas que as têm. E há também disposições e numerosas e de espé- cies muito diferentes que, todavia, podem ser reduzidas a duas principais de que dependem todas as demais. A 1ª e ter a alma desprendida de todo afeto até ao menor pecado. A 2ª é unir-se ao sacerdote em todas as partes e em to- das as orações da santa Missa, a fim de oferecer com ele este Sacrifício se- gundo a intenção da Igreja. Os que quiserem adquirir essas disposições de perfeição para assistir muito bem à santa Missa e participar com abundância deste santo Sacrifício, devem aplicar-se a não ofender a Deus deliberadamente, e vigiar muito sobre si mesmos para não cair nos pecados veniais um pouco sérios ou completamen- te voluntários. Também só devem vir a este santo Sacrifício com muita modéstia e profunda humildade e com toda a atenção interior e toda devoção possível e confor- mar-se nela às intenções do próprio Jesus Cristo. Um cristão revestido de Jesus Cristo e animado por seu espírito deve ir a este sacrifício com os mesmos sentimentos com que Jesus Cristo nele se oferece como vítima a seu Pai. Jesus Cristo se sacrifica todos os dias sobre o altar na santa Missa para render a seu Eterno Pai as homenagens que lhe são devidas. Precisamos unir-nos às santas intenções de Jesus Cristo e procurar ter os mesmos sentimentos dele que são: adorar a Deus, agradecer-lhe, pedir per- dão por nossos pecados e para alcançar as graças que nos são necessárias. Da maneira de se aplicar durante a santa Missa Durante a santa Missa podemos aplicar-nos de diferentes maneiras, contanto queseja de acordo com um dos quatros fins e intenções do Sacrifício, unindo-se à Igreja ecom o sacerdote. 1º Para adorar a Deus e reconhecê-lo como o soberano Senhor e Chefeabsoluto de todas as coisas. 2º Para agradecer a Deus os benefícios recebidos dele. 3ºPara obter o perdão dos próprios pecados. 4º Para pedir a Deus as graças que nos sãonecessárias. As orações que os assistentes fizerem durante a santa Missa com alguma destasintenções e com coração bem disposto, ser-lhes-ão muito úteis e lhes alcançarão muitasgraças, quer rezem vocalmente alguns Salmos ou fórmulas de Oração, quer rezem ape-nas de coração, pensando, por exemplo, na paixão de Nosso Senhor ou em algum outroMistério. Contudo é preciso ficar certo que a maneira mais de acordo com o espírito daIgreja para assistir a santa Missa é acompanhar o sacerdote nas partes principais que acompõem. Acompanha-se o sacerdote na santa Missa, por exemplo, pedindo perdão a Deusquando ele o pede, entrando em sentimentos de fé e de respeito diante da palavra deDeus quando lê a Epístola e o Evangelho, e oferecendo com ele o Sacrifício do Corpo edo Sangue de Jesus Cristo. 6
  7. 7. É conveniente então somente se ocupar com a vítima divina que está sendo ofe-recida por nós sobre o altar e oferecer-nos a nós mesmos. É isto que pretendemos ensinar aos fiéis pelos dois métodos seguintes e pelasorações que nelas estão inseridas, nas quais nos aplicamos a fazer entrar os que as reci-tarem com os sentimentos do sacerdote, e fazer que tomem parte em cada uma das açõesque ele realiza na santa Missa no momento em que as faz. Para que estes métodos sejam mais úteis aos que deles se servirem, e para quepossam mais facilmente entrar nas intenções do sacerdote, ao recitarem as orações queneles são propostas, pensamos instruir primeiro os fiéis nas cerimônias da santa Missa,desconhecidas por quase toda a gente, fazemo-lo dando a conhecer as orações que osacerdote reza e explicando as razões pelas quais ele as reza. #################### EXPLICAÇÃO DAS CERIMÔNIAS DA SANTA MISSA Da igreja A igreja é um lugar santo, destinado a realizar nele os exercícios da ReligiãoCristã. Os principais são prestar a Deus a honra que lhe é devida, oferecendo-lhe o Sa-crifício da santa Missa, publicando seus louvores e dirigindo a ele nossas orações. Nelase administram e recebem os sacramentos e se lê, se prega e se escuta a palavra deDeus. Da água benta Coloca-se água benta à entrada da igreja para nos fazer lembrar nosso Batismo,pelo qual nos tornamos Templos do Espírito Santo, e para nos chamar a atenção de que,assim que entramos na igreja, devemos purificar-nos por meio dessa água de nossasmenores faltas, a fim de que com nossa alma, purificada das mais insignificantes man-chas, possamos tornar-nos dignos de assistir à santa Missa e aos outros exercícios depiedade e de religião, com toda a pureza interior e exterior que lhe é devida. Da primeira parte da santa Missa Antigamente chamada Missa dos Catecúmenos A Missa compõe-se de duas partes principais. A primeira compreende tudo oque se faz desde o começo até o Ofertório e que antigamente se chamava Missa dosCatecúmenos. A segunda, desde o Ofertório até o fim, se chamava a Missa dos Fiéis.Todos podiam assistir a primeira parte da santa Missa, na qual se fazia a leitura da Es-critura sagrada e o pregação do santo Evangelho. Mas, terminado o sermão, os Catecú-menos, isto é, os que se preparavam para o Batismo, os Energúmenos, isto é, os posses-sos do demônio e os Penitentes que cumpriam penitência pública pelos pecados escan-dalosos cometidos, eram retirados da igreja. 7
  8. 8. Somente permaneciam na igreja os que estavam em condições de assistir ao Sa-crifício da santa Missa e julgados dignos de participar dela. Das velas Durante o sacrifício da santa Missa acendem-se velas para indicar o fogo da ca-ridade com que Jesus Cristo se imolou por nós, e com que devemos também assistir aseu Sacrifício. Do sacerdote revestido para celebrar a S. Missa Quando o sacerdote aparece para celebrar a santa Missa, deve ser consideradocomo representante de Jesus Cristo que carrega sua Cruz e vai oferecer-se à morte pornós. A santa Missa é a renovação, em memória, desse grande Sacrifício. Do Salmo “Judica me, etc” O sacerdote, ao pé do altar, se considera como uma banido, expulso do Paraíso eafastado de Deus pelo pecado. Nesse espírito ele recita o Salmo 42 que Davi compôsnum momento de exílio, para expressar a dor que sentia por estar longe do lugar em queDeus era adorado, e para se consolar pela esperança de sair desse exílio e louvar ainda oSenhor em seu Tabernáculo. Do “Confesso” Depois de ter recitado o Salmo “Judica”, faz a confissão de suas faltas e delaspede perdão a Deus; e já que, para realizar bem a ação que vai fazer, deve ter o coraçãopurificado não somente dos pecados mortais, mas das faltas mais leves até, então detestade todo coração todas as que cometeu para estar em condições de oferecer a Deus umSacrifício tão santo. O coroinha diz o Confesso com o sacerdote para pedir perdão a Deus não sópara si, mas para todos os assistentes, em nome dos quais fala. Estes devem então sentirno fundo do coração grande horror a seus pecados. Deus tu conversus, etc Terminada a confissão, o Sacerdote e os Fiéis se animam e encorajam mutua-mente pela confiança de que Deus quer conceder-lhes sua misericórdia e lhe manifestamsua gratidão. Ao subir ao altar, o sacerdote diz uma oração que expressa essa confiança. 8
  9. 9. Do beijo do altar Depois que o sacerdote subiu ao altar, ele beija-o para manifestar sua reconcilia-ção com Jesus Cristo, e sua reunião com a Igreja triunfante. Porque o altar representa aJesus Cristo crucificado e as relíquias que estão no altar das quais se fala na oração queo sacerdote reza ao beija-lo, representam os Santos que estão no céu, unidos a JesusCristo e constituem com ele o mesmo Corpo. Do intróito No início da santa Missa, o sacerdote primeiro reza uma antífona tirada em geralde algum salmo, que antigamente se rezava inteiro, para induzir os Fiéis à atenção e aofervor. Isto é o que se chama “Intróito”, isto é, a entrada ou começo da santa Missa.Todos os dias é diferente para estar de acordo com o mistério ou a festa que se celebra. Kyrie eleison O Kyrie eleison é uma oração em grego, que significa, Senhor, tende piedade denós. Ela se dirige às três pessoas da santíssima Trindade, e três vezes a cada uma, paraindicar a grande necessidade que temos da misericórdia de Deus, o ardente desejo deatraí-la sobre nós e de ser prontamente libertados do pecado, para nos dispor a este santoSacrifício. Glória in excelsis O glória in excelsis que se reza logo depois, tira seu nome do canto dos anjos,porque começa com as palavras que os anjos cantaram por ocasião do nascimento deJesus Cristo. O resto foi acrescentado pela Igreja. Neste cântico a Igreja expressa de maneira admirável o respeito que tem pelaMajestade de Deus, e o amor ardente que tem a Jesus Cristo. Ela o considera como oCordeiro que vai se imolar para ela neste santo Sacrifício e em vista disso lhe apresentatoda sorte de louvores a fim de o tornar favorável a si. Como este cântico está cheio de sentimentos de alegria, ele não se reza duranteos tempos de penitência, nem nas Missas celebradas para os defuntos Do beijo do altar Em seguida, o sacerdote beija o altar, para pedir a Jesus Cristo Nosso Senhor,como mediador entre Deus e os homens, a paz e a bênção de Deus para a transmitir de-pois aos fiéis, como mediador visível neste Sacrifício. Este beijo que o sacerdote dá aoaltar ele o dá por respeito e o dá cada vez que ele se volta para o povo. Dominus vobiscum Voltando-se para o povo, o sacerdote o saúda por estas palavras tiradas da sau-dação do Anjo à Santíssima Virgem. Com estas palavras deseja que Deus esteja por sua 9
  10. 10. graça com os que estão presentes, e que ele mesmo forme em seus corações o desejo dascoisas que a Igreja vai pedir para eles. Os assistentes respondem, et cum spiritu tuo, isto é, e também com o teu espírito,desejando que Deus anime com seu Espírito Santo as orações que o sacerdote vai ofere-cer como ministro da Igreja para todos os fiéis. Sacerdote e povo se saúdam assim reciprocamente várias vezes na santa Missa,para indicar a união que deve existir entre eles na celebração deste Sacrifício, e em es-pecial nas orações que o sacerdote faz e que o povo deve fazer com ele. Oremus Novamente voltado para o altar, o sacerdote diz Oremus, isto é, Rezemos. Poressas palavras o sacerdote adverte todos os fiéis a se unirem a ele para fazer a oraçãoque vai apresentar a Deus para eles. Da coleta Em seguida o sacerdote diz uma oração chamada coleta, porque ela é como oresumo e o conjunto do que a Igreja pede a Deus no ofício do dia, ou porque esta oraçãose faz em nome de todos os fiéis. Per Dominum nostrum Jesum Christum, isto é, PorJesus Cristo nosso Senhor. A Igreja termina suas orações por meio destas palavras, por-que Jesus Cristo é nosso mediador e nosso intercessor junto de Deus, e porque somenteele é quem apresenta nossas orações ao Eterno Pai, e nos alcança suas graças. Da epístola A epístola é uma leitura do antigo ou do novo testamento. Assim se chama elaporque muitas vezes é tirada de algum trecho das cartas (=epístolas) dos Santos Apósto-los. A Igreja, primeiro faz seus fiéis serem instruídos pela voz dos Profetas e dos Após-tolos para os dispor a ouvirem e gostarem das instruções do Filho de Deus no santo E-vangelho. Depois da epístola, os fiéis agradecem a Deus a instrução que acabam de re-ceber, por meio do Deo gratias, isto é, Graças a Deus. Do gradual O gradual é tirado de algum salmo que possa reanimar a devoção dos fiéis e foiinstituído para servir de preparação para a leitura do Evangelho. Munda cor meum: éuma oração que o sacerdote diz em voz baixa antes do Evangelho, para pedir a Deusque lhe purifique o coração e os lábios, para o tornar digno de anunciar o santo Evange-lho. Do Evangelho O Evangelho contém a Lei e a doutrina de Jesus Cristo; ele mesmo no-lo vemanunciar. O sacerdote lê nele todos os dias alguma coisa na santa Missa para dizer aosfiéis que não podem ter parte nos méritos de Jesus Cristo, nem aos frutos deste Sacrifí-cio, a não ser que façam profissão de observar a Lei e de praticar a doutrina. 10
  11. 11. Ao começar o santo Evangelho, o sacerdote e os assistentes depois dele, fazem osinal da Cruz na fronte, na boca e no peito para protestar diante de Deus de que vão im-primir em seu coração e confessar de boca o Mistério da Cruz, anunciado no Evangelho,e que não terão vergonha de lhe prestar homenagem nessas ocasiões. Escuta-se o Evangelho de pé para dizer que se está pronto a obedecer a tudo oque Jesus Cristo nele nos ordena e guardar dele as menores palavras mesmo se custar avida. Credo in unum Depois da leitura do santo Evangelho, recita-se o Credo para fazer profissãopública de que se crê firmemente as verdades que foram lidas e todas as que estão con-tidas no santo Evangelho. Depois do Credo o sacerdote diz Dominus vobiscum, paradesejar aos fiéis assistentes a graça de que precisam para crer os Mistérios e praticar asmáximas do santo Evangelho e para oferecer com ele em espírito o que deve ser ofere-cido no Sacrifício. Da segunda parte da santa Missa Antigamente denominada Missa dos Fiéis A segunda parte da santa Missa, chamada Missa dos Fiéis, começa com o Ofer-tório e contém três partes: a oblação, a consagração e a comunhão. Da oferta Era uma prática universal na primitiva Igreja que os assistentes da santa Missatambém nela comungavam ordinariamente. Por isso todos iam apresentar ao sacerdote opão que devia servir para ser consagrado. Também isto servia para dar a entender quetodos formavam um mesmo corpo com Jesus Cristo e com todos os fiéis, e que queriampermanecer nessa união, e entrar com eles em participação do santo Sacrifício que osacerdote iria oferecer. Queriam também oferecer-se em espírito com Jesus Cristo, cujoCorpo devia ser consagrado nos pães oferecidos. Dentre todos esses pães o sacerdote pegava apenas um para ser mudado no corpode Jesus Cristo, o que ainda era mais um sinal de que os fiéis representado por esse pãoeram todos incorporado com Jesus Cristo. Do pão bento Como o número de comungantes diminuiu muito, a Igreja permitiu aos fiéis tro-carem em dinheiro a oferta de pão que traziam para a consagração, e instituiu a oferta deum pão que o sacerdote benze para depois ser dividido em pedaços, para serem distribu-ídos entre os assistentes, e eles os devem consumir imediatamente com muito respeito.Essa prática foi instituída para suprir, de alguma forma, tanto a antiga oferta, como acomunhão que os assistentes tomavam depois que o sacerdote a tinha tomado na santaMissa, e para manifestar a união entre os fiéis, significada pelo único pão que é ofereci-do em nome de todos, do qual partilharam todos, e do qual todos comem ao mesmotempo, por espírito de união entre si, e de participação espiritual com o Sacrifício. 11
  12. 12. Do Ofertório Enquanto o sacerdote recebe as ofertas dos fiéis, o coro canta uma antífona,chamada Ofertório, para testemunhar a Deus a alegria com que os assistentes lhe ofere-cem seus bens que dele receberam. Depois que o sacerdote recebeu as ofertas dos fiéis, ele as apresenta a Deus elhas oferece em separado e em seguida conjuntamente por uma mesma oração. O pãoque oferece sobre a patena está em lugar de tudo o que lhe foi oferecido realmente, ouem espírito pelo povo, e representa todos os cristãos que devem ser imolados como in-corporados que estão ao Corpo de Jesus Cristo por este Sacrifício. Por isso, o sacerdotedeclara que faz esta oferta para todos os fiéis mortos e vivos, e especialmente por aque-les que assistem a santa Missa. O sacerdote oferece o pão e o vinho que está no cálice,mantendo-os erguidos, segundo a maneira de oferecer tal como está prescrita no AntigoTestamento, para significar por essa cerimônia, que o pão e o vinho cessam de ser al-guma coisa de comum, mas recebem uma santidade especial depois de apresentados aDeus e destinados a um uso santo e sagrado. Dos sinais de cruz antes da Consagração Desde o ofertório até a Consagração, o sacerdote faz freqüentes sinais da cruzsobre o pão e o vinho, para os benzer conforme o costume da Igreja, que só benze pelosinal da cruz, fonte de todas as bênçãos e de todas as graças que os homens podem rece-ber de Deus. Do lava-mãos Depois do ofertório o sacerdote se lava as mãos para significar que é precisopurificar-se da menores imperfeições para se tornar digno deste santo Sacrifício, e queos que voluntariamente permanecem nas menores faltas, não são tão puros quanto Deusos deseja para lhe oferecerem este Sacrifício. Ele não se lava as mãos completamente, como o faz antes de começar a santaMissa, mas somente a extremidade dos dedos, para significar que então somente precisapurificar-se das faltas mais leves, e que é preciso ter tirado os pecados mortais, antes dese apresentar para oferecer este Sacrifício, e ter renunciado ao menos de afeição a elespara assistir a ele de maneira útil. Orate, fratres Quando o sacerdote ofereceu secretamente o pão e o vinho, ele se volta para opovo e diz Orate, fratres, isto significa, Orai, irmãos, para que meu e vosso sacrifícioseja agradável a Deus. Quando os assistentes responderam, o sacerdote se volta denovo para o altar para pedir a Deus essa graça para si e para eles, por meio de uma ora-ção chamada Secreta, porque é recitada em voz baixa, exceto as últimas palavras emque levanta a voz, para obter dos assistentes seu consentimento que lhe dão pela acla-mação ordinária: Amém, que significa, que assim seja. 12
  13. 13. Do prefácio Depois da oração secreta segue o prefácio, que assim é chamado porque é a a-bertura do cânon da Missa e a preparação geral, em que o sacerdote e os assistentes seunem para se disporem ao Sacrifício. Sursum corda, quer dizer, ao alto os corações. Os assistentes respondem Nossocoração está no Senhor. Pelas palavras sursum corda, corações ao alto, o sacerdoteadverte os assistentes para que se preparem ao Sacrifício pela elevação de seus cora-ções a Deus e para isso que se separem de todas as criaturas, afastem de seu espírito ede seu coração todas as distrações que poderiam impedir-lhes a atenção, de pensar so-mente em Deus, e nos santos Mistérios que devem ser sua única ocupação e único obje-to de sua veneração e respeito. Pelas palavras Habemus ad Dominum, nossos corações estão no Senhor, os as-sistentes testemunham publicamente que seus corações estão na disposição que Deuspede deles através da boca do sacerdote. Em seguida, o sacerdote concita os assistentes a reconhecer que foi Deus quepôs seu coração nesse estado e que eles lhe devem agradecer por isso. Mas como sequisesse dar-lhes a entender que os louvores do povo são pouca coisa, para reconhecer agrandeza de Deus, o sacerdote os convida a se unirem a Jesus Cristo e oferecerem aDeus as ações de graça eternas que recebe dele e assim unir-se aos anjos e louvar aDeus com eles. É o que fazem os assistentes nas Missas solenes, ao cantar este hinocélebre, que Isaías ouviu os Serafins a cantar: Sanctus, Sanctus, Sanctus Dominus DeusSabaoth. Santo, santo, santo o Senhor Deus dos Exércitos. O céu e a terra estão cheiosde sua glória e de sua majestade. Acrescentam a isso as aclamações que o povo de Je-rusalém gritava a Jesus Cristo, quando entrou triunfante naquela grande cidade. É assimque os anjos e os homens se unem a Jesus Cristo para oferecer nele seus louvores e suasações de graça ao Eterno Pai. Do cânon O que vem depois do prefácio chama-se cânon, isto é, Regra, e se chama assimporque é a regra e a ordem que a Igreja observa na celebração do Sacrifício, e que nãomuda como as demais partes da santa Missa, que variam de acordo com as festas ou osmistérios. Te igitur e Memento No começo do cânon o sacerdote se dirige primeiro a Deus Pai e lhe oferece oSacrifício por Jesus Cristo seu Filho, que é o sacerdote principal da Missa, pois dele éque os sacerdotes da Igreja são apenas ministros. Apresenta-lhe em seguida as necessi-dades da Igreja e lhe recomenda as pessoas pelas quais vai oferecer o Sacrifício: pois,embora seja oferecido por toda a Igreja, sempre se faz uma memória particular de algu-mas pessoas pelas quais é muito importante rezar, a saber o papa os bispos do lugar, osimperadores, os reis e príncipes, e os que se recomendaram às orações da Igreja ou quederam alguma esmola a seus ministros. 13
  14. 14. Communicantes Assim que o sacerdote rezou e ofereceu o Sacrifício por toda a Igreja da terra porJesus Cristo, que é sua cabeça, ele se une aos principais santos que estão no céu, à san-tíssima Virgem, aos santos apóstolos, aos primeiros papas, e a alguns outros santos már-tires de quem implora a proteção, com o fim de mostrar a unidade inseparável que existeentre a Igreja da terá e a do céu. Hanc igitur Depois disso o sacerdote estende as mãos sobre o pão e sobre o cálice, como ossacerdotes da antiga aliança as impunham antigamente sobre as vítimas que iam imolar,para dizer que eles mesmos se oferecem com elas, e que as vítimas eram oferecidas emseu lugar. Esta imposição das mãos quer significar, com efeito, a união do sacrificador coma hóstia, e o sacerdote, por essa ação, mostra que quer se imolar a Deus com Jesus Cris-to, quanto lhe é possível. É o que os assistentes devem fazer em espírito com o sacerdo-te e pedir a Deus com ele que receba esse testemunho de servo. Da Consagração e da Elevação Depois desta união a Jesus Cristo, o sacerdote realiza a ação principal do Sacri-fício, que é a Consagração e para isso, repete tudo o que Jesus Cristo fez e disse quandoinstituiu este santo Mistério. E, seguindo o seu exemplo, consagra o pão e o vinho damesma maneira e com as mesmas palavras que Jesus usou. No momento em que o sa-cerdote pronuncia as palavras sagradas, o pão e o vinho são transformados no Corpo eno Sangue de Jesus Cristo. Logo depois da consagração o sacerdote adora de joelhos a Hóstia e o Sangueque está no cálice, e os levanta para os mostrar aos assistentes para que adorem estesagrado mistério. E como é para representar a elevação do Corpo de Jesus Cristo nacruz, também é para apresentar esta divina Hóstia a Deus Pai que reina no céu. Dos sinais da cruz depois da consagração Depois da consagração, o sacerdote faz várias vezes o sinal da santa cruz sobe ahóstia e sobre o cálice e com a hóstia sobre o cálice e sobre o altar para nos significarque foi pelo suplício da Cruz que esta hóstia foi imolada e sacrificada a Deus Pai, paraprestar-lhe uma honra infinita, que todas as criaturas juntas não poderiam lhe prestar. Unde et memores Depois da elevação do cálice, o sacerdote faz uma nova oblação a Deus Pai, doCorpo e do Sangue de Jesus Cristo, para completar por meio de palavras o que acaboude realizar por meio de ação. Oferece então este Sacrifício como ofereceu o pão e o vi-nho em memória da Paixão, da Ressurreição e da Ascensão de Jesus Cristo porque estestrês santos mistérios foram as fontes de nossa salvação; oferece-o também em nome daIgreja, como acabou de oferecê-lo em nome de Jesus Cristo em lugar e em nome doqual realizou a consagração. 14
  15. 15. Supra quae O sacerdote pede a Deus por meio destas palavras que receba com agrado o Sa-crifício que lhe é apresentado, já que quis aceitar os sacrifícios de Abel, de Abrão e deMelquisedec, que eram somente figuras deste sacrifício. Supplices te rogamus Por meio destas palavras o sacerdote pede a Deus que este santo Sacrifício sejalevado para o grande altar de Deus através de seu santo Anjo, para ser oferecido porJesus Cristo em pessoa. Quer significar por esta oração que se reconhece indigno deoferecer a Deus um Sacrifício tão augusto, e pede a Deus Pai queira receber benigna-mente de suas mãos aquele que é seu Filho e porque ele é o principal sacerdote desteSacrifício também é o único digno de o apresentar a seu Pai, e nos obter infalivelmentesuas graças e suas bênçãos. Segundo memento No segundo memento, o sacerdote oferece o Sacrifício pelas almas que estão noPurgatório, segundo o costume que sempre foi praticado na Igreja, especialmente poraquelas pelas quais tem obrigação especial de se lembrar, e pede a Deus que lhes conce-da o fruto deste santo Sacrifício. Nobis quoque peccatoribus Ao dizer estas palavras, o sacerdote se inclina e bate-se no peito, implorando amisericórdia de Deus, tanto por si mesmo quanto pelos assistentes, e reconhecendo quenão temos méritos que nos sejam próprios, pede a Deus, pelos méritos de Jesus Cristo,que receba um dia os fiéis vivos e também os falecidos na companhia dos santos no céucuja intercessão implora. Per quem haec omnia Por estas palavras o sacerdote reconhece que somente por meio de Jesus Cristo eem Jesus Cristo o Pai Eterno pode receber a glória que lhe é devida, especialmente nesteSacramento e neste Sacrifício. Por isso, ao mesmo tempo que as pronuncia, eleva oCorpo e o Sangue de Jesus Cristo, para prestar por este ato e pelo próprio Jesus Cristo, àsantíssima Trindade uma honra digna de sua soberana majestade. Depois desta ação, o sacerdote deseja que os assistentes como ele, se unam aJesus Cristo, para entrar em participação na honra que presta a Deus Pai, e ergue a vozao dizer como no início do prefácio, Per omnia saecula saeculorum, Por todos os sécu-los dos séculos, palavras que significam que é preciso dar eternamente esta glória aDeus. Os fiéis respondem Amém e estas palavras são o fim do cânon, como o foram doseu começo. 15
  16. 16. Pater noster É por esta oração que começa a última parte da Missa dos fiéis, que é a Comu-nhão, a qual contém o fruto e a consumação do Sacrifício. O sacerdote, antes de recitaro Pater, considerando que Jesus Cristo nos manda nesta oração chamar a Deus de Pai ede lhe pedir nessa qualidade, tanto para si como para a Igreja, os bens do corpo e daalma, da vida presente e da eterna, e reconhecendo-se indigno para isso, declara queousa chamar Deus “seu Pai” e pedir-lhe tantas coisas boas, com inteira confiança deobtê-las, não somente em razão do mandamento de Jesus Cristo, mas também por causada própria forma das palavras que ele nos prescreveu. O sacerdote reza em voz alta esta oração, que se chama Oração Dominical, por-que para os assistentes como para si mesmo é que a reza. Instruída por Jesus Cristo em pessoa como o sacerdote o declara, a Igreja pede aDeus nesta oração o pão de cada dia, isto é, o alimento corporal, mas muito mais ainda oda alma, que é a Eucaristia. Por isso, quando o sacerdote diz as palavras o pão nosso decada dia nos daí hoje, o diácono toma a patena e erguendo-a, mostra-a ao povo paradizer que se vai começar a distribuir a comunhão, e entregando-a depois ao celebranteeste deita nela todas as hóstias para as distribuir aos que devem comungar. Esta patenafaz o papel de prato, no qual antigamente era oferecido o pão que os fiéis tinham apre-sentado. Libera nos O sacerdote faz secretamente esta oração pela qual pede a Deus a paz, mas umapaz contínua e inalterável. Convida também o povo a pedi-la com ele erguendo a vozpor estas palavras. Per omnia saecula saeculorum. Por todos os séculos dos séculos. Aque os assistentes respondem: Amém! A fração da hóstia No fim desta oração, o sacerdote rompe a hóstia em três partes. Esta divisão o-cupa o lugar da que se fazia antigamente com o pão que tinha sido consagrado, que eradividido em três partes, uma parte era para o sacerdote; a segunda, para os comungan-tes, e a terceira para o viático, que se conservava na igreja como ainda hoje se faz paraos doentes. Agnus Dei e Domine Jesu Christe Em seguida os assistentes unidos ao sacerdote pedem a Jesus Cristo a paz com ocanto ou a recitação três vezes do Agnus Dei, para mostrar a Deus o desejo que têm de aobter ou conservar. Enquanto se canta, o sacerdote diz em voz baixa outra oração, pelaqual pede ainda e com instância, a Jesus Cristo que não considere seus pecados para lherecusar a paz, mas lha conceda em vista da fidelidade de sua Igreja. O sacerdote e o povo pedem a Deus a paz com tanta insistência antes da santacomunhão porque a paz é uma das principais disposições para este Sacramento, que éum sacramento de união e caridade, e para cumprir esta palavra de Jesus Cristo, quemanda reconciliar-se com seu irmão antes de oferecer sua oferta no altar. 16
  17. 17. Do beijo da paz Depois de ter rezado esta oração que segue o Agnus Dei, o sacerdote beija o altarcomo para receber a paz de Jesus Cristo representado pelo altar. Depois beija um ins-trumento de paz que o diácono lhe apresenta, instrumento que é levado a todos os Assis-tente para ser beijado com as palavras: Pax vobis. A paz esteja convosco. Antigamente o sacerdote, em vez de beijar o altar, beijava a hóstia que estavasobre o altar a fim de receber a paz de Jesus Cristo; abraçava depois o diácono com aspalavras A paz esteja convosco; o diácono abraçava o subdiácono que a levava ao cleropara o beijo de paz, com as mesmas palavras. Todos os fiéis se abraçavam também e sebeijavam uns aos outros com um beijo que são Paulo denominava de Beijo santo. AIgreja quer nos ensinar por estas duas cerimônias que, para ter a paz com Deus, é preci-so tê-la entre os homens e que, a pessoa que conserva em seu coração algum ódio con-tra seu irmão, é indigno não somente de receber a comunhão, mas até de assistir a santaMissa. Da comunhão Enquanto se dá o beijo da paz, o sacerdote se dispõe para a comunhão por duasorações que reza uma depois da outra e em voz baixa. Em seguida comunga depois deprotestar sua indignidade pelas palavras Domine, non sum dignus. Senhor, eu não soudigno. E, tomando o cálice, distribui a comunhão aos assistentes, para significar que osacerdote e o povo participam do mesmo Sacrifício, tomam a mesma refeição espirituale estão todos reunidos em torno de uma mesma mesa. Com este gesto dá a conhecersuficientemente que deve dar de comer aos fiéis com a sua abundância. O sacerdote diz Dominus vobiscum, para significar que deseja com ardor queJesus Cristo permaneça eternamente com os fiéis por sua graça e por seu espírito. Enquanto o sacerdote comunga, canta-se uma antífona, que se chama Comu-nhão, para agradecer a Deus em nome de toda a Igreja os bens recebidos dele e em es-pecial pela comunhão deste momento, pela qual reuniu todos os seus membros, e parapedir a Deus que este Sacramento produza nos fiéis que a receberam, os frutos que de-vem esperar dele. No fim da santa Missa, o sacerdote, e o diácono nas Missas solenes, diz, Ite,Missa est, o que significa, Ide, a Missa acabou. Por estas palavras o sacerdote adverteque a missa acabou e os fiéis respondem com sentimento de gratidão, Deo gratias, istoé, damos graças a Deus. Em seguida o sacerdote, antes de saírem, dá aos assistentes a bênção pedindo aomesmo tempo que Deus derrame sobre eles a abundância de suas graças, que os aben-çoe espiritual e temporalmente, para que durante o dia não cometam alguma ação sem aassistência de sua graça e nada de desagradável lhes aconteça em seus negócios e traba-lhos. Do Evangelho de São João Quando a Missa acabou completamente e o povo recebeu a bênção, o sacerdotediz o começo do Evangelho de São João que expressa de maneira melhor do que os ou-tros a divindade de Jesus Cristo, com o fim de mostrar seu reconhecimento por esta vidadivina com a qual foi animado com Jesus Cristo e em Jesus Cristo durante a celebraçãodo Sacrifício e para mostrar a Deus seu desejo e lhe pedir sua graça para continuar a 17
  18. 18. viver desta vida divina, de se deixar conduzir pelas impressões de Jesus Cristo, e pelosmovimentos de seu espírito. Ao expressar este sentimento de gratidão e de aniquilamen-to diante de Deus, o sacerdote dobra os joelhos ao dizer as palavras Et Verbum carofactum est et habitabit in nobis, isto é E o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Também para dizer que quer ser animado por esta vida divina, mesmo fora doSacrifício é que reza este Evangelho depois que a Missa acabou e que em muitos luga-res ele o reza ao voltar do altar para a sacristia. ****************** ORAÇÕES DURANTE A SANTA MISSA Tiradas do Ordinário da Missa ============ Ao entrar na igreja Salmo 841 Como são amáveis tuas moradas, Senhor dos exércitos! Minha alma desfalece e suspira pelo átrios do Senhor. Meu coração e minha carne exultam no Deus vivo. Até o pássaro encontra casa e a andorinha o ninho, onde pôr os filhotes, junto a teus altares, Senhor dos exércitos, meu rei e meu Deus. Feliz quem mora em tua casa: sempre canta teus louvores. Feliz quem encontra em ti sua força e decide no seu coração a santa viagem. Passando pelo vale do pranto, transforma-o numa fonte e a primeira chuva o cobre de bênçãos. Cresce seu vigor ao longo do caminho, e Deus lhes aparece em Sião. Senhor, Deus dos exércitos, ouve minha prece, presta atenção Deus de Jacó.1 O original indica erroneamente Salmo 13: é Salmo 84 - Nota do Tradutor. 18
  19. 19. Vê, ó Deus, nosso escudo, olha o rosto do teu consagrado. Para mim um dia nos teus átrios vale mais que mil em outro lugar; estar na porta da casa do meu Deus é melhor que morar nas tendas dos ímpios. Porque sol e escudo é o Senhor Deus; o Senhor concede graça e glória, não recusa o bem a quem caminha com retidão. Senhor dos exércitos, feliz o homem que em ti confia. (A tradução dos Salmos é tirada da edição da CNBB) Quando o sacerdote está ao pé do altar Salmo 43 Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém Irei ao altar de Deus, ao Deus que é minha alegria e meu júbilo. Faze-me justiça, ó Deus, defende minha causa contra o povo infiel; livra-me de quem é mentiroso e enganador. Pois tu és, ó Deus, a minha fortaleza, por que me rejeitas? Por que ando triste, oprimido pelo inimigo? Envia tua luz e tua fidelidade: que elas me guiem, me conduzam ao teu monte santo, à tua morada. Irei ao altar de Deus, ao Deus que é minha alegria e meu júbilo, e te darei graças na cítara, Deus, meu Deus. Por que estás triste, minha alma? Por que gemes dentro de mim? Espera em Deus, ainda poderei louva-lo, a ele, que é a salvação do meu rosto e meu Deus. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo em todos os séculos dos séculos assim como era no princípio agora e sempre. Irei ao altar de Deus, ao Deus que é minha alegria e meu júbilo. Nosso auxílio está no nome do Senhor que fez o céu e a terra. Confiteor Eu pecador me confesso a Deus todo-poderoso, à bem-aventurada sempre Vir-gem Maria, ao bem-aventurado São Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado São João Ba-tista, aos santos apóstolos São Pedro e São Paulo, a todos os santos e a vós, padre, que 19
  20. 20. pequei muitas vezes por pensamentos, palavras e obras, por minha culpa, minha culpa,minha máxima culpa. Portanto, peço e rogo à bem-aventurada sempre Virgem Maria, aobem-aventurado São Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado São João Batista, aos santosApóstolos São Pedro e São Paulo, a todos os santos e a vós, padre, rogueis por mim aoSenhor, nosso Deus. Misereatur. Compadeça-se de vós o Deus onipotente e, perdoados os vossospecados, vos conduz à vida eterna. Amém. Indulgentiam. Indulgência, absolvição e remissão dos nossos pecados nos con-ceda o Senhor onipotewnte e misericordioso. Amém. Deus tu conversus. Ó Deus, voltando-vos a nós, dar-nos-eis vida e vosso povo sealegrará em vós. Ostende nobis. Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia. E dai-nos a vossa sal-vação que nos fazeis esperar. Domine, exaudi. Senhor, ouvi a minha oração. E o meu clamor chegue até vós. Dominus vobiscum. O Senhor seja convosco e que ele reze em vós. Quando o sacerdote sobe ao altar Oremos Afastai de nós, Senhor, vos rogamos, as nossas iniqüidades, para merecermosentrar no santo dos santos com as almas purificadas. Por Jesus Cristo Nosso Senhor.Amém. Quando o sacerdote beija o altar. Senhor, nós vos rogamos pelos merecimentos dos vossos santos, cujas relíquiasaqui estão e de todos os santos, que vos digneis perdoar todos os nossos pecados. A-mém. Intróito Salmo 14 Senhor, que pode habitar na tua tenda? Quem pode morar no teu santo monte? Aquele que vive sem culpa, age com justiça e fala a verdade no seu coração; que não diz calúnia com sua língua, não causa dano ao próximo e não lança insulto ao vizinho. A seus olhos é desprezível o malvado, mas ele honra quem respeita o Senhor. Mesmo se jura com prejuízo para si, não muda; se empresta dinheiro é sem usura, e não aceita presentes para condenar o inocente. Quem agir deste modo ficará firme para sempre. 20
  21. 21. Se este salmo for longo demais, para recita-lo inteiro num dia, enquanto o sa- cerdote reza o intróito, deve-se repetir no dia seguinte o primeiro versículo e depois se dirá o versículo em que se parou no dia anterior, acrescentando no i- nício deste versículo “Aquele que vive…”, como o segundo versículo. Kyrie, eleison Cada uma das orações abaixo se repete três vezes. Senhor, tende piedade de nós. Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Glória in excelsis Glória a Deus nas alturas e na terra paz aos homens de boa vontade. Nós voslouvamos. Nós vos bendizemos. Nós vos adoramos. Nós vos glorificamos. Nós vos da-mos graças por vossa grande glória, Senhor Deus, Rei do céu, Deus Pai onipotente. Se-nhor, Filho unigênito, Jesus Cristo. Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho do Pai. Vósque tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós. Vós que tirais os pecados domundo, acolhei a nossa deprecação. Vós que estais à direita do Pai, tende piedade denós. Porque só vós sois santo, só vós sois Senhor, só vós Altíssimo, Jesus Cristo. Com oEspírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém. Dominus vobiscm. O Senhor esteja con-vosco. Que o vosso Espírito, Senhor esteja sempre conosco. A coleta Ó Deus onipotente e infinitamente bom, desviai de nós, por vossa misericórdia,tudo o que pode ser contrário a nossa salvação, para que não havendo nada no corpo ena alma que impeça de ir até vós, cumpramos com grande liberdade de espírito tudo oque é de vosso serviço. É o que pedimos por Jesus Cristo, Nosso Senhor, que convoscovive e reina em unidade com o Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém. Da Epístola de S. Paulo aos Romanos. Cap. 12. 1 Eu vos exorto, Irmãos, pela misericórdia de Deus, a vos oferecerdes em sacrifí-cio vivo, santo e agradável a Deus: este é vosso verdadeiro culto. 2 Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando vossamaneira de pensar e julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, asaber, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito. 9 O amor seja sincero. detestai o mal, apegai-vos ao bem. 10 Que o amor fraterno vos una uns aos outros, com terna afeição, rivalizando-vosem atenções recíprocas. 11 Sede zelosos e diligentes, fervorosos de espírito, servindo sempre ao Senhor. 12 Alegres na esperança, fortes na tribulação, perseverantes na oração. 13 Mostrai-vos solidários com os santos em suas necessidades, prossegui firmesna prática da hospitalidade. 14 Abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis. 15 Alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram. 21
  22. 22. 16 Mantende um bom entendimento uns com os outros; não sejais pretensiosos,mas acomodai-vos às coisas humildes. Não vos considereis sábios aos próprios olhos. 17 A ninguém pagueis o mal com o mal. Empenhai-vos em fazer o bem diante detodos. 18 Caríssimos, não vos vingueis de ninguém, mas cedei o passo à ira de Deus,porquanto está escrito: “A mim pertence a vingança, eu retribuirei, diz o Senhor”. Pelocontrário, “se teu inimigo estiver com fome, dá-lhe de comer, se estiver com sede, dá-lhede beber. Agindo assim, estarás amontoando brasas sobre sua cabeça”. 19 Não te deixes vencer elo mal, mas vence o mal pelo bem. Se esta Epístola for longa demais, deve-se ler cada vez somente quanto se pu-der, e continuar no dia seguinte, ou então se pode dividir em duas partes e ler um diaaté o versículo 15 e no dia seguinte, a partir do versículo 15 até o fim. Gradual ou Tracto Salmo 118 Felizes os que procedem com retidão, os que caminham na lei do Senhor. Felizes os que guardam seus testemunhos e o procuram de todo o coração. Não cometem iniqüidade, andam por seus caminhos. Promulgaste teus preceitos para serem observados fielmente. Sejam seguros meus caminhos para eu guardar os teus estatutos. Quero observar teus estatutos; não me abandones jamais. Seqüência do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo S. Lucas (Cap. 6) 20 Jesus levantou o olhar para os seus discípulos e disse-lhes: “Felizes vós, os po-bres., porque vosso é o Reino de Deus! 21 Felizes vós que agora passais fome, porque sereis saciados! Felizes vós queagora estais chorando, porque haveis de rir! 22 Felizes sereis quando os homens vos odiarem, expulsarem, insultarem e amal-diçoarem o vosso nome por causa do Filho do Homem. 23 Alegrai-vos, nesse dia, e exultai, porque será grande a vossa recompensa nocéu, pois era assim que os seus antepassados tratavam os profetas. 24 Mas ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! 25 Ai de vós que agora estais fartos, porque passareis fome! Ai de vós que agoraestais rindo, porque ficareis de luto e chorareis! 26 Ai de vós quando todos falarem bem de vós, pois era assim que seus antepas-sados tratavam os falsos profetas. 27 A vós, porém, que me escutais, eu digo amai os vossos inimigos e fazei o bemaos que vos odeiam. 28 Falai bem dos que falam mal de vós e orai por aqueles que vos caluniam. 29 Se alguém te bater numa face, oferece também a outra. E se alguém tomar oteu manto, deixa levar também a túnica. 30 Dá a quem te pedir e, se alguém tirar do que é teu, não peças de volta. 31 Assim como desejais que os outros vos tratem, tratai-os do mesmo modo. 22
  23. 23. 32 Se amais somente aos que vos fazem o bem, que generosidade é essa? Até ospecadores amam aqueles que os amam. 33 E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem, que generosidade é essa?Os pecadores também agem assim. 34 E se prestais ajuda somente àqueles de quem esperais receber, que generosida-de é essa? Até os pecadores prestam ajuda aos pecadores, para receberem o equivalente. 35 Amai os vossos inimigos, fazei o bem e prestai ajuda sem esperar coisa algumaem troca. Então, a vossa recompensa será grande. Sereis filhos do Altíssimo, porque eleé bondoso também para com os ingratos e maus. Se este Evangelho for longo demais, somente se lerá, cada vez, o que se puderler, e se continuará no dia seguinte, ou então, se poderá dividi-lo em duas partes e sóler num dia até o versículo 29 e no dia seguinte, a partir do versículo 29 até o fim. O Símbolo do Concílio de Nicéia Creio em um só Deus, Pai onipotente, Criador do céu e da terra, de todas as coi-sas visíveis e invisíveis; e em Jesus Cristo, um só Senhor, Filho de Deus unigênito. Enascido do Pai antes de todos os séculos. Deus de Deus, luz de luz, Deus verdadeiro, deDeus verdadeiro. Gerado, não criado, consubstancial ao Pai, por quem todos as coisasforam feitas. O qual por nós, homens e para nossa salvação, desceu dos céus. E encar-nou-se pelo Espírito Santo, de Maria Virgem e se fez homem. Foi também crucificadopor nós; sob Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado. E ressuscitou ao terceiro dia, se-gundo as Escrituras, e subiu ao céu, está sentado à direita do Pai. E novamente há de vircom glória a julgar os vivos e os mortos; e seu reino não terá fim. E creio no EspíritoSanto, Senhor e vivificador, que procede do Pai e do Filho, que com o Pai e o Filho éjuntamente adorado e glorificado; que falou pelos profetas. E creio na Igreja, una, santa,católica e apostólica. Confesso um só batismo para a remissão dos pecados. Espero aressurreição dos mortos e a vida do século futuro. Assim é: esta é a verdade. Dominus vobiscum. Senhor, que o vosso espírito sempre esteja conosco. Ofertório Oremos. Dn 3. Recebei, Senhor este Sacrifício de nós mesmos, que vos oferecemos hoje, rece-bei-o com olhar favorável, vós que nunca deixais que sejam confundidos os que colo-cam sua confiança em vós. Oblação do pão Eu vos ofereço, ó meu Deus, o pão que deve ser mudado no cropo de Jesus Cris-to, vosso Filho, que é vítima preparada para o sacrifício, vítima imaculada e sem man-cha. Aceitai, santo Pai, onipotente, eterno Deus, esta hóstia imaculada, que eu, vossoindigno servo, ofereço a vós, meu Deus vivo e verdadeiro, por meus inumeráveis peca-dos, ofensas e negligências, e por todos os circunstantes, mas também por todos os fiéiscristãos vivos e defuntos, a fim de que aproveite a mim e a eles para a salvação e à vidaeterna. Amém. 23
  24. 24. Ao misturar a água e o vinho Deus, que maravilhosamente criastes a natureza humana e mais maravilhosa-mente a reformastes, pela mistura desta água e vinho feita pelo sacerdote dai-nos, parti-ciparmos da divindade daquele que se dignou participar da nossa humanidade, JesusCristo, vosso Filho, Nosso Senhor, que convosco vive e reina em unidade do EspíritoSanto, Deus, por todos os séculos dos séculos. Amém. Oblação do vinho Ó meu Deus, toda a Igreja, ao reconhecer o efeito do sangue de vosso Filho, der-ramado no Calvário, se une para vos oferecer o vinho que deve ser mudado no própriosangue de Jesus Cristo neste Sacrifício; e ela vos pede que esta oferta suba até vós e vosseja agradável e que, quando este sangue estiver no santo altar, seja tão salutar como ofoi no Sacrifício da Cruz. Ao lavar as mãos Salmo 26, 6-12 Lavo na inocência minhas mãos e rodeio o teu altar, Senhor, para fazer ressoar vozes de louvor e para narrar todas as tuas maravilhas. Senhor, gosto da casa onde moras e do lugar onde reside a tua glória. Não me arrastes junto com os pecadores não destruas minha vida com os sanguinários, pois nas mãos deles está a perfídia, sua mão direita está cheia de suborno. Porém meu caminho é reto; resgata-me e tem misericórdia. Meu pé se apóia em terra plana; nas assembléias bendirei ao Senhor. Suscipe, Sancta Trinitas Recebei, ó Trindade santa, esta oblação que vos oferecemos em união com todosos vossos Santos, para ser transformada no Corpo e no Sangue de Jesus Cristo vossoFilho. Temos motivo de esperar que serão bem recebidos por vós esses dons, pois nósvo-los oferecemos em memória dos mistérios, da Paixão, da morte, da ressurreição e daAscensão gloriosa do mesmo Jesus Cristo, fonte de nossa santificação. Orate, fratres Ó meu Deus, nós nos unimos todos ao sacerdote para pedir que aceiteis o Sacri-fício de vosso Filho e o nosso. É para vos render glória e honra que vo-lo apresentamos.Fazei que seja útil para nossa salvação e para a santificação de vossa Igreja. 24
  25. 25. A secreta Senhor, ouvi favoravelmente e atendei as nossas orações e as de vosso povo.Suplicamos que aceiteis a oferta que vos fizemos e convertei nossos corações para vós.Desapegai-nos também das afeições da terra, de modo que somente tenhamos desejosdo céu. É o que pedimos por Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina convosco naunidade com o Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém. Prefácio Que o vosso espírito, Senhor, sempre esteja conosco e que seja ele quem reza emnós. Elevamos nossos corações até Deus e que sejam sempre ocupados por ele. Ren-demos graças por todos os seus benefícios. É muito justo, razoável e muito vantajoso para nós reconhecer em todo tempo eem todos os lugares as bondades de Deus para conosco. Mas é por Jesus Cristo que de-vemos louvar e agradecer-vos, Senhor, infinitamente santo, todo-poderoso e eterno, porele é que os anjos louvam vossa imensa majestade, as dominações vos adoram, as po-tências se prostram diante de vós. Por isso é que as forças celestes e os bem-aventuradosserafins se unem para vos render glória em transportes de alegria. Permiti, Senhor, queunamos nossas vozes para vos dizer num profundo sentimento de humildade e respeito:Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus dos exércitos, o céu e a terra estão cheios de suaglória e majestade. Te, igitur Meu Deus, que sois um Pai cheio de bondade e ternura para com vossos filhos,nós vos pedimos, por Jesus Cristo nosso Senhor, que abençoeis e santifiqueis os dons,preparados para o Sacrifício, que vos oferecemos pela Igreja santa e católica, para que acumuleis de vossas graças; pelo santo Padre, o Papa, por nosso Bispo, elo Rei, e portodos os que professam a verdadeira religião. Memento, Domine Lembrai-vos, Senhor, neste Sacrifício dos vossos servos e servas, de meu pai ede minha mãe,de meus irmãos e de minhas irmãs, de meus professores e minhas profes-soras e de todos os que procuram ou procuraram minha salvação de qualquer maneiraque seja, e de todos que me fizeram o bem. Fazei que sejam participantes deste santoSacrifício, dai-lhes as graças que precisam, em especial a de vos servir com a fidelidadeque desejais deles. Communicantes Ó meu Deus, visto que formamos uma mesma sociedade com os santos do céu,eu me uno a eles, principalmente à santíssima Virgem, a são João Batista, aos ApóstolosPedro e Paulo, e são João, a meu santo padroeiro, aos santos aos quais tenho uma devo-ção particular, e a todos os santos. Eu lhes peço que apresentem comigo este Sacrifíciode vosso Filho, que adorem continuamente este cordeiro que tirou os pecados do mun- 25
  26. 26. do, que lhe manifestem sua gratidão e agradeçam. Uno-me a eles para o fazer tambémcom eles. Hanc igitur Vós vedes, ó meu Deus, que toda a Igreja se interessa e se une para vos oferecereste Sacrifício. Aceitai com agrado, eu vos peço, esta homenagem que ela vos presta eque também eu vos estou prestando com ela. E tende a bondade de nos fazer passar estavida em vossa santa paz, de nos libertar da condenação eterna e nos colocar no númerode vossos eleitos. Isto vos pedimos por Jesus Cristo Nosso Senhor. Quam oblationem Concedei, Senhor, uma abundância de bênçãos às coisas que vos foram apresen-tadas; recebei-as com agrado para se tornarem o Corpo e o Sangue de vosso Filho ama-do, Jesus Cristo Nosso Senhor. Qui pridie. O qual, na véspera de sua Paixão, tomou o pão em suas mãos santase veneráveis, e erguendo seus olhos ao céu, o abençoou, e rompeu, e agradecendo aDeus, seu Pai, o mudou em seu Corpo, pelas palavras sagradas que pronunciou, e o dis-tribuiu depois a seus santos Apóstolos. Ato de adoração na elevação da Hóstia Ó meu Salvador, Jesus, que obedeceis tão pronta e exatamente às palavras dosacerdote a ponto de transformar o pão em vosso Corpo na mesma hora em que são pro-nunciadas, eu vos adoro realmente presente na santa Hóstia, adoro vossa submissão evosso aniquilamento neste Sacrifício, e vos peço que me concedais parte nas disposi-ções santas que nele manifestais. Simili modo. Após a ceia, Jesus Cristo tomou, da mesma forma, o cálice comvinho em suas mãos sagradas e veneráveis, e o transformou também em seu Sangue,pelas palavras que pronunciou; em seguida deu de beber a seus discípulos, dizendo-lhes:Todas as vezes que fizerdes isto, fazei-o em memória de mim. Ato de adoração na elevação do cálice Sangue precioso que foste derramado para apagar os pecados dos homens, eu teadoro neste Sacrifício, com respeito reconheço tua excelência e tua eficácia. Oxalá euseja muitas vezes lavado no sangue, pois ele branqueia e purifica nossas almas, e apagatodas as manchas. Purifica meu coração, ó Sangue adorável, e desapega-me de tudo oque ainda pode restar nele de pecado. Unde et memores Agora é uma Hóstia pura, uma Hóstia imaculada que vos oferecemos, ó meuDeus, porque é vosso Filho que é a vítima do Sacrifício. E como os três mistérios deseus sofrimentos e morte, de sua ressurreição e ascensão aos céus foram a causa de nos-sa salvação, nós vos pedimos que vos lembreis de conceder, em vista disto, a vossa Igre-ja as graças que ela vos pede. 26
  27. 27. Supra quæ Esta Hóstia é infinitamente mais excelente do que as ofertas do justo Abel, doque o sacrifício do patriarca Abraão, e o que vos apresentou o sacerdote Melquisedec. Ecomo as aceitastes com agrado, temos certeza que recebereis favoravelmente a ofertaque vos fazemos de vosso próprio Filho. Supplices te rogamus Contudo, por sermos indignos de vos apresentar uma vítima tão preciosa, nósvos suplicamos, ó Pai eterno, que Jesus Cristo, ao se oferecer a si mesmo a vós sobrevosso altar santo, como no passado se sacrificou no Calvário, todos nós, que temos agraça de assistir a este Sacrifício, sintamos também nós, os efeitos dele, e que derrameisabundantemente sobre nós as graças e bênçãos do céu. Memento etiam Eu vos peço, ó meu Deus, por Jesus Cristo Nosso Senhor, que concedais umsanto repouso às almas dos que passaram desta vida Para a eternidade em vossa graça,sobretudo a meus parentes, meus amigos e benfeitores e a todos pelos quais tenho obri-gação de rezar. Nobis quoque peccatoribus Também a nós, embora pecadores, dai-nos ter parte na glória dos vossos santosApóstolos e Mártires, sem tomar em consideração os nossos méritos. Nós pedimos porJesus Cristo esta graça que esperamos. Também é por ele que temos a vantagem desteSacrifício, como é nele, e com ele que vós recebeis toda glória que vos é devida, emunidade com o Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos Amém. Pater noster É pelo mandamento e pela instituição de Jesus Cristo, que ouso, ó Pai Eterno,dirigir-vos com confiança esta oração: Pai nosso que estais nos céus, Santificado seja vosso nome, Venha a nós o vosso reino. Seja feita vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje. Perdoai-nos as nossas ofensas, Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, E não nos deixeis cair em tentação, Mas livrai-nos do mal. Amém 27
  28. 28. Libera nos quæsumus Livrai-me, Senhor, de meus pecados passados, das ocasiões que estou no mo-mento a combater, das tentações que eu possa ter no futuro. Dai-me, pela intercessão dasantíssima Virgem, dos santos Pedro, Paulo e André, uma paz que me afaste não só dopecado, mas que me livre até da menor perturbação de minhas paixões. Pax Domini. Que vosso Espírito Santo, ó Deus, esteja em nós. E que vossa pazesteja sempre conosco. Haec commixtio. Que esta mistura e consagração do Corpo e do Sangue de JesusCristo, Nosso Senhor, procure para mim e para todos os que o receberem, a vida eterna. Agnus Dei Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz. Domine Jesu Christi, qui dixisti Ó meu Senhor Jesus Cristo, que devolvestes a vida ao mundo morto pelo peca-do, para cumprir a vontade de vosso Pai, e para satisfazer às instâncias do Espírito Santopara a santificação de nossas almas, colocai-me na situação de receber o vosso Corposagrado, com uma disposição tal, que eu não mais recaia em algum pecado e permaneçasempre fielmente apegado à observância de vossos santos mandamentos, e que no futu-ro, nunca seja separado de vós. Perceptio Corporis Embora indigno, ó meu Salvador, de receber vosso Corpo sagrado, ouso dispor-me a fazê-lo porque vós o mandais e porque mostrais um grande desejo que eu o faça.Eu vos suplico que eu não o receba para a condenação, mas que me sirva, por vossabondade, como sustento para meu corpo e minha alma e de remédio para todas as mi-nhas enfermidades. Panem cælestem. Tomarei o pão celeste que Deus me dá e em sinal de gratidãopor esta graça, invocarei o nome do Senhor. Domine, non sum dignus Senhor, eu não sou digno que entreis dentro de mim, mas dizei somente umapalavra e minha alma será salva. Que o Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo conserve minha alma para a vidaeterna. Quid retribum Domino? Que é que vos retribuirei, ó meu Deus, por todos osbenefícios que recebi de vós? Tomarei o cálice da salvação que me apresentais, parasofrer de bom grado por vós e invocarei vosso santo nome, cantando e publicando vos-sos louvores. É por este meio que serei livre dos inimigos que se opõem mais a minhasalvação. 28
  29. 29. Quod ore sumpsimus. Fazei, Senhor, que a nossa participação neste Sacrifício,produza em nós uma pureza de coração tal, que seja para nós não somente uma graçatemporal, mas se torne para nós um remédio eterno. Corpus tuum, Domine. Alimentado por tão puro e santo Sacramento, fazei, Se-nhor, por vossa graça, que não fique em mim nenhuma nódoa nem resto de pecado, eque a união a vosso Corpo sagrado não seja somente exterior em mim, mas penetre até ofundo de minha alma e me seja fonte de graças. Comunhão (Sb 16) Senhor, destes-nos um pão do céu no qual se contém toda sorte de delícias e umsabor sumamente agradável. Dominus vobiscum. Senhor que o vosso Espírito esteja conosco. Post communio Senhor que nos alimentastes com as coisas que são as delícias do céu, nós vossuplicamos que sempre nos concedais o desejo dessas mesmas coisas que nos fazemviver uma vida verdadeira. E o que vos pedimos por Jesus Cristo Nosso Senhor quevive e reina convosco na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.Amém. Dominus vobiscum. Senhor, que o vosso Espírito sempre esteja conosco. Placeat tibi, Sancta Trinitas Meu Deus, aceitai favoravelmente o serviço que vos apresentamos e o Sacrifícioque acabamos de oferecer pelas mãos do sacerdote e do qual pudemos participar. Fazeique ele seja útil para mim e para todos os que nele tiveram alguma parte. Benedicat vos. Que o Deus todo-poderoso, o Pai, o Filho e o Espírito Santo vosabençoe. Amém. Dominus vobiscum. Senhor, que o vosso Espírito esteja sempre consco. Início do Evangelho segundo São João No princípio era a Palavra, e a Palavra estava junto de Deus, e a Palavra eraDeus. ela existia, no princípio, junto de Deus. Tudo foi feito por meio dela, e sem elanada foi feito de todo o que existe. Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E aluz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la. Veio um homem, enviadopor Deus; seu nome era João. Ele veio como testemunha, a fim de dar testemunho daluz, para que todos pudessem crer, por meio dele. Não era ele a luz, mas veio para dartestemunho da luz. Esta era a luz verdadeira, que vindo ao mundo a todos ilumina. Elaestava no mundo e o mundo foi feito por meio dela, mas o mundo não a reconheceu. Elaveio para o que era seu, mas os seus não a acolheram. A quantos, porém, a acolheram,deu-lhes poder de se tornarem filhos de Deus: são os que crêem no seu nome. Estes fo-ram gerados não do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, masde Deus. e a Palavra se fez carne e veio morar entre nós. Nós vimos a sua glória, glóriacomo do filho único da parte do Pai – em plenitude de graça e de verdade 29
  30. 30. Depois da santa Missa Salmo 42 (41) Como a corça deseja as águas correntes, assim a minha alma anseia por ti, meu Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: quando hei de ir ver a face de Deus? As lágrimas são meu pão dia e noite, enquanto me repetem o dia inteiro: “Onde está teu Deus?” Disto me lembro e meu coração se aflige: quando eu passava junto à tenda admirável, rumo à casa de Deus, entre cantos de alegria e de louvor de uma multidão em festa. Por que estás triste, minha alma? Por que gemes dentro de mim? Espera em Deus, ainda poderei louva-lo, a ele, que é a salvação do meu rosto. Esta é a oração que oferecerei dentro de mim a Deus, autor de minha vida. Digo a Deus : tu és meu asilo e meu protetor. OUTRAS ORAÇÕES DURANTE A SANTA MISSA, ELAS SE REFEREM ÀS AÇÕES E ORAÇÕES DO SACERDOTE Antes da santa Missa Meu Salvador Jesus, vou assistir a santa Missa para vos honrar e para agradecertodos os vossos benefícios, especialmente por terdes morrido por mim. Também é paravos pedir as graças que me são necessárias e o perdão de meus pecados. Fazei, eu vospeço, que durante todo o tempo deste santo Sacrifício, meu espírito se una às intençõesda Igreja e do celebrante, e somente se ocupe convosco; que meu coração tenha um ar-dente desejo de vos receber e que eu não perca a lembrança de tudo o que sofrestes pormim no Calvário. No começo da santa Missa Ato de humilhação Como é que eu ousaria, ó meu Deus, aparecer diante de vós, eu que não sou maisdo que uma criatura miserável? Vós sois tudo e eu sou nada; vós tendes tudo e eu tenho 30
  31. 31. nada; vós podeis tudo e eu não posso nada. Já sei o que vou fazer para suprir minha in-digência: vou unir-me a vós para estar inteiramente dentro de vós. Eu ne entregarei todoa vós para possuir tudo convosco. Eu me aniquilarei em vós, para poder tudo por vós. Éassim, meu Deus, que não tendo nada por mim mesmo, poderei apresentar-me a vós,como alguma coisa que vos seja agradável; assim vos darei o que eu tiver recebido devós. Ato de confusão Como estou envergonhado, ó meu Deus, de me aproximar de vós e de vossossantos altares, por estar todo cheio de pecados. O pecado nasceu comigo e os crimes quecometi se multiplicaram ao mesmo tempo em que meus dias foram avançando. Dissipaipor vossa luz e por vossa graça toda a malícia de meu coração, para que eu seja capazde assistir e de participar do Sacrifício de vosso Filho. Ato de contrição Pode-se dizer o Confiteor com o acólito com sentimentos de contrição; ou entãose fará o Ato seguinte: Ó meu Deus, eu vos peço perdão de meus pecados, eu vo-los apresento para queos destruais. É pelo Sacrifício de vosso Filho na Cruz que já nos libertastes. O Sacrifícioque vos vai ser oferecido é o mesmo, e tem o mesmo poder e a mesma força. Concedei-me pois, eu vos suplico, em virtude deste, a absolvição de todos os meus pecados. Euvo-lo ofereço de ante-mão em vista disso e vos peço esta graça pelos méritos de JesusCristo e pela intercessão da santíssima Virgem e de todos os vossos Santos. Quando o sacerdote diz “Indulgentiam”, cada um deve, na medida do possível,se colocar na disposição de receber a absolvição de seus pecados. Ato de confiança Ó meu Deus, eu confio que me devolvestes a vida ao me perdoar meus pecadose é com este pensamento que me aproximo em espírito e de coração de vosso santo al-tar, para vos apresentar meus deveres e oferecer um Sacrifício de louvor, o próprio sa-crifício de Jesus Cristo, vosso Filho, com uma alma tão pura quanto me é possível. Ao intróito Ato de adoração Ó meu Deus, eu adoro vossa grandeza infinita e vossa majestade soberana. Osanjos tremem diante de vós, todas criaturas nada são em vossa presença e a constantetransformação que nelas se processa é uma homenagem que apresentam a vosso domí-nio sobre elas e a vossa essência imutável. Ó meu Deus, como sois grande e admirávelem vós mesmo e em tudo o que fazeis! É o sacrifício que vos devemos reconhecer: aaltitude, a extensão e o esplendor de vosso nome adorável e aniquilar-nos diante de vós. 31
  32. 32. Ao Kyrie, eleison Ato de pedido da misericórdia de Deus Derramai em nós, ó meu Deus, a vossa misericórdia. É com humildade que vô-lapedimos, e em união com Jesus Cristo vosso Filho que vô-la pediu na Cruz e ainda ago-ra a pede neste Sacrifício. Ao Gloria in excelsis Ato de louvor e ação de graças Meu Deus, que destes vossa paz aos homens de boa vontade, nós vos damos aglória que vos é devida. Nós vos louvamos, nós vos bendizemos, nós vos adoramos, enós vos damos graças por todos os benefícios com que cumulais sempre a terra. Vósnos enviastes vosso Filho único, para libertar todos os homens de seus pecados. Conce-dei-nos a graça de apagar todos os nossos pecados e de atender nossas súplicas. Pedi-mos insistentemente pelos méritos do próprio Jesus Cristo, vosso Filho, que sendo Deusconvosco, é tão santo, tão grande, tão poderoso, e que possui a mesma glória do quevós, com o Espírito Santo. Dominus vobiscum. Que o vosso espírito, Senhor, esteja sempre conosco. Na coleta Ó meu Deus, que desejais ardentemente nossa salvação e nos concedeis semcessar os meios de a realizar, inspirai-me a vontade de trabalhar na minha com grandís-simo cuidado, e dai-me para isso a graça de praticar tudo o que nos ensinastes, quer pe-los profetas, quer por vossos apóstolos, quer por vós mesmo, para que, tendo vividosegundo vossa santa doutrina e as leis do santo Evangelho, eu possa assegurar paramim, por meio das boas obras que eu tenha praticado, a posse da glória que prometestes.É o que vos peço por Jesus Cristo, vosso Filho, Nosso Senhor, que convosco vive e rei-na com o Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém. Na epístola Meu Deus que nos fizestes anunciar por vossos santos profetas o que nos deveriaacontecer na lei da graça, e que nos ensinastes por vossos santos apóstolos as regras, asmáximas da vida cristã, dai-me a compreensão desses santos Mistérios, escondidos nasprofecias e que Jesus Cristo Nosso Senhor cumpriu em sua pessoa. Dai-me também agraça de ouvir com submissão de espírito o que vós nos ensinais por vossos santos após-tolos, de saborear as verdades e práticas de que suas cartas estão cheias, e de orientarminha vida e minha conduta pelos conselhos que eles nos dão. Adoro todas as palavrasque estão em uns e em outros como vossa palavra divina da qual eles são apenas os ór-gãos e os ministros. Recebo-as com respeito, a elas me submeto com sentimento de hu-mildade e de gratidão, e estou disposto, com o auxílio de vossa graça, a observar todaselas com fidelidade. 32
  33. 33. No gradual Aspiração Vossa palavra e vossa santa Lei, ó meu Deus serão dia e noite o assunto de mi-nhas reflexões. Meu prazer será pensar nelas com freqüência, vou considerar quantovossos benefícios foram enormes a meu respeito; quantas graças recebi de vós, e porconseqüência, quanto devo ser fiel em observar o que ordenais. Vossa lei é um jugo,mas um jugo que só contém doçura, um fardo que não é pesado. Ó minha alma e meucoração, considerai e saboreai quão suave é o Senhor, quanto ele é amável. Ao Evangelho Aqui, ó meu Deus, não é somente a vossa palavra que adoro em vós, mas vossaLei santa, a regra de todos os cristãos. Eu a escuto com respeito, eu a creio com firmeza.Vós mesmo a publicastes, vossos santos apóstolos, inspirados por vosso espírito, a es-creveram. Ó meu Deus, eu é que devo praticá-la. Eu vos agradeço de me terdes dadouma doutrina tão excelente, para me servir de guia e de regra em toda a minha maneirade viver. Eu a lerei, eu a meditarei, e não terei vergonha de observar o que ela nos ensi-na de mais contrário às máximas do mundo, contanto que eu seja auxiliado por vossagraça eu me vou esforçar para praticá-la em toda sua extensão durante toda a minhavida. Ao credo Profissão de Fé 1. Creio que há um só Deus e que não pode haver vários. 2. Creio que há três Pessoas em Deus: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; e que essas três pessoas são um só Deus. 3. Creio que o Filho de Deus, a segunda Pessoa da santíssima Trindade se fez homem, morreu na Cruz por nossos pecados. 4. Creio que os que morrerem em estado de graça serão eternamente felizes no céu, vendo a Deus tal qual ele é. 5. Creio que os que morrerem em estado de pecado mortal serão condenados, isto é, queimarão eternamente nos infernos. 6. Creio que basta ter cometido um só pecado mortal e morrer nesse estado para ser condenado. 7. Creio que há dez Mandamentos de Deus e que somos obrigados a observá- los todos, e que também devemos observar os Mandamentos da Igreja. 8. Creio que é necessário recorrer muitas vezes à oração e que não podemos salvar-nos sem rezar com atenção e piedade. 9. Creio que há sete Sacramentos, Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristi- a, Unção dos enfermos, Ordem e Matrimônio. 10. Creio que o Batismo apaga o pecado original e nos faz cristãos; que a Peni- tência perdoa os pecados cometidos depois do Batismo; que a Eucaristia con- tém o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo sob as aparências do pão e do vinho. 33
  34. 34. Oblação do pão, de nossos corpos e de nossos sentidos Recebei, ó meu Deus, a oblação que vos faço juntamente com o sacerdote, dopão que deve ser transformado no corpo sagrado de Jesus Cristo. Abençoai-o, eu vospeço. Recebei também a oferta que vos faço de meu corpo e de meus sentidos. Santifi-cai-os, eu vos peço, e fazei-me a graça de fazer deles um uso santo. Dai a meu corpo apureza tão cara a vosso Filho e não permitais que eu me sirva de meus sentidos para umfim mau, mas regulai-os de tal sorte que, ao ver, ao ouvir, ao tocar alguma coisa, aobeber, ao comer, ao falar, seja por necessidade, por submissão a vossa santa vontade esempre sem vos ofender.Oblação do vinho, de nossa alma, nossos pensamentos e nos- sos afetos Eu vos ofereço, ó meu Deus, em união com toda a Igreja, o vinho que deve semtardar se tornar o Sangue precioso de vosso Filho. Ofereço também toda a minha alma,meus pensamentos, meus sentimentos e meus afetos. Fazei que minha alma se ocupesomente com o que respeita minha salvação; que meus pensamentos sejam só conhecer-vos a vós; que meus sentimentos sejam conformes ao que nos é ensinado no santo E-vangelho e que toda a minha afeição seja vos amar e vos ser agradável em tudo. Ao lavar os dedos Oração para pedir a pureza de coração Purificai-me, ó meu Deus, dos menores pecados que ainda pudessem macularminha consciência. Por isso, lavai-me no sangue do Cordeiro, para que eu me encontreem tal pureza de coração, que nada me impeça de participar do santo Sacrifício que sevai oferecer-vos e que eu receba vossas graças e vossas bênçãos com abundância. Na oblação do pão e do vinho Ó santíssima e adorável Trindade, uno-me ao sacerdote que vos oferece tudo oque foi preparado para o Sacrifício. Ao me unir assim a ele, eu vos apresento tudo o quehá em mim de bom e de ruim; o que há de ruim, para que vós o destruais pela eficáciados sofrimentos e da morte de Jesus Cristo; o que há de bom, para que o torneis isentode toda imperfeição em virtude da ressurreição e que, pela graça de sua ascensão glorio-sa ao céu vós o leveis à perfeição. Ao Orate, fratres Eu vos peço, ó meu Deus, que aceiteis com agrado o que o sacerdote vos apre-sentou para servir de sacrifício e a oferta que vos fiz de mim mesmo e de tudo o queestá em mim. Dignai-vos fazer disto um só sacrifício e consumar o meu pelo de JesusCristo. 34
  35. 35. Na oração secreta O que o sacerdote e os fiéis acabam de vos oferecer não são mais algo profano,nem para uso comum. Santificai-o, ó meu Deus, separai-o do resto das criaturas e con-siderai-o como coisa vossa. Concedei-me também, ó meu Deus a mesma graça. Fazei-me santo pela santidade de minhas ações; fazei que eu não concorde em nada com omundo, com os que cometem o pecado e consagrai-me inteiramente a vós e a vosso ser-viço. Ao prefácio Meu Deus, basta ser cristão (que deve ser animado por vosso espírito), parasempre ter o coração levantado para vós. Mas a minha fraqueza é tão grande que é pre-ciso que muitas vezes eu seja advertido a pensar em vós, mesmo durante os santos Mis-térios. É bem justo, ó meu Deus, que eu esteja ocupado em vós e que eu vos louve. Con-tudo, por mim mesmo, não vos posso dar os louvores que vos convêm, nem vos dar asdevidas ações de graça. É em Jesus Cristo e por Jesus Cristo somente que o posso fazer.Os anjos, por mais elevados que estejam na glória, só por ele vos louvam, só com elevos respeitam, só nele vos adoram. Portanto, é por Jesus Cristo, em união com essesbem-aventurados espíritos que vos peço que aceiteis que eu vos diga com profundo res-peito: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus dos Exércitos. O céu e a terra estão cheiosde sua glória e majestade. Ao Te igitur Eterno Pai, por Jesus Cristo, mediador entre vós e nós, especialmente neste Sa-crifício, eu vos peço que aceiteis com agrado o que o sacerdote continua a vos oferecere as orações que faço por mim para que me concedais a graça de uma piedade verdadei-ramente cristã; pela vossa santa Igreja, que a conduzais e governeis sempre por vossoespírito; por nosso santo Padre o Papa, por nosso Bispo, pelo Rei e por todos os que têmfé e que vivem na comunhão com a Igreja, que lhes concedais a graça de seu estado e deos cumular de vossas bençãos. Ao Memento Meu Deus, vós concedeis a todos os vossos fiéis a graça de serem membros deum mesmo corpo e de receber a vida e as influências do espírito de Jesus Cristo, suacabeça. Até quereis que tenhamos uma grande união de coração e que peçamos uns pe-los outros. Para obedecer ao mandamento que nos prescrevestes é que, sem olhar parameus pecados, eu rezo por meu pai e minha mãe, por meus irmãos e irmãs, por meusprofessores e professoras, pelos que procuram ou procuraram minha salvação, seja qualfor a maneira e dos quais recebi algum bem, e também por todos os que estão presentesa este Sacrifício e vos peço por eles todas as graças que precisam. Ao Communicantes É justo, ó meu Deus, que os santos que estão no céu se unam a nós para rezar,sobretudo neste Sacrifício. Já que formam conosco uma só e mesma Igreja, devem inte-ressar-se por nossa santificação, por nos alcançar os meios para tanto, e para vos pedir 35

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